O general esquivou-se também ao ser questionado sobre o reconhecimento pelo Brasil da Palestina como nação e disse apenas que o país tem “relações diplomáticas com vários países”.
Mais cedo neste domingo, o ministro-chefe do Gabinete Institucional (GSI), Augusto Heleno, afirmou que o governo nem sequer pensou em incluir uma visita oficial aos territórios palestinos durante a atual viagem de Bolsonaro a Israel.
Augusto Heleno esquivou-se de dar sentido a essas escolhas que, para analistas brasileiros, indicaram a preferência a Israel, em detrimento das relacões com os países muçulmanos do Oriente Médio.
Nesta segunda, 1, Bolsonaro tem uma visita marcada ao Muro das Lamentações, o segundo local mais sagrado para o judaísmo. O presidente será acompanhado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Esta é a primeira vez que o premiê israelense acompanha um chefe de Estado em visita oficial ao local. A decisão do governo também marca uma mudança na política externa brasileira em favor de Israel.
O Muro das Lamentações fica no setor leste de Jerusalém, parte do território ocupado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Para muitos, visitar o local ao lado do líder israelense significa reconhecer a soberania do país sobre a região.
O compromisso na agenda de Bolsonaro também foi interpretado como uma tentativa de favorecer a reeleição de Benjamin Netanyahu. O premiê concorrerá a mais um mandato no cargo no próximo dia 9, quando serão realizadas as eleições parlamentares no país.
O porta-voz da Presidência negou o tom político da visita do presidente ao Muro das Lamentações. “O presidente não está analisando essa visita sob qualquer aspecto que não apenas o emocional e o religioso”, disse.

