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  • Forte terremoto sacode costa sul do México, deixa 15 mortos e gera alerta de tsunami na América Central

    As ruínas de uma casa em Oaxaca, após forte tremor (Foto: Luis Alberto Cruz / AP Photo)

    Forte terremoto de magnitude 8,1 atingiu a costa sul do México no final da noite desta quinta-feira (7), informou o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que registra sismos em todo o mundo. Chegam a 15 o número de mortes confirmadas nos estados de Chiapas e Tabasco.

    O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico emitiu alerta de possíveis ondas gigantes de até 4 metros de altura para México, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Honduras e Equador.

    O sismo sacudiu quase todo o México e foi sentido em vários países da América Central.

    Forte terremoto sacode costa sul do México, deixa 15 mortos e gera alerta de tsunami na América Central

    Famílias deixam seus imóveis na Cidade do México após forte tremor (Foto: Pedro Pardo / AFP Photo)

    Mortes

     

    Ao menos três pessoas morreram no estado mexicano de Chiapas, informou o governador Manuel Velasco, todas soterradas dentro de uma casa na cidade de San Cristóbal. Ele também pediu aos moradores da região costeiras que deixem suas casas ante o risco de tsunami.

    O governador de Tabasco, Arturo Núñez, reportou a morte de dois menores de idade.

    O governador de Oaxaca, Alejandro Murat, afirmou que tremor deixou feridos em um hotel de Istmo de Tehuantepec.

    A agência de proteção civil do México informou que o terremoto foi o mais forte a atingir o país desde o devastador tremor de 1985 que derrubou edifícios e matou milhares.

    Presidente

     

    O presidente do México, Enrique Peña Nieto, advertiu a população que é provável que nas próximas 24 horas aconteça una forte réplica. “´Precisamos estar mais atentos, pois a réplica pode superar magnitude 7”, afirmou.

    Doze Réplicas de magnitudes - as mais fortes com magnitude 4,3, 4,5, 5,7 e 6 - ocorreram poucas horas depois na mesma região do terremoto principal.

     

    Cidade do México

     

    Na Cidade do México, moradores deixaram seus imóveis e correram para as ruas em pijamas. Alarmes soaram após o tremor.

    O chefe de governo da Cidade do México, Miguel Ángel Mancera, disse à “Televisa” que foi ativado protocolo antiterremoto pouco após o forte tremor e que falta energia elétrica em algumas regiões. O Metro e o Aeroporto Internacional estão em operação.

    O epicentro do terremoto foi localizado a 119 km de Três Picos, região de fronteira com a Guatemala, a uma profundidade de 33 km.

    Guatemala

     

    O tremor também foi sentido na vizinha Guatemala, onde autoridades informaram que o terremoto feriu pessoas e destruiu casas no departamento de San Marcos, fronteira com México. O governo está deslocando militares para a região.(G1)

     
     

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  • 'Terremoto' abala Sol após recente clarão extraordinário

    O último clarão solar, classificado como o mais forte dos últimos 12 anos, causou ondas sísmicas, que cientistas chamam de “terremoto solar”, disse à Sputnik o colaborador do Instituto russo de Pesquisas Espaciais da Academia de Ciências da Rússia, Aleksei Struminsky.

    O clarão solar, que ocorreu na quarta-feira (6), é considerado o mais forte dos últimos 12 anos. O anterior clarão de potência igual foi detectado em 2005.

    "O interessante deste clarão é que, durante certas explosões, pode-se notar um terremoto solar, ou seja, quando ondas sísmicas — vistas nas imagens — se espalham pela superfície do Sol", comentou Struminsky.

    Segundo o cientista, o clarão não deve afetar a saúde da humanidade, tampouco o funcionamento das comunicações via rádio.

     No entanto, o dirigente do Clube Espacial de Moscou, Ivan Moiseev, acredita que o recente clarão possa provocar já hoje (7) uma forte tempestade geomagnética, capaz de interromper o funcionamento de aparelhos espaciais.

    "É possível que haja interrupções no funcionamento de aparelhos espaciais na órbita. Ainda não ocorreu nenhuma catástrofe, mas interrupções do funcionamento de máquinas já aconteceram, 

    é fato registrado. Forte aumento da atividade solar afeta bastante o funcionamento de equipamento especial", especificou Moiseev.

    Entretanto, o cientista sublinhou que por enquanto nenhum problema foi detectado no espaço após o clarão.

    Com informações do Sputnik News. 

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  • Coreia do Norte planeja novo teste com míssil, diz governo sul-coreano

    Kim Jong-Un inspeciona suposta bomba de hidrogênio em foto divulgada no sábado (2) (Foto: KCNA via REUTERS)

    O Ministério da Defesa da Coreia do Sul informou nesta segunda-feira (4) que a vizinha Coreia Norte prepara um novo lançamento de míssil, após o teste nuclear com uma bomba de hidrogênio, no domingo (3).

    "Nós continuamos a ver sinais de um possível novo lançamento de míssil, inclusive um míssil balístico de alcance intercontinental", afirmou o ministro Chang Kyung-soo, de acordo com a TV britânica BBC.

    O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Song Young-Moo, afirmou nesta segunda-feira acreditar que a Coreia do Norte miniaturizou com sucesso uma arma nuclear, ao tamanho de uma ogiva. "Acreditamos que entra em um míssil balístico intercontinental", afirmou Song Young-Moo aos deputados no Parlamento, segundo a France Presse.

    A possibilidade do lançamento de um novo míssil pelo governo de Kim Jong-un é cogitada um dia após o anúncio da realização do sexto e mais potente teste nuclear até agora, com uma bomba de hidrogênio.

    A ação, que provocou um tremor de magnitude 6,3 no território norte-coreano, provocou uma grande consternação na comunidade internacional.

    Uma fonte sul-coreana afirmou à AFP que a potência da explosão do teste nuclear norte-coreano está estimada em 50 quilotons. Esta quantidade de energia representaria cinco vezes mais que o último teste nuclear realizado por Pyongyang em setembro do ano passado, e três vezes mais que a bomba americana que destruiu a cidade japonesa de Hiroshima em 1945.

    O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda-feira para discutir punições ao governo de Pyongyang e os Estados Unidos prometeram uma ação 'esmagadora', com uma resposta militar maciça se Kim Jong-un atacar.

    Suíça pronta para mediação

     

    A Suíça está preparada para agir como mediadora para ajudar a resolver a crise da Coreia do Norte, inclusive sediando conversas ministeriais, disse a presidente suíça, Doris Leuthard, nesta segunda-feira, segundo a Reuters.

    "Nós estamos prontos para oferecer nosso papel como um mediador. Agora realmente é a hora de se sentar a uma mesa. As grandes potências têm uma responsabilidade", disse Leuthard, em coletiva de imprensa.

    Leuthard disse que soldados suíços foram mobilizados para a área de fronteira entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, lembrando que o país tem um longo histórico de diplomacia neutra. Entretanto, os Estados Unidos e a China precisam assumir sua parte da responsabilidade, disse.

     

    Temor de substâncias radioativas

     

    Japão e China não detectaram em seu meio ambiente substâncias radioativas procedentes do teste nuclear norte-coreano, segundo a France Presse.

    "Não detectamos nada em particular nos monitoramentos realizados no país", afirmou Yoshihide Suga, porta-voz do governo japonês.

    A China chegou à mesma conclusão: "Os resultados de nossas observações mostraram que o teste nuclear da Coreia do Norte não teve impacto no meio ambiente de nossa nação, nem sobre a população", afirmou o ministério chinês do Meio Ambiente.

    O ministro japonês da Defesa, Itsunori Onodera, afirmou no domingo que aviões de detecção da Aeronáutica haviam iniciado uma operação para monitorar a situação, assim como várias agências.(G1)

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  • Príncipe William e Kate Middleton esperam o terceiro filho

    Kate Middleton está grávida do terceiro filho, anunciou o escritório real do príncipe William na manhã desta segunda-feira, 4.

    "Vossas majestades o duque e a duquesa de Cambridge têm muito prazer em anunciar que a duquesa de Cambridge está esperando um bebê", diz o anúncio. "A rainha e os membros de ambas as famílias estão encantados com a notícia", continua.

    Kate está sofrendo de hiperemese gravídica, uma complicação da gravidez que causa vômito e enjoo excessivos, mas já está sob cuidados médicos no Palácio de Kensington, informa a mesma nota. Ela sofreu da mesma condição nas duas outras gestações: de George, hoje com 4 anos, e da princesa Charlotte, de 2 anos de idade.(ESTADÃO)

     

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  • Conselho de Segurança condena míssil da Coreia do Norte

    O Conselho de Segurança da ONU condenou "veementemente" o lançamento pela Coreia do Norte de um míssil balístico que sobrevoou o Japão, numa declaração adotada por unanimidade nesta terça-feira (29/08).

    "O Conselho de Segurança condena veementemente o míssil balístico lançado pela República Democrática Popular da Coreia [nome oficial do país] que sobrevoou o Japão, assim como múltiplos outros lançados em 25 de agosto de 2017", diz o texto aprovado pelos 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, incluindo a China, aliada de Pyongyang.

    Leia mais: Coreia do Norte, da fundação ao programa nuclear

    A declaração unânime do Conselho de Segurança, que se reuniu sob caráter de emergência a pedido de Tóquio e Washington, descreveu as ações de Pyongyang como "ultrajantes" e insistiu na exigência de que o governo norte-coreano "pare de imediato" com os lançamentos.

    "O Conselho de Segurança, determinado no seu compromisso por uma península coreana desnuclearizada, enfatiza a importância vital de ações imediatas e concretas" por parte de Pyongyang "de forma a diminuir a tensão", diz o comunicado. Os lançamentos representam "não apenas uma ameaça para a região, mas para todos os Estados-membros da ONU", prossegue o texto.

    O órgão da ONU se manifestou "seriamente preocupado" por a Coreia do Norte estar "minando a paz e a estabilidade regional de forma deliberada" e reiterou estar comprometido com uma solução política, diplomática e pacífica, além de renovar os apelos a Pyongyang para que suspenda os seus programas nucleares e de mísseis.

    "Pede-se a todos os Estados-membros que apliquem de forma estrita e plena as resoluções da ONU, incluindo aquelas que impõem sanções econômicas à Coreia do Norte", ressaltou o texto, lido na sala oficial do Conselho de Segurança das Nações Unidas pelo presidente em exercício, o embaixador egípcio. O documento, no entanto, não aborda a possibilidade de potenciais novas sanções.

    O mais recente lançamento de um míssil por parte da Coreia do Norte ocorreu menos de um mês depois de o Conselho de Segurança da ONU ter aprovado, por unanimidade, uma resolução que incluiu o mais duro pacote de sanções contra Pyongyang, incluindo a 

    proibição de exportações norte-coreanas de carvão, ferro e chumbo. As medidas devem privar a Coreia do Norte de receitas anuais na ordem de 1 bilhão de dólares.

    Na manhã desta terça-feira, a Coreia do Norte ter disparado um míssil que, pela primeira vez desde 2009, sobrevoou o território japonês, percorrendo 2.700 quilômetros antes de cair a leste da ilha de Hokkaido em águas do oceano Pacífico.

    Tratou-se do 13º lançamento de um míssil balístico pela Coreia do Norte desde o início do ano, segundo dados de Seul. No último domingo, Pyongyang também lançou três mísseis de curto alcance no Mar do Japão.

    Pequim indica afastamento de Pyongyang

    O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, admitiu que o lançamento do míssil norte-coreano "violou as resoluções das Nações Unidas e minou os tratados de não proliferação".

    "A China não é a favor [do lançamento do míssil] e estamos trabalhando com outros membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas", afirmou Wang, prometendo também "dar a resposta necessária".

    O ministro chinês ressaltou que China e Coreia do Norte "são vizinhos e têm uma velha amizade", mas disse que Pyongyang "violou as resoluções e, por isso, como membro permanente do Conselho de Segurança e país importante e responsável, a China deve tomar uma posição clara".

    Wang sublinhou que o seu governo "cumprirá totalmente com as resoluções" da ONU e afirmou que estas são importantes para tentar "conter o programa nuclear e de mísseis norte-coreano". O ministro apelou ainda "a todas as partes para que não empreendam ações que resultem numa escalada de tensões".

    O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, pediram que se eleve até um "nível extremo" a pressão sobre a Coreia do Norte. Nesta terça-feira, Abe falou ao telefone com o presidente americano, Donald Trump, e ambos prometeram intensificar a pressão sobre Pyongyang.

    O regime norte-coreano disparou o míssil sobre o Japão em protesto contra exercícios militares de Washington e Seul que estão em curso na península coreana, e que Pyongyang considera um ensaio para uma invasão.

    A China é o principal aliado e parceiro comercial da Coreia do Norte, mas tem se afastado do regime de Kim Jong-un, devido à sua insistência em desenvolver um programa nuclear.(dw.com)

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  • Tempestade Harvey provoca inundações sem precedentes

    Grandes partes da metrópole de Houston, a cidade mais populosa do estado americano do Texas, estão inundadas após a chegada do furacão Harvey, transformado em tempestade tropical. Segundo especialistas, os danos provocados podem ser semelhantes aos do furacão Katrina de 2005, considerado o mais custoso desastre natural da história dos EUA.

    Tempestade Harvey provoca inundações sem precedentes

    O Centro Nacional de Furacões classificou as inundações de "sem precedentes". Estima-se que haja mais fortes chuvas até sexta-feira. Em uma semana, as chuvas podem equivaler à média de precipitação de um ano inteiro na região.

    Diante da previsão, ainda é muito cedo para estimar os danos, comunicou a Insurance Information Institute, uma organização da indústria de seguros neste domingo (27).

    Em 2005, as inundações após a passagem do furacão Katrina provocaram danos de mais de 15 bilhões de dólares nos estados de Louisiana e Mississippi. Na época, o então presidente americano, George W. Bush, foi duramente criticado pela reação lenta do governo federal à tempestade, que deixou mais de 1.800 mortos e causou um prejuízo de cerca de 151 bilhões de dólares aos cofres públicos.

    A tempestade Harvey provocou ao menos cinco mortes, segundo o Serviço Meteorológico Nacional dos Estados Unidos (NWS). Na parte sul do Texas, a situação segue precária. De acordo com o governador 

    do estado, Greg Abbott, massivas operações de resgate com centenas de barcos e dezenas de helicópteros estão em andamento. Foram mobilizados três mil membros da Guarda Nacional, e 250 estradas foram bloqueadas. Os dois aeroportos da cidade foram fechados.

    Autoridades previram mais 60 centímetros de chuva no Texas. Os serviços de emergência estão sobrecarregados e só atendem chamadas de casos de vida ou morte. Isso deixou muitos residentes com a escolha única de ficar em suas casas e lidar com os níveis crescentes de água ou se arriscar em inundações perigosas. O Centro Nacional de Furações pediu que as pessoas que estejam seguras permaneçam em suas residências, embora haja o temor de que muitas pessoas tentarão sua sorte nas águas nos próximos dias.

    Informações desencontradas

    Antes da tempestade, os residentes de Houston receberam informações confusas sobre uma possível evacuação – com o governador do Texas e o prefeito de Houston aconselhando diferentes medidas.

    A moradora Desiree Mallard e seu filho de 2 anos chegaram a um abrigo de emergência depois de fugirem de seu complexo de apartamentos num colchão inflado. Um barco da Guarda Costeira os resgatou. Ela disse à agência de notícias Associated Press que queria ter saído de casa antes que o furacão Harvey se aproximasse da Costa do Golfo do Texas, mas viu no noticiário para ficar em casa.

    "E então, quando a coisa ficou ruim, eles disseram que é tarde demais para evacuar", disse Mallard.

    O prefeito de Houston, Sylvester Turner, que aconselhou os residentes a não abandonarem suas casas, defendeu sua posição alegando informações imprecisas sobre para onde o furacão Harvey estava se dirigindo e a logística "maluca" de evacuar uma cidade de 2,3 milhões de habitantes dentro de alguns dias.

    Turner lembrou a morte de dezenas de pessoas em 2005, quando ficaram presas 20 horas num congestionamento ao tentar fugir do furacão Rita, que mudou de curso e não atingiu Houston. As pessoas morreram de insolação e em acidentes em meio ao caos.

    O furacão Harvey alcançou a costa texana no Golfo do México, na altura de Rockport, na noite de sexta-feira. Desde então, o furacão depois rebaixado para tempestade tropical provocou chuvas torrenciais desde a cidade de Corpus Christi, no sudeste, até a metrópole de Houston, mais ao norte.

    Nas redes sociais, usuários postaram fotos e vídeos das águas que invadiram Houston.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que planeja ir ao Texas na terça-feira. Segundo a Casa Branca, Trump decretou estado de emergência no Texas a pedido de Abbott. Desta forma, fundos federais podem ser liberados para a reparação dos danos causados pelo furacão Harvey. (DW)

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  • Terremoto deixa mortos e provoca pânico em ilha turística da Itália

    Resgatistas retiraram bebê de escombros nesta terça-feira (22) na ilha de Isquia, na Itália (Foto: Antonio Dilaurenzo/Reuters)

    Ao menos duas mulheres morreram e 39 pessoas sofreram ferimentos sem gravidade após o terremoto ocorrido na noite desta segunda-feira (21) na ilha turística de Ischia, na baía de Nápoles, na Itália.

    Uma das vítimas é uma idosa, atingida por destroços de uma igreja. A segunda vítima estava em uma casa que desmoronou com o tremor de terra de magnitude 4 na escala Richter. 

    Os bombeiros trabalham há mais de 12 horas para resgatar duas crianças, dois irmãos de 7 e 11 anos, presas entre os escombros. O mais velho, Mattia, foi resgatado por volta de 11h locais. os bombeiros trabalham agora para retirar o menor, Ciro, de 7 anos. As crianças se enconderam embaixo de uma cama e conseguiam se comunicar por celular com as equipes de resgate.

    O irmão mais novo da mesma família, um bebê de 7 meses, foi resgatado com vida e passa bem. A ilha de Ischia, muito frequentada durante o verão, tem construções pouco resistentes a seísmos. Com medo, muitos turistas dormiram nos carros e deixam a ilha na manhã desta terça-feira (22).

    Pânico na ilha

    Os danos causados pelo terremoto se concentram em Casamicciola e Lacco Ameno, dois pequenos municípios na costa norte desta ilha de 47 km2, densamente povoada, que normalmente tem 62 mil habitantes, uma população que aumenta radicalmente no verão.

    Vários edifícios entraram em colapso, com fissuras largas e ameaçadoras. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas, a maioria ligeiramente. O terremoto aconteceu às

    20h57 da manhã locais (15h57 em Brasília), com um epicentro a cerca de 10 quilômetros ao norte de Ischia.

    "Houve um barulho e depois pânico entre os turistas que jantavam", contou Gianpaolo Castagna, que dirige o restaurante La Pergola, em Casamicciola. "Felizmente, a estrutura não foi danificada, com exceção de alguns pedaços de gesso que caíram, mas as pessoas estavam muito assustadas e todos passamos a noite lá fora", acrescentou Castagna, afirmando que o estabelecimento estava 80% cheio, ou seja, com entre 120 e 130 pessoas presentes no local na hora do terremoto.(RFI )

     

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  • Dez estão desaparecidos após colisão de destróier americano em Cingapura

    Dez marinheiros americanos estão desaparecidos e cinco ficaram feridos após a colisão nesta segunda-feira entre um destróier americano e um petroleiro ao leste de Cingapura, no segundo acidente em dois meses de um navio de guerra dos Estados Unidos.

    O destróier "USS John S. McCain", equipado com mísseis teleguiados, chegou na segunda-feira à tarde a Cingapura com um grande buraco em seu casco após o acidente, que aconteceu durante a madrugada, informou a Marinha americana. 

    Uma grande operação de busca e resgate dos 10 marinheiros desaparecidos teve início, com a participação de navios e aviões de três países, depois que o destróier colidiu com o petroleiro de bandeira liberiana "Alnic MC" perto do estreito de Malaca.

    O petroleiro é um navio-tanque de mais de 30.000 toneladas usado para transportar petróleo ou produtos químicos, de acordo com o site especializado Marine Traffic.

    O destróier sofreu "danos significativos no casco que provocaram a inundação dos compartimentos próximos, incluindo beliches 

    da tripulação, salas de máquinas e de comunicações", informou a Marinha americana em um comunicado.

    "Os esforços da tripulação para conter os danos evitaram uma entrada de água maior", completa a nota.

    Um helicóptero transportou quatro feridos para um hospital de Cingapura, mas nenhum deles corre perigo. O quinto ferido recebeu atendimento médico na embarcação.

    O destróier de 154 metros de comprimento colidiu às 5H24 locais (18H24 de Brasília, domingo) com um petroleiro um pouco maior (182 metros) quando seguia em direção a Cingapura para uma parada de rotina. A embarcação prosseguiu a navegação por seus próprios meios.

    O "USS John S. McCain" chegou ao porto escoltado por outras duas embarcações.

    Segunda colisão em dois meses 

    "É lamentável", declarou o presidente americano Donald Trump em uma primeira reação aos jornalistas que o questionaram sobre o acidente em seu retorno a Casa Branca após as férias.

    "Pensamentos e orações para nossos marinheiros a bordo do 'John S. McCain', onde acontecem tarefas de resgate", escrevem em seguida no Twitter.

    Esta é a segunda colisão acidental sofrida por um navio da Marinha dos Estados Unidos nos últimos dois meses

    Em 17 de junho sete marinheiros morreram no choque entre o destróier USS Fitzgerald e um cargueiro filipino na costa do Japão.

    Os corpos dos marinheiros, com idades entre 19 e 37 anos, foram encontrados por mergulhadores um dia depois da colisão.

    Uma investigação tenta determinar as causas do acidente.

    Assim como o Fitzgerald, o USS John S. McCain integra a Sétima Frota dos Estados Unidos, com base em Yokosuka, Jaão.

    Este mês, o John S. McCain havia protagonizado um incidente com a China, ao navegar a apenas seis milhas náuticas (11,1 km) do recife Mischief no Mar da China Meridional, construído artificialmente por Pequim.

    A manobra, realizada segundo o governo dos Estados Unidos como um exercício de liberdade de navegação, gerou um protesto formal e público de Pequim.

    Na ocasião, o porta-voz da diplomacia chinesa, Geng Shuang, afirmou que as manobras do USS John S. McCain haviam violado as leis nacionais e internacionais, afetando "seriamente" a soberania e segurança do país. O recife é parte das ilhas 

    Spratly, cuja soberania é disputada pela China e os países vizinhos.

    O nome do destróier é uma homenagem ao pai e ao avô do senador John McCain, ambos ex-almirantes da Marinha americana durante a Segunda Guerra Mundial.(AFP)

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  • Polícia espanhola procura suspeitos após atentados que deixaram 14 mortos

    A polícia da Espanha persegue nesta sexta-feira a pista dos autores dos atentados que aterrorizaram Barcelona e a região da Catalunha, com um balanço de 14 mortos e mais de 100 feridos em atropelamentos. 

    Durante a noite, cinco "supostos terroristas" foram mortos na turística localidade de Cambrils, 120 quilômetros ao sul de Barcelona. Mais três pessoas foram detidas em outras duas cidades da Catalunha, uma 

    região autônoma com polícia própria, de acordo com as autoridades.

    A principal hipótese dos investigadores é a de que todos eles estão relacionados com o ataque da quinta-feira à tarde em Barcelona, quando uma van branca avançou em alta velocidade pela avenida central Las Ramblas, uma longa via repleta de turistas no momento, e atropelou dezenas de pessoas antes de parar o veículo.

    O motorista desceu da van e fugiu pelas ruas estreitas próximas e até o momento não foi localizado pela polícia.

    Questionado sobre a fuga de um "terrorista", Puigdemont confirmou que estava "efetivamente solto", indicando que a polícia não tem elementos sobre suas "capacidades de fazer dano".

    "Com este tipo de perfil, se sabe, ficou demonstrado, que tem a intenção de provocar dano", completou o chefe do Executivo regional, antes de afirmar que "nas próximas horas teremos resultados visto o trabalho da polícia".

    A pessoa em questão poderia ser o motorista da van que atropelou dezenas de pessoas em Barcelona e que fugiu a pé. Uma testemunha o descreveu como "um homem muito jovem, na casa dos 20 anos, de rosto magro". 

    O secretário regional do Interior, Joaquim Forn, declarou ao canal público da Catalunha que existe uma terceira linha de investigação, para "descobrir a identidade da pessoa que cometeu o atentado na Rambla de Barcelona e que é a pessoa que resta por identificar".

    O balanço é de 14 mortos e mais de 100 feridos, mas o número de vítimas fatais pode aumentar porque 15 pessoas se encontram em estado grave, advertiu o secretário do Interior da Catalunha, Joaquim Forn.

    O atentado foi reivindicado em um comunicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), que assumiu a autoria de ataques similares em Nice, Londres e Berlim.

    "Vi quatro, cinco corpos no chão e as pessoas tentando ajudá-los, e muito sangue", disse à AFP Lily Sution, uma turista holandesa.

    Tom Gueller declarou à rádio BBC que viu o automóvel avançando pela avenida movimentada de Barcelona.

    "Não freava em absoluto, avançava direto contra a multidão no coração das Ramblas", disse.

    As autoridades ainda contabilizavam os mortos e feridos de Barcelona, que são de pelo menos 24 nacionalidades, quando veio o alerta de Cambrils pouco depois da meia-noite.

    Um Audi A3 tentou atropelar a multidão na avenida da orla de Cambrils, um destino turístico familiar da província de Tarragona.

    O carro bateu em um veículo da polícia regional catalã, os Mossos d'Esquadra, o que provocou uma troca de tiros, informou o governo catalão.

    Na operação, "cinco supostos terrorista" morreram e um policial e seis civis ficaram feridos, um deles em estado crítico.

    "Estávamos no calçadão. Escutamos disparos. Pensamos que poderiam ser fogos de artifício, mas era um tiro depois do outro", disse à AFP Markel Artabe, de 20 anos, funcionário de um restaurante.

    Terceiro suspeito preso 

    Na manhã desta sexta-feira, a polícia anunciou a detenção de uma pessoa em Ripoll (norte da região), onde algumas horas antes já havia sido detido o marroquino Driss Oukabir.

    Outro suspeito nascido em Melilla, um território espanhol ao norte do Marrocos, foi detido 200 quilômetros ao sul de Barcelona após uma detonação na quarta-feira à noite de uma casa onde os agentes suspeitam que eram preparados artefatos explosivos.

    A Espanha, terceiro destino turístico mundial, estava à margem até o momento dos atentados executados pelo EI em outras grandes cidades europeias, como Paris, Bruxelas ou Londres. 

    Mas em 11 de março de 2004, o país foi cenário dos piores atentados jihadistas cometidos na Europa, quando várias bombas explodiram em trens na região de Madri e deixaram 191 mortos. Os ataques foram reivindicados pela Al-Qaeda.

    Esta experiência e a longa luta contra os atentados da organização separatista basca ETA levaram o país a reforçar o serviço de inteligência e a adotar uma política de detenções preventivas de suspeitos de jihadismo.

    Catalunha, Madri e os territórios espanhóis de Ceuta e Melilla no Marrocos são as áreas de maior concentração de islamitas radicais.

    Mais de um terço das pessoas condenadas por atividades relacionadas com o jihadismo moravam em Barcelona e 35,4% em Madri, de acordo com um relatório do centro de pesquisa Real Instituto Elcano.

    Reações ao terror

    As reações de indignação tomaram conta do país. "São assassinos, simplesmente criminosos que não vão nos aterrorizar. Toda a Espanha é Barcelona. Las Ramblas voltarão a ser de todos", declarou o rei Felipe VI.

    O monarca participou ao meio-dia de um minuto de silêncio em solidariedade às vítimas na praça Catalunha de Barcelona, onde começa a avenida Las Ramblas, que segue até o mar.

    O primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy viajou até a capital catalã, onde o governo regional sonha com a independência da Espanha.

    "Estamos unidos na dor, mas estamos sobretudo unidos na vontade de acabar com esta falta de razão e com esta barbárie", afirmou em um discurso exibido na televisão, durante o qual anunciou três dias de luto nacional a partir de sexta-feira.

    A cidade de Barcelona se mobilizou imediatamente: os agentes de segurança do aeroporto encerraram uma longa greve, os taxistas ofereceram transporte gratuito aos turistas e muitas pessoas correram para os centros médicos para doar sangue.(AFP)

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  • EUA pedem que Brasil, México, Chile e Peru rompam vínculos com Coreia do Norte

    O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, pediu nesta quarta-feira, em Santiago, que Brasil, México, Chile e Peru rompam laços diplomáticos e econômicos com a Coreia do Norte a fim de aumentar o isolamento ao regime de Kim Jong-Un.

    "Esperamos que Brasil, México, Chile e Peru se unam a nós para romper todos os laços econômicos e diplomáticos com a Coreia do Norte e, com esse isolamento, possamos chegar a uma solução pacífica na península coreana sem armas nucleares", disse Pence em coletiva conjunta com a presidente chilena, Michelle Bachelet.

    "Respeitamos o pedido dos Estados Unidos, mas o Chile mantém as relações. São relações distantes com a Coreia do Norte porque aplicamos estritamente todas as sanções decretadas pelo Conselho de Segurança" da ONU, respondeu o chanceler chileno Heraldo Muñoz, em declaração à imprensa local.

    Pence explicou que no caso específico do Chile, gostaria que "pudesse reclassificar os vinhos como um bem de luxo", a fim de aumentar seu valor para que a Coreia do Norte não possa consegui-los e transformá-los em dinheiro.

    A Coreia do Norte registra importações de vinho chileno que em 2015 chegaram a 65.000 dólares, enquanto o México vendeu petróleo por aproximadamente 45 milhões de dólares, e o Peru exportou cobre por US$ 22 milhões, segundo dados do observatório de complexidade econômica (OEC).

    Pence afirmou que a "pressão econômica e diplomática" teve resultados que levam a pensar em uma possível solução para que a Coreia do Norte finalmente abandone o seu programa de mísseis nucleares.

    Bachelet, que não se referiu ao pedido de Pence, expressou a sua preocupação com a continuidade do programa de armas nucleares da Coreia do Norte.

    Também reafirmou "o seu apoio à renovação de todos os esforços diplomáticos" para obter uma solução pacífica que permita cancelar o programa balístico norte-coreano.

    As disputas entre Estados Unidos e Coreia do Norte alcançaram o ponto máximo depois que Kim Jong-Un ameaçou, há uma semana, lançar mísseis próximos à ilha de Guam, no Oceano Pacífico, onde os EUA têm uma base militar.

    Isto provocou a ira do presidente Donald Trump, que assegurou uma resposta militar sem precedentes, causando o temor da comunidade internacional diante de um possível conflito nuclear.

    Posteriormente, Kim anunciou que prorrogaria seu plano para lançar mísseis perto de Guam, o que diminuiu as tensões.

    Pence também destacou a decisão de Kim, mas advertiu que "os Estados Unidos da América não permitirão um regime irregular na Coreia do Norte que possa desenvolver um programa nuclear que alcance os Estados Unidos".

    O Chile mantém uma relação comercial com a Coreia do Norte, mas não conta com uma embaixada em Pyongyang.

     

    - Venezuela sofre e morre -

    A viagem de Pence, que começou na Colômbia e seguiu pela Argentina, se enquadra em uma ofensiva diplomática americana contra o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, e que tem estado marcada pelas declarações de Trump que não descartou a "opção militar" para intervir na Venezuela.

    Essas declarações foram rejeitadas na Colômbia por Juan Manuel Santos e na Argentina por Mauricio Macri, durante a visita do vice-presidente americano.

    "O Chile fará tudo o que for possível para apoiar os venezuelanos a encontrar o caminho pacífico para restabelecer sua democracia, mas o Chile não apoiará nem golpes de Estado, nem intervenções militares", disse a presidente Bachelet, convergindo com seus contrapartes de Colômbia e Argentina.

    O vice-presidente Pence minimizou as declarações de Trump, argumentando que qualquer atuação de seu país se realizará "junto a nossos aliados da região", e classificou de "mensagem poderosa" a carta assinada na semana passada no Peru por 12 países da região em que criticaram o que consideram uma ruptura democrática na Venezuela.

    Em suas declarações, Pence denunciou que "o povo de Venezuela sofre e morre" sob a "tirania" de Nicolás Maduro e padece de uma pobreza extrema.

    "Os Estados Unidos vão usar toda sua força econômica e diplomática para que se restaure a democracia na Venezuela", afirmou.

    Durante a visita de Pence, cerca de cem pessoas protestaram e queimaram bandeiras americanas no centro da capital chilena.Pence viajará ao Panamá na quinta-feira na última escala de sua viagem latino-americana.(AFP )

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  • Tensão entre os EUA e a Coreia do Norte: há razão para temer uma guerra nuclear?

    Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, disse que vai responder às ameaças da Coreia do Norte "com fogo e fúria jamais vistos pelo mundo".

    Enquanto isso, a Coreia do Norte ameaçou lançar mísseis contra a ilha de Guam, território dos EUA no Pacífico habitado por 163 mil pessoas.

    E tudo isso acontece em meio a informações de que Pyongyang possa ter finalmente conseguido miniaturizar uma ogiva nuclear para caber em um míssil intercontinental - uma perspectiva temida há muito tempo pelos Estados Unidos e seus aliados asiáticos.

    Tensão entre os EUA e a Coreia do Norte: há razão para temer uma guerra nuclear?

    Seria isso um prenúncio de um conflito militar?

    Especialistas dizem que não há motivo para pânico. Eis as três razões para isso:

    1. Ninguém quer guerra

    Isso é o mais importante. Uma guerra na península coreana não é do interesse de ninguém.

    O principal objetivo da Coreia do Norte é a sobrevivência - e uma guerra com os Estados Unidos poderia comprometer isso. Como o analista para Assuntos de Defesa da BBC Jonathan Marcus pontuou, qualquer ataque norte-coreano contra os EUA ou seus aliados no contexto atual poderia rapidamente evoluir para uma guerra maior - e é preciso assumir que o regime de Kim Jong-un não é suicida.

    Aliás, é por isso que a Coreia do Norte tem se empenhado tanto em se tornar uma potência nuclear. Pyongyang parece acreditar que ter essa capacidade protegeria o regime - aumentando o preço para derrubá-lo. Kim Jong-un não quer seguir o caminho de Muammar Khadafi, na Líbia, ou Saddam Hussein, no Iraque. Nenhum dos dois possuía armas nucleares.

    Andrei Lankov, da Univeridade de Kookmin, em Seul, disse ao jornal britânico The Guardian que "a probabilidade de conflito é muito baixa", mas que a Coreia do Norte "tampouco estava interessada em diplomacia" a essa altura.

    "Primeiro eles querem ter a habilidade de limpar Chicago do mapa, aí então eles estarão interessados em soluções diplomáticas", disse Lankov.

    E quanto a um ataque preventivo americano?

    Os Estados Unidos sabem que um ataque à Coreia do Norte poderia forçar o regime a retaliar atacando Coreia do Sul e Japão, aliados dos EUA.

    Isso poderia resultar em muitas mortes, incluindo as de milhares de americanos - tropas e civis.

    Além disso, Washington não quer correr o risco de que sejam lançados mísseis contra cidades americanas.

    Por fim, a China - o único aliado de Pyongyang - ajudou a manter o regime precisamente porque seu colapso poderia ser pior para ela estrategicamente. Tropas americanas e sul-coreanas a um passo da fronteira chinesa formariam um cenário que Pequim certamente prefere evitar - e é isso o que aconteceria em caso de guerra. 

    2. Palavras, não ações

    Trump pode ter ameaçado a Coreia do Norte com uma linguagem incomum para um presidente americano, mas isso não significa que os Estados Unidos estejam marchando rumo à guerra.

    Como uma fonte militar anônima disse à agência Reuters: "Só porque a retórica fica mais agressiva não quer dizer que nossa postura muda".

    O colunista do New York Times Max Fisher concorda: "São os tipos de sinais, não os comentários bruscos de um líder, que mais importam nas relações internacionais".

    Além disso, depois dos dois testes de mísseis intercontinentais da Coreia do Norte em julho, os Estados Unidos tentaram uma tática diferente - pressionar Pyongyang através de sanções do Conselho de Segurança da ONU.

    E seus diplomatas têm mostrado otimismo sobre um eventual retorno à mesa de negociações, apontando para o apoio de China e Rússia.

    Esses dois países enviam sinais conflitantes a Pyongyang, mas também moderam a retórica agressiva do presidente Trump.

    Ainda assim, alguns analistas dizem que um movimento mal interpretado no contexto de tensão poderia levar a uma guerra por acidente.

    "Poderia ocorrer uma falha de energia na Coreia do Norte que pudesse ser interpretada como um ataque dos EUA. Ou os EUA podem cometer um erro [na Zona Desmilitarizada]", disse à BBC Daryl Kimball, do centro de estudos americano Arms Control Association. "Então há várias formas de cada lado errar o cálculo e a situação acabar saindo do controle". 

    3. Nenhuma novidade

    Como pontua o ex-secretário-assistente de Estado dos EUA PJ Crowley, Estados Unidos e Coreia do Norte chegaram perto de um conflito armado em 1994, quando Pyongyang se negou a permitir a entrada de inspetores internacionais em suas instalações nucleares. Na ocasião, a diplomacia venceu.

    Com o passar dos anos, a Coreia do Norte fez ameaças incendiárias contra Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul com regularidade, muitas vezes ameaçando transformar Seul em um "mar de fogo".

    E a retórica de Trump não é exatamente sem precedentes para um presidente americano.

    "De várias maneiras diferentes, ainda que de uma forma não tão colorida, os Estados Unidos sempre disseram que, se a Coreia do Norte atacar, o regime deixará de existir", diz Crowley.

    A diferença desta vez, acrescenta ele, é que o presidente dos Estados Unidos parece sugerir que tomaria uma atitude preventiva (apesar do secretário de Estado, Rex Tillerson, ter descartado esse opção depois).

    Esse tipo de retórica belicosa imprevisível vindo da Casa Branca não é comum e preocupa as pessoas, dizem analistas.

    Ainda assim, a Coreia do Sul - o aliado americano que mais tem a perder em um confronto com o Norte - não parece estar muito preocupada.

    Um assessor da Presidência em Seul disse a jornalistas que a situação não chegou a um nível de crise e que é muito provável que tudo seja resolvido pacificamente.

    Isso é motivo para otimismo. (BBC Brasil)

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  • Coreia do Norte confirma plano para atacar Guam com mísseis

    O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un (Foto: Carlo Allegri/Reuters; KCNA/via Reuters)

    A Coreia do Norte confirmou nesta quinta-feira (10) que planeja disparar quatro mísseis contra a ilha americana de Guam, no Pacífico, alegando que apenas a força faz sentido para o presidente americano, Donald Trump.

    "Um diálogo sensato é impossível com um sujeito assim, desprovido de razão, e com ele só funciona a força absoluta", indicou a agência estatal KCNA, citando o general norte-coreano Kim Rak-gyom.

    A ameaça ocorre após os Estados Unidos advertirem os norte-coreanos, na quarta (9), de que o país está arriscando a sua "destruição" se continuar com o programa armamentista. Trump destacou o poder nuclear americano diante da crescente inquietação internacional, um dia depois de prometer "fogo e fúria" a Pyongyang "como o mundo nunca viu".

    "Espero que nunca tenhamos que usar esse poder", acrescentou Trump, após a sua advertência sem precedentes ao governo de Kim Jong-un, que ameaça atacar o território americano com mísseis nucleares.

    Coreia do Norte confirma plano para atacar Guam com mísseis

    Longe de apaziguar a situação, o secretário americano de Defesa, Jim Mattis, pediu que a Coreia do norte "detenha" o desenvolvimento de armas nucleares e pare de fomentar ações que levem "ao fim de seu regime e à destruição de seu povo".

    Em sintonia com os tuítes de Trump, o chefe do Pentágono minimizou o poderio militar de Pyongyang, afirmando que "perderia qualquer corrida armamentista ou conflito que começasse" com os EUA.

    A repercussão dos tuítes de Trump e de sua incendiária declaração de terça-feira (8) de seu clube de golfe em Nova Jersey, onde está de férias, afetaram a queda do dólar, as principais bolsas mundiais e despertaram inquietações.

    Nesta quinta, o Japão afirmou que "jamais poderá tolerar as provocações" de Pyongyang. "Apelamos firmemente à Coreia do Norte para que leve a sério as reiteradas advertências da comunidade internacional, acate as resoluções da ONU e se abstenha de realizar novas provocações", disse o porta-voz do governo japonês Yoshihide Suga.

    O funcionário japonês destacou que "é muito importante manter o poder de dissuasão americano diante da gravidade da situação de segurança na região".

    Na véspera, a China exortou que se evitem "as palavras e os atos suscetíveis" de agravar a situação, enquanto Berlim pediu "moderação" às partes. A França, no entanto, elogiou a "determinação" de Trump ante Pyongyang.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, se mostrou "preocupado", e pediu por meio de seu porta-voz que reduzam as tensões e apelem para a diplomacia.

    A pedido de Washington, a Organização das Nações Unidas endureceu há alguns dias as sanções contra Pyongyang por seu programa nuclear, que poderia custar ao governo norte-coreano um bilhão de dólares anuais.(G1)

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  • Disney mostra na TV primeiro “casal lésbico inter-racial” em desenho

    O seriado de animação Doutora Brinquedos [Doc McStuffins, no original] é bastante popular no Brasil, onde é transmitido tanto em canais abertos – SBT – quanto na TV paga: Disney Channel e Disney Junior.

    O episódio que foi ao ar no último sábado (5) pelo Disney Channel dos Estados Unidos mostrou um casal de lésbicas com dois filhos. Com o nome de “The Emergency Plan” [O Plano de Emergência] visava ensinar as crianças o que fazer em casos de terremotos.

    Embora não apresente a relação homoafetiva de duas mulheres como o centro da trama, essa questão é importante para a criadora do desenho, Chris Nee, que é assumidamente homossexual e tem um filho com sua parceira.

    “Sempre imagino o Doutora Brinquedos como um programa que mostre o que é aceitar a todos como parte da comunidade. Na minha família somos duas mães, portanto tenho orgulho de fazer um episódio que reflita o mundo do meu filho”, disse Nee em entrevista recente.

    Esta não é primeira vez que a Disney mostra casais LGBT em seus programas. Em 2014, a série infantil “Boa Sorte, Charlie!” apresentou um casal de lésbicas. No ano passado, mostrou seu primeiro casal gay em desenho animado. Em março de 2017, o episódio “Apenas Amigos”, do desenho animado Star contra as Forças do Mal, mostrou o primeiro beijo gay em um desenho da Disney. Com informações de HuffPost

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  • ‘TrumpLeaks’: vazam conversas telefônicas do presidente americano

    Duas conversas telefônicas do presidente dosEstados UnidosDonald Trump realizadas no final de janeiro, uma com o presidente do México e a outra com o primeiro-ministro da Austrália, foram divulgadas na íntegra nesta quinta-feira pelo Washington Post. O jornal obteve as transcrições, feitas pela Casa Branca, mas que não eram públicas, de uma fonte que pediu para não ser identificada.

    No diálogo com o presidente do mexicano, Enrique Peña Nieto, Trump falou sobre o 

    financiamento do muro na fronteira dos dois países, uma de suas principais promessas de campanha, e da potencial tarifação de mercadorias mexicanas. Logo no começo da ligação, Trump diz que considera Peña um amigo, mas conta que não queria fazer uma reunião com o México e que aceitou graças às relações de Jared Kushner, seu genro e conselheiro, com Luis Videgaray, o Ministro das Relações Exteriores de Peña.

    O presidente americano disse que interessa aos Estados Unidos que o México tenha uma economia forte e saudável e indicou saber que o dinheiro para o muro teria de vir de outras fontes, mas pediu que Peña parasse de desafiar publicamente a construção fronteiriça. “Você não pode falar isso na imprensa”, disse. “Se você vai dizer que o México não vai pagar pelo muro, então eu não quero mais me reunir com vocês, porque não posso viver com isso”, completou.

    A conversa com o primeiro-ministro australiano Malcom Turnbull aconteceu um dia depois do telefonema à Pena, em 28 de janeiro. Os dois líderes discutiram sobre o acordo sobre os refugiados, estabelecido pelo ex-presidente Barack Obama, que 

    determina que os Estados Unidos recebam os refugiados detidos ao tentar entrar ilegalmente na Austrália. “Só tenho que dizer que, infelizmente, vou ter que viver com o que foi dito por Obama. Eu odeio isso”, disse Trump.

    O presidente americano não escondeu sua irritação com o Turnbull. “Eu odiei isso. Eu tenho feito essas chamadas o dia todo, e para ser honesto, essa é a ligação mais desagradável até agora”, disse Trump que, mais cedo havia conversado com os líderes do Japão, Shinzo Abe, da Rússia, Vladimir Putin, da França, então comandada por François Hollande, e da Alemanha, Angela Merkel. “Putin foi um telefonema agradável. Isto é ridículo”, completou.(VEJA.com )

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  • Estados Unidos proibem viagens de americanos à Coreia do Norte

    O Departamento de Estado norte-americano emitiu nessa quarta-feira (3) uma restrição de viagem a portadores de passaporte do país para a Coreia do Norte. Além de restringir as viagens à Coreia,  cidadãos americanos que estejam em território norte-coreano terão até o dia 1º de setembro para deixar o país.

    A medida poderá ter exceção para jornalistas e trabalhadores humanitários americanos que estejam ou tenham que viajar para a Coreia do Norte.  Mas com a decisão, o país passará a ser o único destino do mundo para onde os americanos estarão impedidos de viajar. 

    Em junho, o estudante norte-americano Otto Warmbier morreu depois ter recebido, do governo norte-coreano, uma sentença de 15 anos de trabalhos forçados. Ele chegou a ser libertado, após pressão diplomática dos Estados Unidos, mas já estava em coma. Ainda não se sabe por que o estudante teria adoecido durante a prisão no país.

    Na época, o país negou as acusações de tortura que, para familiares e o governo americano, teria causado o coma de Warmbier. Após a morte dele, o Departamento de Estado anunciou que planejava proibir viagens de americanos à Coreia do Norte para evitar detenções e casos como o do estudante.

    Por meio de sua TV estatal,  a Coreia do Norte informou que a morte de Warmbier foi “um mistério” e rejeitou acusações de que ele teria entrado em coma por causa de tortura e agressões sofridas na prisão.(Agência Brasil )

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