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  • Israel celebra hoje 70 anos de independência

    Os acordes e as vozes do oratório “Hear! O Israel”, do compositor americano Cormac Brian O´Duffy, originariamente seriam o ápice das celebração de hoje (14) dos 70 anos da independência de Israel do mandato britânico. Não será mais. A inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém tornou-se o momento de maior prestígio – e de tensão – por realizar um velho desejo de sucessivos governos israelenses: a confirmação diplomática da cidade histórica como sua capital.

    Outras duas embaixadas serão transferidas nesse mesmo dia para Jerusalém – as do Paraguai e da Guatemala. Outros países mantiveram-se mais cautelosos quanto uma mudança com tanto impacto para suas relações com o Oriente Médio, como o Brasil, e mantiveram suas representações diplomáticas em Israel em Tel-Aviv.

    Não à toa, o momento deverá ser marcado por fortes protestos nas fronteiras de Israel com a Cisjordânia e Gaza e igualmente dentro de territórios israelenses. Para os palestinos, 14 de maio é o dia do Nakba (catástrofe, em árabe), quando 750 mil pessoas se viram forçadas a se deslocar das cidades e vilas de suas famílias e buscar abrigo em países vizinhos, como refugiados.

    A “Grande Marcha do Retorno“, uma série de protestos organizados por entidades palestinas na Faixa de Gaza, iniciados em abril, deverá alcançar seu ponto máximo hoje. Até sexta-feira (11), 44 palestinos que participavam dessa marcha haviam sido mortos por militares israelenses. Parte dos palestinos que vive em Israel deverá juntar-se aos manifestantes.

    Para Israel, hoje será um dia de especial celebração. Para o Estado Palestino, de lamentação e de repúdio. Confrontos são considerados inevitáveis. A situação de potencial confronto entre Israel e Irã, com ataques a posições recíprocas há apenas 

    quatro dias, é outro elemento de preocupação. Cerca de 1.000 policiais estarão a postos somente para dar segurança à festa de inauguração da embaixada americana.

    A inauguração da Embaixada dos Estados Unidos se dará com a presença do primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu. Para essa celebração, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou sua filha, Ivanka, seu genro, Jason Greenblatt, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e seu conselheiro sênior Jared Kushner, entre outros, como parte da delegação oficial. Com a iniciativa, Trump cumpre mais uma de suas promessas eleitorais.

     

    Israel celebra hoje 70 anos de independência

    Cerca de 800 pessoas serão recebidas pelo embaixador David Friedman à nova representação americana em Jerusalém. 

    O prédio da 14 David Flusser Street, de pedras amarelas, funcionava desde 2010 com Consulado americano em Jerusalém, segundo jornal americano Washington Post. Foi reformado e ganhou novos equipamentos de segurança, a um custo total de 400 mil dólares. Em um primeiro momento, apenas o embaixador Friedman e seus colaboradores mais próximos passarão a trabalhar dali. Não há espaço para os demais.

    Ontem, o Ministério das Relações Exteriores de Israel recebeu cerca de 1.200 pessoas em uma recepção prévia ao traslado das embaixadas. Na lista estavam congressistas americanos, líderes religiosos, políticos israelenses e outros convidados.

    A principal organizadora das celebrações de hoje foi a ministra de Cultura de Israel, Miri Regev, uma política provocativa e leal a Netanyahu que atualmente é conhecida como a “Trump de saltos altos”. Seu objetivo é terminar o dia com “zero mortes”, como comentou durante uma de suas vistorias para os eventos.(VEJA.com 

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  • Palestinos marcham pelo

    Israelenses e palestinos se preparavam para novos confrontos nesta terça-feira nos territórios palestinos, um dia depois de um banho de sangue em Gaza, no dia mais violento em quatro anos na região, que terminou com 58 palestinos mortos por tiros de soldados israelenses.

    Os palestinos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia ocupada recordam a "Nakba", a "catástrofe", como definem a criação do Estado de Israel em 1948 e o êxodo de centenas de milhares de pessoas.

    Nesta terça-feira, os mortos da véspera eram sepultados em Gaza. Os confrontos de segunda-feira coincidiram com a inauguração da nova embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, a dezenas de quilômetros da fronteira entre o território palestino e Israel.

    Enquanto representantes israelenses e americanos celebravam um "dia histórico" e a aliança entre os dois países, 58 palestinos, incluindo oito menores de idade, morreram por tiros de militares israelenses.

    Na madrugada de terça-feira, o ministério da Saúde de Gaza anunciou a morte de um bebê após a inalação de gás lacrimogêneo durante os protestos.

    Pelo menos 2.400 palestinos ficaram feridos, por tiros israelenses ou por inalar gás, de acordo com o ministério.

    Os moradores de Gaza pretendem protestar novamente diante da cerca de segurança que separa o território de Israel.

    Khalil al-Hayya, um dos líderes do Hamas, movimento islamita que governa a Faixa de Gaza, afirmou que as manifestações devem prosseguir.

    O Hamas, que enfrentou Israel em três guerras desde 2008, apoia a mobilização e afirma que esta é uma iniciativa civil, um movimento pacífico. Os milhares de combatentes do grupo não utilizaram suas armas até o momento, mas Al-Hayya deu a entender que isto pode mudar.

    - 'Qualquer atividade terrorista terá resposta' -

    O exército israelense acusa o Hamas de utilizar este movimento para misturar combatentes armados entre a multidão ou para colocar artefatos explosivos na fronteira.

    As autoridades israelenses mobilizaram milhares de soldados ao redor da Faixa de Gaza e na Cisjordânia pelo receio de novos distúrbios.

    "Qualquer atividade terrorista terá uma resposta", advertiu o governo.

    Israel teme que os palestinos derrubem a cerca de segurança e entrem em seu território. O governo alertou que utilizará "todos os meios" para proteger a barreira, seus soldados e os civis.

    Ao mesmo tempo, o governo afirma que seus soldados só utilizam balas letais como último recurso.

    Também estão previstas manifestações na Cisjordânia, a dezenas de quilômetros da Faixa de Gaza. Os dois territórios estão separados pelo território israelense.

    Israel recebeu críticas pelo uso excessivo de força na segunda-feira.

    O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir durante a tarde, a pedido do Kuwait.

    Nesta terça-feira, a China pediu moderação, "especialmente a Israel (...) para evitar uma escalada de tensão".

    As autoridades palestinas denunciaram um "massacre". Turquia e África do Sul decidiram convocar para consultas seus embaixadores em Israel.

    Ancara acusou Israel de "terrorismo de Estado" e de "genocídio", atribuindo parte da responsabilidade ao governo dos Estados Unidos.

    A França "condenou a violência das Forças Armadas israelenses contra os manifestantes" palestinos.

    Mas o governo dos Estados Unidos, aliado histórico de Israel e cujo presidente Donald Trump multiplicou os gestos favoráveis ao Estado hebreu, bloqueou na segunda-feira a aprovação de um comunicado do Conselho de Segurança que expressava "indignação e tristeza com as mortes de civis palestinos que exercem seu direito de manifestação pacífica".

    A Anistia Internacional chegou a mencionar "crimes de guerra".

    Desde 30 de março, a Faixa de Gaza é cenário de protestos conhecidos como a "a grande marcha de retorno". O movimento defende a reivindicação dos palestinos a retornar para as terras das quais fugiram ou foram expulsos com a criação de Israel em 1948.

    O movimento também denuncia o bloqueio imposto há mais de 10 anos à Faixa de Gaza por Israel para conter o Hamas.(AFP )

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  • Líder da Al-Qaeda convoca jihad contra EUA por embaixada em Jerusalém

    O líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, convocou no domingo a jihad contra os Estados Unidos, ao afirmar que a instalação da embaixada do país em Jerusalém é a prova de que as negociações e o "apaziguamento" não ajudaram os palestinos.

    Em um vídeo de cinco minutos com o título titulado "Tel Aviv também é um território dos muçulmanos", o médico egípcio que assumiu a liderança da Al-Qaeda após a morte de seu fundador, Osama bin Laden, em 2011, chama a Autoridade Palestina de "vendedores da Palestina" e convoca seus adeptos a pegar em armas.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "foi claro e explícito e revelou a verdadeira face da Cruzada moderna (...) O apaziguamento não funciona com ele, e sim a resistência (...) pela via da jihad", afirmou Al-Zawahiri de acordo com uma transcrição do grupo SITE, que monitora os sites de internet islamitas.

    Para o líder da Al-Qaeda, os países islâmicos fracassaram em atuar a favor dos muçulmanos ao integrar a ONU, instituição que reconhece Israel, e ao aceitarem as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao invés da sharia (lei islâmica).

    A decisão de Trump de transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém rompeu um antigo consenso internacional de que status de Jerusalém seria determinado por um acordo de paz entre Israel e os palestinos.

    A liderança da Autoridade Palestina se recusa a conversar com os representantes do governo Trump desde o anúncio da transferência da embaixada, nem sequer com o genro do presidente, Jared Kushner, que havia sido designado para estimular o processo de paz.(AFP )



  • Irã dispara mísseis contra alvos militares israelenses

    As forças do Irã dispararam cerca de 20 mísseis contra alvos militares de Israel localizados nas Colinas de Golã nesta quarta-feira (9), segundo o Exército israelense.

    As Colinas do Golã foram anexadas por Israel em 1981 e o país considera a região como parte integral de seu território, mesmo sem amplo reconhecimento internacional. A área é reivindicada pelos sírios desde que Israel ocupou 1.200 km² (dos 1.800 km² totais das colinas) durante a Guerra dos Seis Dias (1967).

    A Síria foi um dos países que atacaram Israel em 1973, durante a Guerra do Yom Kippur. O objetivo expresso de Damasco era retomar o território perdido na guerra anterior. Israel justifica a manutenção do Golã como parte de seu território até que haja um eventual acordo de paz com a Síria, pois a altitude das montanhas permitiam aos sírios observar e atacar a partir de área elevada, deixando os israelenses vulneráveis.

    Alguns dos mísseis disparados nesta quarta foram interceptados pelos sistemas de defesa israelenses, de acordo com as primeiras informações. O ataque foi lançado pelas Força Quds, uma unidade especial do Exército de Teerã, de dentro do território sírio, segundo os israelenses.

    Não há relatos de feridos ou mortos. O coronel israelense Jonathan Conricus afirmou em uma ligação telefônica com diversos jornalistas que as bases militares sofreram danos “limitados”, segundo o jornal Financial Times. Ainda de acordo com o militar, as forças israelenses revidaram o ataque.

    Se confirmado, o ataque marcará a primeira vez em que as forças iranianas dispararam foguetes em desafio direto às forças israelenses nas Colinas de Golã.

    O incidente ocorre em um contexto de crescente tensão entre israelenses e iranianos envolvendo o conflito sírio e após vários disparos de mísseis contra tropas iranianas que apoiam o regime em Damasco.

    A imprensa estatal síria informou que a artilharia israelense atingiu um posto militar perto da cidade de Baath, onde as forças do regime de Bashar Assad estavam.

    As Forças de Defesa de Israel pediram aos moradores nas Colinas de Golã que preparassem seus abrigos públicos na noite de ontem, depois de detectar atividades iranianas “irregulares” na Síria.

    Nesta manhã, a Síria culpou Israel por um conjunto de ataques aéreos em uma base militar perto de Damasco. As forças israelenses nunca reivindicaram o ataque, mas segundo a imprensa síria pelo menos oito iranianos morreram.(VEJA.com )



  • Guerra na Síria segue implacável e sem respeito por civis, diz ONU

    Por Tom Miles

    A guerra da Síria segue inabalável apesar de uma queda no número de civis sitiados, disse nesta quinta-feira uma autoridade sênior da Organização das Nações Unidas, alertando sobre um possível agravamento do conflito na região de Idlib, controlada por rebeldes.

    O assessor humanitário da ONU, Jan Egeland, disse que milhões de civis ainda estão presos no conflito de sete anos e muitos que escaparam de zonas de batalha tiveram que buscar abrigo em acampamentos sobrecarregados para deslocados em Idlib.

        Autoridades insurgentes dizem temer uma ofensiva contra Idlib pelo Exército da Síria e seus aliados Rússia e Irã, algo que agências humanitárias afirmam poder produzir um sofrimento civil em uma escala maior do que durante o cerco de Aleppo no ano passado.

        “Nós não podemos ter uma guerra em Idlib. Eu continuo dizendo isto agora à Rússia, ao Irã, à Turquia, aos Estados Unidos, a todos que podem ter uma influência”, disse Egeland a repórteres.

        Ele pediu negociações para proteger civis, e disse que operações aéreas recentes em Idlib são um mau presságio.

        A guerra tem se inclinado a favor do presidente Bashar al-Assad desde que a Rússia interviu a seu favor em 2015. Tendo menos que um quinto da Síria em 2015, Assad se recuperou para controlar a maior parte do país com ajuda russa e iraniana.

        A região de Idlib continua a área mais populosa da Síria nas mãos de insurgentes lutando contra o governo de Damasco. Sírios têm entrado em Idlib de áreas retomadas 

    pelo Exército em uma taxa acelerada nos últimos dois anos.

        Egeland disse que cerca de 11 mil sírios ainda estão sob sítio e dois milhões são difíceis de alcançar com ajuda humanitária, comparados aos 625 mil sob sítio e 4,6 milhões que eram difíceis de alcançar há um ano.(Reuters)



  • Kim Jong-un tem encontro histórico com presidente sul-coreano

    O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e o presidente sul-coreano Moon Jae-in se reuniram nesta quinta-feira (26) na fronteira entre os dois países para um encontro histórico.

    Kim é o primeiro líder norte-coreano a cruzar a linha de fronteira e entrar no sul desde a Guerra da Coreia, há 65 anos. O encontro estava marcado para às 9h30 de sexta-feira no horário local (21h30 de quinta em Brasília).

    Após se cumprimentarem, Kim cruzou a pé a linha de demarcação militar que separa os dois países, de mãos dadas com Moon. Eles foram escoltados até a Casa da Paz de Panmunjom, edifício que abrigará a cúpula localizado na margem sul da fronteira intercoreana e onde foi assinado o armistício de 1953.

    Os dois líderes caminharam pelo longo tapete vermelho, enquanto eram recebidos no lado sul-coreano por uma guarda de honra vestida em trajes tradicionais. Eles posaram para fotos ao lado de crianças e cumprimentearam as delegações presentes no local.

    Após Kim Jong-un assinar o livro de convidados da Casa da Paz, ele e Moon entraram em uma sala de conferências com suas delegações para dar início às conversas. 

    Esta é a terceira reunião intercoreana, após os encontros celebrados em Pyongyang em 2000 e 2007, e marca um ponto de inflexão após a aproximação diplomática que se seguiu a um período de alta tensão na península.

    O tema do arsenal nuclear de Pyongyang está no centro da agenda da reunião, após o país obter um rápido progresso em sua tecnologia atômica sob o mandato de Kim, que herdou o poder de seu pai em 2011. A cooperação econômica entre as duas nações também pode ser discutida.

    No sábado, o líder norte-coreano anunciou a suspensão de seus testes nucleares e dos lançamentos de mísseis balísticos de longo alcance, afirmando que seu regime já cumpriu com seus objetivos.

    A cúpula intercoreana preparar o palco para Kim se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no final de maio ou início de junho, no que será um primeiro encontro sem precedentes entre líderes em exercício dos dois países.

    Há alguns meses, Trump e Kim estavam trocando ameaças e insultos, e os rápidos avanços da Coreia do Norte na busca de mísseis nucleares capazes de atingir os EUA geravam temores de um novo conflito na península coreana.

    A Casa Branca liberou um comunicado sobre o encontro desta quinta-feira, no qual o governo americano afirma estar “esperançoso de que as negociações alcançarão progresso para um futuro de paz e prosperidade para toda a península coreana” e diz esperar que as conversas de hoje ajudem na preparação para o “encontro planejado entre o presidente Donald Trump e Kim Jong-un nas próximas semanas”.

     

    O local do encontro

     

    A área de segurança conjunta (JSA), no coração da fronteira entre as duas Coreias, é o único ponto onde soldados dos dois países ficam próximos.

    Poucos locais no mundo viveram ao longo da história tantos episódios de tensão em uma área tão pequena. A JSA tem cerca de 800 metros de norte a sul e 400 metros de leste a oeste.

    O acampamento está justamente no meio da região desmilitarizada, o espaço de quatro quilômetros de largura e 238 quilômetros de comprimento que divide a península em duas. Ele foi construído após a assinatura do cessar-fogo que encerrou a Guerra da Coreia, em 1953, e às vezes é chamado de Panmunjom.

    O nome, porém, não é o correto. Panmunjon, na realidade, era um pequeno povoado rural a cerca de um quilômetro da JSA onde a trégua que encerrou o conflito foi assinada.

    (Com AFP e Reuters)

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  • Trump ameaça países que não votarem pelos EUA na Copa

    GENEBRA - Num gesto sem precedentes, o presidente americano Donald Trump insinua que poderá ameaçar países que não votem a favor da candidatura da América do Norte para receber a Copa de 2026. A decisão será tomada pela Fifa no dia 13 de junho, em Moscou. Além do pleito EUA-Canadá-México, está na corrida o Marrocos. 

    Em uma mensagem nas redes sociais durante a noite, Trump foi claro: “Os EUA apresentaram uma candidatura forte com o Canadá e México para a Copa do Mundo de 2026”, escreveu. “Seria uma pena se países que sempre apoiamos fizessem agora lobby contra os EUA”, alertou. “Por qual motivo deveríamos apoiar esses países quando eles não nos apoiam (incluindo nas Nações Unidas)?”, questionou. 

    A mensagem foi recebida como uma ameaça e pressão sobre os países que, em dois meses, decidirão a sede do Mundial de 2026.

    Fora da Copa da Rússia por não conseguir se classificar, os EUA estão no centro hoje do debate sobre o futuro da Fifa. A entidade máxima do futebol abriu a possibilidade para que, pela primeira vez, três países pudessem sediar o Mundial. Isso por conta da ampliação do número de seleções, de 32 para 48. 

    Gianni Infantino, presidente da Fifa, estima que o novo formato geraria US$ 1 bilhão a mais em renda para a entidade, mesmo que para isso seja necessário um número maior de sedes e 80 partidas em apenas um mês. 

    Do lado do Marrocos, as queixas apontam para o favoritismo de Infantino em relação à candidatura americana. O país do norte da África chegou a protestar contra decisões de última hora da Fifa em modificar certos critérios para a escolha final da sede.

    A suspeita é de que Infantino, ao levar o torneio para os EUA, queira agradar as autoridades americanas, que continuam investigando as suspeitas de corrupção no coração do futebol.  

    A mensagem de Trump ainda foi dada horas depois que o presidente da França, Emmanuel Macron, deixou Washington. A 

    França já indicou que apoiaria a candidatura do Marrocos. 

    Entre as delegações africanas, o peso de Trump no processo tem sido considerado, principalmente depois de ele se referir aos países africanos e outros em desenvolvimento como “buracos de merda”. Na Fifa, pelo menos um quarto dos votos vem de países africanos.

    Em termos da qualidade da infraestrutura, a candidatura da América do Norte insiste que já tem tudo pronto para o evento, enquanto o Marrocos teria de construir ou renovar praticamente todos os estádios. 

    Política. Na Fifa, quem vota são as 209 federações nacionais e a entidade insiste que não existe um posicionamento político por parte dos cartolas. Mas a história desmente a cada quatro anos essa tese. 

    Para o Mundial de 2022, no Catar, o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, insiste que a decisão que pesou foi tomada pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy, interessado nos investimentos do Catar em seu país. 

    Numa reunião no Palácio do Eliseu, em Paris, Sarkozy teria convocado Michel Platini, então presidente da Uefa, para o orientar sobre o voto. Platini, por sua vez, acabou levando para o Catar todos os votos europeus.

    O próprio Blatter admitiu que havia um acordo para dividir a Copa entre as duas superpotências. Em 2018 ela ficaria com os russos e, em 2022, com os americanos. A escolha das sedes olímpicas também se tornou um assunto de estado, com presidentes fazendo campanhas explícitas e trocando apoio baseado na votação de suas cidades. Para 2016, o Rio de Janeiro contou com um departamento inteiro do Itamaraty para aproximar a candidatura de países aliados, principalmente na África, América do Sul e Oriente Médio. 

    Se a Copa de 2026 for para os EUA, o território americano irá repetir a mesma situação que foi registrada no Brasil na atual década, com um Mundial e uma Olimpíada no espaço de dois anos. Em 2028, Los Angeles receberá os Jogos Olímpicos. (Estadão )

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  • Estupro de menores de 12 anos terá pena de morte na Índia

    A Índia autorizou neste sábado (21) a aplicação de pena de morte como punição para estupros cometidos contra menores de 12 anos. Uma portaria publicada pelo governo permite aos tribunais de justiça a aplicação da pena. A medida foi realizada após um estupro e assassinato de uma menina de 8 anos, que ocorreu recentemente no país. Na ocasião, um grupo realizou o ato em um templo hindu no norte da Índia, mantendo a menina sedada durante dias no templo e se desfazendo de seu corpo na floresta. De acordo com informações da agência de notícias Press Trust of Índia, o projeto foi aprovado pelo Gabinete do Primeiro Ministro Narendra Modi e enviado ao presidente para aprovação. Grupos contrários afirmam que a pena de morte pode contribuir para reduzir o número de denúncias no país, em que 95% dos estupros são cometidos por familiares. Para solucionar a questão, os grupos contrários acreditam que o governo deveria fortalecer as leis existentes e acelerar os julgamentos, além de incentivar o ambiente para as denúncias no país.



  • Acidente na Coreia do Norte deixa mais de 30 chineses mortos

    Um grande número de turistas chineses pode ter morrido ou ficado ferido em um "grave acidente de trânsito" na Coreia do Norte, indicou Pequim, nesta segunda-feira (23), enquanto a televisão estatal chinesa indicou "mais de 30" mortos.

    De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, o acidente ocorreu no domingo (22) à noite na província de Hwanghae Norte, a sul da capital, Pyongyang.

    "Um sério acidente de trânsito" ocorrido esta madrugada no sul da Coreia do Norte "deixou um elevado número de vítimas entre os turistas chineses", afirmou, em comunicado, sem maiores informações.

    A televisão estatal chinesa CCTV transmitiu imagens de destroços de um ônibus, veículos de socorro no local e feridos sendo tratados num hospital, mas não especificou a origem das imagens.

    Diplomatas chineses contactados pela agência noticiosa Associated Press (AP) em Pyongyang não adiantaram o número de vítimas, mas vão divulgar uma declaração no decorrer do dia.

    A China e a Coreia do Norte partilham uma longa fronteira e Pequim é o maior parceiro comercial de Pyongyang. Os turistas chineses são o maior grupo de visitantes do isolado país, principalmente com deslocações locais relacionados com a intervenção militar chinesa na Guerra da Coreia (1950-53). Com informações da Lusa.



  • Coreias abrem telefone vermelho para facilitar comunicação entre seus líderes

    As duas Coreias abriram nesta sexta-feira (20) o telefone vermelho entre seus líderes, anunciou Seul, a uma semana da reunião de cúpula entre o presidente sul-coreano Moon Jae-in e líder norte-coreano Kim Jong Un na zona desmilitarizada que divide a península.    

    Esta linha liga a Casa Azul (presidência sul-coreana em Seul) ao escritório da Comissão dos Assuntos de Estado, presidido pelo líder norte-coreano, em Pyongyang.    

    "A conexão histórica entre os líderes das duas Coreias acaba de ser criada", disse Yoon Kun-young, um alto funcionário da Casa Azul. Houve uma conversa de teste entre os operadores que durou quatro minutos e 19 segundos.  

    A cúpula entre Kim e presidente sul-coreano será o momento culminante de semanas de efervescência diplomática na região desde os Jogos Olímpicos em fevereiro, na Coreia do Sul. E o prelúdio para uma cúpula histórica planejada entre Kim e o presidente dos EUA, Donald Trump.    

    Os líderes das duas Coreias se encontrarão no lado sul da zona desmilitarizada. Será a terceira cúpula desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), que terminou com um armistício em vez de um tratado de paz, o que explica que ambos estejam tecnicamente em guerra.    

    Moon disse na quinta-feira (19) que quer uma declaração oficial de fim de guerra como um prelúdio para um tratado.    O presidente Trump deu sua "bênção" às duas partes para negociar esse tipo de acordo.(RFI )



  • Trump negocia com Coreia do Norte libertação de três norte-americanos

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quarta-feira (18) que está negociando a libertação de três norte-americanos que estão presos na Coreia do Norte. A informação foi repassada à imprensa em uma entrevista coletiva, na Flórida, durante o encontro entre ele e o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe.

    Trump disse que seu encontro com Kim Jong-Un pode ocorrer em maio ou junho  (Agência Lusa/EPA/Aude Guerrucci/Direitos reservados)

    Trump afirmou que há uma “chance de conseguir a libertação dos prisioneiros”. Além disso, afirmou que irá continuar pressionando o líder norte-coreano em prol de uma completa desnuclearização do país.

    Sobre o encontro que está sendo preparado por Washington e Pyongyang, Trump afirmou que espera ter uma “reunião muito bem-sucedida” com o líder norte-coreano Kim Jong-Un, “Se eu achar que o encontro pode não ser frutífero, não iremos”, afirmou.

    Na manhã de quarta-feira, ele havia confirmado um encontro entre o diretor da Central de Inteligência Americana (CIA), Mike Pompeo, e Kim Jong-Un na semana passada. O primeiro de alto nível entre os dois países em 18 anos.

    Na terça-feira (17), o jornal Washington Post divulgou a informação obtida com um funcionário do governo Trump, de que Pompeo havia tido o encontro com Kim. Hoje, Trump confirmou o encontro e na coletiva disse que Pompeo conversou com

    Kim Jong-Un sobre os três norte-americanos detidos.

    A visita, caso ocorra, poderá ser realizada entre maio e junho, em local ainda não estabelecido. Mas Donald Trump fez questão de frisar que o encontro ainda não é uma garantia. Também existe a expectativa de que Coreia do Sul e Coreia do Norte possam restabelecer o diálogo em um eventual encontro entre Trump e Kim Jong-Un.(Agência Brasil )







  • Estudante brasileiro é morto a facada em universidade dos EUA

    SÃO PAULO – Um estudante brasileiro foi morto a facadas na noite de segunda-feira, 16, na Universidade de Binghamton, em Nova York, nos Estados Unidos. João Souza, de 19 anos, cursava o primeiro ano de engenharia civil.

    Segundo a Universidade de Binghamton, o crime ocorreu por volta das 22h30 (21h30, no horário de Brasília). Câmeras de segurança flagraram o suspeito deixando o dormitório de Souza e fugindo do campus. Ainda segundo a instituição, a polícia acredita que o crime tenha sido premeditado e que Souza era o alvo do suspeito.

    No início da madrugada, um aluno identificado como Michael M. Roque, de 20 anos, foi detido como principal suspeito do crime. Ele foi encaminhado para a Prisão do Condado de Broome. O jovem nega participação no crime.

    “Eu estou profundamente triste de informar o esfaqueamento que levou à morte de um de nossos estudantes, João Souza, de 19 anos, que cursava o primeiro ano de engenharia civil”, escreveu aos alunos o presidente da Universidade de Binghamton, Harvey Stenger. “Todo o campus lamenta por ele. Nossos pêzames aos amigos e familiares, além dos colegas de classe e professores.”

    As aulas desta terça-feira foram canceladas, informou a Binghamton. A família de Souza, que reside no Brasil, foi informada do caso, mas decidiu não se pronunciar.

    De acordo com o The New York Times, João Souza se formou no ano passado em um colégio de Rye Brooks, também no Estado de Nova York. Após o ataque, o brasileiro foi levado ainda com vida para um hospital na região, mas não sobreviveu aos ferimentos. É o segundo caso de homicídio de alunos da Universidade de Binghamton neste ano. Em março, a estudante de enfermagem Haley Anderson, 22, foi encontrada morta em sua residência.(Estadão)







  • Papa admite que se equivocou “gravemente” ao subestimar os abusos de menores no Chile

    Em uma carta aos bispos chilenos, o Papa transmitiu sua “vergonha” e “dor” pelas conclusões da investigação sobre os abusos de crianças cometidos pela Igreja naquele país. Francisco admite que cometeu “graves equívocos na avaliação da situação”. Algo que o levou, em sua viagem ao Chile, a ofender e exigir que as vítimas apresentassem provas de suas acusações contra o bispo Juan Barros, acusado de encobrir vários casos.

    Durante a viagem ao Chile, o Papa defendeu o bispo Juan Barros das acusações de encobrimento do ex-pároco de El Bosque, Fernando Karadima. Um sacerdote influente de uma igreja da classe alta de Santiago que estuprou durante anos ao menos quatro jovens de famílias conservadoras, como reconheceram a justiça civil e a eclesiástica (seus crimes prescreveram e ele nunca foi condenado).

    O Papa, sem fazer se referir a nenhum caso concreto, fez alusão ao conteúdo do relatório, a cujos depoimentos dá total veracidade, corrigindo o que até agora havia colocado em dúvida. “Agora, depois de uma cuidadosa leitura das atas dessa ‘missão especial’, acredito poder afirmar que todos os depoimentos reunidos nelas falam de modo cru, sem aditivos ou edulcorantes, de muitas vidas crucificadas e confesso-lhes que isso me causa dor e vergonha”.

    A carta de Francisco, que aponta que a verdade lhe foi ocultada quando quis fazer sua própria avaliação, não tem valor jurídico. Nas últimas horas falou-se de uma possível renúncia do bispo Barros. Mas a conferência episcopal chilena negou, em uma conferência de imprensa realizada ontem. Tampouco foram dados detalhes sobre as conclusões do relatório, que o Papa detalhará em Roma aos bispos do Chile. “Pensei nesse encontro como um momento fraternal, sem preconceitos ou ideias pré-concebidas, com o único objetivo de fazer resplandecer a verdade em nossas vidas. [..] É uma ocasião para restabelecer a confiança quebrada pelos nossos erros e pecados [..]. Agora, mais do que nunca, não podemos voltar a cair na tentação da verborragia ou de ficarmos nos ‘universais”.

    Os responsáveis pela investigação (64 depoimentos e 2.300 páginas) foram o espanhol Jordi Bertomeu, oficial da Congregação para a Doutrina da Fé, e Charles J. Scicluna, arcebispo de Malta. Scicluna é promotor de justiça para os delicta gravatoria: crimes considerados mais graves e cometidos contra a eucaristia, o segredo de confissão e abusos de menores. Em 2005 recebeu a missão de Bento XVI de recolher os depoimentos sobre o fundador dos Legionários de Cristo, Marcial Maciel.(EL PAÍS )

    Ofendidas, as vítimas protestaram e chegaram a receber apoio do cardeal Sean O’Malley, nomeado pelo Papa presidente da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores. Agora Francisco admite que errou. “No que me diz respeito, reconheço e quero que transmitam fielmente que cometi graves equívocos na avaliação e percepção da situação, especialmente por falta de informações fidedignas e equilibradas. Desde já peço perdão a todos aqueles que ofendi e espero poder fazê-lo pessoalmente, nas próximas semanas, nas reuniões que terei com representantes das pessoas entrevistadas.”

    Barros sempre negou as acusações. De fato, durante a visita do Papa, ele acompanhou os atos na primeira fila. Mas uma das vítimas, Juan Carlos Cruz, funcionário de uma multinacional norte-americana, explicou que o bispo estava ao seu lado quando Karadima abusou dele. Pouco depois de ouvir a resposta de Francisco — “traga-me provas”, disse —, respondeu no Twitter: “Como se alguém pudesse ter feito uma selfie enquanto Karadima abusava de mim com 

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  • Macron provoca indignação após declaração sobre vínculo entre Igreja e Estado

     presidente Emmanuel Macron provocou uma onda de reações de indignação na França, sobretudo entre a esquerda, depois de declara que deseja "reparar" o elo "danificado" entre a Igreja e o Estado em um país o qual o laicismo é um princípio fundamental.

    Em um longo discurso na Conferência Episcopal na segunda-feira à noite, Macron afirmou que deseja "reparar" os vínculos entre a Igreja e o Estado por meio de um "diálogo de verdade".

    "Um presidente da República que alegasse um desinteresse pela Igreja e os católicos faltaria com seu dever", completou.

    Mas em um país no qual o laicismo está ancorado desde 1905 por uma lei sobre a separação entre a Igreja e o Estado, as declarações do presidente de 40 anos provocara reações intensas.

    O ex-primeiro-ministro socialista Manuel Valls recordou no Twitter que "o laicismo é a França".

    "O laicismo é nosso tesouro. Isto é o que o presidente da República deveria defender", tuitou o novo líder do Partido Socialista, Olivier Faure.

    O partido de extrema-esquerda França Insubmissa chamou o discurso do presidente de "irresponsável". "#Macron em pleno delírio metafísico. Insuportável. Esperamos um presidente, escutamos um sub-padre", criticou o presidente do partido e ex-candidato à presidência, Jean-Luc Mélenchon, no Twitter.

    O ministro do Interior, Gérard Collomb, defendeu o presidente.

    "O que ele disse é que para o homem o importante não é apenas o materialismo, e sim que há uma busca absoluta de espiritualidade, de dar um sentido à vida. Pode ser um tom novo, mas não rompe em nada com os grandes princípios do laicismo", disse.

    O princípio da separação da Igreja e do Estado é defendido por muitos franceses. De acordo com uma pesquisa de 2017 do instituto WinGallup, 50% dos franceses se declaram ateus ou sem religião, contra 45% que declaram ter uma religião.

    Mas também é um tema que gera debates acalorados, sobretudo a respeito das manifestações públicas da fé muçulmana ou da herança cristã do país.

    (AFP)



  • Rebelião em prisão da Venezuela deixa 68 mortos

    Uma rebelião ocorrida nesta quarta-feira na prisão do Comando da Polícia do Estado de Carabobo, na cidade de Valencia, no norte da Venezuela, deixou 68 mortos, informou a Procuradoria nacional.

    "Diante dos terríveis fatos ocorridos no Comando da Polícia do Estado de Carabobo, onde um suposto incêndio matou 68 pessoas, designamos quatro procuradores (...) para esclarecer estes dramáticos fatos", declarou o procurador-geral, Tarek William Saab, no Twitter.

    "As indagações preliminares indicam o falecimento de 66 homens e de duas mulheres que se encontravam na qualidade de visitantes", revelou Tarek William Saab.

    O procurador-geral afirmou que o Ministério Público "aprofundará" as investigações "para esclarecer de forma imediata estes dolorosos acontecimentos que enlutaram dezenas de famílias, assim como estabelecer as responsabilidades".

    O incidente ocorreu na manhã desta quarta-feira, durante uma tentativa de fuga da prisão, quando os detentos teriam ateado fogo aos colchões e tomado a arma de um agente, segundo a ONG Janela à Liberdade.

    Carlos Nieto, diretor da ONG, havia informado dezenas de vítimas entre mortos e feridos, acrescentando que "alguns morreram queimados e outros, intoxicados".

    Um vídeo difundido no Twitter mostra dezenas de pessoas exigindo informações, incluindo mulheres chorando diante de um cordão policial.

    Familiares dos detentos tentaram entrar no Comando da Polícia e foram reprimidos com bombas de gás lacrimogêneo.

    Rafael Lacava, governador do estado de Carabobo, manifestou sua "consternação" 

    pelo incidente e prometeu uma severa investigação.

    "Foi iniciada uma investigação séria e profunda sobre as causas e os responsáveis por estes lamentáveis acontecimentos. Estamos ao lado dos familiares em sua dor e necessidades".

    Carlos Nieto destacou que o incidente em Valencia "não é uma situação isolada", já que "todas as delegacias de polícia da Venezuela estão em condições iguais ou piores de superlotação, falta de alimentos e doenças" em relação à detenção do Comando da Polícia de Carabobo.

    A superlotação nas penitenciárias da Venezuela obriga os corpos de segurança a utilizar as delegacias como locais de reclusão permanente.(AFP)