BUSCA PELA CATEGORIA "POLÍTICA"

  • Em visita a Salvador, vereadores defendem pleitos de Condeúba

    Foto: Divulgação

    Em visita a órgãos estaduais, em Salvador, vereadores de Condeúba, Conceição e Maurilo Guilherme, defenderam a ampliação da oferta de água de consumo e de redes de energia elétrica em diversas comunidades da zona rural. Eles estiveram acompanhados dos deputados Waldenor Pereira (federal) e Zé Raimundo (estadual), que reforçaram pleitos apresentados na Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Companhia de Engenharia Ambiental (CERB) e Coordenação do programa Luz Para Todos.

    Já na SDR os edis e os deputados buscaram informações sobre pleitos para construção de cinco barreiros, junto ao chefe de Gabinete, Jeandro Ribeiro, na Cerb, acompanharam com o chefe de gabinete, Cláudio Machado, os pedidos para perfuração de poços artesianos e apresentaram nova solicitação para atender a comunidade de Passagem do Meio.
    Na coordenação do programa Luz Para Todos, a vereadora Conceição pediu extensão de rede de energia elétrica para as comunidades da Fazenda Lagoa do Saco, Fazenda Pastinho, e Fazenda Queimadas. O vereador Maurílo também pediu extensão de rede para atender as comunidades de Licuri, Fazenda Brejo e também para atender a fábrica de farinha da Fazenda Boa Vista.



  • Câmara articula foro privilegiado para Temer e Lula

    A proposta original é para acabar com o foro privilegiado, mas devido a articulações nos bastidores do Congresso, a tendência é expandir esse direito para ex-presidentes. O objetivo é proteger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em primeira instância por corrupção e lavagem de dinheiro, e manter a proteção ao presidente Michel Temer, investigado na Operação Lava Jato.

    Para isso, deputados planejam incluir na proposta de emenda à Constituição (PEC) 333/2017, que acaba com o foro especial para autoridades, um trecho que dê o benefício a ex-mandatários do País. Nos bastidores, parlamentares afirmam que a iniciativa será do PMDB.

    O deputado Wadih Damous (PT-RJ) também é citado como um dos possíveis autores da mudança, mas ele nega. "Nunca apresentei essa proposta. Não vou apresentar. Não há clima para esse debate", afirmou ao HuffPost Brasil. O deputado defende a manutenção da prerrogativa de foro como está na lei atual.

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados discute nesta quarta-feira (22) PEC 333/2017, aprovada pelo Senado em maio. O texto mantém o foro apenas para os chefes dos três poderes da União (Executivo, Legislativo e Judiciário).

    Se for aprovada na CCJ, a PEC segue para uma comissão especial, onde terá o prazo de 40 sessões plenárias para ser discutida. Na etapa seguinte, o texto vai para o plenário da Câmara, onde precisa de 308 votos, em dois turnos, para ser aprovado.

    É na comissão especial que a discussão sobre o foro para ex-presidentes deve acontecer. "É uma blindagem. Como essa Câmara é corporativista tudo é possível, mas nós vamos trabalhar contra", afirmou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

    O parecer do relator, deputado Efraim Filho (DEM-PB) é favorável ao texto aprovado no 

    Senado. "Concluímos o voto no sentido da admissibilidade", escreveu o parlamentar na análise que exclui qualquer problema de conflito do texto com as normas legais.

    Em 2005, o STF (Supremo Tribunal Federal) declarou inconstitucional o foro privilegiado para ex-presidentes. O direito estava previsto na Lei nº 10.628, sancionada em dezembro de 2002 pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, dias antes do fim de seu mandato. Em 1999, o Supremo já havia derrubado o benefício.

    Foro privilegiado

    De modo geral, o foro privilegiado é a prerrogativa de ser julgado por um tribunal diferente ao de primeira instância, responsável pelos casos de cidadãos comuns. No Brasil, a extensão do benefício vai do presidente da República até comandante da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, chefe da Polícia Civil e vereadores.

    São 54.990 brasileiros com direito à prerrogativa, sendo 38.431 por determinação da Constituição Federal e 16.559 previstos pelas constituições estaduais, de acordo com a pesquisaForo, prerrogativa e privilégio: Quais e quantas autoridades têm foro no Brasil?, dos consultores legislativos do Senado João Trindade Cavalcante Filho e Frederico Retes Lima.

    De acordo com a Constituição Federal de 1988, cabe ao Supremo julgar o presidente da República, ministros de Estado, senadores e deputados federais. Governadores são atribuição do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

    No caso dos prefeitos, o Decreto-Lei nº 201, de 27 de fevereiro de 1967, prevê julgamento dos crimes comuns pelo Tribunal de Justiça estadual e dos crimes de responsabilidade pela Câmara Municipal. Quem trata de crimes eleitorais ou de competência da Justiça Federal são, respectivamente, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e o Tribunal Regional Federal com jurisdição sobre aquele Município.

    Para deputados estaduais e distritais, o entendimento mais comum é o de que, por simetria, o julgamento desses parlamentares cabe ao Tribunal de Justiça. Quanto aos vereadores, não houve concessão de foro especial pela Constituição, mas há previsão em alguns estados, por normas locais.

    Congresso x Supremo

    A iniciativa de marcar a votação da PEC na Câmara é uma reação ao julgamento do Supremo sobre o tema, que será retomado nesta quinta-feira (23). O relator da ação, ministro Luís Roberto Barroso, defende a restrição do foro apenas para crimes cometidos durante o exercício do mandato e se estiver relacionada com as funções desempenhadas no cargo. A expectativa de o STF decidir a questão também foi o que moveu a votação da proposta no Senado, em maio.

    Para o relator da PEC e líder do DEM, Efraim Filho, as discussões não são antagônicas. "São suplementares. Não conflitantes", afirmou ao HuffPost Brasil. Ele destacou que a proposta do Congresso é mais abrangente do que o ponto em discussão no Supremo, já que acabaria com o foro também para os membros do Judiciário e do Ministério Público.

    No STF, o debate é feito em uma ação penal contra o atual prefeito de Cabo Frio (RJ), Marcos da Rocha Mendes (PMDB), por crime eleitoral. O julgamento foi interrompido em junho, após pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Alexandre de Moraes. Votaram com o relator os ministros Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Cármen Lúcia.

    De acordo com dados da Secretaria de Gestão Estratégica do STF citados por Barroso, atualmente, 37 mil autoridades gozam de foro privilegiado e casos de mais de 800 agentes com prerrogativa de foro, como o presidente da República, o vice-presidente, os 513 deputados e os 81 senadores devem ser julgados pelo STF.

    Levantamento feito pela assessoria de imprensa do Supremo mostra que, atualmente, há 540 inquéritos e ações penais em tramitação na Corte envolvendo pessoas com foro. Barroso citou ainda que, se a sua tese prevalecer, o Supremo ficaria com apenas 10% dos processos que tem atualmente, de acordo com estudo da FGV.

    Impunidade

    Como cabe ao Supremo julgar parlamentares, a ideia de foro privilegiado é associada, por parte da população com a noção de impunidade. O discurso também é adotado por nomes à frente da Operação Lava Jato, como o juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

    De acordo com dados do Supremo em Números, da Fundação Getulio Vargas (FGV), apenas 0,78% das 515 as decisões em ações penais no Supremo foram favoráveis à acusação. Em comparação, 14% das decisões foram favoráveis à defesa.

    Não há, contudo, consenso quanto à questão. Para a organização não-governamental Transparência Brasil, a possibilidade de recursos em diferentes instâncias irá atrasar o resultado final. "Se os processos nos tribunais superiores já demoram anos e anos para se concluírem, levá-los para a primeira instância fará aumentar ainda mais esse tempo", diz nota da entidade.(HuffPost Brasil )

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  • Rui acelera ritmo de inaugurações no interior e pré-campanha acaba intensificada

    Foto: Mateus Pereira/GOVBA

    As últimas semanas de 2017 serão marcadas por uma série de inaugurações das policlínicas, um dos carros-chefes do governo da Bahia na área de saúde, e dois hospitais, da Costa do Cacau, em Ilhéus, e da Chapada, em Seabra. A medida é um avanço e também um alento para as comunidades do interior do estado, sempre renegadas historicamente pelos governos de outrora. Porém não deixa de ser também um excelente mote para que o governador Rui Costa se capitalize ainda mais politicamente para as eleições de 2018, quando deve ser candidato à reeleição. Na última sexta-feira (17), Teixeira de Freitas foi a primeira cidade a receber o equipamento, com direito a show de César Menotti e Fabiano. Até o final do ano, ainda devem acontecer as inaugurações das policlínicas de Jequié, Irecê e Guanambi e dos dois hospitais. Batendo à porta de um ano eleitoral, as entregas dos projetos são um bom pontapé para que Rui consiga angariar apoios nas cidades-polo, escolhidas estrategicamente do ponto de vista microrregional para o polígono da saúde, mas também do ponto de vista político-eleitoral. São municípios de médio porte e com poder de influência sobre as demais cidades. Frente ao até então principal adversário, o prefeito de Salvador, ACM Neto, Rui tem a vantagem de percorrer o interior sob o pretexto de entregar obras e não parecer campanha eleitoral. Do ponto de vista legal, não há qualquer questionamento sobre o eventual uso político desses atos como uma prévia da popularidade. Até mesmo no uso estratégico de “mega-inaugurações” não caberá reclamação de ACM Neto, que adota o mesmo artifício quando realiza ações na capital baiana. O que chama atenção é a necessidade de Rui em negar estar em campanha. Ao recorrer a esse discurso, o governador dá munição para a oposição acusá-lo. A matemática é bem simples: é fácil entender que o atual chefe de Ondina abre certa vantagem ao percorrer o interior com as inaugurações. Se tudo for feito dentro da legislação, os adversários terão o direito de fazer barulho. Entretanto, nada mais do que isso. Faltando 40 dias para o final de 2017, chega a ser enfadonho dizer que as eleições estão cada vez mais perto. E Rui mostra que está antenado com essa proximidade. Este texto integra o comentário desta terça-feira (21) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM e Clube FM.



  • Preso há um ano, Cabral pode pegar pena de até três séculos em ações ajuizadas

    Foto: Pedro França / MinC

    Doze meses na detenção, 72 anos de prisão em três sentenças e a possibilidade de, no mínimo, condenações a três séculos de cadeia em 13 denúncias já ajuizadas. Assim o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) completa nesta sexta-feira (17) seu primeiro ano preso, enquanto se defende de acusações de crimes por corrupção, lavagem de dinheiro, pertencimento a organização criminosa e evasão de divisas. Ultimamente, sua defesa tem se concentrado em apresentá-lo como vítima de um juiz "parcial" (o titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas) e de "histeria coletiva" em torno de seu nome. Bretas não quis comentar as acusações. O peemedebista conquistou, em sua reeleição, em 2010, a maior votação já recebida por um candidato ao governo do Estado em primeiro turno - 66% dos votos válidos).

    Chegou a ser aventado como possível vice na chapa com Dilma Rousseff em 2014. Hoje, ostenta outros "títulos". Foi o primeiro governador condenado na Lava Jato, por exemplo. Também recebeu a sentença mais pesada da operação, 45 anos e dois meses de cadeia, em processo relativo a propinas em obras como a do Maracanã e o PAC das Favelas. No Brasil, um preso fica na cadeia por até 30 anos. O caso Cabral tornou-se ruidoso não só pelas cifras que envolveu. O esquema que, segundo o Ministério Público Federal, começou em janeiro de 2007, primeiro mês do primeiro mandato, teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão. Também chocou pela exibição da riqueza adquirida de forma escusa, simbolizada pela casa em Mangaratiba, no litoral sul fluminense, avaliada em R$ 8 milhões, e que deve ser leiloada, além das viagens ao exterior. É a "corrupção ostentação", apontam seus acusadores. Filho da classe média carioca, o político que começou a carreira opondo-se a práticas velhas da política, virou colecionador de ternos da grife italiana Ermenegildo Zegna, feitos à mão, sob medida e com o nome do dono bordado na parte de dentro do bolso. Também acumulou joias das mais caras lojas do Rio, compradas para presentear a mulher, Adriana Ancelmo (hoje em prisão domiciliar), e para lavar dinheiro sujo. Entre 2012 e 2016, segundo as investigações, Cabral gastou R$ 6 milhões com anéis, pulseiras, brincos e colares em apenas uma joalheria. Tudo pago em dinheiro e sem nota. "Ele demonstrou uma voracidade muito grande, incomum. Esses valores que descortinamos podem até existir em outras investigações, mas nós conseguimos provar", disse o procurador Leonardo Freitas, da força-tarefa da Lava Jato no Rio. "O que torna sua organização ímpar é a dimensão que ela teve: praticamente todo o aparato do Estado." Até na Cadeia Pública José Frederico Marques, reformada para recebê-lo, o ex-governador estaria mantendo o "status". Teria um "mordomo" para limpar e organizar a cela que divide com cinco pessoas e teria tentado comprar uma sala com home theater para ver filmes. A instalação da cinemateca na prisão, no entanto, foi frustrada pela Secretaria de Administração Penitenciária e o caso passou a ser investigado. De dia, Cabral e os demais presos convivem na galeria, de 800 metros quadrados, e frequentam a biblioteca. "Os servidores escalados para esta galeria têm perfil mais discreto e o respeitam, mas tentam tratá-lo como um preso qualquer. Só que quem tem dinheiro tem sempre alguém para servi-lo, no presídio ou em qualquer lugar", afirmou um agente penitenciário. As investigações mostram indícios de irregularidades desde que Cabral era deputado. Sociável e comunicativo, herdeiro da simpatia que o Rio nutre por seu pai, o jornalista Sergio Cabral, ele entrou para a política aos 19 anos. Pouco depois já era diretor da Companhia de Turismo do Estado do Rio (TurisRio), na gestão Moreira Franco (PMDB). Suas bandeiras na Assembleia Legislativa, casa em que entrou ainda pelo PSDB, foram a juventude e o idoso. Deputado estadual de 1991 a 2003, quando foi para o Senado, presidiu a Assembleia a partir de 1995. No Palácio Guanabara (2007-2014), não teve oposição, lembrou o cientista político Ricardo Ismael, professor da PUC-Rio. "Cabral perdeu a noção e deixou muitos rastros. Hoje, as pessoas perguntam: por que ninguém denunciou? Ele foi blindado de qualquer tipo de investigação pelo arco grande de alianças, apoio do governo federal, a Alerj, o Tribunal de Contas, a neutralização de parte importante da esquerda." Para Ismael, só quando as relações promíscuas com empresários surgiram, em 2012, e com as manifestações de 2013 sua base ruiu. Cabral renunciou em 2014 e "desapareceu". O ex-governador já recorreu das três condenações. Sustenta que apenas fez mau uso de dinheiro de campanha - caixa 2. Nega ter recebido propina. Segundo o advogado Rodrigo Roca, Cabral segue "com o espírito muito forte", "confiante" e "decidido a provar sua inocência". Nesta sexta, o primeiro ano de prisão do peemedebista será comemorado por bombeiros, que planejam cortar um bolo do lado de fora da cadeia. "Se ele ficar 30 anos preso, farei festa a cada ano", disse o subtenente Valdelei Duarte. Na gestão Cabral, a categoria foi punida por causa de uma greve e bombeiros foram chamados de "vândalos" pelo então governador. (Bahia Notícias)

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  • Temer participa da café de manhã agendado por Maia para tratar de Previdência

    Com o objetivo de defender a necessidade de aprovar, ainda neste ano, a reforma da Previdência, mesmo que com propostas mais modestas do que as pretendidas anteriormente pelo governo, o presidente Michel Temer confirmou presença no café da manhã desta quinta-feira (8) agendado pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), com os líderes dos partidos da base aliada, para discutir as mudanças que podem ser fruto de consenso. Temer decidiu incluir a aprovação da reforma na nova agenda positiva que pretende lançar nesta quinta-feira, com o programa Avançar. A ideia do governo é focar principalmente em dois pontos da reforma: idade mínima e equiparação do valor máximo de aposentadoria de servidores públicos com os dos trabalhadores da iniciativa privada. Só que, para conseguir a aprovação da reforma, Temer terá de enfrentar mais uma investida da base aliada, principalmente do Centrão, que quer ampliar seu espaço na Esplanada dos Ministérios, depois de ajudar a barrar, na Câmara, a segunda denúncia contra o presidente. 

    Na noite desta quarta-feira (7) na reunião para tratar da reforma previdenciária no Planalto, Temer sentiu de perto a pressão dos aliados. O encontro foi marcado para que os líderes ouvissem da equipe econômica os números do impacto das novas propostas, mas os técnicos não conseguiram fechar os dados. Com isso, Temer acabou ouvindo, mais uma vez, a queixa dos líderes do Centrão, que querem que o presidente antecipe a reforma ministerial para o mais breve possível, para contemplar os partidos que têm garantido a aprovação de medidas de interesse do governo no Congresso. No café da manhã convocado por Rodrigo Maia, os lideres do Centrão prometem retomar a pressão pela ampliação de espaço para garantir a aprovação da reforma desejada pelo governo.(Bahia Notícias)

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  •  Projeto de Zé Raimundo que define critérios para nomes de ruas e escolas é aprovado na CCJ

    A Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia aprovou hoje (31),por unanimidade, o projeto de lei  de autoria do deputado Zé Raimundo para normatizar a denominação de ruas, escolas, prédios e bens públicos na Bahia. Ele propõe critérios para essa prática de homenagear fatos históricos, personalidades e os bens culturais e naturais.

    Na sessão que aprovou o PL 20.650/2013, o autor lembrou que teve o maior cuidado de examinar e estudar a matéria, tendo enviado cópias para os colegas que quisessem tirar dúvidas. O projeto de Zé Raimundo, que é professor e doutor em História, é recheado de dados pesquisados, reveladores das distorções, excessos e ilegalidades, que segundo ele ferem a legislação federal (Lei nº. 6.454/77). Revela, por exemplo, que entre as 10 maiores cidades baianas, ruas e avenidas levam nomes de pessoas vivas, como do ex-governador Paulo Souto.

    De acordo com a justificativa do deputado para o PL, dar nome de pessoa viva a um patrimônio público atenta contra a administração pública e pratica a propaganda ostensiva e permanente. “A utilização de nomes de pessoas vivas nos bens pertencentes ao patrimônio público, móveis ou imóveis, tem sido uma preocupação das autoridades que zelam pelo que é de todos, certamente para impedir a privatização do patrimônio público, ou com outras palavras, a sua patrimonialização”, argumenta.

     Zé Raimundo defende a preservação da memória coletiva nos bens públicos, mas estabelece no seu projeto critérios mais objetivos para essa prática, como o que atribui a cada um dos poderes a definição de suas homenagens. Ou seja, móveis e imóveis do Poder Judiciário serão denominados por lei de iniciativa do Tribunal de Justiça, e a mesma regra será aplicada nos poderes executivo e legislativo. O projeto também exige justificativa a respeito do nome indicado, com a biografia e a relação das obras e ações do homenageado, especialmente com a correlação entre a sua trajetória e a denominação a ser atribuída.







  • Paraná Pesquisas: 87,4% dos eleitores não se sentem representados por Temer

    O presidente Michel Temer é rejeitado em seu cargo por 87,4% dos eleitores, que disseram não se sentir representados pelo peemedebista, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (1º). O sentimento é semelhante entre mulheres e homens (87,2% e 87,5% respectivamente), mas aumenta na faixa etária entre 16 e 24 anos (90,3%), reduzindo ligeiramente entre os eleitores de 60 anos ou mais (82,3%). Apenas 9,2% dos entrevistados disseram se sentir representados pelo presidente, enquanto 3,5% não souberam ou não opinaram. A percepção de não se sentir representado é um pouco maior entre os eleitores que têm até o Ensino Fundamental (87,3%) e reduz brevemente entre os entrevistados que têm Ensino Superior (85,9%). Os votantes das regiões Norte e Centro-Oeste são os que se sentem menos representadas (89,1%), índice quase igual a do Nordeste (89%). No Sudeste, a rejeição é de 86,9%, e no Sul há a menor taxa (84,5%). Foram entrevistados 2.718 pessoas em 168 municípios, em 26 estados e no Distrito Federal, entre os dias 23 e 26 de outubro. A margem de erro para resultados gerais é de 2%, com grau de confiança de 95%, variando nos resultados por região: 3% no Sudeste, onde foram realizadas 1.169 entrevistas; 3,5% no Nordeste (734 entrevistas); 5% no Norte e Centro –Oeste (408); 5% no Sul (407). 



  • Temer: 'Não há como tratar bandidos com rosas na mão'

    No momento em que as Forças Armadas atuam no Rio de Janeiro em combate ao crime organizado, o presidente Michel Temer sancionou o projeto de lei que torna crime hediondo o porte ilegal de arma de fogo de uso restrito do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

    Entre os crimes hediondos estão latrocínio, genocídio, feminicídio e estupro. Esses crimes têm regras mais rígidas de progressão de regime de cumprimento de pena.

    Ao confirmar a sanção, em cerimônia para assinatura de contrato de R$ 652 milhões entre a Caixa e o Rio, o presidente afirmou que "toda ação (de violência) deve corresponder uma reação igual e contrária".

    Do tipo, quando eu era secretário da Segurança Pública em São Paulo, eu dizia, não há como tratar bandidos com rosas na mão. Você tem que responder à forma pela qual a bandidagem naturalmente age.Presidente Michel Temer

    O projeto que se tornou lei é de autoria do ex-senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), hoje prefeito do Rio. Presente na cerimônia, Crivella destacou o assassinato do coronel da Polícia Militar Luiz Gustavo Teixeira, ocorrido nesta quinta-feira (26).

    O carro descaracterizado de Teixeira foi atingido por dezenas de tiros, na zona norte do Rio. O presidente considerou o crime "pavoroso" e ressaltou que envolve uma pessoa dedicada ao combate da criminalidade.(HuffPost Brasil )

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  • 'Ninguém vai sair de paletó limpinho' da eleição, diz Ciro

    O ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato a presidente pelo PDT, disse nesta terça-feira, 24, que nenhum candidato sairá “limpinho” da campanha presidencial do ano que vem. Segundo ele, “um conjunto de micos” vai atingir “violentamente” todos os nomes que se colocarem na disputa.

    “É evidente que nessa campanha ningém sai com o paletó limpinho”, disse Ciro antes de participar da abertura do congresso estadual da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).

    O ex-ministro de Lula e Dilma fez a afirmação quando tentava explicar que uma parcela do eleitorado do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) deve migrar para sua candidatura quando a campanha estiver nas ruas.

    + Pré-candidato do PDT diz que 'momento é de testosterona' ao falar de pré-candidatura de Marina

    “Há uma fração (dos eleitores de Bolsonaro) que está procurando nele autoridade, decência, integridade no sentido de não se disfarçar para ganhar voto mentindo. Essa parte (vai migrar), acredito, que quando começar o conjunto de micos que vêm contra todos nós”, disse.

    Segundo ele, Bolsonaro, que aparece em segundo lugar nas pesquisas de opinião, deve ser alvo de ataques de adversários.

    “Tem vídeos do Bolsonaro rindo desbragadamente de uma insinuação de zoofilia. Imagine isso transformado em um comercial pela turma que vai vir contra ele, é mortal”, afirmou.

    + A eleição da moral e dos bons costumes

    Indagado sobre uma declaração feita na semana passada de que o momento político 

    exige “testosterona”, interpretada como machista, Ciro se recusou a responder.

    “Não falarei sobre isso. Tudo o que tinha que ser dito sobre o assunto já foi falado”.

    Pouco depois, no entando, ao comentar a onde de “micos” que virá “violentamente” contra os candidatos a presidente em 2018, minimizou tanto a declaração da semana passada quanto uma frase dita na disputa presidencial de 2002, quando disse que a função da atriz Patrícia Pilar, então sua mulher, na campanha eleitoral era dormir com ele.

    “Virão violentamente (os micos), mas o meu eleitor não vai ter que explicar nenhum mico. Porque não cometo. Você tem uma frase e tal (sobre testoeterona) que não foi definitivamente essa, que é uma mentira, e lá no passado, pela qual já me desculpei, foi 15 anos atrás. Eu tinha cabelo. E só o que tem a dizer de mim?”, argumentou.

    O ex-ministro voltou a dizer que não se sentiria confortável em uma eleição com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que o petista prestaria um “desserviço ao Brasil e a ele mesmo” se insistir em se manter na disputa, e revelou que Lula disse “milhões de vezes” que faria dele seu sucessor.

    “Nunca acreditei mas ouvi dele milhões de vezes. Na frente de muitas pessoas, até de nossas respectivas mulheres à data. Ele cansou de dizer inclusive com muita emoção. Ele não estava querendo mentir propriamente. E eu sempre dizia para ele: 'você não tem condição de bancar isso'. A natureza do PT não é apoiar ninguém”, afirmou.

    Ciro participou pela oitava vez de um congresso estadual da CSB. Dos nove encontros realizados neste ano, ele só não foi em um, em Santa Catarina. A convite da central, que paga algom em torno de R$ 8 mil por palestra do ex-ministro, Ciro esteve nos congressos da CSB no Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso e São Paulo.

    Nestes eventos ele faz um diagnóstico da sitação brasileira e responde perguntas dos participantes. Segundo o presidente da CSB, Antonio Neto, a central costuma declarar apoio a candidatos nas eleições presidenciais mas ainda não se decidiu sobre quem vai apoiar em 2018. Isso não impediu que alguns dos participantes declarassem voto explicitamente a Ciro durante o evento. (Estadão)

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  • Sequência do filme da Lava Jato tem Cabral, Geddel, Nuzman e gravação de Joesley

    Foto: Reprodução / TV Globo

    Os produtores do filme “Polícia Federal - A lei é para Todos” já começaram a seleção dos atores para a sequência do longa-metragem. Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o roteiro da continuação deve retratar as prisões do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do ex-deputado federal Eduardo Cunha, do ex-ministro Geddel Vieira Lima, todos peemedebistas, e do ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman. Além de retratar as prisões, também devem aparecer representações da conversa na qual o empresário da JBS, Joesley Batista, gravou o presidente Michel Temer, e o caso do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que foi flagrado por uma operação da Polícia Federal recebendo de um executivo da J&F uma mala com R$ 500 mil.(Bahia Notícias)



  • Datafolha: Lula reduz margem com evangélicos; Marina e Bolsonaro crescem

    Foto: Montagem BN

    A influência do eleitorado evangélico pode reduzir a margem de conforto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial e ampliar a vantagem do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) e de Marina Silva (Rede), de acordo com pesquisa do instituto Datafolha realizada no final de setembro. Ele obtém ao menos 35% das intenções de voto no panorama geral dos cenários, mas vai a 29% em uma simulação só com evangélicos em sondagem estimulada (quando são exibidos cartões com nomes de candidatos. 

    Católicos ainda são a maioria no país, mas o número vem diminuindo – de 90% nos anos 1980, passaram a 52%. Os evangélicos representam a segunda maior parcela, com 32%. No primeiro quadro, sem Ciro Gomes (PDT) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Lula lidera com 36% (32% se considerando só os evangélicos), seguido de Bolsonaro com 16% (subindo para 21% entre os evangélicos) e de Marina, que tem 14% na parcela geral e 17% entre os evangélicos. No cenário 2, sem o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) e sem Ciro, Lula obtém 35% (geral) e 29% (evangélicos). Bolsonaro melhora o desempenho, com 17% (geral) e 22% (evangélicos); e Marina fica com 13% e 17%. No cenário 3, sem Lula e Alckmin, Marina lidera com 23% (27% entre evangélicos), seguida por Bolsonaro, com 18% (23% entre evangélicos). João Doria obtém 10% (9% no meio evangélico), quase a mesma pontuação que Ciro (10%;8%). Nesta consulta, que entrevistou 2.772 pessoas em 194 cidades, entre os dias 27 e 28 de setembro; Lula tem a maior rejeição: 42% no total, 46% se considerados somente evangélicos. Bolsonaro é rejeitado por 33% do eleitorado, mas menos rechaçado entre evangélicos (27%). O mesmo acontece com Marina (26%; 21%). No caso de Alckmin, o patamar é semelhante (31%; 28%); assim como Ciro (27%; 27%), Doria (25%;22%), Fernando Haddad (29%; 29%) e Rodrigo Maia (30%; 30%). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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  • EM BUSCA DE CANDIDATOS 2018, PPS fala com huck

    O PPS negocia uma parceria com o movimento Agora!, uma "start-up" política que pretende formar lideranças públicas e lançar candidatos à Câmara no ano que vem. Segundo a reportagem apurou, o partido avalia que tem estrutura pronta para oferecer a nomes do Agora!. As conversas começaram em setembro e estão avançadas.

    O movimento, por sua vez, precisa da barriga de aluguel se quiser entrar na rígida estrutura partidária brasileira.

    O Agora! quer ter 30 candidatos a deputado no ano que vem. PPS, DEM e Novo são as siglas mais próximas do perfil desejado pelo grupo, criado neste ano por jovens ligados a movimentos de organização política surgidos depois de 2010.

    Em comum a todas elas, muitas ligadas na origem à Rede de Ação Política pela Sustentabilidade, do empresário Guilherme Leal (Natura), está a desilusão com a formação da Rede de Marina. Até hoje a ex-senadora, de quem Leal foi vice na chapa em 2010, não conseguiu estruturar seu partido.

    O uso de siglas para candidaturas ligadas a movimentos externos surgiu em 2016, quando o Movimento Brasil Livre lançou e viu eleitos alguns vereadores.

    O Agora! é próximo também do RenovaBR, um grupo montado por empresários como Eduardo Mufarej (fundo Tarpon) e Abílio Diniz para bancar a tal formação de lideranças visando 2018.

    O grupo pretende criar um fundo, dando R$ 5.000 para capacitar jovens interessados a entrar na política. Não existe ainda um formato fechado, mas a ideia já foi questionada no Ministério Público Federal pelo PT.

    O movimento foi apadrinhado pelo apresentador global Luciano Huck, que nega ser candidato em 2018 embora tenha chegado a 3% de intenções para presidente em pesquisa Datafolha de maio.

    Huck tem se aproximado do Agora! e conversou com lideranças do PPS recentemente, como o ministro Raul Jungmann (Defesa), na segunda (16). O flerte, contudo, não evoluiu por ora.

    Ele já vinha falando com o Novo e o DEM, que tem ventilado que gostaria de ver Huck em seus quadros para 2018, uma vez que o namoro com o prefeito paulistano, João Doria (PSDB), deu uma esfriada após a onda de más notícias para o tucano.

    Envolvidos nas negociações, contudo, veem mais uma estratégia dos democratas de valorizar o passe nas negociações com o PSDB, seja qual for seu candidato. Com informações da Folhapress.

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  • Silêncio de Geddel e Lúcio deveria preceder um esporro, aguardado ansiosamente

    Foto: Montagem/ Bahia Notícias

    Diferente da truculência habitual no trato que Geddel Vieira Lima tinha com a imprensa quando o assunto não lhe era agradável, o deputado federal Lúcio Vieira Lima era mais bonachão. Fazia piada até quando era alvo de perguntas incisivas e, normalmente, se saía bem de embaraços causados pelo entrevistador. Era uma boa estratégia, visto que a pedagogia do constrangimento impele aquele que pergunta a ficar calado. Entre os irmãos Vieira Lima que ocuparam cargos públicos, Lúcio é bem mais simpático se comparado a Geddel. As próprias publicações em redes sociais mostram que o mais jovem da dupla ria de si mesmo com mais frequência. Desde o medo de avião até o cãozinho da filha, que ganhou perfil no Instagram, numa tentativa de formar um dog influencer, Lúcio era bem falante e tinha resposta para tudo – ou quase tudo. Era assim até bem pouco tempo. Já após a primeira prisão de Geddel, no começo de julho, o então presidente da Comissão Especial da Reforma Política submergiu um pouco e deixou de ser tão falastrão. Apareceu pontualmente e, aliado a uma licença médica, conseguiu passar pouco percebido até meses depois do primeiro baque da detenção do irmão. O bunker com R$ 51 milhões transportou Lúcio direto para o furacão em que o ex-ministro se envolveu – e que o colocou na cadeia, juntamente com um antigo aliado, o ex-diretor da Defesa Civil de Salvador, Gustavo Ferraz. Foi para Lúcio que o apartamento na Graça foi emprestado e nele a Polícia Federal fez a maior apreensão em dinheiro vivo da sua história. No imóvel, além da fatura de uma empregada dele, a PF localizou também traços de impressões digitais do deputado. Sim, era esperado que Lúcio estivesse presente naquela cena dantesca. Porém o foro privilegiado, garantido pelo cargo na Câmara dos Deputados, fez com que ele fosse “preservado” do escândalo das malas de dinheiro em um primeiro momento. Nesta segunda-feira (16), todavia, acabou a serenidade contra Lúcio. O parlamentar passou a ser investigado a partir do cumprimento de mandados de busca e apreensão em sua residência e também no gabinete em Brasília (DF). Para quem falava sobre muita coisa, o silêncio se torna perturbador. É quase o silêncio que precede o esporro. E, caso resolvam falar, Geddel e Lúcio podem abalar a cena política brasileira tanto quanto outros interlocutores que, mal ou bem, sabem demais. Saudades dos Vieira Lima que discorriam sobre tudo. O caminho trilhado pelo PMDB praticamente se confunde com a história dos governos recentes do Brasil pós-ditadura. E é por isso que o silêncio deles é tão inconveniente para quem espera ouvir sobre os bastidores da política. Este trecho é parte do comentário desta terça-feira (17) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM e Clube FM.



  • PF faz buscas em gabinete de irmão de Geddel na Câmara

    A Polícia Federal cumpre, na manhã desta segunda-feira, um mandado de busca e apreensão no gabinete do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), na Câmara dos Deputados. Lúcio é irmão do ex-deputado e ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e é investigado de ter ligação com os 51 milhões de reais encontrados em um apartamento ligado aos irmãos em Salvador (BA).

    As buscas no gabinete foram pedidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizadas pelo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin. O caso tramitava na primeira instância, como Geddel não tem mandato, mas foi enviado ao STF pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira após a inclusão de Lúcio Vieira Lima, que tem foro privilegiado, entre os suspeitos.

    No último dia 5 de setembro, a Polícia Federal chegou ao imóvel após denúncias anônimas, na operação batizada de Tesouro Perdido. Foi a maior apreensão em dinheiro vivo da história do Brasil, com notas encontradas em malas e caixas deixadas no apartamento. Reportagem de VEJA contou que os investigadores suspeitam que o valor pudesse não ser apenas dos políticos baianos, mas sim uma espécie de “banco informal” do PMDB.

    No depoimento prestado à PF, o dono do apartamento situado em Salvador onde foram encontrados os 51 milhões de reais, Silvio Antônio Cabral da Silveira, disse que foi Lúcio quem pediu o imóvel emprestado e que o fez em nome da amizade com o parlamentar, embora não conhecesse Geddel. Além disso, no local, foi encontrada uma fatura em nome de Marinalva Teixeira de Jesus, apontada como empregada doméstica do congressista.Três dias depois, em despacho, o juiz Vallisney Oliveira afirmou que a possibilidade 

    de que os valores sejam recursos lícitos de Geddel Vieira Lima seria apenas uma “hipótese remota”. As evidências encontradas no imóvel ligando o dinheiro ao ex-ministro, que comandava a articulação política do governo Temer, justificaram que ele fosse preso em regime fechado novamente, após um período em regime domiciliar.

    (Com Estadão Conteúdo)

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  • Após afastar delegado, polícia suspende depoimento do filho de Lula sobre operação

    A Polícia Civil de São Paulo decidiu suspender, por tempo indeterminado, o depoimento de Marcos Cláudio Lula da Silva. O filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi intimado a comparecer a uma delegacia para falar sobre a operação de busca e apreensão feita na casa dele, na última terça (10). Além disso, segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a Justiça devolveu a Marcos todos os aparelhos apreendidos, como notebooks, CDs, DVDs e disquetes. De acordo com a polícia, a operação foi deflagrada depois que uma denúncia anônima, feita por telefone, apontou que havia armas e drogas no local. No entanto, nada foi encontrado. O delegado responsável pela operação foi afastado do caso pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP) para investigar a ocorrência