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O presidente eleito fez seu discurso da vitória na porta da casa dele, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Neste domingo (28), o presidente da República eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, ao ler o discurso da vitória na porta da casa dele, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que o novo governo será um "defensor da Constituição, da democracia e da liberdade". Jair Bolsonaro derrotou Fernando Haddad (PT) no segundo turno e tomará posse como presidente da República em 1º de janeiro de 2019. De acordo com a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro recebeu 57,8 milhões de votos (55,1%) e Haddad, 47 milhões (44,8%).
"Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa, não de um partido, não é a palavra vã de um homem, é um juramento a Deus", afirmou. Bolsonaro ainda assumiu o compromisso de fazer um “governo decente”, formado por pessoas com o propósito de transformar o Brasil em uma “grande, próspera, livre e grande nação”.
O presidente eleito ainda declarou que, como defensor da liberdade, vai guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão, que cumpre seus deveres e respeita as leis. Declarou ainda que seu governo “respeitará de verdade a federação”, garantindo que os recursos federais cheguem aos estados e municípios, que seu governo quebrará o “ciclo vicioso do crescimento da dívida” para estimular investimentos e gerar empregos.

Antes de discurso da vitória, Bolsonaro fez transmissão ao vivo no Facebook após TSE confirmar resultado da eleição.
Bolsonaro ainda disse que os jovens do país vivem um período de estagnação econômica e prometeu que isso mudará, afirmando que governará “com os olhos nas futuras gerações, e não na próxima eleição”. Sobre as relações com outros países, disse que libertará o “Brasil e o Itamaraty” – o presidente eleito é crítico do apoio dos governos petistas a países como Venezuela e Cuba. Ele ainda defendeu buscar relações bilaterais com países que agreguem valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros.
Questionado após a leitura do discurso sobre a divisão do Brasil, Bolsonaro disse que trabalhará para “pacificar o Brasil”. “Não sou Caxias (Duque de Caxias), mas sigo o exemplo desse grande herói brasileiro. Vamos pacificar o Brasil e, sob a Constituição e as leis, vamos constituir uma grande nação”, declarou.
Sobre a montagem do futuro governo, o presidente eleito afirmou que três nomes estão acertados: Onyx Lorenzoni será o ministro da Casa Civil, Paulo Guedes o ministro da Fazenda e o general Augusto Heleno, ministro da Defesa. Ele ainda disse que “está quase certo” que o Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro a ir para o espaço, fará parte do governo. Os demais integrantes do governo será anunciado “com muita cautela”, segundo Bolsonaro.
