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  • Câncer de próstata tem novo tratamento aprovado pela Anvisa

    Foto: Divulgação

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de indicação terapêutica do medicamento Xtandi (enzalutamida) para o tratamento de homens com câncer de próstata não metastático resistente à castração. O produto será comercializado na forma farmacêutica de cápsula gelatinosa, com concentração de 40 miligramas (mg).

    O produto tem registro na Anvisa desde dezembro de 2014, com indicação aprovada como antineoplásico para o tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração, em adultos que são assintomáticos ou ligeiramente sintomáticos, após falha de terapia de privação androgênica. Também tem uso aprovado para tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração em adultos que já tenham recebido terapia com docetaxel.

    Segundo a agência, estudos realizados pela indústria apontam que o Xtandi apresentou melhora na sobrevida livre de metástases. Testes indicaram que o medicamento reduziu em 70,8% o risco de agravamento da doença quando comparado ao placebo, além de ter aumentado a mediana da sobrevida livre de metástases de 14,7 meses (no grupo placebo) para 36,6 meses no grupo da enzalutamida (diferença de 21,9 meses).







  • Mais agressivo, H1N1 triplica mortes por gripe; crianças não batem meta vacinal

    Com o avanço do vírus H1N1, o número de mortes por gripe neste ano no Brasil quase triplicou em relação ao mesmo período do ano passado. São 839 vítimas, segundo dados do Ministério da Saúde, até 14 de julho. Considerado mais agressivo, o tipo H1N1 do vírus é o que mais circula no País. O total de óbitos já é 68% maior do que o relatado em todo o ano de 2017.

    O número de registro de casos de gripe também aumentou: houve alta de 162% ante o mesmo período do ano passado. De acordo com especialistas, também é comum haver subnotificação de ocorrências menos graves. 

    Coordenador de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde de São Paulo, o infectologista Marcos Boulos explica que o tipo de vírus em circulação no País hoje é mais agressivo em relação ao que circulou há um ano. “O H1N1 é mais agressivo. Mata em todas as idades e o H3N2 (outro tipo de vírus) pega mais em idosos”, diz. 

    O Estado é o mais afetado. Segundo o ministério, são 1.702 casos dos 4.680 de todo o País. E quase 40% das mortes por gripe no Brasil foram registradas em São Paulo (320). Nem todos óbitos são de pacientes com pelo menos um fator de risco (como gravidez, diabete e velhice). Do total de mortos, um em cada quatro não se encaixa nesses grupos mais vulneráveis. 

    Para Boulos, é possível que a transmissão tenha queda com a diminuição do frio. “Mas ainda não começou a cair. Temos níveis altos de transmissão.” Só na capital, houve, segundo a Prefeitura, 59 mortes até terça-feira da semana passada (42 delas por H1n1) – ante 22 no mesmo período de 2017. A situação também preocupa no interior.

    Em Bauru, há um mês morreu o mecânico Alberto Baroni, de 46 anos, deixando a mulher, Ângela, e três filhos. “Não dá para acreditar. Bastou uma gripe forte e perdi meu marido.” Na cidade, diz a prefeitura, são 27 casos este ano – a maior parte por H1N1. Das dez mortes, 9 foram por esse subtipo. 

    Altamente contagiosa, a gripe pode ser prevenida com a vacina. As doses disponíveis na rede pública protegem contra os três subtipos do vírus (H1N1, H3N2 e influenza B). O País conseguiu bater a meta de vacinar 90% do público-alvo este ano, após duas prorrogações da campanha. Mas a cobertura vacinal não é homogênea. O Centro-Oeste e o Nordeste foram as únicos regiões a atingir a meta. Norte, Sudeste e Sul tiveram as menores coberturas, 86,6%, 86,9% e 88,6%, respectivamente.

    Maior risco

    O público das gestantes e das crianças entre 9 meses e 5 anos é o que mais preocupa. Entre as grávidas do Estado, a cobertura é de só 70%. Já entre as crianças, é de 79%, ainda assim abaixo da meta. Na capital paulista, a cobertura é ainda menor: 54,8% entre as gestantes e 58,4% entre as crianças. No País, esses mesmos grupos não atingiram o objetivo de proteção. 

    O Ministério da Saúde informou que não estuda retomar vacinação. A pasta ainda disse ter aplicado, para o público-alvo, 52 milhões de doses. Para outros grupos, foi aplicado 2,6 milhões de doses. 

    Para Paulo Olzon, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a campanha antivacinação atrapalha. “Tem muita fake news falando de efeitos nocivos da vacina. Tem uma série de desserviços.” 

    “Muitos acreditam que, após tomar vacina, desenvolvem a gripe. Não tem nada a ver”, diz Zarifa Khoury, da Sociedade Brasileira de Infectologia. Na rede pública, a vacina é aplicada para o público prioritário e foi estendida, em algumas cidades, para crianças entre 5 e 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos. 

    Rede privada têm alta de 20% na busca por imunizantes

    A procura por vacinas em clínicas particulares aumentou cerca 20% em 2018, em relação ao ano anterior, estima Geraldo Barbosa, presidente da Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas. "Ano a ano, o público adulto, que não é muito sensibilizado pelos médicos para tomar a vacina, está fazendo essa busca espontânea. Esse grupo é o que não está (como alvo) nas campanhas.” Na rede privada, diz ele, o imunizante custa entre R$ 80 e R$ 140.

    Na tarde desta segunda-feira, 23, a analista de sistemas Alessandra Veleda, de 40 anos, buscou uma clínica para se vacinar contra a gripe e imunizar as filhas Ana Luiza, de 3 anos, e Isabela, de 6 anos. “Teve caso (de H1N1)na escola das duas. A gente ouve muito na televisão e, agora, chegou muito perto”, diz ela, que procurou uma unidade nos Jardins, zona sul. 

    “O aumento de casos preocupa muito. Eu lido com bastante gente, trabalho em uma empresa com mais de mil funcionários. Se me protejo, também protejo minhas filhas”, conta a analista. O marido de Alessandra, também de 40 anos, é outro que pretende se vacinar.

    Perguntas e respostas

    Quais são as diferenças entre os vírus que causam gripe?
    De acordo com o Ministério da Saúde, existem três tipos de vírus influenza que circulam no Brasil: A, B e C. O tipo C causa apenas infecções respiratórias brandas e não têm impacto na saúde pública, não estando relacionado com epidemias. O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias (A/H1N1 e A/H3N2).

    O que muda de ano para ano?
    Um vírus pode sofrer mutação e trazer infecções mais sérias porque não encontra uma população protegida por exposições anteriores.

    A vacinação cobre todos os vírus? Como o imunizante é feito?
    A vacina contra gripe ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra todos os tipos. O mesmo ocorre na rede particular. A definição da composição do imunizante muda a cada ano, considerando as cepas que mais circularam no Hemisfério Sul, no ano anterior. Para 2018, a Organização Mundial da Saúde definiu a composição da vacina com duas cepas de influenza A (H1N1 e H3N2) e uma linhagem de influenza B.

    A campanha pública deste ano já terminou?
    Sim. E a meta geral de 90% do público-alvo foi alcançada. Nos postos de saúde, porém, podem ser encontradas vacinas remanescentes. O público prioritário são crianças de 6 meses até menores de 5 anos, gestantes, puérperas, idosos, indígenas e pessoas com comorbidades. Em alguns municípios, a faixa etária de quem pode receber a dose foi ampliada para crianças de 5 a 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos. 

    Quem não está no grupo prioritário deve buscar vacina na rede privada?
    Segundo especialistas, quem puder deve se proteger. “A vacina é ideal para todo mundo. Ela diminui formas graves da doença”, afirma Raquel Muarrek, infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz.

    Há outras formas de se prevenir, além da vacina?
    Sim. É recomendável evitar aglomerações e lugares fechados. Além disso, recomenda-se lavar bem as mãos com água e sabão, usar álcool em gel para higienização, manter os ambientes arejados e evitar o contato com pessoas gripadas e resfriadas.(Estadão )

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  • Brasil tem 667 casos confirmados de sarampo em 6 Estados

    O Brasil tem 677 casos confirmados de sarampo. Os dados sobre a doença foram atualizados nesta quarta-feira, 18, pelo Ministério da Saúde. Segundo a pasta, o País enfrenta dois surtos de sarampo: um em Roraima e outro no Amazonas - regiões mais atingidas pelo vírus.

    O Estado do Amazonas tem 444 casos de sarampo confirmados. Em Roraima, são 216. Há confirmações ainda nos Estados de Rondônia (1), Rio de Janeiro (7), São Paulo (1) e Rio Grande do Sul (8). 

    O País tem outros 2.724 casos em investigação. Segundo o Ministério da Saúde, os surtos no Brasil estão relacionados à importação da doença - o genótipo do vírus é o mesmo que circula na Venezuela.

    Em 2017, casos de sarampo em venezuelanos que viajaram a Roraima foram confirmados, causando um surto da doença no Estado. Houve, então, a ampliação de registros da doença para Manaus neste ano, de acordo com a pasta.

    O Ministério Saúde informou que mantém equipes técnicas para acompanhar as ações de enfrentamento da doença no Amazonas e em Roraima. "A pasta tem qualificado profissionais de saúde com o objetivo de possibilitar a identificação de sinais e sintomas que definem um caso suspeito de sarampo, além da adoção de outras ações de vigilância epidemiológica."

    Em São Paulo, um caso da doença foi confirmado em abril em Ribeirão Preto. Trata-se de uma profissional de saúde que viajou ao Líbano. O registro foi considerado um caso importado da doença. Foram feitas ações de monitoramento da doença na região, mas não foi identificada transmissão do vírus e a paciente se recuperou.

    Como se prevenir contra o sarampo

    O sarampo é uma doença altamente contagiosa cuja principal forma de prevenção é a vacinação. Apesar da importância da imunização, o País tem cobertura vacinal abaixo da meta definida pelo Ministério da Saúde e preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a pasta, a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral) em 2017. A meta é de 95%.

    A vacina contra o sarampo deve ser tomada em duas doses: uma aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses (tetra viral). Crianças de 5 a 9 anos de idade que não foram vacinadas anteriormente devem tomar duas doses da vacina tríplice com intervalo de 30 dias entre as doses. Entre 6 e 31 de agosto uma campanha de vacinação será realizada no País. O público-alvo são crianças de 1 ano a menores de 5 anos.

    Vacinação no mundo

    O mundo registrou no ano passado um recorde de crianças vacinadas – 123 milhões, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 17, pelo Unicef e pela OMS – uma alta que ocorre tanto por aumento da população quanto de cobertura vacinal. O Brasil, porém, caminha na contramão desse movimento, com queda na porcentagem de crianças vacinadas nos últimos três anos.

    Perguntas e respostas sobre o sarampo

    Como se pega o sarampo?

    O sarampo uma doença viral e contagiosa. Segundo Filipe Piastrelli, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o paciente adquire a doença por partículas respiratórias e nem sempre quem transmite está com sintomas. "O vírus pode entrar pela conjuntiva do olho ou pelas mucosas, começa a se multiplicar e chega à circulação sanguínea, quando atinge o maior potencial de transmissão."

    Quais são os sintomas?

    O primeiro é a febre, que quase todos os pacientes têm. Depois de um ou dois dias, tem início um quadro com tosse, coriza e conjuntivite. Só depois aparecem as lesões na pele. "A incubação dura de sete a 21 dias, mas a pessoa começa a transmitir cinco dias antes de aparecerem os sintomas e continua transmitindo por cinco dias", explica o infectologista do Sabará Hospital Infantil Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior.

    Como é feito o diagnóstico?

    Por exames clínicos e laboratoriais.

    Se for confirmado que o paciente está com sarampo, ele deve ficar isolado?

    Sim. Como é uma doença contagiosa, ele deve evitar o contato com outras pessoas e, caso receba visitas, elas devem usar máscaras.

    A vacina é eficaz para evitar a doença? Em quanto tempo ela começa a fazer efeito?

    "É uma vacina boa, com mais de 90% de eficácia. A proteção plena vai ocorrer de dez a 14 dias", diz Oliveira Júnior.

    Qualquer pessoa pode tomar a vacina?

    Não. Assim como a vacina da febre amarela, ela é feita com vírus vivo atenuado. Ela não é recomendada para gestantes, bebês com menos de 1 ano e pacientes imunodeprimidos. "A primeira escolha é fazer a vacina, se a pessoa tem alguma contraindicação, faz a imunoglobulina, que tem anticorpos formados e reduz formas graves da doença", explica Piastrelli.

    Quantas doses devem ser tomadas?

    Tanto o Ministério da Saúde quanto a Organização Mundial da Saúde recomendam duas doses durante a vida. No Brasil, as doses são aplicadas com 12 e 15 meses de vida. Caso a pessoa só tenha tomado uma dose, deve tomar a segunda até os 29 anos. Se nunca tomou até essa idade, só será necessário tomar uma dose entre os 30 e os 49 anos.

    A pessoa deve tomar a vacina se perdeu a caderneta e não sabe se foi imunizada?

    Sim. As doses recomendadas devem ser tomadas pelo paciente.

    Pessoas que tiveram contato com pacientes infectados também são beneficiadas pela vacina?

    Se tomada até 72 horas após o contato, a vacina é capaz de reduzir formas mais graves da doença. Mas as ações de bloqueio sempre devem ser realizadas.

    Fontes: Filipe Piastrelli, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior, gerente de qualidade e do serviço de controle de infecção hospitalar do Sabará Hospital Infantil; Ministério da Saúde; Organização Mundial da Saúde

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  • SAÚDE

    Casos de sarampo aumentam no mundo, alerta OMS

    Casos de sarampo aumentam no mundo, alerta OMS

    Foto: OMS/ONU/Agência Brasil

    Relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alerta para o aumento de casos de sarampo no mundo. Os números mostram que, nos quatro primeiros meses deste ano, foram registrados 79.329 casos da doença, contra 72.047 no mesmo período de 2017.

    O pico da doença foi registrado no mês de março, quando foram identificados 25.493 casos. A maior parte dos casos de sarampo registrados em 2018 foram identificados em países como Uganda e Nigéria, na África; Venezuela, nas Américas; Iêmen, Emirados Árabes Unidos, Síria, Sudão e Paquistão, no Mediterrâneo Oriental; Ucrânia, Sérvia, Rússia e Romênia, na Europa; Índia, Tailândia, Mianmar e Indonésia, no Sudeste Asiático; e Filipinas e Malásia, no Sudeste Asiático.

    Surtos no Brasil

    De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil enfrenta pelo menos dois surtos de sarampo – em Roraima e no Amazonas. Até o dia 27 de junho, foram confirmados 265 casos de sarampo no Amazonas, sendo que 1.693 permanecem em investigação. Já Roraima confirmou 200 casos da doença, enquanto 179 continuam em investigação.

    Ainda segundo a pasta, casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (1), Rio Grande do Sul (6); e Rondônia (1). Outros estados têm casos suspeitos, mas que ainda não foram confirmados. Até o momento, o Rio de Janeiro informou oficialmente 18 casos suspeitos e dois casos confirmados de sarampo. 

    “O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário ao Estado. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, foram realizadas em todos os estados", diz o ministério.

     Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo.

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  • Xuxa será estrela de campanha e vai combater discurso antivacina

    Com apelo tanto aos pais quanto às crianças, a estrela da campanha de vacinação será Xuxa.

    O filme de conscientização, em 3D, põe a apresentadora para fazer uma viagem ao passado, nos anos 1980 e 1990, quando ela era a “Rainha dos Baixinhos”, nasceu o personagem Zé Gotinha e o País assumiu compromisso de erradicar pólio e sarampo. “Esse papo de não precisa vacinar é mentira. Tem de vacinar, sim”, diz Xuxa no vídeo.

    Segundo o ministério, o investimento nas campanhas para alertar a população sobre a importância da imunização na prevenção de doenças é crescente. Houve aumento de 60% do valor dos recursos de campanha de vacinação, de 33,6 milhões de reais em 2015 para 53,6 milhões no ano passado. Até o meio deste ano, a pasta afirma já ter destinado 31,9 milhões de reais para campanhas.

    Com Estadão Conteúdo.



  • Campanha do governo federal foca pólio e sarampo

    Diante do risco da volta de doenças contagiosas graves consideradas erradicadas no Brasil – como sarampo e poliomielite –, o Ministério da Saúde decidiu mudar a estratégia de imunização. Vai retomar procedimento bem-sucedido nos 1980 e 1990: as campanhas específicas. Este ano, de 6 a 31 de agosto, em vez da já tradicional campanha de multivacinação, o Brasil terá uma ação mais focada, contra a pólio e o sarampo. O investimento do ministério nas campanhas deste ano já passa dos R$ 30 milhões. “As baixas coberturas vacinais, principalmente em crianças menores de 5 anos, acenderam uma luz vermelha no País”, informou o ministério, diante da lista de 312 municípios que estão com cobertura abaixo de 50% para poliomielite, como adiantou o Estado. Há também o reaparecimento de casos de sarampo em cinco Estados e em países vizinhos.

    Em 2017, todas as vacinas oferecidas gratuitamente ficaram abaixo da meta de 95% preconizada pela Organização Mundial de Saúde para o controle de doenças infecciosas. Em 2011, por exemplo, as coberturas para pólio e sarampo – consideradas graves – eram de 100%.

    Oferta

    Segundo o Ministério da Saúde e Biomanguinhos (principal fabricante das vacinas) não há problemas na produção nem na oferta dos imunizantes. Para a campanha deste ano, por exemplo, já estão disponíveis 15,5 milhões de doses da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e outras 11 milhões da pólio. Em Rondônia, por exemplo, o surto de casos de sarampo fez o governo antecipar a campanha de vacinação, que começou esta semana.

    O problema, dizem autoridades e especialistas, não é a produção. “Quando doenças estão erradicadas, com elas vai o medo e a percepção do risco”, diz a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações. “Os pais das crianças de hoje nunca viram sarampo ou pólio; eles mesmos foram vacinados na infância.”

    Para Pedro Bernardo, da Interfarma (que reúne laboratórios privados de produção de vacinas), médicos e farmácias deveriam entrar mais nas campanhas. “E os planos de saúde deveriam cuidar dos beneficiários, focando na prevenção.”(Estadão)

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  • Nova BA-262 beneficia populações de Nova Canaã, Poções e Iguaí

    Em visita à cidade de Nova Canaã na tarde desta quarta-feira (30), o governador Rui Costa entregou uma das obras mais aguardadas pela população do município e região circunvizinha, a BA-262 totalmente restaurada e pavimentada. Obra no valor de R$ 27, 6 milhões, que contempla não somente Nova Canaã, mas também Poções e Iguaí, que compõem o trecho de 57 quilômetros restaurados pelo Governo da Bahia.

     

     

    Uns dos parlamentares que mais lutaram para a concretização desta importante obra de infraestrutura para a região, os deputados Waldenor Pereira (federal) e Zé Raimundo (estadual) estiveram ao lado do governador no momento da entrega e festejaram a concretização dos esforços conjuntos com as lideranças regionais que trabalharam para a realização da nova estrada, que hoje já traz imensos benefícios para as centenas de motoristas que por ela trafegam diariamente.

    “É com imensa alegria que hoje visitamos Nova Canaã para ver de perto o resultado dos nossos esforços junto ao Governo da Bahia realizados. Este é o resultado da luta ao lado dos companheiros do Partidos dos Trabalhadores dos municípios beneficiados, em especial, essa grande guerreira, a vice-prefeita de Nova Canaã,  Eliana Matos e o nosso companheiro de luta o ex-vice-prefeito de Poções, João Bonfim”, destacou o deputado Waldenor.

    “A gente parabeniza não só o prefeito Dr. Marival, a vice-prefeita Eliana, de Nova Canaã, os companheiros de Poções, o ex-prefeito Otto Magalhães e o ex-vice-prefeito Bonfim, que tanto lutaram pela concretização desta tão sonhada obra regional, mas também os moradores destes municípios que passam a contar com uma via de qualidade, segura e que só tem a beneficiar a economia e desenvolvimentos dos municípios. Por isso, agradecemos o trabalho do governador Rui Costa e o atendimento das nossas reivindicações”, acrescentou o deputado Zé Raimundo.

    A nova BA-262 vai contar ainda com uma ciclovia e 7 quilômetros entre Nova Canaã e Iguaí, que já está sendo realizada, um investimento de R$ 2,5 milhões.

    Mais cedo, o governador Rui Costa esteve em Ibicuí, onde assinou a ordem de serviço para a recuperação da rodovia entre Ibicuí, Iguaí e Ponto do Astério, trecho de 36 quilômetros que contará com investimentos de R$ 12,3 milhões.

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  • 'Dia D' de vacinação contra a gripe será neste sábado, 12

    No próximo sábado, 12, o Ministério da Saúde irá promover o ‘Dia D’ da vacinação contra a gripe. 65 mil postos de vacinação em todo o País estarão abertos para vacinar a população-alvo da campanha.

    Podem se vacinar pessoas acima de 60 anos, crianças com idade entre seis meses e cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) pessoas privadas de liberdade – entre eles, adolescentes de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e funcionários do sistema prisional.

    Portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também podem usufruir da vacina mediante apresentação de uma prescrição médica no ato da vacinação. A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e são considerados pelo Ministério da Saúde mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórios.

    Até o dia 9 de maio, 13,6 milhões de pessoas foram vacinadas no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. A meta do governo federal é imunizar 54 milhões pessoas.

    Reações adversas

    Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. Os efeitos costumam passar em 48 horas.A vacina é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É recomendado que pessoas com esse perfil busquem orientação médica antes de tomar a vacina.(Estadão)



  • Campanha de vacinação quer imunizar 115 mil índios em todo o país

    O Ministério da Saúde quer imunizar cerca de 115 mil índios que vivem aldeados em regiões de todo o país – sobretudo em áreas de difícil acesso e com baixas coberturas vacinais. Até 20 de maio, serão oferecidas todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação dos Povos Indígenas.

    A campanha de multivacinação faz parte da Semana Mundial de Vacinação, promovida pela Organização Mundial da Saúde, e abrange 1.012 comunidades e 138 etnias indígenas. Participam da ação mais de 2 mil profissionais que compõem equipes multidisciplinares de saúde indígena, inclusive agentes indígenas de saúde e de saneamento. (Agência Brasil)



  • Bahiafarma inicia fornecimento de insulinas para o SUS

    A Bahiafarma, laboratório público do Estado da Bahia, inicia nesta semana o fornecimento de insulinas para abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Os primeiros lotes do medicamento, usado para controle da Diabetes, devem chegar aos postos de saúde nos próximos dias. O procedimento marca a primeira etapa do processo de transferência de tecnologia que vai tornar o Brasil um dos poucos países a dominar o processo de fabricação de insulina, um dos medicamentos mais utilizados no mundo – e considerado estratégico pelo Ministério da Saúde.
     

    A compra do medicamento, por parte do ministério, foi publicada no dia 16 deste mês, no Diário Oficial da União, concretizando a redistribuição dos projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) para produção de insulina no País, que havia sido definida por meio da Portaria número 551, publicada no DOU em 21 de fevereiro de 2017. Pelo documento, a Bahiafarma passa a ser responsável pelo abastecimento de 50% da demanda de insulinas do ministério, fornecendo para o SUS as insulinas de maior uso - a Regular (R) e a de ação prolongada, NPH.

    Para a produção das insulinas, a Bahiafarma tem como parceiro tecnológico o laboratório ucraniano Indar, dentro do regime de PDPs. “É uma empresa que atua exclusivamente em pesquisa e produção de insulinas há mais de 15 anos e é reconhecida por utilizar tecnologias inovadoras, além de realizar operações em diversos países”, ressalta o diretor presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias. (Secom)

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  • Campanha contra febre aftosa deve vacinar 9,8 milhões de bovinos e bubalinos

    Foto: Divulgação

    A primeira etapa de vacinação contra a febre aftosa será realizada de 1º a 31 de maio em toda a Bahia. Bovinos e bubalinos de todas as faixas etárias deverão ser vacinados e declarados nesta etapa. A expectativa da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) é que 9,8 milhões de cabeças sejam vacinadas, representando 96% de taxa de vacinação do rebanho. Depois da vacina, os produtores têm até 15 dias para declarar a vacinação junto à Adab pela internet ou nos escritórios da agência distribuídos pelo estado. 

    O produtor deve adquirir as vacinas em uma revendedora autorizada, devidamente cadastrada na Adab. Há 21 anos livre da febre aftosa, a Bahia busca a manutenção do status de zona livre de febre aftosa, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) pelo 17º ano consecutivo. 

    Com esse status, o objetivo agora é evoluir o estado e todo o país para zona livre de febre aftosa, sem vacinação, a partir do ano de 2021. Os proprietários que não vacinarem o rebanho durante o período da campanha e não fizerem a declaração serão multados no valor de R$ 53 por cabeça não vacinada e R$ 160 por propriedade não declarada, ficando impedido de vender ou transportar o rebanho. Por isso, a orientação é não deixar para última hora, evitando a perda dos prazos. 

    A Adab lembra ainda a necessidade da vacina contra a brucelose. O produtor deve declarar outros animais como equídeos, ovinos, caprinos, suínos, aves e peixes. Ao manter o cadastro atualizado, ele pode ter acesso aos programas do governo, com distribuição de animais, milho e financiamentos bancários. (secom)



  • Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe inicia dia 23 de abril

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    A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa no dia 23 de abril e termina 1º de junho, tendo o dia 12 de maio como o Dia D de mobilização nacional. Este ano, acontecerá a 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que tem por objetivo reduzir as complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções trazidas pelo vírus da influenza.

    A meta é vacinar 90% do público alvo, formado por 3,6 milhões de pessoas dos grupos prioritários: indivíduos com 60 anos ou mais; crianças de seis meses a menores de cinco anos; gestantes e puérperas (até 45 anos dias após o parto); trabalhadores da saúde; professores; povos indígenas; portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

    No ano passado, dos 27 estados, apenas dez alcançaram a meta pactuada de vacinar 90% da população alvo. Na Bahia, foram vacinadas 2,6 milhões de pessoas, o que representou 84,60% da cobertura vacinal, considerando a estimativa populacional de 3 milhões de pessoas. Dos 417 municípios, apenas 172 alcançaram a meta de vacinar 90%. (Secom)
     



  • Produção de vacina contra febre amarela deve dobrar no país

    A partir de junho deste ano, 4 milhões de doses mensais da vacina contra a febre amarela devem entrar no mercado, informou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Ele inaugurou hoje (25), no Rio, a linha final de produção da vacina, fruto de parceria entre o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) e a farmacêutica Libbs. A pasta aguarda aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a comercialização.

    “A fábrica já está produzindo a vacina e recebendo inspeções da Anvisa. Já fez algumas correções que foram solicitadas e, no final de março, está prevista a vistoria para liberação para iniciar a produção, a validação da planta dentro das normas de vigilância. Se isso acontecer, em junho, estará comercializando as doses”, explicou.

    Segundo Barros, as doses vão se somar aos 4 milhões de vacinas contra febre amarela já produzidas mensalmente por Bio-Manguinhos, laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Vai dobrar a nossa capacidade”, ressaltou. Questionado sobre o destino das vacinas, o ministro explicou que parte será destinada ao estoque estratégico mantido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 6 milhões de doses contra a doença.

    “Exportamos um milhão de doser por ano. Eles podem fazer solicitações variadas, mas em média, um milhão de doses. A produção estabelecida é para garantir o abastecimento. Se houver demanda menor, usamos a fábrica de Bio-Manguinhos para produzir outras vacinas. Ano passado, por exemplo, nenhuma vacina tríplice viral foi feita para que fizessem mais vacinas de febre amarela. Podemos alterar a fábrica para outras necessidades.”

    A pasta não descarta a possibilidade de abrir mão do fracionamento da vacina, uma vez que a produção receba o novo incremento. Mas o cenário, segundo o ministro, é incerto. “Se surgir um macaco morto com febre amarela  em uma cidade de 2 milhões de habitantes, começo a vacinar amanhã  dois milhões de habitantes. Se surgir amanhã um macaco em uma cidade de 3 milhões de habitantes, começo a vacinar 3 milhões de habitantes. Se não surgir, não vacino ninguém”, concluiu. (Agência Brasil)



  • Médicos poderão se recusar a fazer abortos nos EUA

    Em mais um aceno a grupos conservadores dos EUA, o governo de Donald Trump anunciou nesta quinta (18) a criação de um departamento para garantir a liberdade religiosa e de consciência nos serviços de saúde do país -o que deve repercutir em casos de aborto, eutanásia ou cirurgias de mudança de sexo, entre outros.

    Com a mudança, profissionais de saúde que tenham objeções morais ou religiosas a determinadas práticas podem se declarar impedidos de atuar, sem por isso estar sujeitos a punições.

    + Milhares de mulheres protestam na Polônia a favor do aborto

    A nova Divisão de Consciência e Liberdade Religiosa, subordinada ao Departamento de Saúde, receberá petições de quem se sentir atingido. Ela atuará com base na Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de expressão, e em outras quatro legislações federais, que estabelecem proteções contra discriminação religiosa e práticas abortivas.

    O site da agência cita como exemplos casos de aborto, eutanásia, suicídio assistido, esterilização ou "procedimentos que sejam contrários às suas crenças morais ou religiosas".

    O secretário interino de Saúde dos EUA, Eric Hargan, afirmou que os profissionais que se opunham a realizar alguns desses procedimentos vinham sendo "discriminados e intimidados" nos serviços de saúde.

    Para ele, com a medida, Trump cumpre sua promessa de reforçar a liberdade religiosa no país. Grupos conservadores e antiaborto comemoraram a medida, divulgada na véspera da Marcha pela Vida, em Washington.

    "Essa liberdade religiosa é o que distingue a América de tantas outras nações", afirmou a ativista Kristen Waggoner, presidente da Aliança em Defesa da Liberdade, ligada a cristãos conservadores.

    Já ativistas dos direitos LGBT e da causa pró-aborto afirmaram que a criação da agência discrimina trans e homossexuais –e pode estimular a intolerância.

    "Trata-se de uma tentativa barata de Trump de satisfazer os grupos ultraconservadores que o colocaram no poder", disse a vice-presidente do grupo Católicos pela Escolha, Sara Hutchinson Ratcliffe.  Com informações da Folhapress.



  • Febre amarela: 2,6 milhões de pessoas ainda precisam se vacinar na Bahia

    Cerca de 2,6 milhões de pessoas ainda precisam ser vacinadas na Bahia para o estado cumprir a meta de imunizar 95% da população de 105 municípios baianos. De acordo com levantamento feito pelo jornal Correio junto à Secretaria da Saúde do Estado, metade delas está em Salvador, que ainda precisa vacinar aproximadamente 50,7% da população, o equivalente a 1,338 milhão de pessoas. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) aponta que tem doses suficientes para atender todo o público. Entre as 105 cidades baianas que precisam cumprir a cobertura de 95%, estipulada pelo Ministério da Saúde, apenas 11 já alcançaram o índice. Os dados da Sesab levam em conta imunizações dos últimos dez anos. No entanto, não há previsão de punição para os estados e municípios que não alcançarem a meta. Ainda segundo dados divulgados pelo Correio nesta quinta-feira (18), o município de São Miguel das Matas registra o pior índice de imunização, com apenas 27,5% da população vacinada contra febre amarela. A secretaria de Saúde do município alega que os dados da Sesab estão desatualizados. Na outra ponta da lista, Jaborandi tem 122,5% da população imunizada. O "excedente" de 22,5% corresponde à vacinação de turistas e moradores de municípios vizinhos.