"Nasci ouvindo marchinha paulista", disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em janeiro de 2012. Quando fez 7 anos, descobriu o mundo dos homens, o universo dos violeiros. Na grande casa da Barra Funda, esperava o pai autorizar para que pudesse subir na mesa da sala para cantar para os coronéis que frequentavam a família. Era a hora de seu show. Um dia, cantou um tango de letra considerada indecente e teve sua carreira gongada. Entristecida por não poder mais cantar para sua plateia, foi socorrida por uma tia que prometeu colocá-la nas aulas de violão.

As seis cordas não agradaram a mãe, que preferia ver a filha casada com um advogado ou farmacêutico, mas a música não parava de chamá-la. Quando ia passar férias em uma das fazendas da família, deixava as primas na casa grande, pulava a janela e ia ver os colonos tocando viola. No dia em que um violão caiu em suas mãos, ela atacou de Boi Amarelinho. E teve caboclo marmanjo chorando baixinho.

Viagem
Quando chegou a década de 1960, Inezita já tinha ímpetos de pesquisadora. O mundo sertanejo era maior que o interior de São Paulo. Sertanejo não, ela não suportava essa nomenclatura por uma questão geográfica. "Sertanejo existe onde tem sertão. Aqui em São Paulo é música caipira. Por acaso, você já foi ao sertão de Jundiaí?"

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