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  • Rússia libera 1º lote de vacina contra Covid-19 para a população

    Foto: Reprodução

    A Rússia liberou sua vacina contra a Covid-19 para o público em geral, anunciou o Ministério da Saúde do país nesta terça-feira (08). Segundo o comunicado, de acordo com informações da Revista Veja o primeiro lote de vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Epidemiologia e Microbiologia, passou nos testes de qualidade e foi liberada para a população civil. O Ministério diz ainda que a entrega de fato dos primeiros lotes está prevista para um futuro próximo, mas não especifica datas. Na sexta-feira (04), o vice-diretor do instituto Gamaleya, Denis Logunov, já havia anunciado que a vacina poderia ser liberada para a população esta semana. Segundo Logunov, existe uma “vasta base de evidências de que a vacina é segura” e que a segurança “foi o principal pré-requisito para seu registro”.







  • Rússia anuncia aprovação de 1ª vacina contra Covid-19 do mundo

    Foto: Reprodução

    Nesta terça-feira (11), o presidente da Rússia, Vladimir Putin anunciou que a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou recebeu aprovação regulatória. É a 1ª vacina a ter o aval para ser produzida e aplicada em massa. A expectativa da Rússia é que a vacinação comece em outubro. Em teleconferência com ministros do governo, Putin ressaltou que “pela 1ª vez no mundo, uma vacina contra o novo coronavírus foi registrada“. Putin disse que a vacina “funciona de forma bastante eficaz, forma uma imunidade estável e, repito, passou em todas as verificações necessárias”. O líder russo afirmou que sua filha participou do experimento e já recebeu a dose da vacina. Putin detalhou que, depois da 1ª injeção, a filha teve febre leve. No dia seguinte, a temperatura estava normal. “Depois da 2ª injeção, ela teve uma febre leve de novo e depois tudo ficou bem. Ela está se sentindo bem e tem uma alta contagem de anticorpos“, explicou Putin. O ministro da saúde russo, Mikhail Murashko, afirmou que, mesmo com apenas 2 meses de testes em humanos, a vacina se mostrou segura. Profissionais da área médica, professores e outros grupos de risco serão os primeiros a receber injeções da vacina. A vacina se baseia em uma plataforma de adenovírus. A base teve sucesso na produção da vacina contra o Ebola, o que é visto pelos russos como vantagem sobre as outras em desenvolvimento. O adenovírus está presente na vacina da Universidade de Oxford, considerada uma das mais promissoras. A Rússia diz, no entanto, que o Reino Unido usa 1 tipo de adenovírus como vetor e isso reduz a capacidade de imunização. As pesquisas foram realizadas com só 38 voluntários –remunerados. Eles foram testados e depois mantidos em isolamento por 28 dias para se proteger contra outras infecções. Agora, eles devem ser monitorados por mais 6 meses.

     







  • Vacina de Oxford para Covid-19 é segura; indicam resultados preliminares

    Foto: Reprodução

    Nessa segunda-feira (20), cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciaram que, de acordo com resultados preliminares, a vacina da universidade para a Covid-19 é segura e induziu resposta imune no corpo dos voluntários. Os resultados, que já eram esperados pelos pesquisadores, se referem às duas primeiras fases de testes da imunização. A terceira fase está ocorrendo no Brasil, entre outros países. De acordo com informações do G1, segundo os cientistas, o  efeito deve ser reforçado após uma segunda dose da vacina. As fases 1 e 2 dos testes, que foram conduzidas simultaneamente no Reino Unido, tiveram 1.077 voluntários. Os ensaios mostraram que a vacina foi capaz de induzir a resposta imune tanto por anticorpos como por células T até 56 dias depois da administração da dose. Foram divulgadas ainda algumas reações causadas pela vacina. As principais são braço machucado, algum inchaço ao redor da injeção, febre, dores musculares, que são esperadas para vacinas virais. Não houve efeito adverso sério ligado à vacina. "Precisamos de uma amostra maior para determinar completamente a segurança", explicou Andrew Pollard, sobre a necessidade dos estudos em fase 3. A vacina pode estar disponível para alguns grupos de risco no Reino Unido até o fim do ano, mas provavelmente não estará para todos, afirmou Sandy Douglas, de Oxford. De acordo com Soraia Smaili, reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o imunizante, se tudo der certo, poderá ter o registro liberado em junho de 2021.







  • MUNDO

    Papa Francisco cancela missa por indisposição

    Papa Francisco cancela missa por indisposição

    O papa Francisco, cancelou nesta quinta (27) sua presença em uma missa, em razão de uma "leve indisposição" por conta de um resfriado, informou a Santa Sé. O sumo pontífice, de 83 anos, não participou da missa esta manhã na basílica de São João de Latrão de Roma. "Devido a uma leve indisposição, preferiu ficar perto da residência Santa Marta onde vive no Vaticano", assegurou o diretor de comunicação da Santa Sé, Matteo Bruni, em comunicado.



  • MUNDO

    Cientistas descartam que coronavírus tenha origem em mercado em Wuhan

    Cientistas descartam que coronavírus tenha origem em mercado em Wuhan

    Foto: Reprodução

    Pesquisadores na China afirmam que estudos genéticos mostram que o novo coronavírus não teve origem em um mercado de frutos do mar em Wuhan, na província de Hubei, como suspeitava-se inicialmente. Eles afirmam ter analisado dados genéticos de 93 amostras do vírus coletadas em 12 países. Segundo os resultados, o vírus encontrado no mercado em Wuhan espalhou-se rapidamente a partir daquele local, mas teria vindo originalmente de outro lugar. Os pesquisadores afirmam que a conclusão que descartou o mercado como epicentro da epidemia é baseada na análise do momento em que os pacientes ficaram doentes. O grupo acrescenta que houve aparentemente duas ocasiões em que o vírus se alastrou, primeiro em 8 de dezembro e de novo em 6 de janeiro. De acordo com o estudo, transmissões entre humanos podem ter tido início no começo de dezembro ou até mesmo no fim de novembro.

    Fonte: Agência Brasil



  • Papa Francisco se encontra com Lula no Vaticano para debate sobre redução da fome e da desigualdade

    Foto: Ricardo Stuckert

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne hoje, no Vaticano, com o Papa Francisco. O Ex-Presidente deve propor conversas relacionadas a temas como a redução da fome e da desigualdade. Na última semana, o petista já havia revelado, por meio das suas redes sociais, que gostaria de debater "a experiência brasileira no combate à miséria". Segundo informações, o teor da conversa, no entanto, pode ser conduzido por Francisco, posto que partiu do pontífice o convite para o encontro.

    A reunião entre Lula e Francisco só foi possível após uma decisão da Justiça Federal do DF, que adiou um depoimento que o ex-presidente iria conceder no âmbito da Operação Zelotes, inicialmente marcado para o último dia 11, data de sua viagem à Europa.

    O encontro foi intermediado pelo recém-eleito presidente da Argentina, Alberto Fernández. Não se sabe, por exemplo, se Lula e Francisco conversarão sobre a Amazônia, o bioma tem sido pauta recorrente dentro da Igreja Católica e foi o tema central do Sínodo da Amazônia, realizado em outubro passado.



  • MUNDO

    Número de mortos pelo novo coronavírus sobe para 1.013

    Número de mortos pelo novo coronavírus sobe para 1.013

    Foto: Reprodução

    O número de mortos pelo novo coronavírus subiu, na última segunda-feira (10), para 1.013, mais 105 do que no domingo, informa o mais recente relatório da Comissão de Saúde da Província de Hubei. A maioria das mortes (1.011) ocorreu na China Continental, apenas duas ocorreram fora desse território, em Hong Kong e Filipinas. Segundo o mesmo relatório são agora 42.760 as pessoas infectadas no país, mais 2.589 que ontem. O balanço ultrapassa o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior. Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais de 350 casos de contágio confirmados em 25 países. Na Europa, o número chegou no domingo a 39, com duas novas infecções detectadas em Espanha no Reino Unido.



  • Brasil registra 16 casos considerados suspeitos de coronavírus

    Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registra 16 casos considerados suspeitos de coronavírus, conforme balanço divulgado às 12h deste sábado. Dez outros casos já foram descartados.

    O estado que apresenta maior número de casos suspeitos é São Paulo, com oito ocorrências. Duas suspeitas já foram descartadas no estado. O Rio Grande do Sul tem quatro casos suspeitos; outros três já foram descartados.

    Em Santa Catarina, até o momento, já foram levantadas duas suspeitas; dois outros casos foram descartados. A lista inclui ainda o Paraná e o Ceará, com uma ocorrência suspeita em cada.



  • Funeral de general iraniano reúne milhares em sua cidade natal; tumulto deixa mortos

    Iranianos acompanham cortejo com o corpo do general Qassem Soleimani, nesta terça-feira (7), em Kerman, no Irã — Foto: Mehdi Bolourian / Fars Agência de Notícias / WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via Reuters

    Milhares de pessoas participam nesta terça-feira (7) do cortejo que segue o corpo do general iraniano Qassem Soleimani, em Kerman, sua cidade natal. Um tumulto durante a despedida do comandante, que foi vítima de um ataque americano no Iraque, deixou dezenas de mortos e feridos.

    O balanço de vítimas ainda é incerto. A TV estatal afirma que 35 pessoas morreram, mas a agência Fars diz que esse número é de, no mínimo, 40. O número de feridos chegaria a 200, segundo a Fars.

    A elevada quantidade de participantes do cortejo fúnebre provocou um atraso no sepultamento, que acontecerá no Cemitério dos Mártires, após quatro dias de homenagens. A alteração no horário foi divulgada depois da confusão.



  • Ex-presidente do Paquistão é condenado à morte

    Um tribunal paquistanês condenou à pena capital, à revelia, o antigo presidente do país, Pervez Musharraf. O general, aliado do presidente norte-americano George W. Bush na “guerra contra o terrorismo”, foi dado como culpado de alta traição e subversão da Constituição.

    “Musharraf foi considerado culpado ao abrigo do artigo 6 por violação da Constituição do Paquistão”, explicou o funcionário judicial Salman Nadeem.

    As acusações contra o réu tinham respaldo na imposição do estado de emergência no país, em 2007, ano em que a oposição interna ao seu governo começava a ganhar força. Sob esta decisão, entre novembro daquele ano e fevereiro de 2008, foram suspensas as liberdades civis e os processos democráticos, verificando-se sucessivas violações dos direitos humanos.

    Musharraf ascendeu ao poder em 1999 na esteira de um golpe de estado. A sentença ficou selada com os votos de dois dos três juízes do tribunal de contraterrorismo.

    Musharraf encontra-se fora do Paquistão. Em novembro, o general divulgara uma mensagem em vídeo, a partir de um hospital em Dubai, quando disse que não estava tendo um julgamento justo. O governo de Pervez Musharraf terminou em 2008.

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  • Em meio a protestos, Evo Morales renuncia à presidência da Bolívia

    O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou hoje (10), em um pronunciamento transmitido a partir da cidade de Cochabamba, sua renúncia ao cargo, em meio à escalada dos protestos que se seguiram à eleição de 20 de outubro no país.

    Ao lado de Morales, o vice-presidente Alvaro García Linera também anunciou que deixa seu posto. Posteriormente, o ex-presidente boliviano falou sobre o assunto em suas redes sociais.

     

    “Queremos preservar a vida dos bolivianos”, disse Morales no pronunciamento. Ele disse que decidiu deixar o cargo “para que não continuem maltratando parentes de líderes sindicais, prejudicando a gente mais humilde. Estou renunciando e lamento muito esse golpe”.

    Imagens de TV mostraram oposicionistas comemorando nas ruas de La Paz. A pressão sobre Morales aumentou depois que o comandante das Forças Armadas bolivianas, William Kaiman, sugeriu, na tarde deste domingo, que Morales renunciasse para permitir a “pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”.

    Mais cedo, Morales havia anunciado a realização de novas eleições e a substituição dos integrantes do Tribunal Superior Eleitoral boliviano, mas não conseguiu melhorar os ânimos dos adversários. Na ocasião, ele disse que sua “principal missão é proteger a vida, preservar a paz, a justiça social e a unidade de toda a comunidade boliviana”.

    O anúncio da nova eleição foi feito depois de a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter divulgado um informe sobre uma auditoria do processo eleitoral, em que o órgão recomendou a realização de um novo pleito.

    Antes da renúncia de Morales, a imprensa boliviana noticiou a realização neste domingo de diversos ataques a residências, incluindo casas de familiares de Morales, e a prédios públicos. No Twitter, o ainda presidente havia denunciado que “fascistas” tinham incendiado a casa dos governadores de Chuquisaca y Oruro, e também de sua irmã, Esther Morales, em Oruro. Emissoras de rádio e TV estatais, como a Bolívia TV, foram alvo de protestos.

    Depois que manifestantes atacaram a sua casa, o presidente da Câmara dos Deputados, Víctor Borda, também renunciou ao cargo neste domingo.

    “Queremos preservar a vida dos bolivianos”, disse Morales no pronunciamento. Ele disse que decidiu deixar o cargo “para que não continuem maltratando parentes de líderes sindicais, prejudicando a gente mais humilde. Estou renunciando e lamento muito esse golpe”.

    Imagens de TV mostraram oposicionistas comemorando nas ruas de La Paz. A pressão sobre Morales aumentou depois que o comandante das Forças Armadas bolivianas, William Kaiman, sugeriu, na tarde deste domingo, que Morales renunciasse para permitir a “pacificação e a manutenção da estabilidade, pelo bem da nossa Bolívia”.

    Mais cedo, Morales havia anunciado a realização de novas eleições e a substituição dos integrantes do Tribunal Superior Eleitoral boliviano, mas não conseguiu melhorar os ânimos dos adversários. Na ocasião, ele disse que sua “principal missão é proteger a vida, preservar a paz, a justiça social e a unidade de toda a comunidade boliviana”.

    O anúncio da nova eleição foi feito depois de a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter divulgado um informe sobre uma auditoria do processo eleitoral, em que o órgão recomendou a realização de um novo pleito.

    Antes da renúncia de Morales, a imprensa boliviana noticiou a realização neste domingo de diversos ataques a residências, incluindo casas de familiares de Morales, e a prédios públicos. No Twitter, o ainda presidente havia denunciado que “fascistas” tinham incendiado a casa dos governadores de Chuquisaca y Oruro, e também de sua irmã, Esther Morales, em Oruro. Emissoras de rádio e TV estatais, como a Bolívia TV, foram alvo de protestos.

    Depois que manifestantes atacaram a sua casa, o presidente da Câmara dos Deputados, Víctor Borda, também renunciou ao cargo neste domingo.Eleição polêmica

    As eleições presidenciais bolivianas ocorreram em 20 de outubro. Morales obteve 47,07% dos votos, enquanto seu principal concorrente, Carlos Mesa, alcançou a 36,51%. Pelas regras eleitorais bolivianas, Morales foi declarado eleito, por ter obtido mais de 10% de votos além de Mesa.

    A apuração dos votos, no entanto, foi acompanhada por polêmica, com acusações de ambos os lados. Uma missão de observação da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou problemas como a falta de segurança no armazenamento das urnas e a suspensão da apuração.

    Diante da polêmica, Morales e líderes oposicionistas sugeriram que a Organização dos Estados Americanos (OEA) auditasse o resultado das eleições – e Morales convidou países como Colômbia, Argentina, Brasil e Estados Unidos a participarem do processo. Desde então, os protestos populares se acirraram, com oposicionistas chegando a estabelecer um prazo para que Morales deixasse o cargo.

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  • Navio que transportava petróleo explode na Coreia do Sul

    Um navio cargueiro, ancorado em um porto na Coreia do Sul, explodiu ontem (28). Uma embarcação nas proximidades também pegou fogo. A polícia diz que todas as 46 pessoas a bordo das duas embarcações foram resgatadas.

    Segundo a polícia e a agência de notícias da Coreia do Sul, Yonhap, o navio, transportando 25 mil toneladas de derivados de petróleo, estava ancorado em um porto na cidade de Ulsan, no sul do país, quando houve explosão. Uma foto tirada no local mostra a chama e a fumaça negra saindo da embarcação.A polícia afirma que duas pessoas ficaram feridas, mas não estariam correndo risco de vida.(AgênciaBrasil)



  • Aos 86 anos, morre ex-presidente francês Jacques Chirac

    Aos 86 anos, morreu nesta quinta-feira (26) o ex-presidente francês Jacques Chirac, segundo o G1. Ele foi prefeito de Paris e governou o país entre 1995 e 2007.

    O anúncio da morte foi feita pelo genro de Chirac, Frédéric Salat-Baroux, marido de Claude Chirac. "Ele morreu cercado por entes queridos. Pacificamente", declarou. Após o anúncio da morte, a Assembleia Nacional fez um minuto de silêncio.



  • Greve Global pelo Clima deve levar milhões às ruas hoje, 20

    Foto: Reprodução

    Começou nesta sexta-feira (20), uma greve global pelo clima em mais de 130 países. O objetivo é exigir ações concretas contra as mudanças climáticas. “Estamos lutando por nós, pelos nossos amigos, pela nossa família e pelo rapaz que mora na nossa rua. Lutamos porque é essa a nossa obrigação”, explica Katie Eder, a ativista de 19 anos responsável por três organizações dedicadas ao meio ambiente e ao impacto social.

    Entre os vários cartazes dos milhares de participantes, frases como “a temperatura está aumentando”, “este é o nosso futuro”, “salvem a Terra, amem a vida” lideraram o protesto.







  • Procuradores dos EUA abrem investigação antitruste contra o Google

    Procuradores-gerais de 48 estados e dois territórios dos Estados Unidos anunciaram hoje (9) uma investigação antitruste contra o Google no país. O conglomerado (que desde 2015 mudou de nome para Alphabet) havia sofrido multas de órgãos reguladores no país antes, mas a iniciativa divulgada nesta segunda-feira marca uma ofensiva importante contra uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.

    O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, líder da iniciativa, destacou o poder de mercado do grupo nos mercados online e como isso afeta o caráter aberto e inovador da web. “Consumidores acreditam que a internet é livre, mas não é. Essa é uma companhia que domina todos os aspectos de publicidade e busca. O lado do comprador, do consumidor e até mesmo o segmento de vídeo com o Youtube”, disse.

    O procurador-geral do Distrito de Columbia, Karl Racine, caracterizou a apuração como um esforço para avaliar os impactos do poder de mercado do Google e saber se há “condições mínimas na indústria de tecnologia online”. Ele citou como exemplo o fato dos resultados de busca de maior visibilidade em geral estarem associados a negócios do próprio Google (como vídeos do Youtube e informações sobre produtos do Google Shopping).

    “O Google comanda uma grande parcela do mercado de publicidade online e nós devemos garantir que todos são tratados de maneira justa”, disse Racine, em uma referência a eventuais práticas anticoncorrenciais do grupo. Racine ressaltou que a investigação busca proteger não somente o usuário dos serviços do conglomerado, mas também os pequenos negócios que podem estar sofrendo os efeitos de um poder monopolista.

    Consumidores

    A procuradora-geral do Arkansas, Leslie Rutledge, disse que seu foco é proteger os consumidores dos Estados Unidos. “Quando minha filha está doente e procuro online, quero o melhor auxílio, não a clínica que pode gastar mais em publicidade. A maioria dos EUA pensa que é gratuito pesquisar algo, mas vem com um custo”, disse.

    O procurador-geral da Dakota do Sul, Jason Ravnsborg, disse que o desejo é assegurar condições justas de competição. Segundo o procurador-geral de Utah, Sean Reyes, o fato de tantos procuradores se juntarem no esforço sinaliza a capilaridade das atividades do conglomerado e a continuidade das denúncias contra ele. “Embora democratas e republicanos sejam de partidos diferentes, temos um laço comum na proteção dos cidadãos dos nossos estados”, disse a procuradora-geral da Flórida, Ashley Moody.

    Domínio de mercado

    O Alphabet (conglomerado do Google) deixou de ser apenas um mecanismo de busca. Este serviço, pelo qual a maioria dos usuários conhece a empresa, tem uma participação de mercado global de mais de 90%, segundo a consultoria Statcounter. Além disso, controla os principais navegadores (Chrome, com 63% do mercado), sistema operacional para dispositivos móveis (Android, com 76% de mercado), servidor de e-mail (Gmail, sendo utilizado por mais de 1,5 bilhão de pessoas) e plataforma de streaming de vídeo (Youtube, com 2 bilhões de usuários).

    O Alphabet também comercializa serviços para empresas e infraestrutura na nuvem e mantém o que chama de “outras apostas”, uma série de empresas com pesquisas e desenvolvimento tecnológico, que vão do combate ao envelhecimento a carros autônomos, passando por serviços de acesso à internet usando balões ou equipamentos como desktops, smartphones e assistentes virtuais.

    Multa

    Em março deste ano, a União Europeia multou o Google em ‎1,49 bilhão de libras por abuso de poder de mercado. Antes desta, mais duas multas haviam sido aplicadas por violações das regras europeias de competição. 

    Segundo o órgão de concorrência do bloco, o Google fechava contratos com cláusulas que minavam a competição, dificultando a disseminação de anúncios de concorrentes do grupo.(Agência Brasil)
     

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