História
O relatório antropológico que compõe o RTID aponta que o povoamento da comunidade foi iniciado entre os séculos XIX e XX, com aquisição de terras por parte de famílias afrodescendente, quando se agregaram formando uma única comunidade. Nos anos de 1960, fazendeiros e posseiros vizinhos ameaçaram as famílias da Lagoa Santa com boatos de que a reforma agrária iria tomar a terra da comunidade. Com medo, as famílias venderam as terras por preços irrisórios.
Segundo o analista em Reforma e Desenvolvimento Agrário que acompanhou o processo de criação do RTID do Território Quilombola Lagoa Santa, Itamar Vieira Junior, alertou que a comunidade adquiriu a terra com o plantio de mandioca, a manufatura e comercialização da farinha. As famílias do Lagoa Santa vivem da agricultura, com o plantio da mandioca, cacau, milho, cravo, banana, feijão e cupuaçu; do extrativismo e artesanato. A produção é destinada ao consumo e venda na feira livre de Ituberá.


