BUSCA PELA CATEGORIA "MUNDO"

  • Kim Jong Un diz que visitará Seul e concorda em fechar local de testes de mísseis

    O líder norte-coreano Kim Jong Un afirmou nesta quarta-feira que pode viajar a Seul em um futuro próximo, no que seria a primeira visita de um governante da Coreia do Norte à capital sul-coreana desde a divisão da península, e concordou em fechar um local de testes de mísseis.

    "Prometi ao presidente Moon Jae-in que visitarei Seul em um futuro próximo", disse Kim durante a entrevista coletiva ao final da reunião de cúpula em Pyongyang. 

    Moon Jae-in, que visitou a capital norte-coreana com o objetivo de relançar as negociações sobre a desnuclearização da Coreia do Norte Península, avaliou que a visita de Kim poderá ocorrer ainda este ano, sempre e quando não a impeçam "circunstâncias particulares".

    O presidente sul-coreano anunciou ainda que a Coreia do Norte aceitou "fechar de forma permanente" a área de testes de mísseis de Tongchang-ri, também conhecida como Sohae, "na presença de especialistas dos países afetados".

    A Coreia do Norte é alvo de múltiplas sanções do Conselho de Segurança da ONU devido a seus programas nuclear e balístico, proibidos, e já realizou vários lançamentos de mísseis a partir de Tongchang-ri.

    Mas também anunciou disparos a partir de outras instalações, como o Aeroporto Internacional de Pyongyang, o que relativiza o alcance dos compromissos de Kim.

    O presidente sul-coreano afirmou ainda que a Coreia do Norte poderá fechar o complexo nuclear de Yongbyon, desde que Washington adote as "medidas correspondentes", uma medida também formulada de forma vaga.

    Degelo e diplomacia

    Moon e Kim se encontraram em abril para uma primeira reunião muito simbólica na Zona Desmilitarizada (DMZ) que divide a península.

    Em junho aconteceu o encontro histórico, em Singapura, entre o líder norte-coreano e o presidente americano Donald Trump.

    Na reunião de Singapura, Kim reiterou o compromisso norte-coreano a favor da desnuclearização da península, mas sem entrar em detalhes.

    Washington e Pyongyang divergem sobre o que significa exatamente o compromisso.

    O governo americano exige "uma desnuclearização definitiva e completamente verificada", enquanto o regime norte-coreano quer uma declaração oficial dos Estados Unidos para encerrar a guerra da Coreia, que terminou em 1953 com um simples armistício.

    Neste contexto, uma visita de Kim a Seul — inédita desde o fim da guerra — permitiria ao Norte e ao Sul a retomada de projetos de cooperação.

    O dirigente norte-coreano deseja que seu país se beneficie da potência econômica do Sul, enquanto Moon pretende afastar da península o fantasma de um devastador conflito intercoreano.

    Modernidade

    O jornal Rodong Sinmun, órgão oficial do Partido Comunista que governa o Norte, fez uma grande cobertura da reunião, com a publicação de 35 fotos em quatro de suas seis páginas na edição desta quarta-feira.

    A primeira página tem imagens do cumprimento entre os dois governantes no aeroporto de Pyongyang e da aclamação, cuidadosamente coreografada, durante a passagem de Kim e Moon pelas ruas da capital.

    Pyongyang quer passar uma imagem de modernidade, o que se reflete em vários eventos previstos no programa oficial.

    Nesta quarta-feira, Moon e sua delegação deveriam jantar em um restaurante de frutos do mar recentemente inaugurado ao lado do Taedonggang, o rio que atravessa a capital.

    O local fica diante da colina Mansu, onde as estátuas gigantes do fundador da Coreia do Norte, Kim Il Sung, e de seu filho e sucessor, Kim Jong Il, dominam a paisagem.

    Moon também deve comparecer a um "espetáculo das massas", com milhares de figurantes nas arquibancadas do Estádio Primeiro de Maio.(AFP)

    CONTINUE LENDO


  • Explosões de gás atingem mais de 60 prédios em três cidades americanas

    Uma série de explosões de gás atingiu pelo menos 60 imóveis residenciais e comerciais em três cidades do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (13). Pelo menos quatro pessoas estão feridas. As autoridades atribuem as explosões a uma maior pressão de gás nas tubulações de fornecimento.

    O incidente começou por volta das 17h ( 18h em Brasília) nas cidades de Lawrence, Andover e North Andover. A polícia do estado de Massachusetts identificou entre 60 e 100 incêndios e explosões. Até o momento, as explosões não foram atribuídas a atos de sabotagem ou terrorismo.

    Segundo o jornal Washington Post, a companhia Columbia Gas, provedora da região, anunciara na manhã de hoje uma atualização das linhas de fornecimento no estado, incluindo na área atingida pelas explosões. Para evitar mais incidentes, a companhia de energia elétrica cortou a eletricidade dessa região.

    Os estudantes e professores de uma escola de ensino médio e os pacientes e funcionários de uma casa para idosos, ambos de North Andover, foram retirados dos locais. As autoridades das três cidades afetadas pediram para os residentes e trabalhadores nas regiões com gás encanado para saírem.

    O governador de Massachusetts, Charlie Baker, emitiu um comunicado no qual apela para os residentes a prestar atenção às instruções das autoridades locais sobre segurança, remoções e suspensão de uso de gás.

    Os incêndios são atribuídos a possíveis problemas com o sistema de fornecimento de gás encanado. O chefe do Corpo de Bombeiros da região, Michael Mansfield, informou que há entre 25 e 30 incêndios ativos na cidade de Andover, além de outros 18 em Lawrence, segundo a rede de televisão CNN.

    “Há múltiplos incêndios em Andover. É algum tipo de problema de gás. Pedimos para que os residentes saiam de casa e liguem para a emergência caso sintam o cheiro de gás”, disse o tenente Edward Guy, porta-voz do Departamento de Polícia da cidade.(VEJA.com )

    CONTINUE LENDO


  • Sete pessoas ficam feridas após ataque com faca em Paris

    Sete pessoas ficaram feridas em um ataque com faca em Paris, na noite deste domingo (9). O estado de saúde de quatro delas é grave, segundo a imprensa local. Um suspeito foi preso em flagrante pela polícia. 

    De acordo com o jornal francês 'Le Parisien', o atentado ocorreu no distrito de Quai de la Loire.

    A agência de notícias 'Reuters' informou que "não havia sinal inicial" de que o incidente estava ligado ao terrorismo.



  • Japão enfrenta o tufão mais forte em 25 anos; veja fotos

    Um forte tufão, considerado o mais violento do Japão em 25 anos, atingiu nesta terça-feira (4) o centro-oeste do arquipélago, afetando os transportes e a atividade das empresas, informaram as autoridades.

    Ao menos nove pessoas morreram e cerca de mais de 300 ficaram feridas, segundo a TV estatal NHK.

    O tufão Jebi, o 21º da temporada na Ásia, atingiu Tokushima (sudoeste), na ilha de Shikoku, e avança para a parte ocidental e o centro do arquipélago para varrer uma ampla região, de acordo com as autoridades.

    Japão enfrenta o tufão mais forte em 25 anos; veja fotos

    Um homem na faixa dos 70 anos morreu após aparentemente ter sido levado pelo vento de seu apartamento em Osaka, enquanto um homem de 71 anos morreu após ser soterrado em edifício que desabou.

    Com ventos entre 160 e 190 km/h na parte central, Jebi é o tufão "mais forte desde 1993", disse Ryuta Kurora, responsável da agência nacional meteorológica.As autoridades emitiram alertas para a retirada de mais de 1 milhão de pessoas de suas casas. Mais de 700 voos foram cancelados devido aos ventos fortes e chuvas pesadas. O trem-bala entre Tóquio e Hiroshima foi suspenso. Com informações da Folhapress.

    Em algumas áreas, o nível das marés é o mais alto desde um tufão em 1961, segundo a NHK, com águas cobrindo as pistas e a área de carga do aeroporto internacional Kansai, em Osaka, forçando seu fechamento.

    Japão enfrenta o tufão mais forte em 25 anos; veja fotos


  • Venezuela minimiza crise migratória que atinge a América Latina

    "Fake news": assim, o governo de Nicolás Maduro minimizou a crise humanitária que resultou na migração de venezuelanos para a América Latina e que levou o Brasil a deslocar tropas para a fronteira.

    O fato de haver "venezuelanos que tenham ido para outros países foi usado de maneira bárbara, criminosa e xenófoba por governos xenófobos e racistas", afirmou nesta quarta-feira (29) o ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, que chamou de "fake news" a relação feita entre os fluxos migratórios e uma "crise humanitária". 

    Prometendo que o plano econômico em vigor desde 20 de agosto salvará o país, Maduro convidou os venezuelanos a voltarem para o país.

    "Digo aos venezuelanos (...) que queiram retornar do escravagismo econômico: deixem de lavar banheiros no exterior e venham viver na pátria", disse Maduro na terça-feira em sua primeira declaração sobre o tema nessas semanas em que o êxodo disparou.

    Na maior crise migratória latino-americana em décadas, milhares de venezuelanos fugiram para a Colômbia, Equador, Peru, Brasil, Chile e Argentina, diante da falta de comida e medicamentos, em meio à hiperinflação que o FMI projeta em 1.000.000% para 2018 e salários equivalentes a 30 dólares.

    Diante desse fluxo, o presidente Michel Temer ordenou o envio das Forças Armadas ao estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela, duas semanas depois de um conflito entre os imigrantes venezuelanos e moradores do município de Pacaraima.

    Além disso,Temer adiantou que poderão se "distribuir senhas" para limitar o fluxo de imigrantes no estado de Roraima.

    O fluxo atinge toda a América Latina: no Brasil, no Peru e no Panamá houve surtos xenófobos na população local que vê nos imigrantes uma ameaça a seus empregos e serviços básicos. Salvo na Costa Rica, os países centro-americanos, incluindo a aliada Nicarágua, impuseram vistos aos venezuelanos.

    "É claro que a migração de venezuelanos subiu na região. É um tema complexo, mas é coisa de ver os número e que, sim, subiu", disse à AFP Marcelo Pisani, diretor da Organização Internacional para as Migrações (OIM) para a América do Norte, América Central e Caribe.

    Para o analista e ex-embaixador britânico em Cuba, Paul Hare, Maduro é "visto não somente como um líder que debochou da Constituição venezuelana, mas também como uma ameaça para a estabilidade" regional.

    Nenhum país está preparado 

    De ônibus ou à pé, famílias inteiras se dirigem à vizinha Colômbia. Alguns ficam e outros seguem rumo ao sul do continente. Muitos foram acolhidos em abrigos, alguns acampam nos terrenos baldios e parques ou vivem de doações.

    Saí "buscando uma vida melhor para meus filhos e minha família porque lá um salário não dá para nada", disse à AFP Jackson Durán, de 22 anos, que chegou a Quito após a travessia de 20 dias.

    Mais de um milhão de venezuelanos entraram na Colômbia no último um ano e meio, mais de 400.000 no Peru e cerca de 300.000 no Chile. No Equador neste ano entraram 600.000 e cerca de 100.000 vivem na Argentina.

    "Nenhum dos países está preparado para tratar dos migrantes e do impacto que sua chegada terá nas populações (...). É necessário um enfoque comum", advertiu Peter Hakim, do Diálogo Interamericano.

    Segundo a ONU, 2,3 milhões de venezuelanos (7,5% da população de 30,6 milhões) vivem no exterior. Destes, 1,6 milhão migrou a partir de 2015, quando a crise se intensificou.

    O êxodo acelerou depois que o Peru e o Equador decidiram exigir passaporte dos venezuelanos, medida que Quito suspendeu por ordem judicial. No Peru, podem entrar sem o documento venezuelanos que peçam refúgio.

    Nesse contexto de urgência, Quito convocou uma reunião regional na segunda e na terça-feira da semana que vem, enquanto que Bogotá e Lima decidiram compartilhar uma base de dados de migrantes. O Peru declarou emergência sanitária em sua fronteira com o Equador.

    A OEA também convocou uma sessão extraordinária de seu conselho permanente para o dia 5 de setembro na sede do organismo regional em Washington.

    Especialistas acreditam que a migração aumentará a pressão contra Maduro. "Desafiei muitos padrões de comportamento político na região (...), que agora tem uma motivação coletiva para colocar a Venezuela de novo nesse caminho (da democracia)", opinou David Smilde, do centro de pesquisa WOLA, em Washington.

    Crise ou 'fake news'? 

    O governo socialista atribui o êxodo a uma "campanha da direita" e disse estar certo de que os migrantes voltarão, porque o plano de Maduro, que inclui um aumento de 3.400% do salário mínimo, dará resultado.

    Acolhidos pelo plano "Volte à pátria", cerca de 90 venezuelanos retornaram na segunda-feira.

    Muitos teme, entretanto, uma maior escassez e o aumento de preços. "As coisas estavam caras, mas as conseguíamos. Agora estão mais caras e não se conseguem mais. Eu esperava que (com as medidas) fosse melhor, mas não", disse à AFP Edilé Bracamonte, cuja filha foi para a Colômbia há um mês.

    "O êxodo deixa claro que milhões de venezuelanos perderam a esperança de qualquer mudança", assegurou Hakim.

    No entanto, Rodríguez assegura que 20% dos residentes na Venezuela são colombianos, peruanos e equatorianos, cujos subsídios custam ao país mais de 3 bilhões de dólares por ano.

    Sua permanência, argumenta, desmonta a "fake news" (notícia falsa) de que na Venezuela há uma crise humanitária.(AFP )

    CONTINUE LENDO


  • Tiroteio em torneio de vídeo game na Flórida deixa vários mortos

    O atirador que abriu fogo em um torneio de videogame neste domingo (26) em Jacksonville, nordeste da Flórida, matou duas pessoas antes de se suicidar, informou a Polícia.

    "Houve três indivíduos falecidos no local, um das quais é o suspeito que tirou a própria vida", disse em coletiva de imprensa o xerife de Jacksonville, Mike Williams.

    Ele acrescentou que outras nove pessoas foram feridas a bala. 

    "Nove foram levados (...) a hospitais da região, sete deles com ferimentos a bala. Outras duas vítimas feridas a bala se deslocaram sozinhas", acrescentou o xerife. "Me alegra dizer-lhes que todos se encontram em condição estável".

    O xerife identificou o atirador como David Katz, um jovem de 24 anos, procedente de Baltimore, Maryland (norte).

    "Estava aqui para a competição", explicou.

    Mais cedo, Williams disse que o atirador agiu sozinho e que a polícia não tinha outros suspeitos de participação no ataque.

    O tiroteio ocorreu no Jacksonville Landing, um centro comercial e de entretenimento às margens do rio St. Johns, onde era disputado um popular torneio de vídeo game da liga de futebol americano (NFL), denominado Madden NFL, 19.

    O torneio classificatório para as finais em Las Vegas - com prêmio de 25 mil dólares - era disputado no restaurante GHLF Game Bar.

    "É um dia duro para nós", disse o xerife.

    De acordo com o LA Times, citando um jogador identificado como Steven "Steveyj" Javaruski, o atirador seria um jogador que estava competindo no torneio e perdeu.

    O xerife Williams confirmou que o ataque ocorreu no Jacksonville Landing, mas não deu mais detalhes. Também disse que o local do crime já estava desobstruído.

    Pouco antes, o gabinete usou o Twitter para solicitar aos moradores de Jacksonville que se mantivessem longe da área e pedir às pessoas que estivessem escondidas a permanecerem abrigadas e ligarem para 911, o serviço de emergência nos Estados Unidos, para informar sobre sua localização e aguardar ser resgatadas por membros da SWAT.

    Traumatizado e devastado 

    Em um vídeo perturbador, aparentemente captado como parte de uma transmissão em streaming do site Twitch, vários disparos de arma de fogo podem ser ouvidos ao fundo, antes de a conexão cair. O site Twitch retirou o vídeo, mas ele permanecia disponível nas redes sociais.

    "Esta é uma situação horrível e enviamos nossos mais profundos pêsames a todos os envolvidos", reagiu a empresa criadora do Madden, a EA Sports, em um comunicado.

    Uma das equipes que participavam do torneio, a CompLexity Gaming, informou que seu jogador, Young Drini, foi ferido de raspão em uma das mãos.

    "Obviamente estamos chocados e entristecidos com os eventos desta tarde. Nosso jogador, Drini, foi atingido no polegar, mas ele ficará bem. Ele conseguiu escapar e correr até uma academia de ginástica próxima", disse do diretor da equipe, Jason Lake, à AFP.

    "Nunca mais vou dar nada como certo. A vida pode ser interrompida em um segundo", tuitou o jogador.

    Vários usuários de redes sociais, inclusive uma que se apresentou como sua mãe, informaram que o proeminente 'gamer' profissional conhecido como "oLARRY2K" tinha sido baleado no peito.

    "Tenho sorte por estar vivo, em sinto enjoado e ainda estou tremendo", escreveu @SirusTheVirus, que se identifica como um jogador profissional de Madden. "Não posso acreditar que uma bala atingiu a parede ao meu lado... Ver corpos no chão... É um pesadelo total".

    "Fui levado ao hospital", escreveu outro jogador, @DubDotDUBBY. "Uma bala passou raspando na minha cabeça. me sinto bem, só tenho um arranhão na cabeça. Traumatizado e devastado".

    O goverador da Flórida, Rick Scott, disse ter se comunicado com o presidente Donald Trump e que ele lhe ofereceu recursos federais para responder à emergência.

    Epidemia nacional

    Este é o episódio mais recente de uma série de atos de violência armada registrados nos Estados Unidos, onde o porte de armas é constantemente discutido entre quem pede um controle maior de sua venda e quem defende seu direito constitucional de ter acesso a elas.

    Nos últimos anos, a Flórida foi alvo de uma série de ataques a tiros. Em 12 de junho de 2016, 49 pessoas foram mortas em uma boate gay em Orlando. Em 2017, outras seis pessoas morreram em um tiroteio no aeroporto de Fort Lauderdale.

    E em 14 de fevereiro deste ano, 17 morreram em um massacre na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, em Parkland (norte de Miami).

    Este ataque renovou as discussões em todo o país sobre a necessidade de um maior controle do acesso às armas no país.

    David Hogg, um dos sobreviventes de Parkland que lidera agora um movimento nacional contra as armas, participava de um protesto em frente à sede da fabricante de armas de fogo Smith and Wesson em Springfield, Massachusetts, quando soube do massacre.

    "Saberemos que não haverá uma mudança até que exijamos em novembro e depois", escreveu Hogg, de 18 anos, pedindo participação nas eleições de novembro para contrabalançar os conservadores que apoiam a poderosa Associação Nacional do Rifle (NRA, em inglês).

    "Mais uma vez, meu coração dói e cada parte de mim sente raiva. Nós não podemos aceitar isto como nossa realidade", tuitou Delaney Tarr, outra sobrevivente de Parkland e uma das organizadoras do movimento Marcha pelas nossas Vidas, liderada por estudantes, em março.

    "A violência armada é uma epidemia nacional", escreveu.(AFP )

    CONTINUE LENDO


  • Venezuela ameaça cortar energia de Roraima

    A Venezuela poderá interromper o fornecimento de energia ao estado de Roraima, o único que não é interligado ao sistema elétrico brasileiro e que depende em grande parte das importações vindas do país vizinho.

    O corte seria uma resposta à falta de pagamento de uma dívida, de ao menos US$ 33 milhões (R$ 136 milhões), que a Eletrobras acumula com a estatal venezuelana.

    O motivo do não pagamento não é falta de recursos, mas sim um problema operacional, segundo a estatal. Em junho deste ano, a Eletrobras relatou que os bancos nacionais vinham encontrando dificuldade para processar a operação.

    O entrave estaria relacionado ao embargo dos Estados Unidos à Venezuela, que impede operações de bancos com o país, restrição que afeta as instituições brasileiras indiretamente, pelo caráter globalizado do sistema financeiro e pelo fato de os repasses serem pagos em dólar, informaram pessoas a par das negociações.

    Desde 2001, o Brasil tem uma parceria com a Venezuela para o fornecimento de luz em Roraima, estado em que a energia importada representa entre 65% e 90% do total, a depender do consumo mensal. O acordo tem prazo de 20 anos e, portanto, venceria em 2021.

    Em junho, quando as negociações já estavam em curso, a Eletronorte, subsidiária da Eletrobras responsável pela transmissão de energia entre os países, afirmou que não havia risco de desabastecimento à população de Roraima, porque seria possível recorrer a outras fontes –no caso, o uso de usinas termelétricas, de maior custo.

    À época, uma das propostas para viabilizar o pagamento era usar a dívida soberana que a Venezuela tem com o Brasil para abater o 

    valor devido, ou seja, descontar os US$ 33 milhões que a Eletrobras deve dos US$ 324 milhões (R$ 1,2 bilhão) que a Venezuela tem de pagar ao governo brasileiro.

    Procurada na noite desta quinta-feira (3), a Eletronorte ainda não se manifestou sobre o andamento das negociações. A reportagem não conseguiu contato com a Eletrobras nem com o Ministério de Minas e Energia.

    O Itamaraty informou que acompanha o tema e tem feito gestões junto ao governo venezuelano. Com informações da Folhapress. 

    CONTINUE LENDO


  • Inundação em parque na Itália deixa 11 mortos e 5 desaparecidos

    Ao menos 11 pessoas morreram e outras cinco estão desaparecidas após a inundação repentina de uma torrente de água no Parque Nacional de Pollino, na região da Calábria, no sul da Itália, na segunda-feira (20).

    As vítimas eram turistas, que visitavam o parque. Segundo as autoridades italianas, fortes chuvas elevaram o nível da corrente de água que passa pelo desfiladeiro de Raganello, deixando muitas pessoas presas.

    A Proteção Civil italiana confirmou que ontem foram encontrados dez corpos, entre eles o de uma menina de 14 anos. Outra pessoa morreu no hospital após ser resgatada. Seguem as buscas por outros cinco turistas.

    As autoridades alertaram que o número de mortos ainda pode aumentar nas próximas horas, já que havia muitas excursões visitando o parque.

    A maioria dos turistas pertencia a dois grupos que vieram da região norte da Lombardia. As equipes de socorro conseguiram salvar 23 pessoas que ficaram presas, entre elas várias crianças. Ao menos 11 pessoas foram resgatadas com ferimentos.

    O Parque Nacional de Pollino abrange as regiões de Basilicata e Calábria e é a maior área protegida da Itália, com 192.000 hectares. Os muitos desfiladeiros e vales do parque são repletos de fontes de água, rios e torrentes.

    Segundo o responsável da equipe de resgate, Luca Franzese, a área é muito visitada por turistas no verão, “mas as inundações das torrentes acontecem apenas no inverno e nunca tinha ocorrido nesta época do ano”. Atualmente, é verão no Hemisfério Norte.

    Ainda de acordo com Franzese, os turistas que exploravam a região não se deram conta do perigo porque a chuva que provocou as inundações caiu em outras regiões, mas não no parque. O nível da torrente subiu pelo menos dois metros em pouquíssimo tempo, segundo ele.

    Imagens da televisão local mostraram os esquadrões de resgate saindo da cidade próxima, Civita, para chegar à fenda onde fica a torrente, uma popular atração turística no verão.(VEJA.com)

    CONTINUE LENDO


  • Clima de tensão se mantém na fronteira, em Pacaraima

    O clima de tensão em Pacaraima se mantém. A fronteira continua aberta, porém a população local responsabiliza os venezuelanos, mesmo que indiretamente, pela insegurança. Neste domingo, 19, Vanderbegue Ribeiro, um dos manifestantes que chegaram a fechar vias no sábado, participou com outros brasileiros de uma “carreata da paz”. O comércio fechou. Eles exigiram das autoridades o controle de entrada dos venezuelanos. “Queremos apoio do governo, tanto federal quanto estadual.”

    Na Rua Suapi, uma das principais do município, o trabalhador autônomo e morador da fronteira Ari Silva afirmou que a revolta do fim de semana ocorre ainda pela intensa movimentação do tráfico de drogas na localidade. “Não estamos revoltados com os imigrantes, mas com a criminalidade que essa desorganização social trouxe à nossa cidade.” Outros falam em superlotação de serviços de saúde e em abandono pelos governos local e federal. 

    OAB

    O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, que esteve em Roraima na semana passada, também relatou o clima de revolta na fronteira. Ele defendeu que todos os Estados brasileiros devem dividir a responsabilidade para preservar moradores de Roraima e imigrantes venezuelanos, “antes que aconteça uma tragédia”. “A população de Roraima está se revoltando porque a criminalidade está crescendo e o Estado não tem recurso. O que era uma questão humanitária agora tem forte conotação de segurança.” /COLABORARAM RICARDO GALHARDO, ANA PAULA NIEDERAUER e CYNEIDA CORREIA, ESPECIAL PARA O ESTADO(Estadão)

    CONTINUE LENDO


  • Chefe do Pentágono chega ao Brasil em missão para conter influência chinesa

    Com os olhos na China, o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, começou no domingo sua primeira viagem à América do Sul. Em suas paradas no Brasil, Argentina, Chile e Colômbia, o objetivo do chefe do Pentágono será fortalecer as relações militares com Washington e conter a crescente influência de Pequim na região. “Essas relações são críticas para um hemisfério ocidental [o continente americano] colaborativo, próspero e seguro”, disse o Departamento de Defesa.

    Nesta segunda-feira, Mattis se reúne em Brasília com com os ministros Joaquim Silva e Luna, da Defesa, e Aloysio Nunes Ferreira, das Relações Exteriores. Na pauta do encontro estão as alternativas para avançar na cooperação nas áreas técnica, científica, político-militar e indústria de defesa.

    A Casa Branca declarou 2018 o “ano das Américas” e, de acordo com o Pentágono, a viagem do general reformado dos Fuzileiros Navais reflete os “fortes laços de defesa” com os quatro países que visitará. Laços que, no entanto, parecem não interessar ao presidente Donald Trump, que não viajou para a região. Iria fazê-lo em abril, mas cancelou sua participação na cúpula das Américas, no Peru, para preparar a operação militar contra o regime sírio por conta do uso de armas químicas.

    A Casa Branca mantém um bom relacionamento com seus principais aliados latino-americanos, em parte graças a sua forte posição em relação à crise venezuelana, mas também provocou tensões na região com sua política anti-imigração e sua deriva protecionista.

    A viagem de Mattis, que em setembro do ano passado esteve no México, começa no Brasil, onde terá reuniões com altos comandantes militares e fará um discurso. De lá, seguirá para a Argentina e o Chile para finalmente chegar à Colômbia, onde se encontrará com membros do novo Governo de Iván Duque.

    A crise na Venezuela vai pairar sobre a viagem, especialmente na Colômbia, mas também no Brasil, que reforçou significativamente sua cooperação militar com os Estados Unidos nos últimos anos. De fato, soldados norte-americanos participaram em novembro de treinamentos conjuntos com seus colegas brasileiros como preparação para possíveis crises humanitárias.

    Como parte de sua estratégia expansionista, a China reforçou nos últimos anos seus laços com alguns dos países que Mattis visitará, como a Argentina, onde Pequim construiu uma base espacial. “Estamos preocupados que a China tem uma maneira de fazer negócios que não necessariamente responder da melhor forma possível aos interesses dos nossos parceiros no hemisfério”, explicou a um grupo de jornalistas o subsecretário adjunto de Defesa para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Sergio de la Peña, informa a agência Efe.

    Como também fez na África, Pequim multiplicou seus investimentos na América Latina na última década e também a concessão de créditos, o que lhe permite ganhar peso diplomático. “Eles são generosos com seus empréstimos, mas se você não puder pagar, eles receberão algum tipo de compensação em troca”, avisou de la Peña.(EL PAÍS )

    CONTINUE LENDO


  • Incêndio em hospital em Taiwan deixa 9 mortos e 15 feridos

    Um incêndio em um hospital em Taiwan na madrugada desta segunda-feira deixou 9 mortos e 15 feridos, e uma investigação foi iniciada para determinar a causa do fogo, disseram autoridades.

    O premiê de Taiwan, William Lai, disse que o Ministério da Saúde está supervisionando os esforços de resgate no hospital da cidade de Nova Taipé, onde o incêndio foi apagado pouco depois do amanhecer.

    O incêndio começou no 7º andar do prédio, usado para tratamento de doentes terminais.

    Imagens da mídia mostraram pacientes sendo retirados do prédio em suas camas hospitalares, enquanto funcionários levavam outros em macas para ambulâncias.

    Diversas ambulâncias faziam fila do lado de fora do hospital para levar as vítimas para outros centros médicos.(Reuters )



  • Senado da Argentina derrota a maré verde feminista e diz não à legalização do aborto

    As convicções religiosas se impuseram ao direito das mulheres de decidir sobre seu próprio corpo na Argentina, o país do papa Francisco. O Senado argentino rejeitou, por 38 votos a 31 e já entrada a quinta-feira, o projeto de legalização do aborto até a 14ª semana de gravidez, que havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em junho. A interrupção da gravidez continua a ser um crime punido com até quatro anos de prisão, apesar do fato de que a cada minuto e meio uma mulher aborta no país.

    A Argentina do século XXI e integrada ao mundo anunciada por Mauricio Macri continuará com uma dívida histórica para com as mulheres: o aborto legal. O presidente argentino autorizou pela primeira vez o debate parlamentar sobre a interrupção voluntária da gravidez, mas a coalizão que lidera, Cambiemos, foi a que deu mais votos contra a iniciativa. O resultado negativo emudeceu as dezenas de milhares de pessoas que enfrentaram a intempérie debaixo de guarda-chuvas e plásticos verdes, a cor que identifica os partidários da legalização, e foi aplaudido no lado azul-celeste da praça, onde os detratores do projeto estavam concentrados. Foi um balde de água fria não só para o movimento feminista argentino, mas também dos países vizinhos, que viram na movimentação no sul do continente uma esperança de levantar o debate em outras partes.

    A vitória na Câmara dos Deputados, mas especialmente a mobilização maciça que acompanhou o Sim em 14 de junho, fizeram pensar no primeiro momento que a maré verde venceria também no Senado, uma assembleia muito mais conservadora, onde estão representados os interesses das províncias do interior do país. Mas com o passar das semanas, a pressão da Igreja Católica e dos evangélicos ganhou terreno até decidir a votação. Em seus discursos antes de definir o voto, muitos senadores se protegeram atrás de suas crenças religiosas e da necessidade de salvar ambas as vidas –a da mãe e a do feto– para justificar seu voto contra.

    O debate começou de manhã cedo, em uma tentativa de evitar que as discussões se prolongassem além da meia-noite. Apesar do clima quente nas ruas, o tom dentro do plenário foi comedido, fiel ao protocolo do Senado. “Um aborto não será menos trágico porque é feito em uma sala de cirurgia. Não, será igualmente trágico. O objetivo é que não haja mais abortos na Argentina, isso é aspirar a mais”, disse o senador Esteban Bullrich, ex-ministro da Educação de Mauricio Macri, católico fervoroso e defensor do Não à lei. Sua apresentação resumiu a posição dos grupos antiaborto: o embrião tem direitos constitucionais a partir do momento da concepção, e embora o aborto seja um fato, não poderá ser reduzido com uma lei que o regulamente.

    Os porta-vozes do projeto aprovado na Câmara concentraram seus argumentos no reconhecimento de uma realidade que existe, com ou sem lei. “As mulheres estão sozinhas. O homem aborta antes, desaparecendo. Portanto, este é um problema das mulheres. Os abortos são feitos e o debate de hoje é pelo aborto legal ou ilegal”, disse a senadora peronista Norma Durango. Sua colega de Tucumán, Beatriz Mirkin, foi mais direta: “Estou aqui para legislar, e aqui na Argentina se aborta, vi isso porque trabalhei em hospitais. Vi muito mais curetagens uterinas do que os senhores podem imaginar”, disse, visivelmente exaltada.

    Outros senadores favoráveis à lei denunciaram a pressão da Igreja, como Pedro Guastavino, de Entre Ríos. “Ontem, em minha conta de WhatsApp, recebi uma enorme quantidade de mensagens que, em nome de Deus, me chamavam de coisas irreproduzíveis. Fiquei agarrando e me esquivando de crucifixos”, disse. As duas posições tiveram defensores em todos os partidos políticos. Guastavino é peronista, como Rodolfo Urtubey, polêmico em seus argumentos contra o aborto, mesmo em casos de estupro da mulher, quando o aborto é legal na Argentina. “O estupro também está claramente formulado, mas deveria ser revisto. Há alguns casos em que o estupro não tem essa configuração clássica de violência contra a mulher, às vezes o estupro é um ato não voluntário”, disse.

    Os porta-vozes do Não estavam concentrados nos partidos governistas, mas houve exceções. A senadora Gladys González, próxima de Macri, defendeu com veemência a lei. “Não podemos propor como solução para o aborto ilegal que o sistema seja fechado. Queremos salvar ambas as vidas e não estamos salvando nenhuma”, disse González, referindo-se ao slogan dos que se opõem à lei. Ela foi ouvida com atenção pela colega, a vice-presidenta e presidenta do Senado, Gabriela Michetti, contrária ao aborto mesmo em caso de estupro de uma menor. Particularidades de um debate baseado na liberdade de consciência dos legisladores.

    Entre os grandes partidos, apenas o kirchnerismo votou majoritariamente a favor. A ex-presidenta Cristina Fernández de Kirchner, que se recusou a tratar do projeto de lei enquanto era presidente por ser contra, explicou porque votou a favor apesar de ter negado qualquer debate sobre o aborto durante seus oito anos de Governo.

    A decisão de manter o aborto como crime não impede que muitas mulheres decidam interromper uma gravidez indesejada. Segundo estimativas extraoficiais, entre 350.000 e 450.000 mulheres abortam anualmente na Argentina. Eles o fazem de forma clandestina, arriscando suas vidas, especialmente as gestantes com menos recursos, que recorrem a médicos não profissionais ou a métodos perigosos como sondas, cabides, agulhas de tricô e até talos de salsa.

    Enquanto os senadores debatiam, uma mulher de 35 anos e mãe de cinco filhos lutava pela vida depois de ter sido submetida a um aborto clandestino em Mendoza, no oeste do país. Há menos de uma semana, Liliana Herrera, de 22 anos, morreu de infecção generalizada pelo mesmo motivo. Todos os anos, quase 50.000 mulheres sofrem complicações decorrentes de interrupções da gravidez e cerca de cinquenta morrem. O ministro da Saúde, Adolfo Rubinstein, pediu que os legisladores colocassem fim a essas mortes evitáveis, votando a favor de uma lei que garantia às mulheres um aborto seguro. O ministro da Ciência, Lino Barañao, também defendeu a lei, sem sucesso.

    As pesquisas de opinião mostram uma grande divisão da sociedade argentina sobre o aborto, com uma ligeira vantagem a favor da legalização, que dispara entre os mais jovens. Os estudantes foram a grande força motriz da campanha a favor e voltaram a se manifestar maciçamente hoje com lenços verdes. O Congresso só pode voltar a tratar do assunto dentro de um ano, mas a reivindicação a favor do aborto legal, seguro e gratuito continuará nas ruas. É uma questão de tempo que as argentinas não sejam obrigadas a dar à luz, mas possam escolher como e quando ser mães.(EL PAÍS )

    CONTINUE LENDO


  • EUA retomam duras sanções unilaterais contra Irã

    Os Estados Unidos retomaram nesta terça-feira duras sanções unilaterais contra o Irã, que estavam suspensas desde a histórica assinatura do acordo multilateral firmado com Teerã, que o presidente Donald Trump descartou em maio.

    As duas primeiras rodadas de sanções entraram em vigor às 04H01 GMT (01H01 Brasília), como o anunciado pelo governo de Donald Trump, que rompeu o acordo firmado por seu antecessor, Barack Obama, de forma unilateral.

    Nesta primeira etapa, Washington bloqueará transações financeiras e importações de matérias-primas, além de medidas punitivas às compras no setor automotivo e de aviação comercial.

    Em novembro, uma segunda fase de sanções se concentrará no setor de petróleo e gás, assim como no Banco Central.

    Essas medidas vão pesar na economia iraniana, já castigada por uma elevada taxa de desemprego e pela inflação. O rial iraniano perdeu quase dois terços de seu valor em seis meses.

    O presidente iraniano, Hassan Rohani, denunciou na segunda-feira uma tentativa de "guerra psicológica" contra seu país.

    "Se você é um inimigo e enfia uma faca em alguém e em seguida diz que quer negociar, a primeira coisa a fazer é tirar a faca", disse Rohani em entrevista, na qual afirmou ainda que seu pais "sempre esteve aberto às negociações.

    "Como eles podem mostrar que são dignos de confiança? Voltando ao acordo", afirmou, referindo-se ao acordo nuclear concluído em 2015.

    Pouco antes das declarações de Rohani, Trump alertou o Irã sobre seu comportamento "desestabilizador", mas 

    Os Estados Unidos retomaram nesta terça-feira duras sanções unilaterais contra o Irã, que estavam suspensas desde a histórica assinatura do acordo multilateral firmado com Teerã, que o presidente Donald Trump descartou em maio.

    As duas primeiras rodadas de sanções entraram em vigor às 04H01 GMT (01H01 Brasília), como o anunciado pelo governo de Donald Trump, que rompeu o acordo firmado por seu antecessor, Barack Obama, de forma unilateral.

    Nesta primeira etapa, Washington bloqueará transações financeiras e importações de matérias-primas, além de medidas punitivas às compras no setor automotivo e de aviação comercial.

    Em novembro, uma segunda fase de sanções se concentrará no setor de petróleo e gás, assim como no Banco Central.

    Essas medidas vão pesar na economia iraniana, já castigada por uma elevada taxa de desemprego e pela inflação. O rial iraniano perdeu quase dois terços de seu valor em seis meses.

    O presidente iraniano, Hassan Rohani, denunciou na segunda-feira uma tentativa de "guerra psicológica" contra seu país.

    "Se você é um inimigo e enfia uma faca em alguém e em seguida diz que quer negociar, a primeira coisa a fazer é tirar a faca", disse Rohani em entrevista, na qual afirmou ainda que seu pais "sempre esteve aberto às negociações.

    "Como eles podem mostrar que são dignos de confiança? Voltando ao acordo", afirmou, referindo-se ao acordo nuclear concluído em 2015.

    Pouco antes das declarações de Rohani, Trump alertou o Irã sobre seu comportamento "desestabilizador", mas deixou a porta aberta para um novo acordo nuclear.

    "O regime iraniano tem escolha", afirmou o presidente americano. "Pode mudar sua atitude ameaçadora e desestabilizadora e se reintegrar à economia mundial, ou pode continuar na rota do isolamento econômico".

    "Continuo aberto a alcançar um acordo mais amplo que aborde toda a gama de atividades malignas do regime, incluindo seu programa de mísseis balísticos e seu apoio ao terrorismo", concluiu.

    Desvalorização e protestos

    Nos últimos dias, foram registradas manifestações esporádicas em várias cidades, assim como greves, fruto da cada vez maior insatisfação popular com o sistema político. No entanto, as duras restrições dificultam a verificação independente das publicações divulgadas nas redes sociais a esse respeito.

    Em 5 de novembro, a segunda fase de sanções proibirá as vendas de petróleo do Irã e será mais prejudicial - embora países como China, Índia e Turquia tenham dito que não vão cortar completamente suas compras da commodity.

    A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, disse que o bloco, assim como o Reino Unido, a França e a Alemanha, lamentam profundamente a decisão de Washington.

    "Estamos determinados a proteger os operadores econômicos europeus que estão envolvidos em negócios legítimos com o Irã", disse ela em um comunicado.

    Mas muitas grandes empresas europeias estão deixando o Irã por medo de sanções.

    "Pessoas ou entidades que não cancelarem suas atividades com o Irã estão em risco de sérias consequências", disse Trump na segunda-feira.

    Rohani abrandou as regras cambiais no domingo, permitindo a importação ilimitada de moeda estrangeira e ouro livre de impostos e a reabertura de casas de câmbio após uma tentativa fracassada de fixar o valor do rial em abril.

    As medidas pareceram acalmar os mercados nesta segunda: o rial ganhou força, a 95.500 por dólar, uma melhoria de 20% na sua queda histórica a 119.000 há duas semanas.

    Novo acordo?

    Depois de meses de retórica violenta, na semana passada Trump surpreendeu, ao afirmar que estava disposto a se reunir com os dirigentes iranianos, sem condições prévias.

    Mas o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, afirmou ser difícil imaginar uma renegociação do programa nuclear iraniano alcançado em 2015, após anos de negociações entre Teerã e as potências ocidentais (EUA, Reino Unido, França e Alemanha, além de Rússia e China).

    O acordo tem como objetivo garantir o caráter estritamente pacífico das atividades nucleares da República Islâmica em troca do fim progressivo das sanções econômicas.

    Há boatos de que Trump e Rohani poderiam se reunir em Nova York em setembro, na assembleia geral da ONU, embora segundo pessoas próximas o iraniano tenha negado convites dos EUA no ano passado. (AFP) 

    CONTINUE LENDO


  • Avião com 103 pessoas cai no México; todos sobrevivem

    Um avião da companhia Aeroméxico caiu cinco minutos após decolar da cidade de Durango, na região central do México. Segundo informou o governador do estado, José Ramón Aispuro pelo Twitter, não há mortes.

    De acordo com o governo mexicano, a aeronave levava 99 passageiros – entre eles dois menores – e quatro membros da tripulação. As primeiras informações, contudo, davam conta de que eram apenas 97 passageiros.

    Até o momento “temos informação de 85 pessoas machucadas”, disse Alejandro Cardoza, porta-voz da Defesa Civil de Durango, à TV Milenio.

    “Um incêndio começou após o pouso forçado realizado pelos pilotos, mas ao que parece não há pessoas com queimaduras”, declarou Cardoza, acrescentando que a maioria apresenta ferimentos “muito leves, nada além de contusões, mas alguns têm lesões consideráveis”.

     

    Se confirma que no hubo fallecidos en el accidente del vuelo #AM2431. En estos momentos se encuentra parte del Gabinete, encabezado por la Coordinadora @RosarioCastroL, para atender a los lesionados y cooperar con las autoridades del aeropuerto en la atención de éste suceso.

    O avião da Aeroméxico AM2431 decolou do Aeroporto Internacional Guadalupe Victoria, em Durango, às 15h09 (17h09, horário de Brasília) para a Cidade do México, onde deveria aterrizar às 16h50 (18h50, horário de Brasília). A aeronave é um Embraer E190, da empresa Aeroméxico Connect.

    Com base em relatos de pessoal de segurança do aeroporto, o jornal El Financiero informou que o avião se chocou com um objeto logo depois de decolar, que o levou à queda.

    Até o momento se desconhecem as causas do acidente. Antes da saída aeronave, chovia nos arredores do aeroporto. 

    Equipes de serviços de emergência estão prestando atendimento aos feridos no local do acidente, próximo ao aeroporto. Alguns portais de notícias mexicanos relataram que houve passageiros que conseguiram sair sozinhos da aeronave.

    Por meio do Twitter, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, determinou que três áreas de seu governo – a Secretaria de Defesa Nacional, a Coordenação Nacional de Proteção Civil e a Secretaria de Comunicações e Transportes – tratem do acidente em Durango.(VEJA.com )

    CONTINUE LENDO


  • Coreia do Norte parece estar construindo um ou dois mísseis balísticos, diz Washington Post

    A Coreia do Norte parece estar construindo um ou dois novos mísseis balísticos intercontinentais movidos a combustível líquido em uma fábrica que produziu os primeiros mísseis do país capazes de atingirem os Estados Unidos, disse o jornal Washington Post nesta segunda-feira.

    O jornal disse, citando autoridades não identificadas familiarizadas com informações do setor de inteligência, que agências de espionagem dos EUA estão vendo sinais da construção em uma ampla unidade de pesquisas em Sanumdong, nos arredores de Pyongyang.

    As descobertas são as mais recentes a sugerirem atividade em andamento em instalações nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, apesar das negociações com os Estados Unidos e de uma cúpula recente entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente norte-americano, Donald Trump.

    (Reportagem de David Alexander)