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    A polícia, o bem e o mal

    A polícia, o bem e o mal

    Autor: J.R. Guzzo / Revista Veja

    Pode ser uma coisa que muita gente acha desagradável ouvir, e por isso é melhor dizer logo, para não gastar o tempo do leitor com prosa sem recheio. E o seguinte: os brasileiros fariam um grande favor a si mesmos se tomassem a decisão de ficar, com o máximo de clareza e na frente de todo mundo, a favor da polícia. Isso mesmo: a favor da polícia, e da ideia de que cabe exclusivamente a ela. Numa democracia que queira continuar viva, o direito de usar a força bruta para manter a ordem, cumprir a lei e proteger o cidadão. Tem. também, a obrigação legal de fazer tudo isso. Algum problema? É exatamente assim em todos os regimes democráticos. Eis aí, na verdade, uma afirmação evidente em si mesma; pode ser entendida sem a menor dificuldade após um minuto de reflexão. Mas estamos no Brasil, e no Brasil o que parece ser um círculo, por exemplo, é muitas vezes considerado um triângulo, ou um quadrado, ou qualquer outra coisa que não seja o diabo do círculo.

     

    No momento, justamente, passamos por um desses surtos de tumulto mental. Segundo o entendimento de boa parte daquilo que se considera o “Brasil pensante”, “civilizado” ou “moderno”, nosso grande problema não é o crime, mas a polícia. Parece bem esquisito pensar uma coisa dessas, num país com mais de 50 000 assassinatos por ano e índices de criminalidade que estão entre os piores do mundo. Onde esses pensadores estão vendo o problema de que tanto falam? Vai saber. Os verdadeiros mistérios desse mundo não são as coisas invisíveis, e sim as que se podem ver muito bem. No caso, o que se pode ver com a clareza do meio-dia é a fé automática de boas almas e mentes num mandamento que ouvem desde crianças: o criminoso brasileiro é sempre “vítima das desigualdades sociais”, e o policial está errado, por princípio, quando usa a força contra ele. Seu dever, como agente do Estado, seria tratar os bandidos como cidadãos que precisam de ajuda, para que tenham oportunidade de entender por que não deveriam matar, roubar, estuprar e assim por diante. Será que esse jeito de pensar é alguma tara que nos sobrou do regime militar, quando polícia e liberdade eram coisas opostas? De novo: não se sabe.

    Praticamente todos os dias há exemplos claros desse curto-circuito geral na capacidade de separar o certo do errado. O cidadão é assaltado, brutalizado, ferido — e no dia seguinte lê, ouve ou vê mais uma reportagem denunciando a polícia por algum erro, real ou imaginário. Ainda há pouco, o país teve oportunidade de testemunhar políticos, intelectuais e “celebridades” em geral, com a colaboração maciça da mídia, colocando a polícia no banco dos réus por reprimir bandos de marginais que vão para a rua decididos, treinados e equipados para destruir. Segundo essas excelentes cabeças, a polícia cria um “clima de violência” e de “provocação” que “força os ativistas” a se defenderem “previamente”. Para isso, veem-se obrigados a incendiar bancas de jornal, destruir carros, quebrar vitrines de loja e por aí afora. Esse tipo de julgamento vai se tornando mais e mais aceitável no Brasil de hoje. Deve ser maior do que se pensa o número de pessoas que não querem ter a tranqüilidade de sua fé perturbada por fatos ou por conhecimentos: além disso, cabeças em que não há ideias são sempre as mais resistentes a deixar alguma ideia entrar nelas. Quanto à imprensa, rádio e TV, acreditem: o que mais gostam de fazer é falar as mesmas coisas, pois se sentem mais seguros quando um repete o outro e todos atiram nos mesmos alvos. Alguém já viu, por exemplo, algum jornalista arrasando o técnico do Olaria?

    Não há sete lados nesse debate. Só há dois. Um que está a favor da lei e o outro que está contra — e aí o cidadão precisa dizer qual dos dois ele realmente apoia. O primeiro é a polícia. O segundo é o que leva o crime para a rua. A única pergunta relevante, num país que tem uma Constituição em vigor, é: de que lado você está? Não vale dizer “depende”, ou declarar-se a favor da ordem, desde que a tropa se comporte com altos níveis de civilidade, seja muito bem-educada, fale inglês e não bata nunca em ninguém, nem cause nenhum incômodo físico a quem esteja jogando coquetéis molotov na sua cara, ou sacando armas contra ela. A questão real é apoiar hoje a polícia brasileira que existe hoje — não dá para chamar a polícia da Dinamarca, por exemplo, para substituir a nossa, ou tirar a PM da rua e só chamá-la de volta daqui a alguns anos, quando estiver suficientemente treinada, preparada e capacitada a ser infalível. É mais do que sabido que a polícia do Brasil tem todos os vícios registrados no dicionário, de A a Z. Mas, da mesma maneira como não é possível fechar todos os hospitais públicos que funcionam mal, e só reabri-los quando forem uma maravilha, temos de conviver com a realidade que está aí. É indispensável transformá-la, mas não dá para exigir, já, uma corporação armada que precise ter virtudes superiores às nossas.

    A polícia, por piores que sejam as condutas individuais dos seus agentes e seus níveis de competência, é uma peça essencial para manter a democracia no Brasil e impedir a tirania daqueles que só admitem as próprias razões. É a polícia, na verdade, o que a população brasileira tem hoje de mais concreto na garantia de seus direitos. Alguém pode citar alguma força mais eficaz para impedir que o Congresso, o STF e o próprio Palácio do Planalto sejam invadidos, metidos a saque e incendiados? A PM está do lado do bem — goste-se ou não disso. No mundo das realidades, é ela a principal defesa que o cidadão tem para proteger sua vida, sua integridade física, sua propriedade, sua liberdade de ir e vir, o direito à palavra e tudo o mais que a lei lhe assegura. A autoridade policial já erra o suficiente quando falha ao cumprir quaisquer dessas tarefas. Não faz nexo criticá-la nas ocasiões em que acerta.

    Não serve a nenhum propósito útil, igualmente, dar conforto ao inimigo — o que nossa elite pensante, como dito anteriormente, faz o tempo todo. O inimigo não vai deixar de ser seu inimigo; você não ganhará sua admiração, nem será deixado em paz. É um desafio à lógica, neste sentido, achar que delinquentes teriam a licença de armar-se para assegurar seu direito de “legítima defesa” contra a repressão policial. A lei brasileira, com todas as letras, diz que só a polícia tem o direito de portar armas, e de utilizá-las no combate ao crime e na defesa do cidadão — salvo em casos excepcionais, que exigem licença específica. Dura lex sed lex, claro. Mas não é só uma questão legal. Trata-se de simples sensatez. No caso dos atos de protesto — qual o propósito de levar para a rua mochilas com bombas incendiárias, estiletes, barras de ferro e outros artefatos desenhados unicamente para machucar? Por que alguém precisaria de qualquer dessas coisas para expressar suas opiniões em praça pública?

    O Brasil vem se acostumando nos últimos anos à ideia doente de que mostrar simpatia diante da delinquência e hostilidade diante da polícia é uma questão de princípio — uma atitude socialmente avançada e politicamente progressista. Quem não pensa assim é visto como um homem das cavernas, extremista e inimigo da democracia. Mas é o contrário: opor-se ao crime e apoiar a polícia é ficar a favor da liberdade. Está na moda denunciar, com apoio da caixa de amplificação da imprensa, delitos como a “pregação do ódio”, “apologia do crime” ou “incentivo ao racismo”. Esse mesmo tribunal, entretanto, aplaude como uma forma superior de cultura popular os rappers que pregam abertamente, em suas músicas, o assassinato de policiais. Há alguma coisa muito errada nisso aí. Está na hora de deixar claro: é falso acusar çle “histeria” e outros pecados mortais quem não acredita, simplesmente, que no Brasil de hoje existe algum assaltante que rouba e mata porque está com fome ou tem de sustentar sua família; o que há é gente que quer satisfazer todos os seus desejos sem ter de trabalhar ou de respeitar o direito alheio. Em Cuba, regime-modelo para nosso governo, são chamados de sociopatas e enterrados na cadeia mais próxima, sem que a “sociedade” seja chamada a “debater” coisa nenhuma.

    Deus não precisou da ajuda dos brasileiros para criar o Brasil. Mas, como diria Santo Agostinho, só poderá nos salvar se tiver o nosso consentimento.



  • MS: Mulher mata namorado e esconde corpo em pedaços no freezer de casa

    Corpo estava em seis pedaços, guardados em sacos de lixo preto junto com carne e outros alimentos. R7 / Divulgação Polícia Civil de Mato Grosso do Sul

    Uma comerciante de 56 anos foi presa na última segunda-feira (1º) após confessar ter matado o companheiro, cortado o corpo em pedaços e escondido dentro de um freezer na casa dela. A Polícia Civil começou a investigar o caso depois que a família do trabalhador rural Luiz Ferreira, de 48 anos, denunciou o desaparecimento dele, na cidade de Nioaque, em Mato Grosso do Sul.

    O homem havia sumido no último dia 27, mas apenas no dia 31 que a família dele procurou a delegacia para registrar o caso. Os investigadores foram, então, procurar a mulher, Ana Areco. Na segunda vez em que estiveram na casa dela, ontem, resolveram verificar o freezer e encontraram sacos de lixo com as partes do corpo.



  • Vendas na Páscoa devem ter o menor crescimento dos últimos quatro anos

    BN / Foto: Ilustração

    As vendas no período da Páscoa devem registrar o menor crescimento dos últimos quatro anos em 2014. Segundo projeção da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o crescimento deve ser de 3,5%, enquanto de 2010 a 2013 a menor porcentagem registrada foi de 4,5%. O índice é calculado com base nas consultas para vendas nos sete dias que antecedem o início do feriado de Páscoa, entre o Domingo de Ramos e o Sábado de Aleluia (em 2014, de 13 a 19 de abril). Na avaliação do presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, apesar de o número ser positivo, ainda reflete a tendência de desaquecimento das vendas no varejo, observado ao longo de 2013 e início de 2014,influenciado pela inflação alta, juros altos e pelo menor crescimento da massa salarial. “Mesmo estando sob controle, a inflação é alta e corrói o poder de compra do consumidor. Isso com certeza impacta no resultado das vendas”, explica. Segundo a CNDL, a Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes para o varejo nacional em faturamento e em volume de vendas, juntamente com o Natal, o Dia das Mães e o Dia dos Namorados. A data movimenta principalmente o setor de alimentos, como chocolates, vinhos, aves e peixes.



  • Operários da Fiol decretam greve por tempo indeterminado

    Bahia Noticias / Foto Reprodução

    Trabalhadores da Valec que operam as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) param por tempo indeterminado a partir da última terça-feira (1º), em adesão ao movimento nacional da categoria. A decisão foi tomada em assembleias nas bases sindicais de Ilhéus, Jequié e Brumado na última segunda-feira (31). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Ferroviário e Metroviário dos Estados da Bahia e Sergipe (Sindiferro), os funcionários resolveram cruzar os braços depois que a empresa negou ter autorizado um acordo coletivo, segundo a entidade, aprovado em fevereiro. A categoria reivindica reajuste salarial de 2,5%, cumprimento do plano de cargos e salários, a aquisição de suprimentos básicos de escritório e equipamentos de segurança do trabalho, além da contratação de plano de saúde e seguro de vida. No ano passado, os trabalhadores da Fiol entraram em greve por aproximadamente um mês, de março a abril. Após o movimento, a classe conquistou jornada de trabalho de 44h e horas extras remuneradas com adicional de 50% de segunda à sexta-feira.



  • Primeira médica a deixar Mais Médicos recebe asilo dos EUA

    BN / Foto: José Cruz/ Agência Brasil

    A médica cubana Ramona Rodriguez, a primeira a abandonar o programa Mais Médicos, em fevereiro deste ano, viajou para os Estados Unidos no último domingo (30). A informação foi divulgada pela Associação Médica Brasileira (AMB) nesta terça-feira (1º). Ramona, que trabalhava no município de Pacajá, no Pará, deixou o programa por discordar do repasse feito aos profissionais cubanos, na época, de US$ 400 (cerca de R$ 960). O pedido de asilo foi feito de forma independente pela médica. Ela seguiu para Miami, na Flórida, na manhã desta terça. Os governo do Estados Unidos tem apoiado médicos cubanos que estão em situação instável devido ao regime político de seu país de origem. A AMB apoia a saída de Ramona do país. "Enquanto ela esteve conosco, procuramos mostrar que os médicos brasileiros nada têm contra os médicos estrangeiros. Nosso posicionamento em relação ao programa Mais Médicos está relacionado com a forma que médicos cubanos são contratados e vivem no país, com uma situação de trabalho que é análoga à escravidão", afirmou o presidente da entidade, Florentino Cardoso.
     



  • Tocantins: Raio mata 51 cabeças de gado no interior

    Destaquebahia / Foto: Reprodução

    A queda de um raio provocou a morte de 51 cabeças de gado em uma fazenda do município de Pedro Afonso, região central do Tocantins. Segundo o proprietário do imóvel, João Damasceno de Sá Filho, o prejuízo é superior a R$ 60 mil. Sá Filho conta que, desde que começou a trabalhar com gado, em 2007, isso nunca havia acontecido. Antes do acidente ele possuía 826 cabeças de gado. Ainda chovia no dia seguinte, e por causa da demora para encontrar as carcaças, a carne não pôde ser aproveitada. Os animais mortos foram enterrados.



  • Dilma posta mensagem de apoio a jornalista ameaçada após protesto contra estupro

    BN / Foto: Reprodução/ Facebook

    Em solidariedade à jornalista Nana Queiroz, que criou a campanha virtual “Não mereço ser estuprada” e recebeu ameaças de estupro, a presidente Dilma Rousseff escreveu uma mensagem em sua conta no Twitter. “A jornalista Nana Queiroz se indignou com os dados da pesquisa do Ipea sobre o machismo na nossa sociedade. Por ter se manifestado nas redes contra a cultura de violência contra a mulher, a jornalista foi ameaçada de estupro. Nana Queiroz merece toda a minha solidariedade e respeito”, disse Dilma. Após postar no Facebook uma imagem em que aparece em frente ao Congresso Nacional, sem camiseta e com um cartaz escrito “Não mereço ser estuprada”, várias mulheres replicaram o gesto nas redes sociais. Ameaçada após o protesto, Nana fez um relato, também pela rede social: “Amanheci de uma noite conturbada. Acreditei na pesquisa do Ipea e experimentei na pele sua fúria. Homens me escreveram ameaçando me estuprar se me encontrassem na rua, mulheres escreveram desejando que eu fosse estuprada”. Em seu comunicado, Dilma reforçou que “o governo e a lei” estão ao lado da jornalista e de todas as mulheres que sejam ameaçadas ou vítimas de violência.
     



  • Após reações adversas, Ministério da Saúde garante que vacina não traz riscos

    É uma vacina nova aqui no Brasil, mas há 50 países no mundo que utilizam, quase 175 milhões de doses da vacina aplicadas”, diz Ministério da Saúde / BN / Foto: Reprodução

    Dois casos graves de reação à vacina anti-HPV, aplicada em meninas entre 11 e 13 anos, são investigados pela Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul. Nos dois registros, as vítimas tiveram convulsões cerca de uma hora após a aplicação da primeira dose da medicação e precisaram de atendimento médico. Não foram divulgados nomes e idades das adolescentes, mas elas passam bem e não correm risco de vida. Apesar do regsitro dessas ocorrências, o Ministério da Saúde assegurou que a imunização não oferece riscos. “É uma vacina que tem quase dez anos de uso no mundo inteiro. É uma vacina nova aqui no Brasil, mas  há 50 países no mundo que utilizam, quase 175 milhões de doses da vacina aplicadas”, ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. A vacinação contra o HPV, que pode causar até câncer de colo de útero, continua normalmente e encerra no dia 10 de abril. Para Barbosa, o medo de tomar a vacina pode gerar casos de tontura ou até desmaio e que isso ocorre “com qualquer injeção”. “Por isso que o Ministério da Saúde recomenda que a menina seja vacinada sentada e que ela não faça esforços físicos logo após tomar a vacina”, recomendou. O secretário também mencionou sintomas como vermelhidão e pequeno inchaço no local onde foi aplicada a vacina como comuns e sem motivo de preocupação. Barbosa ainda afirmou que há uma orientação para que os 35 mil postos de saúde registrem todas as reações às vacinas, não somente contra o HPV.



  • Mega Sena acumula e o o prêmio agora é de R$ 40 milhões

    Em Brumado o movimento nas lotéricas foi intenso no último sábado (29). Foto: Fabiano Neves

    O o sonho de se tornar "um novo milionário" foi adiado, para aqueles que esperavam se os ganhadores do último sorteio da Mega Sena, realizado no último sábado (29). Não houve acertadores das seis dezenas do concurso 1.586. Com isso, o prêmio foi acumulado e deve pagar R$ 40 milhões na próxima quarta-feira (2). Os números sorteados foram: 08 – 39 – 43 – 46 – 47 – 58. Segundo informações da Caixa, 150 apostadores acertaram a quina e vão receber R$ 25.052,84 cada. Outros 10.556 que fizeram a quadra vão embolsar R$ 508,57 cada um. A aposta mínima é de R$ 2 e pode ser feita até as 19h em qualquer uma das mais de 12 mil lotéricas do Brasil



  • Copa do Mundo: Brasil compra drone por R$ 18 milhões para reforçar segurança

    BN / informações Folha de S. Paulo / Foto: Reprodução

    Com o objetivo de reforçar a segurança durante a Copa do Mundo, o Brasil comprou um drone do Exército israelense por US$ 8 milhões, o que equivale a cerca de R$ 18 milhões, segundo a Folha de S. Paulo. Os drones ou vants (Veículos Aéreos Não Tripulados) são manipulados por controle remoto e têm sido bastante usados recentemente, principalmente pelas forças de segurança dos Estados Unidos e de Israel. Chamado de Hermes 900, o equipamento adquirido tem autonomia de voo de 36 horas e chega a 9 mil metros de altura. O drone será utilizado para vigilância em áreas de grande concentração de pessoas durante as partidas do Mundial, que começa em 12 de junho, com o duelo entre Brasil e Croácia, no Itaquerão, em São Paulo. O veículo chega ao país no começo de maio, segundo a Força Aérea Brasileira, que já contava com o Heron 1. A FAB informou ainda que o novo drone tem dez câmeras de alta resolução “que permitem a vigilância de uma região inteira”.



  • Ex-jogador Edílson deve R$ 122 mil de pensão alimentícia; amigos farão

    Ex-jogador foi encontrado pela polícia na avenida Garibaldi (Foto: Arquivo CORREIO)

    Ele continua detido na sede da Polinter, no Complexo dos Barris. Além do valor pelo qual foi detido, Edílson também deve R$ 37 mil reais de pensão alimentícia de um filho que mora em Brasília
     

    O ex-jogador Edílson da Silva Ferreira continua detido na sede da Polícia Interestadual (Polinter), no Complexo dos Barris. O jogador foi preso na tarde desta quarta-feira (26) acusado de não pagar a pensão alimentícia ao filho de 16 anos. Edílson ainda responde a um segundo processo por também não pagar a pensão de um filho de 4 anos que mora em Brasília. O jogador está inadimplente do acordo, feito em 2010, que alcança um valor de R$ 37 mil reais.

    De acordo com o advogado Thiago Phileto, que representa o ex-jogador, amigos e familiares estão arrecadando dinheiro para pagar a dívida. "Ele (Edílson) está muito confiante. Ele tem uma legião de fãs, amigos, parentes e pessoas que gostam dele. Essas pessoas estão se reunindo para quitar essa dívida", disse o advogado em entrevista ao Correio24Horas. Ele também confirmou o valor da multa em R$ 122 mil reais, motivo pelo qual o jogado foi preso ontem (26). 

    Enquanto o valor da dívida não é quitado, Edílson segue detido. Thiago Phileto ainda disse que tentará um acordo nesta sexta-feira (28) para que a pensão paga pelo ex-jogador seja revisada. "Nós vamos tentar um acordo no dia de amanhã. Essa pensão precisa ser revista", disse o advogado. Segundo a TV Bahia, o jogador deverá pagar R$ 50 mil à vista, e parcelar o restante do valor devido.  



  • Maranhão: Maior assassino em série do Brasil é condenado a 108 anos de prisão por morte de 42 crianças

    Francisco Britto já foi julgado 11 vezes, e penas totalizam 385 anos de prisão / BN / Foto: Reprodução

    A Justiça do Maranhão condenou o mecânico de bicicletas Francisco das Chagas Brito a 108 anos e seis meses de prisão pela morte de três crianças. O mecânico já é considerado o maior assassino em série da história do Brasil, pela morte de 42 crianças. Este foi o 11º julgamento em que Francisco Brito esteve sentado no banco dos réus. As penas até então proferidas, somadas, totalizam 385 anos e seis meses de prisão. Na última quarta-feira (26), ele foi condenado pela morte de Raimundo Nonato da Conceição Filho, 11 anos; Eduardo Rocha da Silva, 10 anos; e Edivam Pinto Lobato, 12 anos. Os dois primeiros foram assassinados em um matagal na Vila Nova Jerusalém e o terceiro teve o corpo encontrado em uma construção na Vila São José, região conhecida como Maioba, em São Luiz, no Maranhão. O Tribunal do Júri acatou a tese do Ministério Público de que o mecânico cometia homicídio qualificado: motivo torpe, emprego de meio cruel e não possibilidade de defesa das vítimas. O réu ainda foi condenado por crime vilipêndio (desrespeito) a cadáver, com pena de seis anos e nove meses na soma dos casos. Segundo a acusação, Francisco atraía as crianças para áreas de matagal com falsa promessa de recompensas, e praticava os delitos, que aconteceram entre 1991 e 2002. O Ministério Público acusa o mecânico de ser autor da morte de 42 meninos, sendo 30 do Maranhão, e 12 no Pará. Todas as vítimas tinham até 15 anos de idade e eram de famílias pobres. Francisco Brito responde ainda a 25 processos que tramitam em diversas varas criminais do Maranhão. O mecânico está preso desde 2004 no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A última condenação aconteceu na 1ª Vara de São José de Ribamar, em 2012, quando foi considerado culpado pelo assassinato, por afogamento em um brejo, de uma criança, de nove anos, que teria sido convidada para apanhar buriti, uma planta nativa da região.



  • Remédios terão reajuste de até 5,68%; Ministério diz que preço não deve subir para consumidor

    BN / Informações da Agência / Foto: Reprodução

    Medicamentos com preços regulados pelo governo terão reajuste de até 5,68%. Os novos valores podem ser adotados por indústrias e distribuidoras a partir desta segunda-feira (31). Segundo o Ministério da Saúde, o ajuste autorizado pode elevar o preço nas fábricas, mas não deve representar mais custo para o consumidor final. “O ajuste autorizado pode alterar o preço máximo de fábrica, porém não impacta diretamente no valor pago pelo consumidor, uma vez que muitas empresas adotam descontos na comercialização dos produtos”, informou a pasta. A autorização para os novos preços foi publicada nesta quinta-feira (27) no Diário Oficial da União e cumpre resolução da Câmara de Regulação de Medicamentos (Cmed). Para os remédios de baixa concorrência, que somam mais de 40% no mercado, o aumento máximo autorizado é 1,02%. Os medicamentos considerados de alta concorrência poderão ser reajustados em até 5,68%, mesmo percentual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses. Ainda segundo a pasta federal da Saúde, a regulação vale para mais de nove mil medicamentos (mais de 40% deles estão na categoria nível três - de menor concorrência, cujas fábricas só poderão ajustar o preço teto em 1,02%). A Cmed estabelece o valor do reajuste anualmente. Toma como base critérios técnicos definidos na Lei 10.742 de 2003, como cálculo a inflação do período (de março de 2013 até fevereiro de 2014), produtividade da indústria, variação de custos dos insumos e concorrência dentro do setor.



  • HC alerta para ascensão de 'justiceiro' e critica 'burocracia paralisante'

    “O preço da democracia é a eterna vigilância”, disse FHC citando frase do brigadeiro Eduardo Gomes / Último Segundo / Foto: Reprodução

    O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que o país está vacinado contra a influência do militarismo no poder, mas alertou para outro risco: o surgimento de um “justiceiro” no vácuo das ações de segurança pública diante da possível convocação das Forças Armadas para atuar nos conflitos envolvendo traficantes e policiais das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), no Rio. 

     

    “A violência é uma questão nacional, de Estado. As forças federais até deveriam atuar no Rio, mas não são treinadas para isso. De repente surge a figura de um justiceiro. Veja o caso do Collor (Fernando)”, disse o ex-presidente, ao se referir a ascensão do então governador de Alagoas como “caçador de marajás”, em 1989, no vácuo de autoridade no combate a corrupção durante o governo José Sarney. FHC deu a declaração ao encerrar o seminário do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) sobre os 50 anos do golpe.

     

    O ex-presidente acha que os frequentes incêndios de ônibus em São Paulo são atos típicos de quem está criando um “mal estar” para demonstrar a ineficiência das instituições. Ele acha que as manifestações e a rápida mobilização pelas redes sociais sinalizam para mudanças no sistema eleitoral que “não estão no horizonte” político e vê as instituições num dilema. “Existem demandas novas. É preciso ter mais capacidade para ouvir”, disse.

     

    Sem citar a presidente Dilma Rousseff, Fernando Henrique afirmou que há uma “burocracia paralisante” nas instituições”, avalia que o regime de governabilidade é “de cooptação e não de coalizão” e que, em vez de programa, “é a barganha que funciona o tempo todo”. Ainda assim, segundo ele, a governabilidade não está funcionando porque “a base aliada começa a reclamar”. “A democracia está se consolidando de forma complicada, com mais de 20 partidos e 39 ministérios”, alfinetou.

     

    Fernando Henrique sustenta que a ideologia militar inaugurada na proclamação da República e que deu no golpe de 1964 e os 21 anos de ditadura encerrada em 1985 está superada. As Forças Armadas, segundo ele, têm hoje um novo papel, que é a garantia da Constituição e a soberania do país controlando regiões como a Amazônia. Citando frase do brigadeiro Eduardo Gomes lembrou, no entanto, que “o preço da democracia é a eterna vigilância”.

     

    Testemunha ocular dos acontecimentos de 1964, o ex-presidente disse que a queda do governo foi antecedida por um clima tão amplo de contradições que ele e seus amigos acharam que quem havia dado o golpe era o presidente deposto João Goulart. “Amigos e inimigos do Jango estavam no mesmo jogo. Nem os militares tinham certeza quem iam ganhar”, disse.

     

    Para Fernando Henrique, além da fragilidade da democracia e da falta de consistência das propostas das reformas de base, influíram na queda de Jango a interferência militar - “inseridos na vida política do País desde a Guerra do Paraguai” - e o jogo internacional no clima da Guerra Fria. O ex-presidente afirma que os Estados Unidos só não intervieram para dar suporte militar ao golpe porque as Forças Armadas já haviam ganho o jogo.

     

    O encerramento do evento do Cebrap, “Seminário 1964: 50 anos depois”, que discutiu a deposição do governo João Goulart e os efeitos do regime militar na vida do país, teve um clima de nostalgia. Os três últimos palestrantes, Fernando Henrique Cardoso, José Artur Giannotti e Elza Berquó, professores aposentados compulsoriamente da Universidade de São Paulo (USP) pela ditadura, são fundadores do Cebrap e lá se refugiaram para driblar a perseguição política e fazer a resistência intelectual ao regime militar.

     



  • Mega festival sertanejo tem pancadaria e strip-tease de fã bêbada

    Villa Mix 2014: público gravou imagens de baixarias que aconteceram no festival em Cuiabá Reprodução/YouTube

    O Villa Mix é conhecido como o maior festival sertanejo do Brasil e acontece em diversas cidades do País. Porém, a festa realizada no último final de semana em Cuiabá, no Memorial do Papa João Paulo II, ganhou a atenção das redes sociais através de cenas fortes de agressão e nudismo.

    Após o show, internautas divulgaram fotos de brigas entre homens, mulheres e até um strip-tease improvisado por uma jovem visivelmente alcoolizada.

    Em um vídeo amador, a garota fica completamente pelada e ainda dança sensualmente para quem quiser ver. Ela só para o strip quando nota alguém gravando pelo celular.