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A Bahia é o primeiro do ranking de violência do país, de acordo com os dados obtidos em 2022 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com as cidades mais violentas, em 2023 o estado registrou casos de homicídios que tiveram repercussão nacional. Na segunda-feira (28), nove pessoas foram encontradas mortas dentro de casas vizinhas em Mata de São João. Cinco corpos estavam totalmente carbonizados, dois parcialmente carbonizados e outros dois sem queimaduras, mas com marcas de tiros. Entre as vítimas, estavam três crianças. Entre os outros crimes sem solução no estado, estão o assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete, o sequestro e morte de uma idosa de 73 anos. A líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, foi morta dentro do quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na noite do dia 17 de agosto. Ela estava na companhia de três netos quando dois homens invadiram a casa e dispararam contra ela. Hyara Flor, de 14 anos morreu após ser atingida por um tiro na cidade de Guaratinga, no extremo sul da Bahia, em 7 de julho deste ano. Pertencente a comunidade cigana, a adolescente era casada com um também adolescente de 14 anos, que fugiu com a família para o Espírito Santo após o crime. Vera Lúcia Vaz Vieira, de 73 anos, foi vista no dia 19 de junho, em Itabuna, no sul da Bahia. O desaparecimento da idosa foi constatado após a casa em que ela morava ser encontrada aberta, mas sem sinais de arrombamento. Mais de um mês após o desaparecimento, a Polícia Civil da cidade confirmou que encontrou os ossos da idosa na zona rural de Ilhéus. A maquiadora e designer de unhas Bruna Ferreira dos Santos, de 19 anos, foi morta a tiros enquanto andava de bicicleta uma rua de Dias D'Ávila, cidade da Região Metropolitana de Salvador (RMS). O caso aconteceu no dia 10 de agosto. Além de trabalhar com estética, a jovem trabalhava em uma loja de vendas de acessórios de eletrônicos e mostrava a rotina na internet.
