BUSCA PELA CATEGORIA "MUNDO"

  • Três crianças brasileiras em abrigos nos EUA devem ser liberadas
    Três crianças brasileiras em abrigos nos EUA devem ser liberadas

    Três crianças brasileiras colocadas em abrigos pelo governo dos Estados Unidos depois das famílias terem sido apanhadas tentando imigrar ilegalmente  devem ser liberadas. Os pais conseguiram um acordo para que elas fossem entregues a familiares que residem nos EUA. A confirmação foi feita pela assessoria de Ministério das Relações Exteriores à Agência Brasil.

    O governo de Donald Trump passou a separar crianças de pais pegos cruzando ilegalmente a fronteira e colocá-las em abrigos. No dia 20, o presidente voltou atrás, mas manteve as detenções feitas até então, que atingiam cerca de 2,3 mil meninos e meninas.

    Entre eles estão 51 brasileiros, conforme informou o cônsul do Brasil na cidade de Houston, Felipe Santarosa, à publicação brasileira. O Itamaraty afirmou que está em contato constante com o governo norte-americano para fazer contato com as crianças e dar assistência a elas na busca pela reunião destas com seus familiares detidos. 

    O tema será tratado no encontro entre o presidente Michel Temer e o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, marcado para esta terça-feira (26) . O Itamaraty afirmou que está preocupado com o caso e ele deve ter tratamento especial na conversa entre Temer e Pence. Com informações da Agência Brasil.



  • Justiça proíbe matar cachorros para consumo da carne na Coreia do Sul

    Matar cachorros para obter sua carne é ilegal, decidiu um tribunal na Coreia do Sul, onde os defensores dos animais acreditam que a decisão pode significar um primeiro passo para a proibição do consumo.

    A carne canina é parte da tradição culinária da Coreia do Sul, onde quase um milhão de cães são consumidos por ano, de acordo com estimativas.

    A tradição, no entanto, está em queda. Um número cada vez maior de sul-coreanos considera o cachorro um amigo do homem e não um animal de fazenda destinado à mesa.

    A prática é um tabu para os mais jovens, mas o tema ocupa uma zona cinzenta a nível jurídico ante a ausência de uma proibição específica.

    Antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, em fevereiro, as autoridades alegaram regras sanitárias e leis de proteção aos animais que proíbem métodos cruéis para sacrificar animais em granjas e restaurantes.

    A associação de defesa dos animais, Care, denunciou uma unidade da cidade Bucheon acusada de violar a regulamentação sanitária, as normas de construção e matar animais sem motivo.

    O tribunal declarou a culpa da granja e o pagamento de multa de três milhões de wons (2.650 dólares).

    Kim Kyung-eun, advogado da Care, celebrou a decisão de abril que foi divulgada esta semana.

    "É muito importante porque é a primeira decisão da justiça que estipula que matar cães por sua carne é ilegal por si só".

    "A decisão abre o caminho para que o consumo de carne canina seja declarado completamente ilegal", completou.

    A diretora da Care, Park So-youn, disse que pretende fazer um censo para apresentar ações similares no país.

    Um deputado apresentou esta semana um projeto de lei na Assembleia Nacional que proíbe de fato o consumo da carne de cachorro.

    Alguns sul-coreanos, no entanto, criticam a iniciativa e citam o peso cultural. A carne canina é considerada energética pelos defensores do consumo.

    Uma pesquisa de 2017 mostrou que 70% dos sul-coreanos não comem carne de cachorro, mas apenas 40% são favoráveis à proibição do consumo.

    Os números refletem as divisões em outras sociedades asiáticas. Na China começa nesta quinta-feira o festival anual de carne canina de Yulin, alvo de críticas ocidentais.

    Taiwan proibiu no ano passado o consumo de carne de cão.

    A decisão de Bucheon irritou os criadores.

    "É um escândalo. Não podemos aceitar uma decisão que afirma que matar cães por sua carne é igual a matar animais por capricho", declarou Cho Hwan-ro, representante de uma associação de criadores que deseja a legalização do consumo e a autorização de matadouros específicos. (AFP )

    CONTINUE LENDO


  • Terremoto de magnitude 5,9 sacode região oeste do Japão

    A região oeste do Japão tremeu devido a um terremoto de 5,9 graus de magnitude na escala Ritcher atingiu neste domingo (17). Segundo a Agência Meteorológica (JMA), não há alerta para tsunami.

    Um representante do governo japonês afirmou não haver relatos de danos ou feridos, noticiou a Reuters.

    O tremor foi sentido às 7h58 (19h58 de domingo em Brasília) e teve o hipocentro a 10 quilômetros de profundidade de Osaka, na Ilha de Honshu - a maior do arquipélago japonês - e cerca de 500 quilômetros ao oeste de Tóquio. As informações são do G1 .



  • Estado Islâmico ameaça cometer atentado na Copa da Rússia

     grupo terrorista Estado Islâmico (EI) voltou a fazer ameaças contra a Copa do Mundo na Rússia. Em um novo vídeo, os terroristas prometem "um massacre como nunca visto". A mensagem foi publicada em vários canais e chats extremistas nesta quinta-feira (15), um dia após a abertura do Mundial, com uma partida em Moscou entre Rússia e Arábia Saudita.

    No vídeo, o Estado Islâmico diz que pretende se "vingar" da Rússia e do presidente Vladimir Putin devido ao envolvimento em operações contra o grupo terrorista na Síria. O vídeo se conclui com imagens panorâmicas dos estádios, como o de Sochi, sendo atingidos por explosões à bomba provocadas por drones.

    Especialistas internacionais em contraterrorismo acreditam que o vídeo não passe de uma fantasia, mas alertam para o risco de "lobos solitários" seguirem os chamados do Estado Islâmico e agirem na Rússia.De acordo com Rita Katz, da agência SITE, jihadistas do EI têm postado nas últimas horas campanhas incitando ataques na Rússia e dando instruções detalhadas para atentados em restaurantes, shoppings centers e áreas de pedestres.

    "Diante de várias derrotas militares na Síria e no Iraque, o Estado Islâmico está desesperado por atenção e tentando intimidar o público. Dito isso, faz sentido que eles lancem ameaças contra a Copa do Mundo", disse Katz.Esta não é a primeira vez que o Estado Islâmico ameaça cometer atentados durante a Copa do Mundo. Em 2014, no Brasil, eles também pediram que os jihadistas agissem. Já o governo de Moscou diz há anos que teme que terroristas russos que deixaram o país para lutar pelo EI na Síria retornem e cometam atentados.(Estadão)



  • Após cúpula histórica, Coreia do Norte concorda com desnuclearização total

    São Paulo – OsEstados Unidos e a Coreia do Norte irão trabalhar pela desnuclearização total na península coreana e irão normalizar as relações. É o que diz o documento assinado pelos líderes dos países, o presidente americano, Donald Trump, e o norte-coreano, Kim Jong-un, que sentaram lado a lado, sorridentes, para a imprensa internacional.

    Estes são os pontos abarcados pelo acordo:

    – Os países se comprometem a estabelecer relações de acordo com o desejo de seus povos pela paz e prosperidade;

    – Irão unir esforços para construir um regime de paz estável e duradouro na Península Coreana;

    – Reafirmando a Declaração de Panmunjon, de 27 de abril de 2018, a Coreia do Norte se compromete a trabalhar rumo à completa desnuclearização da Península Coreana;

    – Os países se comprometem a recuperar os restos mortais de prisioneiros de guerra, incluindo a imediata repatriação daqueles já identificados.O documento assinado entre eles, no entanto, não traz maiores detalhes sobre como se dará o processo de desnuclearização e nem quando ele irá começar, mas enfatiza o que foi acertado entre Kim e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, na ocasião do encontro entre eles em abril passado.A revelação foi feita depois de horas de reuniões durante a cúpula histórica realizada na madrugada de terça-feira (horário de Brasília) em Singapura. O encontro era impensável até poucos meses, quando TrumpKimtrocavam farpas, ameaças e provocações que mergulhou o mundo em uma crise nuclear. (Exame.com)



  • Falha no Facebook faz posts privados de 14 milhões de usuários ficarem expostos a todos

    Foto: Reprodução

    Facebook informou na última quinta-feira (7) que uma falha em seus sistemas tornou públicas durante quatro dias as mensagens de 14 milhões de usuários publicadas apenas para amigos.

    "Recentemente detectamos uma falha informática que sugeria automaticamente tornar públicas as mensagens criadas por algumas pessoas", disse Erin Egan, responsável por temas de privacidade do Facebook.

    Este erro ocorreu enquanto o grupo de desenvolvedores estava trabalhando em uma nova forma de compartilhar certos elementos do perfil dos usuários, como as fotos.

     

    Quando publicam algo na rede social, os usuários podem escolher deixar a publicação visível para:

    • todo mundo dentro do Facebook;
    • a lista de amigos na rede social;
    • contatos selecionados;
    • apenas para eles mesmos.

    Foi essa configuração que a falha afetou, ao tornar públicas as publicações privadas ou restritas somente ao usuário. A falha afetou a rede de 18 a 27 de maio. O Facebook começou a reparar o problema em 22 de maio, mas precisou de mais cinco dias para que todos as mensagens ficassem privadas novamente.

    "Resolvemos este problema e começamos hoje [quinta-feira] a advertir todas as pessoas afetadas, pedindo que verificassem as mensagens publicadas durante esse tempo", disse Egan.

    Os cerca de 14 milhões de usuários envolvidos deverão ver, assim que se conectarem à rede social, uma notificação convidando-os a ver uma página que reúne as publicações afetadas por este erro.

    O problema chega em um momento em que o Facebook está envolvido em vários casos polêmicos relacionados com a segurança dos dados pessoais.

    O grupo tem sido fortemente criticado desde março por ter deixado vazar dados de milhões de usuários para a Cambridge Analytica. Informações do G1.

    CONTINUE LENDO


  • Erupção do Vulcão de Fogo deixa 25 mortos na Guatemala

    Ao menos 25 pessoas morreram e mais de 1,7 milhão foram afetadas por uma potente erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala, que expeliu grandes colunas de fumaça e fragmentos, o que obrigou as autoridades a retirar centenas de moradores de suas casas.

    O Vulcão de Fogo expeliu material lodoso e provocou a morte de 25 pessoas - incluindo crianças - em várias comunidades localizadas na margem sul do monte, anunciou o porta-voz da Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred), David de León.

    O porta-voz da Conred informou que 3.000 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas e 653 foram levadas para abrigos nos departamentos de Escuintla (sul) e Sacatepéquez (oeste), que ao lado de Chimaltenango (oeste) são os três mais afetados pela erupção.

    "Se desta vez nos salvamos, em outra (erupção) não", disse à AFP Efraín González, de 52 anos, levado para um abrigo de Escuintla, ao lado da esposa e da filha de um ano.

    O desespero toma conta de González, pois o filho de 10 anos e a filha de 4 do casal são considerados desaparecidos. A casa da família foi atingida pela lava do vulcão, de 

    Erupção do Vulcão de Fogo deixa 25 mortos na Guatemala

    3.763 metros de altura e que emitiu colunas de cinza de quase 6.000 metros de altura.

    As imagens exibidas na televisão e divulgadas nas redes sociais mostram corpos no chão, assim como veículos e casas destruídos pela erupção.

    Em um primeiro balanço, o secretário da Conred, Sergio Cabañas, afirmou que as vítimas fatais foram presas pela lava que desceu do vulcão, situado a 35 km da capital. Ele também citou 20 feridos.

    De León indicou que as tarefas de busca de corpos e desaparecidos foram suspensas durante a a note por falta de luz e pelo perigo para as equipes.

    A erupção acabou após 16 horas e meia de atividade, mas existe a probabilidade de uma retomada, afirmou o Instituto de Vulcanologia, que recomendou medidas de precaução.

    O presidente Jimmy Morales decretou três dias de luto e estado de emergência ou calamidade em Escuintla, Sacatepéquez e Chimaltenango, mas a medida precisa ser ratificada pelo Congresso.

    O Grupo de Doadores, integrado por Alemanha, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Suécia, Suíça, França, União Europeia, além do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, Organização dos Estados Americanos e o sistema da ONU na Guatemala, expressou solidariedade e apoio para o país superar a tragédia.

    A chuva de cinzas provocada pelo vulcão levou ao fechamento temporário das operações no aeroporto internacional da Cidade de Guatemala, informou a Direção Geral de Aeronáutica Civil.

    O Vulcão de Fogo, localizado entre os departamentos de Escuintla, Sacatepéquez e Chimaltenango, registrou sua primeira erupção de 2018 em janeiro.

    Em setembro de 2012, provocou a última emergência por erupção no país, o que resultou na retirada de 10 mil habitantes localizados em localidades ao sul do vulcão.(AFP)



  • FBI lança alerta mundial: é preciso reiniciar os roteadores

    Um alerta sem precedentes e com um alcance que pode ser considerado maciço: o FBI detectou que hackers da Rússia estariam introduzindo um malware que se apropriaria do roteador doméstico. As autoridades norte-americanas identificaram esse malware como sendo o VPNFilter, que assumiria o controle do nosso roteador para propagar ataques mundiais coordenados, além, claro, de registrar toda a atividade na rede dos dispositivos conectados. A gravidade desse ataque é tamanha que os hackers poderiam anular por completo a conexão à Internet em zonas inteiras, e o que é mais preocupante, promover ataques maciços a alvos determinados.

    Ainda não se conhece o alcance dessa infiltração, mas estima-se que estariam afetados mais de meio milhão de roteadores domésticos em todo o planeta, e, dada a configuração em rede desse tipo de ataques, é provável que esse número dispare exponencialmente a cada minuto. O funcionamento é o seguinte: um roteador afetado pelo VPNFilter fica em modo adormecido à espera de receber instruções para um ataque coordenado contra um alvo determinado pelos hackers. Enquanto isso, registraria toda a informação proveniente de nossa atividade na rede (sim, senhas também), e os investigadores que identificaram o hack comprovaram a existência de um “botão letal” mediante o qual os invasores poderiam inutilizar definitivamente o aparelho

    Em uma ação coordenada em grande escala, o VPNFilter poderia inutilizar a conexão à Internet em bairros ou cidades inteiras, dada a grande quantidade de marcas afetadas. O FBI enumerou em uma lista os equipamentos vulneráveis, mas ressalvou que isso não significa que todos os aparelhos na lista estejam afetados ou sejam suscetíveis a isso. Ela inclui fabricantes como Netgear, TP-Link e Linksys, mas pode haver muitos outros. O que fazer em todo caso? As autoridades recomendam algo muito simples: reiniciar o roteador (desligá-lo da tomada e voltar a conectá-lo); com esse passo se inutilizaria o malware na maioria dos casos, embora tampouco haja garantias disso.

    Os especialistas da Cisco, empresa que teria detectado o ataque inicialmente, vão além recomendações: resetar o dispositivo para a configuração de fábrica, assegurando-se de que não há rastro do malware. Esta medida é mais definitiva, mas pouco recomendável para quem não tem um conhecimento elevado nesse tipo de equipamento, já que nos obriga a configurar o roteador internamente (a grande maioria dos roteadores é entregue pelo provedor de Internet e vem configurada de fábrica). Uma medida adicional e que sempre é recomendável: alterar a senha do painel de controle que dá acesso ao roteador. Os especialistas recomendam, do mesmo modo, assegurar-se de que o roteador já usa a última versão do firmware (cabe esperar que os fabricantes puseram mãos à obra para conter o problema).

    Especialistas consultados pelo EL PAÍS qualificam a recomendação de reiniciar o roteador como “desesperada”, mas a medida não soluciona o problema de fundo: “Reiniciar um roteador pode devolvê-lo a um estado prévio ao da sua infecção, mas não o protege contra uma nova”, explica Fernando Suárez, vice-presidente do Conselho Geral de Colégios de Engenharia Informática da Espanha. O roteador é sempre um dispositivo “mais vulnerável”, segundo esse especialista, já que geralmente é comercializado com a configuração de fábrica, “e em ambientes pequenos não são protegidos com ferramentas como antivírus”.(EL PAÍS )

    CONTINUE LENDO


  • Encontro entre Trump e Kim Jong-Un depende

    O governo americano afirmou nesta terça-feira (22) que irá prosseguir com os preparativos para o encontro com o líder norte-coreano. Mais cedo, Donald Trump admitiu que existe uma possibilidade real de que a aguardada cúpula  não ocorra em 12 de junho, conforme previsto, porém "mais tarde".

    "Francamente, seria uma possibilidade de fazer grandes coisas para a Coreia do Norte e para o mundo. Se não ocorrer agora, talvez possa acontecer mais tarde. Talvez ocorra em outro momento", disse Trump no Salão Oval da Casa Branca, ao receber o presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

    Trump e Kim têm agendado um encontro em Singapura, no dia 12 de junho, para discutir a eliminação de armas nucleares por parte de Pyongyang e da península coreana, mas nas últimas semanas esta reunião ficou envolta em incertezas.

    O encontro foi posto em xeque pela primeira vez na semana passada, quando o governo norte-coreano fez críticas aos EUA, relacionadas à exigência de Washington de que Pyongyang abandone unilateralmente seu arsenal nuclear.

    Segundo Trump, Kim parece ter mudado de postura com relação a essa aproximação depois de uma visita surpresa à China, onde encontrou o presidente Xi Jinping. "Devo dizer que fiquei um pouco decepcionado porque depois que Kim Jong-Un teve um encontro com o presidente Xi (...), houve certa mudança de atitude", disse o presidente americano.

    Kim "estará seguro"

    No entanto, Trump reiterou que, caso seja possível alcançar um acordo com a Coreia do Norte, Washington garantirá a continuidade 

    de seu governo. "Vamos garantir sua segurança. E temos falado sobre isso desde o começo. Ele (Kim) estará seguro. Estará feliz. Seu país será rico, muito próspero", destacou.

    Moon Jae-in disse, por sua vez, sentir-se confiante de que Trump será capaz de "alcançar uma mudança drástica", que inclua o fim da guerra da Coreia, que dura 65 anos, a completa desnuclearização da Coreia do Norte e normalizar as relações.

    O súbito esfriamento no processo de aproximação acabou por afetar também as relações entre Pyongyang e Seul, que até então tinham se beneficiado claramente com a situação. Kim e Moon se encontraram em abril em uma reunião histórica na zona desmilitarizada que divide o país. Agora, com o novo cenário, um novo encontro entre os dois líderes coreanos pareça ter ficado em suspenso.

    Moon chegou à Casa Branca nesta terça em uma tentativa desesperada de manter em andamento o encontro entre Trump e Kim e salvar o processo de aproximação iniciado no fim de março. Esta nova relação incluiu passos que meses atrás teriam sido impensáveis, como a viagem sigilosa do então diretor da CIA, Mike Pompeo, a Pyongyang. Uma viagem que ele repetiu em maio já como secretário de Estado para reuniões pessoais com Kim. Como gesto de boa vontade, o governo norte-coreano pôs em liberdade três cidadãos americanos que estavam detidos em Pyongyang.

    Ruídos na comunicação

    No entanto, os dois países pareciam falar de coisas sutilmente diferentes. Washington antecipou que o objetivo é convencer a Coreia do Norte a renunciar imediatamente a seu arsenal nuclear. Pyongyang, por sua vez, insistiu em que a questão de fundo é a desnuclearização da península coreana, fazendo referência também à presença de 30 mil soldados americanos na Coreia do Sul.

    De repente, todo esse delicado processo de aproximação pareceu prestes a desandar, disparando os sinais de alerta no governo sul-coreano para a gravidade de um fracasso. Após gigantescos exercícios militares conjuntos entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, Kim Jong-Un decidiu cancelar uma importante reunião de alto nível prevista com representantes de Seul, um gesto que caiu literalmente como um balde d'água fria no entusiasmo dominante.

    Washington decidiu elevar o tom, a ponto de Trump sugerir à imprensa que a reunião tanto poderia ocorrer como poderia ser cancelada, sem mostrar preocupação para um eventual fracasso do processo. O ruído na comunicação tornou-se ensurdecedor quando o assessor de segurança da Casa Branca, o agressivo John Bolton, sugeriu uma solução que seguisse o "modelo líbio" para forçar uma desnuclearização da Coreia do Norte.

    Imediatamente, Pyongyang ameaçou cancelar a reunião se Washington insistisse em considerar um "modelo líbio", isto é, um cenário que incluísse a destruição total do país. Na Casa Branca, Trump afirmou que o chamado "modelo líbio" "não está nos planos", embora tenha apontado que a ideia de Bolton se referia a um cenário no qual Washington e Pyongyang não chegassem a um acordo.(RFI )

    CONTINUE LENDO


  • Príncipe Harry e Meghan Markle se casam em cerimônia que uniu tradição e modernidade

    O príncipe Harry e a atriz norte-americana Meghan Marklecasaram-se neste sábado (19) na Capela de São Jorge, no castelo de Windsor.

    Com isso, Meghan é a mais nova plebeia a ser tornar membro da realeza britânica, concretizando o enlace que nas últimas semanas tomou conta do noticiário no mundo todo.

    Lotada de celebridades, a emocionante cerimônia misturou elementos tradicionais e modernos.

    O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, líder espiritual da Igreja Anglicana, tomou os votos matrimoniais dos noivos, que passaram grande parte da cerimônia de mãos dadas. Michael Curry, o bispo presidente da Igreja Episcopal dos EUA, fez um sermão sobre o amor e citou ativista negro Martin Luther King.

    A cerimônia teve diversos momentos emocionantes, como o sermão do bispo americano Michael Curry e a versão da música "Stand By Me" cantada por um coro gospel.







  • Israel celebra hoje 70 anos de independência

    Os acordes e as vozes do oratório “Hear! O Israel”, do compositor americano Cormac Brian O´Duffy, originariamente seriam o ápice das celebração de hoje (14) dos 70 anos da independência de Israel do mandato britânico. Não será mais. A inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém tornou-se o momento de maior prestígio – e de tensão – por realizar um velho desejo de sucessivos governos israelenses: a confirmação diplomática da cidade histórica como sua capital.

    Outras duas embaixadas serão transferidas nesse mesmo dia para Jerusalém – as do Paraguai e da Guatemala. Outros países mantiveram-se mais cautelosos quanto uma mudança com tanto impacto para suas relações com o Oriente Médio, como o Brasil, e mantiveram suas representações diplomáticas em Israel em Tel-Aviv.

    Não à toa, o momento deverá ser marcado por fortes protestos nas fronteiras de Israel com a Cisjordânia e Gaza e igualmente dentro de territórios israelenses. Para os palestinos, 14 de maio é o dia do Nakba (catástrofe, em árabe), quando 750 mil pessoas se viram forçadas a se deslocar das cidades e vilas de suas famílias e buscar abrigo em países vizinhos, como refugiados.

    A “Grande Marcha do Retorno“, uma série de protestos organizados por entidades palestinas na Faixa de Gaza, iniciados em abril, deverá alcançar seu ponto máximo hoje. Até sexta-feira (11), 44 palestinos que participavam dessa marcha haviam sido mortos por militares israelenses. Parte dos palestinos que vive em Israel deverá juntar-se aos manifestantes.

    Para Israel, hoje será um dia de especial celebração. Para o Estado Palestino, de lamentação e de repúdio. Confrontos são considerados inevitáveis. A situação de potencial confronto entre Israel e Irã, com ataques a posições recíprocas há apenas 

    quatro dias, é outro elemento de preocupação. Cerca de 1.000 policiais estarão a postos somente para dar segurança à festa de inauguração da embaixada americana.

    A inauguração da Embaixada dos Estados Unidos se dará com a presença do primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu. Para essa celebração, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou sua filha, Ivanka, seu genro, Jason Greenblatt, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e seu conselheiro sênior Jared Kushner, entre outros, como parte da delegação oficial. Com a iniciativa, Trump cumpre mais uma de suas promessas eleitorais.

     

    Israel celebra hoje 70 anos de independência

    Cerca de 800 pessoas serão recebidas pelo embaixador David Friedman à nova representação americana em Jerusalém. 

    O prédio da 14 David Flusser Street, de pedras amarelas, funcionava desde 2010 com Consulado americano em Jerusalém, segundo jornal americano Washington Post. Foi reformado e ganhou novos equipamentos de segurança, a um custo total de 400 mil dólares. Em um primeiro momento, apenas o embaixador Friedman e seus colaboradores mais próximos passarão a trabalhar dali. Não há espaço para os demais.

    Ontem, o Ministério das Relações Exteriores de Israel recebeu cerca de 1.200 pessoas em uma recepção prévia ao traslado das embaixadas. Na lista estavam congressistas americanos, líderes religiosos, políticos israelenses e outros convidados.

    A principal organizadora das celebrações de hoje foi a ministra de Cultura de Israel, Miri Regev, uma política provocativa e leal a Netanyahu que atualmente é conhecida como a “Trump de saltos altos”. Seu objetivo é terminar o dia com “zero mortes”, como comentou durante uma de suas vistorias para os eventos.(VEJA.com 

    CONTINUE LENDO


  • Palestinos marcham pelo

    Israelenses e palestinos se preparavam para novos confrontos nesta terça-feira nos territórios palestinos, um dia depois de um banho de sangue em Gaza, no dia mais violento em quatro anos na região, que terminou com 58 palestinos mortos por tiros de soldados israelenses.

    Os palestinos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia ocupada recordam a "Nakba", a "catástrofe", como definem a criação do Estado de Israel em 1948 e o êxodo de centenas de milhares de pessoas.

    Nesta terça-feira, os mortos da véspera eram sepultados em Gaza. Os confrontos de segunda-feira coincidiram com a inauguração da nova embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, a dezenas de quilômetros da fronteira entre o território palestino e Israel.

    Enquanto representantes israelenses e americanos celebravam um "dia histórico" e a aliança entre os dois países, 58 palestinos, incluindo oito menores de idade, morreram por tiros de militares israelenses.

    Na madrugada de terça-feira, o ministério da Saúde de Gaza anunciou a morte de um bebê após a inalação de gás lacrimogêneo durante os protestos.

    Pelo menos 2.400 palestinos ficaram feridos, por tiros israelenses ou por inalar gás, de acordo com o ministério.

    Os moradores de Gaza pretendem protestar novamente diante da cerca de segurança que separa o território de Israel.

    Khalil al-Hayya, um dos líderes do Hamas, movimento islamita que governa a Faixa de Gaza, afirmou que as manifestações devem prosseguir.

    O Hamas, que enfrentou Israel em três guerras desde 2008, apoia a mobilização e afirma que esta é uma iniciativa civil, um movimento pacífico. Os milhares de combatentes do grupo não utilizaram suas armas até o momento, mas Al-Hayya deu a entender que isto pode mudar.

    - 'Qualquer atividade terrorista terá resposta' -

    O exército israelense acusa o Hamas de utilizar este movimento para misturar combatentes armados entre a multidão ou para colocar artefatos explosivos na fronteira.

    As autoridades israelenses mobilizaram milhares de soldados ao redor da Faixa de Gaza e na Cisjordânia pelo receio de novos distúrbios.

    "Qualquer atividade terrorista terá uma resposta", advertiu o governo.

    Israel teme que os palestinos derrubem a cerca de segurança e entrem em seu território. O governo alertou que utilizará "todos os meios" para proteger a barreira, seus soldados e os civis.

    Ao mesmo tempo, o governo afirma que seus soldados só utilizam balas letais como último recurso.

    Também estão previstas manifestações na Cisjordânia, a dezenas de quilômetros da Faixa de Gaza. Os dois territórios estão separados pelo território israelense.

    Israel recebeu críticas pelo uso excessivo de força na segunda-feira.

    O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir durante a tarde, a pedido do Kuwait.

    Nesta terça-feira, a China pediu moderação, "especialmente a Israel (...) para evitar uma escalada de tensão".

    As autoridades palestinas denunciaram um "massacre". Turquia e África do Sul decidiram convocar para consultas seus embaixadores em Israel.

    Ancara acusou Israel de "terrorismo de Estado" e de "genocídio", atribuindo parte da responsabilidade ao governo dos Estados Unidos.

    A França "condenou a violência das Forças Armadas israelenses contra os manifestantes" palestinos.

    Mas o governo dos Estados Unidos, aliado histórico de Israel e cujo presidente Donald Trump multiplicou os gestos favoráveis ao Estado hebreu, bloqueou na segunda-feira a aprovação de um comunicado do Conselho de Segurança que expressava "indignação e tristeza com as mortes de civis palestinos que exercem seu direito de manifestação pacífica".

    A Anistia Internacional chegou a mencionar "crimes de guerra".

    Desde 30 de março, a Faixa de Gaza é cenário de protestos conhecidos como a "a grande marcha de retorno". O movimento defende a reivindicação dos palestinos a retornar para as terras das quais fugiram ou foram expulsos com a criação de Israel em 1948.

    O movimento também denuncia o bloqueio imposto há mais de 10 anos à Faixa de Gaza por Israel para conter o Hamas.(AFP )

    CONTINUE LENDO


  • Líder da Al-Qaeda convoca jihad contra EUA por embaixada em Jerusalém

    O líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, convocou no domingo a jihad contra os Estados Unidos, ao afirmar que a instalação da embaixada do país em Jerusalém é a prova de que as negociações e o "apaziguamento" não ajudaram os palestinos.

    Em um vídeo de cinco minutos com o título titulado "Tel Aviv também é um território dos muçulmanos", o médico egípcio que assumiu a liderança da Al-Qaeda após a morte de seu fundador, Osama bin Laden, em 2011, chama a Autoridade Palestina de "vendedores da Palestina" e convoca seus adeptos a pegar em armas.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "foi claro e explícito e revelou a verdadeira face da Cruzada moderna (...) O apaziguamento não funciona com ele, e sim a resistência (...) pela via da jihad", afirmou Al-Zawahiri de acordo com uma transcrição do grupo SITE, que monitora os sites de internet islamitas.

    Para o líder da Al-Qaeda, os países islâmicos fracassaram em atuar a favor dos muçulmanos ao integrar a ONU, instituição que reconhece Israel, e ao aceitarem as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao invés da sharia (lei islâmica).

    A decisão de Trump de transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém rompeu um antigo consenso internacional de que status de Jerusalém seria determinado por um acordo de paz entre Israel e os palestinos.

    A liderança da Autoridade Palestina se recusa a conversar com os representantes do governo Trump desde o anúncio da transferência da embaixada, nem sequer com o genro do presidente, Jared Kushner, que havia sido designado para estimular o processo de paz.(AFP )



  • Irã dispara mísseis contra alvos militares israelenses

    As forças do Irã dispararam cerca de 20 mísseis contra alvos militares de Israel localizados nas Colinas de Golã nesta quarta-feira (9), segundo o Exército israelense.

    As Colinas do Golã foram anexadas por Israel em 1981 e o país considera a região como parte integral de seu território, mesmo sem amplo reconhecimento internacional. A área é reivindicada pelos sírios desde que Israel ocupou 1.200 km² (dos 1.800 km² totais das colinas) durante a Guerra dos Seis Dias (1967).

    A Síria foi um dos países que atacaram Israel em 1973, durante a Guerra do Yom Kippur. O objetivo expresso de Damasco era retomar o território perdido na guerra anterior. Israel justifica a manutenção do Golã como parte de seu território até que haja um eventual acordo de paz com a Síria, pois a altitude das montanhas permitiam aos sírios observar e atacar a partir de área elevada, deixando os israelenses vulneráveis.

    Alguns dos mísseis disparados nesta quarta foram interceptados pelos sistemas de defesa israelenses, de acordo com as primeiras informações. O ataque foi lançado pelas Força Quds, uma unidade especial do Exército de Teerã, de dentro do território sírio, segundo os israelenses.

    Não há relatos de feridos ou mortos. O coronel israelense Jonathan Conricus afirmou em uma ligação telefônica com diversos jornalistas que as bases militares sofreram danos “limitados”, segundo o jornal Financial Times. Ainda de acordo com o militar, as forças israelenses revidaram o ataque.

    Se confirmado, o ataque marcará a primeira vez em que as forças iranianas dispararam foguetes em desafio direto às forças israelenses nas Colinas de Golã.

    O incidente ocorre em um contexto de crescente tensão entre israelenses e iranianos envolvendo o conflito sírio e após vários disparos de mísseis contra tropas iranianas que apoiam o regime em Damasco.

    A imprensa estatal síria informou que a artilharia israelense atingiu um posto militar perto da cidade de Baath, onde as forças do regime de Bashar Assad estavam.

    As Forças de Defesa de Israel pediram aos moradores nas Colinas de Golã que preparassem seus abrigos públicos na noite de ontem, depois de detectar atividades iranianas “irregulares” na Síria.

    Nesta manhã, a Síria culpou Israel por um conjunto de ataques aéreos em uma base militar perto de Damasco. As forças israelenses nunca reivindicaram o ataque, mas segundo a imprensa síria pelo menos oito iranianos morreram.(VEJA.com )



  • Guerra na Síria segue implacável e sem respeito por civis, diz ONU

    Por Tom Miles

    A guerra da Síria segue inabalável apesar de uma queda no número de civis sitiados, disse nesta quinta-feira uma autoridade sênior da Organização das Nações Unidas, alertando sobre um possível agravamento do conflito na região de Idlib, controlada por rebeldes.

    O assessor humanitário da ONU, Jan Egeland, disse que milhões de civis ainda estão presos no conflito de sete anos e muitos que escaparam de zonas de batalha tiveram que buscar abrigo em acampamentos sobrecarregados para deslocados em Idlib.

        Autoridades insurgentes dizem temer uma ofensiva contra Idlib pelo Exército da Síria e seus aliados Rússia e Irã, algo que agências humanitárias afirmam poder produzir um sofrimento civil em uma escala maior do que durante o cerco de Aleppo no ano passado.

        “Nós não podemos ter uma guerra em Idlib. Eu continuo dizendo isto agora à Rússia, ao Irã, à Turquia, aos Estados Unidos, a todos que podem ter uma influência”, disse Egeland a repórteres.

        Ele pediu negociações para proteger civis, e disse que operações aéreas recentes em Idlib são um mau presságio.

        A guerra tem se inclinado a favor do presidente Bashar al-Assad desde que a Rússia interviu a seu favor em 2015. Tendo menos que um quinto da Síria em 2015, Assad se recuperou para controlar a maior parte do país com ajuda russa e iraniana.

        A região de Idlib continua a área mais populosa da Síria nas mãos de insurgentes lutando contra o governo de Damasco. Sírios têm entrado em Idlib de áreas retomadas 

    pelo Exército em uma taxa acelerada nos últimos dois anos.

        Egeland disse que cerca de 11 mil sírios ainda estão sob sítio e dois milhões são difíceis de alcançar com ajuda humanitária, comparados aos 625 mil sob sítio e 4,6 milhões que eram difíceis de alcançar há um ano.(Reuters)