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  • Na véspera do fim do prazo, 123 vagas do Mais Médicos ainda não foram preenchidas, diz ministério

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    Levantamento divulgado nesta quinta (6) pelo Ministério da Saúde aponta que ainda restam 123 vagas disponíveis no programa Mais Médicos. Segundo a pasta, 3.721 médicos já se apresentaram aos municípios onde deverão trabalhar. O edital oferta, ao todo, 8.517 vagas em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas.

    Na última terça-feira (4), 200 profissionais desistiram de trabalhar no Mais Médicos e as vagas foram reabertas.

    O prazo de inscrição vai até sexta (7), às 23h59, e os médicos têm até o dia 14 para se apresentarem nos municípios.







  • Cientistas desenvolvem exame capaz de detectar câncer em 10 minutos

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    Uma equipe de cientistas da Universidade de Queensland, em Brisbane, na Austrália, desenvolveu um exame que, em 10 minutos, permite detectar as células cancerosas e realizar um diagnóstico inicial mais rápido. A pesquisa, publicada na revista Nature Communications, serviu para analisar as diferenças no DNA entre as células cancerosas e as que não estão danificadas.

    Em todas as células humanas maduras, o DNA sofre modificações em um processo chamado metilação, que está programado geneticamente, de modo que a informação genômica nas células cancerosas é significativamente diferente das células sadias.

    A equipe liderada pelo cientista Matt Trau concluiu que a diferença no processo de metilação das células cancerosas influi nas propriedades físicas e químicas do DNA.

    Os cientistas utilizaram esse comportamento distinto para desenvolver um exame que permite detectar o câncer a partir da análise de uma pequena quantidade de DNA do paciente e cujo resultado sai em 10 minutos.

    O teste foi aplicado em 103 amostras humanas de DNA, das quais 72 pertenciam a pessoas com câncer e 31 eram de indivíduos sadios.

    Os pesquisadores destacaram que, por enquanto, nesta etapa de desenvolvimento, só é possível detectar a presença de células cancerosas, não seu tipo ou o estágio da doença e que seria necessário analisar mais mostras para poder conseguir uma análise mais detalhada.

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  • 84% das vagas disponíveis no Mais Médicos já foram ocupadas

    No 3º dia de inscrição, 84% das 8.517 vagas disponíveis para substituir os cubanos no Mais Médicos foram preenchidas. Segundo o Ministério da Saúde, 19.994 médicos com registros nos conselhos de medicina ou que revalidaram o diploma no país já fizeram a inscrição.

    Desse total, 13.341 foram efetivadas e 7.154 profissionais já estão alocados no município para atuação imediata.

    As vagas estão distribuídas em 2.824 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas.

    Isso é mais que o dobro do número de médicos em atuação no país. “A alta procura dos profissionais e os ataques cibernéticos ao sistema de inscrição provocaram lentidão no sistema e, por isso, o Ministério da Saúde prorrogou as inscrições”.

    As inscrições, que iriam até domingo (25.nov), foram prorrogadas até 7 de dezembro.

    (com informações da Agência Brasil)



  • SUS vai oferecer novo medicamento contra hepatite C

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    Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (16) no Diário Oficial da União incorpora o medicamento Sofosbuvir em associação ao Velpatasvir para o tratamento da hepatite Crônica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

    De acordo com o texto, o prazo máximo para efetivar a oferta na rede pública é de 180 dias. O relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) sobre o medicamento está disponível no site.

    A Conitec informou, por meio de nota, que a associação entre o Sofosbuvir (400 mg) e o Velpatasvir (100 mg) será utilizada de acordo com o protocolo clínico para o tratamento da doença e apresenta uma posologia bastante favorável e cômoda ao paciente (um comprimido ao dia).

    “Além disso, a medicação trata todos os genótipos do vírus da hepatite C e, dependendo da condição clínica dos pacientes, o tratamento pode durar 12 semanas com alta eficácia e segurança”, destacou a comissão.







  • Brasil tem mais de 1,9 mil casos de sarampo confirmados

    Até o dia 1º de outubro, 1.935 casos de sarampo foram confirmados no Brasil – sendo 1.525 no Amazonas e 330 em Roraima. O Amazonas contabiliza ainda 7.873 caso em investigação e Roraima, 101. Casos isolados foram registrados em São Paulo (3), no Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (33), em Rondônia (3), Pernambuco (4), no Pará (14), Distrito Federal (1) e em Sergipe (4).

    Ainda de acordo com a pasta, dez mortes por sarampo foram confirmadas, sendo quatro em Roraima (3 estrangeiros e 1 brasileiro), quatro no Amazonas (todos brasileiros, sendo 2 em Manaus e 2 no município de Autazes) e dois no Pará (indígena e venezuelano).



  • Governo quer fechar acordo para reduzir níveis de açúcar em alimentos

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    O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, anunciou hoje (1º), em Brasília, que ainda este mês será finalizado um acordo com a indústria de alimentos processados para a redução do nível de açúcar em vários produtos.

    Segundo ele, nesse primeiro momento, a proposta vai incluir iogurtes, achocolatados, sucos em caixinha, refrigerantes, bolos e biscoitos.

    “Cada um terá um nível de redução de açúcar, que será estabelecido até 2021, quando sentaremos novamente com a indústria para definir um novo patamar”, disse Occhi, durante o lançamento de uma pesquisa sobre perfil da população idosa brasileira.

    O ministro disse que o acordo com a indústria é uma das ações preventivas contra problemas de saúde que poderão contribuir para a melhoria da qualidade de vida população em crescente envelhecimento no país.

    Atualmente, os idosos representam 14,3% dos brasileiros, ou seja, 29,3 milhões de pessoas.







  • Terapia imune contra câncer leva Prêmio Nobel de Medicina

    Os pesquisadores James P. Allison, dos EUA, e Tasuku Honjo, do Japão, foram laureados nesta segunda-feira, 1, com o prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia pela descoberta de uma terapia contra câncer por inibição da regulação imunológica negativa.

    Allison, chefe do Departamento de Imunologia do MD Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas, estudou uma proteína que funciona como um freio para o sistema imunológico. Ele percebeu o potencial de soltar esse freio e assim liberar as células imunológicas para atacar tumores. Ele desenvolveu esse conceito em uma nova abordagem para o tratamento de pacientes.

    Honjo, da Universidade de Kyoto, descobriu uma proteína nas células do sistema imunológico e revelou que ela também funciona como um freio, mas com um mecanismo de ação diferente. Terapias baseadas em sua descoberta mostraram-se surpreendentemente eficazes na luta contra o câncer.

    Para os organizadores da premiação, a descoberta laureada neste ano constitui um marco na luta contra o câncer por aproveitar a capacidade do sistema imunológico de atacar as células cancerígenas soltando os freios das células do sistema imunológico.

    O prêmio é entregue pelo Instituto Karolinska, na Suécia, e abre a temporada de 2018 do Prêmio Nobel. Nesta terça-feira será a vez de Física e na quarta, de Química. Na sexta-feira será entregue o da Paz. E na segunda, 8, o de Economia.



  • Prevenção ao Suicídio é tema de palestra promovida pela SSP

    'Prevenção ao Suicídio' e 'Setembro Amarelo' – mês escolhido pela comunidade médica para abordar o tema – foram assuntos de palestras realizadas, na manhã desta quinta-feira (27), no auditório 'Investigador Mestre Álvaro', no Centro de Operações e Inteligência 2 de Julho da Secretaria da Segurança Pública. 

    A médica Mirian Elza Gorender, doutora em psiquiatria, detalhou como a campanha internacional de prevenção ao suicídio foi criada e discutiu formas de identificar e ajudar pessoas que estejam em situação de risco. “Aqui, no Brasil, a 'Setembro Amarelo' é considerada a maior campanha anti-estigma do mundo”, revelou, acrescentando que “esta iniciativa existe em 40 países”.

    Psicóloga da Polícia Militar, a subtenente Elisângela Santana afirmou que a corporação  dispõe de uma rede de acolhimento, formada por uma equipe multidisciplinar – médicos, psicólogos, nutricionistas, instrutores de educação física, dentre outros profissionais –    preparada para amparar os seus integrantes.

    “A saúde do servidor, que atua no atendimento ao público, é uma das preocupações da Secretaria da Segurança Pública”, sinalizou o coronel Antônio Carlos Silva Magalhães, superintendente da Superintendência de Telecomunicações (Stelecom), cujo Núcleo de Saúde e Movimento, em parceria com o Departamento de Saúde da Polícia Militar, promoveu o evento. Na oportunidade, foi lançada a cartilha 'Criando Laços/ Diga Sim à Vida!'.







  • Municípios que não atingiram a meta devem prorrogar campanha de vacinação

    O Ministério da Saúde prorrogou até 14 de setembro a Campanha Nacional de Vacinação contra Pólio e Sarampo. Pelos dados preliminares, a média de vacinação está em 88%. Em apenas sete estados a meta de vacinar pelo menos 95% do público-alvo foi atingida.

    Estados e municípios que não atingiram a meta devem manter a campanha por mais 15 dias. Devem ser vacinadas contra a poliomielite o sarampo crianças de 1 ano a 4 anos e 11 meses.

    Até o momento, mais de 1,3 milhão de crianças não recebeu o reforço dessas vacinas. A recomendação é que estados e municípios façam busca ativa para garantir que o público-alvo da campanha seja vacinado.







  • Governo libera R$ 3 milhões para combater surto de sarampo no Amazonas

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    Publicada no Diário Oficial da União de hoje (28) portaria do Ministério da Saúde que autoriza o repasse de R$ 3 milhões em recursos do Fundo Nacional de Saúde ao Fundo Estadual de Saúde do Amazonas, para combate ao surto de Sarampo no estado.

    O repasse será alocado no Grupo de Vigilância em Saúde para a implementação de ações de vigilância epidemiológica, laboratorial, imunizações e educação em saúde.

    Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e no Amazonas. Até o último dia 21, foram confirmados 1.087 casos no Amazonas, enquanto 6.693 permanecem em investigação.

    Já Roraima confirmou 300 casos da doença e 67 continuam em investigação.

    Há ainda, de acordo com o Ministério da Saúde, casos isolados e relacionados à importação nos seguintes estados: São Paulo (2), Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (16), Rondônia (1), Pernambuco (2) e Pará (2).



  • Campanha de vacinação contra sarampo e pólio termina na sexta

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    A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo termina na próxima sexta-feira (31). Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem receber as doses, independentemente de sua situação vacinal. Dados do Ministério da Saúde mostram que 4,1 milhões de crianças em todo país ainda precisam ser imunizadas.

    De acordo com a pasta, até a última sexta-feira (24), 62% do público-alvo havia sido vacinado. Foram aplicadas, ao todo, mais de 14 milhões de doses – cerca de 7 milhões de cada. A meta do governo federal é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças na faixa etária estabelecida e criar uma barreira sanitária de proteção da população.

    Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço.

    No caso da pólio, as crianças que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral. Para o sarampo, todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos vão receber uma dose da tríplice viral, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.

    Entre os estados com menor cobertura estão Rio de Janeiro, com 40,15% do público-alvo vacinado para pólio e 41,45% para sarampo, e Roraima, que tem 44,61% para pólio e 41,09% para sarampo. Já os estados com as melhores coberturas vacinais são Amapá, com 90,33% para pólio e 90,14% para sarampo, seguido por Rondônia, com 89,86% para pólio e 88,44% para sarampo. 

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  • Dia D de vacinação contra pólio e sarampo será neste sábado

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    Postos de saúde em todo o país abrem as portas amanhã (18), sábado, para o chamado Dia D de Mobilização Nacional contra o sarampo e a poliomielite.

    Todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos devem receber as doses, independentemente de sua situação vacinal. A campanha segue até 31 de agosto.

    A meta do governo federal é imunizar 11,2 milhões de crianças e atingir o marco de 95% de cobertura vacinal nessa faixa etária, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Até a última terça-feira (14), no entanto, 84% das crianças que integram o público-alvo ainda não haviam recebido as doses.

    Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço.

    No caso da pólio, as que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral. 

    Para o sarampo, todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos vão receber uma dose da Tríplice Viral, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias.







  • Câncer de próstata tem novo tratamento aprovado pela Anvisa

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    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de indicação terapêutica do medicamento Xtandi (enzalutamida) para o tratamento de homens com câncer de próstata não metastático resistente à castração. O produto será comercializado na forma farmacêutica de cápsula gelatinosa, com concentração de 40 miligramas (mg).

    O produto tem registro na Anvisa desde dezembro de 2014, com indicação aprovada como antineoplásico para o tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração, em adultos que são assintomáticos ou ligeiramente sintomáticos, após falha de terapia de privação androgênica. Também tem uso aprovado para tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração em adultos que já tenham recebido terapia com docetaxel.

    Segundo a agência, estudos realizados pela indústria apontam que o Xtandi apresentou melhora na sobrevida livre de metástases. Testes indicaram que o medicamento reduziu em 70,8% o risco de agravamento da doença quando comparado ao placebo, além de ter aumentado a mediana da sobrevida livre de metástases de 14,7 meses (no grupo placebo) para 36,6 meses no grupo da enzalutamida (diferença de 21,9 meses).







  • Mais agressivo, H1N1 triplica mortes por gripe; crianças não batem meta vacinal

    Com o avanço do vírus H1N1, o número de mortes por gripe neste ano no Brasil quase triplicou em relação ao mesmo período do ano passado. São 839 vítimas, segundo dados do Ministério da Saúde, até 14 de julho. Considerado mais agressivo, o tipo H1N1 do vírus é o que mais circula no País. O total de óbitos já é 68% maior do que o relatado em todo o ano de 2017.

    O número de registro de casos de gripe também aumentou: houve alta de 162% ante o mesmo período do ano passado. De acordo com especialistas, também é comum haver subnotificação de ocorrências menos graves. 

    Coordenador de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde de São Paulo, o infectologista Marcos Boulos explica que o tipo de vírus em circulação no País hoje é mais agressivo em relação ao que circulou há um ano. “O H1N1 é mais agressivo. Mata em todas as idades e o H3N2 (outro tipo de vírus) pega mais em idosos”, diz. 

    O Estado é o mais afetado. Segundo o ministério, são 1.702 casos dos 4.680 de todo o País. E quase 40% das mortes por gripe no Brasil foram registradas em São Paulo (320). Nem todos óbitos são de pacientes com pelo menos um fator de risco (como gravidez, diabete e velhice). Do total de mortos, um em cada quatro não se encaixa nesses grupos mais vulneráveis. 

    Para Boulos, é possível que a transmissão tenha queda com a diminuição do frio. “Mas ainda não começou a cair. Temos níveis altos de transmissão.” Só na capital, houve, segundo a Prefeitura, 59 mortes até terça-feira da semana passada (42 delas por H1n1) – ante 22 no mesmo período de 2017. A situação também preocupa no interior.

    Em Bauru, há um mês morreu o mecânico Alberto Baroni, de 46 anos, deixando a mulher, Ângela, e três filhos. “Não dá para acreditar. Bastou uma gripe forte e perdi meu marido.” Na cidade, diz a prefeitura, são 27 casos este ano – a maior parte por H1N1. Das dez mortes, 9 foram por esse subtipo. 

    Altamente contagiosa, a gripe pode ser prevenida com a vacina. As doses disponíveis na rede pública protegem contra os três subtipos do vírus (H1N1, H3N2 e influenza B). O País conseguiu bater a meta de vacinar 90% do público-alvo este ano, após duas prorrogações da campanha. Mas a cobertura vacinal não é homogênea. O Centro-Oeste e o Nordeste foram as únicos regiões a atingir a meta. Norte, Sudeste e Sul tiveram as menores coberturas, 86,6%, 86,9% e 88,6%, respectivamente.

    Maior risco

    O público das gestantes e das crianças entre 9 meses e 5 anos é o que mais preocupa. Entre as grávidas do Estado, a cobertura é de só 70%. Já entre as crianças, é de 79%, ainda assim abaixo da meta. Na capital paulista, a cobertura é ainda menor: 54,8% entre as gestantes e 58,4% entre as crianças. No País, esses mesmos grupos não atingiram o objetivo de proteção. 

    O Ministério da Saúde informou que não estuda retomar vacinação. A pasta ainda disse ter aplicado, para o público-alvo, 52 milhões de doses. Para outros grupos, foi aplicado 2,6 milhões de doses. 

    Para Paulo Olzon, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a campanha antivacinação atrapalha. “Tem muita fake news falando de efeitos nocivos da vacina. Tem uma série de desserviços.” 

    “Muitos acreditam que, após tomar vacina, desenvolvem a gripe. Não tem nada a ver”, diz Zarifa Khoury, da Sociedade Brasileira de Infectologia. Na rede pública, a vacina é aplicada para o público prioritário e foi estendida, em algumas cidades, para crianças entre 5 e 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos. 

    Rede privada têm alta de 20% na busca por imunizantes

    A procura por vacinas em clínicas particulares aumentou cerca 20% em 2018, em relação ao ano anterior, estima Geraldo Barbosa, presidente da Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas. "Ano a ano, o público adulto, que não é muito sensibilizado pelos médicos para tomar a vacina, está fazendo essa busca espontânea. Esse grupo é o que não está (como alvo) nas campanhas.” Na rede privada, diz ele, o imunizante custa entre R$ 80 e R$ 140.

    Na tarde desta segunda-feira, 23, a analista de sistemas Alessandra Veleda, de 40 anos, buscou uma clínica para se vacinar contra a gripe e imunizar as filhas Ana Luiza, de 3 anos, e Isabela, de 6 anos. “Teve caso (de H1N1)na escola das duas. A gente ouve muito na televisão e, agora, chegou muito perto”, diz ela, que procurou uma unidade nos Jardins, zona sul. 

    “O aumento de casos preocupa muito. Eu lido com bastante gente, trabalho em uma empresa com mais de mil funcionários. Se me protejo, também protejo minhas filhas”, conta a analista. O marido de Alessandra, também de 40 anos, é outro que pretende se vacinar.

    Perguntas e respostas

    Quais são as diferenças entre os vírus que causam gripe?
    De acordo com o Ministério da Saúde, existem três tipos de vírus influenza que circulam no Brasil: A, B e C. O tipo C causa apenas infecções respiratórias brandas e não têm impacto na saúde pública, não estando relacionado com epidemias. O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias (A/H1N1 e A/H3N2).

    O que muda de ano para ano?
    Um vírus pode sofrer mutação e trazer infecções mais sérias porque não encontra uma população protegida por exposições anteriores.

    A vacinação cobre todos os vírus? Como o imunizante é feito?
    A vacina contra gripe ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra todos os tipos. O mesmo ocorre na rede particular. A definição da composição do imunizante muda a cada ano, considerando as cepas que mais circularam no Hemisfério Sul, no ano anterior. Para 2018, a Organização Mundial da Saúde definiu a composição da vacina com duas cepas de influenza A (H1N1 e H3N2) e uma linhagem de influenza B.

    A campanha pública deste ano já terminou?
    Sim. E a meta geral de 90% do público-alvo foi alcançada. Nos postos de saúde, porém, podem ser encontradas vacinas remanescentes. O público prioritário são crianças de 6 meses até menores de 5 anos, gestantes, puérperas, idosos, indígenas e pessoas com comorbidades. Em alguns municípios, a faixa etária de quem pode receber a dose foi ampliada para crianças de 5 a 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos. 

    Quem não está no grupo prioritário deve buscar vacina na rede privada?
    Segundo especialistas, quem puder deve se proteger. “A vacina é ideal para todo mundo. Ela diminui formas graves da doença”, afirma Raquel Muarrek, infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz.

    Há outras formas de se prevenir, além da vacina?
    Sim. É recomendável evitar aglomerações e lugares fechados. Além disso, recomenda-se lavar bem as mãos com água e sabão, usar álcool em gel para higienização, manter os ambientes arejados e evitar o contato com pessoas gripadas e resfriadas.(Estadão )

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  • Brasil tem 667 casos confirmados de sarampo em 6 Estados

    O Brasil tem 677 casos confirmados de sarampo. Os dados sobre a doença foram atualizados nesta quarta-feira, 18, pelo Ministério da Saúde. Segundo a pasta, o País enfrenta dois surtos de sarampo: um em Roraima e outro no Amazonas - regiões mais atingidas pelo vírus.

    O Estado do Amazonas tem 444 casos de sarampo confirmados. Em Roraima, são 216. Há confirmações ainda nos Estados de Rondônia (1), Rio de Janeiro (7), São Paulo (1) e Rio Grande do Sul (8). 

    O País tem outros 2.724 casos em investigação. Segundo o Ministério da Saúde, os surtos no Brasil estão relacionados à importação da doença - o genótipo do vírus é o mesmo que circula na Venezuela.

    Em 2017, casos de sarampo em venezuelanos que viajaram a Roraima foram confirmados, causando um surto da doença no Estado. Houve, então, a ampliação de registros da doença para Manaus neste ano, de acordo com a pasta.

    O Ministério Saúde informou que mantém equipes técnicas para acompanhar as ações de enfrentamento da doença no Amazonas e em Roraima. "A pasta tem qualificado profissionais de saúde com o objetivo de possibilitar a identificação de sinais e sintomas que definem um caso suspeito de sarampo, além da adoção de outras ações de vigilância epidemiológica."

    Em São Paulo, um caso da doença foi confirmado em abril em Ribeirão Preto. Trata-se de uma profissional de saúde que viajou ao Líbano. O registro foi considerado um caso importado da doença. Foram feitas ações de monitoramento da doença na região, mas não foi identificada transmissão do vírus e a paciente se recuperou.

    Como se prevenir contra o sarampo

    O sarampo é uma doença altamente contagiosa cuja principal forma de prevenção é a vacinação. Apesar da importância da imunização, o País tem cobertura vacinal abaixo da meta definida pelo Ministério da Saúde e preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo a pasta, a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral) em 2017. A meta é de 95%.

    A vacina contra o sarampo deve ser tomada em duas doses: uma aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses (tetra viral). Crianças de 5 a 9 anos de idade que não foram vacinadas anteriormente devem tomar duas doses da vacina tríplice com intervalo de 30 dias entre as doses. Entre 6 e 31 de agosto uma campanha de vacinação será realizada no País. O público-alvo são crianças de 1 ano a menores de 5 anos.

    Vacinação no mundo

    O mundo registrou no ano passado um recorde de crianças vacinadas – 123 milhões, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, 17, pelo Unicef e pela OMS – uma alta que ocorre tanto por aumento da população quanto de cobertura vacinal. O Brasil, porém, caminha na contramão desse movimento, com queda na porcentagem de crianças vacinadas nos últimos três anos.

    Perguntas e respostas sobre o sarampo

    Como se pega o sarampo?

    O sarampo uma doença viral e contagiosa. Segundo Filipe Piastrelli, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o paciente adquire a doença por partículas respiratórias e nem sempre quem transmite está com sintomas. "O vírus pode entrar pela conjuntiva do olho ou pelas mucosas, começa a se multiplicar e chega à circulação sanguínea, quando atinge o maior potencial de transmissão."

    Quais são os sintomas?

    O primeiro é a febre, que quase todos os pacientes têm. Depois de um ou dois dias, tem início um quadro com tosse, coriza e conjuntivite. Só depois aparecem as lesões na pele. "A incubação dura de sete a 21 dias, mas a pessoa começa a transmitir cinco dias antes de aparecerem os sintomas e continua transmitindo por cinco dias", explica o infectologista do Sabará Hospital Infantil Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior.

    Como é feito o diagnóstico?

    Por exames clínicos e laboratoriais.

    Se for confirmado que o paciente está com sarampo, ele deve ficar isolado?

    Sim. Como é uma doença contagiosa, ele deve evitar o contato com outras pessoas e, caso receba visitas, elas devem usar máscaras.

    A vacina é eficaz para evitar a doença? Em quanto tempo ela começa a fazer efeito?

    "É uma vacina boa, com mais de 90% de eficácia. A proteção plena vai ocorrer de dez a 14 dias", diz Oliveira Júnior.

    Qualquer pessoa pode tomar a vacina?

    Não. Assim como a vacina da febre amarela, ela é feita com vírus vivo atenuado. Ela não é recomendada para gestantes, bebês com menos de 1 ano e pacientes imunodeprimidos. "A primeira escolha é fazer a vacina, se a pessoa tem alguma contraindicação, faz a imunoglobulina, que tem anticorpos formados e reduz formas graves da doença", explica Piastrelli.

    Quantas doses devem ser tomadas?

    Tanto o Ministério da Saúde quanto a Organização Mundial da Saúde recomendam duas doses durante a vida. No Brasil, as doses são aplicadas com 12 e 15 meses de vida. Caso a pessoa só tenha tomado uma dose, deve tomar a segunda até os 29 anos. Se nunca tomou até essa idade, só será necessário tomar uma dose entre os 30 e os 49 anos.

    A pessoa deve tomar a vacina se perdeu a caderneta e não sabe se foi imunizada?

    Sim. As doses recomendadas devem ser tomadas pelo paciente.

    Pessoas que tiveram contato com pacientes infectados também são beneficiadas pela vacina?

    Se tomada até 72 horas após o contato, a vacina é capaz de reduzir formas mais graves da doença. Mas as ações de bloqueio sempre devem ser realizadas.

    Fontes: Filipe Piastrelli, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior, gerente de qualidade e do serviço de controle de infecção hospitalar do Sabará Hospital Infantil; Ministério da Saúde; Organização Mundial da Saúde

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