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  • Cientistas da Fiocruz concluem que pernilongo comum não transmite vírus Zika

    Foto/Criação/Agência Brasil

    Cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) concluíram que o pernilongo ou muriçoca, mosquito de hábitos doméstico e noturno, de nome científico Culex quinquefasciatus, não transmite o vírus Zika. A pesquisa foi divulgada ao público nesta terça-feira (6), em conjunto com a revista científica PLoS (Public Library of Science) Neglected Tropical Diseases, e tem parceria do Instituto Pasteur de Paris. Os trabalhos foram coordenados pelo médico veterinário Ricardo Lourenço, do IOC, e envolveram um total de 42 pesquisadores. Em uma primeira fase, no ano passado, eles coletaram cerca de 1.600 mosquitos, cerca da metade deles Culex e o restante Aedes aegypti, em quatro bairros da cidade do Rio: Copacabana, Manguinhos, Triagem e Jacarepaguá. Uma pequena parte, só 26 indivíduos, era de Aedes albopictus. Os mosquitos foram testados e nenhum dosCulex era portador do vírus Zika. Em uma segunda fase, foi criada uma colônia de mosquitos no IOC e eles foram expostos, alimentados e contaminados com sangue contendo o vírus Zika. 

    Os insetos foram minuciosamente examinados para detectar se havia vírus vivo neles, incluindo o estômago, a cabeça e a saliva, mas mesmo assim não foi identificado o causador da Zika nos pernilongos. “Nós examinamos a saliva do mosquito, para ver se o vírus ativo infectante estava ali. Nós não encontramos nenhuma vez o vírus. Isto nos convenceu de que esse mosquito não era capaz de transmitir a Zika. Já os Aedes aegypti se infectavam de 80% a 100% das vezes, com uma quantidade de saliva com muitos vírus”, disse Ricardo Lourenço. O cientista afirmou que o trabalho, que descarta a transmissão do Zika pelo pernilongo comum, representa um direcionamento importante para as políticas públicas de combate à doença, pois evitará desperdício de recursos financeiros e esforços de saúde no combate a esse inseto em particular. Outras informações podem ser obtidas na página do IOC na internet.

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  • Bahiafarma produzirá medicamentos contra câncer e anemia falciforme

    Foto: Mateus Pereira/GOVBA

    Em parceria com o laboratório Cristália, a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma) vai produzir em Vitória da Conquista, sudoeste baiano, fármacos para tratamento de tumores (tamoxifeno e capecitabina) e da doença falciforme (hidroxiureia), a fim de atender à demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) de todo o país. O acordo prevê a produção de mais de 100 milhões de cápsulas e comprimidos ao ano. O investimento estimado é de R$ 20 milhões na instalação da unidade, que deve gerar cerca de 300 postos diretos de trabalho e ter sua produção também destinada à exportação.  O memorando de entendimento para a construção da fábrica foi assinado pela Bahiafarma e pelo laboratório no dia 22 deste mês, durante viagem do governador Rui Costa a Vitória da Conquista. O galpão para instalação da fábrica já foi construído pela administração municipal. "Nossa estimativa é que a unidade esteja funcionando em um ano", afirmou Rui. “A subsidiária da Bahiafarma solucionará definitivamente a demanda dos pacientes com anemia falciforme, visto que o mercado brasileiro sofre com irregularidade no abastecimento do medicamento importado”, explicou o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas. Vilas-Boas ressalta que a Bahia registra a maior incidência da doença no Brasil, por se tratar de uma disfunção que atinge principalmente a população negra. “São mais de quatro mil pessoas cadastradas na Fundação de Hemoterapia e Hematologia da Bahia (Hemoba) com a doença, que deve ser diagnosticada logo após o nascimento, por meio do teste do pezinho. Estima-se que a cada 650 nascidos vivos, um possui a doença e traço falciforme”, disse. Segundo o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias, a assinatura do convênio é mais um passo no processo de expansão da Bahiafarma como um centro indutor de um polo industrial farmoquímico e biotecnológico no Estado. 

    “Além de representar a ampliação dessa indústria no estado, a produção desses medicamentos vai significar, para o SUS, sensível redução de custos para sua aquisição”, destacou. De acordo com o executivo, a hidroxiureia foi introduzida na lista de medicamentos estratégicos na última reunião do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (Gecis), o que o coloca como potencial participante do sistema de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) – acordos de transferência de tecnologia entre laboratórios privados e públicos – e o qualifica para compra centralizada por parte do Ministério da Saúde. A Bahiafarma pleiteia que os outros dois medicamentos também passem a integrar a lista de medicamentos estratégicos. “Além disso, serão criados empregos qualificados no interior da Bahiafarma, haverá domínio local de um processo tecnológico avançado e estratégico e o Estado passará a ter uma nova e importante fonte de receita, contribuindo, ainda mais, para a descentralização do Complexo Industrial da Saúde no País”, observou Dias.

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  • Jovem denuncia médico por cobrar R$ 2.500 para fazer cesárea pelo SUS

    Foto: Reprodução/TV Bahia

    Uma adolescente de 17 anos, que não quis se identificar, denunciou que um médico obstetra da Maternidade Ester Gomes, em Itabuna, sul da Bahia, se negou a fazer um parto cesáreo nela pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme a gestante, o médico Luis Leite pediu R$ 2.500 para fazer o procedimento. O caso aconteceu na segunda-feira (22). A adolescente estava com 40 semanas de gestação e sentido dores quando procurou atendimento na maternidade. Durante toda a gravidez, ela fez acompanhamento pelo SUS. Como a jovem não aceitou fazer o pagamento, o parto foi feito em outro hospital, o Manoel Novaes. O bebê teve complicações e está internado na UTI da unidade médica. "[O médico] falou que a cada cesárea que ele faz pelo SUS ele perde R$ 20. Perguntou se meu marido trabalhava. Eu falei que trabalhava na empresa 'tal' [sic.]. Aí ele [médico] disse: então não tem dinheiro, é pobre, não pode pagar essa cesárea", relatou a jovem. 

    A adolescente conta que chegou à maternidade com o laudo de um cardiologista, emitido no dia 22 de julho. De acordo com o relatório médico, ela apresentava crises de pressão alta, relacionadas à ansiedade, por isso foi recomendado o parto cirúrgico, com anestesia, para evitar estresse. De acordo com a jovem, as orientações do laudo não foram levadas em conta pelo médico Luis Leite, que, após a adolescente se recusar a fazer o pagamento, receitou uma medicação e liberou a paciente para casa. A sogra da jovem, a auditora fiscal Nailma dos Santos Nascimento Moura, está indignada. "E agora, meu neto está na UTI, numa situação grave. A família toda transtornada, todo mundo muito triste, por conta de uma negligência", afirmou.Informações do G1 Bahia.

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  • Anvisa proíbe divulgação de produto à base de Mutamba que promete cura da aids

    Foto: Reprodução

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, hoje (26), a divulgação de produto feito à base da planta Mutamba, com a promessa falsa de cura da Aids/HIV. A decisão foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União. O produto tem sido divulgado na internet, mas, segundo a Anvisa, a medida é preventiva, porque não foram encontrados indícios da comercialização do Mutamba contra aids, como é chamado. A Anvisa destacou que o produto não tem registro na agência e é, portanto, um produto clandestino, de origem e composição desconhecida. “O produto feito à base da planta Mutamba, não tem registro na agência, nem apresenta ensaios clínicos que comprovem suas características medicinais. Os produtos irregulares, isto é, que estejam fora das exigências da agência não oferecem garantia de eficácia, segurança e qualidade que são necessárias para saber se funcionam e são seguros”, acrescentou a Anvisa. A Anvisa alertou ainda que produtos e medicamentos irregulares ou falsificados podem não fazer efeito, prejudicar tratamentos médicos ou, em casos mais graves, comprometer a saúde do cidadão. A agência orienta que antes de comprar ou divulgar itens de origem suspeita ou não registrados, os cidadãos podem entrar em contato com a Anvisa por meio do canal (0800-642-9782).



  • Pesquisa diz que mulheres com incontinência urinária têm vida sexual afetada

    Foto: Reprodução

    Uma pesquisa feita por profissionais do Ambulatório de Disfunção Miccional do Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra que mulheres com incontinência urinária têm a vida sexual e a qualidade de vida mais afetada do que as que têm controle da urina. Cerca de 15% a 30% da população acima de 60 anos apresentam algum grau de incontinência e as mulheres têm probabilidade até duas vezes maior de apresentar o problema. Para a pesquisa, foram analisadas 356 mulheres (243 incontinentes e 113 continentes), com idades que variaram entre 30 e 80 anos, por meio de questionários e exames na bexiga e a constatação foi a de que 53% das que sofriam de perda involuntária da urina também apresentavam disfunção sexual e 10% delas classificavam como ruim a qualidade de vida. No grupo de mulheres sem o problema, esses índices ficaram em 29% e 3,9%. “Mulheres com incontinência urinária têm risco aumentado de ter impacto grande na qualidade de vida sexual desistindo de ter atividade e as que ainda têm relações têm menor satisfação porque algumas perdem urina na hora da relação. Isso leva a constrangimentos e faz com que elas evitem o sexo por vergonha. A maioria não perde urina na relação, mas o simples fato da incontinência existir faz com que ela prefira evitar contato com o parceiro”, disse o coordenador do ambulatório e orientador da pesquisa, Fernando Almeida.



  • Bahia registra 60 mil casos de suspeita de dengue até julho de 2016

    Foto: Reprodução

    Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), 59.875 casos de suspeita de dengue já foram registrados na Bahia, até julho de 2016. De acordo com a Sesab, o número é 11% maior que no mesmo período do ano passado. As vacinas que imunizam contra a doença já começaram a chegar em algumas clínicas particulares de Salvador. Um dos estabelecimentos tem no estoque 100 doses, que serão comercializadas a R$ 400 a dose. As vacinas só serão aplicadas com agendamento, pois depois de aberta a validade é seis horas. O preço determinado pelo Governo Federal para a vacina vai de R$ 132 a R$ 138, dependendo do estado, mais o valor da aplicação. São necessárias três doses que devem ser tomadas em um intervalo de seis meses. "Esse valor [R$ 135] é o valor que o dono da vacina vai vender para o distribuidor. 

    O preço de aquisição do distribuidor é um e ele [o distribuidor] vai colocar todos os seus custos e vai vender para a clínica. A clínica tem todo os seus custos diretos e indiretos, o valor da aplicação e aí esse valor fica um pouco mais alto", diz Tharita Teixeira, gerente técnica de laboratório. Em outras grandes cidades do país como Rio de Janeiro e Brasília, o preço médio da dose custa R$ 300. Já em São Paulo, o custo é de R$ 250. Apesar do preço, o advogado Iran Costa Pinto conta que, para ele, pagar pela vacina não é um gasto, mas um investimento. "É um benefício à nossa saúde. Tenho condições nesse valor, mas acredito que a grande parte da população não vai ter condições de ter acesso à vacina", disse. A imunização contra a dengue é voltada para pessoas entre 9 e 45 anos. Mulheres grávidas ou amamentando não podem ser imunizadas. A vacina não protege contra Zika e Chikungunya. O Ministério da Saúde ainda estuda a possibilidade de comprar e dar a vacina de graça para população. Informações do G1/Bahia.

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  • Anvisa publica novas regras para venda de medicamento sem receita médica

    Foto: Reprodução

    Os critérios a que um medicamento deve atender para ser classificado como isento de prescrição médica e possa ser vendido diretamente ao consumir, sem receita, foram publicados na edição de hoje (3) do Diário Oficial da União. A Resolução da Diretoria Colegiada 98/2016, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), traz novas regras e fixa sete critérios para que o medicamento seja registrado como isento de prescrição. Os critérios dizem respeito ao tempo mínimo de comercialização; perfil de segurança; indicação para tratamento de doenças não graves; indicação de uso por curto período; ser manejável pelo paciente; baixo potencial de risco em situações de mau uso ou abuso; e não apresentar potencial de dependência. A proposta de texto para a resolução passou por consulta pública no ano passado e cidadãos, representantes da sociedade civil e do setor regulador, puderam enviar contribuições. O texto publicado hoje no Diário Oficial da União foi aprovado pela Anvisa em julho e substitui a resolução anterior (138/2003) que não previa a possibilidade de atualização da lista de medicamento isento de prescrição. De acordo com a Anvisa, isso impossibilitou que medicamentos que têm perfil de segurança e uso compatíveis com a venda sem prescrição fossem incorporados à categoria de venda. A resolução traz ainda as orientações para que as farmacêuticas possam solicitar o enquadramento e reenquadramento de medicamentos na lista dos isentos de prescrição.



  • Jovem cria sachê que possibilita ingestão de leite comum a intolerantes à lactose

    Foto: Reprodução

    Uma novidade criada pela estudante Maria Valoto, 16 anos, pode facilitar a vida dos intolerantes à lactose. A paranaense desenvolveu um sachê que possibilita a ingestão de leite comum, sem maiores complicações, para aqueles que possuem a restrição. A ideia surgiu de pesquisadores da universidade Unopar, de Londrina, e foi desenvolvida pela jovem, com o apoio de professores do colégio em que ela estuda, o Interativa, da mesma cidade. A cápsula do sachê guarda a enzima lactase, responsável pela "quebra" da lactose e para usá-la basta colocar no leite e esperar de quatro a cinco horas para surtir efeito. Após o período, o produto deixa de ter lactose. "O que diferencia a cápsula de todos os produtos que a gente tem, hoje, é a aplicação. A maioria dos produtos (para intolerantes à lactose) é de uso oral, você ingere o medicamento e pode consumir algo que tenha lactose. As capsulas, não: são de uso direto no leite. Então, em vez de pagar mais por um leite sem lactose, você compraria as cápsulas e o leite comum. Colocaria as cápsulas no leite com lactose e o leite se torna um leite sem lactose", explica em entrevista ao G1. Segundo a estudante, o objetivo é entregar um produto barato e simples de usar. 

    "De todos, o maior prêmio é impactar a vida das pessoas. Quando a gente começa a pesquisar mais sobre o assunto, a gente vê a dificuldade que as famílias encontram com essa questão. Então, ver que eu estou produzindo algo que vai beneficiar muita gente é uma realização pessoal muito grande. Eu me sinto extremamente feliz", celebra. Com o projeto, ela tornou-se finalista da feira de ciências do Google, com premiação final marcada para setembro, na sede da empresa, na Califórnia. Informações do Bahia Noticias.

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  • OAB entra na luta por implantação de novos leitos de UTI em Conquista

    Foto: Reprodução

    A Justiça Federal autorizou a participação da OAB Conquista na Ação Civil Pública que pede a implantação de 144 leitos de UTI adulto, 46 leitos UTI neonatal e 11 leitos de UTI pediátrica na macrorregião sudoeste e no Município de Vitória da Conquista. A ação foi impetrada pelo Ministério Público Federal e Defensoria Pública da Bahia, em maio deste ano, contra os governos Municipal e Estadual. A investigação que gerou a Ação teve início após o óbito de um paciente que aguardou por 15 dias vaga para a UTI do Hospital de Base do município. No pedido liminar, os órgãos pedem a instalação e o funcionamento de pelo menos 50% da quantidade necessária (50 leitos de UTI adulto, 15 leitos de UTI neonatal e 03 leitos de UTI pediátrica) no prazo de 90 dias. Outra solicitação em caráter liminar é a transferência de todos os pacientes que se encontram ou venham a se encontrar necessitados de atendimento em UTI para hospitais públicos ou particulares detentores de tais unidades. 

    A Justiça ainda não analisou o pedido de liminar, mas, nessa quinta-feira (28), autorizou que a OAB Conquista, através de sua Comissão de Direitos Coletivos e Difusos, participe do processo como amicus curiae (instituição que tem por finalidade fornecer subsídios às decisões dos tribunais, oferecendo-lhes melhor base para questões relevantes e de grande impacto). “O pleito se trata de medida de extrema urgência, uma vez que hoje o quadro se mostra caótico, estando a vida de centenas de pessoas em risco na nossa cidade por conta de uma omissão inadmissível do Poder Público”, destacou o presidente da OAB, Ubirajara Ávila Brito.

    Fonte: Blog da Resenha Geral

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  • Vacina contra a dengue é testada em 17 mil brasileiros

    Foto: Reprodução

    A vacina brasileira contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan será testada em voluntários da cidade de Porto Alegre (RS). Esta é a última etapa de testes antes de ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser produzida em larga escala e usada em campanhas de imunização. Participam voluntários, com idade entre 18 a 59 anos. Uma equipe médica vai acompanhar os efeitos da vacina durante cinco anos. Os pesquisadores vão comparar a consistência da resposta imune entre os diferentes lotes da vacina. Durante os testes, dois terços dos voluntários recebem a vacina e, no restante, é aplicado um placebo. A vacina foi produzida para proteger contra os quatro sorotipos da dengue com uma única dose. Outros testes também estão em andamento em Manaus (AM), Fortaleza (CE), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), São José do Rio Preto (SP) e São Paulo (SP). No total, os testes envolverão 17 mil voluntários em 13 cidades brasileiras. As vacinas foram desenvolvidas em parceria com os institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos. São produzidas com vírus vivos, mas geneticamente enfraquecidos, pois assim a resposta imunológica tende a ser mais forte. Os vírus presentes na vacina não têm potencial para provocar a dengue.



  • Pesquisa revela que casos graves de obesidade podem reduzir até dez anos de vida

    Foto Reprodução

    Estar acima do peso pode reduzir a expectativa de vida em um ano. Nos casos onde há obesidade média ou severa, essa perda pode variar de três a dez anos. Isso foi o que mostrou uma pesquisa da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, publicada na revista inglesa The Lancet. O estudo mostrou que o risco de morte em homens, antes dos 70 anos, aumentou de 19% em indivíduos com peso normal, para 29,5% nos moderadamente obesos. No sexo feminino, a relação de aumento é de 11% para 14,6%. De acordo com a endocrinologista Aline Garcia Melo, do Hapvida, a tendência é que a obesidade continue a crescer nos próximos anos. Atualmente, o Brasil é o quinto país do mundo em obesidade. “De cada quatro brasileiros, um é obeso e isso não se deve apenas à alimentação, mas a  fatores que, quando juntos, tornam o problema uma epidemia, um verdadeiro caso de saúde pública”, esclarece.

     O cirurgião bariátrico e diretor médico  Erivaldo Alves lembra que 80% da obesidade está associada ao fator genético e apenas 20% aos fatores ambientais e, entre eles, a alimentação. “Mais que um problema por si só, a obesidade está associada a mais 20 outras doenças, a exemplo das cardíacas, a infertilidade, a gordura no fígado, cânceres, acidente vascular cerebral, incontinência urinária, depressão entre outros”, pontua o médico. Informações do Correio 24 Horas.

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  • SUS deve adotar uso preventivo de pílula anti-HIV para pessoas em risco

    Pílula do medicamento Truvada, usado na profilaxia pré-exposição (PrEP)

    O Ministério da Saúde estuda incorporar do SUS a estratégia do uso preventivo do medicamento Truvada para evitar a infecção por HIV. Chamado de profilaxia pré-exposição (PrEP), o método consiste no uso diário do remédio – que combina os antirretrovirais tenofovir e emtricitabina – por grupos mais vulneráveis à exposição ao vírus. O anúncio foi feito durante uma apresentação da diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, na Conferência Internacional de Aids, em Durban, na África do Sul, na última segunda-feira (18). 

    Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais prepara um protocolo clínico de PrEP que será encaminhado à Comissão de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec) até o final desde ano. Segundo o ministério, a expectativa é atender 10 mil pessoas no primeiro ano de incorporação. A estratégia, que deve ser ofertada em serviços especializados do SUS, será destinada a "populações com alto risco de infecção pelo HIV". A pasta, porém, não detalhou o perfil dos grupos que serão beneficiados. as informações são do G1.

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  • Famílias com casos de microcefalia terão prioridade no Minha Casa, Minha Vida

    O governo federal anunciou nesta quinta-feira (14) mudança no programa Minha Casa, Minha Vida. É para dar prioridade a famílias com crianças nascidas com microcefalia dispensando-as do sorteio para serem incluídas no projeto. O anúncio foi feito pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo, em solenidade no Palácio do Planalto. “É com satisfação, atendendo orientação do presidente da República, neste momento em que o país e, de modo especial, a Região Nordeste, sofrem com a Zika e o surto de microcefalia, que o Ministério das Cidades, dentro das prioridades de atendimento da população brasileira de acesso a esse programa na faixa 1, passa a estabelecer a prioridade máxima às famílias que tenham tido filhos portadores da microcefalia”, disse o ministro à Agência Brasil. A faixa 1 é destinada a quem tem renda familiar de até R$ 1,8 mil por mês. Araújo informou que o Brasil tem hoje 8.451 casos suspeitos de microcefalia notificados, 3.142 casos suspeitos que ainda estão sendo investigados, 1.687 confirmados e 3,6 mil descartados.



  • Pesquisa investiga ação de vírus de gado em bebês com microcefalia no Nordeste

    Foto: Fernanda Birolo / Embrapa

    O surto de microcefalia registrado no Nordeste pode ter outras causas além da contaminação do feto pelo zika durante a gestação. Pesquisadores brasileiros encontraram em amostras de fetos com microcefalia provocada por zika traços de um outro vírus, o BVDV, um agente que até hoje se imaginava afetar rebanhos animais, como bovinos. Os indícios, embora ainda tenham de ser comprovados com testes mais específicos, foram considerados relevantes pelos cientistas. Por precaução, eles comunicaram o Ministério da Saúde antes mesmo da publicação do trabalho em revista científica, em reunião de emergência feita na semana passada. A pesquisa foi feita por integrantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo IPESQ, Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto. Diante das suspeitas, uma série de medidas foi adotada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi comunicada e ontem foi realizada uma reunião com o Ministério da Agricultura para avaliar medidas de proteção do gado, caso a hipótese seja mais tarde confirmada. Um grupo do Ministério da Saúde foi destacado nesta semana para ajudar a estudar o caso. Equipes foram enviadas a campo, na Paraíba, para tentar buscar ligações entre as mulheres que tiveram seus embriões com suspeita de contaminação por BVDV. Embora intrigados com resultados, pesquisadores que participam do estudo ouvidos pela reportagem mostram-se cuidadosos. Eles dizem ser precipitada qualquer conclusão. Os trechos do BVDV foram encontrados em três amostras, um número ainda considerado pequeno para fazer alguma afirmação categórica. O grupo agora concentra esforços para fazer o sequenciamento do vírus. Uma tarefa que é cara. Justamente por isso, buscaram auxílio do Ministério da Saúde. "Essa é uma peça importante dentro desse quebra-cabeças. Nunca foi descartada a possibilidade de que, além do zika, outro vírus estivesse relacionado ao aumento de casos de bebês com problemas neurológicos", disse um integrante da força-tarefa destacada para avaliar o caso, que atua em Pernambuco. O BVDV é um vírus presente no rebanho de vários países, incluindo o Brasil. Da mesma família do zika (Flaviviridae), ele causa no gado uma série de doenças, como diarreias e problemas respiratórios

     O que chama mais a atenção, no entanto, é a grande quantidade de casos de abortos e de más-formações provocadas por esses vírus no gado. Entre os problemas encontrados, está a artrogripose, uma síndrome que provoca má-formação em articulações, já identificada em alguns bebês com microcefalia. Foi justamente essa semelhança na forma do ataque do vírus na formação do feto de gado e dos bebês com microcefalia associada ao zika que despertou o interesse dos pesquisadores. Assim como acontece com bebês, a literatura mostra que o impacto do BVDV na formação do feto bovino muda de acordo com o período de infecção. "Abortos e más-formações são mais comuns no primeiro trimestre da gestação dos bovinos", afirmou o professor do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade Federal de Santa Maria, Eduardo Flores. Assim como de humanos, o período de gestação no gado é de 9 meses. O professor afirma que, embora muito presente no rebanho brasileiro, até hoje não houve relato sobre a transmissão do BVDV para seres humanos. Também não há registros sobre contaminação do vírus no meio ambiente. Uma das hipóteses de pesquisadores é de que o fato de o zika e o BVDV serem da mesma família possa aumentar a possibilidade de interação. "Talvez isso ajude a explicar a forma como o zika rompe a barreira placentária e ataca o feto", diz um representante do governo de Pernambuco. Essa interação poderia também ajudar a explicar um fato que intriga autoridades sanitárias e a comunidade científica em geral: por que algumas regiões do Nordeste brasileiro foram muito mais afetadas pela síndrome provocada nos bebês pelo zika do que outros Estados ou outros países? A resposta ouvida até agora era de que a epidemia de zika em outras regiões do País é muito recente e que, por isso, seria preciso esperar alguns meses até que bebês com a síndrome congênita começassem a nascer. "O tempo está passando e a epidemia de grandes proporções esperada no Sudeste não está acontecendo", afirmou o representante. O último boletim do Ministério da Saúde sobre a microcefalia mostra que há 1.417 casos confirmados no Nordeste e 106 no Sudeste. (Fonte:Bahianoticia)

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  • Combate ao Aedes: Temer veta isenção fiscal para repelentes, larvicidas e inseticidas

    Apesar da série de ações promovidas em todo o país para combate ao Aedes aegypti, o presidente interino Michel Temer vetou a isenção de impostos para produtos como repelentes, larvicidas e inseticidas. O tópico fazia parte da Medida Provisória publicada em janeiro, que prevê a entrada forçada de agentes de saúde em imóveis suspeitos de terem focos do mosquito. Sancionada, a lei foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (28), com veto também para o artigo que previa incentivo fiscal do imposto devido por pessoas físicas e jurídicas que fizessem doações a projetos de combate ao Aedes aegypti. Segundo a Agência Brasil, a entrada forçada de agentes de saúde é permitida nos casos em que os imóveis estejam em situação de abandono e em que o dono do imóvel esteja ausente ou não tenha permitido a entrada. Se necessário, os agentes poderão solicitar a ajuda à autoridade policial ou à guarda municipal. A lei institui também o Programa Nacional de Apoio ao Combate às Doenças Transmitidas pelo Aedes (Pronaedes), com o objetivo de financiar projetos de combate à proliferação do mosquito transmissor. O Ministério da Saúde terá até 30 dias, contados a partir da publicação, para regulamentar critérios e procedimentos para a aprovação de projetos deste programa. Ainda de acordo com a lei, as mães de crianças acometidas por sequelas neurológicas decorrentes de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti terão direito a licença-maternidade pelo período de 180 dias. Ao final desse período, a criança terá direito, na condição de pessoa com deficiência, a receber benefício de prestação continuada temporário pelo prazo de três anos.(Fonte:Bahianoticia)