de Ramos, o sr. Maurício Sorhuet, uruguaio, lhe disse que teria um grupo de investidores, sobretudo espanhóis, interessados no projeto de termoelétrica no país, e que ele, conhecendo o envolvimento de Ramos com os frustrados projetos das Usinas de Candiota e Jacuí, poderia aproximá-los para uma consultoria. Assim sendo, Ramos transferiu a Maurício o cabedal de conhecimentos e projetos e acesso aos equipamentos restantes.

Todas as tratativas foram feitas com o Sr. Sorhuet. Os valores recebidos foram todos utilizados pessoalmente por Ramos, ou por suas empresas nos seus demais projetos de consultoria.

Ramos jamais conheceu Gregório Marin Preciado (de quem somente ouviu falar por matérias jornalísticas), nem sua esposa, e não tinha conhecimento de qualquer ligação entre esse senhor e a empresa Iberbras, responsável pelos pagamentos recebidos.

É fundamental frisar que esses pagamentos não têm relação com José Serra, cuja ligação com Marin Preciado Ramos veio a saber também por meio da imprensa. Tampouco aqueles pagamentos guardam relação com os fatos relatados por delatores da Odebrecht, sobre os quais Ramos já prestou depoimento e demonstrou que as remessas que recebeu igualmente não se destinavam a campanha do senador Serra.

COM A PALAVRA, GREGÓRIO MARIN PRECIADO E VICENCIA TALAN

O Estado ligou para um número de telefone residencial em nome de Gregório Marin Preciado. Uma pessoa que não quis se identificar atendeu e disse que pediria para ele retornar a ligação. Até a publicação deste texto, nem Preciado nem Vicencia Talan responderam. O espaço está aberto.(Estadão )

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