A Fifa já indicou que irá responder à carta enviada pela CBF. Mas teme que, ao entregar o áudio à seleção, abrirá um precedentes perigoso, levando a uma pressão indevida sobre os árbitros.

Já os comentários do ex-jogador holandês apontam que não existe um consenso dentro da entidade sobre o tratamento do caso de Miranda.  

A avaliação de Van Basten não é a mesma da cúpula da arbitragem na entidade. A percepção no Comitê dos Árbitros é de que o juiz da partida agiu de forma “correta” e não houve nem falta em Miranda e nem pénalti em Gabriel Jesus.  

Segundo o corpo técnico que se ocupa da aplicação do VAR,, os árbitros na cabine avaliaram a cena do suposto empurrão sobre Miranda, inclusive em câmara lenta. Mas chegaram à conclusão de que não houve uma falta. Por isso, não pediram que o árbitro em campo paralisasse a partida e apenas o disseram para seguir.. 

Um dos aspectos avaliados foi o posicionamento de Miranda, que não teria sido desequilibrado na visão dos árbitros.  

Já no caso de Gabriel Jesus, o mesmo processo ocorreu. Na cabine do VAR, os árbitros reavaliaram o lance, mesmo sem que o juiz da partida soubesse. Mas optaram por não alertar o árbitro César Ramos sobre uma eventual irregularidade e indicaram que poderia seguir. Por isso, o lance também seguiu. 

Fontes na Fifa ainda indicaram que usaram o "super slow replay" - uma tecnologia que permite rever a imagem num ritmo ainda mais lento - para tomar uma decisão no que se refere ao lance de Gabriel Jesus. Mas concluiu que não houve pênalti. 

Na avaliação da cúpula da Fifa, o VAR não pode tirar do futebol seu caráter de contato. "Caso contrário, matamos o jogo", afirmou um dos principais dirigentes da entidade.  

Entre os membros da CBF, a percepção era de que a carta não mudará nada do resultado. Mas a entidade precisava “se pronunciar”. “Precisamos marcar posição”, disse Gustavo Feijó, vice-presidente da CBF.  

Feijó foi alvo de uma operação policial em meados do ano passado por conta da suspeita de recebimento de R$ 600 mil da Confederação para sua campanha eleitoral para prefeito de Boca da Mata (AL). A Polícia Federal apurou que sua campanha teria custado R$ 2 milhões. Mas Feijó apenas declarou R$ 105 mil.  

Já o presidente da CBF, coronel Antônio Nunes, preferiu não se pronunciar sobre a carta e nem sobre o lance. Quando foi questionado pela imprensa internacional e brasileira sobre o assunto, apertou o passo e foi conduzido por um de seus assistentes para longe dos jornalistas.(Estadão )

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