• Por Cléio Muniz: Um ano para refeltir

    Uma fato já é certo, o ano de 2015 esbarra na atipicidade dos demais anos, sendo forte candidato a ser marcado pela história em estudos futuros. Começou com esperança de mudanças, mesmo que calcadas em promessas eleitoreiras e sombreadas pela névoa da hipocrisia passou por turbulências até culminar em um final indefinido, contudo adverso as perspectivas de seus dias inaugurais.

    Por todas estas razões, se torna um ano perfeito para analisarmos. Analisarmos cada etapa, cada processo, cada pedacinho do que se passou, sem tendências e sem demagogia, sendo neutro para extrair o mais puro resultado e assim traçarmos um processo evolutivo adequado às nossas aspirações. Para termos uma ideia da importância de uma análise imparcial e do perigo do radicalismo emotivo. Vamos traçar um paralelo com uma época da história mais recente de nosso País, ou seja, o período da tão falada Ditadura Militar, a qual vem se tornado comum relatos nas redes sociais sobre o saudosismo daquela época. Uma colocação estranha diante do fato de ter sido duramente criticada. É certo que naquela época o governo não correspondia aos anseios populares, mas ao buscar mudar o governo se esqueceu o que existia de positivo e se radicalizou extirpando tudo que se referia e se relacionava àquele governo e hoje se percebe o erro cometido. Uma lição tiramos disto, não se deve mudar uma forma de governo que não nos agrada, mas sim evoluir esta forma de governo para que ela corresponda e reflita nossos anseios, mas para que isto aconteça, antes primeiramente precisamos assumir e corrigir nossos erros, afinal este governo que tanto criticamos esta em uma posição em que nos os colocamos. Parafraseando, tem um dizer que assim ensina: cuidado para não matar o cachorro que come os ovos e deixar as galinhas a mercê das raposas (autor desconhecido).




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