• 'Não vou agredir uma mulher', diz Marina sobre Dilma

    Marina Silva faz 'coração' para eleitores em Ceilândia, no DF (Foto: Lucas Salomão/G1)

    'Fique tranquila, presidente', disse, em declaração dirigida a Dilma Rousseff.
    Candidata do PSB participou de comício em Ceilândia, no Distrito Federal.
     

    A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, disse neste domingo (14) que não vai "agredir uma mulher" durante a campanha eleitoral. A declaração foi dada em um comício do partido em Ceilândia, região administrativa a 26 quilômetros de Brasília, no Distrito Federal. Marina esteve acompanhada do candidato a vice na chapa, Beto Albuquerque, e dos candidatos ao governo do DF, Rodrigo Rollemberg, e ao Senado, Antônio Reguffe.

    Durante discurso a militantes do PSB, Marina Silva se referiu às críticas que diz sofrer da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT. Ao citar o nome de Dilma, Marina disse que ela pode ficar "tranquila" porque não irá "mentir a seu respeito".

    "Fique tranquila, presidente [Dilma]. A senhora não vai receber de mim o que a senhora está fazendo comigo. Eu não vou agredir uma mulher, não vou mentir a seu respeito. Eu vou lhe tratar com todo o respeito, mas isso não significa que vou deixar de dizer as verdades", afirmou a ex-senadora.

    Logo em seguida, Marina Silva voltou a criticar o fato de que foi a única entre os três principais candidatos a lançar um programa de governo. Segundo ela, Dilma e Aécio Neves querem ganhar as eleições "com um cheque em branco".

    "A verdade é que nós temos um plano de governo [...] Nós temos um programa e, infelizmente, nem ela nem o Aécio têm. Querem ganhar a Presidência com um cheque em branco. Não assinem cheque em branco", pediu Marina aos eleitores presentes no evento.

    Marina também disse que "eles [os adversários] sabem que estão mentindo" quando dizem que, caso ela seja eleita, acabará com programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Segundo ela, por ser de origem pobre e entender a realidade da população, os programas serão "mantidos e ampliados".