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  • Macron provoca indignação após declaração sobre vínculo entre Igreja e Estado

     presidente Emmanuel Macron provocou uma onda de reações de indignação na França, sobretudo entre a esquerda, depois de declara que deseja "reparar" o elo "danificado" entre a Igreja e o Estado em um país o qual o laicismo é um princípio fundamental.

    Em um longo discurso na Conferência Episcopal na segunda-feira à noite, Macron afirmou que deseja "reparar" os vínculos entre a Igreja e o Estado por meio de um "diálogo de verdade".

    "Um presidente da República que alegasse um desinteresse pela Igreja e os católicos faltaria com seu dever", completou.

    Mas em um país no qual o laicismo está ancorado desde 1905 por uma lei sobre a separação entre a Igreja e o Estado, as declarações do presidente de 40 anos provocara reações intensas.

    O ex-primeiro-ministro socialista Manuel Valls recordou no Twitter que "o laicismo é a França".

    "O laicismo é nosso tesouro. Isto é o que o presidente da República deveria defender", tuitou o novo líder do Partido Socialista, Olivier Faure.

    O partido de extrema-esquerda França Insubmissa chamou o discurso do presidente de "irresponsável". "#Macron em pleno delírio metafísico. Insuportável. Esperamos um presidente, escutamos um sub-padre", criticou o presidente do partido e ex-candidato à presidência, Jean-Luc Mélenchon, no Twitter.

    O ministro do Interior, Gérard Collomb, defendeu o presidente.

    "O que ele disse é que para o homem o importante não é apenas o materialismo, e sim que há uma busca absoluta de espiritualidade, de dar um sentido à vida. Pode ser um tom novo, mas não rompe em nada com os grandes princípios do laicismo", disse.

    O princípio da separação da Igreja e do Estado é defendido por muitos franceses. De acordo com uma pesquisa de 2017 do instituto WinGallup, 50% dos franceses se declaram ateus ou sem religião, contra 45% que declaram ter uma religião.

    Mas também é um tema que gera debates acalorados, sobretudo a respeito das manifestações públicas da fé muçulmana ou da herança cristã do país.

    (AFP)



  • Rebelião em prisão da Venezuela deixa 68 mortos

    Uma rebelião ocorrida nesta quarta-feira na prisão do Comando da Polícia do Estado de Carabobo, na cidade de Valencia, no norte da Venezuela, deixou 68 mortos, informou a Procuradoria nacional.

    "Diante dos terríveis fatos ocorridos no Comando da Polícia do Estado de Carabobo, onde um suposto incêndio matou 68 pessoas, designamos quatro procuradores (...) para esclarecer estes dramáticos fatos", declarou o procurador-geral, Tarek William Saab, no Twitter.

    "As indagações preliminares indicam o falecimento de 66 homens e de duas mulheres que se encontravam na qualidade de visitantes", revelou Tarek William Saab.

    O procurador-geral afirmou que o Ministério Público "aprofundará" as investigações "para esclarecer de forma imediata estes dolorosos acontecimentos que enlutaram dezenas de famílias, assim como estabelecer as responsabilidades".

    O incidente ocorreu na manhã desta quarta-feira, durante uma tentativa de fuga da prisão, quando os detentos teriam ateado fogo aos colchões e tomado a arma de um agente, segundo a ONG Janela à Liberdade.

    Carlos Nieto, diretor da ONG, havia informado dezenas de vítimas entre mortos e feridos, acrescentando que "alguns morreram queimados e outros, intoxicados".

    Um vídeo difundido no Twitter mostra dezenas de pessoas exigindo informações, incluindo mulheres chorando diante de um cordão policial.

    Familiares dos detentos tentaram entrar no Comando da Polícia e foram reprimidos com bombas de gás lacrimogêneo.

    Rafael Lacava, governador do estado de Carabobo, manifestou sua "consternação" 

    pelo incidente e prometeu uma severa investigação.

    "Foi iniciada uma investigação séria e profunda sobre as causas e os responsáveis por estes lamentáveis acontecimentos. Estamos ao lado dos familiares em sua dor e necessidades".

    Carlos Nieto destacou que o incidente em Valencia "não é uma situação isolada", já que "todas as delegacias de polícia da Venezuela estão em condições iguais ou piores de superlotação, falta de alimentos e doenças" em relação à detenção do Comando da Polícia de Carabobo.

    A superlotação nas penitenciárias da Venezuela obriga os corpos de segurança a utilizar as delegacias como locais de reclusão permanente.(AFP) 



  • Kim Jong Un recebido com grande pompa na China antes de reunião com Trump

    O líder norte-coreano Kim Jong Un foi recebido com grande pompa em Pequim em sua primeira visita - secreta - a China, um sinal da vontade de aproximação entre dois aliados históricos antes da reunião de cúpula prevista entre o dirigente de Pyongyang e o presidente americano Donald Trump.

    Em sua primeira viagem ao exterior desde que assumiu o poder no fim de 2011, Kim e sua esposa compareceram a uma cerimônia solene e a a um banquete oferecido em sua homenagem no Grande Palácio do Povo na Praça Tiananmen (Paz Celestial).

    Após um dia e meio de incerteza, a agência de notícias oficial da China, a Xinhua, confirmou nesta quarta-feira a visita de Kim Jong Un a Pequim, quando ele já havia retornado a seu país em uma viagem de trem.

    "Sem dúvida, minha primeira visita ao exterior deveria ser à capital chinesa", disse Kim, de acordo com declarações divulgadas pela agência oficial norte-coreana KCNA.

    "Isto era meu dever solene, sendo alguém que deve cuidar e manter as relações RPDC-RPC através das gerações" completou.

    De acordo com a Xinhua, Kim se declarou disposto a reunir-se com o presidente Trump após vários meses de ameaças entre os dois países pelo programa nuclear norte-coreano, situação que provocou o temor de um conflito.

     

    O encontro de cúpula foi anunciado por fontes sul-coreanas e americanas, mas não havia sido confirmado por nenhuma fonte norte-coreana. Seul afirma que a reunião pode acontecer no fim de maio, mas ainda não foram anunciados o local e a data.

    - 'Boa vontade' -

    O líder norte-coreano, que nos últimos anos ordenou uma série de testes nucleares e disparos de mísseis com capacidade para atingir o território dos Estados Unidos, se pronunciou de modo favorável à desnuclearização da península coreana.

    "Nossa posição constante é de compromisso com a 'desnuclearização' da península coreana, conforme a vontade do ex-presidente Kim Il Sung e do ex-secretário-geral Kim Jong Il", predecessores - avô e pai - de Kim Jong Un.

    "A questão da 'desnuclearização' da península coreana pode ser resolvida se a Coreia do Sul e os Estados Unidos responderem aos nossos esforços com boa vontade, criarem uma atmosfera de paz e estabilidade, enquanto tomam medidas progressivas e simultâneas para a realização da paz", disse Kim durante a visita.

    A Coreia do Sul informou no mês passado que Pyongyang estaria disposta a abandonar o programa nuclear em troca de garantias americanas em termos de segurança. Os testes nucleares e balísticos norte-coreanos estão suspensos.

    Em Washington, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, revelou que Trump recebeu uma mensagem de Xi Jinping sobre as reuniões com Kim Jong Un.

    "Vemos esta evolução como uma nova prova de que nossa campanha de máxima pressão está criando o ambiente apropriado para um diálogo com a Coreia do Norte", declarou.

    - Kim, em traje ao estilo Mao -

    A TV estatal chinesa CCTV exibiu imagens de Kim e Xi apertando as mãos diante das bandeiras dos dois países, acompanhados de suas esposas. O chefe Estado chinês e seu convidado, vestido com um traje ao estilo Mao, escutaram os hinos nacionais dos dois países e passaram a tropa em revista.

    A visita foi revelada na segunda-feira à noite pela imprensa japonesa, que informou a chegada de um alto dirigente norte-coreano a Pequim, sem a certeza absoluta de que a pessoa era Kim Jong Un.

    A imprensa estatal chinesa não confirmou a notícia, provavelmente à espera do retorno de Kim a seu país.

    "Tive conversas bem sucedidas com o secretário-geral Xi Jinping sobre o desenvolvimento de relações entre as duas partes e os dois países, nossas respectivas situações domésticas, a manutenção da paz e da estabilidade na península coreana e outros temas", disse Kim durante o banquete, de acordo com a Xinhua.

    Xi Jinping elogiou a amizade entre os dois países, forjada durante a guerra da Coreia (1950-1953).

    "É uma escolha estratégica e a única boa escolha possível entre os dois países, com base na história e na realidade", disse.

    Xi aceitou um convite para visitar a Coreia do Norte, segundo a agência norte-coreana KCNA.

    A visita de Kim Jong Un a Pequim representa um apoio à diplomacia chinesa, que parecia marginalizada desde o anúncio da reunião de Kim e Trump.

    O líder norte-coreano não se reunira com o presidente chinês desde a sucessão de seu pai, Kim Jong Il, falecido há seis anos.

    Nos últimos anos, as relações bilaterais ficaram tensas diante do crescente apoio de Pequim às sanções econômicas da ONU contra os programas nuclear e balístico de Pyongyang.

    Antes do encontro com Donald Trump, Kim Jong Un se encontrará com o presidente sul-coreano Moon Jae-in no fim de abril na zona desmilitarizada que separa os dois países. (AFP)



  • Facebook nos EUA despenca US$ 35 bilhões em horas com novo escândalo sobre roubo de dados

    O valor do Facebook na bolsa de valores de tecnologia dos Estados Unidos encolheu impressionantes US$ 35 bilhões (ou aproximadamente R$ 115,5 bilhões) entre a manhã e o anoitecer desta segunda-feira.

    Para efeito de comparação, as ações da rede social caíram, só nesta segunda, o equivalente ao valor de mais de 200 mil casas populares no Brasil.

    Até o fechamento do dia na Nasdaq, em Nova York, as ações do Facebook haviam caído 6,7%.

    Esta é a maior redução percentual em valor de mercado do Facebook em um só dia em quatro anos, levando a capitalização de mercado da empresa de US$ 537 bilhões (ou R$ 1,77 trilhão), registrados na sexta-feira à noite, para aproximadamente US$ 500 bilhões no fim desta segunda.

    O resultado teve reflexos nas principais empresas do ramo, que também tiveram resultados negativos nos EUA (enquanto a empresa que controla o Google caiu 3%, outras gigantes como Amazon, Netflix e Apple registraram quedas de até 1,5% nesta segunda-feira).

    A âncora que afunda os papéis da empresa de Mark Zuckerberg foi lançada durante este fim de semana, quando diferentes reportagens da imprensa internacional denunciaram que uma consultoria teria usado informações privadas roubadas de mais de 50 milhões de membros do Facebook.

    Procurado pela BBC Brasil, o Facebook nos Estados Unidos não comentou as perdas na bolsa americana, nem o escândalo revelado no fim de semana.

     

     

    Facebook nos EUA despenca US$ 35 bilhões em horas com novo escândalo sobre roubo de dados

    O caso

    Segundo os jornais britânico The Guardian e The Observer, e o americano The New York Times, a consultoria Cambridge Analytica, responsável por campanhas como a do presidente Donald Trump, teve acessos a dados como amigos, curtidas, publicações, localidade, idade e estado civil de usuários para construir campanhas de marketing político.

    Principal acionista do Facebok, com em torno de 16% das ações da empresa, o fundador da rede social Mark Zuckerberg perdeu, sozinho, quase US$ 5 bilhões após a divulgação do caso.

    A rede social não teria informado seus clientes, usuários e acionistas sobre o uso indevido dos dados.

    O pivô da crise é acadêmico de ciências da computação canadense e ex-funcionário da Cambridge Analytica Christopher Wylie, que teria vendido dados obtidos por um quiz na rede social para a consultoria.

     

    Tratava-se de um teste de personalidade chamado "Esta é sua vida digital", 

    semelhante a dezenas de outros muito populares entre brasileiros.

    De acordo com a imprensa americana, 270 mil pessoas fizeram o quiz - mas os termos de uso, que costumam ser ignorados pela maioria, permitiam que desenvolvedores tivessem acesso aos dados dos amigos dos usuários.

    Isso teria feito o número de pessoas com dados coletados saltar para a casa dos 50 milhões.

    O Facebook apagou as contas da empresa Cambridge Analytica nesta sexta-feira, alegando que a consultoria usou dados irregularmente.

    A Cambridge nega que tenha usado os dados e afirma que apagou todas as informações assim que soube que eles foram colhidos irregularmente.

    Tanto a Cambridge Analytica quanto o Facebook negam qualquer irregularidade. (BBC Brasil )

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  • Putin conquista 4º mandato presidencial na Rússia com grande margem de votos

    Vladimir Putin governará a Rússia pelos próximos seis anos, após confirmar sua já esperada vitória na eleição presidencial deste domingo.

    Com 50% dos votos já contabilizados, ele foi escolhido por 75% dos eleitores, informou a Comissão Eleitoral Central do país. O principal líder da oposição, Alexei Navalny, foi impedido de disputar.

    Em um dicurso na capital Moscou após os primeiros resultados serem divulgados, Putin disse que os eleitores haviam "reconhecido as conquistas dos últimos anos".

    Uma vitória com tal margem assim havia sido prevista por muitos e pode representar um aumento em relação aos 64% dos votos que ele recebeu em 2012.

    Uma pesquisa estatal de boca de urna aponta para uma participação de 63,7%, menos do que em 2012. A campanha de Putin esperava por um índice mais alto para dar a ele a maior força possível para o próximo mandato.

    Sua equipe disse que o resultado é uma "vitória incrível". "A porcentagem fala por si só. É o mandato que Putin precisa para tomar decisões no futuro, e ele tem muitas a fazer", disse um porta-voz à agência russa Interfax.

    Pesquisas de boca de urna apontam que o oponente de Putin que chegará mais próximo dele será Pavel Grudinin, com uma projeção de obter 11,2% dos votos. 

    Putin conquista 4º mandato presidencial na Rússia com grande margem de votos

    Grudinin é um milionário comunista, mas também estavam na disputa a ex-apresentadora de reality show Ksenia Sobchak, e o nacionalista Vladimir Zhirinovsky. O opositor Navalny foi excluído da eleição porque foi condenado por fraude. Ele diz que o caso foi fabricado pelo Kremlin.

    Denúncias

    Em alguns locais, havia oferta de comida grátis e descontos em lojas próximas aos pontos de votação. Vídeos mostram uma série de irregularidades cometidas em um várias cidades. Em algumas imagens, agentes eleitorais aparecem enchendo caixas com cédulas.

    O grupo independente de monitoramento da eleição Golos denunciou irregularidades, como cédulas encontradas em urnas antes da votação começar, observadores sendo impedidos de entrar em locais de votação, suspeitas de pessoas obrigando eleitores a votarem e a obstrução de câmeras posicionadas em pontos de votação para registrar o processo eleitoral.

    No Daguestão, um agente eleitoral disse ter sido impedido de fazer seu trabalho por uma multidão que impedia seu acesso a uma urna. Mas Ella Pamfilova, diretora da Comissão Eleitoral Central, afirmou que nenhuma violação foi registrada até o momento.

    "Analisamos e monitoramos tudo que pudemos, tudo que chegou a nós. Graças a Deus, foi pouca coisa até agora", disse em uma reunião da comissão convocada para tratar de possíveis violações. Ela disse mais cedo que qualquer pessoa envolvida em atos irregulares seria pega.

    Esta votação foi a primeira na Crimeia após a Rússia assumir o controle da região, que antes fazia parte da Ucrânia. Estava previsto que Putin faria um discurso em evento marcado para celebrar o quarto aniversário da anexação, que cai no mesmo dia da eleição.

    Esse ato pela Rússia foi alvo de uma grande contestação por parte de Kiev e aumentou as tensões entre o governo Putin e o Ocidente. Russos vivendo na Ucrânia não puderam participar da votação porque o governo ucraniano impediu o acesso de missões diplomáticas da Rússia.(BBC Brasil )



  • Acrobata do Cirque du Soleil morre durante apresentação

    O acrobata francês Yann Arnaud, 38, morreu neste sábado durante apresentação do Cirque du Soleil na cidade de Tampa, no estado americano da Flórida. Arnaud participava do espetáculo “VOLTA” em número no qual fazia acrobacias aéreas preso a faixas. O acrobata caiu de uma altura de cerca de quatro metros quando uma das faixas se rompeu. Ele foi levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

    Acrobata do Cirque du Soleil morre durante apresentação

    Em entrevista à revista americana Time, Daniel Lamarre, CEO e presidente do Cirque du Soleil afirmou que “toda a família Cirque du Soleil está em choque e arrasada com esta tragédia. Yann esteve conosco por mais de 15 anos e era amado por todos os que tiveram a oportunidade de conhecê-lo”.

    Natural de Champigny-sur-Marne, um subúrbio a sudeste de Paris, na França, mas vivia atualmente em Miami.

    De acordo com Ben Ritter, um espectador citado pelo jornal Tampa Bay Times, o acidente foi “chocante”, com Arnaud permanecendo “desacordado e imóvel” logo após a queda.

    Socorristas ainda levaram o artista ferido ao Tampa General Hospital, mas Arnaud não resistiu às lesões e acabou falecendo.

    “Nos próximos dias e semanas, nosso foco será o suporte à família de Yann e a nossos colaboradores, especialmente ao time do [espetáculo] VOLTA, enquanto enfrentamos esse momento difícil juntos”, afirmou Lamarre.

    Os dois espetáculos de “VOLTA” que se seguiriam ao de sábado foram cancelados. Yann Artaud não é o primeiro artista do Cirque du Soleil a morrer em decorrência a um acidente em cena. Em 2013 uma acrobata do grupo circense morreu após um acidente. Em 2016, o filho do fundador do Cirque du Soleil morreu após se acidentar no palco.(VEJA.com )

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  • Avião com 67 passageiros e 4 tripulantes cai em aeroporto do Nepal

    Ao menos 40 pessoas morreram e 23 ficaram feridas após a queda de um avião de uma companhia de Bangladesh nesta segunda-feira em Katmandu, Nepal. "As possibilidades de encontrar mais sobreviventes são pequenas pelo incêndio no avião", afirmou o porta-voz do exército, Gokul Bhandaree.

    O avião da companhia bengalesa US-Bangla Airlines transportava 67 passageiros e quatro membros da tripulação.

    "Trinta e uma pessoas morreram no local do acidente e nove morreram em dois hospitais em Katmandu", afirmou à AFP o porta-voz policial Manoj Neupane, que disse ainda que são 23 os feridos.

    Colunas de fumaça negra eram observadas na região da queda da aeronave, ao leste da estrada do único aeroporto internacional do Nepal. (Notícias ao Minuto )



  • Trump aceita convite de Kim Jong-un para encontro

    O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, convidou o presidente Donald Trumppara um encontro. Segundo a Coreia do Sul, o líder americano concordou com a reunião, que deve acontecer em maio.

    O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo chefe do escritório presidencial sul-coreano de Segurança Nacional Chung Eui-yong durante pronunciamento na Casa Branca. Chung lidera a delegação sul-coreana que chegou hoje a Washington para informar Trump sobre os assuntos discutidos com Kim Jong-un e membros de seu governo durante o histórico encontro entre as duas Coreias em Pyongyang.

    Segundo o oficial, o ditador norte-coreano também se comprometeu a parar os testes nucleares e de mísseis para iniciar uma negociação com os americanos. O anúncio representa uma grande virada nas relações entre Estados Unidos e Coreia do Norte e uma grande conquista para a diplomacia mundial.

    Durante sua visita aos Estados Unidos, Chung Eui-yong entregou uma carta do ditador norte-coreano a Trump. Na mensagem Kim Jong-un “expressou sua ânsia de conhecer o presidente Trump o mais rápido possível”, disse Chung, que não forneceu nenhuma informação sobre onde a reunião deve acontecer.

    “Eu disse ao presidente Trump que, na reunião que tivemos, o líder norte-coreano disse estar comprometido com a desnuclearização da península”, afirmou o oficial sul-coreano. “O presidente Trump agradeceu as informações e disse que iria encontrar Kim Jong-un até maio para tratar do assunto”. Em Seul, a Presidência esclareceu que a reunião ocorreria até o final do mês de maio.

    A delegação enviada pelo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, chegou nesta quinta-feira a Washington para se reunir com representantes do governo americano.

    A Casa Branca confirmou que o republicano aceitou o convite de Kim para um encontro. Segundo a porta-voz Sarah Huckabee Sanders, “o presidente Trump agradece muito as lindas palavras da delegação sul-coreana e do presidente Moon”.

    “Ansiamos pela desnuclearização da Coreia do Norte”, disse em comunicado. “Entretanto, por enquanto todas as sanções e uma pressão máxima devem permanecer.”

    No início da semana, a Coreia do Norte já havia concordado em interromper seus testes de armas nucleares e mísseis se houvesse conversações com os Estados Unidos. Chung Eui-yong, afirmou na terça-feira que Kim disse estar pronto para conversar “de coração aberto” com os líderes americanos em questões relacionadas a uma possível desnuclearização do Norte e à normalização das relações entre Pyongyang e Washington

    Ele informou que a Coreia do Norte também deixou claro que não precisaria manter suas armas nucleares se as ameaças militares contra o país fossem resolvidas e se recebesse garantias de segurança.

    As tensões causadas pelos programas nuclear e de mísseis norte-coreanos alcançaram os níveis mais elevados dos últimos anos em 2017. Pyongyang desenvolve seus programas de armas desafiando resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), e recentemente Kim Jong-un e Trump recorreram a uma retórica áspera e beligerante.

    A Coreia do Norte alardeia seus planos para desenvolver um míssil com ogiva nuclear capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos, mas os temores de uma guerra de grandes proporções foram atenuados no mês passado, coincidindo com a participação norte-coreana na Olimpíada de Inverno, realizada na Coreia do Sul.(VEJA.com )



  • Carta de Einstein é leiloada por mais de 100 mil dólares em Jerusalém

    Uma carta escrita pelo físico Albert Einstein foi arrematada por 103.700 dólares nesta terça-feira (6) em um leilão em Jerusalém constatou um jornalista da AFP.

    A carta manuscrita sobre a teoria da gravitação, escrita em alemão, foi enviada por Albert Einstein em 1928 de Berlim a um colega matemático.

    Seu comprador pediu para ter sua identidade preservada.

    Outros lotes, entre eles cartas, autógrafos e fotos do prêmio Nobel de Física de 1921, foram arrematados por vários milhares de dólares.

    "Estas cartas revelam a personalidade complexa do grande cientista", disse à AFP o diretor da casa de leilões Winner's, Gal Wiener.

    Em outubro de 2017, um manuscrito de Einstein sobre o segredo da felicidade foi leiloado em Jerusalém por 1,56 milhão de dólares, cerca de 200 vezes mais que as estimativas anteriores, que apontavam a um valor avaliado entre 5.000 e 8.000 dólares.

    Einstein, que recusou-se a se tornar o primeiro presidente de Israel, era governador não residente da Universidade Hebraica de Jerusalém até sua morte, em 1955.

    Ele deixou seus arquivos, a maior coleção do mundo de seus documentos, para esta instituição. Entre os documentos está o manuscrito da teoria da relatividade.

     

    Vídeo: Carta de Einstein é leiloada por mais de 100 mil dólares em Jesuralém (Via AFP)



  • Metade dos jovens venezuelanos quer deixar o país, diz pesquisa

    Mais da metade dos jovens na Venezuela pensa em deixar permanentemente o país em razão da crise econômica e política, aponta uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pela empresa americana Gallup. Cerca de 53% das pessoas entre 15 e 29 anos afirma que mudaria para outro país se tivesse a oportunidade – considerando a população total da nação sul-americana, o número cai para 41%.

    A taxa é a maior registrada desde 2008, quando a série de levantamentos começou. A empresa afirma que os dados foram coletados entre agosto e novembro de 2017, quando “a violência e a fome dominaram o país” liderado por Nicolás Maduro. “Os moradores [da Venezuela] estão sofrendo e [isso reflete] em suas avaliações de vida, pois perderam o senso de segurança, a fé em seu governo e a capacidade de pagar alimentos e obter cuidados de saúde de qualidade”, escrevem os pesquisadores no relatório.

    Os dados apontam que os jovens são os que demonstram maior desejo em deixar o país, tendência que vai diminuindo conforme a idade dos entrevistados avança. Na faixa etária dos 30 aos 44 anos, esse número cai para 44%; na dos 45 aos 54, diminui para 38%; e, entre os maiores de 55, chega aos 22%.

    Dos moradores que dizem que gostariam de viver no exterior, 64% afirma que gostaria de viver em algum país vizinho da América Latina. A Colômbia é o mais citado, com um em cada cinco (20%) venezuelanos dizendo que se mudaria para lá entre todas as opções ao redor do globo. Segundo o relatório, só em 2017, funcionários colombianos da imigração contaram mais de 500.000 refugiados venezuelanos que atravessaram a fronteira com o país.

    Os Estados Unidos são o segundo destino preferido, com 17% dos entrevistados afirmando que iria para lá. “Para aqueles que buscam se mudar permanentemente para os Estados Unidos, pode ser complicado, por causa das mudanças feitas no processo de pedido de asilo do Serviço de Imigração dos Estados Unidos. Elas podem tornar mais difícil para os venezuelanos buscarem asilo lá”, explica o relatório.

    “Com o presidente Nicolás Maduro tentando a candidatura à reeleição nesta primavera, uma mudança de liderança poderia levar muitos venezuelanos a reconsiderar a potencial ideia de mudar [de país]”, conclui o documento.VEJA.com 



  • Avião militar russo cai na Síria e deixa 32 mortos

    Um avião de transporte russo An-26 sofreu um acidente no momento em que efetuava a aterrissagem na base aérea de Hmeimin, província de Latakia, na Síria.

    Segundo dados preliminares, estavam a bordo 26 passageiros e 6 tripulantes e todos morreram.

    "Às 15H00 (9H00 de Brasília), um avião de transporte An-26 caiu no aeródromo de Hmeimin. A catástrofe, segundo as primeiras informações, deveu-se aparentemente a um problema técnico", informou o ministério da Defesa da Rússia .(Notícias ao Minuto )

    .Maisi nformações em instantes



  • Um adulto e quatro crianças são encontrados mortos nos EUA

    Cinco pessoas foram encontradas mortas dentro de uma casa de Massachusetts, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (1º). Os corpos de quatro crianças e um adulto foram encontrados em um endereço da Old Warren Road, em West Brookfield - a 100 quilômetros de Boston.

    Conforme o Boston Herald, a causa da morte está sendo investigada. Não há informação se houve homicídio.

    O Departamento de Polícia de West Brookfield confirmou as mortes, via Twitter, por volta das 17h locais (19h em Brasília). Alguns jornais locais noticiaram que os corpos estariam carbonizados. A rua toda foi interditada.(Notícias ao Minuto )



  • Trump insiste em armar professores para evitar ataques em escolas

    O presidente americano, Donald Trump, assegurou nesta quinta-feira (22) que as escolas "sem armas" são um "ímã" para os assassinos em massa, reiterando sua proposta de armar alguns professores para obter um efeito dissuasivo ante possíveis ataques.

    Em uma série de tuítes, o presidente considerou que essa medida poderia ser determinante: "uma escola 'sem armas' é um ímã para pessoas ruins", lançou, despertando o rechaço de parte da comunidade educacional e de legisladores republicanos e democratas.

    Trump já havia apoiado essa proposta durante uma reunião na quarta-feira na Casa Branca com sobreviventes do massacre em uma escola da Flórida, que deixou 17 mortos na semana passada.

    "Professores e treinadores altamente treinados e adeptos às armas solucionariam instantaneamente o problema antes da chegada da Polícia. GRANDE PODER DISSUASIVO", escreveu Trump.

    O presidente considerou que 20% dos professores, aqueles adeptos às armas e com "antecedentes militares ou treinamento especial" poderiam portar "armas escondidas", o que lhes permitiria "imediatamente responder aos disparos se um louco selvagem entrasse em uma escola com más intenções".

    "Se um 'atirador psicopata' sabe que uma escola tem um grande número de professores especialistas em armas (...) nunca 

    Trump insiste em armar professores para evitar ataques em escolas

    atacará essa escola (...) Problema resolvido", assinalou.

    Depois o presidente chegou a mencionar a possibilidade de dar um "bônus" aos que portarem armas nas salas de aula, mas sem dar mais detalhes.

    Após o ataque a tiros na Flórida, Trump disse que promoverá controles nas compras de armas e propôs proibir um dispositivo que permite converter armas semiautomáticas em automáticas.

    - Não à corrida armamentista nas escolas -

    Mas a insistência do presidente em armar os professores gerou uma onda de rejeição.

    "Pais e educadores rejeitam esmagadoramente a ideia de armar os funcionários das escolas", disse Lily Eskelsen Garcia, presidente da Associação Nacional de Educação (NEA), a maior união de profissionais dos Estados Unidos, com quase três milhões de membros.

    "Trazer mais armas para nossas escolas não faz nada para proteger nossos estudantes e educadores da violência", acrescentou.

    Randi Weingarten, chefe da Federação Americana de Professores, condenou o que chamou de "corrida armamentista" e esforços para "transformar as escolas em fortalezas militarizadas ao armar professores".

    Para a professora Melissa Falkowski, que escondeu estudantes em sua sala de aula durante o ataque a tiros na escola Stoneman Douglas, a proposta é "ridícula".

    "Por que estamos tratando nossas escolas como se devessem ser uma instalação militar com professores treinados como oficiais de Polícia e militares?" - questionou em entrevista à CNN.

    Durante um debate na noite de quarta-feira na CNN, numerosas vozes também criticaram esse possível cenário.

    "Devo me formar como uma policial ao invés de educar crianças?" - perguntou Ashley Kurth, também professora na Stoneman Douglas, de Parkland. "Devo usar um colete à prova de balas?" - acrescentou.

    O senador republicano Marco Rubio também mostrou suas diferenças com Trump, afirmando sua oposição a essa ideia. Enquanto isso, o legislador democrata Richard Blumenthal chamou de "loucura tóxica".

    - 'Vergonhosa politização' -

    Na série de tuítes, Trump também disse que apoiaria causas como aumentar a idade mínima para comprar um fuzil de 18 para 21 anos, e reforçaria os controles de antecedentes criminais e de saúde mental dos compradores em potencial.

    Várias pessoas destacaram o fato de que o atirador de Parkland, Nikolas Cruz, de 19 anos, conseguiu comprar legalmente um fuzil semiautomático, enquanto precisava esperar completar 21 anos para beber nos Estados Unidos.

    A Associação Nacional do Rifle (NRA), o poderoso lobby pró-armas que pagou 30 milhões de dólares na campanha presidencial de Trump, expressou sua oposição a qualquer aumento da idade legal para comprar uma arma, estimando que tal medida "pune cidadãos obedientes da lei para os atos malignos dos criminosos".

    O chefe da NRA, Wayne LaPierre, denunciou "a vergonhosa politização" do ataque a tiros na Flórida e chamou de "movimentos venenosos" de supostos "socialistas" da esquerda americana e dos meios de comunicação que criticam o poderoso lobby.

    "Para eles, não é uma questão de segurança, é um tema político", acrescentou LaPierre durante uma conferência anual de conservadores, em seu primeiro pronunciamento público após o ataque da Flórida.

    LaPierre também parecia concordar com Trump em promover a fortificação das escolas para evitar mais ataques a tiros.

    As escolas em áreas desarmadas são "alvos abertos para qualquer homem louco", afirmou, repetindo a posição de longa data da NRA: "Para deter um homem mau com uma arma, você precisa de um homem bom com uma arma".

    Após o ataque na Flórida, os alunos sobreviventes lideraram o movimento #NeverAgain e convocaram marchas para exigir maior controle sobre o acesso às armas.(AFP)



  • Terremoto de magnitude 6 na escala de Richter atinge o sul do México

    Um terremoto de magnitude 6 na escala de Richter com epicentro no estado de Oaxaca, no sul do México, surpreendeu os mexicanos na madrugada desta segunda-feira (19). Na última sexta-feira (16), o país sofreu com um tremor de 7,2.

    O Serviço Sismológico Nacional informou através do Twitter que o terremoto foi registrado à 0h57 no hora local (03:57 em Brasília) tem epicentro localizado a 40 quilômetros a leste de Pinotepa Nacional e a 10 quilômetros de profundidade.

    O Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, informou que a Proteção Civil "ativou os protocolos e está em contato com as autoridades locais".

    Na sexta-feira (16), o tremor de magnitude 7,2 na escala de Richter sacudiu o México e teve pelo menos 150 réplicas. O incidente não causou danos graves nem vítimas.

    Segundo informação do Serviço Sismológico Nacional, o tremor de magnitude 7,2 foi sentido às 17h39 locais (21h39 em Brasília) no centro e sul do país, e teve epicentro a 11 quilômetros a sul de Pinotepa Nacional, no estado de Oaxaca.

    Uma hora depois, um novo abalo, de magnitude 5,9, teve epicentro a 14 quilômetros ao sul de Pinotepa Nacional. Às 20h30 locais, três horas após o primeiro tremor, havia notícia de 150 réplicas.

    O forte abalo de 7,2 fez com que os mexicanos revivessem as imagens dos edifícios destruídos e das pessoas soterradas nos escombros originados pelos terremotos de setembro de 2017, que fizeram 471 vítimas mortais, nos estados de México, Oaxaca, Guerrero, Chiapas, Morelos, Puebla e na capital do país. Com informações da Lusa.(Notícias ao Minuto )



  • Sem fogos de artifícios, chineses celebram o ano do cachorro

    Os próximos meses não serão um mar de rosas para os líderes do planeta, essa é a previsão dos mestres do feng shui de Hong Kong sobre o “Ano do Cão” no calendário lunar chinês, que começa na noite desta quinta-feira (15).

    Com Heike Schmidt, correspondente da RFI na China

    Para este ano do cão, os especialistas no assunto preveem muitos conflitos políticos e mais tensões entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

    Apesar das previsões pessimistas para a política mundial, os chineses vão comemorar nesta quinta-feira à noite o início do Ano Novo, o "Chunjie" ou o "Festival da Primavera", em meio a um grande frenesi consumista.

    Em 2017, os chineses gastaram quase R$ 500 bilhões na maior festa culinária do ano. O Ministério do Comércio do país estima que esse valor será largamente superado neste ano.

    Em um mercado de Pequim, a correspondente da RFI, Heike Schmidt, ouve o clamor de um vendedor que se encontra sob luzes vermelhas e guirlandas de ouro: "Venha, venha! Compre minhas últimas laranjas porque vou para minha cidade para celebrar o Ano Novo ".

    Liang Zi, um dos clientes, detalha suas compras: "Já tenho camarão, carnes, nozes. Vou dar presentes a amigos e as crianças receberão um envelope com dinheiro. Vou gastar cerca de R$ 3 mil", diz ele.(RFI )