BUSCA PELA CATEGORIA "BRASIL"

  • Ministros do Supremo Tribunal Federal aprovam projeto que reajusta seus salários  para R$ 35,9 mil

    Destaquebahia / Foto: Reprodução

    Na última quinta-feira (28), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram um projeto de lei onde integrantes da própria Corte reajusta os salários para R$ 35.919 que serão válidos para o mês de janeiro de 2015. A aprovação aconteceu durante uma sessão administrativa feita no próprio plenário sem transmissão pela TV Justiça. Atualmente, os salários dos integrantes (STF), a principal instância jurídica do país é de R$ 29.462,25 mensais, uma diferença em relação ao valor escolhido e aprovado no projeto de lei de 22%. O projeto que aumenta o salário dos magistrados segue para o Congresso Nacional. Para o próximo ano os juízes também já têm remuneração garantida de R$ 30.935. Como no Brasil o teto salarial do funcionalismo público é a remuneração dos ministros do STF, a proposta sendo aprovada, haverá o chamado efeito cascata e integrantes de toda a Magistratura e dos outros Poderes garantirá aumentos nos salários. Segundo Ricardo Lewandowski, presidente interino do STF,  a proposta, aprovada deve atualizar perdas oriundas da inflação do período de 2009 a 2014. Informações Estadão.



  • Candidato a deputado federal propõe criação do 'kit macho' e 'kit fêmea'

    Sathler com o deputado federal Jair Bolsonaro / BN Foto: Reprodução / Twitter

    Candidato pelo PSDB a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Distrito Federal, o advogado Matheus Sathler, propõe a criação do “Kit Macho” e “Kit Fêmea”, cartilhas para distribuição nas escolas para “ensinar homem a gostar de mulher e mulher a gostar de homem”. Segundo Salther, o objetivo é neutralizar a ação do programa do governo federal “Brasil sem Homofobia”, que para ele, estaria ensinando o “homossexualismo” às crianças. O Kit Macho, diz o advogado, “é para educar o menino a ser fiel à esposa, não ser violento, ser o líder da casa, não abandonar o lar, não ser apegado a bebidas e drogas, e, principalmente, a gostar somente de mulher”. Já Kit Fêmea, “é para instruir a mulher a ser feminina, dócil, boa dona de casa, boa mãe, apegada aos filhos e apegada ao marido”. Em entrevista ao portal UOL, o postulante a deputado federal afirmou que tem outras proposições "livrar a família brasileira de sua total destruição, como vem tentando fazer o PT (Partido dos Trabalhadores), que é o partido de Satanás" e denunciou a existência de um “propinoduto gay” no Congresso Nacional. “Desde o ano de 2008 eu venho denunciando a existência de uma máfia gay dentro do governo federal, que vem desviando recursos públicos da área da Saúde para militantes LGBT (sigla para Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros)”, disse Sathler, que afirma sofrer ameaças de morte. Segundo ele, os desvios ocorrem por meio de convênios geridos pelo CNCD/LGBT (Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), que seriam ilegais por não abrir “participação para as pessoas de bem”.



  • Aos 86 anos, morre o empresário Antônio Ermírio de Moraes

    O presidente de honra do Grupo Votorantim morreu em casa / G1 São Paulo / Foto: Reprodução

    Morreu na noite deste domingo (24) em São Paulo, aos 86 anos, o empresário e presidente de honra do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes. Segundo informações da assessoria de imprensa da empresa, ele morreu em sua casa, no Morumbi (Zona Sul), por insuficiência cardíaca.

    O corpo do empresário será velado a partir das 9h desta segunda-feira (25) no Salão Nobre do Hospital Beneficência Portuguesa. A partir das 16h, o cortejo deve seguir ao Cemitério do Morumbi, onde ele vai ser sepultado. Antônio Ermírio deixa a esposa, Maria Regina Costa de Moraes, e nove filhos. 

    Em nota, o Grupo Votorantim afirmou que perdeu um "grande líder" que "defendia o papel social da iniciativa privada para a construção de um país melhor".

    O empresário nasceu em São Paulo em 1928. Seu pai, o engenheiro pernambucano José Ermírio de Moraes, criou o Grupo Votorantim, comprando as ações de uma empresa de tecelagem.



  • Paraná: Jovem posta foto ofensiva à PM e é obrigada a posar com frase em apoio à polícia

    BN / Foto: Reprodução / Facebook

    Uma adolescente que publicou uma fotografia com a mensagem "PM bom é PM morto" teria sido obrigada por policiais a posar para outras fotos em que segura um papel escrito "eu amo a PM", no Paraná. Em um perfil do Facebook chamado "Polícia Militar Pmpr", a jovem aparecia ainda vestindo um casaco da corporação, com a logomarca da Polícia Militar em um painel ao fundo. A foto se tornou viral rapidamente, alcançando mais de 1500 pessoas. O perfil "Polícia Militar Pmpr" diz que está "pegando todos que vêm ameaçando PMs nas redes sociais" e que a garota é "lanchinho de traficantes. A assessoria de imprensa da PM-Paraná diz que investiga o caso para identificar a participação de algum integrante da corporação e que “tomará as medidas cabíveis”. 



  • Proposta discute fim do ‘ç’, ‘ch’ e ‘ss’ na língua portuguesa é boato, diz Senador Cyro Miranda

    BN / Foto: Divulgação / Notícias do Senado / Facebook

    O presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), senador Cyro Miranda (PSDB-GO) revelou, em nota, que rumor que se espalhou nas redes sociais nos últimos dias, segundo o qual estaria em análise uma reforma ortográfica que extinguiria o ss, ç, ch, h inicial, entre outras modificações, não corresponde à realidade. Na verdade, a Comissão de Educação está examinando a data em que passará a ter validade o acordo de unificação ortográfica firmado pelo Brasil em 1990. O acordo entraria em vigor no Brasil em 1º de janeiro de 2013, mas o início da vigência foi adiado para janeiro de 2016, por decreto da presidente Dilma Rousseff. Confira a nota de esclarecimento do senador Cyro Miranda: “Em resposta à demanda de professores de português, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte aprovou, no dia 1º de outubro de 2013, a criação de um Grupo de Trabalho destinado a propor a unificação ortográfica da Língua Portuguesa, conforme Acordo já firmado em 1990. Esse Acordo entraria em vigor no Brasil em 1º de janeiro de 2013, mas o início da vigência foi adiado para janeiro de 2016, por decreto da presidente Dilma Rousseff. A unificação em questão terá que ser feita em comum entendimento com os demais países. Portanto, não há nada que senadores, a Comissão de Educação e até mesmo o Brasil possa fazer unilateralmente. Recentes notícias de que estaríamos a ponto de reformular a ortografia da Língua Portuguesa não procedem. Senador Cyro Miranda (PSDB-GO) Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte”.



  • São Paulo: Evangélica concorre ao título de Miss Bumbum

    Fonte: Ego / Foto: Reprodução

    Rebeka Francis, a candidata de Rondônia ao título de Miss Bumbum 2014, vem sofrendo com uma pichação ofensiva no muro do prédio onde mora, em São Paulo. Recentemente, a moça - que divide apartamento com a amiga Andressa Urach (vice miss bumbum 2012) - se deparou com a frase ‘Miss Bumbum do Capeta’ em letras garrafais na entrada do prédio.

     

    Francis disse que sempre sonhou em participar de um concurso de beleza, mas que a sua família, que segue a mesma religião, não apoia. “Mas eles aceitaram”, garantiu ela, antes de completar: “Quando entrei no concurso, foi para ir até o fim. Posso sensualizar, sim, sem problema nenhum, mas uma coisa é o concurso, outra é a minha religião. Jamais vou sensualizar em uma igreja".

     

    Ela ainda confessou que ficou tímida no começo por ter que ficar tanto tempo de biquíni, mas que, mesmo com um visual mais discreto, não teria como esconder seus ‘atributos’. “Acredito que dá para ser sensual com roupas mais fechadas também, depende da pessoa. Quando você tem um corpo escultural, qualquer roupa sendo justa deixa as curvas à mostra, mesmo estando toda vestida”, opinou. Já quanto a um possível ensaio nu no futuro, Rebeka ainda está em dúvida: “Não sei se faria, por respeito a minha família, acho que não”.


     



  • Templo de Salomão em São Paulo é invadido por ônibus

    BN/ Com informações da Folha de S. Paulo / Foto: Reprodução/TV Globo

    O Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus, na zona leste de São Paulo, foi invadido por um ônibus da madrugada desta segunda-feira (19). O veículo destruiu o portão de entrada do prédio da igreja. Segundo informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo, o condutor do coletivo perdeu o controle após bater em um Peugeot, por volta das 4h.

     

     

    Apenas o motorista do carro se feriu, mas o estado da vítima não foi divulgado. As causas do acidente ainda estão sendo apuradas. Por volta das 8h40, fiéis já estavam na igreja e ajudavam nos reparos do portão. Nenhum representante da igreja comentou o caso. 



  • Eleições 2014 – Valor dos “cabos eleitorais” faz candidatos desistirem de candidaturas

    Fonte: Calila Noticias / Foto: Reprodução

    Faltando menos de 50 dias para as eleições, a campanha eleitoral praticamente não foi para as ruas, sendo que neste período os fatos mais marcantes estão relacionados às desistências de candidatos à disputa proporcional alegando alto custo da campanha. Ao contrário das campanhas anteriores, quando os comitês já estavam devidamente montados e cabos eleitorais percorrendo os bairros e comunidades rurais, pouco se vê em termos de propaganda. 

     

    É preocupante o que está acontecendo com os apoiadores e quase nenhuma fala em projeto e proposta. Um candidato a deputado federal que pediu para não ser identificado, ao justificar o porquê de a campanha eleitoral estar demorando tanto para deslanchar disse. “Quando procuramos vereadores, ex-vereadores, suplentes, ex-prefeitos, enfim, gente da política para falar do nosso projeto eles encurtam a conversa e falam em dinheiro, aliás, altas somas de dinheiro, de forma desconectada da vida”, desabafou o postulante a uma vaga no congresso nacional. 

     

    Em uma matéria publicada no Jornal A Tarde sobre o assunto, o alto custo dos apoios e demais custos de campanha, no caso de uma disputa para deputado estadual pode custar até R$ 2,5 milhões; e de um federal até R$ 6 milhões. Por este motivo alguns candidatos desistirem da eleição ou da reeleição, a exemplo de Carlos Gaban (DEM), Sérgio Passos (PSDB) e Graça Pimenta (PMDB).

     

    “Continuando assim, só teremos bandidos na política, pessoas dispostas a pagar por votos. Não dá para ser assim”, diz Gaban, referindo-se à compra de apoio. “Se eu, como deputado, tenho rendimentos brutos de R$ 1,42 milhões em quatro anos, como posso gastar R$ 2,6 milhões na campanha? Esta conta não bate”, aponta o democrata, primeiro a desistir da reeleição. 

     

    Cabos eleitorais podem cobrar até R$ 200 mil para conseguir 100 votos nas eleições de deputado estadual e federal. O número de votos pode parecer pequeno pelo preço, mas em muitos casos são fundamentais para garantir uma das 63 cobiçadas cadeiras da Assembleia ou das 39 vagas da Câmara dos Deputados.

     

    A corrida pelos votos inflacionou o “mercado” de cabos eleitorais. Nos corredores da Assembleia Legislativa são comuns as reclamações dos candidatos que se sentem extorquidos a toda eleição. A única coisa certa relacionada ao assunto é que ninguém fala abertamente já que a contratação de cabos eleitorais pode ser tranquilamente enquadrada como crime de compra de voto. “E se compra voto mesmo. O sujeito pede tanto. Parte desse tanto ele contrata algumas pessoas para fazer panfletagem, segurar bandeira e algumas horas de carro de som. A outra parte coloca no bolso”, diz uma fonte inteirada sobre o tema, pedindo anonimato.



  • Corpo de Eduardo Campos é sepultado no Cemitério de Santo Amaro

    BN / Foto: Agência Brasil

    Em clima de muita emoção, o corpo do ex-governador de Pernambuco e candidato à presidência da República Eduardo Campos foi sepultado no início da noite deste domingo (17) no Cemitério de Santo Amaro, área central do Recife. A viúva Renata Campos e o filho Pedro, 18 anos, ficaram bem próximos ao caixão. A mãe de Eduardo, Ana Arraes, preferiu ficar um pouco mais afastada. Após o sepultamento, uma onda de fogos de artifícios foi disparada. Apesar da tentativa de manter a cerimônia privada, populares exibiam cartazes com recados destinados a Eduardo e aos seus familiares, além de bradarem apoio à família. Em determinado momento, o Hino Nacional e músicas religiosas também foram entoados pelos presentes. O filho de Eduardo Campos, João, gritou "Viva Arraes! Viva Eduardo! Viva o Brasil" e depois puxou palavras de ordem como "Eduardo, guerreiro do povo brasileiro", no que foi seguido por boa parte do público.



  • Corpo do ex-governador Eduardo Campos é velado no Recife

    Jarbas Vasconcelos beija a viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, durante o velório do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e seus assessores / Estadão

    O irmão de Eduardo Campo, Antônio Campos, agradece ao povo brasileiro pela solidariedade em nome de toda a família Campos. "A dor é grande, a família está unida e gostariamos de agradecer. O povo de Pernambuco levará o corpo de Eduardo para ser plantado e dessa árvore ainda nascerá muita luta", disse o irmão. Emocionado, ele ainda acrescentou que toda a família faz parte de uma luta política no nordeste, "uma luta muito antiga que continua pela morte de Eduardo e vai continuar através de outros candidatos por um Brasil mais democrático e mais justo. Era isso que Eduardo sonhava e por isso que ele lutou até os últimos minutos", completou.



  • Jô Soares recebe alta de hospital e já está em casa

    BN / Foto:TV Globo / Programa do Jô

    O apresentador e humorista Jô Soares, de 76 anos, recebeu alta na noite desta sexta-feira (15). Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, há três semanas, e deixou o local por volta das 18h40. Segundo o G1, o apresentador já está em casa, em Higienópolis. Segundo a assessoria de imprensa da Rede Globo, Jô tratava de uma infecção pulmonar  mas que já passa bem. Amigos do apresentador garantem que ele está "em pleno processo de recuperação" e que, nos últimos dias, já teria até se exercitado em uma bicicleta ergométrica. A direção do programa informou que, enquanto não houver disponibilidade para novas gravações, a emissora deve passar reprises e homenagens.



  • Eduardo Campos: A dor particular da família de um homem público

    Foto e fonte: O Globo

    RECIFE — No fim do dia de quinta-feira, o movimento na casa da família Campos estava intenso. Eram muitos os familiares, amigos e políticos que acompanharam desde sempre a trajetória de Eduardo Campos e queriam estar perto de “dona Renata”, como ele chamava a mulher, e dos cinco filhos do casal. O ambiente era dolorido e, em quase todos os rostos, olhos marejados e expressões de consternação. Eram dezenas de pessoas reunidas na parte externa, divididas entre a varanda e a área arborizada ao redor da piscina. Quase todas de pé. Em torno do bebê Miguel, filho caçula do casal, que passava de colo em colo, estavam os únicos sorrisos visíveis na casa.

    Dona Renata surpreendia a todos. Talvez por ainda não ter realizado a perda tão inesperada, ela se mostrava forte, até leve, andando entre as pessoas e conversando com os que lhe procuravam para apresentar condolências. Não caiu em prantos publicamente, apesar do olhar avermelhado, que carregava ainda na noite de ontem, de quem está sentindo a dor como uma força constante. Às vezes, parecia ser ela quem tranquilizava seus interlocutores. Ela contou sua última conversa por telefone com o marido: haviam falado sobre o perfil das possíveis primeiras-damas, ela e Letícia Weber, mulher de Aécio Neves, que havia sido publicado no GLOBO no dia do acidente.

    Renata estava já no avião, embarcando do Rio de Janeiro para Recife, na manhã de terça-feira, quando recebeu o telefonema de Eduardo. Ele brincou:

    — Olhe, você saiu no jornal!

    Ela, espirituosa, respondeu:

    — Ah, é? E você, escapou? — pergunta que costumava fazer sempre que a família sabia que sairia uma reportagem sobre o marido.

    Eduardo retrucou:

    — Disseram lá que você manda em mim!

    Dona Renata riu e pediu que ele lhe enviasse uma cópia do texto. Desligou o telefone e voou. Quando desembarcou em Recife, ligou o aparelho e a primeira mensagem que entrou foi a foto reproduzindo a reportagem. Também foi a última mensagem que recebeu do marido.

    Ontem, ela contava essa história como se fosse mais uma conversa trivial e não a última entre marido e mulher.

    — Não estava no script — concluiu Renata, repetindo uma expressão que vem usando a muitos que se aproximam para consolá-la.

    Conselheira de Eduardo

    Nesse momento, chegou outra viúva, que permaneceu em um abraço com Renata que durou mais que alguns minutos. Era Eliane Aquino, a mulher do ex-governador de Sergipe, Marcelo Déda, falecido em decorrência de um câncer no final do ano passado. Campos e Déda eram amigos. Assim como Renata, Eliane também tem um filho pequeno com síndrome de Down e citou as semelhanças entre a história que se abateu sobre as duas:

    — Os dois eram nordestinos, tão jovens, morreram em São Paulo e nos deixaram filhos especiais. Me disseram que um dia eu ia entender o porquê da vinda do meu filho. Você também, Renata.

    Renata respondeu que um padre também lhe havia feito essa afirmação. E lembrou que o batizado do filho Miguel aconteceu em uma igreja pequenina, exatamente um mês antes do acidente de Eduardo:

    — Eu sabia que ele seria eleito e não queria um batismo grande, de filho de presidente.

    Renata é uma mulher discreta, de bastidores, conselheira fundamental de Eduardo, mas que deixava a ele a atuação na linha de frente. Outra frase que ela tem dito aos amigos nas conversas ao redor da piscina e na área externa da casa, onde estão concentradas as visitas, é sobre a paixão de Eduardo pela política:

    — A política para ele não era só trabalho, era também um hobby.

    Os quatro filhos mais velhos estão sentidos. Mas, talvez confortados na fortaleza da mãe, aguentam firme o momento. Causa surpresa perceber que, tão jovens, seus olhares sustentam serenidade. Em meio ao furacão de mudanças, o homem mais velho, João Henrique, de 20 anos, comentou com colegas que um grande desejo e preocupação da família nesse momento é encontrar o relógio e o cordão de ouro com medalhinhas que Eduardo carregava sempre. As medalhinhas foram sendo acumuladas ao longo da vida do político e têm um valor sentimental imenso para a família, apreensiva com a possibilidade de não conseguir resgatar dos escombros esse fragmento de lembrança.

    José Henrique, de 9 anos, o filho caçula até a chegada de Miguel, parece ainda não entender bem o que está ocorrendo. Ele anda entre os irmãos e os amigos, depois vai para o colo da mãe. Abraça Renata, fala algo em seu ouvido, afunda a cabeça em seu peito e depois sai, sem aparentar ter chorado. João e Pedro, o filho do meio, de 18 anos, ficam orbitando perto da mãe e dos amigos e namoradas que vieram dar forças. A menina, Maria Eduarda, de 22 anos, tem lágrimas nos olhos, mas consegue sorrir ternamente sempre que conversa com alguém.

    APOIO A OUTRA VIÚVA

    No início da noite, a jornalista Cecília Ramos, esposa do assessor de Eduardo, Carlos Percol, que também estava no voo, chegou à residência. Muito jovem, recém-casada, Cecília mostrava seu luto com um vestido preto e choro constante. Coube a Renata, que usava calça jeans e uma bata branca, consolá-la. Assim que a viu chegar, a anfitriã dirigiu-se à entrada da casa e abraçou sua companheira de tragédia. Cecília foi se acalmando, e logo começou a missa em homenagem aos maridos e demais vítimas do acidente. Foram os filhos que fizeram as leituras na celebração, na varanda da casa. João foi encarregado pelo Padre Luciano Brito de ler um trecho do Livro de Jó, que fala sobre vida eterna.

    O diretor de cinema Guel Arraes, tio de Campos, também aparentava estar muito sentido com a morte do sobrinho. A um grupo, dizia que Eduardo seria “insubstituível” na política:

    — O Eduardo tem uma personalidade muito própria. Ele é neto do Miguel Arraes, foi muito próximo do Lula, e podia simplesmente ter imitado um dos dois. Mas não, ele tem uma personalidade brilhante, muito própria. Nem o sobrenome Arraes ele usou, adotou o Campos, só dele.

    A mãe de Eduardo, Ana Arraes, externava de forma mais visível sua dor. Chorava bastante e era confortada pelos amigos. Padre Pedro Rubens, reitor da Universidade Católica de Pernambuco, que se dizia contagiado pela disposição política de Eduardo e foi prestar sua homenagem ao ex-governador, resumiu o sentimento, ainda incompreensível:

    — É uma saudade do futuro.

     



  • Eduardo Campos será enterrado no túmulo do avô Miguel Arraes, que morreu no mesmo dia

    BN / Foto: Reprodução / Arquivo pessoal

    O corpo do candidato Eduardo Campos será enterrado no mesmo túmulo de seu avô, o ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, em Recife (PE). A informação foi dada por seu irmão, Antônio Campos, nesta terça-feira (13). O presidenciável pelo PSB morreu exatamente 9 anos depois que Arraes – que sofreu choque séptico no dia 13 de agosto de 2005. Seis pessoas devem seguir em um jatinho particular até Santos (SP) para buscar o corpo. A família permanece em Recife. O governador de Pernambuco, João Lyra Neto, decretou sete dias de luto oficial pela morte de Campos, que era ex-governador do Estado.



  • Candidato a presidente, Eduardo Campos morre em queda de Avião em Santos

    O candidato a presidente do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morreu na manhã desta quarta-feira (13) após a queda do jato particular em que viajava em um bairro residencial em Santos, no litoral paulista.

    Campos tinha uma programação de campanha em Santos nesta quarta. Ele não compareceu a nenhum dos compromissos. O candidato participaria às 8h, às 9h30 e às 14h30 de entrevistas em emissoras de televisão locais, concederia uma entrevista coletiva às 10h30 e participaria de um seminário sobre o porto local às 12h30.

    A bordo da aeronave, estariam sete pessoas, dos quais cinco passageiros, entre eles Campos. O governador Geraldo Alckmin se deslocou para Santos depois de tomar conhecimento da morte de Campos. Em 2005, no mesmo dia (13 de agosto), morreu o avô do presidenciável, Miguel Arrais, de quem Campos era herdeiro político.

    "Estamos muito chocados com tudo", afirmou o deputado federal Marcio França (PSB), presidente do diretório estadual do partido em São Paulo.

    No Congresso, parlamentares falaram sobre o episódio. O deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) disse que foi informado da queda da aeronave pelo deputado Márcio França (PSB).

    "Parece que havia mais de 15 pessoas dentro do avião e não há nenhum sobrevivente. Vamos ver o que vamos fazer para ir para São Paulo. Parece que o Eduardo Campos estava no avião que acabou de cair. A Marina eu não sei. Parece que era a aeronave que estava o Eduardo e o Márcio [França, deputado] não foi otimista. Uma conversa muito triste, estou atordoado. Parece que perdemos o Eduardo, uma liderança da nossa geração", declarou.

    No perfil da Rede Sustentabilidade no Twitter, foi publicada a seguinte nota: "Todos estamos chocados com a morte de Eduardo Campos, em queda de avião hoje de manhã. Marina Silva segue agora para Santos (SP)". A ex-senadora Marina Silva é a candidata a vice na chapa de Campos. Como o partido dela, a Rede Sustentabilidade, não conseguiu registro a tempo para concorrer na eleição deste ano, ela se filiou ao PSB.

    A Aeronáutica divulgou nota informando sobre a queda do avião que saiu do aeroporto Santos Dumont, do Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto do Guarujá, cidade vizinha de Santos.

    Leia a íntegra da nota:

    O Comando da Aeronáutica informa que nesta quarta-feira (13/08), por volta das 10h, uma aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.

    A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave.

    A Aeronáutica já iniciou as investigações para apurar os fatores que possam ter contribuído para o acidente.

    Brasília, 13 de agosto de 2014.



  • São Paulo: Com requintes de crueldade jovem macaubense é encontrada morta

    Foto: Reprodução / Destaquebahia.com.br

    Uma jovem identificada como  Vanessa Rocha Dias, de 20 anos, natural de Macaúbas, foi encontrada morta no Parque do Carmo, em São Paulo. Segundo informações, o corpo apresentava sinais de espancamento e violência sexual. Ainda segundo informações, a roupa da garota estava amarrada em seu pescoço, o que indica que após ser violentada ela foi enforcada. Vanessa estava em São Paulo há aproximadamente dois anos . A jovem teria sido vista pela última vez quando saia de um culto em uma Igreja Evangélica. O caso está sendo investigado pela DP 65 de Artur Alvim, Zona Leste de São Paulo.