a crise. As autoridades são acusadas de terem reagido com lentidão. A célula de crise nacional, liderada pelo primeiro-ministro, só foi acionada no domingo (8), mas no sábado (7) à noite o balanço já era de 30 mortos.

Quase 70% do território japonês é formado por montanhas e colinas. Muitas casas estão construídas em encostas íngremes ou em planícies suscetíveis a inundações, ou seja, em zonas de risco. Além disso, muitas casas japonesas são de madeira, especialmente as construções mais tradicionais nas zonas rurais.

Mas os especialistas também apontam para o sistema de alerta japonês, que confia a funcionários locais sem experiência em gestão de catástrofes a decisão de emitir ou não as ordens de retirada, que não são obrigatórias. A consequência é que os próprios moradores decidem se deixam suas casas ou ficam, em situações nas quais muitas vezes não possuem informações suficientes para tomar a melhor decisão.

Abe visita vítimas

O primeiro-ministro japonês cancelou um giro que faria nesta semana a quatro países e visitou na quarta-feira (11) a província de Okayama. O premiê não fez declarações à imprensa, mas se reuniu com alguns moradores afetados pela catástrofe. Milhares de japoneses estão em refúgios públicos e outros seguiram para as casas de parentes. Nesta sexta-feira (13), ele deve inspecionar outras áreas afetadas pelas inundações e deslizamentos de terra.

Os japoneses são unânimes em julgar a situação atual como algo fora do comum. No bairro de Mabi, em Kurashiki, no município de Okayama, o nível da água chegou a 4,8 metros, segundo a Autoridade de Informação Geoespacial do Japão. O serviço de meteorologia constatou um índice recorde de pluviometria em 72 horas, em 118 pontos de observação monitorados em 15 municípios.(RFI )

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