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  • Astronautas de EUA, Canadá e Rússia voltam à Terra após 6 meses na ISS

    A astronauta da Nasa Anne McClain, o veterano cosmonauta Oleg Kononenko, da Roscosmos, e David Saint-Jacques, da Agência Espacial Canadense, pousaram nesta terça-feira (25) nas estepes do Cazaquistão, ao final de uma missão de seis meses na ISS.

    Os três tocaram a terra às 2h47 GMT (23h47 em Brasília), concluindo a primeira viagem à Estação Espacial Internacional (ISS) após um lançamento fracassado em outubro, que gerou dúvidas sobre o programa espacial russo.

    O canal de televisão russo "Rossiya 24" transmitiu imagens ao vivo da aterrissagem.

    Minutos depois, as equipes de resgate começaram a retirar a tripulação da Soyuz da cápsula de descida.

    Durante a sua missão, os integrantes da 59ª expedição à ISS orbitaram o planeta num total de 3.264 vezes, cobrindo uma distância de quase 140 milhões de quilômetros. Eles participaram de cinco caminhadas espaciais, duas do programa russo e três do programa americano.

    Três membros da tripulação permanecem na plataforma orbital: o russo Aleksey Ovchinin e os americanos Christina Koch e Nick Hague.

    Eles se juntarão, se não houver mudanças de última hora, ao cosmonauta russo Alexandr Skvortsov, o astronauta italiano Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia, e o americano Andrew Morgan, que voarão para a ISS na Soyuz MS-13, cujo lançamento está previsto para o próximo dia 20 de julho.(G1)



  • Ex-presidente da Uefa, Platini é preso por suspeita de corrupção

    Ex-presidente da Uefa, Michel Platini foi preso, nesta terça-feira (16), para depor por suspeitas de corrupção envolvendo a Copa de 2022. O ex-jogador francês foi detido em Nanterre, subúrbio de Paris.

    De acordo com o Globoesporte, Platini era um dos investigados em operação que averigua possíveis irregularidades na escolha do Catar como sede do próximo Mundial da Fifa.Platini foi presidente da Uefa de 2007 a 2015, quando foi banido do futebol por oito anos após ser considerado culpado de receber pagamentos indevidos do ex-presidente da Fifa, Sebastian Blatter.

    Após recurso na Corte Arbitral do Esporte (CAS), apena foi reduzida duas vezes até ser definida em quatro anos. Ela se encerrara em outubro deste ano.



  • Rússia e China se unem contra guerra comercial dos EUA

    Vladimir Putin recebe Xi Jinping em Moscou. Principais aliados de Maduro, presidentes mostram ainda unidade em relação à Venezuela e defende diálogo para solucionar crise política no país sul-americano.

    Os presidentes da Rússia e China, Vladimir Putin e Xi Jinping, lançaram nesta quarta-feira (05/06) uma contraofensiva em resposta à guerra comercial entre os Estados Unidos e o país asiático. A reunião dos líderes em Moscou busca fortalecer a cooperação entre os países, que assinaram na ocasião diversos acordos comerciais.

    "Nos propomos a resistir à imposição de restrições infundadas ao acesso aos mercados de produtos de tecnologias da informação com a desculpa de garantia de segurança nacional, assim como à exportação de produtos de alta tecnologia", diz uma declaração assinado pelos dois presidentes no Kremlin, na qual Moscou e Pequim se comprometem em ampliar a cooperação estratégica e desenvolver novas parceiras.

    O documento também ressalta os planos de "se opor à ditadura política e à chantagem na cooperação comercial e econômica internacional, e condenar a aspiração de alguns países de se acharem no direito de decidir os parâmetros de cooperação entre outros países".

    Acusados de promoverem censura nas redes, Putin e Xi também prometeram "garantir o funcionamento pacífico e seguro da internet sobre a base da participação em igualdade de condições de todos os países em tal processo".

    Putin e Xi ressaltaram que "nos últimos anos" as relações entre Rússia e China atingiram níveis "sem precedentes" na história e citaram como exemplo as trocas comerciais, que já superaram a barreira dos 108 bilhões de dólares.

    A China é um dos principais alvos dos Estados Unidos numa guerra comercial. Recentemente, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou sobretaxar praticamente quase todos os bens chineses 

    importados pelos EUA. Em resposta, Pequim alertou sobre a possível falta de terras raras, matéria-prima sem a qual não há indústria de alta tecnologia, smartphones, nem automóveis. Os americanos importam da China 80% das terras raras que utilizam.

    Em Moscou, Putin e Xi também mostraram unidade em relação à Venezuela. Os presidentes pediram diálogo político para resolver a crise no país sul-americano e rejeitaram uma possível intervenção militar contra o governo de Nicolás Maduro.

    "Seguimos atentamente o desenvolvimento dos eventos na Venezuela e chamamos todas as partes a cumprir a Carta da ONU, assim como as normas do direito internacional e as relações entre os Estados", disseram em nota conjunta.

    Na entrevista coletiva após a reunião, Putin afirmou que ambos os países "se pronunciam a favor da estabilização da situação na Venezuela".

    A Rússia e a China, que têm grandes interesses econômicos na Venezuela, são os dois aliados principais de Maduro e o apoiaram desde o começo da crise no país, depois que Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino em janeiro e foi reconhecido por mais de 50 países. Desde então Moscou se pronunciou em repetidas ocasiões em defesa do diálogo e tem se oferecido para mediar o conflito.

    Putin e Xi também enfatizaram a necessidade de preservar o acordo nuclear com o Irã, e prometeram 

    contribuir para o avanço das conversações sobre a desnuclearização da Coreia do Norte. 

    Aproveitando o encontro, as principais empresas russas e chinesas assinaram vários acordos de cooperação. A economia russa tem sido duramente atingida pelas sanções europeias e americanas desde 2014, após Moscou ter anexado a Crimeia, aumentando a tensão no conflito na Ucrânia.

    Xi foi recebido em Moscou com honras militares e, ao lado de Putin, inaugurou uma fábrica de automóveis chinesa no sul de Moscou. Da capital russa, o presidente chinês parte para São Petersburgo, onde participará de um fórum econômico na quinta e sexta-feira. (DW)

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  • Clima gera prejuízo de US$ 1 trilhão a grandes empresas

    Relatório mostra como grandes corporações como Nestlé, Unilever, Apple e Microsoft podem perder com as mudanças climáticas e deveriam fazer mais para reduzir emissões de CO2.

    Mais de 200 das maiores empresas do mundo deverão perder um total de 1 trilhão de dólares por causa das mudanças climáticas, grande parte disso apenas nos próximos cinco anos, aponta um relatório divulgado nesta terça-feira (04/06).

    O estudo realizado pela ONG CDP sugere que muitas empresas ainda subestimam os perigos relacionados ao fenômeno, enquanto os cientistas alertam que o clima da Terra se encaminha para limites catastróficos caso não haja reduções nas emissões de carbono na atmosfera.

    "A maioria das empresas ainda tem muito a caminhar em termos de avaliar adequadamente os riscos relacionados ao clima", afirmou Nicolette Bartlett, diretora para Mudanças Climáticas da CDP e autora do relatório. 

    Fundada no ano 2000, a CDP (antigamente chamada de Projeto de Transparência do Carbono – nome que originou a sigla em inglês) é um organismo respeitado dentro de uma crescente coalizão de grupos de lobby, administradores de fundos, bancos centrais e políticos que acreditam que as mudanças climáticas representem um risco sistêmico para o sistema financeiro.

    Ao forçar as empresas a enfrentar os riscos às suas operações, os defensores de mais transparência esperam fazer avançar investimentos suficientes na indústria para reduzir as emissões, a tempo de cumprir as metas climáticas. O CDP analisou dados de 215 das maiores indústrias do mundo, como Apple, Microsoft, Nestlé, Unilever, China Mobile, Infosys, UBS, Sony e BHP.

    Essas empresas já teriam tido prejuízos de 970 bilhões de dólares em custos adicionais devido a fatores como o aumento das temperaturas, clima caótico e o preço colocado sobre as emissões de gases causadores do efeito estufa. Cerca de metade desses custos são considerados prováveis ou praticamente certos.

    Segundo o relatório, as companhias poderiam obter amplas vantagens com um mundo descarbonizadoa tempo de evitar os cenários climáticos mais tenebrosos, que os cientistas acreditam representar um risco existencial para a civilização industrial.

    As preocupações com os riscos representados pelo clima aumentaram de modo acentuado, paralelamente ao crescimento do ativismo ecológico em muitos países, enquanto ondas de calor, secas, incêndios florestais e supertempestades reforçadas pelo clima se tornam cada vez mais difíceis de serem ignoradas.(DW)

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  • Tensão entre EUA e Irã permanece alta após lançamento de foguete

    U.S. Navy/Handout via REUTERS

    Nenhum grupo assumiu até agora a autoria do lançamento de um foguete em área fortemente reforçada contra ataques em Bagdá, nesse domingo (19), em meio à forte tensão entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã.

    O Exército do Iraque informou que um foguete atingiu a Zona Verde da capital, que é o local onde está situado o edifício da embaixada americana e prédios governamentais. Autoridades confirmaram que não houve vítimas, nem danos.

    Ainda não se sabe quem disparou o foguete, mas as autoridades de segurança do Iraque dizem que encontraram um lançador em um distrito na parte leste do Rio Tigre, em frente à Zona Verde.
     

    Este mês, o governo dos Estados Unidos emitiu ordem de evacuação para alguns de seus funcionários lotados no Iraque, com base em possíveis ataques por parte do Irã às forças americanas e às suas outras missões no país.

    Washington também enviou uma força-tarefa de bombardeiros e um grupamento de ataque com porta-aviões para o Oriente Médio.

    O jornal Washington Post citou autoridades iraquianas e diplomatas europeus, dizendo que até mesmo pequenas provocações, como o lançamento de foguetes, poderia gerar forte reação dos Estados Unidos, levando a região a uma onda de mais violência e instabilidade.

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  • Donald Trump adota tom ameaçador contra o Irã

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom ameaçador contra o Irã neste domingo. Por meio de sua conta no Twitter, ele afirma que o Irã será destruído caso queira um confronto contra seu país.

    “Se o Irã quiser lutar, este será oficialmente o fim do Irã. Nunca ameacem os Estados Unidos novamente!”, escreveu Trump.

    If Iran wants to fight, that will be the official end of Iran. Never threaten the United States again!

    A mensagem vem após um míssil ter sido lançado à chamada Zona Verde de Bagdá, capital do Iraque, em local muito próximo à Embaixada dos Estados Unidos e à sede do governo iraquiano. Recentemente, os EUA enviaram navios de guerra para o Golfo Pérsico, com a justificativa de uma ameaça por parte do Irã que não foi detalhada.

    As tensões entre Washington e Teerã cresceram a ponto de os Estados Unidos enviar enviou um porta-aviões, um navio de guerra, aviões bombardeiros B-52 e uma bateria de mísseis Patriot para a região para enfrentar as supostas ameaças iranianas.

    O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, afirmou no sábado, 18, durante visita à China, que não haverá guerra no Oriente Médio, já que o Irã não deseja o conflito e que nenhum país “tem ilusões” sobre sua capacidade de enfrentar Teerã, de acordo com a agência oficial de notícias Irna.

    No entanto, na última quinta-feira, 16, o Irã havia anunciado que vai aumentar a sua produção de urânio enriquecido. O país assinou um acordo nuclear em 2015, mas, com a saída dos Estados Unidos desse entendimento, o Irã decidiu que não vai cumprir algumas das metas adotadas.

    Conforme o acordo, Teerã tinha permissão de produzir urânio enriquecido até o limite de 300 quilos e de produzir água pesada até o limite de cerca de 130 toneladas. O Irã poderia enviar o excedente para armazenamento ou venda fora do país.

    O país decidiu que não vai respeitar limites para a produção de urânio enriquecido e água pesada. Também comunicou que que vai começar a enriquecer urânio em nível mais alto em dois meses, a não ser que outros países não deixem de comprar seu petróleo. Os Estados Unidos anunciaram que vão impor sanções econômicas a quem fizer negócios com o Irã.(VEJA.com )

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  • Morre deputado argentino baleado em frente ao Congresso

    O deputado argentino baleado em um ataque contra um funcionário público na quinta-feira passada, morreu neste domingo, como resultado dos ferimentos produzidos, relataram seus colegas no Congresso e autoridades, que descartam crime político.

    "Lamentamos profundamente a morte do deputado Héctor Olivares. Acompanhamos sua família naquele momento difícil", tuitou o bloco Cambiemos, ao qual pertencia o legislador de La Rioja (noroeste). Blocos de oposição emitiram mensagens de condolências.

    O deputado de 61 anos foi internado em estado grave na quinta-feira, pelas feridas causadas por uma bala que entrou na área 

    abdominal e afetou o pâncreas, o fígado e o cólon.

    No sábado foi verificada a falência múltipla dos órgãos, segundo a equipe médica do hospital público Ramos Mejía.

    O ataque perpetrado perto do Congresso, no centro de Buenos Aires, a princípio causou comoção política, mas a tensão diminuiu quando motivações pessoais vieram à tona.

    O chefe de gabinete do Ministério da Segurança, Gerardo Milman, confirmou na noite de domingo que "não foi um crime político", em declarações ao canal de notícias TN.

    "O alvo do crime não era o deputado Olivares, embora hoje tenhamos que lamentar sua morte", acrescentou.

    Em uma entrevista coletiva na sexta-feira, a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, atribuiu o fato a "um clã mafioso" e descartou a motivação política.

    Ainda não se sabe o motivo do ataque ao funcionário Miguel Yadón, de 58 anos, assassinado quando caminhava com seu amigo Olivares, deputado pela aliança Cambiemos, liderado pelo presidente Mauricio Macri.

    A imprensa argentina ressaltou que o motivo do assassinato foi uma suposta relação mantida por Yadón com a filha de um dos agressores. A jovem, casada e mãe de dois filhos, negou à justiça conhecer as vítimas.

    O caso parece estar resolvido com a prisão de seis pessoas, uma delas detida na sexta-feira no Uruguai, e a descoberta de uma arma na casa de um dos investigados, que a perícia avaliará se foi a mesma usada no crime.(AFP)

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  • Trump formaliza intenção de tornar Brasil grande aliado extra-Otan

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou nesta quarta-feira (8/5) a intenção de tornar o Brasil um aliado extra-Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o que, na prática, elevaria o status da parceria entre os dois países.

    Em sua mensagem ao Congresso americano, o líder republicano afirmou que a medida se dá em reconhecimento aos "recentes compromissos do governo do Brasil de aumentar a cooperação em defesa com os Estados Unidos" e "ao nosso próprio interesse nacional em aprofundar nossa coordenação de defesa com o Brasil".

    A legislação americana estabelece que um comunicado desse tipo deve ser feito ao Congresso 30 dias antes da designação formal por parte do presidente dos EUA.

    Ao se tornar um grande aliado extra-Otan, o Brasil poderia ter acesso a vantagens como assistência militar, transferência de tecnologia e participação em projetos de pesquisa e desenvolvimento de defesa.

    O novo status, porém, não significaria, por exemplo, um compromisso de segurança mútua, com ocorre com os países-membros. A Otan considera que o ataque a um dos integrantes significa um ataque a todos.

    Diversos países já obtiveram esse status, a exemplo de Argentina, Egito e Japão.

    Em entrevista à BBC em 2018, o diplomata americano Thomas Shannon afirmou que "o lado importante de se alinhar com os países da Otan é que esta é provavelmente o principal arranjo coletivo de segurança no mundo e liga algumas das forças armadas mais capazes e inovadoras do mundo".

    Principal aliança militar do planeta, a Otan foi criada em 1949 como um contraponto à expansão da influência político-militar da União Soviética.

    Apoio para entrada brasileira na OCDE

    Os EUA também reforçaram nesta quarta-feira o apoio do país à entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

    Em mensagem postada no Twitter, Kimberly Breier, funcionária do alto escalão da Secretaria de Estado dos EUA, afirmou que os "EUA apoiam a iniciativa do Brasil de se tornar membro pleno da OCDE" e defendeu mudanças estruturais no país para se alinhar aos padrões da organização, como reformas econômicas e sistemas regulatórios.

    O comunicado surge no dia seguinte a uma reunião da OCDE, na qual os EUA não deu apoio à entrada de novos membros.

    Hoje, além do Brasil, cinco países aguardam uma decisão sobre pedidos de adesão à OCDE: Argentina, Peru, Croácia, Bulgária e Romênia. O Brasil foi o último a solicitar o ingresso.

    Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, o corpo diplomático brasileiro esperava uma sinalização positiva dos EUA ao pleito do Brasil, mas os EUA mantiveram o impasse sobre a ampliação da OCDE, argumentando que isso deveria ocorrer em meio a sua modernização. Não foram dados detalhes, porém, do que seriam essas mudanças.(BBC News )

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  • Governo cubano sugere criar avestruzes e crocodilos para surprir falta de carne e causa enxurrada de memes

    Um exótico animal africano está promovendo uma verdadeira revolução em Cuba – nas redes sociais.

    Há duas semanas, imagens de avestruzes de diferentes tamanhos, cores, formas passaram a aparecer em memes, posts e comentários nas cada vez mais usadas contas no Facebook, Twitter e Instagram da ilha.

    A palavra avestruz já é uma das mais buscadas pelos cubanos no Google. Supera as buscas pelo nome do atual presidente Miguel Díaz-Canel ou por Fidel Castro, que comandou o país por mais de quatro décadas. 

    Tudo começou no início deste mês, quando um dos líderes históricos da Revolução Cubana, comandante Guillermo García Frías, de 91 anos, participou de um programa da televisão estatal cubana, o Mesa Redonda.

    García Frías, considerado um dos "heróis da república" cubana, disse, olhando para as câmeras, que Cuba podia produzir "mais que carne bovina".

    Ele contou que o governo estuda várias alternativas para lidar com a escassez de alimentos básicos, como carne, ovo e leite. Uma delas, segundo García Frías, seria introduzir na dieta dos cubanos, a carne de avestruz, crocodilo e jutía (um roedor endêmico na ilha).

     

    Segundo García Frías, a carne de jutía e de crocodilo tem níveis de proteína "superior a todas as carnes, inclusive a de vaca".

    O comandante, que também dirige a Empresa Nacional de Flora e Fauna, disse que a ilha está "desenvolvendo" sete fazendas de avestruz, principalmente no leste do país, e que prevê abrir outra na Ilha da Juventude.

    "O avestruz produz mais do que uma vaca. Parece uma mentira, mas uma avestruz bota 60 ovos. Dos 60 ovos que estamos testando, nasceram 40 filhotes. Esses 40 filhotes têm quatro toneladas de carne, 100 quilos cada, enquanto a vaca cria um bezerro que, em um ano, é um novilho e não tem esse peso, essa quantidade de carne", acrescentou.

     

    A reação foi imediata. As redes de mídia social – cada vez mais acessíveis em Cuba - "explodiram" com memes fazendo brincadeiras e ironias com as sugestões de García Frías.

    Canções, melodias e até mesmo poemas parodiando as recomendações para a dieta proposta pelo oficial de 91 anos se espalharam como fogo e estão sendo trocadas, com saudações familiares, entre Miami e Havana.

     

    Memes substituindo o rosto de García Frías pelo de um avestruz, ou juntando os três animais citados pelo veterano militar a alguns dos mais conhecidos slogans e imagens de propaganda revolucionária de Cuba, floresceram nas redes sociais.

    Por exemplo, o conhecido slogan do governo "Em todos os bairros, a revolução" – tirado de uma canção popular pró-governo - foi convertido em "Em todos os bairros, um avestruz".

    Símbolos, personagens e fotos históricas estão sendo manipulados para incluir a ave. É possível ver Fidel Castro pulando de um avestruz, uma analogia à clássica foto dele saindo de um tanque de guerra, ou mesmo o presidente Díaz-Canel cavalgando na indomável ave.

    A reação dos cubanos reflete a grande insatisfação com os governantes da ilha, que não têm conseguido criar condições para resolver a falta de comida em um país com solo fértil, bom clima e que já foi o maior produtor mundial de açúcar.

    As declarações de García Frías chegaram num momento em que Cuba passa por uma grave falta de suprimentos e de alimentos – reflexo da crise que abala a Venezuela, que ajudava a ilha desde os anos 2000 com a aliança política entre Fidel Castro e Hugo Chávez.

     

    Segundo relatos de cubanos à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC News, há meses, refrigeradores e prateleiras de muitas lojas estão vazios e a compra de um frango pode terminar em briga de rua. 

    Mas o governo cubano, que já pediu para a população se preparar para o pior, culpa os Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, anunciou na semana passada novas sanções contra a ilha, pela situação.

    Enquanto os veículos oficiais falam das novas medidas de Trump, são os novos pratos exóticos que podem chegar às mesas dos cubanos que dominam as discussões nas redes sociais e nos sites de dissidentes.

    'Arma contra o poder'

    O 14yMedio, site dissidente dirigido pela blogueira antigoverno Yoani Sánchez, descreveu o estouro de memes e paródias do avestruz como uma "arma política contra o poder [do governo] em Cuba".

    Sánchez escreveu que o aumento do uso da internet em Cuba, recentemente estendido aos telefones celulares, expôs a vulnerabilidade política de um governo de partido único que, no passado, manteve o monopólio da informação.

    Ela terminou seu artigo dizendo: "Zombar do poder é começar a demoli-lo".

    Outro site cubano dissidente, CiberCuba, relatou que "o avestruz se tornou o animal mais popular" no zoológico de Havana. Segundo a correspondente do site em Havana, Iliana Hernandez, crianças e adultos "não estão perdendo a oportunidade de tirar fotos com a ave".

     

    En #Cuba el régimen dice que hay que comer avestruz. pic.twitter.com/lYE8wp8d5J

    — Antonio Romero Piriz, luchando por la libertad. (@RomeroPiriz) April 10, 2019

     

     

    Mas nem todo mundo parece estar se divertindo com o tema.

    Desde a aparição de García Frías no horário nobre da televisão estatal cubana, no início deste mês, integrantes do governo têm mantido um silêncio pétreo sobre as declarações do comandante.

    Mas, à medida que aumentam os temores de outro "período especial" – a grave crise econômica dos anos 90 em Cuba, que se seguiu ao colapso do bloco soviético -, líderes cubanos começam a discutir os principais problemas da produção de alimentos.

    O site governamental Cubadebate referiu-se à atual "instabilidade no mercado de 

    produtos de alta demanda, como frango, farinha, óleo de cozinha, ovos e carne de porco" numa reportagem com o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, que disse ao site que as causas dessa situação "complexa" incluem "o aperto do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos".

    Isso desencadeou uma enxurrada de comentários online, dos quais mais de 200 foram publicados pela Cubadebate.

    "Pelo amor de Deus, quanto tempo vamos continuar com essa desculpa do bloqueio?" escreveu o leitor Fito.

    Outro leitor, identificado como Olegario, disse: "em que parte do mundo com necessidades alimentares perenes o Estado permite que os produtos [alimentícios] apodreçam no campo sem vendê-los: EM CUBA".

    Os leitores sugeriram que pagassem melhores salários e incentivos aos agricultores cubanos, e pediram ao Estado que permitisse mais empresas privadas e investimentos por parte dos cubanos comuns.

    *Com informações da BBC Mundo.

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  • Putin e Kim se encontram em Vladivostok

    O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, se encontraram nesta quinta-feira em Vladivostok, para a primeira cúpula entre os dois líderes.

    "Obrigado por vir", disse Putin ao apertar a mão de Kim na cidade universitária da ilha de Russki, em Vladivostok, enfeitada com bandeiras russas e norte-coreanas.

    "Estou certo de que sua visita hoje à Rússia nos ajudará a compreender melhor de que maneira podemos resolver a situação na península coreana e o que a Rússia pode fazer para apoiar as tendências positivas que ocorrem atualmente", declarou Putin.

    "No plano bilateral, temos muito o que fazer para desenvolver nossas relações econômicas", acrescentou o líder russo.

    Kim manifestou sua crença "de que este encontro será muito útil para desenvolver os históricos laços entre nossos países, que têm uma longa amizade, e tornar nossa relação mais estável e sólida".

    O presidente norte-coreano se declarou aberto a "um diálogo significativo" sobre a situação da península coreana, e cumprimentou Putin por "construir uma Rússia forte".

    O encontro entre os dois líderes é a primeira entrevista de Kim com um chefe de Estado desde que esteve no Vietnã, em fevereiro, onde celebrou uma fracassada segunda cúpula com o presidente americano, Donald Trump.

    Kim busca o apoio da Rússia para reduzir as sanções impostas a Pyongyang por seu programa nuclear, enquanto Putin quer situar a Rússia como um ator-chave em uma questão de relevância mundial.

    Ao entrar no território russo nesta quarta-feira, Kim disse esperar que a esta visita "seja um êxito e que eu possa, nas conversas com o presidente Putin, falar de maneira concreta sobre a solução na península coreana e o desenvolvimento de nossas relações bilaterais".

    Segundo Yuri Ushakov, assessor da presidência russa para Relações Internacionais, "a reunião se concentrará na resolução político-diplomática da questão nuclear na península coreana", e a Rússia "tem a intenção de apoiar de todas as formas possíveis as tendências positivas neste âmbito".

    Ushakov disse que não estão previstas a divulgação de um comunicado conjunto nem a assinatura de acordos.

    Esta é a primeira reunião entre governantes dos dois países desde que Kim Jong Il - pai do atual líder norte-coreano - se reuniu com o então presidente e atual primeiro-ministro Dmitri Medvedev há oito anos.

    A Rússia mantém relações amistosas com Pyongyang e fornece ajuda alimentar à Coreia do Norte.

    Nesta quarta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os diálogos sobre o programa nuclear norte-coreano iniciados em 2003 com a participação das duas Coreias, China, Japão, Rússia e Estados Unidos, continuam a ser a melhor opção para encontrar soluções. Ainda assim, segundo ele, outras opções merecem ser exploradas.

    "Atualmente, não existe nenhum outro mecanismo internacional efetivo", declarou Peskov aos jornalistas. "Por outro lado [...] todos os esforços merecem apoio se realmente perseguirem o objetivo da desnuclearização e resolver os problemas das duas Coreias".

    Após um ano de 2018 marcado por uma grande aproximação entre as duas Coreias e de uma primeira e histórica reunião entre Kim Jong Un e Donald Trump, a distensão parece ter desaparecido, sobretudo após o fracasso do encontro em Hanói.

    Kim se reuniu quatro vezes com o presidente chinês, Xi Jinping, três vezes com o presidente sul-coreano Moon Jae-in e uma vez com o presidente do Vietnã desde março de 2018.

    Os analistas consideram que agora está buscando um apoio internacional maior ante a disputa com Washington.

    Moscou defende um diálogo com Pyongyang baseado em um plano definido pela China e a Rússia.

    O país já pediu o alívio das sanções internacionais contra a Coreia do Norte, enquanto o governo dos Estados Unidos acusa Moscou de tentar ajudar Pyongyang a evitar algumas medidas.(AFP )

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  • Estado Islâmico reivindica autoria de atentados no Sri Lanka

    REUTERS/Dinuka Liyanawatte/Direitos Reservados

    O grupo jihadista Daesh (Estado Islâmico) garantiu hoje (23) ter estado na origem dos ataques suicidas que fizeram 321 mortos e mais de 500 feridos no Sri Lanka.No entanto, seus integrantes não apresentam provas dessa autoria.

    Hoje, o governo do Sri Lanka estabeleceu uma ligação entre os atentados da Páscoa, em igrejas e hotéis, e o ataque terrorista da Nova Zelândia, que teve como alvo várias mesquitas de Christchurch.







  • Bahia está na lista de destinos que Obama quer visitar no mundo

    O ex-presidente americano Barack Obama quer voltar ao Brasil, agora como turista. "Eu amo a América Latina, já estive no Rio e em São Paulo, mas há partes da Bahia que gostaria de conhecer", afirmou.

    A declaração foi dada em entrevista ao diretor-executivo da rede de hotéis Hilton, Christopher Nassetta, durante o encontro anual do WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo, na sigla em inglês), realizado no início do mês, em Sevilha, na Espanha.

    Obama também citou o Brasil ao falar da importância de facilitar a entrada de turistas, para o bom desempenho econômico do setor. "Vimos um grande aumento no número de brasileiros com renda compatível e que queriam visitar a Disney e outros lugares dos EUA. Mas eles só conseguiam fazer o visto em São Paulo e no Rio, e o país é enorme, então isso iria limitar nosso desempenho", afirmou.
     

    Hoje, brasileiros também podem obter o visto americano em Porto Alegre, Recife e Brasília.

    De volta à sua lista de desejos, o ex-presidente disse que gostaria de visitar o Chile e a Argentina, especialmente a região da Patagônia. "E a Antártica. O Serviço Secreto americano não ficou muito animado com a logística [que a viagem demandaria] porque se o tempo virar, podemos ficar sem comunicação por semanas. Mas, agora que eu não sou mais presidente, talvez eu faça essa viagem", disse.

    Outra atração que Obama quer visitar é o templo Taj Mahal, na Índia. Ele chegou a programar uma visita programada, em 2015, mas precisou cancelá-la. "O rei Abdullah, da Arábia Saudita, morreu, então decidimos ir para Riad [capital da Arábia Saudita]."

    Também foi um imprevisto que o fez perder uma visita marcada ao templo Angkor Wat, no Camboja, outro lugar em sua lista de destinos para conhecer. "Eu estava no Camboja para uma reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático, a apenas duas horas de Angkor, e não consegui ir por causa de uma crise nos Estados Unidos", afirmou.

    Ao lembrar de viagens que o marcaram, contou sobre um mochilão que fez pela Europa, depois de se formar na faculdade.

    "Não fiquei no Hilton porque não tinha dinheiro para isso, fiquei em hostels e todo o dia comprava baguetes e queijo, e, de vez em quando, um vinho. E era isso que comia."

    Ele contou ainda que pegou um ônibus noturno de Madri para Barcelona, e lá ficou amigo de outro viajante, que não falava inglês. Eles se comunicaram em um espanhol precário. Obama dividiu com ele seu pão e o viajante compartilhou o vinho que trazia.

    "Nós chegamos em Barcelona no amanhecer e eu lembro de caminhar em direção às Ramblas com o sol nascendo. Viagens como essa são inesquecíveis porque elas fazem parte de você, como jovem, tentando descobrir o seu lugar no mundo."

    A estadia em Barcelona aconteceu logo antes de Obama passar um mês no Quênia, o país natal de seu pai, também chamado Barack Obama. Nessa viagem, incluída entre as inesquecíveis pelo ex-presidente, ele conta que o objetivo era se conectar com o pai, com quem teve pouco contato. Ele era economista e morreu em um acidente de carro em Nairóbi em 1982.

    O ex-presidente americano Barack Obama durante encontro do WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo), em Sevilha, na Espanha Divulgação/WTTC/Flickr Homem de terno sentado em cadeira com microfone na mão    Obama afirmou ainda que viajar ajuda as pessoas a ter menos medo de culturas diferentes e é uma forma de lembrá-las do valor da diversidade.

    "[Viajar] me fez apreciar mais os Estados Unidos, mas também perceber que há muitos outros países maravilhosos com pessoas maravilhosas, e elas também têm orgulho de suas coisas."

    "Se você está andando por uma pequena vila no Quênia e vê uma mãe brincando e rindo com uma criança, a cena não é diferente de uma mãe com sua criança na Virgínia (EUA) ou no Havaí", acrescentou.



    *A jornalista viajou a convite do WTTC.

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  • Durante discurso, Papa Francisco pede a estudantes que deixem o vício do celular

    Remo Casilli/Reuters/direitos reservados

    Durante discurso para estudantes do instituto público Ennio Quirino Visconti, escola secundária clássica de Roma, o papa Francisco pediu aos jovens, neste sábado (13), no Vaticano, que se "libertem da dependência" do telefone celular, que é "como uma droga."

    "Libertai-vos da dependência do celular! Por favor!", clamou Francisco. Ele explicou "que os telefones celulares são um grande progresso de grande ajuda, e é preciso usá-los, mas quem se transforma em escravo do telefone perde a sua liberdade".

    O papa lembrou que "o telefone celular é uma droga" que "pode reduzir a comunicação a simples contatos".

    "A vida é comunicar e não somente simples contatos", disse Francisco, que também pediu aos estudantes que lutem contra o assédio escolar, que é como "uma guerra", e confessou que lhe dói saber que, em muitos colégios, existe este fenômeno.

    Por ocasião da visita da escola ao Vaticano, o pontífice aludiu a um ensinamento de Santo Agostinho, doutor da Igreja Católica, em latim: "in interiore homine habitat veritas" – "A verdade vive no interior do homem".

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  • Destaque em Saúde: Energético é proibido na Zâmbia após provocar ereções de mais de 6h

    Uma bebida energética foi proibida na Zâmbia devido a um efeito inesperado. Alguns consumidores apresentaram ereções prolongadas por conta do produto.

    Segundo a revista Super Interessante, a decisão aconteceu após um caso registrado em Uganda, em dezembro de 2018. Um homem consumiu o Power Natural High Energy Drink SX, que é produzido no país, e relatou suor constante e uma ereção de mais de seis horas.

    Após análise da bebida, as autoridades encontraram vestígios de citrato de sildenafila, composto utilizado para tratamento de disfunção erétil.

    O energético é produzido pela empresa Revin Zambia e exportado para outros países africanos. No Malaui, o produto já havia sido proibido em janeiro.



  • Kim Jong Un chega a Hanói para segunda reunião com Donald Trump

    O líder norte-coreano, Kim Jong Un, chegou nesta terça-feira a Hanói, sob fortes medidas de segurança, onde uma multidão entusiasmada o recebeu antes da segunda reunião de cúpula com Donald Trump, da qual se espera que os dois busquem avanços a respeito da vaga declaração assinada no encontro anterior.

    Após o histórico encontro de junho do ano passado em Singapura com o presidente americano, que terminou com um simples comunicado sobre a desnuclearização, analistas consideram que a segunda reunião, na quarta-feira, deve resultar em medidas 

    mais concretas sobre o desmantelamento do arsenal de Pyongyang.

    A normalmente tranquila estação vietnamita de Dong Dang, na fronteira com a China, se preparou para a chegada de Kim após um périplo de 4.000 km a bordo de um trem blindado cor verde oliva que partiu de Pyongyang. Trata-se da primeira viagem de um dirigente norte-coreano ao Vietnã desde a de seu avô, Kim Il Song, em 1964.

    Uma guarda de honra militar recepcionou Kim, que caminhou por um tapete vermelho ao lado de auxiliares e seguranças.

    Vários estudantes agitando bandeiras norte-coreanas aguardavam o número um do regime na entrada da estação. Vestido com seu traje tradicional ao estilo Mao, Kim saudou a multidão, antes de subir em um veículo e partir em comboio para Hanói.

    O presidente americano, que optou por uma via convencional, ao viajar a Hanói com seu Air Force One, aterrissará na capital vietnamita na tarde de terça-feira.

    Donald Trump quis se mostrar otimista com relação a este encontro, assegurando na segunda-feira no Twitter que espera com impaciência "uma cúpula muito produtiva".

    Sobre o encontro foram divulgados pouco detalhes. Os dois dirigentes vão jantar juntos na noite de quarta-feira, acompanhados de alguns de seus conselheiros, indicou à imprensa a bordo do Air Force One a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

    Definir a "desnuclearização" 

    Kim e Trump participaram em uma reunião no ano passado em Singapura, que terminou com uma vaga declaração sobre os esforços de Pyongyang para avançar para o desarmamento nuclear, mas sem prazos ou metas claros.

    A falta de avanços desde então provocou ceticismo entre muitos analistas.

    Stephen Biegun, emissários dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, reconheceu recentemente que Washington e Pyongyang não chegaram a um acordo sobre o significado da desnuclearização.

    O governo dos Estados Unidos pediu em várias ocasiões um desarmamento nuclear completo, verificável e irreversível da Coreia do Norte.

    Mas para Pyongyang, o desmonte de seu programa nuclear deve ser acompanhado pela suspensão das sanções internacionais contra o regime.

    No entanto, durante uma cerimônia realizada no domingo na Casa Branca, Trump parecia interessado em reduzir as expectativas de um acordo global.

    "As sanções continuam, tudo continua como está, mas temos um sentimento especial e acho que isso levará a algo bom. Mas talvez não", disse ele.

    E repetiu que não tem pressa em convencer o Norte a renunciar ao arsenal nuclear, enquanto o país continuar sem testar mísseis.

    "Não quero apressar ninguém", disse.

    No Congresso, no entanto, as pressões aumentam constantemente para que o chefe da Casa Branca adote uma postura mais firme.

    O influente senador Marco Rubio, por exemplo pediu que Washington "maximize" as pressões sobre Pyongyang.

    "Os negociadores americanos devem pressionar por um acordo forte que desmantele completamente, de forma verificável e irreversível, os programas nucleares e de mísseis da Coreia do Norte", disse ele em um comunicado divulgado logo após o avião de Trump decolar para o Vietnã.

    A Coreia do Norte assegura que já fez gestos na direção da desnuclearização, como o congelamento dos teste de mísseis ou bombas nucleares durante mais de um ano, além da destruição dos acessos às instalações onde realizava testes nucleares.

    Declarar o fim do conflito? 

    Segundo Harry Kazianis, do grupo conservador Center for the National Interest, as duas partes deveriam realizar "ao menos um passo à frente na direção da desnuclearização", porque "nada seria pior para ambos que sair de reunião tendo perdido tempo".

    "Trump vai focar num discurso segundo o qual obteve a paz, ao invés de pressionar Kim para a desnuclearização", prevê Scott Seaman, analista do Eurasia Group.

    Para Kim Yong-hyun, da Universidade Dongguk, o melhor resultado seria que os dois líderes definissem um roteiro para a desnuclearização.

    Washington poderia prometer segurança na forma de uma declaração oficial sobre o fim da Guerra da Coreia (1950-53), que terminou com um armistício e não com um tratado de paz.

    A presidência sul-coreana considerou como confiável essa possibilidade.

    "Acredito que existe uma possibilidade real", disse seu porta-voz, Kim Eui-kyeom.

    A Coreia do Norte, que conduz há anos reformas para aliviar um pouco o peso do Estado, poderia estar interessada no modelo econômico do Vietnã, país comunista onde o governo mantém o controle total do poder, mas se beneficia da economia de mercado.(AFP)

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