• Medo e comoção em Paris: 700 mil pessoas vão às ruas para lembrar vítimas

    Milhares de pessoas com cartazes

    A França mantém o nível de alerta máximo, mesmo após a morte dos três terroristas que provocaram ataques que deixaram 17 mortos na sede do jornal Charlie Hebdo e em um supermercado judaico. No sábado (10), enquanto mais de 700 mil pessoas lotaram as ruas das principais cidades francesas em protestos por paz e justiça, o governo do país anunciou o envio adicional de 500 militares à Paris como parte do reforço da operação antiterrorista que começou quarta-feira (7).

    Os policiais ainda buscam por Hayat Boummedienne, esposa de Amedy Coulibaly, autor do sequestro em um mercado judaico  e que foi morto pelas autoridades anteontem. "Ainda estamos expostos a riscos", disse o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.

    O presidente da França, François Hollande, realizou uma reunião de emergência para discutir a segurança nacional e prorrogou o alerta de segurança máxima para  frustrar possíveis novos ataques  nos arredores de Paris, orquestrados por militantes da Al-Qaeda do Iêmen.

    "Nós temos que ficar vigilantes. Também peço a vocês que fiquem unidos - essa é a nossa arma". Os chefes das forças de segurança da França foram orientados a cancelar suas contas das redes sociais e só sair nas ruas armados.

    Amedy, Hayat e os irmãos Said e Chérif Kouachi,  que mataram 12 pessoas na sede do jornal e também foram mortos anteontem pela polícia francesa, seriam financiados pelo grupo terrorista. Hollande se encontrou com autoridades do governo e dos órgãos de segurança  para discutir como garantir a segurança do país em meio a preocupações de que os responsáveis pelos ataques integram uma rede extremista internacional. (Com informações do Correio24horas)




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