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  • Estupro de menores de 12 anos terá pena de morte na Índia

    A Índia autorizou neste sábado (21) a aplicação de pena de morte como punição para estupros cometidos contra menores de 12 anos. Uma portaria publicada pelo governo permite aos tribunais de justiça a aplicação da pena. A medida foi realizada após um estupro e assassinato de uma menina de 8 anos, que ocorreu recentemente no país. Na ocasião, um grupo realizou o ato em um templo hindu no norte da Índia, mantendo a menina sedada durante dias no templo e se desfazendo de seu corpo na floresta. De acordo com informações da agência de notícias Press Trust of Índia, o projeto foi aprovado pelo Gabinete do Primeiro Ministro Narendra Modi e enviado ao presidente para aprovação. Grupos contrários afirmam que a pena de morte pode contribuir para reduzir o número de denúncias no país, em que 95% dos estupros são cometidos por familiares. Para solucionar a questão, os grupos contrários acreditam que o governo deveria fortalecer as leis existentes e acelerar os julgamentos, além de incentivar o ambiente para as denúncias no país.



  • Acidente na Coreia do Norte deixa mais de 30 chineses mortos

    Um grande número de turistas chineses pode ter morrido ou ficado ferido em um "grave acidente de trânsito" na Coreia do Norte, indicou Pequim, nesta segunda-feira (23), enquanto a televisão estatal chinesa indicou "mais de 30" mortos.

    De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, o acidente ocorreu no domingo (22) à noite na província de Hwanghae Norte, a sul da capital, Pyongyang.

    "Um sério acidente de trânsito" ocorrido esta madrugada no sul da Coreia do Norte "deixou um elevado número de vítimas entre os turistas chineses", afirmou, em comunicado, sem maiores informações.

    A televisão estatal chinesa CCTV transmitiu imagens de destroços de um ônibus, veículos de socorro no local e feridos sendo tratados num hospital, mas não especificou a origem das imagens.

    Diplomatas chineses contactados pela agência noticiosa Associated Press (AP) em Pyongyang não adiantaram o número de vítimas, mas vão divulgar uma declaração no decorrer do dia.

    A China e a Coreia do Norte partilham uma longa fronteira e Pequim é o maior parceiro comercial de Pyongyang. Os turistas chineses são o maior grupo de visitantes do isolado país, principalmente com deslocações locais relacionados com a intervenção militar chinesa na Guerra da Coreia (1950-53). Com informações da Lusa.



  • Coreias abrem telefone vermelho para facilitar comunicação entre seus líderes

    As duas Coreias abriram nesta sexta-feira (20) o telefone vermelho entre seus líderes, anunciou Seul, a uma semana da reunião de cúpula entre o presidente sul-coreano Moon Jae-in e líder norte-coreano Kim Jong Un na zona desmilitarizada que divide a península.    

    Esta linha liga a Casa Azul (presidência sul-coreana em Seul) ao escritório da Comissão dos Assuntos de Estado, presidido pelo líder norte-coreano, em Pyongyang.    

    "A conexão histórica entre os líderes das duas Coreias acaba de ser criada", disse Yoon Kun-young, um alto funcionário da Casa Azul. Houve uma conversa de teste entre os operadores que durou quatro minutos e 19 segundos.  

    A cúpula entre Kim e presidente sul-coreano será o momento culminante de semanas de efervescência diplomática na região desde os Jogos Olímpicos em fevereiro, na Coreia do Sul. E o prelúdio para uma cúpula histórica planejada entre Kim e o presidente dos EUA, Donald Trump.    

    Os líderes das duas Coreias se encontrarão no lado sul da zona desmilitarizada. Será a terceira cúpula desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), que terminou com um armistício em vez de um tratado de paz, o que explica que ambos estejam tecnicamente em guerra.    

    Moon disse na quinta-feira (19) que quer uma declaração oficial de fim de guerra como um prelúdio para um tratado.    O presidente Trump deu sua "bênção" às duas partes para negociar esse tipo de acordo.(RFI )



  • Trump negocia com Coreia do Norte libertação de três norte-americanos

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quarta-feira (18) que está negociando a libertação de três norte-americanos que estão presos na Coreia do Norte. A informação foi repassada à imprensa em uma entrevista coletiva, na Flórida, durante o encontro entre ele e o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe.

    Trump disse que seu encontro com Kim Jong-Un pode ocorrer em maio ou junho  (Agência Lusa/EPA/Aude Guerrucci/Direitos reservados)

    Trump afirmou que há uma “chance de conseguir a libertação dos prisioneiros”. Além disso, afirmou que irá continuar pressionando o líder norte-coreano em prol de uma completa desnuclearização do país.

    Sobre o encontro que está sendo preparado por Washington e Pyongyang, Trump afirmou que espera ter uma “reunião muito bem-sucedida” com o líder norte-coreano Kim Jong-Un, “Se eu achar que o encontro pode não ser frutífero, não iremos”, afirmou.

    Na manhã de quarta-feira, ele havia confirmado um encontro entre o diretor da Central de Inteligência Americana (CIA), Mike Pompeo, e Kim Jong-Un na semana passada. O primeiro de alto nível entre os dois países em 18 anos.

    Na terça-feira (17), o jornal Washington Post divulgou a informação obtida com um funcionário do governo Trump, de que Pompeo havia tido o encontro com Kim. Hoje, Trump confirmou o encontro e na coletiva disse que Pompeo conversou com

    Kim Jong-Un sobre os três norte-americanos detidos.

    A visita, caso ocorra, poderá ser realizada entre maio e junho, em local ainda não estabelecido. Mas Donald Trump fez questão de frisar que o encontro ainda não é uma garantia. Também existe a expectativa de que Coreia do Sul e Coreia do Norte possam restabelecer o diálogo em um eventual encontro entre Trump e Kim Jong-Un.(Agência Brasil )







  • Estudante brasileiro é morto a facada em universidade dos EUA

    SÃO PAULO – Um estudante brasileiro foi morto a facadas na noite de segunda-feira, 16, na Universidade de Binghamton, em Nova York, nos Estados Unidos. João Souza, de 19 anos, cursava o primeiro ano de engenharia civil.

    Segundo a Universidade de Binghamton, o crime ocorreu por volta das 22h30 (21h30, no horário de Brasília). Câmeras de segurança flagraram o suspeito deixando o dormitório de Souza e fugindo do campus. Ainda segundo a instituição, a polícia acredita que o crime tenha sido premeditado e que Souza era o alvo do suspeito.

    No início da madrugada, um aluno identificado como Michael M. Roque, de 20 anos, foi detido como principal suspeito do crime. Ele foi encaminhado para a Prisão do Condado de Broome. O jovem nega participação no crime.

    “Eu estou profundamente triste de informar o esfaqueamento que levou à morte de um de nossos estudantes, João Souza, de 19 anos, que cursava o primeiro ano de engenharia civil”, escreveu aos alunos o presidente da Universidade de Binghamton, Harvey Stenger. “Todo o campus lamenta por ele. Nossos pêzames aos amigos e familiares, além dos colegas de classe e professores.”

    As aulas desta terça-feira foram canceladas, informou a Binghamton. A família de Souza, que reside no Brasil, foi informada do caso, mas decidiu não se pronunciar.

    De acordo com o The New York Times, João Souza se formou no ano passado em um colégio de Rye Brooks, também no Estado de Nova York. Após o ataque, o brasileiro foi levado ainda com vida para um hospital na região, mas não sobreviveu aos ferimentos. É o segundo caso de homicídio de alunos da Universidade de Binghamton neste ano. Em março, a estudante de enfermagem Haley Anderson, 22, foi encontrada morta em sua residência.(Estadão)







  • Papa admite que se equivocou “gravemente” ao subestimar os abusos de menores no Chile

    Em uma carta aos bispos chilenos, o Papa transmitiu sua “vergonha” e “dor” pelas conclusões da investigação sobre os abusos de crianças cometidos pela Igreja naquele país. Francisco admite que cometeu “graves equívocos na avaliação da situação”. Algo que o levou, em sua viagem ao Chile, a ofender e exigir que as vítimas apresentassem provas de suas acusações contra o bispo Juan Barros, acusado de encobrir vários casos.

    Durante a viagem ao Chile, o Papa defendeu o bispo Juan Barros das acusações de encobrimento do ex-pároco de El Bosque, Fernando Karadima. Um sacerdote influente de uma igreja da classe alta de Santiago que estuprou durante anos ao menos quatro jovens de famílias conservadoras, como reconheceram a justiça civil e a eclesiástica (seus crimes prescreveram e ele nunca foi condenado).

    O Papa, sem fazer se referir a nenhum caso concreto, fez alusão ao conteúdo do relatório, a cujos depoimentos dá total veracidade, corrigindo o que até agora havia colocado em dúvida. “Agora, depois de uma cuidadosa leitura das atas dessa ‘missão especial’, acredito poder afirmar que todos os depoimentos reunidos nelas falam de modo cru, sem aditivos ou edulcorantes, de muitas vidas crucificadas e confesso-lhes que isso me causa dor e vergonha”.

    A carta de Francisco, que aponta que a verdade lhe foi ocultada quando quis fazer sua própria avaliação, não tem valor jurídico. Nas últimas horas falou-se de uma possível renúncia do bispo Barros. Mas a conferência episcopal chilena negou, em uma conferência de imprensa realizada ontem. Tampouco foram dados detalhes sobre as conclusões do relatório, que o Papa detalhará em Roma aos bispos do Chile. “Pensei nesse encontro como um momento fraternal, sem preconceitos ou ideias pré-concebidas, com o único objetivo de fazer resplandecer a verdade em nossas vidas. [..] É uma ocasião para restabelecer a confiança quebrada pelos nossos erros e pecados [..]. Agora, mais do que nunca, não podemos voltar a cair na tentação da verborragia ou de ficarmos nos ‘universais”.

    Os responsáveis pela investigação (64 depoimentos e 2.300 páginas) foram o espanhol Jordi Bertomeu, oficial da Congregação para a Doutrina da Fé, e Charles J. Scicluna, arcebispo de Malta. Scicluna é promotor de justiça para os delicta gravatoria: crimes considerados mais graves e cometidos contra a eucaristia, o segredo de confissão e abusos de menores. Em 2005 recebeu a missão de Bento XVI de recolher os depoimentos sobre o fundador dos Legionários de Cristo, Marcial Maciel.(EL PAÍS )

    Ofendidas, as vítimas protestaram e chegaram a receber apoio do cardeal Sean O’Malley, nomeado pelo Papa presidente da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores. Agora Francisco admite que errou. “No que me diz respeito, reconheço e quero que transmitam fielmente que cometi graves equívocos na avaliação e percepção da situação, especialmente por falta de informações fidedignas e equilibradas. Desde já peço perdão a todos aqueles que ofendi e espero poder fazê-lo pessoalmente, nas próximas semanas, nas reuniões que terei com representantes das pessoas entrevistadas.”

    Barros sempre negou as acusações. De fato, durante a visita do Papa, ele acompanhou os atos na primeira fila. Mas uma das vítimas, Juan Carlos Cruz, funcionário de uma multinacional norte-americana, explicou que o bispo estava ao seu lado quando Karadima abusou dele. Pouco depois de ouvir a resposta de Francisco — “traga-me provas”, disse —, respondeu no Twitter: “Como se alguém pudesse ter feito uma selfie enquanto Karadima abusava de mim com 

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  • Macron provoca indignação após declaração sobre vínculo entre Igreja e Estado

     presidente Emmanuel Macron provocou uma onda de reações de indignação na França, sobretudo entre a esquerda, depois de declara que deseja "reparar" o elo "danificado" entre a Igreja e o Estado em um país o qual o laicismo é um princípio fundamental.

    Em um longo discurso na Conferência Episcopal na segunda-feira à noite, Macron afirmou que deseja "reparar" os vínculos entre a Igreja e o Estado por meio de um "diálogo de verdade".

    "Um presidente da República que alegasse um desinteresse pela Igreja e os católicos faltaria com seu dever", completou.

    Mas em um país no qual o laicismo está ancorado desde 1905 por uma lei sobre a separação entre a Igreja e o Estado, as declarações do presidente de 40 anos provocara reações intensas.

    O ex-primeiro-ministro socialista Manuel Valls recordou no Twitter que "o laicismo é a França".

    "O laicismo é nosso tesouro. Isto é o que o presidente da República deveria defender", tuitou o novo líder do Partido Socialista, Olivier Faure.

    O partido de extrema-esquerda França Insubmissa chamou o discurso do presidente de "irresponsável". "#Macron em pleno delírio metafísico. Insuportável. Esperamos um presidente, escutamos um sub-padre", criticou o presidente do partido e ex-candidato à presidência, Jean-Luc Mélenchon, no Twitter.

    O ministro do Interior, Gérard Collomb, defendeu o presidente.

    "O que ele disse é que para o homem o importante não é apenas o materialismo, e sim que há uma busca absoluta de espiritualidade, de dar um sentido à vida. Pode ser um tom novo, mas não rompe em nada com os grandes princípios do laicismo", disse.

    O princípio da separação da Igreja e do Estado é defendido por muitos franceses. De acordo com uma pesquisa de 2017 do instituto WinGallup, 50% dos franceses se declaram ateus ou sem religião, contra 45% que declaram ter uma religião.

    Mas também é um tema que gera debates acalorados, sobretudo a respeito das manifestações públicas da fé muçulmana ou da herança cristã do país.

    (AFP)



  • Rebelião em prisão da Venezuela deixa 68 mortos

    Uma rebelião ocorrida nesta quarta-feira na prisão do Comando da Polícia do Estado de Carabobo, na cidade de Valencia, no norte da Venezuela, deixou 68 mortos, informou a Procuradoria nacional.

    "Diante dos terríveis fatos ocorridos no Comando da Polícia do Estado de Carabobo, onde um suposto incêndio matou 68 pessoas, designamos quatro procuradores (...) para esclarecer estes dramáticos fatos", declarou o procurador-geral, Tarek William Saab, no Twitter.

    "As indagações preliminares indicam o falecimento de 66 homens e de duas mulheres que se encontravam na qualidade de visitantes", revelou Tarek William Saab.

    O procurador-geral afirmou que o Ministério Público "aprofundará" as investigações "para esclarecer de forma imediata estes dolorosos acontecimentos que enlutaram dezenas de famílias, assim como estabelecer as responsabilidades".

    O incidente ocorreu na manhã desta quarta-feira, durante uma tentativa de fuga da prisão, quando os detentos teriam ateado fogo aos colchões e tomado a arma de um agente, segundo a ONG Janela à Liberdade.

    Carlos Nieto, diretor da ONG, havia informado dezenas de vítimas entre mortos e feridos, acrescentando que "alguns morreram queimados e outros, intoxicados".

    Um vídeo difundido no Twitter mostra dezenas de pessoas exigindo informações, incluindo mulheres chorando diante de um cordão policial.

    Familiares dos detentos tentaram entrar no Comando da Polícia e foram reprimidos com bombas de gás lacrimogêneo.

    Rafael Lacava, governador do estado de Carabobo, manifestou sua "consternação" 

    pelo incidente e prometeu uma severa investigação.

    "Foi iniciada uma investigação séria e profunda sobre as causas e os responsáveis por estes lamentáveis acontecimentos. Estamos ao lado dos familiares em sua dor e necessidades".

    Carlos Nieto destacou que o incidente em Valencia "não é uma situação isolada", já que "todas as delegacias de polícia da Venezuela estão em condições iguais ou piores de superlotação, falta de alimentos e doenças" em relação à detenção do Comando da Polícia de Carabobo.

    A superlotação nas penitenciárias da Venezuela obriga os corpos de segurança a utilizar as delegacias como locais de reclusão permanente.(AFP) 



  • Kim Jong Un recebido com grande pompa na China antes de reunião com Trump

    O líder norte-coreano Kim Jong Un foi recebido com grande pompa em Pequim em sua primeira visita - secreta - a China, um sinal da vontade de aproximação entre dois aliados históricos antes da reunião de cúpula prevista entre o dirigente de Pyongyang e o presidente americano Donald Trump.

    Em sua primeira viagem ao exterior desde que assumiu o poder no fim de 2011, Kim e sua esposa compareceram a uma cerimônia solene e a a um banquete oferecido em sua homenagem no Grande Palácio do Povo na Praça Tiananmen (Paz Celestial).

    Após um dia e meio de incerteza, a agência de notícias oficial da China, a Xinhua, confirmou nesta quarta-feira a visita de Kim Jong Un a Pequim, quando ele já havia retornado a seu país em uma viagem de trem.

    "Sem dúvida, minha primeira visita ao exterior deveria ser à capital chinesa", disse Kim, de acordo com declarações divulgadas pela agência oficial norte-coreana KCNA.

    "Isto era meu dever solene, sendo alguém que deve cuidar e manter as relações RPDC-RPC através das gerações" completou.

    De acordo com a Xinhua, Kim se declarou disposto a reunir-se com o presidente Trump após vários meses de ameaças entre os dois países pelo programa nuclear norte-coreano, situação que provocou o temor de um conflito.

     

    O encontro de cúpula foi anunciado por fontes sul-coreanas e americanas, mas não havia sido confirmado por nenhuma fonte norte-coreana. Seul afirma que a reunião pode acontecer no fim de maio, mas ainda não foram anunciados o local e a data.

    - 'Boa vontade' -

    O líder norte-coreano, que nos últimos anos ordenou uma série de testes nucleares e disparos de mísseis com capacidade para atingir o território dos Estados Unidos, se pronunciou de modo favorável à desnuclearização da península coreana.

    "Nossa posição constante é de compromisso com a 'desnuclearização' da península coreana, conforme a vontade do ex-presidente Kim Il Sung e do ex-secretário-geral Kim Jong Il", predecessores - avô e pai - de Kim Jong Un.

    "A questão da 'desnuclearização' da península coreana pode ser resolvida se a Coreia do Sul e os Estados Unidos responderem aos nossos esforços com boa vontade, criarem uma atmosfera de paz e estabilidade, enquanto tomam medidas progressivas e simultâneas para a realização da paz", disse Kim durante a visita.

    A Coreia do Sul informou no mês passado que Pyongyang estaria disposta a abandonar o programa nuclear em troca de garantias americanas em termos de segurança. Os testes nucleares e balísticos norte-coreanos estão suspensos.

    Em Washington, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, revelou que Trump recebeu uma mensagem de Xi Jinping sobre as reuniões com Kim Jong Un.

    "Vemos esta evolução como uma nova prova de que nossa campanha de máxima pressão está criando o ambiente apropriado para um diálogo com a Coreia do Norte", declarou.

    - Kim, em traje ao estilo Mao -

    A TV estatal chinesa CCTV exibiu imagens de Kim e Xi apertando as mãos diante das bandeiras dos dois países, acompanhados de suas esposas. O chefe Estado chinês e seu convidado, vestido com um traje ao estilo Mao, escutaram os hinos nacionais dos dois países e passaram a tropa em revista.

    A visita foi revelada na segunda-feira à noite pela imprensa japonesa, que informou a chegada de um alto dirigente norte-coreano a Pequim, sem a certeza absoluta de que a pessoa era Kim Jong Un.

    A imprensa estatal chinesa não confirmou a notícia, provavelmente à espera do retorno de Kim a seu país.

    "Tive conversas bem sucedidas com o secretário-geral Xi Jinping sobre o desenvolvimento de relações entre as duas partes e os dois países, nossas respectivas situações domésticas, a manutenção da paz e da estabilidade na península coreana e outros temas", disse Kim durante o banquete, de acordo com a Xinhua.

    Xi Jinping elogiou a amizade entre os dois países, forjada durante a guerra da Coreia (1950-1953).

    "É uma escolha estratégica e a única boa escolha possível entre os dois países, com base na história e na realidade", disse.

    Xi aceitou um convite para visitar a Coreia do Norte, segundo a agência norte-coreana KCNA.

    A visita de Kim Jong Un a Pequim representa um apoio à diplomacia chinesa, que parecia marginalizada desde o anúncio da reunião de Kim e Trump.

    O líder norte-coreano não se reunira com o presidente chinês desde a sucessão de seu pai, Kim Jong Il, falecido há seis anos.

    Nos últimos anos, as relações bilaterais ficaram tensas diante do crescente apoio de Pequim às sanções econômicas da ONU contra os programas nuclear e balístico de Pyongyang.

    Antes do encontro com Donald Trump, Kim Jong Un se encontrará com o presidente sul-coreano Moon Jae-in no fim de abril na zona desmilitarizada que separa os dois países. (AFP)



  • Facebook nos EUA despenca US$ 35 bilhões em horas com novo escândalo sobre roubo de dados

    O valor do Facebook na bolsa de valores de tecnologia dos Estados Unidos encolheu impressionantes US$ 35 bilhões (ou aproximadamente R$ 115,5 bilhões) entre a manhã e o anoitecer desta segunda-feira.

    Para efeito de comparação, as ações da rede social caíram, só nesta segunda, o equivalente ao valor de mais de 200 mil casas populares no Brasil.

    Até o fechamento do dia na Nasdaq, em Nova York, as ações do Facebook haviam caído 6,7%.

    Esta é a maior redução percentual em valor de mercado do Facebook em um só dia em quatro anos, levando a capitalização de mercado da empresa de US$ 537 bilhões (ou R$ 1,77 trilhão), registrados na sexta-feira à noite, para aproximadamente US$ 500 bilhões no fim desta segunda.

    O resultado teve reflexos nas principais empresas do ramo, que também tiveram resultados negativos nos EUA (enquanto a empresa que controla o Google caiu 3%, outras gigantes como Amazon, Netflix e Apple registraram quedas de até 1,5% nesta segunda-feira).

    A âncora que afunda os papéis da empresa de Mark Zuckerberg foi lançada durante este fim de semana, quando diferentes reportagens da imprensa internacional denunciaram que uma consultoria teria usado informações privadas roubadas de mais de 50 milhões de membros do Facebook.

    Procurado pela BBC Brasil, o Facebook nos Estados Unidos não comentou as perdas na bolsa americana, nem o escândalo revelado no fim de semana.

     

     

    Facebook nos EUA despenca US$ 35 bilhões em horas com novo escândalo sobre roubo de dados

    O caso

    Segundo os jornais britânico The Guardian e The Observer, e o americano The New York Times, a consultoria Cambridge Analytica, responsável por campanhas como a do presidente Donald Trump, teve acessos a dados como amigos, curtidas, publicações, localidade, idade e estado civil de usuários para construir campanhas de marketing político.

    Principal acionista do Facebok, com em torno de 16% das ações da empresa, o fundador da rede social Mark Zuckerberg perdeu, sozinho, quase US$ 5 bilhões após a divulgação do caso.

    A rede social não teria informado seus clientes, usuários e acionistas sobre o uso indevido dos dados.

    O pivô da crise é acadêmico de ciências da computação canadense e ex-funcionário da Cambridge Analytica Christopher Wylie, que teria vendido dados obtidos por um quiz na rede social para a consultoria.

     

    Tratava-se de um teste de personalidade chamado "Esta é sua vida digital", 

    semelhante a dezenas de outros muito populares entre brasileiros.

    De acordo com a imprensa americana, 270 mil pessoas fizeram o quiz - mas os termos de uso, que costumam ser ignorados pela maioria, permitiam que desenvolvedores tivessem acesso aos dados dos amigos dos usuários.

    Isso teria feito o número de pessoas com dados coletados saltar para a casa dos 50 milhões.

    O Facebook apagou as contas da empresa Cambridge Analytica nesta sexta-feira, alegando que a consultoria usou dados irregularmente.

    A Cambridge nega que tenha usado os dados e afirma que apagou todas as informações assim que soube que eles foram colhidos irregularmente.

    Tanto a Cambridge Analytica quanto o Facebook negam qualquer irregularidade. (BBC Brasil )

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  • Putin conquista 4º mandato presidencial na Rússia com grande margem de votos

    Vladimir Putin governará a Rússia pelos próximos seis anos, após confirmar sua já esperada vitória na eleição presidencial deste domingo.

    Com 50% dos votos já contabilizados, ele foi escolhido por 75% dos eleitores, informou a Comissão Eleitoral Central do país. O principal líder da oposição, Alexei Navalny, foi impedido de disputar.

    Em um dicurso na capital Moscou após os primeiros resultados serem divulgados, Putin disse que os eleitores haviam "reconhecido as conquistas dos últimos anos".

    Uma vitória com tal margem assim havia sido prevista por muitos e pode representar um aumento em relação aos 64% dos votos que ele recebeu em 2012.

    Uma pesquisa estatal de boca de urna aponta para uma participação de 63,7%, menos do que em 2012. A campanha de Putin esperava por um índice mais alto para dar a ele a maior força possível para o próximo mandato.

    Sua equipe disse que o resultado é uma "vitória incrível". "A porcentagem fala por si só. É o mandato que Putin precisa para tomar decisões no futuro, e ele tem muitas a fazer", disse um porta-voz à agência russa Interfax.

    Pesquisas de boca de urna apontam que o oponente de Putin que chegará mais próximo dele será Pavel Grudinin, com uma projeção de obter 11,2% dos votos. 

    Putin conquista 4º mandato presidencial na Rússia com grande margem de votos

    Grudinin é um milionário comunista, mas também estavam na disputa a ex-apresentadora de reality show Ksenia Sobchak, e o nacionalista Vladimir Zhirinovsky. O opositor Navalny foi excluído da eleição porque foi condenado por fraude. Ele diz que o caso foi fabricado pelo Kremlin.

    Denúncias

    Em alguns locais, havia oferta de comida grátis e descontos em lojas próximas aos pontos de votação. Vídeos mostram uma série de irregularidades cometidas em um várias cidades. Em algumas imagens, agentes eleitorais aparecem enchendo caixas com cédulas.

    O grupo independente de monitoramento da eleição Golos denunciou irregularidades, como cédulas encontradas em urnas antes da votação começar, observadores sendo impedidos de entrar em locais de votação, suspeitas de pessoas obrigando eleitores a votarem e a obstrução de câmeras posicionadas em pontos de votação para registrar o processo eleitoral.

    No Daguestão, um agente eleitoral disse ter sido impedido de fazer seu trabalho por uma multidão que impedia seu acesso a uma urna. Mas Ella Pamfilova, diretora da Comissão Eleitoral Central, afirmou que nenhuma violação foi registrada até o momento.

    "Analisamos e monitoramos tudo que pudemos, tudo que chegou a nós. Graças a Deus, foi pouca coisa até agora", disse em uma reunião da comissão convocada para tratar de possíveis violações. Ela disse mais cedo que qualquer pessoa envolvida em atos irregulares seria pega.

    Esta votação foi a primeira na Crimeia após a Rússia assumir o controle da região, que antes fazia parte da Ucrânia. Estava previsto que Putin faria um discurso em evento marcado para celebrar o quarto aniversário da anexação, que cai no mesmo dia da eleição.

    Esse ato pela Rússia foi alvo de uma grande contestação por parte de Kiev e aumentou as tensões entre o governo Putin e o Ocidente. Russos vivendo na Ucrânia não puderam participar da votação porque o governo ucraniano impediu o acesso de missões diplomáticas da Rússia.(BBC Brasil )



  • Acrobata do Cirque du Soleil morre durante apresentação

    O acrobata francês Yann Arnaud, 38, morreu neste sábado durante apresentação do Cirque du Soleil na cidade de Tampa, no estado americano da Flórida. Arnaud participava do espetáculo “VOLTA” em número no qual fazia acrobacias aéreas preso a faixas. O acrobata caiu de uma altura de cerca de quatro metros quando uma das faixas se rompeu. Ele foi levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

    Acrobata do Cirque du Soleil morre durante apresentação

    Em entrevista à revista americana Time, Daniel Lamarre, CEO e presidente do Cirque du Soleil afirmou que “toda a família Cirque du Soleil está em choque e arrasada com esta tragédia. Yann esteve conosco por mais de 15 anos e era amado por todos os que tiveram a oportunidade de conhecê-lo”.

    Natural de Champigny-sur-Marne, um subúrbio a sudeste de Paris, na França, mas vivia atualmente em Miami.

    De acordo com Ben Ritter, um espectador citado pelo jornal Tampa Bay Times, o acidente foi “chocante”, com Arnaud permanecendo “desacordado e imóvel” logo após a queda.

    Socorristas ainda levaram o artista ferido ao Tampa General Hospital, mas Arnaud não resistiu às lesões e acabou falecendo.

    “Nos próximos dias e semanas, nosso foco será o suporte à família de Yann e a nossos colaboradores, especialmente ao time do [espetáculo] VOLTA, enquanto enfrentamos esse momento difícil juntos”, afirmou Lamarre.

    Os dois espetáculos de “VOLTA” que se seguiriam ao de sábado foram cancelados. Yann Artaud não é o primeiro artista do Cirque du Soleil a morrer em decorrência a um acidente em cena. Em 2013 uma acrobata do grupo circense morreu após um acidente. Em 2016, o filho do fundador do Cirque du Soleil morreu após se acidentar no palco.(VEJA.com )

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  • Avião com 67 passageiros e 4 tripulantes cai em aeroporto do Nepal

    Ao menos 40 pessoas morreram e 23 ficaram feridas após a queda de um avião de uma companhia de Bangladesh nesta segunda-feira em Katmandu, Nepal. "As possibilidades de encontrar mais sobreviventes são pequenas pelo incêndio no avião", afirmou o porta-voz do exército, Gokul Bhandaree.

    O avião da companhia bengalesa US-Bangla Airlines transportava 67 passageiros e quatro membros da tripulação.

    "Trinta e uma pessoas morreram no local do acidente e nove morreram em dois hospitais em Katmandu", afirmou à AFP o porta-voz policial Manoj Neupane, que disse ainda que são 23 os feridos.

    Colunas de fumaça negra eram observadas na região da queda da aeronave, ao leste da estrada do único aeroporto internacional do Nepal. (Notícias ao Minuto )



  • Trump aceita convite de Kim Jong-un para encontro

    O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, convidou o presidente Donald Trumppara um encontro. Segundo a Coreia do Sul, o líder americano concordou com a reunião, que deve acontecer em maio.

    O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo chefe do escritório presidencial sul-coreano de Segurança Nacional Chung Eui-yong durante pronunciamento na Casa Branca. Chung lidera a delegação sul-coreana que chegou hoje a Washington para informar Trump sobre os assuntos discutidos com Kim Jong-un e membros de seu governo durante o histórico encontro entre as duas Coreias em Pyongyang.

    Segundo o oficial, o ditador norte-coreano também se comprometeu a parar os testes nucleares e de mísseis para iniciar uma negociação com os americanos. O anúncio representa uma grande virada nas relações entre Estados Unidos e Coreia do Norte e uma grande conquista para a diplomacia mundial.

    Durante sua visita aos Estados Unidos, Chung Eui-yong entregou uma carta do ditador norte-coreano a Trump. Na mensagem Kim Jong-un “expressou sua ânsia de conhecer o presidente Trump o mais rápido possível”, disse Chung, que não forneceu nenhuma informação sobre onde a reunião deve acontecer.

    “Eu disse ao presidente Trump que, na reunião que tivemos, o líder norte-coreano disse estar comprometido com a desnuclearização da península”, afirmou o oficial sul-coreano. “O presidente Trump agradeceu as informações e disse que iria encontrar Kim Jong-un até maio para tratar do assunto”. Em Seul, a Presidência esclareceu que a reunião ocorreria até o final do mês de maio.

    A delegação enviada pelo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, chegou nesta quinta-feira a Washington para se reunir com representantes do governo americano.

    A Casa Branca confirmou que o republicano aceitou o convite de Kim para um encontro. Segundo a porta-voz Sarah Huckabee Sanders, “o presidente Trump agradece muito as lindas palavras da delegação sul-coreana e do presidente Moon”.

    “Ansiamos pela desnuclearização da Coreia do Norte”, disse em comunicado. “Entretanto, por enquanto todas as sanções e uma pressão máxima devem permanecer.”

    No início da semana, a Coreia do Norte já havia concordado em interromper seus testes de armas nucleares e mísseis se houvesse conversações com os Estados Unidos. Chung Eui-yong, afirmou na terça-feira que Kim disse estar pronto para conversar “de coração aberto” com os líderes americanos em questões relacionadas a uma possível desnuclearização do Norte e à normalização das relações entre Pyongyang e Washington

    Ele informou que a Coreia do Norte também deixou claro que não precisaria manter suas armas nucleares se as ameaças militares contra o país fossem resolvidas e se recebesse garantias de segurança.

    As tensões causadas pelos programas nuclear e de mísseis norte-coreanos alcançaram os níveis mais elevados dos últimos anos em 2017. Pyongyang desenvolve seus programas de armas desafiando resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), e recentemente Kim Jong-un e Trump recorreram a uma retórica áspera e beligerante.

    A Coreia do Norte alardeia seus planos para desenvolver um míssil com ogiva nuclear capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos, mas os temores de uma guerra de grandes proporções foram atenuados no mês passado, coincidindo com a participação norte-coreana na Olimpíada de Inverno, realizada na Coreia do Sul.(VEJA.com )



  • Carta de Einstein é leiloada por mais de 100 mil dólares em Jerusalém

    Uma carta escrita pelo físico Albert Einstein foi arrematada por 103.700 dólares nesta terça-feira (6) em um leilão em Jerusalém constatou um jornalista da AFP.

    A carta manuscrita sobre a teoria da gravitação, escrita em alemão, foi enviada por Albert Einstein em 1928 de Berlim a um colega matemático.

    Seu comprador pediu para ter sua identidade preservada.

    Outros lotes, entre eles cartas, autógrafos e fotos do prêmio Nobel de Física de 1921, foram arrematados por vários milhares de dólares.

    "Estas cartas revelam a personalidade complexa do grande cientista", disse à AFP o diretor da casa de leilões Winner's, Gal Wiener.

    Em outubro de 2017, um manuscrito de Einstein sobre o segredo da felicidade foi leiloado em Jerusalém por 1,56 milhão de dólares, cerca de 200 vezes mais que as estimativas anteriores, que apontavam a um valor avaliado entre 5.000 e 8.000 dólares.

    Einstein, que recusou-se a se tornar o primeiro presidente de Israel, era governador não residente da Universidade Hebraica de Jerusalém até sua morte, em 1955.

    Ele deixou seus arquivos, a maior coleção do mundo de seus documentos, para esta instituição. Entre os documentos está o manuscrito da teoria da relatividade.

     

    Vídeo: Carta de Einstein é leiloada por mais de 100 mil dólares em Jesuralém (Via AFP)