• 'Eu, formalmente, estou rompido com o governo', anuncia Cunha após depoimento da Lava Jato vazar

    Anúncio acontece um dia após delator afirmar ter sido pressionado por Cunha para fazer um pagamento de US$ 5 milhões ao deputado Luis Macedo/17.07.2015/Câmara dos Deputados

    Ontem, delator afirmou que presidente da Câmara havia cobrado US$ 5 milhões de propina

    O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou na manhã desta sexta-feira (17) o rompimento definitivo com o governo da presidente Dilma Rousseff. Cunha está na lista de políticos a serem investigados após os desdobramentos da Operação Lava Jato pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

    — Eu, formalmente, a partir de hoje estou rompido com o governo. Saibam que o presidente da Câmara a partir de hoje está rompido com o governo.

    O anúncio acontece um dia após a divulgação da delação premiada de Júlio Camargo à Justiça Federal em Curitiba (PR), em que o lobista afirma ter sido pressionado por Cunha para fazer um pagamento de US$ 5 milhões (cerca de R$ 16 milhões) ao deputado.

     

    Júlio Camargo está preso em Curitiba (PR), onde presta depoimentos a investigadores da Operação Lava Jato. Cunha, porém, chamou a responsabilidade de rompimento com o governo para si e isentou o PMDB, principal partido da base aliada.

    — Eu vou, como político, como deputado do PMDB, e não como presidente da Câmara romper com o governo. Eu vou pregar no congresso do PMDB em setembro que o PMDB rompa com o governo.

    Ainda sobre Julio Camargo, delator que o citou, Cunha disparou: "Você acha que eu vou acreditar num pilantra que fala quatro vezes uma coisa e depois na quinta fala outra coisa?". Em seguida, chamou o delator de "bandido, réu confesso e lobista" e avisou que não vai pautar a vida politica dele baseada em depoimentos de bandidos.

    — Eu vou tentar que meu partido vá para a oposição.

    O presidente da Câmara também atacou o juiz Sérgio Moro, que conduz os desdobramentos da Lava Jato na Justiça Federal de Curitiba (PR): "Sérgio Moro atuou ontem com aquilo que ele não tinha competência para atuar".

     




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