• Pela primeira vez sozinho, Durval relembra os bons tempos do Asa de Águia

    Foto: Arisson Marinho/ CORREIO

    O trio, o bloco e o vocalista são os mesmos. Mas existe uma única diferença. Durval saiu no Carnaval pela primeira vez sem a marca do Asa de Águia, banda que comandou durante 27 anos. Durvalino, como é chamado pelos fãs,  comandou o Cocobambu, terceiro bloco a sair ontem no circuito Barra/Ondina. Vestido com uma camisa floral, sem personagem definido como costuma fazer. Uma experiência nova, mas com muito saudosismo envolvido.

    Para os foliões que acompanharam o bloco, nada mudou com o fim do Asa de Águia.  “Sempre saio com Durval. Não tem mais o Asa, mas a  energia é a mesma, não mudou nada”, confidenciou o mineiro Bruno Régis, em seu terceiro Carnaval em Salvador. 

    No início, Durval até deixou o Asa de lado. Mas, não teve jeito. Após um aquecimento, lançou "Com Amor", o suficiente pra fazer a Barra acender e os foliões relembrarem os bons tempos da banda. O tradicional bordão  ‘O Asa arrêa’, ficou de fora da folia, mas não demorou para o vocalista fazer menção à banda. 

    Na frente do Cristo, Durval não aguentou e fez reverência direta à antiga banda. “Cadê a galera do Asa?”. O povo vibrou. Em seguida, emendou o o sucesso Quebra Aê, levando os foliões à loucura. Rolou até uma homenagem. “Essa música é para os fãs eternos do Asa. Se chama, eternamente Asa”. Durval pode até ter saído do Asa, mas dificilmente o Asa vai deixar Durval.