Operação Caixa Forte
Coordenada pela Polícia Federal em Minas Gerais, a Operação Caixa Forte tem a maior parte dos alvos no Paraná.
Os mandados estão sendo cumpridos em Uberaba (MG), Conceição das Alagoas (MG), Campo Grande (MS), Corumbá (MS), São Paulo (SP), Ribeirão Preto (SP), Itaquaquecetuba (SP), Embu das Artes (SP) e nas cidades paranaenses de Curitiba, Londrina, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Goioerê, Mandirituba, Matinhos, Paranaguá, Pinhais e Piraquara.
A operação é fruto de uma investigação iniciada em novembro do ano passado pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).
Investigações a partir de troca de mensagens
Ainda segundo informações da PF, pessoas aparentemente sem vínculo com o PCC, mas com relações próximas a membros da facção, abriam e movimentavam essas contas bancárias em nome próprio, viabilizando o processo de lavagem de dinheiro.
As apurações começaram a partir da apreensão do telefone celular de um dos membros da organização criminosa, em agosto do ano passado, em Belo Horizonte, que continha uma série de trocas de mensagens com outros criminosos.
Com o aparelho, os investigadores destrincharam a organização financeira da facção, identificando, assim, um dos principais articuladores do esquema e responsável pelo controle das questões financeiras da organização, que está preso em uma penitenciária no Paraná.
Segundo informações da PF, mesmo preso, o criminoso ocupava posto de destaque dentro da facção criminosa, fazendo o controle das movimentações financeiras, recebendo, organizando e separando as informações por regiões do país, estados, quantidades, datas, fornecedores, devedores, recebimentos, lucro e fazendo o fechamento semanal e mensal dos depósitos bancários.
Ele também enviava, por meio de mensagens de celular, os números das contas bancárias que deveriam ser utilizadas para a movimentação do dinheiro do tráfico.
Estima-se que, ao todo, essa organização criminosa reúna mais de 23 mil criminosos em todo o país.
Operação Cravada
Na última terça-feira (6), a Polícia Federal prendeu 28 pessoas em 23 cidades do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima e Pernambuco. Nesta operação, 418 contas bancárias foram bloqueadas. De acordo com a PF, cerca de R$ 1 milhão por mês circulavam nas contas mantidas pela facção criminosa.
De acordo com a PF, o dinheiro arrecadado era utilizado para a compra de armas e drogas e bancar transporte e estadia de familiares dos presos próximo aos presídios onde os membros do grupo estão detidos.(G1)


