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  • Temer estaria com obstrução na artéria coronária; Planalto nega problemas

    Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

    O presidente Michel Temer está com uma obstrução parcial em uma artéria coronária e deverá ser passar por cateterismo nos próximos dias. Segundo informações da TV Globo, o peemedebista chegou a considerar fazer o procedimento na próxima sexta-feira (6), mas decidiu adiá-lo até que a votação da denúncia contra ele por organização criminosa e obstrução de Justiça pela Câmara dos Deputados seja realizada. A votação deve ocorrer até o final de outubro. Procurada, a assessoria da Presidência afirmou que Temer apresenta perfeita saúde e que “não foi constatado nem reportado ao presidente nenhum problema” em exames. O Planalto destacou ainda que, em caso de alguma informação diferente da oficial, o médico particular do presidente, Roberto Kalil Filho, seria a pessoa credenciada a falar sobre o assunto. Questionado sobre o problema, o cardiologista não quis se pronunciar. 







  • Doleiro confirma que ocultava dinheiro para Cabral em cinco países

    Foto: Agência Brasil

    O delator Renato Chebar, doleiro que revelou o esquema de ocultação, no exterior, de dinheiro de propina recebida pelo ex-governador do Rio Sergio Cabral (PMDB), confirmou, em depoimento ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, nesta segunda-feira, 9, que operava, com o irmão, Marcelo Chebar, contas num total de US$ 100 milhões, em bancos na Suíça, Andorra, Luxemburgo, Uruguai e Bahamas. Os irmãos Chebar já haviam prestado informações por meio de delação premiada.

    O dinheiro era depositado em diversas contas de modo a não se levantar suspeitas, eles explicaram. Neste domingo, os dois irmãos confirmaram que trabalharam para o peemedebista desde 2000, quando ele ainda era deputado estadual. O volume de dinheiro ilícito movimentado foi tão grande que os operadores tiveram de pedir ajuda a outros doleiros, ambos contaram. Um funcionário do escritório de câmbio deles, Vivaldo Filho, também foi ouvido por Bretas, e confirmou ter estado diversas vezes com os emissários de Cabral. Um encontro se deu no meio da Avenida Niemeyer, que liga os bairros do Leblon e São Conrado, na zona sul do Rio. "Quando ele se tornou governador (em 2007), o volume de negócios aumentou substancialmente. Eu e meu irmão não tínhamos condições de dar conta. Chegavam os reais à minha mão, e minha função era transformá-los em dólar no exterior. Isso até 2014. De 2014 até 2016, se inverteu", disse Renato, referindo-se ao momento em que começou a fazer pagamentos de contas pessoais de Cabral e de sua família no Brasil. Esses pagamentos se referiam a contas de cartões de crédito, cota condominial, mensalidades escolares e do clube do Flamengo, faturas de curso de inglês, de floriculturas, restaurantes, grifes de terno e carnês do INSS de funcionários de Cabral. "Nosso escritório éramos meu e meu irmão, a gente terceirizou o serviço para dois doleiros do Uruguai, que eram o Vinicius (Claret, o "Juca Bala") e o Claudio (Barbosa) (ambos presos em março). No começo não fazia parte do trabalho pagar as contas. Depois a gente passou a pegar e levar dinheiro. Nunca eram R$ 10 mil, eram sempre R$ 150 mil ou R$ 200 mil. Tinha trabalho três ou quatro vezes por semana", contou Marcelo. "Em 2014, por uma questão emocional, eu quis sair. Eu saí no final de 2014 e Renato ficou até 2015, eu assumia quando ele viajava. Desde 2007 a gente vivia exclusivamente desse dinheiro de Cabral, por causa do volume. No começo a gente só ganhava o câmbio, depois começou a cobrar para ter essa atividade, então eu ganhava 1% da operação mensal dele", Marcelo acrescentou. 0Ele não quis revelar qual valor recebia pessoalmente, ao ser questionado sobre seu lucro e patrimônio pelo advogado de Cabral, Rodrigo Roca. "Não sei que influência seu patrão ainda tem. É minha vida particular. Prefiro não responder", justificou. Renato disse que as entregas eram feitas em endereços mandados pelos assessores de Cabral, e que o escritório não sabia quem morava neles os encontros eram, em geral, na portaria. "Eu não falava com o Cabral diretamente. A minha ponta de interlocução era o Carlos Miranda. Ele me passava uma planilha na segunda ou na terça-feira dizendo onde seriam as entregas e recepções, e me dava o endereço para entregar R$ 150 mil, R$ 200 mil", declarou Renato. "Quando era um volume que dava pra carregar, meu funcionário ia". A partir das delações dos dois irmãos, já foram repatriados cerca de US$ 103 milhões (por volta de R$ 327 milhões), de bancos, fundos e joias que eram de Cabral.(Bahia Notícias)

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  • Para Zé Raimundo a Bahia avança na contramão do retrocesso de Temer

    O deputado estadual Zé Raimundo (PT), contrapôs o retrocesso social imposto pelo governo Temer, que entristece a nação, com as ações do governo Rui Costa na Bahia que são motivos de alegria para os baianos, segundo comparou ao repercutir no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia a recuperação e construção de estradas, com ênfase na assinatura de contrato, feita pelo governador na manhã de hoje (09), sobre a duplicação da BR-415, no trecho de 18 quilômetros que separam Ilhéus de Itabuna. A intervenção vai oferecer mais conforto e mais segurança para os mais de 511 mil baianos que circulam pela BR-415 e também por Una, Canavieiras, Buerarema, Itacaré e Uruçuca.

    Zé Raimundo falou de outras iniciativas do Governo Estadual em resposta aos pleitos da população, citando como exemplo a região de Itapetinga, que visitou no final da semana passada. “O grande desejo neste momento é a continuação da recuperação das estradas”, disse o deputado, destacando que o governador Rui já autorizou a obra que liga o município de Potiraguá à BR 101, artéria fundamental para o trânsito das pessoas que vão para o sul da Bahia, saindo da Chapada Diamantina e planalto de Vitória da Conquista.

    Chamando atenção também para a recuperação do trecho da rodovia BA-262 que liga os municípios de Poções e Nova Canaã, no Centro-Sul da Bahia, Zé Raimundo aproveitou para agradecer ao secretário estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, e ao diretor do antigo Derba, Saulo Pontes, pela atenção dada aos pleitos defendidos pelo seu mandato, em parceria com o deputado federal Waldenor Pereira.

    “Mesmo com a tentativa do Temer, do PMDB, PSDB e do DEM de destruírem as conquistas sociais, nós resistimos”, criticou o parlamentar que aproveitou para reforçar os pleitos apresentados também para intervenções nas estradas que ligam Mortugaba e Condeúba, Macarani e Itarantim, e  Licínio de Almeida a Urandi.

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  • Deputados tentam criar marco da censura na internet e repercussão obriga Temer a recuar

    Foto: Reprodução/ Jornal GGN

    Onze deputados baianos votaram a favor da minirreforma política aprovada na madrugada da última quinta-feira (5) em Brasília. Exatamente a metade daqueles que ainda estavam na sessão iniciada na noite do dia anterior. Para além dos retalhos da pseudo-reforma, que criou um fundo de R$ 1,7 bilhão e aprovou, entre outras medidas, o fim das coligações proporcionais a partir de 2020 e uma cláusula de barreira para partidos políticos, esses mesmos 11 baianos votaram a favor da magistral emenda do deputado Aureo (SD-RJ). No auge do altruísmo, o parlamentar carioca propôs que o Brasil de 2017 convivesse com a mordaça contra críticas a partidos, coligações ou candidatos nas redes sociais. A medida, subjetiva em todos os sentidos, exigiria que os provedores de internet, aplicativos ou redes sociais apagassem, após denúncia, qualquer “ofensa” à honra dos políticos. A emenda foi aprovada, em meio à minirreforma, e passou despercebida até que veículos de comunicação perceberam o risco da medida. Esse Brasil de 2017, supostamente vivendo uma democracia em que existe liberdade de imprensa e de expressão, estaria aplicando censura passível das mais diversas interpretações, ao bel prazer do denunciante. Eis que, diante da repercussão negativa, o corajoso presidente da República, Michel Temer (PMDB), foi obrigado a não adotar tal medida “impopular”. Por meio de nota, o Planalto garantiu que a emenda de Aureo aprovada seria vetada pelo Excelentíssimo Senhor ocupante do Palácio. No final das contas, foi um espetáculo cômico, que também foi trágico. Temer só decidiu vetar a emenda após a repercussão negativa do projeto – o próprio Aureo disse que iria solicitar que o presidente o fizesse. Ainda assim, a emenda foi aprovada pela Câmara dos Deputados, cuja maioria foi a favor que o marco da censura fosse implantado nas redes sociais. Parabéns aos envolvidos. Parabéns aos 11 baianos que deram também o voto favorável para essa esdrúxula proposta, conhecidos pelos seguintes nomes: Bacelar (Pode), Bebeto Galvão (PSB), Cacá Leão (PP), Elmar Nascimento (DEM), Erivelton Santana (PEN), José Carlos Aleluia (DEM), José Rocha (PR), Marcos Medrado (Pode), Paulo Azi (DEM), Roberto Britto (PP) e Uldurico Jr. (PV). Este trecho integra o comentário desta segunda-feira (9) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM e Clube FM.



  • Bolsonaro aguarda antes de ir para o PEN; Muda Brasil pode ser opção

    Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

    Em segundo lugar nas intenções de voto para a Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ainda não definiu seu futuro partido. Apesar de ter sido lançado informalmente como postulante do PEN, que foi renomeado Patriota, e de ter conseguido, em 9 de agosto, a autorização do PSC para deixar o partido, ele ainda não fez a mudança. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, ele ainda está aguardando, por sugestão de aliados.

    Os apoiadores do parlamentar afirmam que ele pode se filiar ao Muda Brasil, ligado ao ex-deputado Valdemar da Costa Neto, condenado no mensalão. Bolsonaro também espera a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o lançamento de candidaturas avulsas, sem vinculação a um partido – a proposta entra em pauta a partir desta quarta-feira (4), mas não tem muitas chances de vingar (clique aqui). As negociações com o PEN, no entanto, estão avançadas. O conselho dos aliados é aguardar o registro do Muda Brasil, de forma a fazer uma aliança formal com o PR, garantindo pouco mais de dois minutos no horário eleitoral. O presidente do PEN, Adilson Barroso, está incomodado com a demora. Ele cita que acolheu todas as condições impostas por Bolsonaro e ainda põe em dúvida a viabilidade de candidaturas avulsas e considera a hipótese de filiação ao Muda Brasil uma besteira. "Ninguém quer se filiar a quem anda de tornozeleira", afirma, acrescentando que acredita na palavra de Bolsonaro. (Bahia Notícias)

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  • Política do ‘venha a nós’ do PT começa a incomodar aliados e terá impacto em 2018

    As razões para a rebelião do PP contra o governo do estado, cujos detalhes foram publicados na última sexta-feira (29) pelo Bahia Notícias, mostram que a configuração do jogo político do PT começa a dar sinais de desgaste também no plano estadual. Nos bastidores sabe-se que, desde que os petistas chegaram ao Palácio do Planalto, a estratégia de ocupar o máximo dos espaços possível dentro da máquina estatal controlada pelo partido é levada à risca. Não que seja uma ação exclusiva do PT, já que os sucessivos escândalos apontam que outras siglas como PP, PMDB, PSDB e DEM também trabalhavam com o loteamento do governo. É que a troca de cargos por interesses passou a ser mais escancarada – ou mais noticiada ao longo dos últimos anos. Após 14 anos hegemônico no plano federal, o PT foi obrigado pela queda de Dilma Rousseff a realocar aliados aos locais de origem. A Bahia, que ainda era um ninho forte do petismo no Brasil, foi um dos destinos mais certos para esses “companheiros”. Vide, por exemplo, a nomeação do ex-ministro Jaques Wagner para funções estatais logo após o fim da quarentena. Porém, para readequar os espaços para o partido, o governador Rui Costa acabou também obrigado a mexer nas arrumações internas das correntes petistas para não deixar fieis aliados desamparados. A tensão, latente há algum tempo, porém escondida nas coxias e corredores do governo, ganhou novos episódios que confirmam que há fogo sob a fumaça. Além da rebelião do PP, que reclamou sem mostrar as faces de que o governador só tem atendido prioritariamente o PT, o ex-secretário de Cultura, Jorge Portugal, perdeu a queda de braços para o deputado estadual Rosemberg Pinto e acabou “renunciado” do posto – e isso não quer dizer que o trabalho feito pelo professor-cantor fosse excepcional. Rui Costa é um homem de partido, ainda que não esteja tão totalmente atrelado à imagem do petismo clássico como Wagner. E, caso ceda mais aos interesses do PT, pode ficar em maus lençóis na relação com os aliados, a exemplo dos progressistas que até possuem uma representação importante no plano político estadual, mas cuja musculatura política ainda fica atrás do PSD. Por enquanto, nas rodas políticas, a reclamação está mais restrita. Caso chegue aos social-democratas, Rui deve começar a se preocupar. Afinal, não apenas de “venha a nós” se reza o Pai Nosso. É preciso também ceder “ao vosso Reino”.



  • Inspirado no 'bunker de Geddel', game requer que jogador resgate R$ 51 milhões

    Após a apreensão de R$ 51 milhões em um apartamento na Graça, atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, resultou na criação de um aplicativo que faz menção ao caso. O game, “Recupere o dinheiro de Gededel”, que está disponível para usuários do sistema Android, foi desenvolvido pelo bacharel em sistema de informação, Ricardo Schmid de Albuquerque, de 27 anos; em parceria com o design Victor Hugo Castro e o arranjador da trilha sonora, Daniel Castro Barbosa, ambos de 26 anos. O jogo tem a seguinte narrativa: um amigo liga para o personagem, Gededel, em um apartamento em Salvador e avisa que a polícia descobriu o dinheiro guardado no imóvel. Gededel corre, então, para o imóvel para resgatar o recurso antes que a chegada da PF. O amigo do protagonista começa a atirar o dinheiro (em moedas, cédulas, maços e malas) pela sacada do apartamento – o objetivo é fazer com que Gededel consiga pegar o dinheiro pelo lado de fora do prédio. Entre os obstáculos estão ovos e tijolos lançados por vizinhos indignados. A missão é cumprida ao conseguir juntar os R$ 51 milhões – caso contrário, Gededel é alcançado por uma viatura policial e preso. O aplicativo foi lançado no último sábado (23). “Me descobri na área. Então, pensei que tinha que desenvolver um aplicativo que pudesse bombar de alguma forma. Tinha visto alguns aplicativos que já falavam de política criando sátira. Achei interessante e apostei”, disse Ricardo, em entrevista ao G1. No jogo, as moedas valem R$ 5 mi; cédulas verdes valem R$ 10 mil; amarelas, R$ 50 mil; azuis, R$ 100 mil; maços valem R$ 500 mil; a mala, R$ 3 milhões. Veja abaixo uma prévia do aplicativo.



  • Deputado Waldenor Pereira é homenageado pela PRF

    O deputado federal Waldenor Pereira recebeu homenagem dos Policiais Rodoviários Federais (PRF) na Bahia entregue pelo superintendente da Polícia Rodoviária Federal na Bahia, Virgílio de Paula Tourinho, pelo presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado da Bahia (SINPRF-BA), Fábio Serravalle Franco, e pelo assessor parlamentar Marcelo Carvalho, na terça-feira (26), em Brasília.

    A categoria agradece ao parlamentar baiano por sua dedicação e luta em defesa das demandas dos policiais rodoviários em votações importantes da Câmara dos Deputados.
    Na oportunidade, o superintende Virgílio Tourinho apresentou a Waldenor o pedido para destinação de emenda parlamentar de sua autoria para a reforma do posto da Polícia Rodoviária Federal em Vitória da Conquista.
    O deputado se comprometeu em se reunir com a PRF do município para apresentação do projeto e orçamento da reforma solicitada.







  • STF afasta Aécio Neves do mandato

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, por 3 votos a 2, afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato parlamentar. Votaram pelo afastamento do senador mineiro os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux, enquanto Marco Aurélio Mello e Alexandre de Moraes ficaram vencidos.

    Aécio também está impedido de deixar o país, deve se recolher durante a noite em sua residência e não pode manter contato com outros investigados. O colegiado analisou hoje, e negou, um pedido de prisão feito pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o tucano, com base nas delações premiadas de executivos da JBS. Em junho, Janot denunciou Aécio Neves ao STF pelos crimes de corrupção passiva e obstrução à Justiça. A Primeira Turma ainda não decidiu se coloca o tucano no banco dos réus.

    O senador foi gravado em uma conversa com o empresário e delator Joesley Batista, em um hotel em São Paulo, na qual pediu 2 milhões de reais para custeio de sua defesa na Operação Lava Jato. O dinheiro foi efetivamente entregue pelo diretor de relações institucionais, Ricardo Saud, a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, em quatro parcelas de 500.000 reais em dinheiro vivo. A Polícia Federal filmou as entregas em ações controladas a partir dos acordos de delação da JBS.

    O tucano, Pacheco de Medeiros e Andrea Neves, irmã de Aécio Neves, foram alvo da Operação Patmos, deflagrada no dia 18 de maio. O primo e a irmã do senador foram presos e Aécio, afastado do mandato. Na ocasião, a prisão preventiva dele foi negada pelo relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin. O tucano acabou recuperando a função parlamentar no dia 30 de junho, após uma liminar do ministro Marco Aurélio Mello, relator do inquérito contra ele no 

    Supremo. Na decisão, Marco Aurélio afirmou que o senador tem “carreira política elogiável”.

    Após o envolvimento de seu nome na delação premiada da JBS, Aécio Neves se licenciou da presidência do PSDB, que desde então é ocupada pelo senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE).

    À época da denúncia apresentada por Rodrigo Janot, o senador explica que aceitou os 2 milhões de reais porque não tinha dinheiro para pagar os seus advogados na Lava Jato e que o dono da JBS fez uma “armação” para parecer que o “empréstimo” foi um ato ilegal. Aécio nega que tenha havido qualquer contrapartida pelo valor, o que descaracterizaria os atos de corrupção.

    O advogado de Aécio Neves, Alberto Zacharias Toron, diz que recebe a decisão do STF com “perplexidade” e que aguarda a publicação do acórdão da decisão para definir que medidas tomará.

    A decisão do STF

    Na sessão desta terça-feira, o ministro Marco Aurélio Mello disse entender que não havia motivos para a prisão de Aécio ou medidas cautelares contra ele, “muito menos de afastamento do exercício do múnus parlamentar”, no que foi seguido por Alexandre de Moraes.

    O primeiro ministro a discordar do relator e decidir contra Aécio foi Luís Roberto Barroso, seguido de Rosa Weber e Luiz Fux. Para Barroso, a denúncia da PGR apresenta “fatos graves” e indícios de crimes incompatíveis com o exercício de função pública. O ministro sugeriu o recolhimento noturno do senador. “Seria uma incongruência entender que se aplica a prisão domiciliar aos coautores menos relevantes sem a aplicação de nenhum tipo de restrição à liberdade de ir e vir a quem, supostamente, teria sido o mandante. Há indícios, bastaste suficientes a meu ver, de autoria e materialidade”, declarou Barroso.

    Rosa ainda apontou que o tucano, enquanto esteve afastado do mandato, entre maio e julho, teria descumprido medidas restritivas aplicadas a ele por Fachin, como o impedimento de que se encontrar com investigados e se afastar das funções políticas. Ela se referia a uma reunião entre Aécio e outros senadores tucanos, registrada nas redes sociais do mineiro, que, segundo ele, serviram para tratar de “votações no Congresso e a agenda política”. “Se as medidas foram inapropriadas ou excessivas, deveriam ser questionadas junto ao STF, mas não descumpridas”, afirmou a ministra.

    Fux disse que “houve claro desvio de moralidade no exercício do mandato”. “Isso tudo se resume num gesto de grandeza que o homem público deveria adotar. Já que não teve, vamos auxiliá-lo para que se porte tal como deveria se portar, não só sair da presidência (do PSDB), mas pedir licença, sair Senado, para poder comprovar à sociedade a sua ausência de culpa no episódio que marcou de maneira dramática sua carreira politica”, completou o ministro.(VEJA.com )

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  • Infestação no Planalto confirma: o Brasil está entregue às baratas

    Moreira Franco, Michel Temer e Eliseu Padilha | Foto: Marcelo Camargo / ABr

    Parece piada pronta, mas não é. A Folha de S. Paulo relatou na última sexta-feira (22) que o Palácio do Planalto vive uma infestação de baratas. E não é novidade. Segundo registros da imprensa, além de Michel Temer, ex-ocupantes do prédio, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, também tiveram problemas com os insetos.

    Engana-se, no entanto, quem acredita que o problema de baratas em Brasília pode ser associado apenas aos últimos três presidentes da República. Faz tempo que as infestações fazem parte do cotidiano do noticiário e, diante dos sucessivos casos de recorrência em “mal feitos”, dificilmente elas estão longe de acabar. Basta lembrar, por exemplo, que há um deputado que cumpre pena em regime semiaberto. Celso Jacob trabalha durante o dia na Câmara e, à noite, se recolhe para a Papuda, por falsificar documentos em 2002 para construção de uma creche em Três Rios (RJ), quando era prefeito da cidade. No próprio Palácio do Planalto, segundo a Procuradoria-Geral da República, há uma infestação de acusados de corrupção. Dois ministros, Eliseu Padilha, na Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, e o próprio Temer são considerados, pela PGR, como integrantes do “quadrilhão do PMDB”, que trocou benesses por dinheiro em benefício de si e do partido. Se na época em que Dilma presidia o Brasil percorreu pelo país uma onda que sugeria que a corrupção seria banida do poder quando a presidente fosse retirada do cargo, não foi o que se viu. Dois ex-ministros de Temer, Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima, estão presos e, até onde se vê, sem data para deixar de ver o sol nascer quadrado. E um ex-assessor do atual ocupante do Planalto, Rodrigo Rocha Loures, está solto, mas foi flagrado carregando uma mala com R$ 500 mil em propina. Para não esquecer, há ainda o ex-deputado federal, Eduardo Cunha, carrasco da então presidente Dilma, e que também caiu em meio à nuvem de inseticida sob a égide da Operação Lava Jato. Esses citados compõem o “quadrilhão” citado por Rodrigo Janot na segunda denúncia contra um presidente da República em exercício. Lembremo-nos, todavia, que os peemedebistas voltaram a ser vidraça recentemente. Nas eras de José Sarney, Fernando Collor de Melo, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff não faltaram episódios em que “baratas” infestaram os noticiários de maneira que não deveria acontecer para chefes de Estado. Parece que o problema desses tipos de insetos é antigo no Brasil e não tem muitas perspectivas de mudar. As baratas, coitadas, são tão vítimas quanto os brasileiros. Para elas, o inseticida funciona. Para o restante das pragas, nem as urnas funcionam.

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  • Planalto vê Geddel instável e com chances de delatar

    O presidente Michel Temer ao lado do ex-ministro Geddel Vieira Lima Foto: Evaristo Sá/AFP

    BRASÍLIA - O Palácio do Planalto se preocupa hoje mais com a possibilidade de o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso desde o dia 8, fechar um acordo de delação premiada do que com a nova denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República na semana passada contra o presidente Michel Temer. 

    A avaliação de auxiliares próximos a Temer é de que a segunda acusação formal oferecida pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que acusa o presidente de liderar uma organização criminosa e de obstruir a Justiça, terá um placar mais favorável que a primeira acusação quando chegar ao plenário da Câmara dos Deputados. Em agosto, quando a Procuradoria denunciou Temer por corrupção passiva, 263 deputados votaram por barrar o prosseguimento da acusação.

    Já em relação a Geddel, a avaliação no Planalto é de que a situação é “praticamente incontornável” depois que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em espécie em um apartamento em Salvador, onde foram identificadas as impressões digitais do ex-ministro.

    Até a primeira prisão do ex-ministro, no dia 3 de julho, baseada em depoimentos do corretor Lúcio Funaro e de sua mulher, Raquel Pitta, a avaliação era de que seria possível obter sucesso na defesa técnica, uma vez que não existiam provas concretas da tentativa de obstrução da Justiça.

    A apreensão do dinheiro, entretanto, segundo os investigadores, jogou por terra o discurso da defesa de que as acusações eram versões de delatores interessados em benefícios. Os R$ 51 milhões materializaram as provas necessárias para sustentar as afirmações dos colaboradores. A homologação da delação de Funaro fortaleceu a tese da acusação contra Geddel.

    Além disso, o ex-diretor de Defesa Civil de Salvador Gustavo Pedreira, apontado como homem de confiança de Geddel, cujas impressões digitais também foram encontradas no apartamento, afirmou estar disposto a colaborar com as investigações. Ele já confirmou ter buscado dinheiro em São Paulo a pedido de Geddel. Não está descartada a possibilidade de o ex-ministro ser alvo de outras denúncias.

    Distanciamento. Geddel, ao lado de Temer, fazia parte do núcleo duro do PMDB, que inclui os atuais ministros e também denunciados Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). O Planalto avalia que Geddel é temperamental e emotivo e, por isso, não aguentaria muito tempo na prisão. Essas características, disse um auxiliar, podem aumentar ainda mais as chances de o ex-ministro fornecer informações em troca de benefícios.

    Apesar disso, o discurso no governo é de que, se Geddel fechar acordo de colaboração premiada, não haverá nada de comprometedor contra o presidente. Ainda assim, a ordem no Planalto tem sido se distanciar ao máximo do ex-ministro. Desde que foram descobertos os R$ 51 milhões, os principais interlocutores do presidente evitam o assunto ou, quando abordados, dizem que ele não tem relação com o Palácio do Planalto.

    Procurada, a defesa de Geddel não havia se manifestado até a conclusão desta edição.(Estadão )

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  • Geddel diz que Temer deveria se preocupar 'com própria pele'; Planalto teme delação

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

    O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) teria dito a aliados meses atrás, antes de ser preso pela segunda vez na última sexta-feira (8), que o presidente Michel Temer deveria se preocupar menos com sua imagem e mais "com a própria pele". A informação é da coluna Painel, da Folha de S.Paulo. A afirmação reforça um temor do Planalto: um possível acordo de colaboração premiada entre Geddel e a força-tarefa da Operação Lava Jato, já que Geddel também teria dito que não aguentaria uma semana preso. De acordo com O Globo, o governo quer enterrar a segunda denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer "antes que Geddel fale". Por outro lado, a avaliação é que o cenário é o mais favorável ao presidente do que na primeira denúncia. Um dos motivos é o desgaste de Janot, além das contradições dos irmãos Joesley e Wesley Batista e a atuação supostamente ilegal do ex-procurador Marcelo Miller no processo.



  • Deputados e vereador levam melhorias para Candiba

    Em novo giro pela capital em busca melhorias para comunidades do município de Candiba, o vereador Gilson Cardoso esteve acompanhado dos deputados Waldenor Pereira (federal) e Zé Raimundo (estadual), em visitas nas secretarias e órgãos estaduais. Foram defender novas ligações de energia elétrica na zona rural, poços artesianos, cisternas de consumo e de produção, apoio ao esporte local e a agricultura familiar.
    A extensa agenda cumprida durante a segunda-feira(11) deu bons resultados, na avaliação do vereador. Ele saiu da Superintendência de Desportos (Sudesb) com um kit de camisas e bolas para apoiar o futebol, solicitou mais doações do governo e ainda marcou para os dia  17 e 18 de novembro a realização de curso de gestão de arbitragem e técnica de futebol para municiar os adeptos do esporte de noções básicas do jogo.
    "Graças a Deus mais uma viagem na capital baiana, com seis audiências com diversos secretários estaduais do governo Rui costa juntos com os nossos deputados Waldenor e Zé Raimundo. Foram muito ricas as nossas atividades, pois conseguimos muitas obras pro município de Candiba", comemorou o vereador. 
     
    Na CERB e CAR, órgãos responsáveis por abertura de poços artesianos e construção de cisternas, acompanhou demandas apresentadas e levou novas reinvindicações. Nas secretarias de Desenvolvimento Rural( SDR) e de Justiça e Desenvolvimento Social (SJDHDS) o vereador e os deputados solicitaram a destinação de barracas e balanças para auxiliar a comercialização da produção da agricultura familiar e a construção de cisternas de produção .
     
    "Missão cumprida. Foi um dia de muitas reuniões em que tivemos a oportunidade de cobrar e apresentar nossas demandas para as nossas comunidades e saímos satisfeitos com o apoio dos nossos deputados Waldenor e Zé Raimundo", avaliou o vereador, que esteve acompanhado também do amigo Tião  Santana, liderança do município.



  •  Joesley diz ter, no exterior, áudios ainda não entregues à PGR

    foto:Dida Sampaio/Estadão

    O empresário Joesley Batista, um dos donos da J&F, afirmou em depoimento prestado na semana passada a investigadores da Lava Jato que tem gravações ainda não entregues. Joesley prestou depoimento no último dia 7 ao Minsitério Público Federal. O acordo de delação dele e de outros executivos da J&F, entre os quais Ricardo Saud, está em processo de revisão, o que pode levar à rescisão. Como o MPF decidiu apurar se eles omitiram informações, os benefícios foram temporariamente suspensos.

    Joesley disse que o primeiro contato com Miller foi feito no fim de fevereiro ou começo de março, por meio do advogado da empresa Francisco de Assis e Silva. Joesley disse que, nesse primeiro contato, não falou de colaboração premiada, mas, nos outros, sim.

    Joesley disse também que os outros encontros em março com Marcelo Miller foram na empresa, a JBS, e que Miller se apresentava como ex-procurador do Rio de Janeiro.

    Joesley disse que conversou com Marcello Miller sobre colaboração premiada, como se faz, o procedimento, se funciona ou não, e que Marcelo Miller dizia que tinha saído do MPF e em um mês iria para um escritório grande. Disse também que Marcello Miller dava orientações abstratas sobre colaboração e crimes, tendo servido para entender o processo de colaboração premiada.

    Já o executivo da J&F Ricardo Saud disse no depoimento que o primeiro encontro com Marcello Miller foi no dia 8 de março. Nessa data, miller tinha pedido demissão do cargo de procurador, mas ainda não tinha sido exonerado.

    Saud contou que teve dificuldades em fazer os anexos da delação e que por isso procurou novamente Marcello Miller, que disse que ajudaria, embora não pudesse instrui-lo; que escrevia os anexos e Marcello Niller passava os olhos e dizia a Francisco de Assis e Silva para analisar o que tinha ou não ato de oficio.

    Já Joesley disse que nunca recebeu orientação de Marcello Miller sobre elaboração dos anexos da colaboração nem sobre a produção de uma prova específica; e que Marcelo Miller nunca o orientou a gravar alguém para fins de colaboração premiada, nem o presidente Michel Temer. Também disse que nunca pagou nada diretamente a Marcello Miller.

    Joesley disse que que Marcelo Miller jamais vendeu facilidades por ser do MPF; que Marcello Miller inclusive se referia a algumas pessoas da PGR como "ex-colegas", jamais como pessoas que poderia facilitar alguma coisa.

    Rodrigo Janot

    Sobre a suposta conversa com Rodrigo Janot mencionada no áudio, Joesley disse que nunca esteve com ele nem em lugar público, de modo que não sabe qual é esse contexto; e que nessa data da gravação, que foi a da "operação Carne Fraca" no dia 17 de março, estava no meio da "predisposição" de colaborador; que, assim, estava inseguro sobre colaborar.

    Joesley disse que que as menções a Rodrigo Janot são na verdade à PGR e ao MPF, e que nunca nem tentou falar com Rodrigo Janot.

    Joesley disse também que nunca viu mensagens de Rodrigo Janot a Marcelo Miller e que, para ele, Marcelo Miller estava voluntariamente prestando as informações, sem nenhum contrato ou pagamento, no período de férias entre a saída do MPF e o início do trabalho no escritório de advocacia.

    O empresário disse que chegou a perguntar a Marcelo Miller se poderiam conversar pelo fato de ele ser ex-procurador, se não haveria problema; que sempre teve Marcelo Miller como ex-procurador e que pode assegurar que não teve nenhum beneficio nem acerto com Marcelo Miller.

    'Não vamos ser presos'

    Sobre o trecho da gravação em que Joesley disse "nós sabemos que não vamos ser presos", o empresário explicou que era uma espécie de "mantra" que repetia para passar credibilidade à familia e à equipe dele.

    Ele negou ter conseguido algum acerto ilícito para não ser preso. Disse inclusive que sabia que poderia ser preso a qualquer momento.

    Gravações

    Joesley contou que a gravação dele com Ricardo Saud foi feita por engano. Disse que "não gravou Marcelo Miller em nenhuma oportunidade; que acha que não gravou os encontros na PGR; que não entregou nada que não tinha crime; mas adimitiu que tem outras gravações ainda não entregues".

    Cardozo

    Uma dessas gravações é com o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Joesley disse, no entanto, que esse material está fora do Brasil porque apenas ele manuseia e que gravou até encontros com amigos e não sabe a quantidade de áudios que tem. Segundo o delator, a avaliação sobre os áudios serem ou não prova de crime foi apenas dele, Joesley.

    Sobre a gravação com Cardozo, Joesley disse que não tem nenhum crime. Joesley afirmou que a conversa com Cardozo "envolveu a Lava Jato", mas não tinha nada de errado, segundo ele, que queria saber como estava andando a operação a fim de saber se tinha solução para ele fora da colaboração.

    Joesley também contou que a menção à palavra escritório na gravação é escritório de advocacia de Marco Aurélio Carvalho, sócio de José Eduardo Cardozo, que emitia mensalmente notas de R$ 70 mil ou R$ 80 mil para contratos fictícios e que parte desse dinheiro iria, segundo Marco Aurélio, para Cardozo.

    E que esse contrato fictício era para manter "boa relação" com Cardozo; que Marco Aurélio dizia que o dinheiro chegava a Cardozo que tratava muito bem Joesley. No entanto, Joesley disse que nunca perguntou se o dinheiro chegava.

    Políticos com os quais falava

    Joesley contou que os políticos com os quais mais falou sobre tudo que acontecia com a empresa no âmbito da Operação Lava Jato durante os últimos três anos foram o senador Ciro Nogueira (PP), o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) e o presidente Michel Temer.

    Joesley admitiu que, durante a Lava Jato, até decidir por colaborar, tratou com vários políticos sobre como parar a operação.

    Avaliação dos procuradores

    As explicações de Joesley e outros colaboradores sobre a gravação não convenceram os procuradores, que consideraram os fatos graves.

    Afirmam que Joesley e Saud foram evasivos e confusos quando tiveram que se explicar à procuradoria.

    Esses depoimentos e as provas encontradas pela Polícia Federal nas buscas desta segunda ajudarão Janot a decidir se o acordo da J&F será mantido ou se os delatores perderão os benefícios.(G1)

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  • O esfacelamento do PMDB na Bahia e o sorriso de canto de boca de antigos aliados

    Wagner e Geddel já foram aliados | Foto: Acervo Bahia Notícias

    Foi-se o tempo em que o PMDB da Bahia era um partido forte. E, tenha certeza, os integrantes da sigla ainda se vangloriam de manter essa força. Porém não foi o que se viu na última sexta-feira (8) com a prisão do presidente licenciado do diretório regional, Geddel Vieira Lima, e de um dos principais assessores dele, o ex-superintendente de Defesa de Civil de Salvador, Gustavo Ferraz. Além dos dois presos em desdobramentos da Operação Cui Bono?, o único deputado federal pelo PMDB da Bahia, Lúcio Vieira Lima, acabou também imbricado no apartamento utilizado como “bunker” para guardar mais de R$ 51 milhões. Era para ele que o imóvel estava emprestado e uma fatura de uma funcionária do parlamentar o deixa ainda mais próximo da cena dantesca das malas e caixas de dinheiro. Geddel e Lúcio são a cúpula do PMDB na Bahia. 

    Controlam o partido há muito tempo e não davam espaço para o aparecimento de novas lideranças. No máximo nomes que gravitavam em torno de ambos, a exemplo de Gustavo Ferraz e do secretário de Mobilidade Urbana de Salvador, Fábio Mota, que se afastou da dupla nos últimos tempos. Os irmãos Vieira Lima tinham protagonismo absoluto no partido, principalmente Geddel. Tanto que, em 2010, quando o PMDB foi alçado à condição de vice de Dilma Rousseff, com Michel Temer, o peemedebista baiano “chutou o pau da barraca” e se desvinculou do então candidato a reeleição pelo PT, Jaques Wagner. Teve a expectativa de que Dilma teria duplo palanque na Bahia e acabou frustrado e com uma posição diferente da que então esteve acostumado: era Geddel na mesma posição dos carlistas, tão combatidos por ele no passado. O PMDB baiano era oposição a Wagner tanto quanto o ainda líder em ascensão ACM Neto. A aproximação foi paulatina e, em 2014, estavam Geddel e ACM Neto do mesmo lado, situação que se repetiu em 2016, quando o prefeito de Salvador escolheu o peemedebista Bruno Reis para ser seu vice. Era a cartada final para que DEM e PMDB, adversários históricos desde os tempos da ditadura militar, se tornassem uma unidade política em território baiano. Um grupo político que tendia a ser mantido para 2018. Não deve mais acontecer. O PMDB foi esfacelado por Geddel e companhia e, por questão de sobrevivência política, os até agora aliados vão tentar se desvencilhar da imagem dele. A escolha de Bruno Reis para vice, inclusive, sinaliza que ACM Neto foi hábil politicamente ao ponto de não se submeter às vontades dos Vieira Lima: apesar de filiado ao PMDB, o vice era assessor do prefeito desde a época em que ACM Neto ameaçava dar uma cossa no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando ainda era deputado federal. Ainda assim, o prefeito terá que fazer um esforço expressivo para não sofrer com respingos desse esfacelamento político do PMDB. Caberá à pouca expressiva bancada do PMDB na Assembleia Legislativa da Bahia tentar soerguer a sigla no estado, o que deve demorar. Enquanto isso, aqueles aliados pré-2010, quando Geddel ainda estava do lado petista da política da Bahia, sorriem com o canto da boca, pensando o quanto aquela cisão na Bahia evitou problemas no presente. Na Bahia, o PT pulou essa fogueira. Este texto integra o comentário desta segunda-feira (11) para a RBN Digital, veiculado às 7h às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM e Clube FM.

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