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  • Chefe do Pentágono chega ao Brasil em missão para conter influência chinesa

    Com os olhos na China, o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, começou no domingo sua primeira viagem à América do Sul. Em suas paradas no Brasil, Argentina, Chile e Colômbia, o objetivo do chefe do Pentágono será fortalecer as relações militares com Washington e conter a crescente influência de Pequim na região. “Essas relações são críticas para um hemisfério ocidental [o continente americano] colaborativo, próspero e seguro”, disse o Departamento de Defesa.

    Nesta segunda-feira, Mattis se reúne em Brasília com com os ministros Joaquim Silva e Luna, da Defesa, e Aloysio Nunes Ferreira, das Relações Exteriores. Na pauta do encontro estão as alternativas para avançar na cooperação nas áreas técnica, científica, político-militar e indústria de defesa.

    A Casa Branca declarou 2018 o “ano das Américas” e, de acordo com o Pentágono, a viagem do general reformado dos Fuzileiros Navais reflete os “fortes laços de defesa” com os quatro países que visitará. Laços que, no entanto, parecem não interessar ao presidente Donald Trump, que não viajou para a região. Iria fazê-lo em abril, mas cancelou sua participação na cúpula das Américas, no Peru, para preparar a operação militar contra o regime sírio por conta do uso de armas químicas.

    A Casa Branca mantém um bom relacionamento com seus principais aliados latino-americanos, em parte graças a sua forte posição em relação à crise venezuelana, mas também provocou tensões na região com sua política anti-imigração e sua deriva protecionista.

    A viagem de Mattis, que em setembro do ano passado esteve no México, começa no Brasil, onde terá reuniões com altos comandantes militares e fará um discurso. De lá, seguirá para a Argentina e o Chile para finalmente chegar à Colômbia, onde se encontrará com membros do novo Governo de Iván Duque.

    A crise na Venezuela vai pairar sobre a viagem, especialmente na Colômbia, mas também no Brasil, que reforçou significativamente sua cooperação militar com os Estados Unidos nos últimos anos. De fato, soldados norte-americanos participaram em novembro de treinamentos conjuntos com seus colegas brasileiros como preparação para possíveis crises humanitárias.

    Como parte de sua estratégia expansionista, a China reforçou nos últimos anos seus laços com alguns dos países que Mattis visitará, como a Argentina, onde Pequim construiu uma base espacial. “Estamos preocupados que a China tem uma maneira de fazer negócios que não necessariamente responder da melhor forma possível aos interesses dos nossos parceiros no hemisfério”, explicou a um grupo de jornalistas o subsecretário adjunto de Defesa para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Sergio de la Peña, informa a agência Efe.

    Como também fez na África, Pequim multiplicou seus investimentos na América Latina na última década e também a concessão de créditos, o que lhe permite ganhar peso diplomático. “Eles são generosos com seus empréstimos, mas se você não puder pagar, eles receberão algum tipo de compensação em troca”, avisou de la Peña.(EL PAÍS )

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  • Incêndio em hospital em Taiwan deixa 9 mortos e 15 feridos

    Um incêndio em um hospital em Taiwan na madrugada desta segunda-feira deixou 9 mortos e 15 feridos, e uma investigação foi iniciada para determinar a causa do fogo, disseram autoridades.

    O premiê de Taiwan, William Lai, disse que o Ministério da Saúde está supervisionando os esforços de resgate no hospital da cidade de Nova Taipé, onde o incêndio foi apagado pouco depois do amanhecer.

    O incêndio começou no 7º andar do prédio, usado para tratamento de doentes terminais.

    Imagens da mídia mostraram pacientes sendo retirados do prédio em suas camas hospitalares, enquanto funcionários levavam outros em macas para ambulâncias.

    Diversas ambulâncias faziam fila do lado de fora do hospital para levar as vítimas para outros centros médicos.(Reuters )



  • Senado da Argentina derrota a maré verde feminista e diz não à legalização do aborto

    As convicções religiosas se impuseram ao direito das mulheres de decidir sobre seu próprio corpo na Argentina, o país do papa Francisco. O Senado argentino rejeitou, por 38 votos a 31 e já entrada a quinta-feira, o projeto de legalização do aborto até a 14ª semana de gravidez, que havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em junho. A interrupção da gravidez continua a ser um crime punido com até quatro anos de prisão, apesar do fato de que a cada minuto e meio uma mulher aborta no país.

    A Argentina do século XXI e integrada ao mundo anunciada por Mauricio Macri continuará com uma dívida histórica para com as mulheres: o aborto legal. O presidente argentino autorizou pela primeira vez o debate parlamentar sobre a interrupção voluntária da gravidez, mas a coalizão que lidera, Cambiemos, foi a que deu mais votos contra a iniciativa. O resultado negativo emudeceu as dezenas de milhares de pessoas que enfrentaram a intempérie debaixo de guarda-chuvas e plásticos verdes, a cor que identifica os partidários da legalização, e foi aplaudido no lado azul-celeste da praça, onde os detratores do projeto estavam concentrados. Foi um balde de água fria não só para o movimento feminista argentino, mas também dos países vizinhos, que viram na movimentação no sul do continente uma esperança de levantar o debate em outras partes.

    A vitória na Câmara dos Deputados, mas especialmente a mobilização maciça que acompanhou o Sim em 14 de junho, fizeram pensar no primeiro momento que a maré verde venceria também no Senado, uma assembleia muito mais conservadora, onde estão representados os interesses das províncias do interior do país. Mas com o passar das semanas, a pressão da Igreja Católica e dos evangélicos ganhou terreno até decidir a votação. Em seus discursos antes de definir o voto, muitos senadores se protegeram atrás de suas crenças religiosas e da necessidade de salvar ambas as vidas –a da mãe e a do feto– para justificar seu voto contra.

    O debate começou de manhã cedo, em uma tentativa de evitar que as discussões se prolongassem além da meia-noite. Apesar do clima quente nas ruas, o tom dentro do plenário foi comedido, fiel ao protocolo do Senado. “Um aborto não será menos trágico porque é feito em uma sala de cirurgia. Não, será igualmente trágico. O objetivo é que não haja mais abortos na Argentina, isso é aspirar a mais”, disse o senador Esteban Bullrich, ex-ministro da Educação de Mauricio Macri, católico fervoroso e defensor do Não à lei. Sua apresentação resumiu a posição dos grupos antiaborto: o embrião tem direitos constitucionais a partir do momento da concepção, e embora o aborto seja um fato, não poderá ser reduzido com uma lei que o regulamente.

    Os porta-vozes do projeto aprovado na Câmara concentraram seus argumentos no reconhecimento de uma realidade que existe, com ou sem lei. “As mulheres estão sozinhas. O homem aborta antes, desaparecendo. Portanto, este é um problema das mulheres. Os abortos são feitos e o debate de hoje é pelo aborto legal ou ilegal”, disse a senadora peronista Norma Durango. Sua colega de Tucumán, Beatriz Mirkin, foi mais direta: “Estou aqui para legislar, e aqui na Argentina se aborta, vi isso porque trabalhei em hospitais. Vi muito mais curetagens uterinas do que os senhores podem imaginar”, disse, visivelmente exaltada.

    Outros senadores favoráveis à lei denunciaram a pressão da Igreja, como Pedro Guastavino, de Entre Ríos. “Ontem, em minha conta de WhatsApp, recebi uma enorme quantidade de mensagens que, em nome de Deus, me chamavam de coisas irreproduzíveis. Fiquei agarrando e me esquivando de crucifixos”, disse. As duas posições tiveram defensores em todos os partidos políticos. Guastavino é peronista, como Rodolfo Urtubey, polêmico em seus argumentos contra o aborto, mesmo em casos de estupro da mulher, quando o aborto é legal na Argentina. “O estupro também está claramente formulado, mas deveria ser revisto. Há alguns casos em que o estupro não tem essa configuração clássica de violência contra a mulher, às vezes o estupro é um ato não voluntário”, disse.

    Os porta-vozes do Não estavam concentrados nos partidos governistas, mas houve exceções. A senadora Gladys González, próxima de Macri, defendeu com veemência a lei. “Não podemos propor como solução para o aborto ilegal que o sistema seja fechado. Queremos salvar ambas as vidas e não estamos salvando nenhuma”, disse González, referindo-se ao slogan dos que se opõem à lei. Ela foi ouvida com atenção pela colega, a vice-presidenta e presidenta do Senado, Gabriela Michetti, contrária ao aborto mesmo em caso de estupro de uma menor. Particularidades de um debate baseado na liberdade de consciência dos legisladores.

    Entre os grandes partidos, apenas o kirchnerismo votou majoritariamente a favor. A ex-presidenta Cristina Fernández de Kirchner, que se recusou a tratar do projeto de lei enquanto era presidente por ser contra, explicou porque votou a favor apesar de ter negado qualquer debate sobre o aborto durante seus oito anos de Governo.

    A decisão de manter o aborto como crime não impede que muitas mulheres decidam interromper uma gravidez indesejada. Segundo estimativas extraoficiais, entre 350.000 e 450.000 mulheres abortam anualmente na Argentina. Eles o fazem de forma clandestina, arriscando suas vidas, especialmente as gestantes com menos recursos, que recorrem a médicos não profissionais ou a métodos perigosos como sondas, cabides, agulhas de tricô e até talos de salsa.

    Enquanto os senadores debatiam, uma mulher de 35 anos e mãe de cinco filhos lutava pela vida depois de ter sido submetida a um aborto clandestino em Mendoza, no oeste do país. Há menos de uma semana, Liliana Herrera, de 22 anos, morreu de infecção generalizada pelo mesmo motivo. Todos os anos, quase 50.000 mulheres sofrem complicações decorrentes de interrupções da gravidez e cerca de cinquenta morrem. O ministro da Saúde, Adolfo Rubinstein, pediu que os legisladores colocassem fim a essas mortes evitáveis, votando a favor de uma lei que garantia às mulheres um aborto seguro. O ministro da Ciência, Lino Barañao, também defendeu a lei, sem sucesso.

    As pesquisas de opinião mostram uma grande divisão da sociedade argentina sobre o aborto, com uma ligeira vantagem a favor da legalização, que dispara entre os mais jovens. Os estudantes foram a grande força motriz da campanha a favor e voltaram a se manifestar maciçamente hoje com lenços verdes. O Congresso só pode voltar a tratar do assunto dentro de um ano, mas a reivindicação a favor do aborto legal, seguro e gratuito continuará nas ruas. É uma questão de tempo que as argentinas não sejam obrigadas a dar à luz, mas possam escolher como e quando ser mães.(EL PAÍS )

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  • EUA retomam duras sanções unilaterais contra Irã

    Os Estados Unidos retomaram nesta terça-feira duras sanções unilaterais contra o Irã, que estavam suspensas desde a histórica assinatura do acordo multilateral firmado com Teerã, que o presidente Donald Trump descartou em maio.

    As duas primeiras rodadas de sanções entraram em vigor às 04H01 GMT (01H01 Brasília), como o anunciado pelo governo de Donald Trump, que rompeu o acordo firmado por seu antecessor, Barack Obama, de forma unilateral.

    Nesta primeira etapa, Washington bloqueará transações financeiras e importações de matérias-primas, além de medidas punitivas às compras no setor automotivo e de aviação comercial.

    Em novembro, uma segunda fase de sanções se concentrará no setor de petróleo e gás, assim como no Banco Central.

    Essas medidas vão pesar na economia iraniana, já castigada por uma elevada taxa de desemprego e pela inflação. O rial iraniano perdeu quase dois terços de seu valor em seis meses.

    O presidente iraniano, Hassan Rohani, denunciou na segunda-feira uma tentativa de "guerra psicológica" contra seu país.

    "Se você é um inimigo e enfia uma faca em alguém e em seguida diz que quer negociar, a primeira coisa a fazer é tirar a faca", disse Rohani em entrevista, na qual afirmou ainda que seu pais "sempre esteve aberto às negociações.

    "Como eles podem mostrar que são dignos de confiança? Voltando ao acordo", afirmou, referindo-se ao acordo nuclear concluído em 2015.

    Pouco antes das declarações de Rohani, Trump alertou o Irã sobre seu comportamento "desestabilizador", mas 

    Os Estados Unidos retomaram nesta terça-feira duras sanções unilaterais contra o Irã, que estavam suspensas desde a histórica assinatura do acordo multilateral firmado com Teerã, que o presidente Donald Trump descartou em maio.

    As duas primeiras rodadas de sanções entraram em vigor às 04H01 GMT (01H01 Brasília), como o anunciado pelo governo de Donald Trump, que rompeu o acordo firmado por seu antecessor, Barack Obama, de forma unilateral.

    Nesta primeira etapa, Washington bloqueará transações financeiras e importações de matérias-primas, além de medidas punitivas às compras no setor automotivo e de aviação comercial.

    Em novembro, uma segunda fase de sanções se concentrará no setor de petróleo e gás, assim como no Banco Central.

    Essas medidas vão pesar na economia iraniana, já castigada por uma elevada taxa de desemprego e pela inflação. O rial iraniano perdeu quase dois terços de seu valor em seis meses.

    O presidente iraniano, Hassan Rohani, denunciou na segunda-feira uma tentativa de "guerra psicológica" contra seu país.

    "Se você é um inimigo e enfia uma faca em alguém e em seguida diz que quer negociar, a primeira coisa a fazer é tirar a faca", disse Rohani em entrevista, na qual afirmou ainda que seu pais "sempre esteve aberto às negociações.

    "Como eles podem mostrar que são dignos de confiança? Voltando ao acordo", afirmou, referindo-se ao acordo nuclear concluído em 2015.

    Pouco antes das declarações de Rohani, Trump alertou o Irã sobre seu comportamento "desestabilizador", mas deixou a porta aberta para um novo acordo nuclear.

    "O regime iraniano tem escolha", afirmou o presidente americano. "Pode mudar sua atitude ameaçadora e desestabilizadora e se reintegrar à economia mundial, ou pode continuar na rota do isolamento econômico".

    "Continuo aberto a alcançar um acordo mais amplo que aborde toda a gama de atividades malignas do regime, incluindo seu programa de mísseis balísticos e seu apoio ao terrorismo", concluiu.

    Desvalorização e protestos

    Nos últimos dias, foram registradas manifestações esporádicas em várias cidades, assim como greves, fruto da cada vez maior insatisfação popular com o sistema político. No entanto, as duras restrições dificultam a verificação independente das publicações divulgadas nas redes sociais a esse respeito.

    Em 5 de novembro, a segunda fase de sanções proibirá as vendas de petróleo do Irã e será mais prejudicial - embora países como China, Índia e Turquia tenham dito que não vão cortar completamente suas compras da commodity.

    A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, disse que o bloco, assim como o Reino Unido, a França e a Alemanha, lamentam profundamente a decisão de Washington.

    "Estamos determinados a proteger os operadores econômicos europeus que estão envolvidos em negócios legítimos com o Irã", disse ela em um comunicado.

    Mas muitas grandes empresas europeias estão deixando o Irã por medo de sanções.

    "Pessoas ou entidades que não cancelarem suas atividades com o Irã estão em risco de sérias consequências", disse Trump na segunda-feira.

    Rohani abrandou as regras cambiais no domingo, permitindo a importação ilimitada de moeda estrangeira e ouro livre de impostos e a reabertura de casas de câmbio após uma tentativa fracassada de fixar o valor do rial em abril.

    As medidas pareceram acalmar os mercados nesta segunda: o rial ganhou força, a 95.500 por dólar, uma melhoria de 20% na sua queda histórica a 119.000 há duas semanas.

    Novo acordo?

    Depois de meses de retórica violenta, na semana passada Trump surpreendeu, ao afirmar que estava disposto a se reunir com os dirigentes iranianos, sem condições prévias.

    Mas o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, afirmou ser difícil imaginar uma renegociação do programa nuclear iraniano alcançado em 2015, após anos de negociações entre Teerã e as potências ocidentais (EUA, Reino Unido, França e Alemanha, além de Rússia e China).

    O acordo tem como objetivo garantir o caráter estritamente pacífico das atividades nucleares da República Islâmica em troca do fim progressivo das sanções econômicas.

    Há boatos de que Trump e Rohani poderiam se reunir em Nova York em setembro, na assembleia geral da ONU, embora segundo pessoas próximas o iraniano tenha negado convites dos EUA no ano passado. (AFP) 

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  • Avião com 103 pessoas cai no México; todos sobrevivem

    Um avião da companhia Aeroméxico caiu cinco minutos após decolar da cidade de Durango, na região central do México. Segundo informou o governador do estado, José Ramón Aispuro pelo Twitter, não há mortes.

    De acordo com o governo mexicano, a aeronave levava 99 passageiros – entre eles dois menores – e quatro membros da tripulação. As primeiras informações, contudo, davam conta de que eram apenas 97 passageiros.

    Até o momento “temos informação de 85 pessoas machucadas”, disse Alejandro Cardoza, porta-voz da Defesa Civil de Durango, à TV Milenio.

    “Um incêndio começou após o pouso forçado realizado pelos pilotos, mas ao que parece não há pessoas com queimaduras”, declarou Cardoza, acrescentando que a maioria apresenta ferimentos “muito leves, nada além de contusões, mas alguns têm lesões consideráveis”.

     

    Se confirma que no hubo fallecidos en el accidente del vuelo #AM2431. En estos momentos se encuentra parte del Gabinete, encabezado por la Coordinadora @RosarioCastroL, para atender a los lesionados y cooperar con las autoridades del aeropuerto en la atención de éste suceso.

    O avião da Aeroméxico AM2431 decolou do Aeroporto Internacional Guadalupe Victoria, em Durango, às 15h09 (17h09, horário de Brasília) para a Cidade do México, onde deveria aterrizar às 16h50 (18h50, horário de Brasília). A aeronave é um Embraer E190, da empresa Aeroméxico Connect.

    Com base em relatos de pessoal de segurança do aeroporto, o jornal El Financiero informou que o avião se chocou com um objeto logo depois de decolar, que o levou à queda.

    Até o momento se desconhecem as causas do acidente. Antes da saída aeronave, chovia nos arredores do aeroporto. 

    Equipes de serviços de emergência estão prestando atendimento aos feridos no local do acidente, próximo ao aeroporto. Alguns portais de notícias mexicanos relataram que houve passageiros que conseguiram sair sozinhos da aeronave.

    Por meio do Twitter, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, determinou que três áreas de seu governo – a Secretaria de Defesa Nacional, a Coordenação Nacional de Proteção Civil e a Secretaria de Comunicações e Transportes – tratem do acidente em Durango.(VEJA.com )

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  • Coreia do Norte parece estar construindo um ou dois mísseis balísticos, diz Washington Post

    A Coreia do Norte parece estar construindo um ou dois novos mísseis balísticos intercontinentais movidos a combustível líquido em uma fábrica que produziu os primeiros mísseis do país capazes de atingirem os Estados Unidos, disse o jornal Washington Post nesta segunda-feira.

    O jornal disse, citando autoridades não identificadas familiarizadas com informações do setor de inteligência, que agências de espionagem dos EUA estão vendo sinais da construção em uma ampla unidade de pesquisas em Sanumdong, nos arredores de Pyongyang.

    As descobertas são as mais recentes a sugerirem atividade em andamento em instalações nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, apesar das negociações com os Estados Unidos e de uma cúpula recente entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente norte-americano, Donald Trump.

    (Reportagem de David Alexander)



  • Mais de 500 pessoas ficam bloqueadas após terremoto na Indonésia

    Mais de 500 alpinistas e seus guias permaneciam bloqueados após os deslizamentos de terra nas ladeiras de um vulcão ativo na ilha de Lombok, mais de 24 horas depois de um terremoto nesta localidade turística da Indonésia, informaram nesta segunda-feira as autoridades locais.

    "Ainda temos 560 pessoas bloqueadas. Quinhentas na área de Segara Anakan e 60 em Batu Ceper", afirmou Sudiyono, diretor do parque nacional Rinjani, que como muitos indivíduos na Indonésia tem apenas um nome.

    As autoridades enviaram equipes de resgate terrestre e helicópteros para a região do Monte Rinjani, que é muito popular entre os turistas por suas trilhas.

    Ao menos 16 pessoas morreram e centenas de imóveis foram destruídos pelo terremoto de 6,4 graus de magnitude, com epicentro de pouca profundidade. O tremor provocou cenas de pânico na madrugada de domingo.

    O terremoto provocou a queda de rochas e lama no Monte Rinjani, bloqueando as estradas.

    O Monte Rinjani tem 3.726 metros de altura e é o segundo maior vulcão da Indonésia, muito procurado por alpinistas por suas vistas impressionantes.

    As trilhas foram fechadas após o terremoto pelo temor de novos deslizamentos.

    O epicentro foi localizado a 50 quilômetros ao nordeste da principal cidade de Lombok, Mataram, informou o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS).

    O terremoto foi seguido por dois tremores intensos e mais de 100 tremores secundários. (AFP -)



  • Marte mais brilhante e eclipse poderão ser vistos nesta sexta

    Todo o Brasil poderá ver nesta sexta-feira, 27, o eclipse lunar total. Quanto mais próximo do litoral leste do País (costa leste do Nordeste, áreas próximas ao litoral do Sudeste e do Sul), maior será o tempo de visualização do fenômeno. Em São Paulo, terá duração de 1h49, começando às 17h41.

    O eclipse total da lua, o mais longo do século 21, tingirá de vermelho o satélite da Terra nesta sexta-feira, enquanto que Marte, que se encontrará quase em seu ponto mais próximo do nosso planeta, estará especialmente brilhante.

    "É uma coincidência de fenômenos pouco frequente e interessante", disse Pascal Descamps, astrônomo do Instituto de Mecânica Celeste e Cálculo de Efemérides (IMCCE) do Observatório de Paris. "A lua terá uma tonalidade avermelhada, e Marte estará ao seu lado muito brilhante, com uma tonalidade ligeiramente alaranjada", explica.

    O espetáculo astronômico poderá ser visto a olho nu, sem nenhum perigo. Mas lentes e telescópios permitirão desfrutar ainda mais. O eclipse só será visível - parcial ou totalmente - em metade do mundo: na África, Europa, Ásia e Austrália. Os melhores posicionados para assistir ao espetáculo serão os habitantes da África, do Oriente Médio e da Índia.

    Para que ocorra um eclipse da lua deve haver um alinhamento quase perfeito do sol, da Terra e da lua. Quando nosso planeta se posiciona entre o astro e a lua, projeta sua sombra sobre nosso satélite natural. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS(Estadão)



  • Incêndios na região de Atenas deixam dezenas de mortos

    Os corpos carbonizados de 26 pessoas foram encontrados nesta terça-feira (24) em uma casa em Mati, costa oriental da região de Ática - anunciou a Cruz Vermelha, elevando para 50 o número de mortos pelos incêndios que castigam a Grécia.

    De acordo com números ainda provisórios, os violentos incêndios deflagrados na segunda-feira também deixaram 172 feridos, entre eles 11 em estado grave.

    Os corpos das vítimas estavam abraçados e carbonizados, segundo um fotógrafo da AFP.

    Aparentemente, não conseguiram chegar ao mar para se protegerem das chamas, avaliaram os bombeiros, acrescentando que o incêndio foi controlado em Ática. Continua muito ativo, porém, em Kineta, 50 quilômetros ao oeste de Atenas.

    Na periferia de Atenas, boa parte das vítimas foi registrada em Mati, um balneário situado a cerca de 40 quilômetros ao leste da capital.

    A maioria das vítimas "morreu nas casas, ou nos automóveis", declarou o porta-voz do governo grego, Dimitris Tzanakopoulos.(AFP)



  • Trump adverte Irã para que não volte a ameaçar EUA

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã neste domingo (22/07) para que "jamais volte a ameaçar os Estados Unidos" sob pena de "consequências como poucos conheceram ao longo da história".

    O aviso foi uma resposta a advertências do presidente iraniano, Hassan Rohani, para o perigo de os EUA começarem um conflito com seu país.

    "Já não somos um país que apoie suas palavras dementes de violência e de morte. Cuidado!", acrescentou Trump, numa mensagem toda em letras maiúsculas publicada no Twitter. 

    Poucas horas depois, a agência estatal iraniana Irna minimizou as mensagens de Trump, descrevendo-as como uma reação passiva aos comentários de Rohani.

    A agência, porta-voz do governo do Irã, acrescentou nesta segunda-feira que a mensagem de Trump está apenas imitando o ministro iraniano do Exterior, Mohammad Javad Yarif, que no passado alertara o Ocidente para "nunca ameaçar um iraniano".

    No domingo, Rohani alertou Trump para "não brincar com fogo" e garantiu que um conflito com o Irã seria a "mãe de todas as guerras".

    Ele ressaltou que o Irã responderá a ameaças "com ameaças" e não vai se intimidar, segundo discurso publicado no site da presidência iraniana. Ele também voltou a afirmar que Teerã pode bloquear as rotas para exportação de petróleo no Golfo Pérsico em represália à decisão dos EUA de abandonar o acordo nuclear multilateral de 2015 com o Irã e impor novas sanções a Teerã.

    As sanções entrarão em vigor em agosto e ameaçam afetar a já enfraquecida economia iraniana. A medida pretende atingir o Irã em duas frentes: seus programas de mísseis balísticos e sua influência regional.

    Já durante visitas à Suíça e à Áustria, no começo do mês, Rohani advertira que o Irã pode fechar o Estreito de Ormuz, principal rota para as exportações de petróleo da região do Golfo.

    A troca de mensagens acaloradas com países em disputa com os EUA faz parte do histórico de Trump.

    A disputa retórica lembra a troca de mensagens entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, antes de as tensões terem dado lugar a uma aproximação inesperada com a Coreia do Norte.

    Também no domingo, o secretário de Estado Mike Pompeo havia afirmado que Washington não tinha medo de impor sanções "do mais alto nível" ao regime de Teerã.

    Num discurso perante a diáspora iraniana na Califórnia, Pompeo confirmou que Washington quer que todos os países reduzam suas importações de petróleo iraniano até "perto de zero", até o início de novembro. Caso contrário, esses países enfrentariam sanções dos EUA.(dw.com )

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  • MUNDO

    Lei define Israel como Estado do povo judeu

     Lei define Israel como Estado do povo judeu

    Após intenso debate, parlamentares aprovam legislação que dá aos judeus o direito exclusivo à autodeterminação e declara hebraico único idioma oficial. Legisladores árabes classificam projeto aprovado de racista.Após intenso debate, parlamentares aprovam legislação que dá aos judeus o direito exclusivo à autodeterminação e declara hebraico único idioma oficial. Legisladores árabes classificam projeto aprovado de racista.

    A legislação também estabelece o hebraico como idioma nacional, rebaixando o árabe, que antes era considerado uma língua oficial, ao status de "especial".

    Também são definidos como símbolos do país o hino nacional Hatikva – adaptado de um poema judeu e que fala sobre o retorno do povo a Israel –, a bandeira branca e azul com a Estrela de Davi no centro, um menorá (candelabro judaico) de sete braços com galhos de oliveira nos extremos e o calendário hebraico, com feriados judaicos.

    "É um momento decisivo na nossa história, que inscreve em pedra nossa língua, nosso hino e nossa bandeira", afirmou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu após a votação da lei, apoiada por seu governo de direita. "Israel é a nação do povo judeu, que respeita os direitos individuais de todos os cidadãos. Este é nosso Estado – o Estado judeu."

    Segundo a legislação, todos os judeus têm o direito de migrar para Israel e obter a cidadania de acordo com as disposições da lei. "O Estado atuará para reunir os judeus no exílio e promoverá os assentamentos judaicos em seu território e vai alocar recursos para esse fim", diz o texto aprovado.

    Na semana passada, Netanyahu prometeu assegurar que todos os direitos civis fossem protegidos, mas afirmou que "a maioria também tem direitos, e a maioria decide".

    Os árabes representam cerca de 20% dos quase 9 milhões de habitantes de Israel e há muito reclamam de discriminação. Outros 5% da população são compostos por cristãos não árabes e outros grupos étnicos.

    Chuva de críticas

    Após a aprovação no Knesset (Parlamento), a lei passará a integrar as Leis Básicas de Israel, similares à Constituição. Classificando a nova legislação de racista, parlamentares árabes rasgaram cópias do projeto de lei no Knesset após a votação.

    Ayman Odeh, líder da coligação Lista Conjunta, majoritariamente árabe, classificou a nova lei de "morte da democracia" israelense, afirmando que a "tirania" da maioria esmagou os direitos da minoria.

    "Separação, discriminação, supremacia e racismo agora foram consagrados nas Leis Básicas", escreveu no Twitter, convocando democratas árabes e judeus a se unirem contra o nacionalismo.

    Saeb Erekat, secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina, definiu a lei como perigosa, afirmando que ela "define Israel legalmente como um sistema de apartheid".

    Já Avi Dichter, do partido Likud, de Netanyahu, afirmou que a lei tem como objetivo defender o status de Israel como um Estado judeu e democrático. O governo havia pressionado por uma aprovação da lei após anos de debates e uma série de versões do projeto.

    A legislação foi aprovada após a alteração de uma polêmica cláusula, que protegia a "criação de comunidades compostas por razão de fé ou origem" e era vista por opositores como a legalização do estabelecimento de comunidades exclusivamente judaicas.

    A proposta foi criticada inclusive pelo presidente Reuven Rivlin, que a considerou discriminatória. Rivlin, cujo papel como presidente é apenas simbólico, fez uma rara intervenção na política para alertar que a legislação poderia prejudicar o povo judeu mundo afora e em Israel e até ser usada como arma pelos inimigos do país.

    A nova versão da cláusula afirma que "o Estado vê o desenvolvimento de comunidades judaicas como de interesse nacional e tomará medidas para encorajar, avançar e implementar esse interesse".(DW)

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  • Com mais de 200 mortos devido às chuvas, Japão revê protocolos de risco

    As chuvas torrenciais, seguidas de inundações e deslizamentos de terra, que atingiram na semana passada a região oeste do Japão deixaram pelo menos 201 mortos, segundo um novo balanço oficial anunciado nesta quinta-feira (12). As equipes de resgate vasculham os escombros das casas em busca de 60 desaparecidos.

    O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, coordena os esforços para melhorar o atendimento às vítimas, mas crescem as críticas sobre o gerenciamento desta que é a mais grave catástrofe meteorológica no Japão desde 1982.

    Bairros inteiros foram soterrados pelos deslizamentos de terra. A prefeitura de Okayama, uma das cidades mais afetadas ao lado de Hiroshima, acredita que as 72 horas críticas já passaram. "Mas vamos continuar com as buscas, esperando resgatar sobreviventes", declarou Mutsunari Imawaka, um funcionário da prefeitura de Okayama.

    Governo promete revisar seus protocolos

    Um grande número de moradores não conseguiu abandonar suas casas a tempo. Diante da extensão da catástrofe, eles questionam os métodos de avaliação de risco, reconheceu o governo, muito criticado pela oposição pela forma como administrou 

    a crise. As autoridades são acusadas de terem reagido com lentidão. A célula de crise nacional, liderada pelo primeiro-ministro, só foi acionada no domingo (8), mas no sábado (7) à noite o balanço já era de 30 mortos.

    Quase 70% do território japonês é formado por montanhas e colinas. Muitas casas estão construídas em encostas íngremes ou em planícies suscetíveis a inundações, ou seja, em zonas de risco. Além disso, muitas casas japonesas são de madeira, especialmente as construções mais tradicionais nas zonas rurais.

    Mas os especialistas também apontam para o sistema de alerta japonês, que confia a funcionários locais sem experiência em gestão de catástrofes a decisão de emitir ou não as ordens de retirada, que não são obrigatórias. A consequência é que os próprios moradores decidem se deixam suas casas ou ficam, em situações nas quais muitas vezes não possuem informações suficientes para tomar a melhor decisão.

    Abe visita vítimas

    O primeiro-ministro japonês cancelou um giro que faria nesta semana a quatro países e visitou na quarta-feira (11) a província de Okayama. O premiê não fez declarações à imprensa, mas se reuniu com alguns moradores afetados pela catástrofe. Milhares de japoneses estão em refúgios públicos e outros seguiram para as casas de parentes. Nesta sexta-feira (13), ele deve inspecionar outras áreas afetadas pelas inundações e deslizamentos de terra.

    Os japoneses são unânimes em julgar a situação atual como algo fora do comum. No bairro de Mabi, em Kurashiki, no município de Okayama, o nível da água chegou a 4,8 metros, segundo a Autoridade de Informação Geoespacial do Japão. O serviço de meteorologia constatou um índice recorde de pluviometria em 72 horas, em 118 pontos de observação monitorados em 15 municípios.(RFI )

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  • Parte do time tirado de caverna tem infecção, mas quadro não preocupa

    Os quatro primeiros meninos a serem resgatados da caverna na Tailândia, no domingo (8), já estão comendo normalmente e andando, disseram autoridades nesta quarta-feira (11).

    Já os quatro garotos salvos na segunda (9) ingerem alimentos pastosos. Três deles e o treinador têm infecção nos pulmões e tomarão remédios por sete dias, disse Thongchai Lertwilairatanapon, inspetor de saúde do governo.

    Eles terão que ficar no hospital por até dez dias e, depois, permanecer em repouso em casa por ao menos um mês. Os pais dos oito primeiros resgatados puderam vê-los, mas tiveram que usar roupas especiais e mantiveram distância de dois metros para não transmitir infecções.

    Os meninos perderam em média 2 kg no período em que ficaram na caverna –de 18 dias, para os últimos a sair. Nos dez antes de serem achados, tomavam água que pingava da parede. "Sem receber comida, podemos sobreviver por alguns meses, mas o que é preciso é água, que a caverna tem", disse Thongchai.

    O resgate terminou nesta terça (10). Os SEALs da Marinha da Tailândia divulgaram na quarta (11) um vídeo com um compilado de cenas do difícil resgate.

    Os 12 meninos, com idade entre 11 e 16 anos, e o treinador estavam explorando as cavernas de Tham Luang Nang Non em 23 de junho e ficaram presos quando o local alagou devido a chuvas. Eles estavam presos a cerca de 4 km da entrada da caverna e a 800 metros de profundidade.

    Para sair, cada um deles fez o trajeto usando tanques de oxigênio e foi acompanhado por dois mergulhadores durante o percurso, que incluiu passagens escuras e apertadas, cheias de água barrenta.

    Com o fim do resgate, a caverna deve ser fechada para ter a segurança reforçada e depois será reaberta ao turismo. Com informações da Folhapress.

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  • Mais três crianças são resgatadas de caverna na Tailândia nesta terça

    Mais três crianças que estavam presas dentro de uma caverna na Tailândia foram resgatadas na manhã desta terça-feira. Até agora, onze crianças, de um total de 12 que estavam presas, já deixaram a caverna de Tham Luang, no norte do país. Além da última criança restante, também falta ser resgatado o técnico de futebol que acompanhava o grupo.

    Os trabalhos foram retomados às 10h08 da manhã do horário local com uma equipe de 19 mergulhadores. “Espero que os quatro garotos, o técnico, o médico e os três SEALs [mergulhadores] da Marinha Tailandesa saiam hoje”, disse o comandante da missão Narongsak Osotthanakorn.

    O terceiro dia de resgates começou com chuvas na região de Mae Sai, o que renovou as preocupações com as condições de resgate. Segundo a CNN, especialistas próximos à operação expressaram preocupação com o aumento do nível da água, o que poderia aumentar o risco para os mergulhadores e aumentar o tempo de resgate.

    Apesar das preocupações, uma parte significativa do trajeto para sair da caverna permite caminhar. O comandante da missão, Narongsak Osotthanakorn afirmou que a operação é uma corrida contra o tempo e contra a água. 

    Entenda o caso

    Após uma forte tempestade, doze garotos, entre 11 e 16 anos, membros de um time de futebol tailandês ficaram presos na caverna de Tham Luang junto com seu treinador, de 25 anos, em 23 de junho. No dia 2 de julho, nove dias depois do desaparecimento dos jovens, mergulhadores britânicos os localizaram e, desde então, trabalham em forte operação de resgate.

    De acordo com autoridades locais, três opções de salvamento foram cogitadas: mergulhar, tentar o resgate através de túnel perfurado na rocha — mais de 100 locais foram perfurados sem sucesso — ou esperar a água baixar o suficiente para que a travessia fosse realizada andando. A primeira opção foi considerada a mais segura, avaliando as condições de saúde, os recursos disponíveis e o tempo necessário.

    Ao todo, noventa mergulhadores foram mobilizados para realizar o resgate, quarenta deles tailandeses e os outros cinquenta de países como Austrália, Reino Unido e China. Além deles, 36 militares americanos do Comando do Pacífico foram acionados para ajudar na operação, que foi considerada um dos resgates mais complicados que os melhores mergulhadores de cavernas do mundo já viram. A temporada de monções no sul da Ásia, que provoca chuvas extremamente fortes e persistentes, e o fato de que o percurso deveria ser feito completamente no escuro com crianças inexperientes são fatores que dificultam ainda mais o trajeto, que já é perigoso até para profissionais. Na sexta-feira, 6,um ex-mergulhador da Marinha tailandesa morreu enquanto espalhava tanques de oxigênio por uma possível rota de escape.

    Os socorristas estão em uma corrida contra o tempo para resgatar as crianças e seu técnico. Há previsão de retorno das fortes chuvas de monções nos próximos dias. Quando isso acontecer, a caverna será efetivamente fechada até outubro.

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  • Corrida contra o tempo na Tailândia para resgatar meninos presos em caverna

    As equipes de emergência examinavam nesta quinta-feira as opções para resgatar os 12 meninos e seu treinador de futebol que estão presos há 12 dias em uma caverna inundada na Tailândia, diante do risco de aumento do nível da água, com a previsão do retorno da chuva.

    "Nossa maior preocupação é a meteorologia. Estamos em uma corrida contra o tempo, agora estamos em uma corrida contra a água", declarou Narongsak Osotthakorn, governador da província de Chiang Rai e que também comanda a célula de crise. 

    Os socorristas tentam reduzir o nível da água de forma suficiente para que as crianças não precisem mergulhar ou que tenham que mergulhar por pouco tempo.

    "Esta manhã preparamos os 13 equipamentos de mergulho para poder fazer o resgate de maneira urgente", disse Osotthakorn.

    Mas o governador recordou que um mergulhador experiente precisa de 11 horas para ir e voltar do local onde estão as crianças: seis horas na ida e cinco horas na volta, aproveitando a corrente.

    A volta da chuva, prevista para sexta-feira, na temporada de monções, poderia precipitar a operação de resgate, pois existe o risco de que as tempestades inundem a caverna.

    "Escutei que vai chover de novo. Estou muito preocupada"< afirmou à AFP Sunida Wongsukchan, parente de um dos meninos presos na caverna.

    Na área reservada às famílias, a inquietação é cada vez maior.

    As chuvas torrenciais bloquearam os jovens na caverna no dia 23 de junho, depois que o grupo decidiu, por um motivo que ainda não está claro, entrar no local após o treinamento de futebol com seu técnico, que tem 25 anos.

    Os parentes dos meninos citaram uma possível festa de aniversário para um dos jovens, que completou 16 anos no dia 23.

    Tempo calculado

    "Calculamos o tempo que nos resta, em horas e em dia, no caso de chuva e de que água invada a caverna", explicou Osotthakorn.

    O trajeto de retorno tem vários quilômetros e inclui áreas estreitas.

    Alguns trechos terão que ser percorridos debaixo d'água e por este motivo os socorristas estão treinando os jovens para que aprendam a mergulhar.

    Na quinta-feira as autoridades não divulgaram vídeos dos meninos. As imagens do momento em que os mergulhadores britânicos encontraram os jovens, com idades entre 11 e 16 anos, na segunda-feira deram a volta ao mundo: eles aparecem magros, reunidos sobre uma rocha.

    Desde então a situação do grupo melhorou, pois as equipes de emergência estabeleceram um rodízio para ficar ao lado do grupo, que recebe alimentação e aulas sobre como utilizar o equipamento de mergulho.

    Até o momento fracassaram as tentativas para instalar uma linha telefônica que permitira o contato dos meninos com os pais.

    Uma nova tentativa de instalação será feita nesta quinta-feira.

    "Nossa principal missão é bombear a água", afirmou o governador, antes de indicar que continua sendo examinada a possibilidade de cavar um túnel vertical.

    "Estudamos cada metro quadrado para ver se um dos poços leva à caverna", disse.

    "Muita força", disse Mario Sepúlveda - um dos 33 mineiros chilenos que ficaram 69 dias sob a terra - aos 12 meninos e seu técnico de futebol.

    Sepúlveda revelou que está disposto a viajar à Tailândia para contribuir com sua experiência aos esforços de resgate, em entrevista à AFP.

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