Nove pessoas ainda são consideradas desaparecidas. As buscas entram no quinto dia com restrições no uso de alguns equipamentos, por conta dos riscos de novos desabamentos na região. Edifícios ao redor seguem interditados e podem ser demolidos após perícia.
O Sistema Alerta Rio alerta para a possibilidades de chuvas moderadas ou fortes na cidade nesta terça-feira, o que pode dificultar o trabalho dos bombeiros. Cerca de cem membros da corporação trabalham no local.
As obras dos dois edifícios que desabaram eram irregulares e estavam formalmente embargadas desde novembro, segundo a administração do prefeito Marcelo Crivella (PRB). No entanto, como a própria Prefeitura reconheceu em nota, Muzema é área “controlada por milícia”, os grupos paramilitares formados, em sua maioria, por ex-policiais militares que dirigem e exploram bairros inteiros da cidade.
Em virtude da atuação dos milicianos, que, de acordo com especialistas, não isenta a gestão municipal de nenhuma responsabilidade sobre o ocorrido, a fiscalização era dificultada e pessoas continuavam a viver no local. Moradores pagavam cerca de 100 reais por mês à milícia para viver no condomínio.

