BUSCA PELA CATEGORIA "POLÍTICA"

  • Deputado Benito Gama é alvo da Operação da PF em Salvador

    Candidato derrotado à reeleição, o deputado federal Benito Gama (PTB) é alvo da operação da Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (11).

    A Operação Ross cumpre total de 24 mandados de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.(BahiaNotícias)



  • Bolsonaro será diplomado presidente do Brasil nesta segunda-feira

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diplomará, a partir das 16h desta segunda-feira (10), Jair Bolsonaro como presidente da República para cumprir mandato de 2019 a 2022. A cerimônia de diplomação do presidente eleito em 28 de outubro e de seu vice, Hamilton Mourão, será realizada em sessão solene no plenário da Corte. Os diplomas são assinados pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber.

    Caberá à presidente do TSE abrir a sessão solene e designar dois ministros do Tribunal para conduzirem Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão ao Plenário da Corte. Os eleitos se sentarão à esquerda da presidente do TSE na mesa oficial da solenidade, que será composta por autoridades do Judiciário, Executivo e Legislativo. As informações são do TSE.

    Após a execução do Hino Nacional pela Banda dos Fuzileiros Navais, no início da solenidade, a presidente do TSE entregará os diplomas ao presidente eleito e ao seu vice. Em seguida, o presidente diplomado proferirá seu discurso. A presidente do TSE também discursará e, por fim, encerrará a sessão solene.

    Cerca de 700 pessoas foram convidadas a assistir à solenidade de diplomação. Elas se dividirão entre o Plenário, local onde ocorrerá o ato solene, e os auditórios I e III da Corte, que disporão de telões com transmissão ao vivo da cerimônia. A diplomação também será transmitida em tempo real pela TV Justiça e no Portal do TSE na internet.

    Cerimônia de diplomação

    A cerimônia de diplomação é uma etapa indispensável para que os candidatos eleitos possam tomar posse nos cargos que disputaram nas urnas. Ela confirma que o político escolhido pelos eleitores cumpriu todas as formalidades previstas na legislação eleitoral e está apto a exercer o mandato.

    Nas eleições presidenciais, cabe ao TSE realizar a diplomação dos eleitos, em cerimônia que acontece no Plenário da Corte.

    O ritual é realizado desde 1951, quando Getúlio Vargas retornou à Presidência da República por meio do voto popular. Suspensa durante o regime militar (1964 a 1985), a solenidade voltou a ser realizada após a redemocratização do país, em 1989, com a eleição de Fernando Collor de Mello.

    Para receber o diploma, os candidatos eleitos precisam estar com o registro de candidatura deferido e as contas de campanha julgadas. De acordo com o Calendário Eleitoral deste ano, as solenidades de diplomação devem ocorrer até o dia 19 de dezembro.

    CONTINUE LENDO


  • Fernando Collor entra na disputa pela presidência do Senado

    O ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL) está no páreo pela presidência do Senado.

    O congressista foi recebido pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, há poucos dias, na semana passada. É 1 nome que agrada aos bolsonaristas para o comando da Casa em 2019.

    Collor é visto por integrantes por aliados de Bolsonaro como alguém que “tem energia” e que poderia realizar o sonho de alguns no governo de transição: aprovar o processo de impeachment contra 1 ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Na mira bolsonarista, estão, pela ordem, os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Luiz Fux. Muitos bolsonaristas mais radicais querem emparedar o STF logo no início do governo em 2019.

    O Poder360 apurou que são remotíssimas as chances de o Senado dar vazão a algum pedido de impeachment de ministros do STF.

    Partidos nanicos estão por trás da articulação pró-Collor, hoje no PTC e que em breve deve estar de mudança para o Pros.

    Pela conta dos colloridos, o grupo contará no início de janeiro com 34 senadores do mínimo de 41 necessários para eleger Collor. O número representa a metade mais 1 do total de congressistas da Casa: 81.

    Tasso desagrada a bolsonaristas

    Na contramão da energia citada para descrever Collor, os aliados do presidente eleito dizem que Tasso Jereissati (PSDB-CE) “não se esforça”.

    Dizem eles que o tucano não tem ido atrás dos votos –até diz explicitamente que não vai pedir sair pedindo o apoio de colegas. Faltaria ao senador “disposição e energia”, atributos demonstrados pelo ex-presidente Collor, na opinião de bolsonaristas que falaram ao Poder360 em reserva.



  • Pezão vira alvo de processo de impeachment

    Por determinação da Justiça, a mesa diretora da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) autorizou nesta terça (4) abertura de processo de impeachment contra o governador Luiz Fernando Pezão (MDB), que foi preso na quinta (29).

    O pedido havia sido feito pelo PSOL em fevereiro de 2017, questionando atrasos nos pagamentos de salários dos servidores estaduais e o descumprimento do investimento mínimo em saúde.

    Foi arquivado em maio daquele ano, junto com mais sete pedidos de impeachment do governador, pelo presidente da Alerj, Jorge Picciani (MDB), aliado do governador que foi preso em novembro de 2017.

    Na votação desta terça, o pedido de impeachment de Pezão foi aprovado por seis votos a um. Segundo a Alerj, a votação acatou recurso do Tribunal de Justiça do Rio, que interveio a pedido do PSOL.

    Segundo a assessoria da Alerj, o rito do processo de impeachment vai ser definido em reunião nesta quarta (5). O mandato do governador se encerra no dia 31 de dezembro.

    Pezão foi preso em desdobramento da Operação Lava Jato que investiga esquema de corrupção comandado pelo ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, de quem foi secretário e vice.

    Para a Procuradoria-Geral da República, o atual governador participou do esquema e o manteve após a prisão de Cabral. Pezão nega as acusações.

    O governador do Rio já havia perdido sua força política na Alerj com a prisão de Picciani e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, lideranças do MDB no estado, acusados de receber propinas de empresários do setor de transportes.

    Enfraquecido, o grupo nem chegou a lançar candidato ao governo na eleição de outubro, vencida pelo ex-juiz Wilson Witzel (PSC). Com informações da Folhapress.



  • Dodge ao STF: Temer, Moreira Franco e Padilha praticaram corrupção

    A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu nesta segunda (3) de uma decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin que remeteu parte de um inquérito sobre os ministros Moreira Franco (Minas e Energia) e Eliseu Padilha (Casa Civil) para a Justiça Eleitoral, e não para a criminal.

    O inquérito em questão, derivado da delação da Odebrecht, também tem como alvo o presidente Michel Temer e apurou um jantar no Palácio do Jaburu, em 2014, onde teria sido acertada propina.

     

     

    No recurso, Dodge faz sua primeira manifestação quanto ao mérito da investigação e afirma que os emedebistas cometeram o crime de corrupção (e não crime eleitoral) e receberam propina, descrevendo o caminho do dinheiro e as provas reunidas. A Polícia Federal já havia chegado à mesma conclusão em seu relatório de investigação, em setembro.

    "Michel Temer recebeu, por meio de João Baptista Lima Filho [coronel aposentado da Polícia Militar paulista e amigo do presidente], vantagem indevida no montante de R$ 1.438.000,00, nos dias 19, 20 e 21/03/2014, em São Paulo", escreveu Dodge em um trecho do documento.

    "Michel Temer recebeu, por meio de José Yunes [advogado e amigo do presidente], o valor de R$ 1 milhão em 04/09/2014", afirmou em outro trecho.

    A parte do inquérito relativa a Temer foi suspensa por Fachin em outubro a pedido de Dodge, que sustentou que o presidente da República não pode ser processado por atos anteriores ao seu mandato (Temer assumiu o Planalto em 2016). Já a parte relativa a Moreira Franco e Padilha foi para a Justiça Eleitoral de São Paulo, decisão que Dodge quer que Fachin reconsidere ou que envie o caso para análise do plenário.

    Se essa decisão não for modificada, quando Temer deixar o Planalto em janeiro, as suspeitas contra ele nesse caso também deverão seguir para a Justiça Eleitoral. O crime eleitoral de caixa dois é mais brando, tem pena máxima de cinco anos, não leva à prisão e prescreve mais rápido. Já o crime de corrupção, processado na Justiça Federal, teria pena maior, de até 12 anos de prisão.

    Segundo Dodge, o inquérito conseguiu revelar dois esquemas criminosos que funcionaram de modo independente. No primeiro esquema, "no início do ano de 2014, em Brasília, Moreira Franco solicitou vantagem indevida, em razão da função pública que ocupava na Secretaria da Aviação Civil, no montante de R$ 4 milhões, por beneficiar o grupo Odebrecht no contrato de concessão do Aeroporto do Galeão/RJ".

    "Eliseu Padilha e Michel Temer receberam, após cobrança efetuada a executivos da Odebrecht, os valores acima referidos [os R$ 4 milhões], atuando em unidade de desígnios com Moreira Franco e cientes, portanto, da origem ilícita dos valores", disse a procuradora-geral. Parte desses R$ 4 milhões é o que, segundo Dodge, foi entregue por meio do coronel Lima na sede da empresa dele, a Argeplan, em São Paulo.

    "Obteve-se sucesso em rastrear materialmente duas das três entregas de dinheiro em espécie, de forma programada, com fartas provas, que demonstram o exaurimento do crime de corrupção passiva perpetrado por Moreira Franco, Eliseu Padilha e Michel Temer", escreveu Dodge.

    Já no segundo esquema, segundo a PGR, "Eliseu Padilha solicitou, em unidade de desígnios com Michel Temer, vantagem indevida no valor de R$ 10 milhões, indicando, a pretexto de destinação, campanha eleitoral". Tal solicitação teria sido durante um jantar no Jaburu em maio de 2014.

    Foi uma parcela desse valor que, segundo Dodge, chegou a Temer por meio do advogado Yunes. "Para completar o pagamento da vantagem indevida, Paulo Skaf [presidente da Fiesp e candidato ao governo de São Paulo em 2014] recebeu, via [o publicitário] Duda Mendonça, o montante de R$ 5.169.160,00", afirmou a procuradora-geral.

    Para demonstrar os pagamentos, a PGR cruzou informações de antenas de celular -que demonstram os locais onde os suspeitos estavam em determinadas- com conversas por meio de aplicativo de mensagens, registros nas planilhas de contabilidade da Odebrecht e depoimentos de delatores e funcionários que transportaram as quantias.

    Todos os investigados negam os supostos crimes. Quando o relatório de investigação da PF foi divulgado, o Planalto afirmou em nota que a apuração "se mostra a mais absoluta perseguição ao presidente". Com informações da Folhapress.

    CONTINUE LENDO


  • Cabral é condenado a 14 anos e 5 meses de prisão; penas somam quase 200 anos

    O juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou nesta 2ª feira (3.dez.2018) o ex-governador do Estado Sérgio Cabral a 14 anos e 5 meses de reclusão em regime fechado, por lavagem de dinheiro, favorecimento a ex-mulher Susana Neves Cabral e seu irmão, Maurício de Oliveira Cabral Santos, e recebimento de propina.

    Com a condenação, as penas de Cabral chegam a 197 anos e 11 meses de reclusão.

    Na decisão, o juiz Marcelo Bretas disse que Sérgio Cabral “desviou-se de suas atribuições públicas para se dedicar a práticas delituosas durante os anos em que esteve à frente do governo do Estado do Rio de Janeiro, beneficiando-se do dinheiro público desviado e branqueado por sua organização criminosa, altas somas de dinheiro, a fim de satisfazer sua ambição desmedida”.

    Segundo Bretas, apesar Cabral ter possuído enorme responsabilidade social enquanto governador, optou por atentar contra a moralidade e o patrimônio público.

    “[Cabral atuou] Empenhando sua honorabilidade, seduzindo e envolvendo empresários e pessoas de seu relacionamento pessoal, parentes e amigos. como no caso dos autos, em atos delituosos visando a promover lavagem de valores desviados dos cofres públicos”, disse.

    Como ficam os outros condenados

    Suzana Cabral e Maurício Cabral também foram condenados na ação. Segundo a acusação, os 2 receberam R$ 1,1 milhão em propina da FW Empreendimentos Imobiliários e Construções, pertencente ao empresário Flávio Matos Werneck, que também foi condenado, assim como seu contador, Alberto Silveira Conde.

    Eis as penas:

    • Suzana Cabral: condenada a 8 anos e 4 meses de prisão em regime fechado;
    • Maurício Cabral: condenado a 4 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto;
    • Flávio Matos Werneck: condenado a 8 anos e 4 meses de prisão em regime fechado;
    • Alberto Silveira Conde: condenado a 4 anos e 6 meses em regime semiaberto.

    Em nota, os advogados de Maurício Cabral, Daniel Raizman e Fernanda Freixinho, afirmaram que o cliente é inocente. Segundo eles, o juiz “não avaliou adequadamente o conjunto probatório, em especial o depoimento do colaborador Carlos Miranda, que afirmou na sua delação e ante o juízo, que Maurício Cabral não participou do esquema criminoso”. A defesa informou que irá recorrer da sentença.

    O que diz a denúncia

    Em junho, o MPF (Ministério Público Federal) apresentou denúncia sobre o esquema de movimentação por meio lavagem de dinheiro em contratos que o governo firmou com a FW Engenharia, que gerou o pagamento de R$ 1,7 milhão em propina aos réus por meio de empresas de fachada.

    A denúncia foi aberta com base investigações das operações Calicute e Eficiência, que indicaram que Suzana Neves teria comprado em nome de uma empresa 1 imóvel em São João del Rei por R$ 600 mil sem que, aparentemente, tivesse recursos de origem lícita compatível.

    Além disso, entre outubro de 2011 e dezembro de 2013, o MPF identificou 31 transferências bancárias de recursos do grupo de empresas da empreiteira FW Engenharia, por intermédio da empresa Survey Mar e Serviços Ltda, que realizou pagamentos à empresa em nome de Susana como serviços de consultoria que superavam em duas vez a renda bruta declarada.

    Quase 50% dos valores recebidos pela Survey da FW no período analisado pela investigação foram repassados logo em seguida para a empresa de Suzana.

    Em delação, o operador de Cabral, Carlos Miranda disse ter pago propina a Suzana e Maurício para que a construtora fosse beneficiada no PAC Favelas (Programa de Urbanização e Regularização Fundiária), na construção do Arco Metropolitano e com participação na reforma do Estádio do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014, obras tocadas no mandato do então governador.(Com informações da Agência Brasil)

    CONTINUE LENDO


  • Dilma deve ser alvo principal de nova delação de Palocci, diz coluna

    A ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT) deve ser um dos alvos preferenciais dos depoimentos da nova delação premiada de Antonio Palocci, de acordo com a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

    Até agora, o foco dos relatos do ex-ministro da Fazenda estava voltado para Lula.

    De acordo com pessoas familiarizadas com as negociações entre Palocci e a Justiça, dados novos devem aumentar o cerco a Dilma, já tornada ré em uma ação que corre em Brasília.



  • 56ª fase da Lava-Jato prende ex-marqueteiro ligado ao PT

    A 56ª fase da operação Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira, 23, para apurar fraudes na construção da nova sede da Petrobras em Salvador, realizou a prisão temporária de Valdemir Garreta, ex-marqueteiro ligado ao PT.  Marice Correa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, também foi presa temporariamente.

    Com relação ao ex-presidente do Fundo Petrobras de Seguridade Social (Petros), Wagner Pinheiro, não houve um pedido de prisão, mas mandado de buscas em empresas ligadas a ele.

    Foram 68 mandados de busca e apreensão, 8 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de prisão temporária em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia na operação chamada de “Sem Fundos”. Desses mandados, três presos estão no exterior, em Israel, nos Estados Unidos e em Portugal. Dois procurados ainda não foram encontrados.

    De acordo com os envolvidos na operação, houve um pagamento de 68.295.866 reais em propina ao Partido dos Trabalhadores, ex-dirigentes da Petrobras e do Petros. Ainda há duas investigações em andamento, informou o delegado da Polícia Federal, Cristian Robert Wurster, durante entrevista coletiva.

    A reportagem está tentando contato com os citados. O espaço está aberto para manifestação.(VEJA.com )



  • Ex-presidentes Lula e Dilma viram réus após Justiça Federal do DF aceitar denúncia

    A Justiça Federal aceitou uma denúncia contra a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a decisão desta sexta-feira (23) do juiz Vallisney de Souza Oliveira, eles se tornaram réus na ação penal.

    Os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega, além do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, também se tornaram réus na ação penal, que ficou conhecida como 'Quadrilhão do PT'.

    "Segundo a acusação, com base nas provas documentais juntadas aos autos, os réus (até o ano de 2016) integravam organização criminosa quando de suas respectivas atuações como membros do Partido dos Trabalhadores (PT)", relata a decisão assinada por Vallisney.

    A denúncia apontou ainda que foram praticados "diversos crimes contra a Administração Pública (entre os quais corrupção) e lavagem de dinheiro relacionados com o Ministério de Minas e Energia, Petrobrás, Construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e UTC, e J&F/BNDES".



  • Prefeito de Lagoa Real é punido pelo TCM por pagar para ser homenageado

    O prefeito Pedro Cardoso terá que pagar multa de R$ 2 mil por pagar o “Instituto Tiradentes” para ser homenageado como sendo um dos “Cem melhores prefeitos do Brasil”.

    O prefeito de Lagoa Real, Pedro Cardoso Castro, terá que pagar uma multa no valor de R$ 2 mil, imposta pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) porque pagou ao “Instituto Tiradentes” R$ 578,00 para ser homenageado com diploma e medalha, como sendo um dos “Cem melhores prefeitos do Brasil”.

    O “instituto”, de acordo com reportagem da Rede Globo apresentada no programa “Fantástico” em agosto, prestou a mesma homenagem a um jumento. Logo após a veiculação da reportagem, Pedro Cardoso Castro tomou a iniciativa de devolver aos cofres do município o dinheiro pago pela “honraria” e também R$ 1 mil que recebeu a título de diárias para transporte e hospedagem.

    Apesar da iniciativa de devolver o dinheiro, o conselheiro substituto Antônio Emanuel de Souza, na sessão de ontem (07) do tribunal, ao apresentar parecer sobre o Termo de Ocorrência instaurado para apurar os gastos com a fraude, recomendou a aplicação da multa de R$ 2 mil, para que o prefeito tenha mais cuidado e se abstenha de gastar dinheiro público com supostas homenagens que em nada contribuem para o município. O prefeito argumentou que agiu de “boa-fé” e que, para ele, até então o tal Instituto Tiradentes era tido como entidade “séria e ilibada”, não sensibilizou nenhum dos conselheiros do TCM. Cabe recurso da decisão.



  • 'Ciro é um ser humano que vale a pena', diz Lula na prisão

    Candidato a presidente derrotado, Fernando Haddad (PT) visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão na quarta-feira (7), com outros advogados. 

    Segundo relatos à coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o petista falou sobre Ciro Gomes. Disse que não esperava que o pedetista se ausentasse por completo do segundo turno das eleições. Ainda assim, disse que separa questões políticas das pessoais e elogiou: “Ciro é um ser humano que vale a pena”.

    O ex-presidente está cético em relação aos futuros julgamentos que enfrentará na Justiça. Acredita que o clima no país dificulta uma análise serena de sua defesa.

    Lula falou também que sempre acreditou que o juiz federal Sergio Moro militaria fora da magistratura pois o considerava um quadro político. Mas se surpreendeu com a rapidez com que isso ocorreu.



  • Gilmar Mendes arquiva outro inquérito contra senador Aécio Neves

    Foto: Reprodução El País

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de um inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), no qual é investigado por supostamente ter atuado para fraudar registros do Banco Rural remetidos à Comissão Parlamentar Mista de Inqúerito (CPMI) dos Correios, em 2005.

    O arquivamento havia sido pedido pela Procuradoria-Geral da República em setembro. O inquérito tinha como base a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, que presidiu a CMPI e relatou ter sido procurado por Eduardo Paes, então deputado pelo PSDB, que lhe teria pedido, em nome de Aécio, o adiamento do prazo dado ao Banco Rural para o envio dos documentos, de modo a haver tempo para a fraude.

     

    O objetivo, segundo Delcídio, seria maquiar dados que pudessem revelar esquema semelhante ao Mensalão, sendo operado pelo publicitário Marcos Valério na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em benefício do então governador Aécio Neves e de seu vice, Clésio de Andrade.

    Ao pedir o arquivamento do inquérito, Raquel Dodge argumenta que “a autoridade policial não recolheu provas ou elementos de convicção suficientes para corroborar as declarações do colaborador e permitir a instauração da ação penal”.

    Gilmar Mendes acatou os argumentos da PGR. Este é o segundo inquérito contra Aécio arquivado pelo ministro este ano. O outro, arquivado em junho, dizia respeito ao envolvimento do senador em desvios em Furnas, umas das subsidiárias da Eletrobras. 

    CONTINUE LENDO






  • Caixa 2: TRE apreende jornais com fake news a favor de Fernando Haddad e contra Jair Bolsonaro em sede de sindicato

    Foto: TRE

    O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cumpriu, no último sábado (20) um mandado de busca e apreensão na sede do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), no Centro de Macaé, Rio de Janeiro.

    No local foram apreendidos milhares de jornais com conteúdos tendenciosos e propaganda irregular do candidato a presidente Fernando Haddad (PT). O mandado foi expedido pelo juiz eleitoral do município, Sandro de Araújo Lontra. No documento, Lontra destacou que o impresso continha matérias pejorativas em relação ao adversário de Haddad, o candidato Jair Bolsonaro (PSL).
    Segundo a decisão do magistrado, o material, que faz propaganda para PT não teve a origem do dinheiro declarada nas prestações de conta do candidato petista. E, portanto, por ser pago com dinheiro de fonte desconhecida a prática pode ser caracterizada Caixa 2.

    Como o Sindipetro é uma instituição bancada com dinheiro público via imposto sindical obrigatório, há também configurado o crime de abuso de poder econômico e improbidade administrativa.

    O material apreendido seria distribuído na cidade de Macaé, bem como aos visitantes do sindicato. O órgão foi autuado e irá pagar uma multa que poderá e variar entre R$ 2 a R$ 8 mil.
    Em nota, o sindicato diz que: " Fiscais do TRE estiveram hoje, 20, na sede do SindipetroNF em Macaé em dia e horário em que não há expediente. O funcionário que recebeu os fiscais alegou que os mesmos tentaram pular a grade externa e ameaçaram, inclusive, atirar no local. 

    Após a chegada de um dos diretores da entidade, que franqueou o acesso irrestrito e amplo aos fiscais, os mesmos decidiram apreender exemplares do Jornal Brasil de Fato e o Boletim Nascente (periódico semanal do sindicato), que são materiais de trabalho da entidade distribuídos há mais de 20 anos. 

    Alegando propaganda eleitoral irregular, os fiscais apreenderam jornal com análise dos programas eleitorais das chapas que concorrem ao segundo turno e boletim  da entidade que existe há 21 anos,  em toda a história de nosso sindicato. Não havia cunho algum eleitoral e apenas questões de opinião. Vale registrar, ainda, que os jornais aprendidos não são fake news, muito pelo contrário, todas as matérias são assinadas e a circulação segue padrões rigorosos do jornalismo.

    A diretoria do Sindipetro-NF, diante dessas atitudes arbitrárias da justiça eleitoral de Macaé, vêm a público manifestar seu repúdio diante da ocorrência. 

    A categoria petroleira sempre foi favorável à mídia independente e alternativa. Não à toa, é item recorrente de debates entre a categoria, como deveríamos contrapor à mídia tradicional, que bateu na Petrobrás por anos sem se preocupar com a imagem da empresa.

    Portanto, para esse sindicato, não há nenhuma irregularidade na prática que vem sendo realizada pela entidade, que tem compromisso estatutários com seus representados e com a população das cidades onde atua.

    A diretoria do Sindipetro-NF estará a postos para todo e qualquer esclarecimento que for necessário. O Sindicato preparará, a partir de amanhã, a resposta que provará que o sindicato foi vítima do período truculento que o país vive, demonstrado pelo desrespeito do TRE."

    CONTINUE LENDO


  • Bolsonaro ficará fora do 1º debate do 2º turno após reavaliação médica

    Equipe médica de Jair Bolsonaro não libera o candidato para fazer campanha

    Especialistas disseram que candidato à presidência da República perdeu 15 quilos de massa muscular, ainda está fraco e não está liberado para fazer campanha. Expectativa é que liberação ocorra na próxima quinta (18).
     

    O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, foi submetido a uma nova avaliação médica, na manhã desta quarta-feira (10), em sua casa na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Segundo o clínico cardiologista Leandro Echenique, a cirurgia completa hoje 34 dias e Bolsonaro está se recuperando, mas ainda não está liberado para fazer campanha.

    "Ele perdeu 15 quilos de massa muscular e ainda está fraco. Ele precisa de uma dieta de recuperação proteica.", disse o médico, ressaltando que na próxima quinta-feira (18) Bolsonaro deve ir ao hospital e provavelmente será liberado para campanha e debates.

    Está previsto para essa semana o debate entre os presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Bolsonaro na TV Band. A assessoria de imprensa do candidato do PSL confirmou que ele não participará do debate desta semana.

    CONTINUE LENDO






  • PT quer punição a pastores que usam igreja pró-Bolsonaro

    A cúpula do PT quer pedir maior rigor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na atuação de pastores que usam suas igrejas para pedir votos ao candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), de acordo com a Coluna do Estadão. Não há consenso se a via jurídica é a mais adequada.

    O ex-ministro do TSE Marcelo Ribeiro diz que o tema ainda é novo no direito eleitoral, mas que o TSE começa a punir o que considera “abuso do poder religioso”, que é usar a estrutura da religião para pedir voto.