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  • Em meio a protestos, Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia

    O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou hoje (10), em um pronunciamento transmitido a partir da cidade de Cochabamba, sua renúncia ao cargo, em meio à escalada dos protestos que se seguiram à eleição de 20 de outubro no país.

    Ao lado de Morales, o vice-presidente Alvaro García Linera também anunciou que deixa seu posto. Posteriormente, o ex-presidente boliviano falou sobre o assunto em suas redes sociais.

     

    “Queremos preservar a vida dos bolivianos”, disse Morales no pronunciamento. Ele disse que decidiu deixar o cargo “para que não continuem maltratando parentes de líderes sindicais, prejudicando a gente mais humilde. Estou renunciando e lamento muito esse golpe”.

    Imagens de TV mostraram oposicionistas comemorando nas ruas de La Paz. A pressão sobre Morales aumentou depois que o comandante das Forças Armadas bolivianas, William Kaiman, sugeriu, na tarde deste domingo, que Morales renunciasse para permitir a “pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”.

    Mais cedo, Morales havia anunciado a realização de novas eleições e a substituição dos integrantes do Tribunal Superior Eleitoral boliviano, mas não conseguiu melhorar os ânimos dos adversários. Na ocasião, ele disse que sua “principal missão é proteger a vida, preservar a paz, a justiça social e a unidade de toda a comunidade boliviana”.

    O anúncio da nova eleição foi feito depois de a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter divulgado um informe sobre uma auditoria do processo eleitoral, em que o órgão recomendou a realização de um novo pleito.

    Antes da renúncia de Morales, a imprensa boliviana noticiou a realização neste domingo de diversos ataques a residências, incluindo casas de familiares de Morales, e a prédios públicos. No Twitter, o ainda presidente havia denunciado que “fascistas” tinham incendiado a casa dos governadores de Chuquisaca y Oruro, e também de sua irmã, Esther Morales, em Oruro. Emissoras de rádio e TV estatais, como a Bolívia TV, foram alvo de protestos.

    Depois que manifestantes atacaram a sua casa, o presidente da Câmara dos Deputados, Víctor Borda, também renunciou ao cargo neste domingo.

    “Queremos preservar a vida dos bolivianos”, disse Morales no pronunciamento. Ele disse que decidiu deixar o cargo “para que não continuem maltratando parentes de líderes sindicais, prejudicando a gente mais humilde. Estou renunciando e lamento muito esse golpe”.

    Imagens de TV mostraram oposicionistas comemorando nas ruas de La Paz. A pressão sobre Morales aumentou depois que o comandante das Forças Armadas bolivianas, William Kaiman, sugeriu, na tarde deste domingo, que Morales renunciasse para permitir a “pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”.

    Mais cedo, Morales havia anunciado a realização de novas eleições e a substituição dos integrantes do Tribunal Superior Eleitoral boliviano, mas não conseguiu melhorar os ânimos dos adversários. Na ocasião, ele disse que sua “principal missão é proteger a vida, preservar a paz, a justiça social e a unidade de toda a comunidade boliviana”.

    O anúncio da nova eleição foi feito depois de a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter divulgado um informe sobre uma auditoria do processo eleitoral, em que o órgão recomendou a realização de um novo pleito.

    Antes da renúncia de Morales, a imprensa boliviana noticiou a realização neste domingo de diversos ataques a residências, incluindo casas de familiares de Morales, e a prédios públicos. No Twitter, o ainda presidente havia denunciado que “fascistas” tinham incendiado a casa dos governadores de Chuquisaca y Oruro, e também de sua irmã, Esther Morales, em Oruro. Emissoras de rádio e TV estatais, como a Bolívia TV, foram alvo de protestos.

    Depois que manifestantes atacaram a sua casa, o presidente da Câmara dos Deputados, Víctor Borda, também renunciou ao cargo neste domingo.Eleição polêmica

    As eleições presidenciais bolivianas ocorreram em 20 de outubro. Morales obteve 47,07% dos votos, enquanto seu principal concorrente, Carlos Mesa, alcançou a 36,51%. Pelas regras eleitorais bolivianas, Morales foi declarado eleito, por ter obtido mais de 10% de votos além de Mesa.

    A apuração dos votos, no entanto, foi acompanhada por polêmica, com acusações de ambos os lados. Uma missão de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou problemas como a falta de segurança no armazenamento das urnas e a suspensão da apuração.

    Diante da polêmica, Morales e líderes oposicionistas sugeriram que a Organização dos Estados Americanos (OEA) auditasse o resultado das eleições – e Morales convidou países como Colômbia, Argentina, Brasil e Estados Unidos a participarem do processo. Desde então, os protestos populares se acirraram, com oposicionistas chegando a estabelecer um prazo para que Morales deixasse o cargo.

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  • Navio que transportava petróleo explode na Coreia do Sul

    Um navio cargueiro, ancorado em um porto na Coreia do Sul, explodiu ontem (28). Uma embarcação nas proximidades também pegou fogo. A polícia diz que todas as 46 pessoas a bordo das duas embarcações foram resgatadas.

    Segundo a polícia e a agência de notícias da Coreia do Sul, Yonhap, o navio, transportando 25 mil toneladas de derivados de petróleo, estava ancorado em um porto na cidade de Ulsan, no sul do país, quando houve explosão. Uma foto tirada no local mostra a chama e a fumaça negra saindo da embarcação.A polícia afirma que duas pessoas ficaram feridas, mas não estariam correndo risco de vida.(AgênciaBrasil)



  • Aos 86 anos, morre ex-presidente francês Jacques Chirac

    Aos 86 anos, morreu nesta quinta-feira (26) o ex-presidente francês Jacques Chirac, segundo o G1. Ele foi prefeito de Paris e governou o país entre 1995 e 2007.

    O anúncio da morte foi feita pelo genro de Chirac, Frédéric Salat-Baroux, marido de Claude Chirac. "Ele morreu cercado por entes queridos. Pacificamente", declarou. Após o anúncio da morte, a Assembleia Nacional fez um minuto de silêncio.



  • Greve Global pelo Clima deve levar milhões às ruas hoje, 20

    Foto: Reprodução

    Começou nesta sexta-feira (20), uma greve global pelo clima em mais de 130 países. O objetivo é exigir ações concretas contra as mudanças climáticas. “Estamos lutando por nós, pelos nossos amigos, pela nossa família e pelo rapaz que mora na nossa rua. Lutamos porque é essa a nossa obrigação”, explica Katie Eder, a ativista de 19 anos responsável por três organizações dedicadas ao meio ambiente e ao impacto social.

    Entre os vários cartazes dos milhares de participantes, frases como “a temperatura está aumentando”, “este é o nosso futuro”, “salvem a Terra, amem a vida” lideraram o protesto.







  • Procuradores dos EUA abrem investigação antitruste contra o Google

    Procuradores-gerais de 48 estados e dois territórios dos Estados Unidos anunciaram hoje (9) uma investigação antitruste contra o Google no país. O conglomerado (que desde 2015 mudou de nome para Alphabet) havia sofrido multas de órgãos reguladores no país antes, mas a iniciativa divulgada nesta segunda-feira marca uma ofensiva importante contra uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.

    O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, líder da iniciativa, destacou o poder de mercado do grupo nos mercados online e como isso afeta o caráter aberto e inovador da web. “Consumidores acreditam que a internet é livre, mas não é. Essa é uma companhia que domina todos os aspectos de publicidade e busca. O lado do comprador, do consumidor e até mesmo o segmento de vídeo com o Youtube”, disse.

    O procurador-geral do Distrito de Columbia, Karl Racine, caracterizou a apuração como um esforço para avaliar os impactos do poder de mercado do Google e saber se há “condições mínimas na indústria de tecnologia online”. Ele citou como exemplo o fato dos resultados de busca de maior visibilidade em geral estarem associados a negócios do próprio Google (como vídeos do Youtube e informações sobre produtos do Google Shopping).

    “O Google comanda uma grande parcela do mercado de publicidade online e nós devemos garantir que todos são tratados de maneira justa”, disse Racine, em uma referência a eventuais práticas anticoncorrenciais do grupo. Racine ressaltou que a investigação busca proteger não somente o usuário dos serviços do conglomerado, mas também os pequenos negócios que podem estar sofrendo os efeitos de um poder monopolista.

    Consumidores

    A procuradora-geral do Arkansas, Leslie Rutledge, disse que seu foco é proteger os consumidores dos Estados Unidos. “Quando minha filha está doente e procuro online, quero o melhor auxílio, não a clínica que pode gastar mais em publicidade. A maioria dos EUA pensa que é gratuito pesquisar algo, mas vem com um custo”, disse.

    O procurador-geral da Dakota do Sul, Jason Ravnsborg, disse que o desejo é assegurar condições justas de competição. Segundo o procurador-geral de Utah, Sean Reyes, o fato de tantos procuradores se juntarem no esforço sinaliza a capilaridade das atividades do conglomerado e a continuidade das denúncias contra ele. “Embora democratas e republicanos sejam de partidos diferentes, temos um laço comum na proteção dos cidadãos dos nossos estados”, disse a procuradora-geral da Flórida, Ashley Moody.

    Domínio de mercado

    O Alphabet (conglomerado do Google) deixou de ser apenas um mecanismo de busca. Este serviço, pelo qual a maioria dos usuários conhece a empresa, tem uma participação de mercado global de mais de 90%, segundo a consultoria Statcounter. Além disso, controla os principais navegadores (Chrome, com 63% do mercado), sistema operacional para dispositivos móveis (Android, com 76% de mercado), servidor de e-mail (Gmail, sendo utilizado por mais de 1,5 bilhão de pessoas) e plataforma de streaming de vídeo (Youtube, com 2 bilhões de usuários).

    O Alphabet também comercializa serviços para empresas e infraestrutura na nuvem e mantém o que chama de “outras apostas”, uma série de empresas com pesquisas e desenvolvimento tecnológico, que vão do combate ao envelhecimento a carros autônomos, passando por serviços de acesso à internet usando balões ou equipamentos como desktops, smartphones e assistentes virtuais.

    Multa

    Em março deste ano, a União Europeia multou o Google em ‎1,49 bilhão de libras por abuso de poder de mercado. Antes desta, mais duas multas haviam sido aplicadas por violações das regras europeias de competição. 

    Segundo o órgão de concorrência do bloco, o Google fechava contratos com cláusulas que minavam a competição, dificultando a disseminação de anúncios de concorrentes do grupo.(Agência Brasil)
     

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  • Brasil e Chile divulgam declaração para acelerar livre comércio

    O Brasil e o Chile decidiram hoje (5) acelerar as providências para que o acordo de livre comércio entre os dois países, assinado em novembro do ano passado, entre em vigor. Esse foi um dos itens da reunião ocorrida no Palácio do Itamaraty, em Brasília, entre os ministros das Relações Exteriores do Chile, Teodoro Ribera, e do Brasil, Ernesto  Araújo.

    Para que o acordo entre em vigor é necessário que os parlamentos chileno e brasileiro aprovem a medida. Depois da aprovado, o acordo precisa ser ratificado pelos governos dos dois países. De acordo com os ministros, a medida terá regras que facilitem a entrada de empresas brasileiras no mercado chileno de compras públicas, estimadas em US$ 11 bilhões.

    Ao final do encontro, os dois ministros fizeram um comunicado em que enumeraram os pontos acertados. Além da aceleração do acordo de livre comércio, o chanceler Ernesto Araújo disse que os dois países devem intensificar a aproximação entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, pois Venezuela está suspensa temporariamente) e a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Peru). Segundo ele, o que deve facilitar essa aproximação é o fato de que o Brasil no momento ocupa a presidência pro tempore (rotativa) do Mercosul, enquanto o Chile também exerce função semelhante à frente da Aliança do Pacífico.

    Os dois chanceleres afirmaram também que os governos do Brasil e do Chile pretendem construir um corredor rodoviário para integrar a região brasileira do Centro-Oeste e os portos marítimos no norte do Chile. Para que esse projeto seja concluído é necessário construir uma ponte sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho (Mato Grosso do Sul) e Carmelo Peralta, pelo lado paraguaio, para alcançar em seguida o noroeste argentino.

    Ernesto Araújo afirmou que as duas nações concordaram em realizar uma cooperação científica na Antártida, onde os dois países mantêm estruturas para pesquisa. A base brasileira foi seriamente danificada por um incêndio ocorrido em 2012 e será reinaugurada em breve.

    O chanceler brasileiro afirmou também que o desenvolvimento conjunto entre o Brasil e o Chile da cybersegurança faz parte da declaração de compromissos assinada hoje entre os dois países. Ele acrescentou que a questão “extrapola os temas clássicos de segurança” entre as nações.

    Chile

    O chanceler chileno também expressou otimismo sobre o futuro das relações de seu país com o Brasil. Ele disse que Chile e Brasil acertaram a construção de um porto digital para a região, com o objetivo de integrar os sistemas não só entre os países que integram o Cone Sul, como também a Ásia.

    Ele disse que a situação da Venezuela foi também um dos temas do encontro. “A situação na Venezuela afeta a toda a região e por isso reafirmamos a importância do tema para dar uma resposta logo."

    O chanceler chileno também disse que o Brasil aceitou hoje participar intensamente da COP 25, a conferência do clima que será realizada no Chile em dezembro deste ano.

    Amazônia

    Em nome do presidente Jair Bolsonaro, o chanceler brasileiro agradeceu a ajuda que o governo chileno vem dando para o combate a incêndios na floresta amazônica. No momento, 4 aviões chilenos trabalham no combate às chamas.

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  • Protestos em Hong Kong se intensificam com prisão de ativistas

    Os protestos em Hong Kong têm se alastrado e ficado mais violentos, com manifestantes jogando bombas de coquetel molotov e danificando prédios públicos.

    Participantes reuniram-se na região que abriga o Conselho Legislativo do território e outros prédios do governo entre a noite de sábado e a manhã deste domingo (1º). Eles quebraram janelas e atearam fogo em ruas próximas.

    A polícia afirma que manifestantes usando máscaras e camisetas pretas invadiram os escritórios de estações de metrô na região de Kowloon, que é popular entre turistas.

    Segundo as forças policiais, eles teriam danificado máquinas de venda de bilhetes e brigado com passageiros.

    Policiais reprimiram os manifestantes com cacetetes e sprays de pimenta e prenderam pelo menos 40.

    Três estações de metrô ficaram fechadas na manhã de hoje.

    Um representante do governo de Hong Kong informou que 31 pessoas ficaram feridas em confrontos com a polícia.

    A frustração dos manifestantes contra o governo e a polícia se intensificou com a detenção de ativistas e legisladores pró-democracia na última sexta-feira (30).

    Os protestos continuam e manifestantes estavam bloqueando rodovias de acesso ao aeroporto do território.(Agência Brasil)

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  • Papa Francisco fica preso em elevador e bombeiros precisam resgatar

    O papa Francisco ficou preso, neste domingo (1º), em um elevador e teve que ser ajudado por bombeiros para sair. Segundo o G1, o pontífice ficou preso por 25 minutos.

    Por causa da situação, Francisco se atrasou em 10 minutos para o pronunciamento semanal na Praça de São Pedro. Segundo ele, houve um problema de energia elétrica no Vaticano.

    "Tenho que pedir desculpas", disse Francisco, sorridente, ao justificar o atraso no pronunciamento dominical. 



  • Johnson & Johnson é condenada a pagar multa de US$ 572 milhões

    Em decisão histórica nos Estados Unidos (EUA), a multinacional americana Johnson & Johnson foi condenada nessa segunda-feira (26) a pagar US$ 572 milhões por danos ao estado de Oklahoma, devido à crise dos opioides.

    A decisão pode afetar os rumos de quase mais de 2 mil processos apresentados contra fabricantes de opioides em várias regiões do país. O valor, no entanto, ficou abaixo da expectativa de alguns analistas, que imaginavam que a multa pudesse chegar a US$ 2 bilhões.

    O juiz Thad Balkman disse que os promotores demostraram que a J&J promoveu de forma enganosa o uso de analgésicos legais. que são altamente viciantes.

    "Essas ações comprometeram a saúde e a segurança de milhares de pessoas em Oklahoma", disse o juiz.

    Balkman afirmou que o laboratório Janssen, a divisão farmacêutica da J&J, adotou práticas de "propaganda enganosa na promoção de opioides", o que levou a uma crise de dependência desses analgésicos, mortes por overdose e a um aumento das síndromes de abstinência neonatal no estado americano.

    "A crise dos opioides devastou Oklahoma e deve ser contida imediatamente", disse o juiz. Desde 2000, cerca de 6 mil pessoas no estado morreram de overdose de opioides, de acordo com os procuradores do estado.

    Os US$ 572 milhões da multa imposta à empresa deverão ser usados para enfrentar a epidemia nos próximos 30 anos, por meio de programas de tratamento e prevenção.

    A Janssen distribui o adesivo Duragesic (Fentanil) e os comprimidos Nucynta (Tapentadol), que não são os opioides mais populares do país.

    O Oxycontin (Oxicodona), um dos mais populares, pertence ao laboratório Purdue, que fez um acordo de US$ 270 milhões com o estado de Oklahoma, em vez de enfrentar os tribunais.

    Ontem, o novo Relatório Mundial sobre Drogas da Organização das Nações Unidas (ONU), apresentado em Viena, apontou a devastação causada pelos opioides.

    Segundo a organização, a crise de opioides nos Estados Unidos e no Canadá, pelo abuso de analgésicos sintéticos como o Fentanil – 50 vezes mais potente do que a heroína -, voltou a chamar a atenção dos especialistas da ONU. Estima-se que 4% de todos os americanos adultos tenham consumido algum tipo de opioide, pelo menos uma vez, em 2017. Das 70.237 mortes por overdose registradas nos EUA nesse ano, 47.600 foram por causa do uso de opioides, 13% a mais do que em 2016.

    "A overdose de droga na América do Norte realmente alcançou dimensões de epidemia", ressaltou a chefe da Seção de Estatísticas e Pesquisas do UNODC e autora do relatório, a italiana Angela Me, que alertou que existem indícios de um aumento no consumo de Fentanil na Europa.

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  • G7 acorda sobre ajuda à Amazônia

    Chefes de Estado e governo do G7 que participam de sua 45ª conferência de cúpula acordaram sobre o envio de ajuda aos países afetados pelos incêndios na Região Amazônica "o mais rápido possível", declarou neste domingo (25/08) o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron.

    Ele acrescentou que os líderes das maiores potências econômicas avançadas estão se aproximando de um consenso sobre como ajudar a extinguir o fogo e reparar os danos resultantes. Trata-se de encontrar os mecanismos apropriados, tanto técnicos quanto financeiros, acrescentou, e "tudo depende dos países da Amazônia", que compreensivelmente defendem sua soberania.

    "Mas o que está em jogo na Amazônia, para esses países e para a comunidade internacional, em termos de biodiversidade, oxigênio, a luta contra o aquecimento global, é de tal ordem, que esse reflorestamento tem que ser feito", advertiu.

    Embora 60% da Região Amazônica se situe no Brasil, a maior floresta do mundo também se estende por oito outros países: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela, e até mesmo o departamento ultramarino da França, Guiana Francesa.

    Na qualidade de atual presidente do G7, Macron colocara os incêndios amazônicos no topo da agenda da cúpula, após declará-los emergência global. Numa iniciativa controversa, ele também ameaçou não ratificar o acordo de livre-comércio assinado entre a União Europeia e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), devido às "mentiras" do presidente Jair Bolsonaro quanto a seu real comprometimento climático e ambiental.

    Um vídeo gravado pelas câmeras oficiais da cúpula mostrou uma reunião em que líderes europeus discutem justamente a crise na Amazônia. Nas imagens, divulgadas no sábado pela agência Bloomberg, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, aparece afirmando aos colegas que pretende discutir a situação das queimadas diretamente com o presidente Jair Bolsonaro.

    Além de Merkel e Macron, também estavam à mesa o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o premiê italiano, Giuseppe Conte.

    A chefe de governo alemã afirma que ligará para o brasileiro na próxima semana "para que ele não tenha a impressão de que estamos trabalhando contra ele". Johnson diz em seguida que acha isso "importante". Até Macron, que primeiro pergunta de quem eles estão falando, para confirmar se se trata de Bolsonaro, expressa seu apoio à ligação. "Eu vou ligar", confirma Merkel.

    O vídeo não parece ter sido gravado intencionalmente para ir a público. Em certo momento da conversa, uma mão cobre as lentes da câmera, e a imagem é cortada.(Agência Brasil)

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  • Professores protestam em Hong Kong

    Apesar da forte chuva, os professores de Hong Kong se reuniram hoje (17) no centro de negócios da região semiautônoma chinesa, numa marcha pacífica em solidariedade aos manifestantes que ocupam as ruas da cidade há mais de dois meses.

    Organizada pelo Sindicato de Professores Profissionais de Hong Kong, os manifestantes marcharam até à residência da chefe do executivo local Carrie Lam. Lá, eles gritaram: "A polícia de Hong Kong conhece a lei e viola a lei."

    A manifestação foi autorizada pela polícia. Muitos dos professores levaram cartazes com os dizeres: "Protejam a próxima geração".

    De acordo com o sindicato, os professores concordam com as cinco reivindicações dos manifestantes: retirada definitiva da lei da extradição, a libertação dos manifestantes detidos, que as ações dos protestos não sejam identificadas como motins, realização de inquérito independente à violência policial e a demissão da chefe do executivo Carrie Lam.

    Para amanhã (18) está programada uma grande manifestação que a polícia autorizou, mas proibiu a marcha de protesto, disse um porta-voz de um dos movimentos que organiza a iniciativa.

    Há mais de dois meses Hong Kong é palco de protestos maciços, marcados por violentos confrontos entre manifestantes e a polícia, que tem usado balas de borracha, spray de pimenta e gás lacrimogêneo.

    Mais recentemente, o aeroporto de Hong Kong foi palco de manifestações, com as autoridades sendo obrigadas a cancelar centenas de voos no início desta semana, naquela que é uma das infraestruturas aeroportuárias mais movimentadas do mundo.

    Nesta semana, o governo chinês enviou tanques para a cidade de Shenzhen, na fronteira com Hong Kong, onde realizaram exercícios militares.

    No contexto do exercício, a mídia estatal chinesa aludiu à existência de "uma clara advertência aos desordeiros em Hong Kong". Além disso, foi observado que as tarefas das tropas incluem intervenções em tumultos civis e ataques terroristas.

    A transferência de Hong Kong e Macau para a República Popular da China, em 1997 e 1999, respetivamente, decorreu sob o princípio "um país, dois sistemas."

    Para as duas regiões administrativas especiais chinesas foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, em nível executivo, legislativo e judiciário, sendo o governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.

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  • Ativistas do clima jogam tinta vermelha em embaixada do Brasil em Londres

    Ativistas do clima jogaram tinta vermelha na embaixada brasileira em Londres nesta terça-feira para protestar contra os danos à floresta amazônica e ao que chamaram de violência contra os povos indígenas que lá vivem.

    Dois ativistas do Extinction Rebellion subiram em uma superfície de vidro na entrada da embaixada, e outros dois se colaram às janelas.

    Marcas e mãos de tinta vermelha podiam ser vistos por toda a fachada, assim como slogans que diziam “Sangue indígena: nenhuma gota a mais” e “Pela floresta”.

    O Extinction Rebellion, que tumultuou a região central de Londres por diversas semanas neste ano, disse que o protesto visava desafiar o governo brasileiro por causa de “abusos de direitos humanos sancionados pelo Estado e ecocídio”.

    O grupo acrescentou que o protesto foi organizado para coincidir com uma marcha de mulheres indígenas em Brasília nesta terça-feira e que ações semelhantes estavam ocorrendo nas embaixadas do Brasil no Chile, em Portugal, na França, na Suíça e na Espanha.

    A embaixada brasileira em Londres não pôde ser contactada de imediato para comentar.(Reuters) 

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  • Aeroporto de Hong Kong tem 4º dia de protestos e voos são cancelados

    Todos os voos do Aeroporto Internacional de Hong Kong foram cancelados nesta segunda-feira (12). É o quarto dia que milhares de manifestantes ocupam o aeroporto da região administrativa chinesa. O trânsito de ida e volta para o aeroporto também foi severamente afetado, diz a Reuters.

    Vestindo preto, as pessoas, em sua maioria jovens, gritavam slogans como "Não há desordeiros, apenas tirania!" e "Libertem Hong Kong!". Também abordavam viajantes, de forma pacífica, com panfletos descrevendo suas demandas e explicando a agitação. O objetivo da ação é sensibilizar visitantes estrangeiros sobre os motivos das manifestações.

    Os protestos na cidade começaram há dois meses, contra um projeto de lei que previa a extradição para a China continental, que foi suspenso. (Veja mais ao final da reportagem). Desde então, os manifestantes passaram a pedir a renúncia de Carrie Lam, que governa Hong Kong.

     

    Manifestante segura uma bandeira com caracteres chineses que dizem "LIbertem Hong Kong, a revolução de nossos tempos" em uma manifestação no aeroporto da cidade nesta segunda-feira (12). — Foto: Tyrone Siu/Reuters

    Os manifestantes dizem que estão lutando contra a erosão do arranjo "um país, dois sistemas" - que confere certa autonomia a Hong Kong desde que a China retomou o território do Reino Unido em 1997.

    Eles exigem a renúncia da líder da cidade, Carrie Lam, e uma investigação independente sobre as formas com que as autoridades lidaram com os protestos. O governo classifica as manifestações como ilegais e perigosas, e destaca o impacto que tiveram sobre a economia já falida e o cotidiano dos moradores.

    No fim de semana, quando os manifestantes fizeram barricadas pela cidade, a polícia utilizou gás lacrimogêneo, pela primeira vez, nas estações de trem subterrâneas lotadas, e disparou tiros de saco de feijão a curta distância.

    Dezenas de manifestantes foram presos, alguns depois de serem espancados com bastões pela polícia.

    Gás lacrimogêneo foi disparado contra a multidão vestida de preto em distritos na ilha de Hong Kong, em Kowloon e nos Novos Territórios. Uma jovem profissional de saúde foi hospitalizada depois de ser baleada no olho direito, provocando um protesto de colegas.

    Desde o início dos protestos, mais de 600 pessoas foram presas.

    Projeto de lei previa a extradição para a China

    Os protestos começaram depois que o governo local apresentou um projeto de lei – atualmente suspenso – que permitiria a extradição de cidadãos de Hong Kong para a China continental.

    O governo recuou do projeto, mas os manifestantes ampliaram a pauta de reivindicações com o objetivo de barrar a influência de Pequim no território, que eles consideram crescente, e de impedir a redução das liberdades dos cidadãos que vivem em Hong Kong.

    Os manifestantes, que não têm um líder, utilizam as redes sociais para coordenar os protestos e, até agora, conseguiram poucas concessões do poder político. A maioria dos atos é pacífico, mas com frequência terminam em confrontos com as forças de segurança.

     

    Pequim ameaça endurecer repressão

     

    A China, que apoia o governo local, tem endurecido o tom com os manifestantes nas últimas semanas. Os protestos foram descritos por Pequim como um plano violento, orquestrado por fundos estrangeiros para desestabilizar o governo central.

    As autoridades chinesas advertiram os manifestantes de Hong Kong para que não subestimem "a firme determinação e a imensa força do governo central da China" e "não brinquem com fogo", em uma clara ameaça de intervenção direta na repressão das manifestações.(G1)

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  • ONU alerta para outra dieta alimentar no mundo

    Em 2019 a crise climática alcançou tal dimensão e rapidez que o ano encadeia recordes de temperaturas mês após mês, enquanto se sucedem ondas de calor e secas — que já não basta se fixar em apenas um setor para tentar manter o aquecimento dentro de limites manejáveis. Não será suficiente, por exemplo, que o setor energético reduza suas emissões de gases do efeito estufa, que segundo a maioria dos cientistas estão por trás da mudança climática. São necessárias mudanças profundas em outras áreas, como a da produção global de alimentos e a gestão dos solos. E também nos hábitos alimentares.

    O IPCC observa que “dietas equilibradas”, baseadas em alimentos de origem vegetal, como cereais secundários, grãos, frutas e verduras, são benéficas para a luta contra a mudança climática. Incluem-se também alimentos de origem animal, mas produzidos de maneira sustentável, com baixas emissões. “Algumas opções dietéticas exigem mais terra e água”, disse Debra Roberts, uma das cientistas que coordenaram o estudo, “e provocam mais emissões de gases”.



  • Greve geral e protestos em Hong Kong provocam o caos nos transportes públicos; governo promete reação

    Uma greve geral e protestos em sete distritos de Hong Kong provocaram o caos nos transportes públicos e nos voos internacionais nesta segunda-feira (5). O governo local, acusado pelos manifestantes de ser pró-Pequim, classificou a situação como "muito perigosa" e deixou evidente a disposição de endurecer a repressão.

    Manifestantes ocuparam estações de metrô e mais de cem voos foram cancelados no aeroporto internacional de Hong Kong - um dos mais movimentados do mundo. Em várias partes da cidade, o tráfego de veículos foi bloqueado, o que provocou engarrafamentos.

    A polícia já usou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes concentrados em cinco dos sete distritos onde acontecem protestos nesta segunda, de acordo com a CNN.

    A chefe de governo local, Carrie Lam, afirmou que a atitude intransigente dos "jovens radicais" promovem uma "situação muito perigosa".

     

    "Eu diria que [os manifestantes] estão tentando derrubar Hong Kong, destruir por completo a vida de mais de sete milhões de pessoas", declarou Lam.

    "Ações tão grandes em nome de certas demandas (...) minam seriamente a lei e a ordem de Hong Kong. E estão levando nossa cidade, uma cidade que todos amamos, à beira de uma situação muito perigosa", completou.

     

    Lam disse que "o governo será enérgico na manutenção da lei e da ordem em Hong Kong para restaurar a confiança".

    Série de protestos

     

    Em virtude do princípio "Um país, dois sistemas" pelo qual o Reino Unido cedeu Hong Kong à China, a cidade goza de liberdades desconhecidas no restante do país, ao menos até 2047. Mas cada vez mais os moradores de Hong Kong temem que Pequim viole esse acordo.

    Os protestos começaram em 9 de junho depois que o governo local apresentou um projeto de lei - atualmente suspenso - que permitiria a extradição de detentos à China continental.

    A greve convocada para esta segunda-feira tinha como objetivo mostrar ao governo da China que o movimento ainda tem apoio popular. Segundo a CNN,2,3 mil trabalhadores da aviação aderiram à paralisação.

    Os manifestantes, que não têm um líder, utilizam as redes sociais para coordenar os protestos e, até agora, conseguiram poucas concessões do poder político.

    Embora o governo tenha recuado no projeto, os manifestantes ampliaram a pauta de reivindicações com o objetivo de barrar o que consideram a crescente influência de Pequim e de impedir a redução das liberdades dos cidadãos que vivem em Hong Kong.

    A maioria das manifestações é pacífica, mas com frequência terminam em confrontos com as forças de segurança. No dia em que houve a celebração oficial do 22º aniversário do retorno do território ao domínio da China, manifestantes invadiram o Parlamento local.

    Desde o início dos protestos, a polícia de Hong Kong prendeu 420 pessoas acusadas de manifestações ilegais, posse de armas, agressão a policiais e obstrução das operações do serviço de segurança.

    Os protestos foram descritos por Pequim como um plano violento, orquestrado por fundos estrangeiros para desestabilizar o governo central. Na semana passada, o exército chinês divulgou um vídeo que mostra o uso de tanque, cassetetes, gases e jatos de água contra manifestantes - em uma clara ameaça contra os manifestantes de Hong Kong.(G1)

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