BUSCA PELA CATEGORIA "SAÚDE"

  • Agência europeia cria grupo para acelerar o desenvolvimento da vacina contra Zika

    Foto: Venilton Kuchler/ ANPr

    A Agência Europeia do Medicamento anunciou nesta segunda-feira (8) a criação de um grupo de peritos sobre o vírus Zika para acelerar o desenvolvimento de vacinas contra o vírus. "Não existe atualmente qualquer vacina ou tratamento capaz de proteger ou tratar a infeção pelo vírus, seja aprovado [pelas autoridades sanitárias] ou em fase de ensaios clínicos", informou em comunicado. O objetivo do grupo, segundo a Agência Brasil, é permitir a pesquisa de medicamentos contra o vírus Zika, por meio de pareceres sobre as questões científicas e regulamentares. A agência vai contatar as sociedades farmacêuticas que já começaram a trabalhar em tratamentos ou vacinas e rever todos os novos dados sobre o vírus para permitir uma reação rápida à crise de saúde pública. O Brasil atualmente é o país mais atingido pela epidemia de zika no mundo, com 1,5 milhão de infectados, seguindo-se a Colômbia, com 22.600 casos.



  • Ministério da Saúde não libera verba para vacina contra zika do Instituto Butantan

    Foto: Osnei Restio

    Um dos principais centros em busca da vacina contra o vírus Zika, o Instituto Butantan afirmou que até o momento não recebeu qualquer recurso do Ministério da Saúde para desenvolvimento do projeto. De acordo com o presidente, Jorge Kalil, seriam necessários R$ 30 milhões para a fase inicial do trabalho, que poderia ser concluído em três anos. No entanto, a falta de recursos inviabiliza o prosseguimento. "O início do projeto é bem mais barato. Ele começa a ficar caro bem mais tarde. No começo, com R$ 30 milhões já avançaríamos muito. Isso não é nada. Tem compras que o governo federal faz de anticorpos no valor de R$ 1 bilhão", explicou em entrevista à BBC Brasil. Para Kalil, "se fala muito e se faz pouco" no Brasil, a exemplo do último pronunciamento da presidente Dilma Rousseff. Na noite desta quarta-feira (3), a presidente relembrou a ausência de uma vacina contra zika e reforçou a necessidade de uma "luta urgente" contra o Aedes aegypti. "Eu acho que tinham que arrumar o dinheiro e deixar os cientistas trabalharem", ressaltou Kalil. O presidente do Instituto Butantan ainda denunciou um atraso no recebimento de R$ 300 milhões referentes à última fase de testes da vacina contra dengue, valor compartilhado pelo governo de São Paulo e governo federal. Em nota, o Ministério da Saúde disse que o pré-projeto foi enviado pelo laboratório apenas após reunião em 15 de janeiro. "Todo esse processo está sendo acompanhado pela direção do Instituto Butantan e o documento vai prever ainda recursos para a fase final da vacina contra a dengue", acrescentou a pasta. Com relação aos R$ 30 milhões cobrados por Kalil, o Ministério da Saúde ressaltou os trâmites necessários para qualquer investimento público em tecnologia.Fonte:(Bahianoticia)



  • Por telefone, Dilma e Obama fecham parceria para criação de vacina contra o Zika

    Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

    A presidenta Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acertaram a criação de um Grupo de Alto Nível entre os dois países para a desenvolvimento de uma vacina e produtos terapêuticos contra o Zika vírus. A cooperação terá como base a parceria já existente entre o Instituto Butantan e o National Institutes of Health (NIH), que já trabalham na produção de uma vacina contra a dengue. "Os presidentes determinaram a realização de contatos entre o Departamento de Saúde dos Estados Unidos e o ministro da Saúde do Brasil, com o objetivo de aprofundar a cooperação”, explica nota divulgada pela Presidência da República nesta sexta-feira (29). Números da Organização Mundial da Saúde apontam que 4 milhões de pessoas já foram infectadas nas Américas, cerca de 1,5 milhão apenas no Brasil. O Zika vírus também está relacionado com o aparecimento de casos de microcefalia em recém-nascidos. No último dia 16 de janeiro, os Estados Unidos confirmaram o primeiro caso de microcefalia causado por contaminação do Zika. Esta semana, Obama pediu agilidade no desenvolvimento de tratamentos para o vírus.



  • Grávidas com passagem para países com zika poderão cancelar voo

    Grávidas com passagem aérea comprada das companhias TAM (brasileira) e LAN (chilena) para países da América Latina que tenham registrado casos de infecção pelo zika vírus poderão antecipar seu retorno ou cancelar a viagem sem custos adicionais. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (26), o Grupo Latam, que reúne as duas empresas, oferece alternativas para gestantes com viagens internacionais para os seguintes países: Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Puerto Rico, Suriname e Venezuela. As passageiras grávidas que já chegaram a esses países poderão adiantar o retorno (sujeito à disponibilidade de assentos), sem cobranças adicionais. Já as gestantes com voos programados poderão alterar o destino do voo (sujeito ao pagamento de possíveis diferenças de tarifas) ou solicitar o reembolso do bilhete gratuitamente. Para usufruir dessas facilidades, a passageira deverá apresentar declaração médica mencionando o número de semanas de gestação. Os benefícios também serão concedidos aos acompanhantes que estejam viajando com a grávida no mesmo voo. O zika vírus está associado à microcefalia em bebês recém-nascidos, além de outras enfermidades. Autoridades de saúde dos Estados Unidos já recomendaram que gestantes evitem viajar ao Brasil e a países que tenham registrado casos do vírus.



  • Zika: Neuropediatra alerta que bebês sem microcefalia também devem ser acompanhados

    Apesar da preocupação geral com relação às crianças nascidas com microcefalia devido ao surto de Zika vírus, bebês sem alteração no perímetro cefálico também devem ser acompanhados por especialistas. O alerta foi feito pela neuropediatra Adriana Mattos durante seminário realizado pela Fundação José Silveira (FJS) para discussão acerca da relação entre o Zika e a microcefalia. "É importante que toda mãe que tenha tido zika possa fazer um acompanhamento para saber se a criança tem alguma dessas alterações. 

    Existem crianças que não têm perímetro cefálico diminuído, não têm microcefalia, mas apresentam alterações cerebrais no exame de imagem", disse a profissional em entrevista ao Bahia Notícias. "É um percentual muito pequeno, não é o comum, mas é importante falar isso para não ficar restrito apenas às crianças que têm microcefalia". Entre as alterações comumente encontradas nos bebês, uma das principais é a presença de problemas motores, além de hipertonia. "O tônus muscular é aumentado, o que leva a um atraso de desenvolvimento", explicou a neuropediatra. Também são encontrados, em exames complementares, problemas oftalmológicos e auditivos.A presença de médicos de diferentes especialidades e unidades de saúde da Bahia no evento não tornou os discursos discrepantes: os sintomas presenciados são sempre similares. Alguns profissionais sugeriram até mesmo a revisão da lei que permite aborto em casos específicos para inclusão da microcefalia. "Se para anencéfalos é permitido, por que não discutir o aborto de microcéfalos", argumentou um dos presentes ao relatar a sensação de impotência frente aos casos. De acordo com Adriana Mattos, o que pode ser feito por essas crianças é um processo de estimulação. "A expectativa é que [a estimulação] possa melhorar a situação em que as crianças se encontram, mas a gente sabe que vai ter algum grau de sequela diante dos achados que a gente vê na tomografia. A estimulação é global. Envolve não só a parte motora, mas visão, audição, sensorial, todas as funções cerebrais", afirmou. Como resultado do seminário, foi sugerida a criação de um grupo de pesquisa multidisciplinar sobre microcefalia, com a participação dos profissionais presentes.Fonte: (Bahianoticia)

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  • Brasil tem primeira vacina contra dengue aprovada pela Anvisa

    Foto: Osnei Restio

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em publicação no Diário Oficial da União desta segunda-feira (28), o registro da primeira vacina contra a dengue no Brasil. Apesar da liberação, a Dengvaxia, da francesa Sanofi Pasteur, ainda terá valor definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, processo que dura em média três meses, mas não tem prazo máximo. Inicialmente, segundo a Agência Brasil, o medicamento será disponibilizado para a rede particular de laboratórios. Definido o preço, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS vai avaliar se vale a pena incorporar o produto ao sistema público de imunizações. O governo vai avaliar custo, efetividade e impactos epidemiológico e orçamentário da incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde. A vacina é indicada para pessoas entre 9 e 45 anos e protege contra os quatro tipos do vírus da dengue. A promessa do fabricante é de proteção de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de 66% contra todos os tipos do vírus. O medicamento deve começar a ser vendido no país no primeiro semestre de 2016 e a capacidade de produção do laboratório é de 100 milhões de doses por ano. O imunizante deve ser aplicado em três doses, com intervalos de seis meses, porém, de acordo com a diretora médica da Sanofi, Sheila Homsani, a partir da primeira dose o produto protege quase 70% das pessoas.



  • Zika vírus: entenda a transmissão, os sintomas e a relação com microcefalia

    Aedes aegypti, que transmite dengue e chikungunya, também transmite o zika vírus (Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP)

    Vírus foi identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. Além de microcefalia, governo estuda possível relação com Guillain-Barré.
     

    Identificado pela primeira vez no país em abril, o zika vírus tem provocado intensa mobilização das autoridades de saúde no país. Enquanto a doença costuma evoluir de forma benigna – com sintomas como febre, coceira e dores musculares – o que mais preocupa é a associação do vírus com outras doenças. O Ministério da Saúde já confirmou a relação do zika com a microcefalia e investiga uma possível relação com a síndrome de Guillain-Barré. Veja o que já se sabe sobre o vírus:

    Como ocorre a transmissão?

    Assim como os vírus da dengue e do chikungunya, o zika também é transmitido pelo mosquitoAedes aegypti.

    Quais são os sintomas?

    Os principais sintomas da doença provocada pelo zika vírus são febre intermitente, erupções na pele, coceira e dor muscular. A evolução da doença costuma ser benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias. O quadro de zika é muito menos agressivo que o da dengue, por exemplo.

    Como é o tratamento?

    Não há vacina nem tratamento específico para a doença. Segundo informações do Ministério da Saúde, os casos devem ser tratados com o uso de paracetamol ou dipirona para controle da febre e da dor. Assim como na dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) deve ser evitado por causa do risco aumentado de hemorragias.

    Qual é a relação entre o zika e a microcefalia?

    A relação entre zika e microcefalia foi confirmada pela primeira vez no mundo no fim de novembro pelo Ministério da Saúde brasileiro. A investigação ocorreu depois da constatação de um número muito elevado de casos em regiões que também tinham sido acometidas por casos de zika.

    É preciso admitir que estamos enfrentando algo novo, que não conhecemos bem. O que sabemos é baseado em aspectos mais gerais e apoiado em experiências de outras doenças transmitidas por mosquitos"

    A evidência crucial para determinar essa ligação foi um teste feito no Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado ao Ministério da Saúde no Pará, que detectou a presença do vírus zika em amostras de sangue coletadas de um bebê que nasceu com microcefalia no Ceará e acabou morrendo.

    Como a situação é muito recente, ainda não se sabe como o vírus atua no organismo humano, quais mecanismos levam à microcefalia e qual o período de maior vulnerabilidade para a gestante. Segundo o Ministério da Saúde, as investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer essas questões.

    Quais são as recomendações para mulheres grávidas?


    O Ministério da Saúde orienta algumas medidas para mulheres grávidas ou com possibilidade de engravidar tendo em vista a ocorrência de casos de microcefalia relacionados ao zika vírus.

    Uma delas é a proteção contra picadas de insetos: evitar horários e lugares com presença de mosquitos, usar roupas que protejam a maior parte do corpo, usar repelentes e permanecer em locais com barreiras para entrada de insetos como telas de proteção ou mosquiteiros.

    É importante informar o médico sobre qualquer alteração em seu estado de saúde, principalmente no período até o quarto mês de gestação. Um bom acompanhamento pré-natal é essencial e também pode ajudar a diminuir o risco de microcefalia.

    Há risco de microcefalia se a mulher engravidar depois de se curar do zika?


    Segundo o médico Érico Arruda, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, o que se conhece sobre a relação entre o zika e a microcefalia é insuficiente para determinar se há risco de engravidar logo depois de se curar de uma infecção pelo zika vírus.

    “O que se pode dizer, baseado em contextos gerais, é que parece que a viremia do zika é curta, ou seja, a pessoa infectada fica pouco tempo com o vírus circulando na corrente sanguínea.” Caso isso seja confirmado, é possível que não haja risco de gravidez logo após o fim da infecção, porém ainda é cedo para ter certeza.

    Qual é a relação entre o zika e a síndrome de Guillain-Barré?


    Alguns estados do Nordeste que tiveram a ocorrência do vírus zika têm observado um aumento incomum dos casos da síndrome de Guillain-Barré, como Pernambuco, Bahia, Piauí, Sergipe,Rio Grande do Norte e Maranhão.

    Trata-se de uma doença rara que afeta o sistema nervoso e que pode provocar fraqueza muscular e paralisia de braços, pernas, face e musculatura respiratória. Em 85% dos casos, há recuperação total da força muscular e sensibilidade. Ela pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum entre adultos mais velhos.

    O Ministério da Saúde está investigando esses casos, mas até o momento não confirma a correlação. A pasta deve divulgar as conclusões desse estudo nas próximas semanas.

    Especialistas afirmam que é muito provável que exista uma conexão. “Neste momento, temos que encarar que existe um indício forte de relação entre o zika e a síndrome de Guillain-Barré, mas para ter certeza absoluta precisamos de mais elementos e avaliar com mais profundidade os pacientes que desenvolveram a síndrome”, diz o médico Marcondes Cavalcante França Junior, coordenador do Departamento Científico de Neurogenética da Academia Brasileira de Neurologia.

    Há suspeita de associação do zika com outras doenças?


    Até o momento, não há evidências de que o zika possa estar relacionado a outras doenças além da microcefalia e da possibilidade de conexão com a síndrome de Guillain-Barré.

    O zika já provocou mortes no Brasil?


    Até o momento, o Ministério da Saúde confirma três mortes relacionadas ao vírus zika. Um dos casos é o do bebê do Ceará que nasceu com microcefalia, cujas amostras de sangue serviram como evidência da relação entre o zika e a microcefalia. Outro caso é de um homem do Maranhão que também tinha lúpus. Houve ainda o caso de uma menina de 16 anos no Pará.

    Como é feito o diagnóstico de zika?


    Ainda não há um teste padrão para diagnosticar a doença. “Como o zika é novo, não temos uma padronização nos testes. Para se ter certeza do diagnóstico, é preciso usar a técnica de PCR, que é complexa e não está disponível no mercado”, diz Rodrigo Stabeli, vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    No Brasil, somente três unidades da Fiocruz, além do Instituto Evandro Chagas, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, têm a capacidade de fazer esse exame. “Esses laboratórios têm a missão de desenvolver um método melhor de diagnóstico para suprir esse problema epidemiológico”, diz Stabeli.

    Enquanto não existe um teste padrão, o diagnóstico nas regiões em que já se constatou a presença do vírus vem sendo feito por critérios clínicos.

    Quais são as medidas de prevenção conhecidas?


    Como o zika é transmitido pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito que transmite a dengue e o chikungunya, a prevenção segue as mesmas regras aplicadas a essas doenças. Evitar a água parada, que os mosquitos usam para se reproduzir, é a principal medida.

    Em casa, é preciso eliminar a água parada em vasos, garrafas, pneus e outros objetos que possam acumular líquido. Colocar telas de proteção nas janelas e instalar mosquiteiros na cama também são medidas preventivas. Vale também usar repelentes e escolher roupas que diminuam a exposição da pele. Em caso da detecção de focos de mosquito que o morador não possa eliminar, é importante acionar a Secretaria Municipal de Saúde do município.

    Por enquanto, não existe vacina capaz de prevenir a infecção pelo vírus zika.

    Qual é a diferença entre dengue, chikungunya e zika?


    Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Zika e dengue são do gênero Flavivirus, já o chikunguna é do gênero Alphavirus. 

    As doenças têm gravidades diferentes. A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

    O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras.

    Já a febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a no máximo 7 dias. Apesar de os sintomas serem mais leves do que os de dengue e chikungunya, a relação do vírus com a microcefalia e a possível ligação com a síndrome de Guillain-Barré tem trazido preocupação.

    O Aedes aegypti pode transmitir mais de uma doença ao mesmo tempo?


    Segundo estudos conduzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é possível que um mosquito transmita dengue e chikungunya ao mesmo tempo a um paciente. Ainda não há estudos, porém, que avaliem a possibilidade de o zika vírus ser transmitido simultaneamente aos outros dois vírus

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) está monitorando a situação do zika?


    Sim. A Organização Mundial de Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde emitiram umalerta mundial sobre a epidemia de zika vírus. Segundo a OMS, somente neste ano foram confirmados casos de zika em nove países das Américas. Brasil, Chile - na ilha de Páscoa -, Colômbia, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Suriname e Venezuela.

    Quando o zika foi identificado pela primeira vez?


    O vírus foi identificado pela primeira vez em 1947 em um macaco rhesus na floresta Zika, da Uganda. No Brasil, ele foi identificado pela primeira vez em abril de 2015.

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  • Greve de médicos peritos do INSS completa 3 meses

    Foto: Juliana Almirante/ G1 Bahia

    Os peritos médicos do Instituto Nacional do Seguro Social  (INSS) já estão há três meses com os atendimentos paralisados. A categoria entrou em greve na Bahia junto com os servidores do órgão, no dia 4 de setembro, e pede a reestruturação da carreira e reposição do quadro de funcionários. Ao G1, o delegado da Associação Nacional dos Médicos Peritos em Salvador, João Eduardo Pereira, explicou que 30% da categoria está em atividade durante o período. "A gente tem que deixar uma pequena parte do efetivo, mas nem todos estão trabalhando em suas funções. Por exemplo, se na agência de Salvador tiverem 24 médicos, para que todos façam perícias, a gerência [da agência] transfere ele para outras funções que precisam de gente como para auditoria e procuradoria. Então, só ficam três quatro médicos fazendo atendimento ao público", detalhou. Em nota, o Ministério do Planejamento informou que aceitou a proposta do grupo em relação à jornada de trabalho e que aceitaria reduzir a jornada de trabalho de 40h para 30h, sem redução de salários. Porém, a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) teria exigido que as 30 horas sejam concedidas de forma isolada, com a mudança já a partir de janeiro de 2016. De acordo com a assessoria nacional do INSS, por causa da greve, a capacidade de realização de perícias foi reduzida em 50%, de uma média mensal de 600 mil para 300 mil em todo o país.
     
     



  • Pediatra fala sobre algumas doenças e cuidados que se deve ter com a criança

    Foto: Fabiano Neves / Destaquebahia.com.br

    O filho (a) é o bem mais precioso que uma família possui, mas, às vezes por falta de instrução ou conhecimento, os pais não procuram um profissional para fazer o acompanhamento de sua saúde, com isso, muitas crianças acabam tendo consequencias que só são descobertas em estágio já avançado, tornando mais caro e até mesmo dificultando o tratamento; o que poderia ter sido evitado com exames periódicos com um pediatra. Para falar sobre isso, o Destaquebahia procurou a Drª Sylviane Caires. Com um vasto conhecimento na área de pediatria e Gastroenterologia, a Drª Sylviane Coelho Caires, que atende a população de Barra da Estiva e Região, fez algumas explanações sobre algumas doenças e até que idade é aconselhavél que haja um acompanhamento na saúde da criança e adolescente. Em entrevista ao Destaquebahia, a Drª Sylviane Coelho Caires, pediatra e pós-graduada em gastroenteriologia pediátrica, profissional responsável por tratar: refluxo, alergias alimentares, constipação, dores abdominais, entre outras doenças, disse que: "o atendimento pediátrico deveria ser até a vida adulta, os 21 anos de idade, mas ocorre que esse acompanhamento na maioria se dá até os 17 anos, em poucos casos", a pediatra explica que "infelizmente 80% dos atendimentos, são para combater doenças, em criança e adolescentes que deveriam ter um auxílio médico anterior e periódico o que evitaria o agravamento de muitos problemas " disse a pediatra, Drª Sylviane Coelho Caires que disponibiliza atendimento de prevenção e tratamento, atuando no desenvolvimento e crescimento saudável de segunda a sexta, das 08h às 17h e aos sábados 08h às 12h na Clinbaby. Localizada na Rua Padre Virgílio Zoppi, 145, centro.Tel : 3450-1688



  • Pesquisador acredita que substância desenvolvida na USP cura câncer

    'A fosfoamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer', diz.

    Um professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) acredita que conseguiu desenvolver uma substância que pode curar o câncer. Gilberto Orivaldo Chierice coordenou por mais de 20 anos os estudos com a  fosfoetanolamina sintética, que imita uma substância presente no organismo e sinaliza células cancerosas para a remoção pelo sistema imunológico. “A fosfoamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer”, disse o especialista.

    Como mostrou o G1, a droga era fornecida gratuitamente em São Carlos, mas uma portaria da universidade proibiu a distribuição até o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, enquanto o produto não é regulamentado, pacientes que tinham conhecimento dos estudos entraram na Justiça para obter as cápsulas. Procurada, a Anvisa disse que não identificou um processo formal para a avaliação do produto em seus registros e que não houve por parte da instituição de pesquisa nenhuma iniciativa ou atitude prática no sentido de transformar o produto em um medicamento. Segundo a agência, para obter o registro, além da requisição, é preciso apresentar documentos e análises clínicas.

    Mas, de acordo com Chierice, a substância, também conhecida como fosfoamina, não chegou ao mercado por “má vontade” das autoridades. Ele disse que procurou a Anvisa quatro vezes e foi informado que faltavam dados clínicos. "Essa é a alegação de todo mundo. Mas está cheio de remédios neste país que não têm dados clínicos", desabafou.

    Pediu então à agência um hospital público onde pudesse realizar novos testes - os pesquisadores afirmam que, nos anos 90, a substância foi testada em um hospital de Jaú -, mas contou que não obteve retorno. A Anvisa nega que tenha sido procurada.

    Ação
    O professor aposentado explicou que, com a ingestão das cápsulas, as células cancerosas são mortas e o tumor desaparece entre seis e oito meses de tratamento. "Mas é evidente que um caso é diferente do outro", afirmou, reforçando que o período pode variar de acordo com cada sistema imunológico.

     Contou ainda como a substância age e afirmou que já há outro país interessado em fabricá-la. “Nós podemos ter que comprar esse medicamento a custo de mercado internacional porque já está começando a aborrecer ficar todo esse tempo tentando e não conseguir”, disparou na entrevista, reproduzida a seguir.

    EPTV - Que substância é essa?
    É a combinação de uma substância muito comum, utilizada em muitos xampus de cabelo, chamada monoetanolamina, e o ácido fosfórico, que é um conservante de alimentos. A combinação dessas duas substâncias gera uma substância chamada fosfoetanolamina, que é um marcador de células diferenciadas, que são as consideradas células cancerosas.

    EPTV - Como ela age no organismo?
    Essa substância nós mesmos fabricamos dentro das células de músculo longo e no fígado, no retículo endoplasmático. Então, não podemos chamar de produto natural porque é sintetizado, mas o seu organismo já fabrica com o mesmo propósito: defender você durante todo o tempo da sua vida de células que se diferenciam.

    EPTV - Na prática, essa substância reforça a que a gente já tem? Como ela age na célula cancerosa?
    Primeiro, ela passa do trato digestivo para o sistema sanguíneo, vai até o fígado e forma uma reação junto com o ácido graxo. O que é esse ácido graxo? É a substância que vai alimentar o tumor. É a energia do tumor. E ela entra junto com essa substância dentro da célula. Quando ela entra, essa célula está relativamente parada, ou seja, a organela principal dela, chamada mitocôndria, está parada. Ela obriga a mitocôndria a trabalhar e, quando ela obriga, ela se denuncia para o sistema imunológico e a célula é liquidada, é a chamada apoptose (veja o processo no vídeo abaixo).

     EPTV - A eficácia da substância foi mais evidente em algum tipo de tumor?
    Os tumores têm células parecidas no seu mecanismo, chamadas de anaeróbicas. Células de tumor anaeróbico, todas elas cediam pela ação da fosfoamina.

    EPTV - Não houve um tipo de tumor em que a eficácia foi maior?
    Não é possível fazer essa medida porque, primeiro, nós não somos médicos. Teria que ter uma parceria com o médico para ele mostrar a eficácia de cada um. Isso nunca foi feito. 

     EPTV - Tem alguma contraindicação? A cápsula tem que ser ingerida antes de a pessoa fazer quimioterapia?
    Não existe “antes” porque ela não funciona como coadjuvante. Se você detona o sistema imunológico da pessoa, os resultados não são bons porque a ação da fosfoamina necessita que o sistema imunológico esteja intacto. Se existir uma quimioterapia que não destrói o sistema imunológico, perfeito, pode ser combinado.

    EPTV - O senhor tem uma ideia de quantas pessoas foram beneficiadas por essa substância nos últimos 20 anos?
    Nos últimos tempos nós fazíamos cerca de 50 mil cápsulas por mês. Isso equivale, a 60 cada pessoa, a 800 pessoas ou próximo de mil pessoas por mês. Agora quantas pessoas foram beneficiadas eu não sou capaz de dizer porque muitas delas, que eram pacientes terminais, estão aí, vivas. Então não sei dizer quantas pessoas foram curadas.

    EPTV - O senhor publicou esse estudo em diversas revistas científicas. Quantas no total?
    Hoje eu suponho que há de nove a dez trabalhos nas melhores revistas de oncologia do mundo, que são revistas internacionais, junto com o pessoal do [Instituto] Butantan, e explicam o mecanismo de ação da fosfoamina.

     EPTV - Houve interesse de outro país nessa fórmula. O que pode acontecer?
    Nós podemos ter que comprar esse medicamento a custo de mercado internacional porque já está começando a aborrecer ficar todo esse tempo tentando e não conseguir, criam dificuldades que eu não sei explicar. Eu sou um homem de ciência de 25 anos, eu não sou nenhum amador e, por não ser amador, eu conheço os trâmites das coisas, como funciona. Se não for possível aqui, a melhor coisa é outro país fazer porque beneficiar pessoas não é por bandeira. A humanidade precisa de alguém que faça alguma coisa para curar os seus males.

    EPTV - A cura do câncer existe?
    Não só pela fosfoamina, deve existir por uma dezena de outras coisas, mas a fosfoamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer.  

    EPTV - E por que a aprovação está demorando tanto? Por que a Anvisa está demorando tanto para liberar?
    A razão é muito simples: eu acho que existe uma má vontade. Porque, se existisse boa vontade, isso já tinha sido aplicado em hospitais do governo, como dados experimentais, fase I, fase II, fase III, tudo isso já está pronto. Agora o que falta é dentro das normas da lei, os dados clínicos, assim me disseram na Anvisa todo esse tempo. Eu acho que existe uma má vontade.

     EPTV - E, enquanto essa "má vontade" continuar, muita gente com a doença, e a cura está mais próxima do que muita gente imagina, não é?
    É, eu penso que sim. A cura está bem mais perto. E se dissessem ainda que falta aprimorar alguma coisa, teria que ser aprimorado daqui para frente, não daqui para trás. Daqui para trás está tudo pronto.

    EPTV - Essa substância é a cura do câncer?
    Eu acredito que sim, eu acredito que sim. Não só essa como um monte delas que poderiam vir de derivados.

    Entenda o caso
    No dia 17, o G1 mostrou que pacientes com câncer brigam na Justiça para que a USP forneça cápsulas de fosfoetanolamina sintética. De acordo com usuários, familiares e advogados, a substância experimental acumula resultados satisfatórios no combate à doença, inclusive com relatos de cura, mas não possui registro junto à Anvisa e, por isso, só está sendo entregue por decisão judicial.

    A droga, cuja cápsula é produzida por menos de R$ 0,10, levou ao surgimento de discussões na internet e um morador de Santa Catarina que a distribuía gratuitamente foi preso. Em entrevista ao G1, Carlos Kennedy Witthoeft afirmou que está "com a consciência em paz”.

    Durante uma visita a São Carlos (SP), ele contou como conheceu a substância, apontada por pesquisadores como um tratamento alternativo para o câncer, por que quis doá-la e o que aconteceu após ser preso e indiciado por falsificação de medicamento. "Não tem como mensurar o que a gente sentia a cada pessoa que vinha falar que estava curada", disse.

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  • Sexo ajuda a prevenir doenças e reduz estresse; veja benefícios

    frases no sexo Getty Images

    Sexóloga explica de que forma a atividade sexual pode melhorar a saúde

    Além do prazer, a atividade sexual traz diversos benefícios para o corpo e a mente.

    No Dia do Sexo, comemorado neste sábado (6),o R7 conversou com a sexóloga e autora de livros sobre sexualidade Carmen Jansem que afirmou que o sexo ajuda entre outras coisas, a melhorar o sono, reduzir o estresse e até melhorar a dor de cabeça. Clic aqui e assita a entrevista.