• Taxa de desemprego na Bahia volta a ser a maior do país

    A taxa de desocupação na Bahia ficou em 13,3% no terceiro trimestre, praticamente igual à do segundo trimestre (13,4%), e voltou a ser a maior do país. Os dados foram divulgados naPesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Trimestral do IBGE, nesta quarta-feira (22). Apesar de não ter recuado de forma significativa e de ser a mais alta entre os estados, a taxa de desocupação baiana foi a menor para o período em oito anos, desde 2015. Segundo o IBGE, a estabilidade da taxa de desocupação na Bahia, entre o 2º e o 3º trimestres se deu porque, embora a população ocupada tenha aumentado (+1,8%, ou mais 106 mil), a oferta de vagas não foi suficiente para atender à demanda por trabalho, e o total de desempregados também voltou a crescer (+1,2% ou + 11 mil). A alta do número de trabalhadores do segundo para o terceiro trimestre, na Bahia, foi puxada pelo aumento no total de empregadores com CNPJ, portanto, formais (+36 mil) e de empregados no setor público (+32 mil). Com isso, a taxa de informalidade no mercado de trabalho baiano seguiu em queda e ficou em 52,1% (frente a 52,7% no 2º tri). Do 2º para o 3º trimestre, o número de pessoas trabalhando cresceu em 6 das 10 atividades, na Bahia, puxadas pela administração pública (+91 mil) e transportes (+36 mil). Construção (-53 mil trabalhadores) e informação e comunicação (-23 mil) concentraram o saldo negativo; No 3º trimestre, os rendimentos médios reais dos trabalhadores aumentaram na Bahia, em Salvador e na Região Metropolitana da capital, tanto frente ao trimestre anterior quanto em relação ao mesmo período de 2022.