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Foto: Destaque Bahia
O prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos (sem partido), emitiu carta aberta em que constesta o governador da Bahia, Rui Costa. Recentemente foi veiculado que o governdor teria processado o prefeito de Brumado, por ter associado ele ao narcotráfico. Como resposta, o prefeito expos pontos em que fala claramento que o governador estaria mentindo. Veja a carta na integra “Em evento político, o governador Rui Costa foi questionado acerca de nosso pronunciamento sobre a sua posição política frente a um dos males deste século que é a droga, ao defender a discussão de emprego na sistemática de circulação das drogas. Disse, então, que não iria responder, pois a sua resposta foi a proposição de ação criminal. Sem problemas, Senhor Governador, em que local formos chamados a responder e sustentar o absurdo de um agente político, com atribuição de desenvolver estratégias para a segurança pública, pronunciar-se da forma em que toda a Bahia assistiu, quando deveria demonstrar as ações e proposições de combate ao narcotráfico. No entanto, não tendo como enfrentar o tema e “saindo pela tangente” emenda uma vergonhosa mentira, que é classificada como crime de calúnia e o senhor governador, também, terá que responder a ação criminal, já em providências. Afinal, proferiu calúnia ao imputar mentirosa e vergonhosamente, crime de direcionamento de licitação à minha pessoa. Ocorre que, diferentemente de sua Excelência, enfrentaremos o seu ato covarde e mentiroso esclarecendo que: 1 – Em momento algum levamos representante de empresa licitante para reunião técnica marcada em seu gabinete. Compareceram conosco assessor jurídico e técnico da empresa, que realizou o Estudo de Viabilidade Técnica para a realização da licitação; 2 – O Governador, com sua arrogância peculiar conhecida de todos os que com ele se relacionam, efetivamente, interrompeu (como ele disse) o técnico em sua apresentação, não deixando concluir que a licitação em Brumado não somente era legítima/legal, mas que, também, era interessante para o Estado da Bahia e Embasa. 3 – A reunião marcada foi para discutir questões técnicas, mas tendo o município levado os seus técnicos, contentaram-se em tentar falar (isso quando são permitidos pela ‘versatilidade e sapiência’ do governador em todas as áreas – pelo menos arvora-se assim!); sendo que minutos antes tinha saído de sua sala, em reunião fechada, o presidente da Embasa, o Sr. Rogério Cedraz. 4 – É mentira, senhor governador, que o senhor interrompeu o técnico dizendo que ele pertencia à qualquer empresa. Sua interrupção foi para, realmente, dizer que investiria recursos diretamente do Estado para viabilizar a implantação do sistema de esgotamento, tendo em vista a demonstração dos técnicos de que as planilhas da Embasa estavam “furadas” e que não tinham qualquer sustentação de viabilidade. 5 – Na oportunidade, então, o senhor governador, foi questionado como seria a formalização desse compromisso, pois era complicada essa confusão entre Estado e Embasa, pois a concessionária é pessoa jurídica independente. Além disso, qual seria a segurança do município de Brumado nessa formatação, já que na licitação tudo seria amarrado em termos de cronograma financeiro com a execução das metas e responsabilização em caso de não atendimento. 6 – Ponderou-se, nesse mesmo momento, que o senhor governador tinha anunciado em praça pública, em Brumado, a ampliação da crista da Barragem de Cristalândia, que nunca aconteceu, dentre outras promessas. Então, não havia garantia alguma o investimento direto de recursos do Estado, já que não seria feito todo nesse exercício, e ao ser questionado sobre essa garantia respondeu: “por que eu estou dizendo e sou homem de palavra” (?!). Isso não existe! 7 – Além disso, ponderou-se que poderia ser canalizado os recursos para outras áreas, já que prejuízo algum havia na concessão do esgotamento ser licitado. Pelo contrário, a fala do governador traz um prejuízo sem sentido para o Estado, quando admite a incapacidade financeira da Companhia Estatal (Embasa), tendo-se que lançar mão de recursos diretos do Estado. 8 –Em momento algum foi dito que a nossa intenção é privatizar, pois isso já é feito. A Embasa não é o Estado da Bahia, eis que tem capital privado em sua constituição. O que não tem sentido é o senhor governador dizer que irá injetar recurso direto do Estado para viabilizar uma empresa, que por mais que tenha a maior participação do Estado, gera lucro, ao final, para os demais acionistas, sendo que tem solução mais adequada e legal para o enfrentamento do esgotamento sanitário. Chega de tanta mentira, senhor governador”.
