BUSCA PELA CATEGORIA "POLÍTICA"

  • Termina nesta quarta (16) o prazo para partidos definirem candidatos às eleições

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que termina nesta quarta-feira (16) o prazo para os partidos realizarem suas convenções internas para escolherem os candidatos que vão disputar os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores nas eleições municipais de novembro. A Justiça Eleitoral espera receber mais de 700 mil registros de candidaturas no pleito deste ano. De acordo com informações da Agência Brasil, o prazo está previsto na Lei das Eleições e deveria ter sido encerrado em agosto. No entanto, o período das convenções foi prorrogado por 42 dias devido ao adiamento das datas do calendário eleitoral em função da pandemia da covid-19. O Congresso adiou o primeiro turno das eleições deste ano de 4 de outubro para 15 de novembro. O segundo turno, que seria em 25 de outubro, foi marcado para 29 de novembro. O registro dos candidatos escolhidos pelas legendas deverá ser feito até 26 de setembro na Justiça Eleitoral dos estados.







  • Mais de R$ 11 milhões é o gasto da Câmara dos Deputados com missões oficiais em 2019

    As despesas da Câmara dos Deputados com passagens aéreas, diárias e adicionais para missões oficiais de parlamentares e servidores atingiram a marca de R$ 11,9 milhões em 2019. O valor é 50,3% maior que as despesas do ano anterior, quando o custo foi de R$ 7,9 milhões. Em comparação com o primeiro ano da última legislatura, que foi 2015, o gasto de 2019 também é maior. Naquele ano, se gastou R$ 10,1 milhões em missões oficiais, 17,7% a menos que no ano passado. Esses dados foram obtidos pelo G1 por meio da Lei de Acesso à Informação. A reportagem explica que as missões oficiais são viagens feitas para participar de eventos relacionados ao trabalho do Legislativo, como a Audiência Parlamentar Anual da União Interparlamentar em Nova York. De acordo com a publicação, essas viagens precisam ser autorizadas pelo presidente da Câmara, atualmente o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Além disso, as despesas são contabilizadas à parte do valor reservado para a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). Em detalhes, os dados indicam que 217 deputados e 62 servidores viajaram em missões oficiais no Brasil e para 106 cidades de 61 países.







  • Contendas do Sincorá: Câmara aprovou a nova Lei Orgânica do Município

    Câmara de Vereadores de Contendas do Sincorá votou e aprovou, por unanimidade, em 2° turno a Nova Lei Orgânica do Município, que é considerada a Constituição Municipal. Segundo o Presidente da Casa, Evanildo Isaías a atual Lei Orgânica havia sido promulgada em 1990, ou seja, há três décadas, estando, portanto, completamente defasada e não atendia mais os anseios da sociedade local.  

    Contendas do Sincorá: Câmara aprovou a nova Lei Orgânica do Município

    Os trabalhos do Legislativo teve a assessoria do Advogado, Dr. Matheus Souza, Especialista na área, que auxiliou os Vereadores em todo o trâmite. Foram quase seis meses de muito trabalho, junto com a Comissão Especial de Reforma e Revisão da Lei Orgânica, onde foram atualizados inúmeros pontos e acrescido mais de 100 novos artigos, adequando à Constituição Federal, Estadual e jurisprudência vinculante do STF. Com a nova Lei Orgânica os cidadãos contendenses terão seus direitos garantidos na legislação local.







  • Rui e Neto costuram acordo para acelerar aprovação da reforma da Previdência na Bahia

    O governador da Bahia, Rui Costa (PT), e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), se comprometeram a mobilizar suas bases políticas em prol da aprovação da reforma da previdência para servidores públicos da capital baiana e do estado. Os dois campos políticos opostos se uniram para a aprovação da reforma aprovada em Brasília, em Salvador e na Bahia.

     

    O acordo orientou os deputados estaduais de oposição ao governo na Assembleia Legislativa (AL-BA) aceitarem um pedido de tramitação em prioridade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma enviada por Rui. O pedido foi aprovado nesta quarta-feira (18), de surpresa, em um plenário vazio e a menos de uma hora do recesso parlamentar.

    Em troca da prioridade sem obstrução da base de Neto para a PEC estadual, o governo petista se comprometeu a conversar com sua base na Câmara Municipal de Salvador (CMS) para dar o mesmo tratamento para a reforma da previdência dos servidores públicos do município. Assim como Rui Costa, o prefeito ACM Neto deve enviar uma PEC em consonância com a reforma aprovada em Brasília para apreciação dos vereadores.

     

    Sem citar qualquer acordo, o líder de Rui na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto (PT), falou que irá conversar com a base petista e aliada nos municípios baianos pela aprovação da reforma da previdência nas cidades. “Falarei com meus pares na Câmara de Salvador sobre essa reforma. Não é o momento de utilizar essa questão como disputa eleitoral, mas pensar na adequação das contas dos estados”, disse Rosemberg. 

     

    O parlamentar petista defendeu a proposta de Rui. “Tenho dito que o governo está fazendo uma adequação às mudanças previdenciárias feitas pelo Congresso Nacional. Aqui fazemos isso por meio de uma PEC como outros estados já fizeram”, argumentou. 

     

    Entre as mudanças na previdência propostas por Rui para os seus servidores, a PEC que está na AL-BA estabelece que aposentados e pensionistas, que atualmente não contribuem, passem a contribuir para a previdência. Ainda no texto, será aposentado “aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, observados o tempo de contribuição e os demais 
    requisitos estabelecidos em lei complementar” (leia aqui). 

     

    Em Brasília, os deputados federais do PT votaram contra a reforma agora apresentada por Rui. Na AL-BA, os deputados de oposição questionam com frequência os pedidos de urgência e prioridade que o governador faz, a exemplo do aprovado nesta semana com a anuência da liderança da bancada. 

     

    Com o acordo, nos bastidores, o que se espera é que as reformas estadual e municipal tramitem sem maiores problemas na AL-BA e na CMS. 

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  • Vinte vereadores de Uberlândia são presos em operação do MP

    Vinte vereadores de Uberlândia foram alvos de mandados de prisão na manhã desta segunda-feira (16) em uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG).

    A ação apura desvio de verbas de gabinete e também inclui mandados para prender outras 20 pessoas, entre funcionários e assessores da Câmara Municipal e donos de gráficas. A casa tem 27 edis.

    Entre os investigados estão o presidente da Câmara, Hélio Ferraz, o Baiano (PSDB), que foi preso. Também estão na lista dos vereadores alvos de mandado de prisão os vereadores Juliano Modesto (SD) e Alexandre Nogueira (PSD) — o primeiro já estava preso, e o segundo cumpria prisão domiciliar e foi levado para a delegacia.



  • PF mira operadoras de telefonia em nova fase da Lava Jato relacionada a Lula

    RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira uma nova fase da operação Lava Jato que tem como objetivo investigar fraudes em contratos celebrados por grandes companhias de telefonia, internet e TV por assinatura atuantes no país e no exterior, em nova apuração relacionada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informou a corporação em nota.

    A nova fase, a 69ª da operação determinada pela Justiça Federal de Curitiba (PR), cumpre 47 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e no Distrito Federal, e envolve cerca de 200 policiais federais, com o apoio de 15 auditores fiscais da Receita Federal, disse a PF.

    A PF não informou quais empresas estão sob investigação, mas complementou que a nova fase tem relação com a 24ª etapa da operação, deflagrada em março de 2016, que levou à condução coercitiva o ex-presidente Lula.

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    A Operação Mapa da Mina tem como foco principal a apuração de crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa, tráfico de influência internacional e lavagem de dinheiro envolvendo contratos e/ou acertos suspeitos que geraram repasses milionários a grupo econômico integrado por pessoas físicas e jurídicas investigadas na 24ª fase da operação, disse a PF.

    As evidências, conforme a PF, são de que os serviços contratados pelo citado grupo econômico nos principais casos foram realizados em patamares ínfimos ou não foram prestados, apesar dos pagamentos recebidos integralmente. O montante dos repasses apurado até o momento chega a 193 milhões de reais, ocorridos entre 2005 e 2016.

    Por Pedro Fonseca e Ricardo Brito

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  • TSE reconhece assinaturas eletrônicas para criação de partidos

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (3) reconhecer assinaturas eletrônicas para formalizar a criação de partidos políticos. A decisão pode ter impacto na criação no Aliança pelo Brasil, novo partido do presidente Jair Bolsonaro, que pretende agilizar o processo de obtenção de registro do partido por meio de certificados digitais.  

    Apesar da decisão, não há prazo para que a Justiça Eleitoral possa criar aplicativos e programas de computador para efetivar a decisão, que ainda precisará ser regulamentada para passar a ter validade. Segundo a presidente do TSE, Rosa Weber, as soluções não estarão prontas para as eleições municipais de 2020. 

    O julgamento foi motivado por uma consulta apresentada no ano passado pelo deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS). O parlamentar pediu que o tribunal responda a seguinte pergunta: "Seria aceita a assinatura eletrônica legalmente válida dos eleitores que apoiem dessa forma a criação de partidos políticos nas listas e/ou fichas expedidas pela Justiça Eleitoral?" 

    Novos partidos

    Para a criação de partidos políticos, um dos requisitos exigidos é a apresentação de fichas de apoiamento de eleitores, cuja autenticidade das assinaturas em papel é feita pela Justiça Eleitoral. 

    Por 4 votos a 3, o tribunal seguiu voto do ministro Luís Felipe Salomão. Segundo o ministro, o setor técnico do tribunal informou que há viabilidade técnica para desenvolver os aplicativos necessários para implementar a medida. Salomão também afirmou que o uso da assinatura digital trará mais segurança na conferência, que é feita manualmente pela Justiça Eleitoral. O voto foi acompanhado pelos ministros Tarcísio Vieira, Sergio Banhos e Luís Roberto Barroso.  

    "No cenário jurídico inexiste óbice à certificação digital de assinaturas. A adoção dessa sistemática é viável”, disse Salomão.  

     Barroso também votou a favor das assinaturas eletrônicas, mas ponderou que a efetivação da medida depende de regulamentação pelo TSE e do desenvolvimento dos aplicativos e sites, que ainda não tem prazo para ocorrer. 

    “Vai que a gente não consegue desenvolver essa ferramenta? disse Barroso.  

    O relator do caso, ministro Og Fernandes, ficou vencido por entender que o apoio por meio eletrônico não pode ser aceito por não estar previsto em lei ou nas regras do TSE. Edson Fachin e a presidente, Rosa Weber, acompanharam o relator.

    Rosa Weber disse que o tribunal não tem recursos para verificar a autenticidade das assinaturas que serão entregues pelos partidos. (AgênciaBrrasil)

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  • Bolsonaro comemora desempenho da economia

    O presidente Jair Bolsonaro postou mensagem em seu perfil no Twitter comemorando a performance da economia, em especial o crescimento da oferta de emprego.

    “Pelo sétimo mês seguido, o resultado na criação de empregos foi positivo, com 70.582 vagas criadas em outubro. No ano, foram gerados 841,5 mil empregos formais, melhor saldo dos últimos 5 anos”.

    Na mensagem, Bolsonaro compartilha vídeo produzido pela Secretaria Especial de Comunicação Social. O material de divulgação, além da oferta de novos postos formais de trabalho, enumera o crescimento do PIB no segundo trimestre, de 0,4%, “a menor taxa de juros da história”, de 5%, controle da inflação - prévia de 0,14% , “menor resultado desde 1998”.

    Jair M. Bolsonaro?@jairbolsonaro

    - Pelo sétimo mês seguido, o resultado na criação de empregos foi positivo, com 70.582 vagas criadas em outubro. No ano, foram gerados 841,5 mil empregos formais, melhor saldo dos últimos 5 anos".

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  • Bolsonaro oficializa saída do PSL

    O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (19/11) a desfiliação do PSL, durante uma reunião no Palácio do Planalto com seus advogados. A saída ocorreu em meio a uma disputa pelo poder da legenda pela qual ele foi eleito.

    "A matéria está decidida, não tem volta. O presidente está se desfiliando hoje do PSL", anunciou a advogado do presidente, Admar Gonzaga. "O PSL, quem quiser, fique com ele. O partido do presidente será outro e, com ele, certamente, virão os leais", acrescentou.

    Bolsonaro deve lançar na quinta-feira seu partido, a Aliança pelo Brasil, do qual provavelmente assumirá a liderança. A defesa do presidente afirmou que não há impedimentos legais para ele comandar da legenda.

    Além do presidente, seu filho Flávio Bolsonaro, que é senador pelo Rio de Janeiro, também apresentou um pedido de desfiliação do PSL. Os advogados de Bolsonaro disseram que há motivos suficientes para alegar justa causa para a saída de parlamentares da legenda e evitar assim que percam os mandatos.

    "O que se viu na postura do presidente do PSL e de todos aqueles que o acompanham é, justamente, uma flagrante falta de compromisso com a transparência e boa gestão do dinheiro público", afirmou

    Gonzaga ao jornal Folha de S.Paulo.

    Segunda maior bancada da Câmara, o PSL possui 53 deputados. No Senado, a legenda contava com três senadores, incluindo Flávio. Diversos parlamentares bolsonaristas devem seguir o presidente no novo partido. O deputado Eduardo Bolsonaro (SP) já disse que pretende se filiar ao Aliança pelo Brasil, mas deixará o PSL somente depois da oficialização da sigla.

    O primeiro passo para fundar a nova legenda é o recolhimento de quase 500 mil assinaturas, coletadas em ao menos nove estados. Essa lista de apoio deve ser apresentada no momento em que o pedido de abertura for protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisará a questão. Isso deve ocorrer em menos de cinco meses, se a Aliança pelo Brasil quiser lançar candidatos para as eleições municipais de 2020.

    A saída de Bolsonaro ocorre após uma batalha entre o clã Bolsonaro e o presidente nacional da sigla, o deputado Luciano Bivar (PSL-PE), pelo controle da legenda, que é alvo de uma série de acusações de

    candidaturas laranjas. A disputa envolve também o poder sobre os imensos fundos partidários aos quais o partido tem direito – a previsão é que a legenda receba 110 milhões de reais neste ano.

    No mês passado, Bolsonaro e mais 23 parlamentares chegaram a entrar com pedido na Procuradoria Geral da República (PGR) para o bloqueio dos repasses do fundo ao PSL e o afastamento de Bivar da sigla, alegando supostas irregularidades cometidas pelo dirigente.

    Após passar por sete legendas, Bolsonaro se filiou ao PSL para disputar as eleições presidenciais de 2018, e seus filhos Eduardo e Flávio se tornaram líderes do partido em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente. Um ex-aliado de Bolsonaro, o ex-ministro Gustavo Bebianno, chegou a assumir interinamente a presidência nacional do partido durante a campanha eleitoral, no lugar de Bivar.

    A crise instalada dentro do partido eclodiu após declarações públicas de Bolsonaro, que desencadearam uma troca de farpas entre o presidente e Bivar. Bolsonaro recomendou a um apoiador

    que "esquecesse" o PSL e afirmou que Bivar "está queimado para caramba" em seu estado, Pernambuco.

    Bivar reagiu afirmando que a fala de Bolsonaro foi "terminal". "Ele já está afastado. Não disse para esquecer o partido? Está esquecido", declarou o presidente do partido.

    Oficialmente, o grupo de Bolsonaro no PSL manteve o discurso de que está insatisfeito com Bivar por causa da falta de transparência no comando da sigla e a eclosão das suspeitas em torno das candidaturas de fachada em Pernambuco.

    Ainda assim, o próprio presidente da República insiste em manter no cargo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que também é suspeito de comandar um esquema similar de candidaturas laranjas em Minas Gerais.Já os apoiadores de Bivar acusam o grupo do presidente de querer controlar a gorda fatia do fundo partidário que cabe ao PSL desde que a sigla se tornou a segunda maior bancada da Câmara.

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  • Eleitores de 39 municípios têm até esta quinta para fazer a biometria

    Eleitores de 39 municípios baianos tem até esta quinta-feira (31) para realizar o recadastramento biométrico. Esta é a data limite data limite para que eleitores atendam a convocação da Justiça Eleitoral. De acordo com informações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), os cartórios eleitorais envolvidos na revisão biométrica desses 39 municípios realizarão plantão extraordinário nesta quinta-feira.  Já na sexta-feira (1º), o expediente será interrompido em toda Justiça Eleitoral. 

    A Justiça Eleitoral alerta que o eleitor que deixar de atender a convocação terá o título cancelado e estará sujeito aos diversos prejuízos previstos pelo Código Eleitoral, a exemplo da impossibilidade de ser empossado em cargo público. De acordo com informações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE)

    Conforme o Código Eleitoral, o cancelamento do título implica ainda na impossibilidade de obtenção de empréstimos em instituições públicas, dificuldade para tirar ou renovar o passaporte, impedimento de renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, entre outros. (Correio)







  • Condenação de Geddel e Lúcio parece ser o começo do fim para clã Vieira Lima

    Se a prisão de Geddel Vieira Lima e a derrota do irmão dele, Lúcio, na tentativa de reeleição à Câmara dos Deputados pareciam um prenúncio de que o clã estaria perto de encerrar sua participação no teatro político, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) parece ter sido ainda mais incisiva. Por unanimidade, os ministros condenaram os irmãos por lavagem de dinheiro e, por maioria, pelo crime de associação criminosa. A pena de Geddel é de mais de 14 anos e no caso de Lúcio de pouco mais que 10 anos – essas detenções devem ser aceleradas pelo processo ter tramitado diretamente na Suprema Corte.

     

    Filhos de uma tradicional família política, cujo pai, Afrísio Vieira Lima, sobreviveu ao processo de redemocratização, Geddel e Lúcio tiveram estreias distintas na cena baiana. Enquanto o mais velho foi eleito na década de 1990 para a Câmara dos Deputados, o caçula debutou apenas em 2010, durante a campanha de Geddel para o governo da Bahia. Lúcio herdou o espólio do irmão, que já tinha sido herdeiro de Afrísio. Ao final, os cargos eletivos de ambos foram limitados ao parlamento federal.

    Conta-se que o início da carreira de Geddel foi conturbado. À época da CPI dos Anões do Orçamento, o então jovem deputado chorou para evitar ser atrelado ao grupo. Desde então, o emedebista foi se consolidando como uma das principais lideranças baianas e com trânsito livre com a cúpula do MDB. Tanto que ele conseguiu ser ministro de Luiz Inácio Lula da Silva, indicado pelo partido, manteve um cargo na Caixa quando Dilma Rousseff esteve no Planalto, e voltou à Esplanada com Michel Temer. Até o escândalo do La Vue. Ali começou um novo capítulo da história.

     

    Todo poderoso na Bahia, controlador de um dos maiores partidos do Brasil, Geddel foi do apogeu ao inferno em um curto espaço de tempo – pouco mais de 10 meses, para ser mais preciso. Influente na coxia de Temer, despencou do poder quando o então ministro Marcelo Calero trouxe a público uma denúncia de tráfico de influência. Dali até ser preso, o mais velho dos Vieira Lima tentou submergir. Impossível. Terminou preso em julho de 2017, quando ficou pouco tempo atrás das grades, e em setembro do mesmo ano, desde quando amarga o sol nascendo quadrado.

     

    Já Lúcio manteve-se ativo até encerrar o mandato. A grande chance de manter a prerrogativa de foro e certo distanciamento de fazer companhia ao irmão não logrou êxito nas urnas no último pleito. Depois, tomou um chá de sumiço. Era o lógico, visto que, segundo o próprio argumento, a vida de empresário lhe concedia conforto. Por causa desse mesmo mandato que poderia tê-lo dado uma sobrevida, o julgamento da dupla fraterna permaneceu no STF. Agora, não há muito o que fazer, além de lidar com a pena pelo caso da emblemática foto das malas e caixas com R$ 51 milhões.

     

    Como é difícil pôr fim definitivo a uma dinastia com tanta influência histórica na Bahia, o sobrenome Vieira Lima não necessariamente ficará preso ao passado. Como aconteceu no passado, a memória curta pode permitir que algum herdeiro aproveite o espólio de algumas décadas de poder. Porém é inegável que o STF parece ter determinado o começo do fim.(RBN Diital,)

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  • Senado deve concluir terça-feira votação de mudanças na Previdência

    Oito meses depois de chegar ao Congresso, o texto principal da reforma da Previdência  (PEC 6/2019) deve ter sua votação final na próxima terça-feira (22), dia em que o plenário do Senado deverá analisar a matéria em segundo turno. Para que seja aprovado e siga para promulgação, o projeto precisa alcançar o mínimo de 49 votos favoráveis.

    Entre outros pontos, o texto aumenta o tempo para trabalhadores terem direito à aposentaria, eleva as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS (hoje em R$ 5.839) e estabelece regras de transição para os atuais assalariados. Com essa proposta, a economia está estimada em R$ 800 bilhões em 10 anos.

    Antes de ser votada em plenário, no mesmo dia, às 11h, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) vai votar o parecer do relator do texto, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), sobre nove emendas de redação apresentadas após a votação da reforma em primeiro turno.

    Paralela

    A conclusão da votação do texto principal da reforma da Previdência avança em parte, mas não encerra a discussão sobre o tema no Congresso. Vários pontos polêmicos considerados importantes, mas que não têm consenso no Senado e na Câmara, integram uma proposta de emenda paralela à Constituição (PEC 133/19). Para que o assunto continue em discussão, Tasso apresentará o relatório sobre essa proposta na próxima quarta-feira (23), na Comissão de Constituição (CCJ) do Senado.

    O principal ponto do texto busca incluir estados e municípios na reforma da Previdência. A proposta também prevê aumento de receitas para compensar parte das perdas referentes às concessões feitas pelos parlamentares no texto principal. Entre elas, está o fim da isenção de contribuições previdenciárias de entidades filantrópicas, do setor exportador, sobretudo do agronegócio e de empresas incluídas no Simples. Em 10 anos, essas medidas podem render aos cofres públicos R$ 155 bilhões.

    Também estão na PEC Paralela ajustes em algumas regras previdenciárias, além da criação de um benefício para crianças em situação de pobreza. O relator, contudo, vem sendo pressionado por representantes de entidades filantrópicas para que não aceite a cobrança da contribuição previdenciária, ainda que seja gradual. Tasso estuda ampliar o prazo para a cobrança, definido inicialmente em 10 anos.

    A pedido da bancada feminina, devem entrar ainda nessa discussão regras de transição atenuadas para mulheres cumprirem a exigência de idade para a aposentadoria, com mudanças para garantir mais recursos para as viúvas, pois as mulheres são mais de 80% dos beneficiários das pensões por morte.

    PEC autônoma

    Além da PEC Paralela, outro tema foi acertado com a equipe econômica para ser tratado em proposta autônoma. É o "pedágio" cobrado dos trabalhadores prestes a se aposentar, que terão de trabalhar o dobro do tempo que falta para a aposentadoria. O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) desistiu do destaque para evitar o retorno da proposta à Câmara. Para ter mais chances de aprovação na Câmara e no Senado, ele exigiu que o tema fosse tratado sozinho em outra proposta de emenda constitucional. “O pedágio é de 17% para os militares, 30% para os parlamentares e 100% para os demais. Queremos discutir uma regra de transição que suavize o drama para quem já trabalhou muito e vai trabalhar ainda mais para chegar à aposentadoria”, afirmou Dias.(AgênciaBrasil)

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  • No Senado, Wagner tem o pior desempenho entre baianos e petistas em nº de discursos

    Estreando no Senado Federal neste ano, Jaques Wagner tem tido um desempenho aquém do esperado o que tem decepcionado os próprios aliados. Logo após ser eleito para senador, esperava-se que o petista tivesse uma postura de um opositor contundente ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Mas, nos primeiros nove meses, o que se tem visto é que Wagner tem adotado um tom mais moderado.

    Prova disto é o número de discursos. Em comparação com os senadores baianos Otto Alencar e Angelo Coronel, ambos do PSD, Wagner está bem abaixo. Alencar e Coronel são considerados parlamentares independentes ao governo Bolsonaro, mas não oposicionistas ferrenhos, como se esperava do petista. Além disso, Wagner também tem um desempenho menor no número de discurso ao confrontar com os dados dos outros cinco senadores do PT.

    Levantamento do Bahia Notícias aponta que Wagner subiu à tribuna do Senado sete vezes até o momento. Já Otto e Coronel fizeram 16 e 15 pronunciamentos, respectivamente. Os senadores do PT que mais fizeram discursos foram: Paulo Paim (155), Humberto Costa (80), Paulo Rocha (34), Rogerio Carvalho (28) e Jean Paul Prates (11).

    Em seus pronunciamentos, Wagner tratou de diversos temas, como a decisão judicial que quase transfere o ex-presidente Lula de Curitiba para São Paulo (relembre aqui) e leu mensagens de solidariedades aos países africanos e ao general Villas Bôas após sofrer agressão do pensador Olavo de Carvalho.

    Em nota enviada à reportagem, a assessoria de comunicação de Wagner afirmou que, ao avaliar a atuação dos parlamentares, "deve se considerar as características de cada um e não o número de discursos". "Para ele, há os que se pronunciam mais na tribuna, outros se dedicam mais à articulação política, à atuação nas comissões, à apresentação de projetos de leis, etc. Wagner, reconhecido pelo seu perfil de articulador, considera que os perfis são complementares e que todos são importantes", comunicou.

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  • ACM Neto lamenta fechamento da Petrobras na BA e culpa PT: 'Permitiu'

    O prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) lamentou nesta quarta-feira (11) o fechamento das atividades da Petrobras na Bahia e no Nordeste  O gestor da capital baiana atribuiu a culpa da situação ao Partido dos Trabalhadores que, segundo ele, “usou e abusou do poder” e “permitiu que a Lava Jato se instalasse no coração da Petrobras, a principal empresa brasileira”.

    “Mas é bom lembrar que esse prédio foi e é objeto de uma das operações da Lava Jato, existem serias apurações de possibilidade de corrupção, de desvio de dinheiro público envolvendo a construção desse prédio”, analisou o democrata.

     

    O chefe do Executivo municipal ainda sinalizou que a operação Lava Jato mostra que os erros cometidos no passado estão sendo pagos hoje.



  • Filho de ex-ministro Lobão é preso na 65ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta terça

    A Polícia Federal, em cooperação com o Ministério Público Federal (MPF) e com a Receita Federal, deflagrou, na manhã desta terça-feira (10), a 65ª Fase da Operação Lava Jato, denominada Galeria. Márcio Lobão, filho do ex-ministro Edison Lobão, foi preso na força-tarefa.

    A prisão é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado e foi efetuada no Rio de Janeiro (RJ). Além disso, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

    A nova etapa da operação investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro proveniente de pagamento de vantagens indevidas relacionadas a contratos de uma empreiteira para a construção de uma usina hidrelétrica no Pará.