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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) detectou irregularidades em contratos firmados em 2021 e 2022 com artistas e produtoras de eventos pela antiga Bahiatursa, atual Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur). Segundo informações da coluna Satélite, do Correio*, os indícios reforçariam as suspeitas de uso indevido de recursos sob responsabilidade do órgão. Durante a análise dos repasses, os auditores do TCE apontaram pagamentos de cotas de patrocínio sem que as empresas contratadas tivessem apresentado relatórios que comprovassem, através de documentos e imagens, a execução dos serviços e as despesas elencadas no orçamento do projeto ou evento. Ainda de acordo com a Satélite, a ilegalidade ocorreu em todos os seis pagamentos da Sufotur que foram alvos de análise dos técnicos do tribunal. Segundo os relatórios, nos últimos dois anos da Bahiatursa, os contratos de patrocínio sem a devida comprovação somaram quase R$ 2 milhões. Houve também a antecipação indevida de pagamentos em contratos de apoio a eventos, o que contraria dispositivos da Lei de Orçamento, cujo teor veda a prática. Os relatórios do TCE apontam ainda volumes expressivos de pagamentos por indenização, grande parte deles sem qualquer justificativa para enquadrá-los nas regras que permitem a liberação de verbas em circunstâncias emergenciais.
