• Dos 682 médicos de fora, 670 serão encaminhados para os municípios.
    Segundo Ministério da Saúde, 11 ficaram em recuperação e 1 foi reprovado.
     

    O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (19) que 98% dos 682 médicos formados no exterior chamados pelo governo foram aprovados para trabalhar no interior e periferias das grandes cidades, pelo programa Mais Médicos.

    Segundo a pasta, apenas um médico estrangeiro terá de retornar ao país de origem, por ter sido reprovado na avaliação, que mediu conhecimentos de português e saúde pública ofertados num curso de três semanas. Outros 11 médicos ficaram em recuperação e terão de se submeter a duas semanas de reforço antes de se apresentarem nos municípios para os quais foram alocados.


    De acordo com o Ministério da Saúde, o médico reprovado se chama Zoheir Maadarani, é libanês e atuava na Ucrânia. Ele havia sido designado para trabalhar em Franco da Rocha (SP). O governo informou que Maadarani foi desligado do programa federal por ter obtido desempenho abaixo de 30%. Não foi especificada a nota do libanês.

    Para o cálculo do desempenho, destacou o ministério, foram considerados o conjunto de exercícios e atividades do módulo de avaliação realizado nas últimas três semanas e o teste final (60%), aplicado pelo MEC na última sexta (13).

    Dos 11 médicos que terão de passar pela recuperação para atuar no país, há três profissionais de Cuba, dois da Bolívia, um de Honduras, dois da República Dominicana, um da Rússia, um da Mauritânia e um da Argentina.

    Deste grupo, quatro vieram ao Brasil por meio do convênio firmado com o governo cubano, que, em sua primeira fase, trouxe 400 profissionais ao país. Ao todo, deverão desembarcar no Brasil 4 mil médicos de Cuba.

    Teste
    O módulo de acolhimento e avaliação dos médicos estrangeiros, que teve início em 26 de agosto, representou 40% da nota total dos profissionais da saúde. Sob supervisão de instituições de ensino e tutoria de médicos brasileiros, o ciclo analisou quais profissionais estavam aptos para atender a população.

    Já o teste realizado na semana passada representou 60% do desempenho dos médicos estrangeiros. O exame consistiu de uma avaliação oral e um exercício escrito. Para avaliarem os médicos de outros países, os tutores simularam uma consulta, na qual um professor questionou ao profissional estrangeiro sobre diversas situações e sintomas.

    Enquanto isso, outro professor avaliava o desempenho do médico, que também teve de preencher um registro de prontuário do paciente.

    Foram aprovados 670 profissionais que obtiveram desempenho final acima de 50%. Eles poderão passar à próxima fase do programa, sendo encaminhados para os municípios a que foram previamente alocados.

    No entanto, os médicos estrangeiros com notas entre 30% e 50% serão obrigados a participar de um novo curso de aperfeiçoamento, em Brasília. Nas próximas duas semanas, esses profissionais também serão avaliados com relação a sua desenvoltura na Língua Portuguesa.




MAIS NOTÍCIAS