Ele sustenta que, ao determinar que os réus fossem presos, o TRF4 se valeu do atual entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que é possível que réus condenados em segundo grau sejam presos para cumprir a sentença. Sergio Moro ressalta que o plenário do STF reafirmou a possibilidade “por três vezes”, entre 2016 e 2018.
“Assim e obedecendo à Corte de Apelação, expeça a Secretaria os mandados de prisão para execução provisória da condenação de Sergio Cunha Mendes, Rogério Cunha Pereira e Alberto Elísio Vilaça Gomes”, ordenou o juiz federal.
Mendes foi condenado a 27 anos e 2 meses de prisão, Pereira a 18 anos e 9 meses de prisão e Gomes a 11 anos e 6 meses de prisão. Conforme a decisão de Moro, os três serão levados ao Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, onde estão detidos alvos da Lava Jato.
Sergio Moro autorizou que a Polícia Federal conceda aos ex-executivos um prazo de 24 horas para se apresentarem, “desde que apresentado compromisso expresso e por escrito subscrito pelo condenado e também pelo defensor”.
Quanto aos demais réus condenados pelo TRF4 no mesmo processo, o doleiro Enivaldo Quadrado e Waldomiro Oliveira, apontado como “laranja” de Youssef, Moro informou que eles já estão presos por condenações em outros processos.(VEJA.com )

