No pedido de condenação, que marca a fase final do processo, o Ministério Público afirmou que o dinheiro era "vantagem indevida" ao ex-presidente Michel Temer. O emedebista nega a acusação. À PF, ele afirmou que "nunca" pediu ou autorizou Rocha Loures a receber em seu nome recursos de campanha "ou de qualquer outra origem".

A defesa de Rocha Loures pediu à Justiça Federal de Brasília, em abril do ano passado, que o ex-deputado seja absolvido da acusação de corrupção passiva. No pedido, os advogados argumentaram que ele não sabia que havia dinheiro na mala.

Por conta deste episódio da mala, Temer foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017, também por corrupção passiva. No entanto, a maioria dos deputados da Câmara rejeitou o prosseguimento da denúncia e o caso acabou engavetado até que ele concluísse o mandato presidencial.

Com a saída de Temer da Presidência e consequente perda do foro privilegiado, a denúncia contra o emedebista deve ser enviada para a primeira instância da Justiça Federal.

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