• Doação e transplante de órgãos na Bahia teve balanço positivo em 2018, diz secretaria

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    A Secretaria da Saúde do Estado, por meio do Sistema Estadual de Transplante, contabilizou durante o ano passado um total de 133 doações de múltiplos órgãos e 518 doações de córneas, superando os números do ano anterior (2017), quando foram registradas 122 doações de múltiplos órgãos e 513 córneas. As doações efetivadas em 2018 possibilitaram que fossem realizados 514 transplantes de córnea, 49 de fígado, 201 de rim, sendo 15 de doador vivo, dois de coração e 102 de medula óssea. Atualmente, 1688 pessoas estão em fila de espera por um transplante no Estado. A coordenadora do Sistema Estadual de Transplante, Rita de Cássia Pedrosa, revela estar muito otimista em relação ao aumento no número de doações esse ano.

    Segundo Rita de Cássia, a negativa familiar e o desconhecimento da sociedade sobre o processo de doação são alguns dos principais obstáculos para o aumento no número de transplantes. “Por não conhecerem como se dá a doação, muitas famílias negam, mas com o trabalho de conscientização que estamos desenvolvendo, conseguimos reduzir o índice de negativa de 70% para 54%”, comemora Rita de Cássia, acrescentando que somente no ano passado, foram capacitados mais de 180 médicos no interior do estado, para que atuem no acolhimento às famílias de potenciais doadores e, com isso, reduzir o número de negativas à doação.

    Com o trabalho de que vem sendo feito junto aos profissionais de saúde, a coordenadora do Sistema Estadual de Transplante que “teremos um impacto muito grande no número de doações”. Rita de Cássia comenta ainda que esse ano, foram pela primeira vez efetivadas doações de múltiplos órgãos no Hospital Municipal de Salvador e no Hospital Dantas Bião, em Alagoinhas.

    Também os tipos de transplantes realizados aumentaram na Bahia. Até 2006, eram feitos apenas transplante de córnea, fígado e rim. Atualmente, além desses três, a Bahia tem equipes credenciadas para transplante de medula, pulmão e coração. “Lançamos uma política de atenção integral ao paciente e ao doador, criamos uma política de incentivo para que as equipes médicas pudessem ser remuneradas de forma mais adequada. Criamos um incentivo também para os hospitais. O resultado disso foi a ampliação do número de transplantes”, afirmou Fábio Vilas-Boas.

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