Existem crianças que não têm perímetro cefálico diminuído, não têm microcefalia, mas apresentam alterações cerebrais no exame de imagem", disse a profissional em entrevista ao Bahia Notícias. "É um percentual muito pequeno, não é o comum, mas é importante falar isso para não ficar restrito apenas às crianças que têm microcefalia". Entre as alterações comumente encontradas nos bebês, uma das principais é a presença de problemas motores, além de hipertonia. "O tônus muscular é aumentado, o que leva a um atraso de desenvolvimento", explicou a neuropediatra. Também são encontrados, em exames complementares, problemas oftalmológicos e auditivos.A presença de médicos de diferentes especialidades e unidades de saúde da Bahia no evento não tornou os discursos discrepantes: os sintomas presenciados são sempre similares. Alguns profissionais sugeriram até mesmo a revisão da lei que permite aborto em casos específicos para inclusão da microcefalia. "Se para anencéfalos é permitido, por que não discutir o aborto de microcéfalos", argumentou um dos presentes ao relatar a sensação de impotência frente aos casos. De acordo com Adriana Mattos, o que pode ser feito por essas crianças é um processo de estimulação. "A expectativa é que [a estimulação] possa melhorar a situação em que as crianças se encontram, mas a gente sabe que vai ter algum grau de sequela diante dos achados que a gente vê na tomografia. A estimulação é global. Envolve não só a parte motora, mas visão, audição, sensorial, todas as funções cerebrais", afirmou. Como resultado do seminário, foi sugerida a criação de um grupo de pesquisa multidisciplinar sobre microcefalia, com a participação dos profissionais presentes.Fonte: (Bahianoticia)

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