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Defender a dignidade humana através de políticas públicas de acesso à justiça e de promoção de direitos humanos. Essa é a missão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos – SJDH, refletida na Caravana de Direitos Humanos no território do Sudoeste da Bahia. Entre os dias 23 e 31 de julho, a ação contabilizou mais de 5.800 atendimentos nos municípios de Livramento de Nossa Senhora, Brumado e Caetité. A história de seu José Aparecido Pereira, 59, resume perfeitamente a passagem da ação itinerante pelo território. Morador da zona rural de Livramento de Nossa Senhora, ele chegou à Caravana de Direitos Humanos apenas com uma declaração de batismo, que não permite acessar direitos fundamentais como saúde, educação e justiça. Na Caravana, seu José contou com a assistência da SJDH e parceiros como a Defensoria Pública (DPE), a Arpen (Associação dos Registradores Civis de Pessoas Nascidas no Estado da Bahia) e o Instituto Pedro Melo para, aos 58 anos de idade, ver nascer sua cidadania brasileira. Já em Caetité, a Caravana levou cidadania para moradores de seis das 14 comunidades quilombolas do entorno do município: ‘Lagoa do Meio’, ‘Contendas’, ‘Pau Ferro e Juazeiro', ‘Olhos D’água’, ‘Cangalha’ e ‘Cristina’, onde mora Sonicleide Guedes, 42. Ela foi à Caravana com três de seus filhos em busca da emissão da segunda via do RG. “A gente tinha muita dificuldade de tirar um documento e foi muito boa a vinda da Caravana para cá. Ajudou bastante a gente. Eu mesma, trouxe meus filhos que não tinham os documentos e, graças a Deus, conseguimos fazer tudo de uma vez só”, comentou. Em Brumado, o destaque foi a grande procura pelo Passe Livre Intermunicipal e pela Carteira de Identificação para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA). Ao todo, foram emitidos 90 desses documentos em dois dias de atividades. O professor da rede estadual de ensino, Gleberson Pereira, 40 anos, foi um dos beneficiários desse serviço. “Ser professor com autismo é um grande desafio, por conta da interação com as pessoas. Fico muito feliz, enquanto professor estadual e pessoa com deficiência, por conseguir a minha CIPTEA, emitida aqui mesmo, na minha cidade. A carteira é um direito, mas às vezes, é tão difícil acessar”, destacou.
