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06.05.2017 - SAÚDE
 
ONG lança serviço de checagem de dados sobre câncer para combater notícias falsas nas redes
 
ONG lança serviço de checagem de dados sobre câncer para combater notícias falsas nas redes
 

A disseminação de notícias falsas sobre câncer pode impactar de forma negativa pacientes em tratamento. Para combater a divulgação de informações erradas sobre a doença nas redes sociais, o Instituto Oncoguia, organização que dá apoio a pacientes com câncer, lançou um serviço de checagem de informações ao qual os internautas podem recorrer antes de compartilhar uma notícia sobre o tema.

Funciona assim: ao se deparar com uma notícia sobre um novo tratamento ou uma nova forma de prevenção contra câncer nas redes sociais ou aplicativos de mensagem, a pessoa interessada pode encaminhá-la para o instituto para checar se aquela informação realmente procede. Basta enviar o link da notícia ou uma foto do texto que descreve o tratamento por WhatsApp para o instituto, no número (11) 98790-0241.

 

O instituto encaminha aquela dúvida para médicos associados e responde, em até 48 horas, se aquela notícia é verdadeira ou falsa. Caso seja verdadeira, o internauta pode compartilhá-la com a hashtag #oncoguiaconfirma. Se for falsa, ele poderá avisar quem encaminhou a informação que aquilo não procede.

A psicóloga Luciana Holtz, presidente do Oncoguia, diz que a circulação de notícias falsas sobre o câncer provoca confusão e pode levar a impactos graves no tratamento de um paciente e até fazê-lo consumir produtos que podem interagir com o medicamento oficial.

“O paciente com câncer enfrenta em seu dia a dia uma batalha contra o tempo. Toda mensagem que aponta para uma cura vai impactar. Por mais que se tente ser racional e se questione se aquilo é verdade, isso mexe muito”, diz Luciana, que avalia que a disseminação de informações falsas sobre câncer tem aumentado com a popularização das redes sociais.

Ela cita o caso do boato que circulou por WhatsApp e Facebook de que casos de câncer de tireoide em mulheres estariam aumentando por causa da realização de mamografias e radiografias odontológicas. A informação falsa foi divulgada em um vídeo e atribuída ao médico Drauzio Varella que, posteriormente, criticou a disseminação da história e destacou os prejuízos que o boato poderia ter na prevenção de câncer. (Fonte: Bem Estar)

 
 
     
     
 
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