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A equipe econômica do governo Lula estuda medidas de ajustes de despesas na área da educação. Segundo informações da Folha de S. Paulo, uma das possibilidades é a cobrança de mensalidade de alunos ricos em universidades públicas, além de alterações nos parâmetros do Fundo de Manutenção e Desenvolvido da Educação Básica (Fundeb). Ainda de acordo com a reportagem, mais de 100 iniciativas ligadas à educação estão sendo analisadas e podem ser colocadas em debate, com objetivo de buscar reequilíbrio fiscal e acabar com déficit nas contas públicas. A cobrança da mensalidade seria apenas para alunos de classes sociais mais altas dentro do universo de 1,3 milhão de estudantes matriculados na rede federal de ensino superior. Segundo a Folha, a avaliação do governo é que com a mudança de perfil do aluno das universidades públicas ao longo dos anos, com maior presença de estudantes vindos de classes mais pobres, os ganhos com a possível cobrança seria limitado. Por conta disso, o impacto da medida ainda é analisado. Já no caso da Fundeb, de acordo com a reportagem, a gestão Lula entende que as alterações trariam maior flexibilidade para o orçamento, mas isso também pode não ser tão efetivo. Uma possibilidade analisada é a de aumentar o percentual da contribuição que a União paga ao Fundeb, que seria contabilizado no piso federal da educação.
