BUSCA PELA CATEGORIA "POLÍTICA"

  • Caciques da política baiana não se reelegem e estão fora do Congresso Nacional em 2019

    Lúcio Vieira Lima (MDB), José Carlos Aleluia (DEM), Imbassahy (MDB) e Benito Gama (PTB). Nenhum dos quatro deputados federais, velhos conhecidos da política baiana, conseguiram se reeleger neste domingo (7) e se despedem do Congresso Nacional em 2019.

     
    Com mais de 35 anos de Câmara dos Deputados, os caciques não alcançam, juntos, a parcela de 322 mil votos conquistados por Sargento Isidório (Avante), eleito o parlamentar estreante com a votação mais expressiva da Bahia. 

    Dos quatro, o caso de Lúcio talvez seja o mais abrupto. Da condição de deputado federal mais votado em 2014, o irmão de Geddel Vieira Lima (MDB) terminou a apuração deste domingo fora da lista dos 40 postulantes mais escolhidos pelo eleitor. O resultado faz o emedebista perder o foro privilegiado que mantém processos contra ele em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) (saiba mais aqui).

    Lúcio conquistou 55.651 votos, número menor do que os cravados pelo ex-ministro Imbassahy (65.505 mil votos) e José Carlos Aleluia, presidente estadual do DEM que arrematou apenas 0,99% da preferência do eleitorado (67.917 mil votos).

     

    Benito Gama, presidente estadual do PTB e vice-presidente nacional da legenda, amargou com menos de 30 mil votos e 0,43% da preferência do eleitor. A filha do parlamentar, lançada para Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), também não obteve êxito. Taissa Gama (PTB) foi apenas a 108° candidata mais votada com 17 mil votos (0,25%). 



  • Candidato que destruiu placa de Marielle é deputado mais votado no Rio

    Rodrigo Amorim (PSL), um dos responsáveis por destruir uma placa feita em homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL), foi eleito o deputado estadual que recebeu o maior número de votos no Rio de Janeiro.

    Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Amorim recebeu 140.666 votos, o que equivale a 1,82% de todos os votos válidos no estado. Além dele, o PSL elegeu outros 12 deputados para a Assembleia Legislativa do Rio.

    Rodrigo Amorim postou foto no Facebook após destruir uma homenagem à Marielle. A vereadora foi assassinada no início do ano.

    Ele contou na postagem que, com o candidato a deputado federal Daniel Silveira, do mesmo partido, quebrou ao meio uma placa de nome de rua onde se lia Rua Marielle Franco. Aliados da vereadora assassinada tinham colocado a inscrição em uma das esquinas da Praça Floriano, na Cinelândia, onde fica a sede da Câmara Municipal.

    No texto, Amorim afirmou que, em uma suposta “depredação do patrimônio público, (aliados de Marielle) removeram ilegalmente” a placa com o nome original, “colando uma placa fake (falsa) com os dizeres ‘Rua Marielle Franco’ em cima da placa original”. O candidato continua: “Cumprindo nosso dever cívico, removemos a depredação e restauramos a placa em homenagem ao grande marechal”. E conclui: “Preparem-se, esquerdopatas: no que depender de nós, seus dias estão contados”.

    Na publicação, Amorim defende a punição a quem houver assassinato Marielle, e reclama que a esquerda se calou diante da morte de outras pessoas e da facada desferida contra Bolsonaro.

    “É respeitável que o Jair, meu colega na Câmara, não tenha manifestado pesar quando Marielle morreu, como nós prontamente fizemos quando um criminoso o esfaqueou. Cada um reage como é do seu jeito, e não há nenhum problema nisso”, afirmou o deputado federal e candidato a senador Chico Alencar (PSOL). “Mas destruir uma homenagem a uma vereadora 

    assassinada e se gabar disso é barbárie, é inacreditável”, continuou.

    A VEJA, Amorim criticou também o que classificou de “comportamento hipócrita” de grupos de esquerda que, segundo ele, protestaram contra o assassinato da vereadora, mas ignoram as demais vítimas da violência.

    O deputado estadual e candidato ao Senado Flávio Bolsonaro (PSL) defendeu os correligionários que destruíram a placa. Flávio ganhou a disputa deste domingo com 31,36% dos votos.

    CONTINUE LENDO


  • TRF4 nega recurso de Lula que pedia declaração de falsidade de provas

    A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou provimento a um recurso criminal da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretendia obter declaração de falsidade de documentos apresentados pelo empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente do Grupo Odebrecht, no julgamento da Operação Lava Jato.

    Conforme explica a nota do tribunal, “os documentos serviriam como prova para ação penal que investiga a prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em que a Odebrecht teria pago, sistematicamente, vantagens indevidas a executivos da Petrobras e a agentes políticos, em contratos firmados com a estatal”.

    Para o relator dos processos da Lava Jato no TRF4, desembargador João Pedro Gebran Neto, “não é possível extrair qualquer indicativo de falsidade material dos documentos impugnados pelo recorrente, impondo-se nesse sentido a manutenção da decisão que julgou improcedente o incidente de falsidade”.

    A decisão do TRF4 confirma decisão da Justiça Federal do Paraná (JFPR), 13ª Vara, que já havia rejeitado pedido no mesmo sentido.(Agência Brasil )



  • Ciro passa por cauterização de vasos da próstata no hospital Sírio-Libanês

    O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, passou nesta terça-feira por um procedimento de cauterização de vasos sanguíneos da próstata no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e deve retomar suas atividades “o mais breve possível”, disse sua campanha em nota.

    “Ciro Gomes deu entrada no fim da tarde desta terça-feira no hospital Sírio-Libanês. Após exames passou por um procedimento de cauterização de vasos da próstata”, afirma a nota. “Por ser um procedimento simples, Ciro Gomes poderá retornar às suas atividades o mais breve possível.”

    De acordo com a assessoria de imprensa do candidato do PDT, ele deve receber alta entre a noite desta terça e a manhã de quarta-feira. 

    A assessoria afirmou, ainda, que a agenda de quarta-feira do candidato está mantida e que, desta forma, ele participará do debate entre presidenciáveis na tarde de quarta promovida pelo portal UOL, pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo SBT.

    Ciro ocupa a terceira posição nas pesquisas de intenção de voto para a eleição, em empate técnico com Geraldo Alckmin (PSDB), atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que lidera, e de Fernando Haddad (PT).

    Bolsonaro está internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando de duas cirurgias de urgência após sofrer uma facada durante evento de campanha em Juiz de Fora (MG).

    Mais cedo, em evento de campanha em Duque de Caxias (RJ), Ciro disse acreditar que as eleições no Brasil estão abertas e indefinidas e argumentou que os institutos de pesquisa não podem escolher candidatos para os eleitores.(Reuters )

     



  • ONU pede para PT tirar marca da organização de propagandas políticas

    A Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu que o Partido dos Trabalhadores retirasse sua marca da propaganda eleitoral da legenda. De acordo com a Band, propagandas do PT mostravam candidatos sob o slogan  “a ONU garante Lula candidato” ao lado da marca na cor azul. 

    O uso do emblema da organização sem autorização é ilegal e o PT atendeu a exigência da ONU para não desfazer a informação de que a entidade “apoia” o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  preso por corrupção.



  • Caminhada em solidariedade a Jair Bolsonaro reúne multidão no Farol da Barra

    Um ato em solidariedade ao candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) foi realizado na manhã deste domingo (16), no Farol da Barra, em Salvador. A organização do evento aponta que cerca de cinco mil pessoas participaram da caminhada em direção ao Cristo.

    Coordenador do Movimento Seu Voto Muda o Brasil e também organizador do ato, Cláudio Silva ressalta que “tentam denegrir a imagem do futuro presidente do Brasil”. “Querem dividir o país com ódio. Querem que brancos não gostem de negros. Querem que ricos não gostem de pobres. E vice-versa. Tentaram até mudar a cor da nossa bandeira. Mas Bolsonaro veio para varrer do mapa a política tradicional. Nós vamos unir o país em um projeto novo, com desenvolvimento econômico e social. E nesta nação, bandido não terá vez", afirmou. Silva é também chamado de "Bolsonaro Baiano".

    O evento, que começou ao som do Hino Nacional, contou ainda com apoio do candidato ao Senado, Irmão Lázaro (PSC). Ele não esteve presente, mas gravou um áudio com uma oração pelo restabelecimento de Bolsonaro. "A mão de Deus é poderosa e Bolsonaro será recuperado sem sequelas desse atentado praticado por esse homem mau", afirmou o candidato, que é também pastor. O candidato do PSL foi vítima de uma facada enquanto fazia uma passeata de campanha no município de Juiz de Fora, em Minas Gerais, no último dia 6.

    Diante das pesquisas que mostram uma maior resistência a Bolsonaro entre as mulheres, o evento também destacou a presença feminina, como no caso da cirurgiã-dentista Ana Kolbe, de 61 anos. "Minha filha mora em Londres porque já foi assaltada aqui três vezes. Eu quero meu Brasil de volta", defendeu a mulher. Uma das principais bandeiras de Bolsonaro é a liberação do porte de arma como medida de segurança pública.

    Caminhada em solidariedade a Jair Bolsonaro reúne multidão no Farol da Barra

    Capitão Cláudio Silva é o coordenador do evento



  • Mourão diz aguardar decisão “somente de Bolsonaro” sobre substituí-lo nos debates

    Candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) , o general Hamilton Mourão (PRTB), disse que vai aguardar decisão “somente de Bolsonaro” sobre a hipótese de substituí-lo nos debates, de acordo com a Coluna do Estadão. “A decisão tem de ser dele e de mais ninguém”, disse, descartando ouvir a opinião contrária da família e do PSL. 

    Ainda segundo a coluna, a presença de Mourão nos debates rachou a campanha porque uma ala avalia que a cadeira vazia reforça no eleitor o sentimento de dívida com Bolsonaro, hospitalizado. 

    Alheio a isso, o PRTB diz que vai consultar ao TSE, mas, como está coligado, precisa da concordância do PSL.



  • Lula não terá direito de votar na carceragem da PF

    O direito de votar do ex-presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, foi negado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE). O petista cumpre pena de 12 anos e 1 mês pela condenação no caso do triplex no Guarujá (SP).

    De acordo com o portal 'Metrópoles', a defesa do petista pediu que fosse instalada uma seção eleitoral na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso. No entanto, o Código Eleitoral exige que tenham ao menos 50 votantes para criar a seção.

    "Em relação à custódia da Polícia Federal em Curitiba, onde está recolhido o requerente, não foi possível a instalação de seção eleitoral especial, tendo em vista as informações prestadas pelo Delegado de Polícia Federal no Ofício nº 11/2018-DREX/SR/PF/PR, de 18 de maio de 2018, no sentido de que, dos 20 presos provisórios recolhidos no local, 12 aguardavam vaga para o sistema penitenciário, o que ocorre em curto espaço de tempo, de modo que não estarão na data do pleito naquele estabelecimento, e 8 aguardavam definição judicial para a remoção, dos quais, apenas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a intenção de votar", diz a decisão do desembargador Luiz Taro Oyama.

    Embora presos pudessem manifestar o desejo de votar até agosto, a Justiça Eleitoral só poderia criar novas seções eleitorais até 16 de julho. Como a votação na carceragem da PF seria inédita, não há seção eleitoral disponível.(Notícias ao Minuto)



  • Turma do STF rejeita denúncia de racismo contra Bolsonaro

    Foto: Reprodução

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (11), por 3 votos a 2, rejeitar denúncia de racismo e discriminação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, devido a um discurso proferido por ele no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado.

    O julgamento, iniciado em 28 de agosto, foi retomado hoje com o voto do ministro Alexandre de Moraes, último a votar no caso. Ele afirmou que “por mais grosseiras, por mais vulgares, por mais desrespeitosas, as declarações foram dadas no contexto de crítica política a políticas governamentais”. Por esse motivo, Bolsonaro estaria coberto pela liberdade de expressão e pela imunidade parlamentar.  Alexandre de Moraes seguiu o voto do relator, ministro Marco Aurélio Mello. Do mesmo modo, o ministro Luiz Fux considerou que as falas de Bolsonaro se inseriram no contexto da liberdade de expressão, rejeitando a denúncia.







  • Após facada, Jair Bolsonaro vai a 30%; Haddad tem 8%, diz BTG Pactual

    A 1ª pesquisa realizada inteiramente após o atentado sofrido na última 5ª feira pelo candidato do PSL a presidente, Jair Bolsonaro, indica que ele chegou a 30% das intenções de voto. O levantamento foi realizado pela FSB Pesquisa, que foi contratada pelo banco de investimentos BTG Pactual.

    O estudo teve 2.000 entrevistas em todo o país, nos dia 8 e 9 de setembro (sábado e domingo). A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-01522/2018. Leia a íntegra do relatório.

    Em 2º lugar aparece Ciro Gomes (PDT), com 12% —que na realidade está empatado tecnicamente na margem de erro com os 3 candidatos que vêm a seguir, todos com 8%: Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT).

    CENÁRIO COM LULA

    Quando o presidente Lula é cotado para o cargo no cenário espontâneo, ele aparece com 12% das intenções de voto. Neste cenário, Jair Bolsonaro (PSL) continua liderando com 26%.

    Ciro Gomes se mantém logo atrás do petista e pontua 7%, seguido por Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e João Amoêdo (Novo) seguem empatados com 3%.

    APOIO DE LULA A HADDAD

    A pesquisa também sondou quais eleitores que votariam, com certeza, no ex-presidente Lula e poderiam transferir o voto ao ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. 63% afirmaram que não votariam de jeito nenhum, enquanto 20% disseram votar com certeza. 12% apontam que poderiam votar e 4% ainda estão indecisos.

    REJEIÇÃO

    Ao serem questionados sobre os candidatos que não votariam de jeito nenhum, os entrevistados apontam Marina Silva como a mais rejeitada, com 64%. Em seguida, Alckmin aparece com 61%.

    Fernando Haddad e Henrique Meirelles aparecem empatados, ambos com 52%. Entre os nomes testados, Ciro Gomes e Bolsonaro aparecem com 51%.

    RISCO DE NÃO VOTO

    Todas as pesquisas mostram que boa parte da população ainda não tem candidato. O levantamento do BTG perguntou quem vai comparecer com certeza no dia da eleição. 74% confirmaram que com certeza irão votar e 13% disseram que provavelmente irão. Em contrapartida, 7% disseram que com certeza não irão votar e 3% dizem ainda estar indecisos.

    __

    O Poder360 tem o maior acervo de pesquisas de intenção de voto na web brasileira. Acesse aqui o agregador e leia os resultados de estudos sobre as disputas para presidente, governador e senador. Saiba como usar a ferramenta.

    CONTINUE LENDO


  • PT prepara ato discreto para troca de Lula por Haddad

    O Partido dos Trabalhadores deve chancelar nesta terça-feira (11), data limite, a substituição do ex-presidente Lula por Fernando Haddad na eleição presidencial.

    De acordo com a coluna “Painel”, da Folha”, a cúpula do PT já admite que a luta “acabou”, mesmo o partido tendo recorrido ao TSE para manter Lula como candidato.

    Manuela d’Ávila, do PC do B, assumirá a vice da chapa.

    O PT prevê atos pelo país para alavancar a candidatura de Haddad, mas não quer fazer um grande evento nacional. O motivo? Respeito a Lula.

    Os detalhes da substituição serão definidos nesta segunda-feira (10), quando Haddad encontrará com Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba.(Notícias ao Minuto )



  •  Candidatos à Presidência pregam fim do ódio na política e trocam farpas em debate

    No primeiro debate após o atentado contra Jair Bolsonaro (PSL), candidatos a presidente pregaram o fim do ódio e da violência na política e voltaram a trocar farpas entre si.

    Sem a presença de Bolsonaro, de Cabo Daciolo (Patriota) e de um candidato do PT, o evento, realizado por TV Gazeta, jornal O Estado de S. Paulo, rádio Jovem Pan e Twitter, teve rusgas pontuais entre os presidenciáveis.

    Geraldo Alckmin (PSDB) mirou suas críticas no PT e procurou associar Marina Silva (Rede) ao partido de Luiz Inácio Lula da Silva, de quem ela foi ministra, como fez Aécio Neves (PSDB) em 2014.

    "Ela esteve 20 anos no PT. Em 2006 tivemos o mensalão e ela não saiu do PT. Só saiu em 2008", criticou. "Nós não, nós sempre estivemos do outro lado."

    Marina afirmou que "PT e PSDB passaram a ser faces da mesma moeda, apesar de aparentemente fazerem a polarização".

    O tucano, por sua vez, foi alvo preferencial de Henrique Meirelles (MDB).

    "O senhor prega a pacificação. No entanto, quando o candidato Jair Bolsonaro ainda estava na sala de cirurgia, seu programa de televisão o atacava fortemente", afirmou ao questionar se o tucano promove "a radicalização ao invés da pacificação".

    Alckmin respondeu que "certamente o candidato Henrique Meirelles não viu os meus spots [propagandas]. Em nenhum momento pregamos qualquer tipo de violência. Apenas o que mostramos foram frases, não ditas por mim, para dizer exatamente que esse não é o caminho", referindo-se a peça que mostra Bolsonaro atacando mulheres.

    Ao mencionar que um candidato está preso e outro, no hospital, Marina disse que "é um momento difícil do nosso país".

    "O Brasil precisa pensar. A violência política e física de fato não nos levará a lugar nenhum. Sem educação não vamos a lugar nenhum", disse. "Um país unido pode resolver os seus problemas, um país desunido não."

    Sem citar nominalmente Lula, o candidato Alvaro Dias (Podemos) afirmou que "partidos políticos advogam o desrespeito à lei, especialmente a da Ficha Limpa" e que "lideranças insuflam o ódio e a raiva".

    "É por essa nação que defendemos a refundação da República, o recomeço de um país anarquizado por governos incompetentes que jogaram na lama as esperanças do nosso povo."

    Ciro Gomes (PDT) concordou com a sua colocação. "Precisamos banir o ódio que se desdobrou em violência e substituir a confrontação odienta pelo debate de ideias", afirmou.

    O presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) rebateu argumento levantado por analistas e candidatos ao longo da campanha ao dizer que a esquerda fomentou a polarização nacional com o discurso do nós contra eles.

    "Querer achar o pai da polarização sem entender a sociedade brasileira é hipocrisia. Vamos resolver polarização não apenas com palavras, mas enfrentando o abismo social, as desigualdades e o sistema de privilégios", afirmou.

    "Quando a intolerância substitui argumento é inadmissível", afirmou, mencionando, além da facada em Bolsonaro, a morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e os tiros disparados contra a caravana de Lula no Paraná.

    A concentração do sistema financeiro e a pouca concorrência entre bancos foi criticada por diversos candidatos. Alvaro Dias se referiu ao Brasil como "o paraíso dos bancos" e Boulos comentou que este era um dos raros pontos em que concordavam.

    "O Brasil se tornou uma verdadeira Disneylândia financeira", disse o presidenciável do PSOL, para então provocar Meirelles, dono de uma fortuna declarada de R$ 378 milhões, parodiando seu slogan. "Não vou chamar o Meirelles, vou taxar o Meirelles."

    A segurança pública também foi abordada pelos presidenciáveis.

    Meirelles disse que, depois de 24 anos de governo do PSDB, sendo os últimos dois de Alckmin, "o crime organizado hoje é o maior produto de exportação de São Paulo".

    O tucano rebateu com estatísticas de queda de homicídios no estado em seu governo.

    Ciro disse que "precisamos ajudar o nosso povo, que está com muito medo e com razão" e prometeu priorizar o combate a facções criminosas, se for eleito.

    O combate à corrupção foi mais uma vez pregado por Alvaro Dias. "Não podemos mais suportar os privilégios das autoridades dos Três Poderes", afirmou.

    CONTINUE LENDO


  • Fachin nega recurso de Lula para manter candidatura

    O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na manhã desta quinta-feira 6 um pedido da defesa do ex-presidenteLuiz Inácio Lula da Silva (PT) para que ele mantivesse a sua candidatura a presidente da República.

    Fachin entendeu que a liminar do Comitê de Direitos Humanos da ONU incide apenas na esfera eleitoral e não no processo criminal, esfera na qual a defesa do ex-presidente o acionou para analisar o caso.

    “O pronunciamento do Comitê dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas não alcançou o sobrestamento do acórdão recorrido, reservando-se à sede própria a temática diretamente afeta à candidatura eleitoral”, afirmou o magistrado, único a votar pelo acolhimento do documento em favor do registro da candidatura, durante o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última sexta-feira.

    A defesa deve recorrer da decisão de Fachin, que decidirá se pauta o recurso no Plenário ou na Segunda Turma do Supremo, onde as chances de Lula são consideradas maiores.

    Ofensiva jurídica

    Esse é um dos três pedidos apresentados em menos de 24 horas pela defesa do ex-presidente. Os outros dois estão relacionados e são questionamentos diretos à decisão do TSE de negar a candidatura.

    Um é o recurso extraordinário, que neste momento ainda está com a presidente da Corte, Rosa Weber, para analisar se ele pode ser enviado ao STF. Como a ministra decidiu conceder três dias para que os autores das contestações da candidatura para responderem ao recurso, essa etapa do deve ser superada no final da semana.

    Até lá, a defesa apresentou o outro, uma cautelar pedindo para poder retomar as atividades de campanha do ex-presidente enquanto o recurso não é analisado. Esse pedido está sob os cuidados do ministro Celso de Mello, que ainda não deliberou sobre o tema.(VEJA.com )

    CONTINUE LENDO


  • Gilmar Mendes solta Laurence Casagrande, ex-secretário de Alckmin

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira soltar Laurence Casagrande Lourenço, ex-secretário de Transportes do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e ex-presidente da Dersa, estatal de engenharia de SP. Ele foi preso em 21 de junho na Operação Pedra no Caminho, que apura desvios de 600 milhões de reais no trecho norte das obras do Rodoanel.

    Na decisão, Gilmar substituiu a prisão preventiva de Laurence por medidas cautelares, como a proibição de acesso ou frequência aos prédios e dependências da Dersa e a outros prédios do governo do Estado de São Paulo que possam ter relação com os fatos apurados na investigação. O ministro também proibiu o ex-secretário de manter contato com outros investigados e deixar o país, devendo entregar o passaporte em até 48 horas.

    No fim de julho, Laurence foi acusado pelo Ministério Público Federal pelos crimes de fraude à licitação, falsidade ideológica e organização criminosa. A denúncia aponta que o esquema “operou fraudes no trecho norte do Rodoanel entre outubro de 2014 até a deflagração da operação”. Segundo a Procuradoria da República, os crimes envolveram aditivos contratuais superfaturados. O ex-secretário nega qualquer irregularidade.

    Alckmin

     

    Na semana passada, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, Alckmin defendeu seu ex-funcionário e o classificou como um “homem sério e correto”. “Eu acho que o Laurence está sendo injustiçado. Espero que amanhã, quando ele for inocentado, tenha o mesmo espaço para fazer justiça a uma pessoa de vida simples, uma pessoa séria, uma pessoa correta, e pode estar havendo uma grande injustiça”, ressaltou o candidato do PSDB à Presidência da República.(VEJA.com )

    CONTINUE LENDO


  • Em 308 municípios brasileiros, registro de eleitores é maior do que de habitantes

    Em todo o brasil, 308 municípios possuem mais eleitores do que habitantes. Essas cidades são de pequeno porte e a maioria está situada em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e em Goiás, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

    Segundo informações da Agência Brasil, o município com menor número de eleitores é também o menor do país em número de habitantes. Serra da Saudade, em Minas, possui 941 eleitores para 786 habitantes registrados.

    A maior diferença entre esses índices está em Canaã, no Pará. A cidade possui 3.805 eleitores a mais do que habitantes. Cidades como Severino Melo, no Rio Grande do Norte, Maetinga, na Bahia, e Cumaru, em Pernambuco, também possuem mais de 3,2 mil eleitores em comparação com o número de habitantes.

    Na outra ponta, o município que possui menos eleitores diante do número de habitantes é Balbinos, em São Paulo, com 5.532 habitantes e eleitorado de apenas 1.488. Outras cidades com proporção abaixo de 30% são Água Azul do Norte, São Félix do Xingu e Ulianópolis, todas no Pará.

    De acordo com a publicação, o levantamento da confederação evidencia que essas disparidades ocorrem por conta da distinção entre os domicílios eleitoral e civil. "Morar numa cidade e votar na outra é possível, não é fraude. Não tem má-fé aí. São várias situações. São todos municípios de pequeno porte", esclareceu o presidente da CNM, Glademir Aroldi.

    O que também contribui para essa diferença é a concentração de eleitores em locais com maior atividade econômica e migração constante de grupos populacionais, a exemplo de ciganos e assentados. Além disso, outro motivo apresentado por Aroldi é o fato de que algumas cidades têm seu número real de habitantes subestimado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cuja última atualização do censo foi feita em 2010.