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Cerimônia de sepultamento foi feita sob aplausos (Foto: Yuri Girardi/G1)
O corpo do engenheiro Norberto Odebrecht, 93 anos, foi sepultado no final da manhã deste domingo (20) em cerimônia que reuniu dezenas de pessoas no Cemitério Campo Santo, no bairro da Federação, em Salvador. A despedida, encerrada por volta das 11h30, foi marcada por muitas homenagens, como uma intensa salva de palmas e pétalas de rosas jogadas de um helicóptero durante o sepultamento.
A imprensa não teve acesso à área onde familiares e amigos se despediram do empresário, que morreu na noite de sábado (19) por complicações cardíacas no Hospital Cárdio Pulmonar, na capital baiana.
A movimentação no cemitério foi intensa durante toda a manhã, o que causou alterações no fluxo. Passaram pelo Campo Santo para se despedir de Odebrecht o governador da Bahia, Jaques Wagner, além do prefeito de Salvador, ACM Neto. Muitos outros políticos também foram prestar condolências à família do engenheiro, que preferiu não dar entrevistas nesta manhã de despedida.
Odebrecht era fundador e Presidente de Honra da Organização Odebrecht, um conglomerado de empresas que atua em diversos países. A construtora que leva o nome do engenheiro, fundada em 1944, completa 70 anos e atua em 23 países e emprega quase 200 mil pessoas.

Odebrecht morreu aos 93 anos na BA
(Reprodução/Fundação Odebrecht)Entre as obras realizadas em Salvador está a construção do Teatro Castro Alves, concluída em 11 meses e entregue oficialmente ao Estado da Bahia, em julho de 1958, sendo reinaugurado após um incêndio, também com construção da Odebrecht, em 1967.
"Ele foi o maior empresário de todos os tempos na Bahia, com uma empresa que se espalhou pelo mundo, e tinha um compromisso com o estado. Deixa um legado muito importante para a economia", comentou o prefeito ACM Neto. Em nota, Wagner disse que Odebrecht foi um "grande homem cujo espírito empreendedor foi enriquecido por uma ampla visão social".Muitos funcionários das empresas de Odebrecht também marcaram presença na cerimônia de despedida do emrpesário. Um deles, Alfredo Fagundes, 30 anos, atuava como motorista na corporação de engenharia fundada há 70 anos. "Foi um grande pesar. O mundo vai sentir a falta dele. Ele tinha um jeito muito educado de tratar as pessoas. Eu costumo dizer que tudo o que eu tenho, eu agradeço primeiro a Deus e depois a seu Norberto", lamentou o funcionário.
