Clériston Leite, diretor do presídio, informou que vai investigar as causas da rebelião, mas adiantou que a princípio começou após uma briga entre facções. Como aos domingos são realizadas as visitas aos detentos, muitas famílias foram feitas reféns na rebelião. Entre os reféns há mulheres e crianças. Ainda segundo o policial, as mortes e ferimentos foram causadas em brigas entre os próprios presos. Os cinco feridos foram liberados pelos presos e encaminhados para o hospital Clériston Andrade. Os detentos exigiam a presença de representantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Feira de Santana, para encerrar a rebelião. Por volta das 19h, a comissão chegou ao local, entretanto os presos mudaram a posição e disseram que só vão começar a liberar os reféns e se entregar na manhã desta segunda-feira (25). Por volta das 22h, o comandante da Polícia Militar de Feira de Santana, coronel Adelmário Xavier, informou que encerrou as negociações neste domingo, e que as conversas serão retomadas a partir das 7h desta segunda. Ainda segundo o coronel, o clima é de tranquilidade dentro do presídio. O fornecimento de água foi cortado no local, entretanto o abastecimento de energia será mantido. O G1 tentou entrar em contato com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), mas não foi atendido. De acordo com informações disponíveis no site da Seap, o presídio de Feira de Santana abriga 1.467 detentos, mas só possui capacidade para 644.

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