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  • Governo cubano sugere criar avestruzes e crocodilos para surprir falta de carne e causa enxurrada de memes

    Um exótico animal africano está promovendo uma verdadeira revolução em Cuba – nas redes sociais.

    Há duas semanas, imagens de avestruzes de diferentes tamanhos, cores, formas passaram a aparecer em memes, posts e comentários nas cada vez mais usadas contas no Facebook, Twitter e Instagram da ilha.

    A palavra avestruz já é uma das mais buscadas pelos cubanos no Google. Supera as buscas pelo nome do atual presidente Miguel Díaz-Canel ou por Fidel Castro, que comandou o país por mais de quatro décadas. 

    Tudo começou no início deste mês, quando um dos líderes históricos da Revolução Cubana, comandante Guillermo García Frías, de 91 anos, participou de um programa da televisão estatal cubana, o Mesa Redonda.

    García Frías, considerado um dos "heróis da república" cubana, disse, olhando para as câmeras, que Cuba podia produzir "mais que carne bovina".

    Ele contou que o governo estuda várias alternativas para lidar com a escassez de alimentos básicos, como carne, ovo e leite. Uma delas, segundo García Frías, seria introduzir na dieta dos cubanos, a carne de avestruz, crocodilo e jutía (um roedor endêmico na ilha).

     

    Segundo García Frías, a carne de jutía e de crocodilo tem níveis de proteína "superior a todas as carnes, inclusive a de vaca".

    O comandante, que também dirige a Empresa Nacional de Flora e Fauna, disse que a ilha está "desenvolvendo" sete fazendas de avestruz, principalmente no leste do país, e que prevê abrir outra na Ilha da Juventude.

    "O avestruz produz mais do que uma vaca. Parece uma mentira, mas uma avestruz bota 60 ovos. Dos 60 ovos que estamos testando, nasceram 40 filhotes. Esses 40 filhotes têm quatro toneladas de carne, 100 quilos cada, enquanto a vaca cria um bezerro que, em um ano, é um novilho e não tem esse peso, essa quantidade de carne", acrescentou.

     

    A reação foi imediata. As redes de mídia social – cada vez mais acessíveis em Cuba - "explodiram" com memes fazendo brincadeiras e ironias com as sugestões de García Frías.

    Canções, melodias e até mesmo poemas parodiando as recomendações para a dieta proposta pelo oficial de 91 anos se espalharam como fogo e estão sendo trocadas, com saudações familiares, entre Miami e Havana.

     

    Memes substituindo o rosto de García Frías pelo de um avestruz, ou juntando os três animais citados pelo veterano militar a alguns dos mais conhecidos slogans e imagens de propaganda revolucionária de Cuba, floresceram nas redes sociais.

    Por exemplo, o conhecido slogan do governo "Em todos os bairros, a revolução" – tirado de uma canção popular pró-governo - foi convertido em "Em todos os bairros, um avestruz".

    Símbolos, personagens e fotos históricas estão sendo manipulados para incluir a ave. É possível ver Fidel Castro pulando de um avestruz, uma analogia à clássica foto dele saindo de um tanque de guerra, ou mesmo o presidente Díaz-Canel cavalgando na indomável ave.

    A reação dos cubanos reflete a grande insatisfação com os governantes da ilha, que não têm conseguido criar condições para resolver a falta de comida em um país com solo fértil, bom clima e que já foi o maior produtor mundial de açúcar.

    As declarações de García Frías chegaram num momento em que Cuba passa por uma grave falta de suprimentos e de alimentos – reflexo da crise que abala a Venezuela, que ajudava a ilha desde os anos 2000 com a aliança política entre Fidel Castro e Hugo Chávez.

     

    Segundo relatos de cubanos à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC News, há meses, refrigeradores e prateleiras de muitas lojas estão vazios e a compra de um frango pode terminar em briga de rua. 

    Mas o governo cubano, que já pediu para a população se preparar para o pior, culpa os Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, anunciou na semana passada novas sanções contra a ilha, pela situação.

    Enquanto os veículos oficiais falam das novas medidas de Trump, são os novos pratos exóticos que podem chegar às mesas dos cubanos que dominam as discussões nas redes sociais e nos sites de dissidentes.

    'Arma contra o poder'

    O 14yMedio, site dissidente dirigido pela blogueira antigoverno Yoani Sánchez, descreveu o estouro de memes e paródias do avestruz como uma "arma política contra o poder [do governo] em Cuba".

    Sánchez escreveu que o aumento do uso da internet em Cuba, recentemente estendido aos telefones celulares, expôs a vulnerabilidade política de um governo de partido único que, no passado, manteve o monopólio da informação.

    Ela terminou seu artigo dizendo: "Zombar do poder é começar a demoli-lo".

    Outro site cubano dissidente, CiberCuba, relatou que "o avestruz se tornou o animal mais popular" no zoológico de Havana. Segundo a correspondente do site em Havana, Iliana Hernandez, crianças e adultos "não estão perdendo a oportunidade de tirar fotos com a ave".

     

    En #Cuba el régimen dice que hay que comer avestruz. pic.twitter.com/lYE8wp8d5J

    — Antonio Romero Piriz, luchando por la libertad. (@RomeroPiriz) April 10, 2019

     

     

    Mas nem todo mundo parece estar se divertindo com o tema.

    Desde a aparição de García Frías no horário nobre da televisão estatal cubana, no início deste mês, integrantes do governo têm mantido um silêncio pétreo sobre as declarações do comandante.

    Mas, à medida que aumentam os temores de outro "período especial" – a grave crise econômica dos anos 90 em Cuba, que se seguiu ao colapso do bloco soviético -, líderes cubanos começam a discutir os principais problemas da produção de alimentos.

    O site governamental Cubadebate referiu-se à atual "instabilidade no mercado de 

    produtos de alta demanda, como frango, farinha, óleo de cozinha, ovos e carne de porco" numa reportagem com o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, que disse ao site que as causas dessa situação "complexa" incluem "o aperto do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos".

    Isso desencadeou uma enxurrada de comentários online, dos quais mais de 200 foram publicados pela Cubadebate.

    "Pelo amor de Deus, quanto tempo vamos continuar com essa desculpa do bloqueio?" escreveu o leitor Fito.

    Outro leitor, identificado como Olegario, disse: "em que parte do mundo com necessidades alimentares perenes o Estado permite que os produtos [alimentícios] apodreçam no campo sem vendê-los: EM CUBA".

    Os leitores sugeriram que pagassem melhores salários e incentivos aos agricultores cubanos, e pediram ao Estado que permitisse mais empresas privadas e investimentos por parte dos cubanos comuns.

    *Com informações da BBC Mundo.

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  • Putin e Kim se encontram em Vladivostok

    O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, se encontraram nesta quinta-feira em Vladivostok, para a primeira cúpula entre os dois líderes.

    "Obrigado por vir", disse Putin ao apertar a mão de Kim na cidade universitária da ilha de Russki, em Vladivostok, enfeitada com bandeiras russas e norte-coreanas.

    "Estou certo de que sua visita hoje à Rússia nos ajudará a compreender melhor de que maneira podemos resolver a situação na península coreana e o que a Rússia pode fazer para apoiar as tendências positivas que ocorrem atualmente", declarou Putin.

    "No plano bilateral, temos muito o que fazer para desenvolver nossas relações econômicas", acrescentou o líder russo.

    Kim manifestou sua crença "de que este encontro será muito útil para desenvolver os históricos laços entre nossos países, que têm uma longa amizade, e tornar nossa relação mais estável e sólida".

    O presidente norte-coreano se declarou aberto a "um diálogo significativo" sobre a situação da península coreana, e cumprimentou Putin por "construir uma Rússia forte".

    O encontro entre os dois líderes é a primeira entrevista de Kim com um chefe de Estado desde que esteve no Vietnã, em fevereiro, onde celebrou uma fracassada segunda cúpula com o presidente americano, Donald Trump.

    Kim busca o apoio da Rússia para reduzir as sanções impostas a Pyongyang por seu programa nuclear, enquanto Putin quer situar a Rússia como um ator-chave em uma questão de relevância mundial.

    Ao entrar no território russo nesta quarta-feira, Kim disse esperar que a esta visita "seja um êxito e que eu possa, nas conversas com o presidente Putin, falar de maneira concreta sobre a solução na península coreana e o desenvolvimento de nossas relações bilaterais".

    Segundo Yuri Ushakov, assessor da presidência russa para Relações Internacionais, "a reunião se concentrará na resolução político-diplomática da questão nuclear na península coreana", e a Rússia "tem a intenção de apoiar de todas as formas possíveis as tendências positivas neste âmbito".

    Ushakov disse que não estão previstas a divulgação de um comunicado conjunto nem a assinatura de acordos.

    Esta é a primeira reunião entre governantes dos dois países desde que Kim Jong Il - pai do atual líder norte-coreano - se reuniu com o então presidente e atual primeiro-ministro Dmitri Medvedev há oito anos.

    A Rússia mantém relações amistosas com Pyongyang e fornece ajuda alimentar à Coreia do Norte.

    Nesta quarta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os diálogos sobre o programa nuclear norte-coreano iniciados em 2003 com a participação das duas Coreias, China, Japão, Rússia e Estados Unidos, continuam a ser a melhor opção para encontrar soluções. Ainda assim, segundo ele, outras opções merecem ser exploradas.

    "Atualmente, não existe nenhum outro mecanismo internacional efetivo", declarou Peskov aos jornalistas. "Por outro lado [...] todos os esforços merecem apoio se realmente perseguirem o objetivo da desnuclearização e resolver os problemas das duas Coreias".

    Após um ano de 2018 marcado por uma grande aproximação entre as duas Coreias e de uma primeira e histórica reunião entre Kim Jong Un e Donald Trump, a distensão parece ter desaparecido, sobretudo após o fracasso do encontro em Hanói.

    Kim se reuniu quatro vezes com o presidente chinês, Xi Jinping, três vezes com o presidente sul-coreano Moon Jae-in e uma vez com o presidente do Vietnã desde março de 2018.

    Os analistas consideram que agora está buscando um apoio internacional maior ante a disputa com Washington.

    Moscou defende um diálogo com Pyongyang baseado em um plano definido pela China e a Rússia.

    O país já pediu o alívio das sanções internacionais contra a Coreia do Norte, enquanto o governo dos Estados Unidos acusa Moscou de tentar ajudar Pyongyang a evitar algumas medidas.(AFP )

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  • Estado Islâmico reivindica autoria de atentados no Sri Lanka

    REUTERS/Dinuka Liyanawatte/Direitos Reservados

    O grupo jihadista Daesh (Estado Islâmico) garantiu hoje (23) ter estado na origem dos ataques suicidas que fizeram 321 mortos e mais de 500 feridos no Sri Lanka.No entanto, seus integrantes não apresentam provas dessa autoria.

    Hoje, o governo do Sri Lanka estabeleceu uma ligação entre os atentados da Páscoa, em igrejas e hotéis, e o ataque terrorista da Nova Zelândia, que teve como alvo várias mesquitas de Christchurch.







  • Bahia está na lista de destinos que Obama quer visitar no mundo

    O ex-presidente americano Barack Obama quer voltar ao Brasil, agora como turista. "Eu amo a América Latina, já estive no Rio e em São Paulo, mas há partes da Bahia que gostaria de conhecer", afirmou.

    A declaração foi dada em entrevista ao diretor-executivo da rede de hotéis Hilton, Christopher Nassetta, durante o encontro anual do WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo, na sigla em inglês), realizado no início do mês, em Sevilha, na Espanha.

    Obama também citou o Brasil ao falar da importância de facilitar a entrada de turistas, para o bom desempenho econômico do setor. "Vimos um grande aumento no número de brasileiros com renda compatível e que queriam visitar a Disney e outros lugares dos EUA. Mas eles só conseguiam fazer o visto em São Paulo e no Rio, e o país é enorme, então isso iria limitar nosso desempenho", afirmou.
     

    Hoje, brasileiros também podem obter o visto americano em Porto Alegre, Recife e Brasília.

    De volta à sua lista de desejos, o ex-presidente disse que gostaria de visitar o Chile e a Argentina, especialmente a região da Patagônia. "E a Antártica. O Serviço Secreto americano não ficou muito animado com a logística [que a viagem demandaria] porque se o tempo virar, podemos ficar sem comunicação por semanas. Mas, agora que eu não sou mais presidente, talvez eu faça essa viagem", disse.

    Outra atração que Obama quer visitar é o templo Taj Mahal, na Índia. Ele chegou a programar uma visita programada, em 2015, mas precisou cancelá-la. "O rei Abdullah, da Arábia Saudita, morreu, então decidimos ir para Riad [capital da Arábia Saudita]."

    Também foi um imprevisto que o fez perder uma visita marcada ao templo Angkor Wat, no Camboja, outro lugar em sua lista de destinos para conhecer. "Eu estava no Camboja para uma reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático, a apenas duas horas de Angkor, e não consegui ir por causa de uma crise nos Estados Unidos", afirmou.

    Ao lembrar de viagens que o marcaram, contou sobre um mochilão que fez pela Europa, depois de se formar na faculdade.

    "Não fiquei no Hilton porque não tinha dinheiro para isso, fiquei em hostels e todo o dia comprava baguetes e queijo, e, de vez em quando, um vinho. E era isso que comia."

    Ele contou ainda que pegou um ônibus noturno de Madri para Barcelona, e lá ficou amigo de outro viajante, que não falava inglês. Eles se comunicaram em um espanhol precário. Obama dividiu com ele seu pão e o viajante compartilhou o vinho que trazia.

    "Nós chegamos em Barcelona no amanhecer e eu lembro de caminhar em direção às Ramblas com o sol nascendo. Viagens como essa são inesquecíveis porque elas fazem parte de você, como jovem, tentando descobrir o seu lugar no mundo."

    A estadia em Barcelona aconteceu logo antes de Obama passar um mês no Quênia, o país natal de seu pai, também chamado Barack Obama. Nessa viagem, incluída entre as inesquecíveis pelo ex-presidente, ele conta que o objetivo era se conectar com o pai, com quem teve pouco contato. Ele era economista e morreu em um acidente de carro em Nairóbi em 1982.

    O ex-presidente americano Barack Obama durante encontro do WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo), em Sevilha, na Espanha Divulgação/WTTC/Flickr Homem de terno sentado em cadeira com microfone na mão    Obama afirmou ainda que viajar ajuda as pessoas a ter menos medo de culturas diferentes e é uma forma de lembrá-las do valor da diversidade.

    "[Viajar] me fez apreciar mais os Estados Unidos, mas também perceber que há muitos outros países maravilhosos com pessoas maravilhosas, e elas também têm orgulho de suas coisas."

    "Se você está andando por uma pequena vila no Quênia e vê uma mãe brincando e rindo com uma criança, a cena não é diferente de uma mãe com sua criança na Virgínia (EUA) ou no Havaí", acrescentou.



    *A jornalista viajou a convite do WTTC.

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  • Durante discurso, Papa Francisco pede a estudantes que deixem o vício do celular

    Remo Casilli/Reuters/direitos reservados

    Durante discurso para estudantes do instituto público Ennio Quirino Visconti, escola secundária clássica de Roma, o papa Francisco pediu aos jovens, neste sábado (13), no Vaticano, que se "libertem da dependência" do telefone celular, que é "como uma droga."

    "Libertai-vos da dependência do celular! Por favor!", clamou Francisco. Ele explicou "que os telefones celulares são um grande progresso de grande ajuda, e é preciso usá-los, mas quem se transforma em escravo do telefone perde a sua liberdade".

    O papa lembrou que "o telefone celular é uma droga" que "pode reduzir a comunicação a simples contatos".

    "A vida é comunicar e não somente simples contatos", disse Francisco, que também pediu aos estudantes que lutem contra o assédio escolar, que é como "uma guerra", e confessou que lhe dói saber que, em muitos colégios, existe este fenômeno.

    Por ocasião da visita da escola ao Vaticano, o pontífice aludiu a um ensinamento de Santo Agostinho, doutor da Igreja Católica, em latim: "in interiore homine habitat veritas" – "A verdade vive no interior do homem".

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  • Destaque em Saúde: Energético é proibido na Zâmbia após provocar ereções de mais de 6h

    Uma bebida energética foi proibida na Zâmbia devido a um efeito inesperado. Alguns consumidores apresentaram ereções prolongadas por conta do produto.

    Segundo a revista Super Interessante, a decisão aconteceu após um caso registrado em Uganda, em dezembro de 2018. Um homem consumiu o Power Natural High Energy Drink SX, que é produzido no país, e relatou suor constante e uma ereção de mais de seis horas.

    Após análise da bebida, as autoridades encontraram vestígios de citrato de sildenafila, composto utilizado para tratamento de disfunção erétil.

    O energético é produzido pela empresa Revin Zambia e exportado para outros países africanos. No Malaui, o produto já havia sido proibido em janeiro.



  • Kim Jong Un chega a Hanói para segunda reunião com Donald Trump

    O líder norte-coreano, Kim Jong Un, chegou nesta terça-feira a Hanói, sob fortes medidas de segurança, onde uma multidão entusiasmada o recebeu antes da segunda reunião de cúpula com Donald Trump, da qual se espera que os dois busquem avanços a respeito da vaga declaração assinada no encontro anterior.

    Após o histórico encontro de junho do ano passado em Singapura com o presidente americano, que terminou com um simples comunicado sobre a desnuclearização, analistas consideram que a segunda reunião, na quarta-feira, deve resultar em medidas 

    mais concretas sobre o desmantelamento do arsenal de Pyongyang.

    A normalmente tranquila estação vietnamita de Dong Dang, na fronteira com a China, se preparou para a chegada de Kim após um périplo de 4.000 km a bordo de um trem blindado cor verde oliva que partiu de Pyongyang. Trata-se da primeira viagem de um dirigente norte-coreano ao Vietnã desde a de seu avô, Kim Il Song, em 1964.

    Uma guarda de honra militar recepcionou Kim, que caminhou por um tapete vermelho ao lado de auxiliares e seguranças.

    Vários estudantes agitando bandeiras norte-coreanas aguardavam o número um do regime na entrada da estação. Vestido com seu traje tradicional ao estilo Mao, Kim saudou a multidão, antes de subir em um veículo e partir em comboio para Hanói.

    O presidente americano, que optou por uma via convencional, ao viajar a Hanói com seu Air Force One, aterrissará na capital vietnamita na tarde de terça-feira.

    Donald Trump quis se mostrar otimista com relação a este encontro, assegurando na segunda-feira no Twitter que espera com impaciência "uma cúpula muito produtiva".

    Sobre o encontro foram divulgados pouco detalhes. Os dois dirigentes vão jantar juntos na noite de quarta-feira, acompanhados de alguns de seus conselheiros, indicou à imprensa a bordo do Air Force One a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

    Definir a "desnuclearização" 

    Kim e Trump participaram em uma reunião no ano passado em Singapura, que terminou com uma vaga declaração sobre os esforços de Pyongyang para avançar para o desarmamento nuclear, mas sem prazos ou metas claros.

    A falta de avanços desde então provocou ceticismo entre muitos analistas.

    Stephen Biegun, emissários dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, reconheceu recentemente que Washington e Pyongyang não chegaram a um acordo sobre o significado da desnuclearização.

    O governo dos Estados Unidos pediu em várias ocasiões um desarmamento nuclear completo, verificável e irreversível da Coreia do Norte.

    Mas para Pyongyang, o desmonte de seu programa nuclear deve ser acompanhado pela suspensão das sanções internacionais contra o regime.

    No entanto, durante uma cerimônia realizada no domingo na Casa Branca, Trump parecia interessado em reduzir as expectativas de um acordo global.

    "As sanções continuam, tudo continua como está, mas temos um sentimento especial e acho que isso levará a algo bom. Mas talvez não", disse ele.

    E repetiu que não tem pressa em convencer o Norte a renunciar ao arsenal nuclear, enquanto o país continuar sem testar mísseis.

    "Não quero apressar ninguém", disse.

    No Congresso, no entanto, as pressões aumentam constantemente para que o chefe da Casa Branca adote uma postura mais firme.

    O influente senador Marco Rubio, por exemplo pediu que Washington "maximize" as pressões sobre Pyongyang.

    "Os negociadores americanos devem pressionar por um acordo forte que desmantele completamente, de forma verificável e irreversível, os programas nucleares e de mísseis da Coreia do Norte", disse ele em um comunicado divulgado logo após o avião de Trump decolar para o Vietnã.

    A Coreia do Norte assegura que já fez gestos na direção da desnuclearização, como o congelamento dos teste de mísseis ou bombas nucleares durante mais de um ano, além da destruição dos acessos às instalações onde realizava testes nucleares.

    Declarar o fim do conflito? 

    Segundo Harry Kazianis, do grupo conservador Center for the National Interest, as duas partes deveriam realizar "ao menos um passo à frente na direção da desnuclearização", porque "nada seria pior para ambos que sair de reunião tendo perdido tempo".

    "Trump vai focar num discurso segundo o qual obteve a paz, ao invés de pressionar Kim para a desnuclearização", prevê Scott Seaman, analista do Eurasia Group.

    Para Kim Yong-hyun, da Universidade Dongguk, o melhor resultado seria que os dois líderes definissem um roteiro para a desnuclearização.

    Washington poderia prometer segurança na forma de uma declaração oficial sobre o fim da Guerra da Coreia (1950-53), que terminou com um armistício e não com um tratado de paz.

    A presidência sul-coreana considerou como confiável essa possibilidade.

    "Acredito que existe uma possibilidade real", disse seu porta-voz, Kim Eui-kyeom.

    A Coreia do Norte, que conduz há anos reformas para aliviar um pouco o peso do Estado, poderia estar interessada no modelo econômico do Vietnã, país comunista onde o governo mantém o controle total do poder, mas se beneficia da economia de mercado.(AFP)

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  • Grupo de vândalos invade embaixada do Brasil em Atenas

    A embaixada do Brasil em Atenas, na Grécia, foi invadida e pichada na quarta-feira 20. Cerca de dez pessoas renderam os vigilantes e entraram no prédio gritando palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro. Móveis e quadros também foram pichados no local.

    O Ministério das Relações Exteriores (MRE) limitou-se a dizer à reportagem que “no momento não tem maiores esclarecimentos sobre o caso”. O governo brasileiro ainda está identificando os estragos e verificando as atitudes a serem tomadas.

    Esta é a segunda invasão de embaixada brasileira na Europa desde que Bolsonaro assumiu a Presidência da República.

    No início do ano, a embaixada do Brasil em Berlim também foi atacada. A fachada do prédio foi coberta por tinha rosa e janelas e portas foram quebradas em uma ação de apoio à “resistência feminista, transgênero e antifascista no Brasil” e ao MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.



  • 'O Vaticano é uma organização gay': o polêmico livro que diz revelar a corrupção e a hipocrisia na Igreja

    Após celebrar missas em igrejas do Vaticano e pendurar as batinas, "milhares" de padres saem para curtir a noite gay de Roma.

    É o que afirma o jornalista francês Frédéric Martel no livro No Armário do Vaticano, que tem lançamento mundial marcado para esta quinta-feira, mesmo dia em que os principais líderes da Igreja Católica se reúnem para discutir uma estratégia contra o abuso sexual de menores.

    "O texto é resultado de uma investigação que realizei por mais de quatro anos, em que viajei por vários países e entrevistei dezenas e dezenas de cardeais, bispos, padres, seminaristas e pessoas muito próximas ao Vaticano", afirmou o autor à BBC News Mundo.

    É uma narrativa que denuncia, segundo a sinopse do livro, a "corrupção e a hipocrisia" dentro do catolicismo romano, que condenou a homossexualidade durante séculos.

    Martel afirma que, por condições históricas e sociais, o sacerdócio foi uma fuga para centenas de jovens vítimas de bullying em seus povoados por causa da orientação 

    sexual e que, portanto, a Igreja é agora, no seu ponto de vista, uma instituição formada "principalmente" por pessoas homossexuais.

    "À medida que avancei na pesquisa, descobri que o Vaticano é uma organização gay no nível mais alto, uma estrutura formada em grande parte por pessoas homossexuais que durante o dia reprimem sua sexualidade e a dos outros, mas à noite, em muitos casos, pegam um táxi e vão a um bar gay", afirma o escritor.

    Uma de suas fontes chegou a garantir que 80% dos padres no Vaticano são homossexuais - dado que ele não conseguiu confirmar.

    Porém, o autor diz que um dos fatos que chamou sua atenção foi a "banalidade da vida gay" para "milhares" de sacerdotes, "que não saíram do armário para a organização" e "estão presos no próprio sistema" - mas, ao mesmo tempo, desfrutam do que criticam no altar.

    O Vaticano não respondeu à solicitação de comentário feita pela BBC News Mundo sobre o livro e as acusações que o autor fez nesta entrevista a respeito da instituição.

    No entanto, o renomado teólogo jesuíta James Martin questionou os métodos utilizados por Martel para checar os dados e depoimentos.

    "Martel fez uma pesquisa impressionante para seu novo livro e apresenta algumas ideias importantes sobre hipocrisia e homofobia na igreja", disse ele à BBC News Mundo.

    "Mas essas ideias estão enterradas sob uma avalanche de intrigas e insinuações pesadas que arrebatam o leitor e tornam difícil discernir os fatos da ficção", acrescenta.

    Sacerdócio e homossexualidade

    A partir desta quinta-feira, mais de 190 cardeais, bispos e outras autoridades da Igreja Católica se reúnem no Vaticano para decidir o que fazer diante da onda de denúncias de abuso sexual que surgiram contra padres em quase todo o mundo.

    Dentro da ala mais à direita da instituição, uma das acusações mais frequentes é associar a ocorrência desses crimes à homossexualidade dos padres.

    Na última terça-feira, dois cardeais conservadores dos Estados Unidos e da Alemanha enviaram uma carta aberta ao papa Francisco pedindo o fim do que chamam de "praga da agenda homossexual" e que os bispos deixem de ser cúmplices de casos de abuso sexual.

    Mas, de acordo com Martel, que é assumidamente gay, o problema dentro da Igreja não é a orientação sexual dos padres, que é um assunto privado, mas usar "dois pesos e duas medidas" para tratar a questão da sexualidade.

    "O abuso sexual não está relacionado com a homossexualidade, pode acontecer dentro de famílias heterossexuais, e a maioria das vítimas no mundo são mulheres. Agora, se você olhar dentro da Igreja, a maioria dos abusos são cometidos por padres homossexuais", diz ele.

    O que acontece, segundo Martel, é que uma suposta "cultura de sigilo" existente na Igreja leva ao encobrimento dos abusos.

    "Como muitos bispos são gays, eles têm medo de escândalos, da imprensa e, no fim das contas, deles mesmos. Eles protegem os agressores não para encobrir os abusos, mas para que não descubram que eles mesmos são homossexuais. Não estão apenas protegendo o agressor, estão se protegendo", diz ele.

    Na opinião de Martel, isso não só fez com que, durante anos, os abusos fossem encobertos, mas que muitos cardeais, bispos e padres se tornassem críticos fervorosos da homossexualidade.

    "O que eu descobri é que, em muitos casos, quanto mais críticos em relação à homossexualidade, mais lasciva era a vida oculta deles como gays", diz ele.

    E o que acontece na América Latina?

    Ao longo de mais de 500 páginas, o livro afirma que essa situação não é exclusiva do Vaticano - também acontece em Igrejas de muitos outros países, inclusive da América Latina.

    "Estive várias vezes na Argentina, em Cuba, no México, no Chile e na Colômbia, e o que descobri foi que a situação não era muito diferente da do Vaticano", diz ele.

    Martel afirma que um denominador comum entre alguns desses países era uma relação "insólita" entre a cúpula religiosa e militar, seja décadas atrás nos governos de fato da Argentina e do Chile, nos tempos da guerrilha da Colômbia ou, mais tarde, no regime de Fidel Castro em Cuba.

    "Na maioria desses casos, havia uma cumplicidade entre a Igreja e esses governos ou forças que fizeram com que a homossexualidade e os abusos dos padres fossem encobertos nesses países", sinaliza.

    No México, um dos casos mais notórios é o do fundador da Legião de Cristo, Marcial Maciel, mas ele também descobriu outros menos conhecidos, como o do falecido cardeal colombiano Alfonso López Trujillo.

    De acordo com o livro, o pároco rondava seminaristas e jovens sacerdotes e contratava garotos de programa rotineiramente.

    Ao mesmo tempo, pregava os ensinamentos da Igreja de que todos os homens gays eram "intrinsecamente desordenados" e questionava o uso de preservativos.

    E apesar de Martel dizer que chegou a se encontrar com garotos de programa contratados pelo falecido cardeal, muitos críticos do livro questionam que a maioria das acusações carece de evidências sólidas ??e é baseada apenas em "fofocas" e "disse me disse".

    Outros também afirmam que o texto poderia levar a uma "caça às bruxas" contra padres homossexuais ou promover estereótipos negativos, porque de acordo com Martin "é mais fácil buscar bodes expiatórios do que confrontar a hipocrisia e a cultura do sigilo" dentro da Igreja.

    Para outros, o livro é a revelação do que muitos consideram um "segredo aberto" e poderia ser um convite para mudar as estruturas estagnadas do Vaticano.

    "A Santa Sé deve ser um modelo para todas as dioceses do mundo, incluindo a seleção e monitoramento de seus próprios membros. E, neste momento, não é", afirmou à BBC o monsenhor Stephen J. Rossetti, professor na Universidade Católica dos Estados Unidos.

    "Eles devem fazer um trabalho melhor para garantir que seus padres sejam fiéis ao voto de celibato. Também devem ser mais agressivos, especialmente quando confrontados com clérigos homossexuais que não são celibatários. Houve vários casos recentemente e vai continuar havendo escândalos até que eles se encarreguem disso", acrescenta.

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  • Maior superlua de 2019 ocorre nesta terça; entenda o que é este fenômeno

    Nesta terça-feira, a Lua aparecerá no céu maior e mais iluminada do que o de costume.

    Este fenômeno é chamado de "superlua" e ocorre quando a Lua está cheia e no perigeu, o ponto mais próximo da Terra.

    O satélite atingirá essa posição às 6h07 no horário de Brasília, mas a Lua só estará completamente cheia a partir das 12h53.

    No entanto, só será possível avistar realmente a Lua no Brasil com o pôr do sol, às 19h02. Este período do "nascer da lua" será o melhor do dia para observar a superlua por causa de uma ilusão de ótica.

    Neste momento, o satélite parece estar maior por ficar perto do horizonte. Nosso cérebro o percebe desta forma porque há objetos próximos, como edifícios e árvores, com os quais é possível comparar seu tamanho.

    Esta será a segunda vez que o fenômeno ocorre neste ano, sendo a maior delas - a 

    Maior superlua de 2019 ocorre nesta terça; entenda o que é este fenômeno

    primeira ocorreu em 21 de janeiro. E não será a última.

    No mês passado, o evento foi chamado de "superlua de sangue", por conta do tom avermelhado que a Lua adquiriu com a ocorrência simultânea de um eclipse total enquanto o satélite estava no ponto mais próximo da Terra. É um fenômeno muito mais raro do que uma superlua "comum".

    A próxima e última superlua de 2019 está prevista para 21 de março.

    O que é uma superlua?

    "Superlua" não é um termo oficial da astronomia, que se refere a este fenômeno como "lua cheia perigeana".

    O nome "superlua" foi criado em 1979 pelo astrólogo americano Richard Noole para designar "uma Lua nova ou cheia que ocorre quando a Lua chega ou está próxima (pelo menos 90%) de sua maior proximidade da Terra".

    No entanto, o termo se popularizou como uma referência a quando a Lua está cheia nesta posição.

    Conforme explica a Nasa, isso ocorre porque o satélite orbita a Terra em uma trajetória elíptica a cada 27,3 dias. Assim, ela se aproxima e se afasta do nosso planeta conforme percorre esse caminho.

    O ponto mais longe de nós nesta elipse - a 405.500 quilômetros da Terra em média - é chamado de apogeu. Em contrapartida, ela atinge o perigeu quando chega a 363.300 quilômetros de distância em média.

    Mas é importante notar que órbita da Lua muda com o tempo, afirma a Nasa, por conta de influência gravitacional do Sol e de outros planetas. Com isso, mudam também seu apogeu e perigeu. No caso desta superlua, seu perigeu será a 356.760 quilômetros de distância.

    Quando uma Lua está cheia e no perigeu, ela aparece 7% maior, por sua proximidade da Terra, e 15% mais brilhante - porque reflete mais luz do Sol para a Terra - do que uma lua cheia normal. E pode ficar até 14% maior e 30% mais brilhante do uma "microlua", como é chamada uma lua cheia no apogeu.

    No entanto, a diferença de tamanho e iluminação na superfície da Terra será "imperceptível a olho nu", segundo a Nasa.

    Um efeito mais simples de ser notado será aquele sobre as marés, diz a agência americana, que serão intensificadas pela maior força gravitacional que a Lua exercerá sobre os oceanos.(BBC News )

    primeira ocorreu em 21 de janeiro. E não será a última.

    No mês passado, o evento foi chamado de "superlua de sangue", por conta do tom avermelhado que a Lua adquiriu com a ocorrência simultânea de um eclipse total enquanto o satélite estava no ponto mais próximo da Terra. É um fenômeno muito mais raro do que uma superlua "comum".

    A próxima e última superlua de 2019 está prevista para 21 de março.

    O que é uma superlua?

    "Superlua" não é um termo oficial da astronomia, que se refere a este fenômeno como "lua cheia perigeana".

    O nome "superlua" foi criado em 1979 pelo astrólogo americano Richard Noole para designar "uma Lua nova ou cheia que ocorre quando a Lua chega ou está próxima (pelo menos 90%) de sua maior proximidade da Terra".

    No entanto, o termo se popularizou como uma referência a quando a Lua está cheia nesta posição.

    Conforme explica a Nasa, isso ocorre porque o satélite orbita a Terra em uma trajetória elíptica a cada 27,3 dias. Assim, ela se aproxima e se afasta do nosso planeta conforme percorre esse caminho.

    O ponto mais longe de nós nesta elipse - a 405.500 quilômetros da Terra em média - é chamado de apogeu. Em contrapartida, ela atinge o perigeu quando chega a 363.300 quilômetros de distância em média.

    Mas é importante notar que órbita da Lua muda com o tempo, afirma a Nasa, por conta de influência gravitacional do Sol e de outros planetas. Com isso, mudam também seu apogeu e perigeu. No caso desta superlua, seu perigeu será a 356.760 quilômetros de distância.

    Quando uma Lua está cheia e no perigeu, ela aparece 7% maior, por sua proximidade da Terra, e 15% mais brilhante - porque reflete mais luz do Sol para a Terra - do que uma lua cheia normal. E pode ficar até 14% maior e 30% mais brilhante do uma "microlua", como é chamada uma lua cheia no apogeu.

    No entanto, a diferença de tamanho e iluminação na superfície da Terra será "imperceptível a olho nu", segundo a Nasa.

    Um efeito mais simples de ser notado será aquele sobre as marés, diz a agência americana, que serão intensificadas pela maior força gravitacional que a Lua exercerá sobre os oceanos.

     

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  • Bolsonaro discursa em Davos nesta terça-feira; saiba mais sobre o Fórum Econômico

    A cidade suíça de Davos se prepara para receber a 39ª edição do encontro anual do FEM (Fórum Econômico Mundial), que começa nesta 3ª feira (22.jan.2019). O presidente Jair Bolsonaro discursará na sessão plenária à tarde. O evento vai até 6ª (25.jan).

    O FEM, com sede em Genebra, foi criado em 1971 pelo professor suíço Klaus Schwab. Apesar de não ser o único evento da organização, o Fórum de Davos serve como uma vitrine para governos, empresários e organizações trocarem experiências e atraírem o interesse de investidores internacionais.

    Foram confirmadas as ausências de Donald Trump –que negocia a aprovação do orçamento do governo após 1 mês de shutdown, o maior da história há alguns dias–, do francês Emmanuel Macron –que enfrenta as constantes manifestações dos “coletes-amarelos”–, e da primeira-ministra Theresa May –envolta nas negociações para aprovar a saída britânica da União Europeia.

    Por conta disso, a delegação brasileira –capitaneada pelo presidente Jair Bolsonaro, em seu 1º compromisso no exterior desde que tomou posse– deve ser a grande atração do evento. Ele será o 1º chefe de Estado a discursar na abertura do Fórum.

    Com o tema “Globalização 4.0: Moldando uma Arquitetura Global na Era da 4ª Revolução Industrial”, a edição de 2019 do Fórum traz à mesa debates como o efeito das mudanças climáticas extremas no ciclo econômico mundial, as desigualdades sociais, a crise migratória na Venezuela e a preservação do meio ambiente –temáticas delicadas na agenda do chanceler Ernesto Araújo, 1 conhecido crítico da vertente globalista na abordagem diplomática.

    Nesse sentido, a missão brasileira busca descaracterizar a imagem autoritária e isolacionista de Bolsonaro e apresentar o país como uma “democracia com economia vibrante do século 21”, de acordo com 1 membro da equipe de Guedes.

    Em seu discurso, Bolsonaro deve transmitir segurança para investidores –com destaque para o agronegócio– e endurecer a posição do Brasil quanto à situação política e humanitária na Venezuela.

    Na última 5ª feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que tem a intenção de reforçar a imagem do país como “uma democracia vibrante do século 21″.

    Guedes representará a nova faceta de uma administração que prioriza privatizações, o enxugamento da máquina pública e a tão aguardada reforma da Previdência. O teor do discurso será similar ao realizado durante sua posse no cargo, no último dia 2.

    O ministro também deve anunciar o aumento da fatia do comércio internacional (soma de importações e exportações) para 30% nos próximos 4 anos –atualmente a quantia representa 22% do PIB (Produto Interno Bruto) orgânico.

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, deve destacar como a corrupção afeta os negócios. No rascunho do discurso do ex-juiz, consta  que “a corrupção alimenta a desconfiança não apenas em governos, mas também no mercado”.

    A comitiva brasileira conta com mais outros 3 ministros: Ernesto Araújo (Relações Exteriores), general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Gustavo Bebianno (Secretaria Geral da Presidência). Completam a delegação o deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e assessor especial do Palácio do Planalto para assuntos internacionais, Filipe Martins.

    O destaque tende a ser diferente dos últimos 2 anos, onde o país teve presença tímida em 2017 –que, sem a presença do ex-presidente Temer, foi representado pelo então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles– e em 2018, quando Temer foi ofuscado por escândalos de corrupção e a descrença com a aprovação das prometidas reformas administrativas.

    Os temas foram, respectivamente,”Liderança Responsiva e Responsável” e ‘”Criando 1 Futuro Compartilhado em 1 Mundo Fraturado”.

    Além de Bolsonaro, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, o ministro de Finanças de Cingapura, Heng Swee Keat, e a sucessora de Angela Merkel na presidência do CDU (União Democrata-Cristã), Annegret Kramp-Karrenbauer, são as presenças mais aguardadas em Davos, de acordo com a Bloomberg.

    Como será o Fórum em 2019

    O evento deste ano será presidido pelo CEO da Microsoft, Satya Nadella, e outros 6 co-presidentes –dos quais 4 são mulheres. Pelo 3º ano seguido, alterações extremas no clima são a principal preocupação do Fórum, seguida pela falha na abordagem governamental para combater a questão, desastres naturais, ciberataques e roubo de dados.

    A guerra comercial entre China e EUA, a incerteza sobre o Brexit e a ascensão de governos populistas e anti-globalistas pelo mundo também devem figurar nas discussões.

    Serão 15 agendas globais e 15 agendas regionais em discussão. As áreas incluem “Artes e Cultura”, “Economia Digital e Sociedade”, “Educação e Habilidades”, “Inteligência Artificial e Robótica”, entre outros.

    Para conferir a agenda completa do Fórum de Davos, basta acessar o link (em inglês).(Poder360 )

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  • Tsunami deixa mais de 280 mortos na Indonésia

    Ao menos 281 pessoas morreram e mail de mil ficaram feridas quando um tsunami posterior a uma erupção vulcânica atingiu praias e zonas costeiras ao redor do estreito de Sunda, na Indonésia, no sábado à noite, espalhando pânico entre moradores e turistas.

    Centenas de edifícios foram danificados pela onda gigante, que atingiu praias do sul da ilha de Sumatra e do extremo oeste de Java às 21H30 locais (12H30 de Brasília) de sábado. O tsunami foi provocado pela erupção do vulcão que é considerado o "filho" do lendário Krakatoa, o Anak Krakatoa, segundo o porta-voz da Agência Indonésia de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho.

    Tsunami deixa mais de 280 mortos na Indonésia

    O balanço anterior era de 222 mortos.

    As equipes de emergência procuravam sobreviventes entre os escombros.

    Um vídeo dramático que circula pelas redes sociais mostra o momento em que uma onda gigantesca atinge um show do grupo de música pop "Seventeen". Os integrantes da banda correm desesperados do palco, enquanto a onda chega aos espectadores. Em uma mensagem no Instragram, o vocalista do grupo, Riefian Fajarsyah, anunciou, sem conter as lágrimas, as mortes do baixista e do empresário que organizava a turnê.

    Imagens exibidas por um canal de televisão mostram a onda na praia de Carita, um popular destino turístico da costa oeste de Java: na passagem, o fenômeno deixa um rastro de destruição, com pedaços de telhados, madeira e árvores derrubadas.

    Em Carita, Muhammad Bintang, de 15 anos, viu a aproximação da onda. "Chegamos às 21H00 para as férias e logo a água chegou. Tudo ficou escuro. Não havia energia elétrica", disse o adolescente.

    Na província de Lampung, do outro lado do estreito, Lutfi al Rasyid, 23 anos, contou à AFP como fugiu da praia de Kalianda.

    "Não consegui ligar a moto, então saí correndo. Rezei e corri o mais rápido que consegui".

    "Um erro"

     

     

    De acordo com as autoridades, o tsunami pode ter sido provocado por um aumento repentino da maré, provocado pela lua nova combinado com uma avalanche no fundo do mar após a erupção do Anak Krakatoa (o 'filho do Krakatoa'), que forma uma pequena ilha no estreito de Sunda.

    "A combinação provocou um tsunami repentino que atingiu a costa", afirmou Nugroho, antes de destacar que a Agência Geológica da Indonésia trabalha para elucidar o que aconteceu exatamente.

    O balanço de mortos provavelmente vai aumentar, advertiu o porta-voz.

    Vídeos divulgados pelas autoridades mostram os moradores alarmados, procurando áreas mais elevadas.

    As autoridades indonésias chegaram a afirmar em um primeiro momento que não havia tsunami, e sim um aumento da maré, e pediram à população que não entrasse em pânico.

    "Se houve um erro a princípio, lamentamos", escreveu Nugroho mais tarde no Twitter.

    As erupções vulcânicas submarinas, que são relativamente incomuns, podem provocar tsunamis pelo deslocamento repentino de água ou deslizamentos em encostas, de acordo com o Centro Internacional de Informação sobre Tsunamis.

    Coluna de cinzas

     

     

    O Centro Indonésio de Vulcanologia e de Gestão de Riscos Geológicos informou que o Anak Krakatoa mostrava sinais de atividade intensa há uma semana. Um pouco antes das 16H00 aconteceu uma erupção de 13 minutos, que provocou uma coluna de cinzas de centenas de metros.

    Anak Krakatoa é uma pequena ilha vulcânica que surgiu no oceano meio século depois da letal erupção do vulcão Krakatoa em 1883. É um dos 127 vulcões ativos da Indonésia.

    Naquela ocasião, uma coluna de cinzas, pedra e fumaça foi expelida a mais de 20 km de altura, o que deixou a região no escuro e provocou um grande tsunami, com repercussões em todo o mundo. A catástrofe deixou mais de 36.000 mortos.

    A Indonésia, uma das áreas mais propensas a sofrer catástrofes no planeta, fica no Círculo de Fogo do Pacífico, onde se encontram placas tectônicas e que registra grande parte das erupções vulcânicas e terremotos do planeta.

    O país sofre com frequência terremotos violentos, o mais recente deles na cidade de Palu, na ilha Célebes, onde milhares de pessoas morreram vítimas de um tremor e posterior tsunami.

    Em 2004, um tsunami provocado por um terremoto no fundo do mar de 9,3 graus de magnitude, na costa de Sumatra, Indonésia, provocou a morte de 220.000 pessoas em vários países do Oceano Índico, 168.000 delas na Indonésia.(AFP )

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  • Rússia envia aviões de guerra para a Venezuela

    A Rússia enviou dois bombardeios Tu-160 – que tem capacidade de transportar armas nucleares – um avião de transporte An-124 e um avião de passageiros Il-62 para participar de manobras militares na Venezuela. Algumas dessas aeronaves foram usadas em operações na Síria.

    O ministro da Defesa do país sul-americano, Vladimir Padrino, afirmou que as manobras vão ajudar a proteger o país de um eventual ataque.

    "Estamos nos preparando para defender a Venezuela até o último palmo de terra quando for necessário, e faremos isso com nossos amigos, porque temos amigos no mundo", disse Padrino em pronunciamento transmitido pela rede de televisão VTV, ao receber uma delegação militar russa.

    Padrino ainda afirmou que "ninguém no mundo" deve temer pela presença das aeronaves em Caracas, alegando que a Venezuela e a Rússia são "construtores da paz, e não da guerra".

    Não foi informado, entretanto, se as manobras conjuntas começarão imediatamente.

     

    Padrino também disse que a Venezuela espera "nesta mesma semana" pela chegada de uma delegação técnico-militar "para melhorar e adequar o que tiver que ser adequado no preparo operacional do sistema de armas de fabricação russa" que possui.

    O anúncio de manobras ocorre uma semana depois de uma visita do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, na qual, os dois fecharam acordos de investimentose contratos para a reparação e manutenção de armas. No domingo, Maduro denunciou que Washington – que o chama de "ditador” – colocou em andamento um plano para derrubá-lo, com o apoio da Colômbia.

    Em 2008, a Rússia também enviou aviões militares para a Venezuela durante a Guerra da Geórgia, em mais um episódio de tensão entre Moscou e Washington.

    A Venezuela costuma se referir à Rússia, que lhe fornece armas, tecnologia e outros recursos, como um "aliado estratégico" de sua política multilateral.

    Depois do anúncio do envio das aeronaves russas, o coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência a medida e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.

    "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.

    O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

    "Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning.

    Manning pediu ao governo do presidente Maduro para "concentrar-se em oferecer ajuda humanitária para aliviar o sofrimento da sua gente", ao invés de aceitar ajuda militar do Kremlin.

    "O mais importante aqui é que nós estamos do lado do povo da Venezuela durante um momento de necessidade e isso é o que o USNS Comfort simboliza", destacou.

    De acordo com os dados divulgados hoje pela Defesa dos EUA, desde que iniciou sua missão, há oito semanas, a equipe médica do navio-hospital ofereceu tratamento médico a mais de 20. milcivis e executou 600 operações.

    A tripulação do Comfort inclui mais de 200 médicos, enfermeiras e técnicos militares americanos, assim como 60 voluntários profissionais médicos e dentistas de ONGs.

    O USNS Comfort, atualmente em Honduras, conta com mais de mil camas, uma dúzia de salas de cirurgia, serviços radiológicos digitais, um laboratório, farmácia e um banco de sangue com 5.000 unidades, assim como com um heliporto habilitado para aeronaves de grande tamanho.(dw.com )

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  • Prédio onde funciona CNN é esvaziado por ameaça de bomba em NY

    O Time Warner Center, em Manhattan, que abriga a CNN, foi evacuado depois que alguém fez uma denúncia sobre uma ameaça de bomba na noite dessa quinta-feira (6) - madrugada desta sexta-feira (7) no Brasil - informou a estação WABC de Nova York, da ABC.

    Após uma varredura no prédio, a polícia não encontrou nenhum explosivo e os funcionários foram autorizados a entrar no prédio logo após as 23h. A segurança da CNN também procurou e não encontrou nada. Vários funcionários da CNN estavam tuitando sobre o incidente.

    O programa da CNN de  Don Lemon estava no ar e a programação da emissora foi interrompida, escreveu o jornalista no Twitter.

    A CNN também foi evacuada há apenas dois meses, depois que uma bomba foi enviada ao prédio e interceptada na sala de correspondência. Esse pacote foi endereçado ao ex-diretor da CIA John Brennan, que contribuiu para a rede por um tempo. Cesar Sayoc, um residente da Flórida, foi preso por supostamente enviar essa bomba, bem como vários outros, a proeminentes democratas, incluindo Hillary Clinton, Cory Booker e Maxine Waters. Sayoc foi indiciado no mês passado.

    O edifício está localizado em Columbus Circle, no canto sudoeste do Central Park. Também inclui residências, uma loja Whole Foods e várias lojas de grife, como Michael Kors, Swarovski, Cole Haan e Coach. O presidente Donald Trump, que fez carreira política atacando a CNN, tuitou sobre "notícias falsas" no momento da ameaça de bomba. Ele se referiu repetidamente à CNN por esse apelido.



  • Cinco desaparecidos após colisão de aviões militares americanos sobre o Japão

    As Forças Armadas japonesas e americanas procuravam nesta quinta-feira cinco marines dos Estados Unidos desaparecidos após uma colisão entre dois aviões durante uma operação de reabastecimento sobre a costa do Japão, anunciou o governo nipônico.

    Um militar americano foi resgatado e estaria em condição estável, de acordo com o ministro japonês da Defesa, Takeshi Iwaya.

    Um porta-voz das Forças de Autodefesa japonesas afirmou que outro membro da tripulação foi encontrado, mas no momento não há informações detalhadas sobre a situação do marine.

    "Aviões e navios das Forças Armadas dos Estados Unidos e das Forças de Autodefesa do Japão procuram os desaparecidos. Espero que todos sejam resgatados o mais rápido possível", declarou Iwaya.

    Os dois aviões pertencem ao Corpo de Fuzileiros Navais (USMC, Marines) dos Estados Unidos. A colisão aconteceu durante uma operação de reabastecimento em voo, segundo o exército americano.

    Os aviões envolvidos foram um caça F-18, com dois membros a bordo, e um avião de abastecimento KC-130, com cinco ocupantes.

    A pessoa resgatada estava dentro do caça, segundo o ministro japonês. As Forças de Autodefesa mobilizaram nove aviões e três navios para as operações.

    O militar "está sendo examinado pelos médicos competentes na base de Iwakuni", na região de Hiroshima, informaram os Marines em um comunicado.

    "Agradecemos os esforços das Forças de Autodefesa japonesas, que responderam imediatamente na operação de busca e resgate", destacaram os Marines.

    A Guarda Costeira japonesa também participa nas operações de resgate com seis barcos e um avião.

    "As operações de busca e resgate dos seis marines restantes seguem em curso", afirmaram fontes militares americanas, que investigam as circunstâncias da colisão.

    Os aviões decolaram da base aérea dos Marines em Iwakuni e "realizavam treinamentos programados regularmente quando o acidente aconteceu às 2H00 locais (15H00 de Brasília, quarta-feira), indica o comunicado.

    O acidente aconteceu a 100 km da costa do cabo de Muroto, na ilha de Shikoku, sudoeste do Japão.

    As Forças Armadas americanas têm quase 50 mil homens no território japonês.

    Em novembro, um avião da Marinha americana caiu diante da costa da ilha de Okinawa, no sul do Japão, e seus dois tripulantes foram resgatados vivos.

    As forças americanas também tiveram problemas recentemente com seus helicópteros Osprey, que foram obrigados a fazer vários pousos de emergência, sofreram um acidente fatal e quando um pedaço de um dos aparelhos caiu no terreno de uma escola.

    Os incidentes aumentaram a tensão entre entre Washington e Tóquio, dois aliados militares, e motivaram protestos contra o uso dos helicópteros Osprey por parte dos moradores de áreas próximas às bases americanas.(AFP )

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