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  • Justiça Eleitoral tem até hoje para analisar registros dos candidatos

    A 20 dias do primeiro turno das eleições, termina nesta segunda-feira (17) o prazo para juízes eleitorais, desembargadores de tribunais regionais eleitorais (TREs) e ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisarem os registros de todos os candidatos nestas eleições. Os candidatos a presidente são registrados no TSE; os candidatos a governador, senador, deputado federal e deputado estadual/distrital são registrados nos TREs. Este ano, cerca de 28.880 cidadãos de 35 partidos políticos ou coligações apresentam-se como candidatos.



  • Receita e PF apreendem dólares com delegação da Guiné Equatorial

    Foto: Divulgação | Polícia Federal

    Uma ação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), apreendeu malas de dinheiro e relógios da comitiva do vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Mang. A delegação carregava cerca de US$ 1,5 milhão e R$ 55 mil, em espécie, e relógios de luxo avaliados em US$ 15 milhões.

    Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que "se manteve em coordenação permanente com a Polícia Federal e a Receita Federal no acompanhamento do caso, inclusive quanto à adoção de medidas cabíveis". A investigação do caso está sob sigilo diplomático.

    Além do vice-presidente, mais dez pessoas estavam a bordo. A delegação não veio ao Brasil em missão oficial. Em visitas oficiais, a bagagem diplomática, com documentos do país de origem, não passam pela fiscalização. A comitiva da Guiné Equatorial, no entanto, tinha malas sem conteúdo diplomático.

    O vice-presidente, filho mais velho do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, estaria no Brasil para fazer um tratamento de saúde. O avião que trouxe a delegação é do governo da Guiné Equatorial e chegou a Viracopos na noite de sexta-feira (14).

    Há pouco mais de três anos, o vice-presidente acompanhou, no Rio de Janeiro, o desfile da escola de samba Beija-Flor, que homenageou a Guiné Equatorial. Conhecido como Teodorín, é apontado como sucessor natural do pai, que tem 76 anos e está no poder há mais de três décadas. Foi ministro da Agricultura e de Florestas antes de assumir o posto em que está.

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  • Ministro Gilmar Mendes manda soltar Beto Richa

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, decidiu hoje (14) soltar o ex-governador do Paraná, Beto Richa, preso nesta semana no âmbito da Operação Rádio Patrulha, que investiga o suposto direcionamento de licitação para beneficiar empresários e o pagamento de propina a agentes públicos no Paraná. 

    Além de Richa, que é candidato ao Senado nas eleições de outubro, também serão soltos por meio da decisão mais 14 acusados que foram presos. 

    Richa e a esposa, a ex-primeira dama do estado e ex-secretária da Família, Fernanda Richa, que também foi presa, estão detidos provisoriamente no Regimento da Polícia Montada, da Polícia Militar, em Curitiba, por determinação da Justiça estadual. 

     

    No pedido de liberdade feito mais cedo ao STF, os advogados alegaram que não há motivos para a decretação da prisão porque os supostos fatos teriam corrido entre 2011 e 2013. A liminar foi enviada ao processo no qual Gilmar Mendes proibiu a condução coercitiva de investigados. Segundo a defesa, a prisão foi decretada em substituição à condução, violando a decisão do ministro, que foi confirmada posteriormente pelo plenário.

    De acordo com o ministro, a decretação da prisão foi inconstitucional e violou a decisão da Corte sobre a condução coercitiva.  Além disso, Mendes disse que as prisões temporárias só podem ocorrer quando forem imprescindíveis para as investigações.

    "Entende-se, como regra, que fatos antigos não autorizam qualquer espécie de prisão provisória, seja ela temporária ou preventiva, sob pena de desvirtuamento de sua finalidade e esvaziamento da garantia fundamental da presunção de inocência", decidiu Mendes.

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  • Publicada portaria que obriga empresas a contratar presos ou egressos

    Foto: Reprodução

    A portaria que obriga empresas contratadas pelo governo federal a empregar presos ou egressos do sistema prisional foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (14). A medida vale para empresas vencedoras de licitações cujos contratos com o governo superem R$ 330 mil. A portaria é assinada pelos ministros da Segurança Pública, Raul Jungmann, e dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha.  

    Além de dispor sobre o procedimento de contratação de mão de obra de presos ou egressos do sistema prisional, a portaria aborda detalhes relativos à forma como o cumprimento dessas regras será fiscalizado.

    As novas regras haviam sido anunciadas em agosto pelos ministros Raul Jungmann e Gustavo Rocha. “Toda e qualquer empresa que vá contratar ou que vença licitação de mais de R$ 330 mil por ano terá de contratar um percentual, que começa em 3% [de egressos ou presos]. Quanto maior for o valor da licitação, maior será esse percentual, até o máximo de 6%”, disse Jungmann durante a cerimônia de assinatura da portaria.

    Quando a execução do contrato demandar 200 ou mais funcionários, o percentual de egressos ou presos contratados deverá ser de 3%. De 201 a 500, o percentual sobe para 4%; quando for entre 501 e 1 mil funcionários será de 5%; e quando for acima de 1 mil empregados, de 6%. A obediência a esses percentuais será exigida da proponente vencedora na assinatura do contrato. Caberá à empresa apresentar mensalmente – ao juízo de execução, com cópia para o fiscal do contrato ou para o responsável indicado pela contratante – a relação nominal dos empregados, ou outro documento que comprove o cumprimento dos limites percentuais previstos.

    Na época em que anunciou a portaria, o ministro Jungmann disse que a nova legislação poderá ajudar os presos a terem uma recolocação produtiva e, dessa forma, evitar que cometam novos crimes. Para Jungmann, a medida diminuirá o poder das facções criminosas, uma vez que alternativas laborais dentro e fora do sistema prisional evita que os indivíduos se tornem “escravos” dessas facções.

    A fim de facilitar a implementação dessas regras, será criado o Banco Nacional de Egressos – um cadastro por meio do qual as empresas terão acesso ao perfil do preso ou do egresso, de forma a identificar aqueles com melhores condições para ocupar o posto.

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  • Bolsonaro permanece na UTI e vai reiniciar fisioterapia, diz hospital

    O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com evolução clínica estável, após realização de cirurgia de emergência na noite de quarta-feira, informou o hospital Albert Einstein em boletim médico nesta sexta-feira.

    O candidato irá reiniciar fisioterapia nesta sexta, com caminhada e exercícios respiratórios, acrescentou o hospital.

    "(Bolsonaro) continua recebendo analgésicos para controle da dor, afebril e sem outros sinais de infecção. Durante o dia de hoje reiniciará fisioterapia --caminhada e exercícios respiratórios", disse o hospital em boletim.

    O candidato do PSL foi alvo de uma facada há uma semana quando fazia campanha em Juiz de Fora (MG) e passou por uma cirurgia na Santa Casa de Misericórdia da cidade mineira por causa de ferimentos nos intestinos grosso, delgado e em uma veia abdominal.

    Na noite de quarta-feira, o candidato passou por outra cirurgia, uma operação de urgência, para desobstrução intestinal depois que exames detectaram aderência nas paredes do intestino.

    (Por Maria Clara Pestre, no Rio de Janeiro)



  • PF cumpre mandados e investiga corrupção na Casa da Moeda, no Rio

    Policiais federais cumprem hoje (14), no Rio de Janeiro, dois mandados de busca e apreensão nas casas de investigados em esquema de corrupção na Casa da Moeda do Brasil, onde são confeccionadas cédulas do Real.

    A Operação Vícios II investiga lavagem de dinheiro e atuação de ex-diretores da estatal em fraude de licitação.
     
    Segundo a Polícia Federal, o esquema beneficiou uma empresa privada durante um procedimento licitatório para a compra de equipamentos no valor de R$ 300 milhões.
     
    A primeira fase da Operação Vícios foi desencadeada em julho de 2015, quando foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão no Rio, São Paulo e Brasília. Em março deste ano, mais seis mandados foram cumpridos no Rio, São Paulo, São José dos Campos (SP), Itajubá (MG) e Brazópolis (MG).
     
    A operação Vícios conta com o apoio da Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda.







  • Advogada é algemada por PMs durante audiência judicial no Rio; vídeo

    A advogada Valéria Lucia dos Santos, 48, foi algemada nesta segunda-feira (10) durante uma audiência no 3º Juizado Especial Cível de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro.

    A advogada e a juíza leiga discutiram, e Valéria foi algemada, no chão, por policiais do fórum. Pessoas na sala gravaram vídeos da situação, mas não é possível ver todos os momentos ou o início do episódio. O juiz leigo é um advogado que auxilia a Justiça em alguns juizados especiais, mas a decisão final é de um juiz togado.

    Segundo a seção do Rio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o ato foi uma grave violação. Advogada desde 2016, Valéria trabalha para um escritório no município. "Nem na época da ditadura se prendia, algemava e jogava ao chão um advogado dentro da sala de audiência. É um absoluto desrespeito ao Estado democrático e à advocacia. Isso causa muita preocupação", disse Luciano Bandeira, presidente da Comissão Estadual de Defesa de Prerrogativas da OAB.

    Questionado, o TJ-RJ disse, por meio de nota, que a juíza leiga pediu a presença de policiais "para conter uma advogada que não havia acatado orientações da magistrada". "Segundo policiais, ela resistiu e, por isso, foi algemada e encaminhada para a 59ª delegacia, de Duque de Caxias. Estamos aguardando a conclusão do inquérito policial", afirmou o tribunal.

    A Folha de S.Paulo pediu ao TJ-RJ para entrevistar a juíza leiga, mas não teve resposta. O nome da profissional também não foi informado pelo tribunal. Procurada, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que representa juízes, não respondeu até a publicação desta reportagem.

    Valéria afirma que ficou indignada, porque, segundo ela, seu direito de trabalhar foi cerceado. Negra, ela não quis atrelar o episódio a um possível ato de racismo. "Eu não queria pontuar a questão do racismo, porque não vou mudar a concepção das pessoas e nem a cor da minha pele. Ali a minha indignação foi por me impedirem de trabalhar", afirmou.

    Ela disse que se sentiu "muito mal" com a situação. "A ficha caiu quando eu estava no chão algemada, sentada. Realmente, sou negra, mulher, preciso ser tratada dessa forma?", afirma.

    Segundo a OAB, Valéria defendia uma consumidora, que entrou com um processo contra uma empresa de telefonia por causa de cobranças indevidas. Na audiência, não houve conciliação entre as partes, e a advogada pediu para ter acesso à contestação da empresa ao processo, sempre de acordo com a versão da OAB.

    "É dever do advogado pedir para ler a contestação, que só pode ser vista naquele momento, para impugnar ou questionar a validade de documentos juntados pela defesa. Ela estava exigindo isso ou que se colocasse na ata que ela não teve acesso à contestação", afirma o representante da OAB.

    Segundo ele, a advogada seguiu o rito processual normal, já que aquela era a última oportunidade de se manifestar antes que a sentença fosse dada. "Ela estava cumprindo a obrigação dela, estava absolutamente correta."

    Em um dos vídeos, Valéria diz que não vai sair da sala e que estava ali no aguardo de um delegado da OAB. Segundo Bandeira, essa função é exercida por advogados, presentes em plantões nos fóruns, responsáveis por representar a Ordem e defender os profissionais da categoria.

    "Quando há alguma palavra atravessada, algum conflito, o delegado é chamado para mediar a situação. A audiência ficava no segundo andar, e a sala da Ordem, no quarto piso. Era questão de segundos até o delegado chegar. Mas a juíza leiga não esperou e determinou a prisão", afirma Bandeira.

    Segundo Valéria, ela não chegou a ser detida, porque o delegado da OAB chegou logo à sala. Em seguida, a advogada, o representante da Ordem e os policiais foram à delegacia registrar boletim de ocorrência.

    A OAB-RJ vai entrar com com representação contra os policiais na corregedoria da corporação e contra a juíza leiga no TJ-RJ, além de processos civis e criminais na Justiça. Com informações da Folhapress.

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  • Beto Richa é preso, e Lava Jato mira aliados

    O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), candidato ao Senado, foi preso nesta terça-feira, 11. A ordem é da Justiça do Estado e foi cumprida pelo Gaeco, do Ministério Público do Paraná.

    Além desta ofensiva, aliados de Beto Richa foram alvo de mandados da Justiça Federal do Paraná. Também nesta terça, em mais uma ação ostensiva decorrente da Lava Jato, a Polícia Federal deflagrou a Operação Piloto nos estados da Bahia, de São Paulo e do Paraná.

    Aproximadamente 180 policiais federais cumprem 36 ordens judicias nas cidades de Salvador/BA, São Paulo/SP, Lupianópolis/PR, Colombo/PR e Curitiba/PR.

    Em nota, a PF informou que a investigação mira suposto pagamento milionário de vantagem indevida, em 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, o departamento de propina da empreiteira, para agentes públicos e privados no Estado Paraná. Segundo os investigadores, a contrapartida seria um possível direcionamento do processo licitatório para investimento na duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.

    As condutas investigadas podem configurar os delitos de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

    O nome dado à operação policial remete a codinome atribuído pela Odebrecht em seus controles de repasses de pagamentos indevidos a um investigado nesta operação policial.

    Os presos serão levados à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR onde permanecerão à disposição da Justiça.

    Discriminação dos mandados judiciais da PF:

    SALVADOR/BA

    01 mandado de busca e apreensão

    SÃO PAULO/SP

    01 mandado de busca e apreensão

    PARANÁ/PR

    LUPIANÓPOLIS/PR

    02 mandados de busca e apreensão

    COLOMBO/PR

    01 mandado de busca e apreensão

    CURITIBA/PR

    28 mandados de busca e apreensão

    02 mandados de prisão preventiva

    01 mandado de prisão temporária(Estadão)

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  • Mais de 100 presos fogem de penitenciária em João Pessoa

    Ao menos 105 presos fugiram da Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes, em João Pessoa (PB), na madrugada desta segunda-feira (10). Segundo a secretaria estadual de Administração Penitenciária, homens fortemente armados explodiram o portão principal após trocarem tiros com policiais militares e agentes prisionais. Um tenente foi baleado durante as perseguições ao grupo que atacou a penitenciária.

    O militar foi levado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. O estado dele é grave. Ainda de acordo com a assessoria da secretaria estadual, no momento do ataque, policiais militares faziam a segurança da unidade instalados em quatro guaritas existentes no muro do presídio. Além disso, 18 agentes prisionais estavam de serviço.

    Até as 9h30, 33 fugitivos tinham sido recapturados. Um forte esquema foi montado para conter a situação e recapturar os outros foragidos. Um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias da fuga e identificar os envolvidos. As autoridades desconfiam que cerca de 20 pessoas participaram da ação externa, divididos em quatro carros que se aproximaram da unidade vindos de diferentes direções.

    Os secretários da Administração Penitenciária, tenente-coronel Sérgio Fonseca de Souza, e da Segurança Pública e Defesa Social, Cláudio Lima, e o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Euller Chaves, devem fornecer, ainda na manhã de hoje, detalhes sobre a ocorrência e as buscas aos fugitivos.







  • Bolsonaro precisará de cirurgia para reconstruir trânsito intestinal

    Foto: Reprodução

    Internado há três dias em São Paulo, o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, precisará passar por uma nova cirurgia de grande porte, “posteriormente”, para reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia, feita em função de lesões graves no intestino grosso e delgado, informou boletim médico do Hospital Albert Einstein, divulgado às 10h de hoje (10).

    A nota não informa em que momento essa cirurgia será feita. De acordo o boletim médico, Bolsonaro permanece sem sinais de infecção, recebendo o suporte clínico, fisioterapia respiratória e motora e alimentação exclusivamente endovenosa.

    Bolsonaro foi atingido por uma faca na região abdominal na última quinta-feira (6), quando participava de uma atividade de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. Segundo o hospital, quatro dias após o ferimento, o estado do candidato ainda é grave e ele permanece em terapia intensiva.

    "O paciente permanece ainda com sonda gástrica aberta e com paralisia intestinal que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e traumas abdominais. Ontem, havia uma movimentação intestinal ainda incipiente e que persiste do mesmo modo hoje", diz o boletim médico.







  • PF instaura inquérito para apurar ataque contra Bolsonaro

    A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para apurar o ataque contra o candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, ferido durante um ato de campanha, na tarde de hoje (6), em Juiz de Fora (MG).

    Em nota, a PF confirmou que o homem suspeito de ter esfaqueado o candidato, Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi detido por populares e seguranças e conduzido por policiais federais para a Delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora (MG), onde está prestando depoimento. Antes de ser retirado do local, o suspeito chegou a apanhar de pessoas que acompanhavam o evento.

    Bolsonaro era carregado por populares quando foi atingido por um objeto perfurante. Além de seguranças particulares, o candidato era escoltado por policiais federais que o levaram para o Hospital Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.







  • Urgente: Bolsonaro leva facada durante ato de campanha em Juiz Fora, diz PM

    Um ato de campanha do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, foi interrompido na tarde desta quinta-feira (6), em Juiz de Fora (MG), após um tumulto generalizado. Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, o presidenciável foi esfaqueado na região do tórax.

    No momento da confusão, Bolsonaro estava sendo carregado nos ombros por um apoiador de sua campanha, fazendo corpo a corpo com eleitores, na região do Parque Halfald.

    Um assessor pessoal de Bolsonaro e um policial disseram que um suspeito de envolvimento com o ataque foi detido.

    O deputado foi retirado do local às pressas, em um carro da PF, e levado para a Santa Casa de Misericórdia. As circunstâncias completas do episódio ainda estão sendo apuradas.



  • Odebrecht é multada no México em R$ 17 milhões por suposto pagamento de propina

    Duas subsidiárias da Odebrecht foram multadas em R$ 17 milhões pela Petróleos Mexicanos (Pemex) por conta de contratos irregulares firmados com agentes públicos. De acordo com a petrolífera do México, a empresa baiana teria pago propinas aos agentes. A informação foi divulgada pela Coluna Expresso, da revista Época.

    Diante da suspeita, o Congresso mexicano estuda criar uma comissão especial para apurar os negócios da Odebrecht com a Pemex. Recentemente a empresa foi proibida de participar de licitações no país.



  • Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 20 milhões nesta quarta-feira

    Oconcurso 2.075 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 20 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) desta quarta (5) no município de São Bento do Sul, em Santa Catarina.

    A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.



  •  O longo e incerto caminho para a reconstrução do Museu Nacional

    Um dia depois do mega incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, as autoridades e os pesquisadores ainda não têm respostas sobre o tamanho exato das perdas e muito menos as causas da tragédia — para além do descaso de sucessivos governos com a instituição. O momento agora é de espera: o Ministério Público Federal pediu a abertura de um inquérito para apurar as causas e eventuais responsabilidades pelo incêndio, e a Polícia Federal deverá fazer uma perícia, juntamente com a escola de engenharia da UFRJ, durante os próximos dias. Até que isso aconteça, o que existem são promessas das principais autoridades políticas. Nesta segunda-feira, o ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, anunciou que irá destinar imediatamente 10 milhões de reais para um plano de emergência.

    "O Governo vai criar um comitê Executivo para acelerar a recuperação", anunciou o ministro da educação, juntamente com o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e do reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher. Eles realizaram uma entrevista coletiva, inicialmente marcada para 14h30, apenas no final da tarde, após uma reunião. As três autoridades representam os três organismos responsáveis da instituição: a UFRJ, proprietária e mantenedora do museu, recebe suas verbas via repasses do Ministério da Educação, enquanto que o Ministério da Cultura, a partir do IPHAN e do IBRAM, órgãos nacionais de patrimônio e de museu, possuem responsabilidades normativas e de conservação. Os 10 milhões, que virão exclusivamente da pasta de Educação, deverão garantir de forma urgente a segurança do patrimônio, o cercamento do local e o reforço das estruturas, explicou da Silva. Uma empresa deverá ser contratada e, juntamente com os funcionários do Museu, começará a ser feito o trabalho de procura do que sobrou. "O que nós fizemos hoje foi dar o ponta pé inicial na reconstrução", disse Sá Leitão.

    Depois, cinco milhões de reais deverão ser destinados para um projeto básico e um executivo, que Sá Leitão estima que ficará pronto até o início de 2020. A partir de então começa o trabalho efetivo de reconstrução. "Um projeto executivo leva de seis meses a um ano. Queremos dar a maior celeridade, por isso estamos fazendo uma parceria com a UNESCO, para fazer as contratações via este órgão", explicou o ministro da Cultura. Além desses 15 milhões de recursos, ele garantiu que o financiamento de 21,7 milhões do BNDES, aprovado anos antes da tragédia deste domingo, está mantido. Sá Leitão também garantiu ter colocado "a Lei Rouanet à disposição" da reconstrução do museu. "Recebi contatos da TIM, do Banco Icatu... o presidente Michel Temer conversou com a Febraban, com o Itaú, o Santander e o Bradesco. E também vai falar com as estatais, como o BB, a Caixa e o BNDES", completou.

    A última etapa desse projeto, detalhou Sá Leitão, é a aquisição de "novos acervos que possam de alguma forma substituir o que se perdeu". O ministro da Educação falou por sua vez em "parcerias internacionais" para recompor o acervo.

    Vídeo: Veja como ficou interior do Museu Nacional após incêndio (Via Veja)

    Responsabilidades

    O reitor da UFRJ, instituição responsável por repassar os recursos que chegam através do Ministério da Educação, evitou fazer qualquer tipo de especulação sobre eventuais causas e culpados. Não se pode, argumentou, trabalhar de forma especulativa em momento delicado". Demonstrou confiança no trabalho da Polícia Federal, mas defendeu que a UFRJ também faça seu parecer para que haja um "refinamento" maior dos laudos sobre o incêndio. Ele disse que a instituição não possuía recursos suficientes para manter uma brigada de incêndio 24 horas no local.

    Já Sá Leitão não poupou críticas ao que considera um modelo ineficaz de gestão dos museus universitários. Ele retirou a culpa do Governo Federal pela falta de financiamento e passou às próprias instituições. "Esses museus estão em condições muito precárias. Acho que falta sobretudo que os gestores das universidades, responsáveis pelos museus, empreendam ações no sentido de aumentar a base de recursos. Ficar apenas com recursos orçamentários não dá mais", defendeu o ministro da Cultura, que quer uma mudança no modelo. "Esse modelo 100% estatal está falido no Brasil. É preciso mudar o modelo de gestão desses museus e buscar outras fontes de recursos. Eu tenho colocado a Lei Rouanet à disposição, tenho procurado prefeitos e governadores para que se envolvam nesse processo. Mas isso é uma questão de postura desses gestores das universidades".

    Luto e protestos

     

    Além das promessas das autoridades, esta segunda-feira foi de luto, lágrimas e protestos. "Eu estava em casa quando recebi uma mensagem via rede social de uma professora da UERJ que mora aqui do lado avisando do incêndio", conta o professor Renato Rodríguez Cabral, do departamento de geologia e paleontologia. "Eu peguei o carro e voei pra cá, na esperança de que fosse algo localizado. Mas quando eu vi, comecei a chorar dentro do carro", completa o pesquisador, que há 13 anos trabalha no Museu Nacional. No meio da tarde, ele e alguns colegas puderam entrar rapidamente em algumas salas do primeiro andar para resgatar alguns minerais raros da coleção Werner, trazida pela família real ao Brasil,  além de um quadro do Marechal Rondon. Algumas cerâmicas também foram resgatadas pelos bombeiros.

    Alguns setores, contudo, foram totalmente destruídos. Como a parte de memória e arquivo, composta principalmente de papel. Ou a parte de insetos, que contava com exemplares únicos de espécies extintas. "Felizmente a produção muito intensa, então nem tudo está perdido em termo de ciência, porque muitas peças foram estudadas. As analises estão publicadas em artigos e livros", explica o professor. "Tínhamos inúmeras peças de culturas indígenas brasileiras coletadas desde o seculo XIX de povos que não existem mais, ou de povos que existem e não fazem mais aquilo", completa. Já os estragos de seu departamento serão avaliados com o tempo. "Nossos armários de aço estão em pé, mas tem muito ferro e entulho em cima. Vai demorar alguns meses para acessas os fósseis e minerais ali dentro. Se a gente recuperar 25%, vai ser uma alegria total". Outro setor que reportava perda total era o de linguística, em especial o acervo único de línguas indígenas.

    Já Cristiana Serejo, vice-diretora do Museu Nacional, estima que, além da carcaça do palácio imperial, apenas 10% do do acervo se salvou — ainda que só se saiba exatamente quando a perícia da Polícia Federal terminar e os pesquisadores puderem entrar, destaca. Ela lembra ainda que alguns departamentos fora do palácio, como de vertebrados e o de botânica, além de uma biblioteca no Horto, ficaram intactos. O desafio agora é manter as pesquisas e remanejar os pesquisadores para para outros espaços da UFRJ. E, com o que sobrou, construir outro museu. "Desde ontem eu choro bastante, mas a gente vai conseguir", disse, emocionada.

    Diante dos portões da Quinta da Boa Vista, estudantes vestidos de preto protestavam em repúdio ao incêndio. Em determinado momento, forçaram a entrada no parque municipal e foram contidos por policiais, que usaram bombas de gás e cassetetes. Por volta de 14h finalmente os portões foram abertos e eles puderam se aproximar mais do palácio incendiado. Não houve mais tumulto. Na parte da noite, uma manifestação foi convocada no centro da cidade, na Cinelândia, com o mesmo intuito: protestar contra o descaso das autoridades brasileiras que, acredita-se, resultou na tragédia. Milhares marcharam em direção a Assembleia Legislativa, mas não há uma estimativa do número exato de pessoas. Segundo análise de FGV, a tragédia provocou grande mobilização no Twitter — semelhante à do assassinato de Marielle Franco ou do julgamento do ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal: foram 1,6 milhão de tuítes em 18 horas.(EL PAÍS )

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