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01.04.2016 - SAÚDE
 
Médico responsável por mutirão que cegou 42 pessoas em 2009 continua a atuar na Bahia
 
Médico responsável por mutirão que cegou 42 pessoas em 2009 continua a atuar na Bahia
Olho com catarata | Foto: Reprodução / Examesonline
 

Assim como um mutirão de cirurgias de catarata em São Paulo deixou 18 pessoas cegas em janeiro deste ano, na Bahia, caso semelhante fez 42 vítimas, em 2009, e até hoje segue sem punição dos indiciados. Nas palavras do Cremeb, um dos acusados, segue “apto e sem impedimento de exercer a profissão”. À época, os médicos Alailson Mendes Brito (CRM-BA 15031) e Wagner Gomes Dias – que é de Minas Gerais – realizaram 71 cirurgias de catarata na Clínica de Olhos Dr. Alailson Brito, em Eunápolis, no extremo sul do estado. Destes, segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), 66 pacientes eram de baixa renda e beneficiários do Sistema Único de Saúde (SUS). Após os procedimentos, 42 pessoas – na maioria idosas - ficaram cegas.Fonte:Bahianotcia.

 
     
     
 
17.03.2016 - SAÚDE
 
Duas mães com zika dão à luz bebês sem microcefalia em GO, diz SES
 
Duas mães com zika dão à luz bebês sem microcefalia em GO, diz SES
 

De acordo com a secretaria, do início do ano até 5 de março, foram notificados 244 casos de vírus da zika em Goiás. Destes, 24 foram confirmados e 13, descartados. Os outros 207 registros seguem em investigação.

O vírus da zika é apontado como uma das causas da malformação. No entanto, a doença também pode ter causas genéticas, passadas dos pais para a criança, como também por uso de drogas, álcool ou outros produtos tóxicos durante a gestação, além de possíveis infecções que atinjam o bebê durante a gestação.

De março de 2015 até o último dia 14 de março, foram notificados 117 casos de microcefalia em Goiás. Por enquanto, não há caso confirmado de microcefalia provocada por zika no estado. Outras sete situações de malformação registras em Goiás tiveram como causa infecções congênitas, como sífilis.

Microcefalia
Em visita a Goiânia no último dia 9 de março, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse que oprotocolo para diagnósticos de microcefalia mudou. Desde então, passaram a ser notificados como suspeitos os casos de meninos com crânio medindo menos do que 31,9 centímetros e de meninas, menos de 31,5 centímetros.

No início da emergência de microcefalia no Brasil, em novembro, todos os bebês com perímetro cefálico menor que 33 cm eram notificados como microcefalia. Em dezembro, o ministério alterou esse parâmetro, que passou a ser de 32 centímetros. Fonte:G1

 
     
     
 
02.03.2016 - SAÚDE
 
Ministério da Saúde investiga mais de 4,2 mil casos suspeitos de microcefalia no país
 
Ministério da Saúde investiga mais de 4,2 mil casos suspeitos de microcefalia no país
Foto: Reprodução / SigaMais
 

O Ministério da Saúde investiga 4.222 casos suspeitos de microcefalia em todo o país, o que representa 71,5% dos casos notificados (5.909). Até então, já foram confirmados 641 casos em 15 estados brasileiros (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul) e outros 1.046 foram descartados, por apresentarem exames normais ou microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infecciosas - neste caso, o MS investiga apenas microcefalia e alterações do sistema nervoso central relacioandas ao zika vírus. Dos 5.909 casos notificados desde 22 de outubro de 2015, quando começou a investigação, o Nordeste concentra 81% dos casos. Pernambuco lidera com maior incidência (1.672), seguido da Bahia (817), Paraíba (810), Rio Grande do Norte (383), Ceará (352), Rio de Janeiro (261), Alagoas (222), Sergipe (192) e Maranhão (192). Também foram notificados 139 óbitos por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto (natimorto) ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 31 foram confirmados por microcefalia, 96 continuam em observação e 12 foram descartados. Mas do total de microcefalia confirmados, 82 foram notificados por critério laboratorial específico para o vírus zika.  O Ministério da Saúde informa, no entanto, que o dado não representa a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pastas considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês cujo diagnóstico final foi de microcefalia. 

 
     
     
 
27.02.2016 - SAÚDE
 
Epidemia de Zika aumenta recebimento e apreensão de medicamentos abortivos no Brasil
 
Epidemia de Zika aumenta recebimento e apreensão de medicamentos abortivos no Brasil
 

A epidemia de zika e microcefalia provocou um aumento da apreensão de remessas de medicamentos abortivos enviados pelo correio para o Brasil. De acordo com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de junho a novembro de 2015 foram confiscados 36 pacotes da pílula Misoprostol, conhecida no Brasil como Cytotec. Já de dezembro a fevereiro desde ano, período em que o vírus ganhou força, foram 57 remessas. Mas, ainda de acordo com a Anvisa, isso não significa que mais comprimidos de Cytotec tenham sido retidos, porque, antes da zika, as remessas tinhas mais pílulas, o que caracterizava que o receptor seria um revendedor. Agora, com menos comprimidos, as remessas seriam para uso pessoal. O aborto no Brasil só é permitido quando a gravidez é fruto de estupro ou há risco de morte para a mãe, mas ,por determinação do STF, a interrupção da gravidez também passou a ser permitida em casos de fetos anencéfalos. O vírus da zika tem sido ligado a casos de microcefalia e outras malformações congênitas em bebês. A agência informa que, apesar de permitidos no Brasil por conta do uso hospitalar, os medicamentos são de uso controlado e, por conta disso, o receptor precisa apresentar uma autorização especial para retirar os comprimidos. O problema é que, como o aborto é proibido no país, a pessoa estaria se incriminando. Com as apreensões e proibição, o Misoprostol é vendido no mercado negro por todo território tupiniquim, mas muitas vezes é falsificado e, de acordo com especialistas, pode provocar problemas graves para a mãe e para o feto. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, abortos ilegais provocam a morte de uma mulher a cada dois dias no Brasil.Fonte:Bahianoticia.

 
     
     
 
19.02.2016 - SAÚDE
 
Diretora-geral da OMS, Margaret Chan, visitará o Brasil para falar de zika
 
Diretora-geral da OMS, Margaret Chan, visitará o Brasil para falar de zika
A diretora -geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), em Genebra (Foto: Denis Balibouse/Reuters)
 

A diretora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Margaret Chan, 68, fará uma visita ao Brasil na semana que vem, afirmaram ao G1 funcionários do órgão em Genebra.

Chan, sanitarista natural de Hong Kong, dirige a organização desde 2007, e vai discutir com a presidente Dilma Rousseff como coordenar os esforços brasileiros para combate ao zika com o plano global contra o vírus, lançado na última segunda-feira (15) A OMS ainda não deu detalhes da agenda de Chan no Brasil. Funcionários apenas afirmam que a diretora-geral deve desembarcar na terça-feira (23), e conceder uma entrevista coletiva na próxima quarta. O roteiro da visita sai só na segunda-feira.

A médica esteve à frente da iniciativa que terminou por declarar a epidemia de zika uma "emergência global de saúde pública".

Chan foi eleita diretora-geral da OMS após ter sido diretora de saúde em Hong Kong. Em seu primeiro mandato se destacou pelo combate à desnutrição na Ásia e pressão contra problemas sanitários em regimes fechados, como a Coreia do Norte.

Em seu segundo mandato, iniciado em 2012, porém, a OMS sofreu muitas críticas pela demora na reação contra a epidemia de ebola no Oeste da África. Uma reação adequada à epidemia de zika hoje é considerada essencial para a OMS recuperar a credibilidade diante de países em desenvolvimento.Fonte:G1

 
     
     
 
09.02.2016 - SAÚDE
 
Agência europeia cria grupo para acelerar o desenvolvimento da vacina contra Zika
 
Agência europeia cria grupo para acelerar o desenvolvimento da vacina contra Zika
Foto: Venilton Kuchler/ ANPr
 

A Agência Europeia do Medicamento anunciou nesta segunda-feira (8) a criação de um grupo de peritos sobre o vírus Zika para acelerar o desenvolvimento de vacinas contra o vírus. "Não existe atualmente qualquer vacina ou tratamento capaz de proteger ou tratar a infeção pelo vírus, seja aprovado [pelas autoridades sanitárias] ou em fase de ensaios clínicos", informou em comunicado. O objetivo do grupo, segundo a Agência Brasil, é permitir a pesquisa de medicamentos contra o vírus Zika, por meio de pareceres sobre as questões científicas e regulamentares. A agência vai contatar as sociedades farmacêuticas que já começaram a trabalhar em tratamentos ou vacinas e rever todos os novos dados sobre o vírus para permitir uma reação rápida à crise de saúde pública. O Brasil atualmente é o país mais atingido pela epidemia de zika no mundo, com 1,5 milhão de infectados, seguindo-se a Colômbia, com 22.600 casos.

 
     
     
 
04.02.2016 - SAÚDE
 
Ministério da Saúde não libera verba para vacina contra zika do Instituto Butantan
 
Ministério da Saúde não libera verba para vacina contra zika do Instituto Butantan
Foto: Osnei Restio
 

Um dos principais centros em busca da vacina contra o vírus Zika, o Instituto Butantan afirmou que até o momento não recebeu qualquer recurso do Ministério da Saúde para desenvolvimento do projeto. De acordo com o presidente, Jorge Kalil, seriam necessários R$ 30 milhões para a fase inicial do trabalho, que poderia ser concluído em três anos. No entanto, a falta de recursos inviabiliza o prosseguimento. "O início do projeto é bem mais barato. Ele começa a ficar caro bem mais tarde. No começo, com R$ 30 milhões já avançaríamos muito. Isso não é nada. Tem compras que o governo federal faz de anticorpos no valor de R$ 1 bilhão", explicou em entrevista à BBC Brasil. Para Kalil, "se fala muito e se faz pouco" no Brasil, a exemplo do último pronunciamento da presidente Dilma Rousseff. Na noite desta quarta-feira (3), a presidente relembrou a ausência de uma vacina contra zika e reforçou a necessidade de uma "luta urgente" contra o Aedes aegypti. "Eu acho que tinham que arrumar o dinheiro e deixar os cientistas trabalharem", ressaltou Kalil. O presidente do Instituto Butantan ainda denunciou um atraso no recebimento de R$ 300 milhões referentes à última fase de testes da vacina contra dengue, valor compartilhado pelo governo de São Paulo e governo federal. Em nota, o Ministério da Saúde disse que o pré-projeto foi enviado pelo laboratório apenas após reunião em 15 de janeiro. "Todo esse processo está sendo acompanhado pela direção do Instituto Butantan e o documento vai prever ainda recursos para a fase final da vacina contra a dengue", acrescentou a pasta. Com relação aos R$ 30 milhões cobrados por Kalil, o Ministério da Saúde ressaltou os trâmites necessários para qualquer investimento público em tecnologia.Fonte:(Bahianoticia)

 
     
     
 
30.01.2016 - SAÚDE
 
Por telefone, Dilma e Obama fecham parceria para criação de vacina contra o Zika
 
Por telefone, Dilma e Obama fecham parceria para criação de vacina contra o Zika
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
 

A presidenta Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acertaram a criação de um Grupo de Alto Nível entre os dois países para a desenvolvimento de uma vacina e produtos terapêuticos contra o Zika vírus. A cooperação terá como base a parceria já existente entre o Instituto Butantan e o National Institutes of Health (NIH), que já trabalham na produção de uma vacina contra a dengue. "Os presidentes determinaram a realização de contatos entre o Departamento de Saúde dos Estados Unidos e o ministro da Saúde do Brasil, com o objetivo de aprofundar a cooperação”, explica nota divulgada pela Presidência da República nesta sexta-feira (29). Números da Organização Mundial da Saúde apontam que 4 milhões de pessoas já foram infectadas nas Américas, cerca de 1,5 milhão apenas no Brasil. O Zika vírus também está relacionado com o aparecimento de casos de microcefalia em recém-nascidos. No último dia 16 de janeiro, os Estados Unidos confirmaram o primeiro caso de microcefalia causado por contaminação do Zika. Esta semana, Obama pediu agilidade no desenvolvimento de tratamentos para o vírus.

 
     
     
 
27.01.2016 - SAÚDE
 
Grávidas com passagem para países com zika poderão cancelar voo
 
Grávidas com passagem para países com zika poderão cancelar voo
 

Grávidas com passagem aérea comprada das companhias TAM (brasileira) e LAN (chilena) para países da América Latina que tenham registrado casos de infecção pelo zika vírus poderão antecipar seu retorno ou cancelar a viagem sem custos adicionais. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (26), o Grupo Latam, que reúne as duas empresas, oferece alternativas para gestantes com viagens internacionais para os seguintes países: Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Puerto Rico, Suriname e Venezuela. As passageiras grávidas que já chegaram a esses países poderão adiantar o retorno (sujeito à disponibilidade de assentos), sem cobranças adicionais. Já as gestantes com voos programados poderão alterar o destino do voo (sujeito ao pagamento de possíveis diferenças de tarifas) ou solicitar o reembolso do bilhete gratuitamente. Para usufruir dessas facilidades, a passageira deverá apresentar declaração médica mencionando o número de semanas de gestação. Os benefícios também serão concedidos aos acompanhantes que estejam viajando com a grávida no mesmo voo. O zika vírus está associado à microcefalia em bebês recém-nascidos, além de outras enfermidades. Autoridades de saúde dos Estados Unidos já recomendaram que gestantes evitem viajar ao Brasil e a países que tenham registrado casos do vírus.

 
     
     
 
20.01.2016 - SAÚDE
 
Zika: Neuropediatra alerta que bebês sem microcefalia também devem ser acompanhados
 
Zika: Neuropediatra alerta que bebês sem microcefalia também devem ser acompanhados
 

Apesar da preocupação geral com relação às crianças nascidas com microcefalia devido ao surto de Zika vírus, bebês sem alteração no perímetro cefálico também devem ser acompanhados por especialistas. O alerta foi feito pela neuropediatra Adriana Mattos durante seminário realizado pela Fundação José Silveira (FJS) para discussão acerca da relação entre o Zika e a microcefalia. "É importante que toda mãe que tenha tido zika possa fazer um acompanhamento para saber se a criança tem alguma dessas alterações. 

 
     
     
 
28.12.2015 - SAÚDE
 
Brasil tem primeira vacina contra dengue aprovada pela Anvisa
 
Brasil tem primeira vacina contra dengue aprovada pela Anvisa
Foto: Osnei Restio
 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em publicação no Diário Oficial da União desta segunda-feira (28), o registro da primeira vacina contra a dengue no Brasil. Apesar da liberação, a Dengvaxia, da francesa Sanofi Pasteur, ainda terá valor definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, processo que dura em média três meses, mas não tem prazo máximo. Inicialmente, segundo a Agência Brasil, o medicamento será disponibilizado para a rede particular de laboratórios. Definido o preço, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS vai avaliar se vale a pena incorporar o produto ao sistema público de imunizações. O governo vai avaliar custo, efetividade e impactos epidemiológico e orçamentário da incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde. A vacina é indicada para pessoas entre 9 e 45 anos e protege contra os quatro tipos do vírus da dengue. A promessa do fabricante é de proteção de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de 66% contra todos os tipos do vírus. O medicamento deve começar a ser vendido no país no primeiro semestre de 2016 e a capacidade de produção do laboratório é de 100 milhões de doses por ano. O imunizante deve ser aplicado em três doses, com intervalos de seis meses, porém, de acordo com a diretora médica da Sanofi, Sheila Homsani, a partir da primeira dose o produto protege quase 70% das pessoas.

 
     
     
 
06.12.2015 - SAÚDE
 
Zika vírus: entenda a transmissão, os sintomas e a relação com microcefalia
 
Zika vírus: entenda a transmissão, os sintomas e a relação com microcefalia
Aedes aegypti, que transmite dengue e chikungunya, também transmite o zika vírus (Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP)
 

Vírus foi identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. Além de microcefalia, governo estuda possível relação com Guillain-Barré.
 

Identificado pela primeira vez no país em abril, o zika vírus tem provocado intensa mobilização das autoridades de saúde no país. Enquanto a doença costuma evoluir de forma benigna – com sintomas como febre, coceira e dores musculares – o que mais preocupa é a associação do vírus com outras doenças. O Ministério da Saúde já confirmou a relação do zika com a microcefalia e investiga uma possível relação com a síndrome de Guillain-Barré. Veja o que já se sabe sobre o vírus:

Como ocorre a transmissão?

Assim como os vírus da dengue e do chikungunya, o zika também é transmitido pelo mosquitoAedes aegypti.

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas da doença provocada pelo zika vírus são febre intermitente, erupções na pele, coceira e dor muscular. A evolução da doença costuma ser benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias. O quadro de zika é muito menos agressivo que o da dengue, por exemplo.

Como é o tratamento?

Não há vacina nem tratamento específico para a doença. Segundo informações do Ministério da Saúde, os casos devem ser tratados com o uso de paracetamol ou dipirona para controle da febre e da dor. Assim como na dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) deve ser evitado por causa do risco aumentado de hemorragias.

Qual é a relação entre o zika e a microcefalia?

A relação entre zika e microcefalia foi confirmada pela primeira vez no mundo no fim de novembro pelo Ministério da Saúde brasileiro. A investigação ocorreu depois da constatação de um número muito elevado de casos em regiões que também tinham sido acometidas por casos de zika.

É preciso admitir que estamos enfrentando algo novo, que não conhecemos bem. O que sabemos é baseado em aspectos mais gerais e apoiado em experiências de outras doenças transmitidas por mosquitos"

A evidência crucial para determinar essa ligação foi um teste feito no Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado ao Ministério da Saúde no Pará, que detectou a presença do vírus zika em amostras de sangue coletadas de um bebê que nasceu com microcefalia no Ceará e acabou morrendo.

Como a situação é muito recente, ainda não se sabe como o vírus atua no organismo humano, quais mecanismos levam à microcefalia e qual o período de maior vulnerabilidade para a gestante. Segundo o Ministério da Saúde, as investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer essas questões.

Quais são as recomendações para mulheres grávidas?


O Ministério da Saúde orienta algumas medidas para mulheres grávidas ou com possibilidade de engravidar tendo em vista a ocorrência de casos de microcefalia relacionados ao zika vírus.

Uma delas é a proteção contra picadas de insetos: evitar horários e lugares com presença de mosquitos, usar roupas que protejam a maior parte do corpo, usar repelentes e permanecer em locais com barreiras para entrada de insetos como telas de proteção ou mosquiteiros.

É importante informar o médico sobre qualquer alteração em seu estado de saúde, principalmente no período até o quarto mês de gestação. Um bom acompanhamento pré-natal é essencial e também pode ajudar a diminuir o risco de microcefalia.

Há risco de microcefalia se a mulher engravidar depois de se curar do zika?


Segundo o médico Érico Arruda, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, o que se conhece sobre a relação entre o zika e a microcefalia é insuficiente para determinar se há risco de engravidar logo depois de se curar de uma infecção pelo zika vírus.

“O que se pode dizer, baseado em contextos gerais, é que parece que a viremia do zika é curta, ou seja, a pessoa infectada fica pouco tempo com o vírus circulando na corrente sanguínea.” Caso isso seja confirmado, é possível que não haja risco de gravidez logo após o fim da infecção, porém ainda é cedo para ter certeza.

 
     
     
 
04.12.2015 - SAÚDE
 
Greve de médicos peritos do INSS completa 3 meses
 
Greve de médicos peritos do INSS completa 3 meses
Foto: Juliana Almirante/ G1 Bahia
 
Os peritos médicos do Instituto Nacional do Seguro Social  (INSS) já estão há três meses com os atendimentos paralisados. A categoria entrou em greve na Bahia junto com os servidores do órgão, no dia 4 de setembro, e pede a reestruturação da carreira e reposição do quadro de funcionários. Ao G1, o delegado da Associação Nacional dos Médicos Peritos em Salvador, João Eduardo Pereira, explicou que 30% da categoria está em atividade durante o período. "A gente tem que deixar uma pequena parte do efetivo, mas nem todos estão trabalhando em suas funções. Por exemplo, se na agência de Salvador tiverem 24 médicos, para que todos façam perícias, a gerência [da agência] transfere ele para outras funções que precisam de gente como para auditoria e procuradoria. Então, só ficam três quatro médicos fazendo atendimento ao público", detalhou. Em nota, o Ministério do Planejamento informou que aceitou a proposta do grupo em relação à jornada de trabalho e que aceitaria reduzir a jornada de trabalho de 40h para 30h, sem redução de salários. Porém, a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) teria exigido que as 30 horas sejam concedidas de forma isolada, com a mudança já a partir de janeiro de 2016. De acordo com a assessoria nacional do INSS, por causa da greve, a capacidade de realização de perícias foi reduzida em 50%, de uma média mensal de 600 mil para 300 mil em todo o país.
 
 
 
     
     
 
24.09.2015 - SAÚDE
 
Pediatra fala sobre algumas doenças e cuidados que se deve ter com a criança
 
Pediatra fala sobre algumas doenças e cuidados que se deve ter com a criança
Foto: Fabiano Neves / Destaquebahia.com.br
 
O filho (a) é o bem mais precioso que uma família possui, mas, às vezes por falta de instrução ou conhecimento, os pais não procuram um profissional para fazer o acompanhamento de sua saúde, com isso, muitas crianças acabam tendo consequencias que só são descobertas em estágio já avançado, tornando mais caro e até mesmo dificultando o tratamento; o que poderia ter sido evitado com exames periódicos com um pediatra. Para falar sobre isso, o Destaquebahia procurou a Drª Sylviane Caires. Com um vasto conhecimento na área de pediatria e Gastroenterologia, a Drª Sylviane Coelho Caires, que atende a população de Barra da Estiva e Região, fez algumas explanações sobre algumas doenças e até que idade é aconselhavél que haja um acompanhamento na saúde da criança e adolescente. Em entrevista ao Destaquebahia, a Drª Sylviane Coelho Caires, pediatra e pós-graduada em gastroenteriologia pediátrica, profissional responsável por tratar: refluxo, alergias alimentares, constipação, dores abdominais, entre outras doenças, disse que: "o atendimento pediátrico deveria ser até a vida adulta, os 21 anos de idade, mas ocorre que esse acompanhamento na maioria se dá até os 17 anos, em poucos casos", a pediatra explica que "infelizmente 80% dos atendimentos, são para combater doenças, em criança e adolescentes que deveriam ter um auxílio médico anterior e periódico o que evitaria o agravamento de muitos problemas " disse a pediatra, Drª Sylviane Coelho Caires que disponibiliza atendimento de prevenção e tratamento, atuando no desenvolvimento e crescimento saudável de segunda a sexta, das 08h às 17h e aos sábados 08h às 12h na Clinbaby. Localizada na Rua Padre Virgílio Zoppi, 145, centro.Tel : 3450-1688
 
     
     
 
26.08.2015 - SAÚDE
 
Pesquisador acredita que substância desenvolvida na USP cura câncer
 
Pesquisador acredita que substância desenvolvida na USP cura câncer
'A fosfoamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer', diz.
 

Um professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) acredita que conseguiu desenvolver uma substância que pode curar o câncer. Gilberto Orivaldo Chierice coordenou por mais de 20 anos os estudos com a  fosfoetanolamina sintética, que imita uma substância presente no organismo e sinaliza células cancerosas para a remoção pelo sistema imunológico. “A fosfoamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer”, disse o especialista.

Como mostrou o G1, a droga era fornecida gratuitamente em São Carlos, mas uma portaria da universidade proibiu a distribuição até o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, enquanto o produto não é regulamentado, pacientes que tinham conhecimento dos estudos entraram na Justiça para obter as cápsulas. Procurada, a Anvisa disse que não identificou um processo formal para a avaliação do produto em seus registros e que não houve por parte da instituição de pesquisa nenhuma iniciativa ou atitude prática no sentido de transformar o produto em um medicamento. Segundo a agência, para obter o registro, além da requisição, é preciso apresentar documentos e análises clínicas.

 
     
     
 
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