Os donos de vans dizem, no entanto, que alguns pontos precisam ser esclarecidos. "Existem algumas lacunas no decreto, um parágrafo às vezes não bate com outro. Fala uma coisa e, mais adiante, desconsidera", afirma Paulo Sérgio Teles, representante de uma das cooperativas do transporte alternativo.

A idade dos veículos estabalecida no decreto é uma das determinações que os condutores das vans discordam. O documento prevê que os veículos tenham até três anos de uso. A média atual das vans que circulam na cidade é de mais de 10 anos.

"Certamente, a pessoa de maior poder aquisitivo, os empresários, vão investir. Como a licitação trata-se de um processo de pontuação, certamente a maioria estará de fora desse processo", destaca Teles.

O secretário Esmeraldino Correia diz que o valor cobrado pelas vans vai continuar sendo menor que o cobrado pelos ônibus, e adaptações vão ser exigidas para garantir direito de idosos, pessoas com necessidades especiais e estudantes.

"Isso seguirá uma normatização regulamentada por nós, definida de forma muito clara para que todos possam se adequar a esta nova realidade, de sorte que venha com qualidade para a cidade. Vamos melhorar o transporte público municipal de Vitória da Conquista através do seletivo, que são as vans", destaca. 

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