No diagnóstico dos petistas, o vice-presidente Michel Temer — que se reuniu na terça com deputados e senadores do PMDB — não consegue enquadrar as duas alas do partido. Lula recomendou à sua afilhada mais diálogo com os aliados e recomendou a ela cuidado com as rebeliões no Congresso.

Na opinião de Lula, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles tem perfil ideal para ocupar o Ministério da Fazenda. O economista Nelson Barbosa, que foi secretário executivo da Fazenda e é outro nome cotado, só aceitaria o cargo se o secretário do Tesouro, Arno Augustin, ficasse fora da equipe. Nelson e Arno tiveram vários atritos quando trabalharam juntos.

Dilma, porém, já deu sinais de que pretende manter Arno no governo, embora em outro posto, podendo até mesmo puxá-lo para o Planalto. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, por sua vez, recusou o convite para substituir Mantega, de acordo com relatos obtidos pelo Estado.
 

No xadrez que vem sendo montado por Dilma, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), está cotado para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) — que vai se reunir com a presidente nesta quarta-feira (5) — pode ocupar o Ministério das Cidades. Lula, no entanto, gostaria de ver em Cidades o petista José Di Filippi Júnior, hoje secretário municipal da Saúde em São Paulo.

O governador do Ceará (PROS), Cid Gomes, conversou nesta terça com Dilma, no Palácio do Planalto, e tem o nome citado para o Ministério da Educação. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto (PT), só não será transferido para a Secretaria Geral da Presidência se não quiser.

Dilma vai se reunir com dirigentes de todos os partidos da base aliada, nos próximos dias. Nesta quinta-feira, ela receberá as bancadas do PT na Câmara e no Senado e os governadores eleitos do partido, no Palácio da Alvorada. 

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