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  • PF teme manifestações na Copa, mas não tem ideia da dimensão que terão

    Onda de protestos espontâneos tomou o país de surpresa, ofuscando a Copa das Confederações (Foto: AP)

    Durante a Copa do Mundo, que terá jogos em 12 capitais do país entre 12 de junho e 13 de julho, o maior temor, em termos de segurança, não é o de um ataque terrorista, mas as manifestações que podem ocorrer durante a competição, diz, em entrevista exclusiva aoG1, o delegado Felipe Seixas, coordenador nacional da segurança de grandes eventos da Polícia Federal

    “As manifestações, sem dúvida, seriam hoje a nossa maior preocupação. A probabilidade delas acontecerem é altíssima, sabemos que irão acontecer, mas não sabemos exatamente qual a proporção. Pode ser que sejam piores ainda do que na Copa das Confederações. Pode ser que sejam mais violentas”, afirma o delegado.

    “Sabemos que vai ter, mas não se sabe ainda exatamente qual vai ser a dimensão destes movimentos”, acrescenta. “Já um ataque terrorista, a gente acredita que não vai acontecer, e estamos trabalhando para que isso não ocorra. E, caso ocorra, que a resposta do Estado seja o mais rápido possível”.

    Durante a Copa das Confederações, em junho de 2013, protestos ocorreram em diversas cidades do país pedindo melhorias no transporte público e na saúde, dentre outras reivindicações. Os atos levaram milhares de pessoas às ruas do país e, em muitos casos, terminaram de forma violenta, com depredações e confrontos. As polícias foram acusadas de excesso de uso de munição não letal, como gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha, que deixaram feridos em vários estados. A corporações disseram ao G1 que “foram pegas de surpresa” pela violência. 

    Para o delegado, após a Copa das Confederações, as policias se prepararam para enfrentar os protestos que devem ocorrer neste ano e não será necessário o emprego de militares nas ruas. Em casos excepcionais, o governo do estado reconhece a incapacidade de atuação e pede intervenção federal.

     

    Agentes da PF vão aumentar a segurança em
    aeroportos durante a Copa (Foto: PF/Divulgação)

     

    “Eu acredito que os estados conseguem responder às manifestações. Desde então, houve investimentos em segurança, como a compra de armas menos letais, treinamentos da tropa. Além disso, a Força Nacional estará pronta para ajudar. Os militares só serão empregados se o estado reconhecer que suas forças não estão fazendo frente às ameaças e solicite ação federal, o que não acredito que ocorrerá. As forças de segurança têm experiência e maturidade para fazer frente a elas”, entende o delegado Seixas.

     

     

          

     



  • BR-116: Acidente com ônibus que seguia para Vitória da Conquista (BA), deixa quatro mortos

    G1

    Um acidente envolvendo um ônibus e uma carreta, na manhã da última segunda-feira (14), na BR-116, próximo a Engenheiro Caldas (MG), deixou pelo menos quatro pessoas mortas. O ônibus, da empresa Salutaris, do grupo Aguia Branca, saiu de São Paulo (SP) às 17h de domingo, com destino a Vitória da Conquista (BA), com 43 passageiros e o motorista. Com a batida, o ônibus arrancou toda a parte lateral da carroceria.

    De acordo com o motorista da carreta, que não quis ser identificado, o ônibus teria invadido a pista contrária. Um dos passageiros do ônibus, o autônomo Magno Amorim, contou que o motorista do veículo havia parado em um posto de gasolina cerca de 15 minutos antes do acidente acontecer para “lavar o rosto”. Há a suspeita de que ele tenha dormido ao volante. Porém, de acordo com a PRF, somente após a perícia, será possível dizer quais foram as causas do acidente. A maioria dos passageiros dormia na hora do acidente. “A gente só viu o estalo e as tábuas da carreta entrando no ônibus, conta o passageiro Iraildo de Souza. “[Depois do acidente], a gente foi pulando por cima das cadeiras, das pessoas e das crianças, diz Francisca de Souza. De acordo com a passageira, o motorista do ônibus soube controlar o veículo depois do acidente e ajudou os feridos.  A empresa de ônibus providenciou outro veículo para continuar a viagem com os passageiros que não ficaram feridos. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Governador Valadares, duas pessoas ficaram presas nas ferragens. Elas foram socorridas e levadas em estado grave para o Hospital Municipal de Valadares.



  • Rio de Janeiro: Descoberta macabra, cadáveres de 40 bebés amontoados em hospital

    O Ministério Público brasileiro está a investigar a descoberta macabra no Hospital Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro. / Bocão News / Fonte: Agência Estado / Foto: Reprodução

    Um caso chocou a população carioca nesta segunda-feira (14). Isso porque o Ministério Público Estadual quer que o Hospital Universitário Pedro Ernesto, ligado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), identifique por exame de DNA os corpos de 15 bebês que estão abandonados no necrotério da instituição, alguns há mais de 4 anos.

    Ao todo, foram encontrados 40 corpos de recém-nascidos amontoados ali. O diretor do hospital, Rodolfo Nunes, reconheceu a falha e informou que abrirá sindicância para corrigir os problemas. O caso foi descoberto por acaso. Uma mulher deu à luz em junho de 2012 um bebê prematuro de 6 meses, e que pesava 800 gramas. Usuária de crack, ela abandonou o menino no hospital. A promotoria da Infância e Juventude foi comunicada, como é de praxe. 

    A criança morreu em agosto e a promotoria enviou ofício, em que pedia informações sobre o sepultamento do bebê, para encerrar o caso. Não havia documento, porque o menino continuava no necrotério do hospital. A promotora Ana Cristina Macedo vistoriou o necrotério e encontrou 40 corpos de bebês, 15 deles sem identificação nenhuma. "Eram corpos amontoados, mal armazenados. Uma situação estarrecedora, difícil de contar", disse em entrevista ao Fantástico. Rodolfo Nunes disse à reportagem que o corpo do bebê havia sido encontrado e seria sepultado. "Há um problema social de as pessoas não buscarem os corpos dos seus filhos que evoluíram mal e vieram a falecer. Não se tem prazo máximo para sepultamento e você pode ter a expectativa de que o familiar vai vir pegar o corpo", afirmou. Além de exigir a identificação dos bebês por DNA, o MP pediu a lista com nome e endereço de todos os pais e cobrou que as crianças recebam "sepultamento digno".

     



  • 'Infestação de baianos e goianos traria fome', diz prefeito no RS

    BN com informações do G1 / Foto: Divulgação / Prefeitura de Carlos Barbosa

    O prefeito de Carlos Barbosa, no Rio Grande do Sul, causou polêmica ao falar sobre migração para o município, atualmente em 1º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) do estado. Fernando Xavier da Silva (PDT) disse que uma "infestação de baianos e goianos" poderia trazer "fome" para a cidade com menos de 27 mil habitantes. As declarações foram dadas em 31 de março, durante um festival gastronômico. Procurado pelo G1, o prefeito relatou inicialmente que “não disse isso”, mas em seguida ponderou que não lembrava das afirmações. “O que mais me deixa chateado é que eu não lembro o que eu falei. Se eu disse uma bobagem dessas, não me lembro de ter dito isso em forma de preconceito”, disse Silva. Para o prefeito, ele foi mal-interpretado quando disse que não pretendia fazer propaganda da qualidade de vida da cidade para não atrair uma população maior que ela teria condições de suportar. “Disse para eles terem cuidado de não instigar as pessoas de fora para morar aqui”, detalhou. Segundo a prefeitura, Fernando Xavier da Silva é o único prefeito que foi reeleito na história de Carlos Barbosa. Ele também é considerado o político que mais vezes governou o município, com quatro mandatos. (1993/1996, 2001/2004, 2009/2012, 2013/2016).



  • Marcos Oliver é preso sob acusação de não pagar pensão da filha

    Marcos Oliver é preso em São Paulo JDomingos / MF Models assessoria

    Marcos Oliver foi detido no início da tarde desta quinta-feira (10), em São Paulo, sob acusação de não pagar a pensão alimentícia da filha de 12 anos. A informação foi confirmada ao R7 por Fabíola Monarca, atual mulher de Oliver.

    Ela contou que o marido vinha ajudando a mãe da adolescente com uma quantia aproximada de R$ 1,5 mil reais, mas que por estar desempregado, acabou, dois anos atrás, fazendo um acordo verbal no valor de meio salário mínimo.
    — Oliver está pedindo ajuda porque foi preso. Oliver não conseguia mais pagar o valor pedido pela mãe da menina. Ela entrou na Justiça assim que Marcos saiu da Fazenda. Ela acha que ele está cheio da grana. E agora, se ele não pagar um valor de R$ 55 mil ele será levado para a prisão.

    Faby contou ainda que o ator havia feito diversos acordos com a mãe da filha dele, mas nenhum deles ela tinha aceitado. 

    — Oliver tentou muitos e muitos acordos, mas ela não aceitava. Ele já estava desempregado. A mãe da filha dele não aceitava que ele pagasse meio salário mínmo, e com isso a pensão foi  crescendo e ele acabou sendo preso. Assim que ele saiu da Fazenda, ela mandou o ofício para o juiz dizendo que ele não estava pagando, porque ela queria uma parte do dinheiro do reality.



  • Homem é detido após filmar partes íntimas de mulheres em shopping

    Reportagem iBahia

    Um homem de 31 anos foi detido em São José dos Campos, no interior de São Paulo, após ter sido flagrado filmando e fotografando as parte íntimas de mulheres em um shopping da cidade. De acordo com a Revista Veja, o homem estava sendo monitorado há uma semana pelas câmeras de segurança do estabelecimento e mesmo com o flagrante e com as fotos no celular, ele negou que estava assediando as mulheres. O homem esperava que mulheres vestindo saias ou vestidos entrassem em filas de lojas e fotografava por baixo de suas roupas sem que elas percebessem a ação. Ele foi ouvido pela polícia local e vai responder em liberdade por importunação ofensiva ao pudor, considerado contravenção penal por ter menor potencial ofensivo e terá que pagar uma multa estabelecida pela Justiça. O caso será encaminhado ao Ministério Público.



  • Acusado de roubar galo e galinha tem pedido de extinção de processo negado pelo STF

    BN / Foto: José Cruz/ Agência Brasil

    Um pedido de liminar para arquivamento de uma ação penal contra um homem acusado do roubo de um galo e uma galinha foi negado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal. Afanásio Maximiliano Guimarães tentou roubar as aves, que foram avaliadas em R$ 40, no galinheiro da vítima, Raimundo das Graças Miranda. A Defensoria Pública solicitou a extinção do processo ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), baseado no princípio de insignificância, já que Afanásio devolveu os animais. Mesmo com o pedido, o TJ e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negaram encerrar a ação e o caso foi para o STF. Pela decisão de Fux, a questão só poderá ser resolvida definitivamente após o julgamento do mérito do pedido. Por enquanto, caberá o requerimento de habeas corpus, após manifestação do Ministério Público Federal.



  • Aprovação da Copa cai para 48% em abril, aponta Datafolha

    Foto: Betto Jr/ Ag Haack/ Bahia Notícias

    A aprovação dos brasileiros sobre a realização da Copa de Mundo no Brasil caiu para 48% em abril deste ano, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (8). Outros 41% se declaram contra os jogos e 10%, indiferentes. A aceitação da população tem caído desde 2008, quando 79% se diziam a favor do Mundial. O índice diminuiu para 65% no ano passado. O estudo também apontou que, este ano, para 55% dos entrevistados, o campeonato tem mais prejuízos do que benefícios. Os moradores do Sul (61%) e Sudeste (62%) foram os mais pessimistas. Já no Nordeste, o maior peso ao prejuízos foi dado por 41%. A previsão negativa é de 55% no Norte/Centro-Oeste. A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 3 de abril, em 162 municípios, onde foram consultadas 2.637 pessoas. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.



  • Montes Claros: Novo tremor de terra volta a assustar moradores

    Parte do reboco do teto de uma casa no bairro Deufino Magalhães desabou atingindo uma pessoa. (Foto: Michelly Oda / G1)

    Um novo tremor de terra voltou a assustar os moradores de Montes Claros (MG) na tarde do último domingo (06), por volta das 16h30. Na manhã do mesmo dia três tremores foram registrados pela Defesa Civil do município.

     

    O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília confirmou que os dois maiores abalos foram registrados às 10h40, com magnitude de 4,2, e às 16h31, com de magnitude 4,1. Os dados só foram confirmados no fim da tarde do último domingo, pois não haviam funcionários em expediente.

     

    Durante a reunião para tratar o Plano Integrado de Enfrentamento a Tremores de Terras na Cidade de Montes Claros, o coordenador da Defesa Civil Municipal, Mattson Malveira, questionou a demora na confirmação da magnitude dos abalos. “Esta falta de respostas incomoda e muito. A população precisa de uma resposta. Estamos fazendo nosso papel, mas precisamos de mais atores para que esta resposta seja dada mais rapidamente”, afirma.

     

    Segundo o major Gouveia, do Corpo de Bombeiros, os pontos mais atingidos foram mapeados, entre eles o centro da cidade e a região oeste. Ainda de acordo com o militar, uma equipe treinada para trabalhar em áreas colapsadas foi acionada. O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) confirmou os abalos.

     

    Casal de aposentados estava em casa quando
    sentiu o tremor, telhas caíram (Foto: Michelly Oda
    / G1)



  • Morre aos 66 anos o ator José Wilker

    Conhecido por trabalhos como 'Roque Santeiro', ele sofreu um infarto. A última participação em novelas foi em 2013, em 'Amor à vida'. Foto reprodução

    O ator e diretor José Wilker morreu, aos 66 anos, na manhã deste sábado (5) no Rio. Ele sofreu um infarto. Wilker ficou conhecido por trabalhos marcantes em novelas como "Roque Santeiro", em que interpretou o personagem-título, e "Senhora do destino", em que interpretou o bicheiro Giovanni Improtta. No cinema, fez filmes como "Bye Bye, Brasil" e "Dona Flor e seus dois maridos".

    A sua última participação em novelas foi em 2013, em "Amor à vida", de Walcyr Carrasco, no papel do médico Herbert. Em 2012, ele foi o coronel Jesuíno no remake de "Gabriela", baseada no livro "Gabriela Cravo e Canela",  de Jorge Amado. Na versão original, exibida em 1975, havia feito o seu primeiro protagonista, Mundinho Falcão. Na TV Globo, participou de quase 30 novelas.



  • Natal: Anã de 1,2 metro de altura dá à luz a trigêmeas

    As filhas de Maria Dulcinéia da Silva nasceram com 29 semanas e cinco dias. BN / Foto: Arquivo Pessoal

    Uma anã de 1,2 metro de altura deu à luz a trigêmeas na última de quarta-feira (2), em Planalto, Zona Oeste de Natal. As filhas de Maria Dulcinéia da Silva nasceram com 29 semanas e cinco dias e devem permanecer internados por pelo menos mais dez semanas. Na manhã da última quinta-feira (3), as crianças foram batizadas e receberam o mesmo nome da mãe: Maria Eduarda, Maria Helena e Maria Heloísa. A história de Dulcinéia virou notícia e várias pessoas já começaram a enviar doações para ela.  A anã  mora sozinha e não tem contato com os pais biológicos nem com o casal que a adotou. A gravidez não foi planejada e o pai das crianças a abandonou quando soube da gravidez. 
     



  • BRASIL

    A polícia, o bem e o mal

    A polícia, o bem e o mal

    Autor: J.R. Guzzo / Revista Veja

    Pode ser uma coisa que muita gente acha desagradável ouvir, e por isso é melhor dizer logo, para não gastar o tempo do leitor com prosa sem recheio. E o seguinte: os brasileiros fariam um grande favor a si mesmos se tomassem a decisão de ficar, com o máximo de clareza e na frente de todo mundo, a favor da polícia. Isso mesmo: a favor da polícia, e da ideia de que cabe exclusivamente a ela. Numa democracia que queira continuar viva, o direito de usar a força bruta para manter a ordem, cumprir a lei e proteger o cidadão. Tem. também, a obrigação legal de fazer tudo isso. Algum problema? É exatamente assim em todos os regimes democráticos. Eis aí, na verdade, uma afirmação evidente em si mesma; pode ser entendida sem a menor dificuldade após um minuto de reflexão. Mas estamos no Brasil, e no Brasil o que parece ser um círculo, por exemplo, é muitas vezes considerado um triângulo, ou um quadrado, ou qualquer outra coisa que não seja o diabo do círculo.

     

    No momento, justamente, passamos por um desses surtos de tumulto mental. Segundo o entendimento de boa parte daquilo que se considera o “Brasil pensante”, “civilizado” ou “moderno”, nosso grande problema não é o crime, mas a polícia. Parece bem esquisito pensar uma coisa dessas, num país com mais de 50 000 assassinatos por ano e índices de criminalidade que estão entre os piores do mundo. Onde esses pensadores estão vendo o problema de que tanto falam? Vai saber. Os verdadeiros mistérios desse mundo não são as coisas invisíveis, e sim as que se podem ver muito bem. No caso, o que se pode ver com a clareza do meio-dia é a fé automática de boas almas e mentes num mandamento que ouvem desde crianças: o criminoso brasileiro é sempre “vítima das desigualdades sociais”, e o policial está errado, por princípio, quando usa a força contra ele. Seu dever, como agente do Estado, seria tratar os bandidos como cidadãos que precisam de ajuda, para que tenham oportunidade de entender por que não deveriam matar, roubar, estuprar e assim por diante. Será que esse jeito de pensar é alguma tara que nos sobrou do regime militar, quando polícia e liberdade eram coisas opostas? De novo: não se sabe.

    Praticamente todos os dias há exemplos claros desse curto-circuito geral na capacidade de separar o certo do errado. O cidadão é assaltado, brutalizado, ferido — e no dia seguinte lê, ouve ou vê mais uma reportagem denunciando a polícia por algum erro, real ou imaginário. Ainda há pouco, o país teve oportunidade de testemunhar políticos, intelectuais e “celebridades” em geral, com a colaboração maciça da mídia, colocando a polícia no banco dos réus por reprimir bandos de marginais que vão para a rua decididos, treinados e equipados para destruir. Segundo essas excelentes cabeças, a polícia cria um “clima de violência” e de “provocação” que “força os ativistas” a se defenderem “previamente”. Para isso, veem-se obrigados a incendiar bancas de jornal, destruir carros, quebrar vitrines de loja e por aí afora. Esse tipo de julgamento vai se tornando mais e mais aceitável no Brasil de hoje. Deve ser maior do que se pensa o número de pessoas que não querem ter a tranqüilidade de sua fé perturbada por fatos ou por conhecimentos: além disso, cabeças em que não há ideias são sempre as mais resistentes a deixar alguma ideia entrar nelas. Quanto à imprensa, rádio e TV, acreditem: o que mais gostam de fazer é falar as mesmas coisas, pois se sentem mais seguros quando um repete o outro e todos atiram nos mesmos alvos. Alguém já viu, por exemplo, algum jornalista arrasando o técnico do Olaria?

    Não há sete lados nesse debate. Só há dois. Um que está a favor da lei e o outro que está contra — e aí o cidadão precisa dizer qual dos dois ele realmente apoia. O primeiro é a polícia. O segundo é o que leva o crime para a rua. A única pergunta relevante, num país que tem uma Constituição em vigor, é: de que lado você está? Não vale dizer “depende”, ou declarar-se a favor da ordem, desde que a tropa se comporte com altos níveis de civilidade, seja muito bem-educada, fale inglês e não bata nunca em ninguém, nem cause nenhum incômodo físico a quem esteja jogando coquetéis molotov na sua cara, ou sacando armas contra ela. A questão real é apoiar hoje a polícia brasileira que existe hoje — não dá para chamar a polícia da Dinamarca, por exemplo, para substituir a nossa, ou tirar a PM da rua e só chamá-la de volta daqui a alguns anos, quando estiver suficientemente treinada, preparada e capacitada a ser infalível. É mais do que sabido que a polícia do Brasil tem todos os vícios registrados no dicionário, de A a Z. Mas, da mesma maneira como não é possível fechar todos os hospitais públicos que funcionam mal, e só reabri-los quando forem uma maravilha, temos de conviver com a realidade que está aí. É indispensável transformá-la, mas não dá para exigir, já, uma corporação armada que precise ter virtudes superiores às nossas.

    A polícia, por piores que sejam as condutas individuais dos seus agentes e seus níveis de competência, é uma peça essencial para manter a democracia no Brasil e impedir a tirania daqueles que só admitem as próprias razões. É a polícia, na verdade, o que a população brasileira tem hoje de mais concreto na garantia de seus direitos. Alguém pode citar alguma força mais eficaz para impedir que o Congresso, o STF e o próprio Palácio do Planalto sejam invadidos, metidos a saque e incendiados? A PM está do lado do bem — goste-se ou não disso. No mundo das realidades, é ela a principal defesa que o cidadão tem para proteger sua vida, sua integridade física, sua propriedade, sua liberdade de ir e vir, o direito à palavra e tudo o mais que a lei lhe assegura. A autoridade policial já erra o suficiente quando falha ao cumprir quaisquer dessas tarefas. Não faz nexo criticá-la nas ocasiões em que acerta.

    Não serve a nenhum propósito útil, igualmente, dar conforto ao inimigo — o que nossa elite pensante, como dito anteriormente, faz o tempo todo. O inimigo não vai deixar de ser seu inimigo; você não ganhará sua admiração, nem será deixado em paz. É um desafio à lógica, neste sentido, achar que delinquentes teriam a licença de armar-se para assegurar seu direito de “legítima defesa” contra a repressão policial. A lei brasileira, com todas as letras, diz que só a polícia tem o direito de portar armas, e de utilizá-las no combate ao crime e na defesa do cidadão — salvo em casos excepcionais, que exigem licença específica. Dura lex sed lex, claro. Mas não é só uma questão legal. Trata-se de simples sensatez. No caso dos atos de protesto — qual o propósito de levar para a rua mochilas com bombas incendiárias, estiletes, barras de ferro e outros artefatos desenhados unicamente para machucar? Por que alguém precisaria de qualquer dessas coisas para expressar suas opiniões em praça pública?

    O Brasil vem se acostumando nos últimos anos à ideia doente de que mostrar simpatia diante da delinquência e hostilidade diante da polícia é uma questão de princípio — uma atitude socialmente avançada e politicamente progressista. Quem não pensa assim é visto como um homem das cavernas, extremista e inimigo da democracia. Mas é o contrário: opor-se ao crime e apoiar a polícia é ficar a favor da liberdade. Está na moda denunciar, com apoio da caixa de amplificação da imprensa, delitos como a “pregação do ódio”, “apologia do crime” ou “incentivo ao racismo”. Esse mesmo tribunal, entretanto, aplaude como uma forma superior de cultura popular os rappers que pregam abertamente, em suas músicas, o assassinato de policiais. Há alguma coisa muito errada nisso aí. Está na hora de deixar claro: é falso acusar çle “histeria” e outros pecados mortais quem não acredita, simplesmente, que no Brasil de hoje existe algum assaltante que rouba e mata porque está com fome ou tem de sustentar sua família; o que há é gente que quer satisfazer todos os seus desejos sem ter de trabalhar ou de respeitar o direito alheio. Em Cuba, regime-modelo para nosso governo, são chamados de sociopatas e enterrados na cadeia mais próxima, sem que a “sociedade” seja chamada a “debater” coisa nenhuma.

    Deus não precisou da ajuda dos brasileiros para criar o Brasil. Mas, como diria Santo Agostinho, só poderá nos salvar se tiver o nosso consentimento.



  • MS: Mulher mata namorado e esconde corpo em pedaços no freezer de casa

    Corpo estava em seis pedaços, guardados em sacos de lixo preto junto com carne e outros alimentos. R7 / Divulgação Polícia Civil de Mato Grosso do Sul

    Uma comerciante de 56 anos foi presa na última segunda-feira (1º) após confessar ter matado o companheiro, cortado o corpo em pedaços e escondido dentro de um freezer na casa dela. A Polícia Civil começou a investigar o caso depois que a família do trabalhador rural Luiz Ferreira, de 48 anos, denunciou o desaparecimento dele, na cidade de Nioaque, em Mato Grosso do Sul.

    O homem havia sumido no último dia 27, mas apenas no dia 31 que a família dele procurou a delegacia para registrar o caso. Os investigadores foram, então, procurar a mulher, Ana Areco. Na segunda vez em que estiveram na casa dela, ontem, resolveram verificar o freezer e encontraram sacos de lixo com as partes do corpo.



  • Vendas na Páscoa devem ter o menor crescimento dos últimos quatro anos

    BN / Foto: Ilustração

    As vendas no período da Páscoa devem registrar o menor crescimento dos últimos quatro anos em 2014. Segundo projeção da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o crescimento deve ser de 3,5%, enquanto de 2010 a 2013 a menor porcentagem registrada foi de 4,5%. O índice é calculado com base nas consultas para vendas nos sete dias que antecedem o início do feriado de Páscoa, entre o Domingo de Ramos e o Sábado de Aleluia (em 2014, de 13 a 19 de abril). Na avaliação do presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, apesar de o número ser positivo, ainda reflete a tendência de desaquecimento das vendas no varejo, observado ao longo de 2013 e início de 2014,influenciado pela inflação alta, juros altos e pelo menor crescimento da massa salarial. “Mesmo estando sob controle, a inflação é alta e corrói o poder de compra do consumidor. Isso com certeza impacta no resultado das vendas”, explica. Segundo a CNDL, a Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes para o varejo nacional em faturamento e em volume de vendas, juntamente com o Natal, o Dia das Mães e o Dia dos Namorados. A data movimenta principalmente o setor de alimentos, como chocolates, vinhos, aves e peixes.



  • Operários da Fiol decretam greve por tempo indeterminado

    Bahia Noticias / Foto Reprodução

    Trabalhadores da Valec que operam as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) param por tempo indeterminado a partir da última terça-feira (1º), em adesão ao movimento nacional da categoria. A decisão foi tomada em assembleias nas bases sindicais de Ilhéus, Jequié e Brumado na última segunda-feira (31). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Ferroviário e Metroviário dos Estados da Bahia e Sergipe (Sindiferro), os funcionários resolveram cruzar os braços depois que a empresa negou ter autorizado um acordo coletivo, segundo a entidade, aprovado em fevereiro. A categoria reivindica reajuste salarial de 2,5%, cumprimento do plano de cargos e salários, a aquisição de suprimentos básicos de escritório e equipamentos de segurança do trabalho, além da contratação de plano de saúde e seguro de vida. No ano passado, os trabalhadores da Fiol entraram em greve por aproximadamente um mês, de março a abril. Após o movimento, a classe conquistou jornada de trabalho de 44h e horas extras remuneradas com adicional de 50% de segunda à sexta-feira.