o TCE aprovou o agrado. No entanto, o mesmo pleno que homenageou Vitória irá, ainda este ano, votar as contas dela à frente da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DP-BA). Ao perceber que sua atitude poderia colocar em cheque a imparcialidade do TCE, Carolina pediu, no dia 16 deste mês, a retirada da moção – que é entregue por carta enviada pelo presidente do TCE – para “não se incorrer numa contradição inconstitucional”. O pedido não agradou a todos os conselheiros. Presidente do colegiado, Inaldo Araújo pediu que à Secretaria Geral, com participação da Superintendência Técnica, apresente uma proposta de regulamentação da matéria, tornando-a clara e objetiva para evitar “constrangimentos” deste tipo. “Entendo que a Exma. Sra. Conselheira Carolina Costa pretende uma medida de prudência e de cautela, e, portanto, acompanharia sua posição, caso essas ponderações tivessem sido levantadas no momento de proposição da moção”, afirmou Inaldo. Outro que não se mostrou favorável a retirar a homenagem foi o novato Marcus Presídio. “Não concordo que seja tornada sem efeito uma moção já aprovada”, argumentou. Corregedor do TCE, Antônio Honorato expressou o seu entendimento de que, se houve um erro, foi do plenário. “Uma Moção de Aplauso não vai blindar nenhum gestor no julgamento das suas contas e que doravente é necessário ter mais cuidado na apresentação de moções”, aconselhou, numa também leve bronca. Após a indecisão, o pleno decidiu voltar atrás. Acolheu o pedido de Carolina e o constrangimento causado pela falha.
O vereador brumadense, Welinton Lopes, também comentou sobre o assunto, e fez questão de dizer que: "Bem fez a conselheira que reconheceu o erro e voltou atrás a esta moção que, a meu ver, não é merecida aquela que a frente da defensoria fez justamente o contrário da razão de ser da defensoria; privou milhares de baianos do acesso a justiça. Tornado este Estado ainda mais desigual. Humilhou a sociedade civil brumadense ao agendar uma audiência e, ao deslocarmos quase 600 km, não nos atender para solucionar a reabertura da dor de Brumado. Foi rechaçada pelos seus próprios pares, sofrendo uma acachapante derrota em sua reeleição a defensora geral, portanto está moção seria uma falta de bom senso do TCE" Disse Lpes, que acrescentou: "Quanto ao conselheiro João Bonfim, se votou favoravelmente peço que esclareça a população brumadense as razões do seu voto a esta moção de aplausos e quais motivos ele ver nesta defensora para merecer aplausos tendo em vista que ela fechou na calada da noite a unidade de Brumado. Ele perdeu uma grande oportunidade de registrar isso no TCE e votar contra [se votou a favor], e ainda contrariou o sentimento da Câmara de Vereadores de Brumado que votou uma moção de repúdio"
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Foto: Fabiano Neves / Destaquebahia.com.br
A conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Carolina Costa, no dia 5 de março de 2015, propôs que o pleno do tribunal agraciasse a ex-defensora pública geral da Bahia, Vitória Bandeira, com uma moção de aplausos. Sem ver problemas na homenagem,
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