• Rio de Contas: Recém-nascido é sepultado sem autópsia, guia de sepultamento e até hoje os pais estão sem Certidão de Óbito, afirma Vereador

    O Vereador Vinícius Costa fez uma denúncia de um fato considerado grave que ocorreu no Hospital de Rio de Contas (HRC). A denúncia foi feita pelo Parlamentar na Sessão do Legislativo da última segunda-feira (02).  Segundo o Edil, no dia 15/02, uma gestante entrou em trabalho de parto e não conseguindo chegar a Unidade Hospitalar deu a luz em via pública. O esposo desesperado diante da situação pegou a criança e levou a até o (HRC). O vereador não sabe afirmar ao certo se o recém-nascido chegou ou não com vida ao Hospital, porém, o que chama atenção neste caso é que, ao invés de encaminhar o corpo para o IML de Brumado, os profissionais da Unidade Hospitalar, entregaram  o mesmo à família para que fosse sepultado, e para complicar mais ainda a situação, segundo apurado pelo vereador Vinícius, não foi  fornecida a guia de sepultamento. “Sabe quando essa guia foi expedida? Até hoje ainda não foi e a criança foi sepultada sem guia de sepultamento”, observou o Parlamentar. Vinicius Costa disse ainda, que o caso estaria sendo mantido em sigilo pelo Diretor Administrativo do Hospital de Rio de Contas, o Sr. Adílio Aparecido da Silva. “O Diretor pediu a algumas pessoas que aguardassem, sob a justificativa de que estaria pensando numa solução. Pediu ainda que não comentassem com ninguém para que o assunto não chegasse ao conhecimento da oposição. Se não quer que a oposição saiba, é porque boa coisa não é”, ressaltou o Vereador. Dado gravidade do fato coube ao vereador fazer um requerimento solicitando a convocação do Diretor Administrativo a tribuna da Câmara para prestar esclarecimentos. Foi solicitado ainda que o Município fosse oficiado a dar acesso aos Parlamentares dos registros no livro onde constam os nascimentos e óbitos do Hospital de Rio de Contas. O vereador solicitou ao Presidente da Casa que uma cópia da sua fala fosse encaminhada para o Ministério Público e para a Polícia Civil para que o caso possa ser investigado. “Eu não sou polícia, não sou promotor e não sou juiz. A minha obrigação é levar as denúncias ao conhecimento das autoridades para que investiguem. Por isso, criei um canal de denúncia, através do qual qualquer pessoa pode denunciar e tenho garantido a essas pessoas o total anonimato, de forma que elas se sintam seguras em fazer suas denúncias”, concluiu.