BUSCA PELA CATEGORIA "SAÚDE"

  • Anvisa proíbe divulgação de produto à base de Mutamba que promete cura da aids

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    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, hoje (26), a divulgação de produto feito à base da planta Mutamba, com a promessa falsa de cura da Aids/HIV. A decisão foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União. O produto tem sido divulgado na internet, mas, segundo a Anvisa, a medida é preventiva, porque não foram encontrados indícios da comercialização do Mutamba contra aids, como é chamado. A Anvisa destacou que o produto não tem registro na agência e é, portanto, um produto clandestino, de origem e composição desconhecida. “O produto feito à base da planta Mutamba, não tem registro na agência, nem apresenta ensaios clínicos que comprovem suas características medicinais. Os produtos irregulares, isto é, que estejam fora das exigências da agência não oferecem garantia de eficácia, segurança e qualidade que são necessárias para saber se funcionam e são seguros”, acrescentou a Anvisa. A Anvisa alertou ainda que produtos e medicamentos irregulares ou falsificados podem não fazer efeito, prejudicar tratamentos médicos ou, em casos mais graves, comprometer a saúde do cidadão. A agência orienta que antes de comprar ou divulgar itens de origem suspeita ou não registrados, os cidadãos podem entrar em contato com a Anvisa por meio do canal (0800-642-9782).



  • Pesquisa diz que mulheres com incontinência urinária têm vida sexual afetada

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    Uma pesquisa feita por profissionais do Ambulatório de Disfunção Miccional do Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra que mulheres com incontinência urinária têm a vida sexual e a qualidade de vida mais afetada do que as que têm controle da urina. Cerca de 15% a 30% da população acima de 60 anos apresentam algum grau de incontinência e as mulheres têm probabilidade até duas vezes maior de apresentar o problema. Para a pesquisa, foram analisadas 356 mulheres (243 incontinentes e 113 continentes), com idades que variaram entre 30 e 80 anos, por meio de questionários e exames na bexiga e a constatação foi a de que 53% das que sofriam de perda involuntária da urina também apresentavam disfunção sexual e 10% delas classificavam como ruim a qualidade de vida. No grupo de mulheres sem o problema, esses índices ficaram em 29% e 3,9%. “Mulheres com incontinência urinária têm risco aumentado de ter impacto grande na qualidade de vida sexual desistindo de ter atividade e as que ainda têm relações têm menor satisfação porque algumas perdem urina na hora da relação. Isso leva a constrangimentos e faz com que elas evitem o sexo por vergonha. A maioria não perde urina na relação, mas o simples fato da incontinência existir faz com que ela prefira evitar contato com o parceiro”, disse o coordenador do ambulatório e orientador da pesquisa, Fernando Almeida.



  • Bahia registra 60 mil casos de suspeita de dengue até julho de 2016

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    Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), 59.875 casos de suspeita de dengue já foram registrados na Bahia, até julho de 2016. De acordo com a Sesab, o número é 11% maior que no mesmo período do ano passado. As vacinas que imunizam contra a doença já começaram a chegar em algumas clínicas particulares de Salvador. Um dos estabelecimentos tem no estoque 100 doses, que serão comercializadas a R$ 400 a dose. As vacinas só serão aplicadas com agendamento, pois depois de aberta a validade é seis horas. O preço determinado pelo Governo Federal para a vacina vai de R$ 132 a R$ 138, dependendo do estado, mais o valor da aplicação. São necessárias três doses que devem ser tomadas em um intervalo de seis meses. "Esse valor [R$ 135] é o valor que o dono da vacina vai vender para o distribuidor. 

    O preço de aquisição do distribuidor é um e ele [o distribuidor] vai colocar todos os seus custos e vai vender para a clínica. A clínica tem todo os seus custos diretos e indiretos, o valor da aplicação e aí esse valor fica um pouco mais alto", diz Tharita Teixeira, gerente técnica de laboratório. Em outras grandes cidades do país como Rio de Janeiro e Brasília, o preço médio da dose custa R$ 300. Já em São Paulo, o custo é de R$ 250. Apesar do preço, o advogado Iran Costa Pinto conta que, para ele, pagar pela vacina não é um gasto, mas um investimento. "É um benefício à nossa saúde. Tenho condições nesse valor, mas acredito que a grande parte da população não vai ter condições de ter acesso à vacina", disse. A imunização contra a dengue é voltada para pessoas entre 9 e 45 anos. Mulheres grávidas ou amamentando não podem ser imunizadas. A vacina não protege contra Zika e Chikungunya. O Ministério da Saúde ainda estuda a possibilidade de comprar e dar a vacina de graça para população. Informações do G1/Bahia.

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  • Anvisa publica novas regras para venda de medicamento sem receita médica

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    Os critérios a que um medicamento deve atender para ser classificado como isento de prescrição médica e possa ser vendido diretamente ao consumir, sem receita, foram publicados na edição de hoje (3) do Diário Oficial da União. A Resolução da Diretoria Colegiada 98/2016, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), traz novas regras e fixa sete critérios para que o medicamento seja registrado como isento de prescrição. Os critérios dizem respeito ao tempo mínimo de comercialização; perfil de segurança; indicação para tratamento de doenças não graves; indicação de uso por curto período; ser manejável pelo paciente; baixo potencial de risco em situações de mau uso ou abuso; e não apresentar potencial de dependência. A proposta de texto para a resolução passou por consulta pública no ano passado e cidadãos, representantes da sociedade civil e do setor regulador, puderam enviar contribuições. O texto publicado hoje no Diário Oficial da União foi aprovado pela Anvisa em julho e substitui a resolução anterior (138/2003) que não previa a possibilidade de atualização da lista de medicamento isento de prescrição. De acordo com a Anvisa, isso impossibilitou que medicamentos que têm perfil de segurança e uso compatíveis com a venda sem prescrição fossem incorporados à categoria de venda. A resolução traz ainda as orientações para que as farmacêuticas possam solicitar o enquadramento e reenquadramento de medicamentos na lista dos isentos de prescrição.



  • Jovem cria sachê que possibilita ingestão de leite comum a intolerantes à lactose

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    Uma novidade criada pela estudante Maria Valoto, 16 anos, pode facilitar a vida dos intolerantes à lactose. A paranaense desenvolveu um sachê que possibilita a ingestão de leite comum, sem maiores complicações, para aqueles que possuem a restrição. A ideia surgiu de pesquisadores da universidade Unopar, de Londrina, e foi desenvolvida pela jovem, com o apoio de professores do colégio em que ela estuda, o Interativa, da mesma cidade. A cápsula do sachê guarda a enzima lactase, responsável pela "quebra" da lactose e para usá-la basta colocar no leite e esperar de quatro a cinco horas para surtir efeito. Após o período, o produto deixa de ter lactose. "O que diferencia a cápsula de todos os produtos que a gente tem, hoje, é a aplicação. A maioria dos produtos (para intolerantes à lactose) é de uso oral, você ingere o medicamento e pode consumir algo que tenha lactose. As capsulas, não: são de uso direto no leite. Então, em vez de pagar mais por um leite sem lactose, você compraria as cápsulas e o leite comum. Colocaria as cápsulas no leite com lactose e o leite se torna um leite sem lactose", explica em entrevista ao G1. Segundo a estudante, o objetivo é entregar um produto barato e simples de usar. 

    "De todos, o maior prêmio é impactar a vida das pessoas. Quando a gente começa a pesquisar mais sobre o assunto, a gente vê a dificuldade que as famílias encontram com essa questão. Então, ver que eu estou produzindo algo que vai beneficiar muita gente é uma realização pessoal muito grande. Eu me sinto extremamente feliz", celebra. Com o projeto, ela tornou-se finalista da feira de ciências do Google, com premiação final marcada para setembro, na sede da empresa, na Califórnia. Informações do Bahia Noticias.

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  • OAB entra na luta por implantação de novos leitos de UTI em Conquista

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    A Justiça Federal autorizou a participação da OAB Conquista na Ação Civil Pública que pede a implantação de 144 leitos de UTI adulto, 46 leitos UTI neonatal e 11 leitos de UTI pediátrica na macrorregião sudoeste e no Município de Vitória da Conquista. A ação foi impetrada pelo Ministério Público Federal e Defensoria Pública da Bahia, em maio deste ano, contra os governos Municipal e Estadual. A investigação que gerou a Ação teve início após o óbito de um paciente que aguardou por 15 dias vaga para a UTI do Hospital de Base do município. No pedido liminar, os órgãos pedem a instalação e o funcionamento de pelo menos 50% da quantidade necessária (50 leitos de UTI adulto, 15 leitos de UTI neonatal e 03 leitos de UTI pediátrica) no prazo de 90 dias. Outra solicitação em caráter liminar é a transferência de todos os pacientes que se encontram ou venham a se encontrar necessitados de atendimento em UTI para hospitais públicos ou particulares detentores de tais unidades. 

    A Justiça ainda não analisou o pedido de liminar, mas, nessa quinta-feira (28), autorizou que a OAB Conquista, através de sua Comissão de Direitos Coletivos e Difusos, participe do processo como amicus curiae (instituição que tem por finalidade fornecer subsídios às decisões dos tribunais, oferecendo-lhes melhor base para questões relevantes e de grande impacto). “O pleito se trata de medida de extrema urgência, uma vez que hoje o quadro se mostra caótico, estando a vida de centenas de pessoas em risco na nossa cidade por conta de uma omissão inadmissível do Poder Público”, destacou o presidente da OAB, Ubirajara Ávila Brito.

    Fonte: Blog da Resenha Geral

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  • Vacina contra a dengue é testada em 17 mil brasileiros

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    A vacina brasileira contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan será testada em voluntários da cidade de Porto Alegre (RS). Esta é a última etapa de testes antes de ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser produzida em larga escala e usada em campanhas de imunização. Participam voluntários, com idade entre 18 a 59 anos. Uma equipe médica vai acompanhar os efeitos da vacina durante cinco anos. Os pesquisadores vão comparar a consistência da resposta imune entre os diferentes lotes da vacina. Durante os testes, dois terços dos voluntários recebem a vacina e, no restante, é aplicado um placebo. A vacina foi produzida para proteger contra os quatro sorotipos da dengue com uma única dose. Outros testes também estão em andamento em Manaus (AM), Fortaleza (CE), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), São José do Rio Preto (SP) e São Paulo (SP). No total, os testes envolverão 17 mil voluntários em 13 cidades brasileiras. As vacinas foram desenvolvidas em parceria com os institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos. São produzidas com vírus vivos, mas geneticamente enfraquecidos, pois assim a resposta imunológica tende a ser mais forte. Os vírus presentes na vacina não têm potencial para provocar a dengue.



  • Pesquisa revela que casos graves de obesidade podem reduzir até dez anos de vida

    Foto Reprodução

    Estar acima do peso pode reduzir a expectativa de vida em um ano. Nos casos onde há obesidade média ou severa, essa perda pode variar de três a dez anos. Isso foi o que mostrou uma pesquisa da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, publicada na revista inglesa The Lancet. O estudo mostrou que o risco de morte em homens, antes dos 70 anos, aumentou de 19% em indivíduos com peso normal, para 29,5% nos moderadamente obesos. No sexo feminino, a relação de aumento é de 11% para 14,6%. De acordo com a endocrinologista Aline Garcia Melo, do Hapvida, a tendência é que a obesidade continue a crescer nos próximos anos. Atualmente, o Brasil é o quinto país do mundo em obesidade. “De cada quatro brasileiros, um é obeso e isso não se deve apenas à alimentação, mas a  fatores que, quando juntos, tornam o problema uma epidemia, um verdadeiro caso de saúde pública”, esclarece.

     O cirurgião bariátrico e diretor médico  Erivaldo Alves lembra que 80% da obesidade está associada ao fator genético e apenas 20% aos fatores ambientais e, entre eles, a alimentação. “Mais que um problema por si só, a obesidade está associada a mais 20 outras doenças, a exemplo das cardíacas, a infertilidade, a gordura no fígado, cânceres, acidente vascular cerebral, incontinência urinária, depressão entre outros”, pontua o médico. Informações do Correio 24 Horas.

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  • SUS deve adotar uso preventivo de pílula anti-HIV para pessoas em risco

    Pílula do medicamento Truvada, usado na profilaxia pré-exposição (PrEP)

    O Ministério da Saúde estuda incorporar do SUS a estratégia do uso preventivo do medicamento Truvada para evitar a infecção por HIV. Chamado de profilaxia pré-exposição (PrEP), o método consiste no uso diário do remédio – que combina os antirretrovirais tenofovir e emtricitabina – por grupos mais vulneráveis à exposição ao vírus. O anúncio foi feito durante uma apresentação da diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, na Conferência Internacional de Aids, em Durban, na África do Sul, na última segunda-feira (18). 

    Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais prepara um protocolo clínico de PrEP que será encaminhado à Comissão de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec) até o final desde ano. Segundo o ministério, a expectativa é atender 10 mil pessoas no primeiro ano de incorporação. A estratégia, que deve ser ofertada em serviços especializados do SUS, será destinada a "populações com alto risco de infecção pelo HIV". A pasta, porém, não detalhou o perfil dos grupos que serão beneficiados. as informações são do G1.

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  • Famílias com casos de microcefalia terão prioridade no Minha Casa, Minha Vida

    O governo federal anunciou nesta quinta-feira (14) mudança no programa Minha Casa, Minha Vida. É para dar prioridade a famílias com crianças nascidas com microcefalia dispensando-as do sorteio para serem incluídas no projeto. O anúncio foi feito pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo, em solenidade no Palácio do Planalto. “É com satisfação, atendendo orientação do presidente da República, neste momento em que o país e, de modo especial, a Região Nordeste, sofrem com a Zika e o surto de microcefalia, que o Ministério das Cidades, dentro das prioridades de atendimento da população brasileira de acesso a esse programa na faixa 1, passa a estabelecer a prioridade máxima às famílias que tenham tido filhos portadores da microcefalia”, disse o ministro à Agência Brasil. A faixa 1 é destinada a quem tem renda familiar de até R$ 1,8 mil por mês. Araújo informou que o Brasil tem hoje 8.451 casos suspeitos de microcefalia notificados, 3.142 casos suspeitos que ainda estão sendo investigados, 1.687 confirmados e 3,6 mil descartados.



  • Pesquisa investiga ação de vírus de gado em bebês com microcefalia no Nordeste

    Foto: Fernanda Birolo / Embrapa

    O surto de microcefalia registrado no Nordeste pode ter outras causas além da contaminação do feto pelo zika durante a gestação. Pesquisadores brasileiros encontraram em amostras de fetos com microcefalia provocada por zika traços de um outro vírus, o BVDV, um agente que até hoje se imaginava afetar rebanhos animais, como bovinos. Os indícios, embora ainda tenham de ser comprovados com testes mais específicos, foram considerados relevantes pelos cientistas. Por precaução, eles comunicaram o Ministério da Saúde antes mesmo da publicação do trabalho em revista científica, em reunião de emergência feita na semana passada. A pesquisa foi feita por integrantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo IPESQ, Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto. Diante das suspeitas, uma série de medidas foi adotada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi comunicada e ontem foi realizada uma reunião com o Ministério da Agricultura para avaliar medidas de proteção do gado, caso a hipótese seja mais tarde confirmada. Um grupo do Ministério da Saúde foi destacado nesta semana para ajudar a estudar o caso. Equipes foram enviadas a campo, na Paraíba, para tentar buscar ligações entre as mulheres que tiveram seus embriões com suspeita de contaminação por BVDV. Embora intrigados com resultados, pesquisadores que participam do estudo ouvidos pela reportagem mostram-se cuidadosos. Eles dizem ser precipitada qualquer conclusão. Os trechos do BVDV foram encontrados em três amostras, um número ainda considerado pequeno para fazer alguma afirmação categórica. O grupo agora concentra esforços para fazer o sequenciamento do vírus. Uma tarefa que é cara. Justamente por isso, buscaram auxílio do Ministério da Saúde. "Essa é uma peça importante dentro desse quebra-cabeças. Nunca foi descartada a possibilidade de que, além do zika, outro vírus estivesse relacionado ao aumento de casos de bebês com problemas neurológicos", disse um integrante da força-tarefa destacada para avaliar o caso, que atua em Pernambuco. O BVDV é um vírus presente no rebanho de vários países, incluindo o Brasil. Da mesma família do zika (Flaviviridae), ele causa no gado uma série de doenças, como diarreias e problemas respiratórios

     O que chama mais a atenção, no entanto, é a grande quantidade de casos de abortos e de más-formações provocadas por esses vírus no gado. Entre os problemas encontrados, está a artrogripose, uma síndrome que provoca má-formação em articulações, já identificada em alguns bebês com microcefalia. Foi justamente essa semelhança na forma do ataque do vírus na formação do feto de gado e dos bebês com microcefalia associada ao zika que despertou o interesse dos pesquisadores. Assim como acontece com bebês, a literatura mostra que o impacto do BVDV na formação do feto bovino muda de acordo com o período de infecção. "Abortos e más-formações são mais comuns no primeiro trimestre da gestação dos bovinos", afirmou o professor do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade Federal de Santa Maria, Eduardo Flores. Assim como de humanos, o período de gestação no gado é de 9 meses. O professor afirma que, embora muito presente no rebanho brasileiro, até hoje não houve relato sobre a transmissão do BVDV para seres humanos. Também não há registros sobre contaminação do vírus no meio ambiente. Uma das hipóteses de pesquisadores é de que o fato de o zika e o BVDV serem da mesma família possa aumentar a possibilidade de interação. "Talvez isso ajude a explicar a forma como o zika rompe a barreira placentária e ataca o feto", diz um representante do governo de Pernambuco. Essa interação poderia também ajudar a explicar um fato que intriga autoridades sanitárias e a comunidade científica em geral: por que algumas regiões do Nordeste brasileiro foram muito mais afetadas pela síndrome provocada nos bebês pelo zika do que outros Estados ou outros países? A resposta ouvida até agora era de que a epidemia de zika em outras regiões do País é muito recente e que, por isso, seria preciso esperar alguns meses até que bebês com a síndrome congênita começassem a nascer. "O tempo está passando e a epidemia de grandes proporções esperada no Sudeste não está acontecendo", afirmou o representante. O último boletim do Ministério da Saúde sobre a microcefalia mostra que há 1.417 casos confirmados no Nordeste e 106 no Sudeste. (Fonte:Bahianoticia)

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  • Combate ao Aedes: Temer veta isenção fiscal para repelentes, larvicidas e inseticidas

    Apesar da série de ações promovidas em todo o país para combate ao Aedes aegypti, o presidente interino Michel Temer vetou a isenção de impostos para produtos como repelentes, larvicidas e inseticidas. O tópico fazia parte da Medida Provisória publicada em janeiro, que prevê a entrada forçada de agentes de saúde em imóveis suspeitos de terem focos do mosquito. Sancionada, a lei foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (28), com veto também para o artigo que previa incentivo fiscal do imposto devido por pessoas físicas e jurídicas que fizessem doações a projetos de combate ao Aedes aegypti. Segundo a Agência Brasil, a entrada forçada de agentes de saúde é permitida nos casos em que os imóveis estejam em situação de abandono e em que o dono do imóvel esteja ausente ou não tenha permitido a entrada. Se necessário, os agentes poderão solicitar a ajuda à autoridade policial ou à guarda municipal. A lei institui também o Programa Nacional de Apoio ao Combate às Doenças Transmitidas pelo Aedes (Pronaedes), com o objetivo de financiar projetos de combate à proliferação do mosquito transmissor. O Ministério da Saúde terá até 30 dias, contados a partir da publicação, para regulamentar critérios e procedimentos para a aprovação de projetos deste programa. Ainda de acordo com a lei, as mães de crianças acometidas por sequelas neurológicas decorrentes de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti terão direito a licença-maternidade pelo período de 180 dias. Ao final desse período, a criança terá direito, na condição de pessoa com deficiência, a receber benefício de prestação continuada temporário pelo prazo de três anos.(Fonte:Bahianoticia)



  • Pessoas que tiveram dengue têm mais chances de ter zika vírus, diz estudo

    Foto Reprodução/Google

    Um estudo publicado nesta quinta-feira (23) aponta que pessoas que já tiveram dengue tem mais chances de desenvolverem uma infecção mais severa pelo zika vírus. O estudo feito por pesquisadores do Imperial College London, do Instituto Pasteur de Paris e da Universidade Mahidol de Bangkok sugerem que os anticorpos desenvolvidos contra a dengue são capazes de reconhecer e se ligar ao zika por causa das similaridades dos vírus (ambos são da família dos flavivírus). A pesquisa foi publicada na revista "Nature Immunology". Os anticorpos da dengue podem potencializar a infecção pelo vírus da zika. Segundo o estudo, o fato é similar aos pacientes que são infectados por dengue por mais de uma vez, e que pode ocasionar dengue hemorrágica. 

    Em situações normais, os anticorpos envolvem os vírus ou bactérias, neutralizando esses invasores e possibilitando que o sistema imunológico os destruam. Se o mesmo invasor aparecer novamente, já existem anticorpos treinados para combatê-lo. "Apesar de este trabalho estar em um estágio muito preliminar, ele sugere que a exposição prévia ao vírus da dengue pode potencializar a infecção por zika. Esse pode ser o motivo de o surto atual ser tão severo, e explicar por que ocorreu em áreas onde a dengue é prevalente. Agora precisamos de mais estudos para confirmar esses achados, e progredir rumo a uma vacina", diz o principal autor da pesquisa, Gavin Screaton, do Imperial College London. Os pesquisadores ainda concluíram que, apesar da maior parte dos anticorpos contra dengue potencializarem a infecção do zika, dois tipos específicos de anticorpos contra dengue podem neutralizar o zika. Os pesquisadores estudam a estrutura desses dois anticorpos para desenvolver uma vacina para o zika e a dengue. Ainda nesta semana, o laboratório farmacêutico Inovio, dos Estados Unidos, e o parceiro GeneOne Life Sciences, da Coreia do Sul, receberam aprovação de órgãos de regulação norte-americanos para iniciar testes em humanos com uma vacina contra o vírus zika. Esta foi a primeira aprovação para testes em humanos de uma vacina de zika. O zika vírus já atingiu 61 países. Além disso, outros 10 países tiveram relato de transmissão de zika de indivíduo para indivíduo, provavelmente por via sexual. O Brasil é o país com mais casos da doença, com 138 mil casos, mais 1616 casos de microcefalia.

    Fonte: Bahia Noticias

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  • Partos cesarianos a pedido da gestante passa a obedecer critérios quanto a realização

    Resolução tem como objetivo diminuir cesáreas desnecessárias | Foto: reprodução/google

    O Conselho Federal de Medicina afirma que é ético atender a vontade das gestantes em realizar partos cesarianos, garantida a autonomia do profissional, da paciente e a segurança do binômio materno fetal. A nova norma, passa a vigorar essa semana, e define critérios para realização de cesariana a pedido da paciente no Brasil, estabelecendo que, nas situações de risco habitual e para garantir a segurança do feto, somente poderá ser realizada a partir da 39ª semana de gestação. A autonomia da paciente é um princípio relevante e foi um dos norteadores do CFM para a elaboração dessa norma, que considerou também outros parâmetros bioéticos, como a justiça, a beneficência e a não maleficência.

     Para que o parto cesariano por conveniência da paciente seja aceito, é mister que ela esteja bem informada e tenha sido orientada previamente para compreender as implicações de sua decisão”, explica o conselheiro José Hiran Gallo, relator da Resolução CFM nº 2144/2016 e coordenador da Comissão de Ginecologia e Obstetrícia do CFM. A orientação da CFM é que médicos e pacientes discutam desde as primeiras consultas do pré-natal de forma exaustiva sobre riscos e benefícios, na realização tanto de partos normais quanto cesarianos. Para realização de parto cesariano a pedido, passa a ser obrigatória a elaboração de um termo de consentimento livre e esclarecido pelo médico para que seja registrada a decisão da parturiente. O documento deve ser escrito em linguagem de fácil compreensão, respeitando as características socioculturais da gestante e o médico deve esclarecê-la e orientá-la tanto sobre a cesariana quanto sobre o parto normal.

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  • Plano estratégico da OMS requer US$ 121 milhões para combate à zika

    De acordo com a instituição, o fundo específico é necessário por fatores como o potencial de propagação do vírus (Foto: reprodução)

    Segundo o plano atualizado de resposta estratégica contra o vírus Zika da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta sexta-feira (17), a instituição necessita de US$ 121,9 milhões para implementar ações contra a doença de julho deste ano a dezembro de 2017. No primeiro semestre a meta de doações solicitadas aos países-membros era de US$ 25 milhões, mas só a OMS só conseguiu RS$ 4 milhões. O plano é um guia para que os mais de 60 parceiros envolvidos na resposta global possam agir coordenadamente para diminuir o efeitos da doença. Dentre as prioridades expostas no documento estão a prevenção e os cuidados com as complicações causadas pelo vírus e a expansão da capacidade dos sistemas de saúde, já que a doença traz consequências de longo prazo para as famílias e comunidades. De acordo com a instituição, o fundo específico é necessário por fatores como o potencial de propagação do vírus, devido à ampla distribuição do vetor; a falta de imunidade da população; a falta de vacinas e a desigualdade no acesso ao saneamento básico. Dados do Ministério da Saúde apontam que, até maio, registros 83 mil casos da doença no Brasil e mais de 1.500 bebês com microcefalia e alterações neurológicas, a maior parte causada pelo vírus Zika.

     

    (Fonte: Bahia noticias)