• Em períodos críticos Guajeru, M. de Pedras e L. Almeida terão prioridade nas águas do Truvisco

    atualmente o volume de Truvisco é 13 milhões de m3, menos da metade da capacidade máxima do Açude que é igual a 38,5 milhões de m3 de água. Foto: Divulgação.

    Em período crítico de estiagem, os municipios de Guajerú, Malhada de Pedras e Licínio de Almeida terão prioridade na alocação das águas do Truvisco, Brumado ficou de fora, conforme decisão do CGA


    Criada pela Portaria do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS sob Nº 66 de 02 de fevereiro de 2007, a Comissão Gestora do Açude - CGA de Truvisco, de acordo com o seu regimento, é um colegiado formado por representantes do poder público federal, estadual e municipal, representantes da sociedade civil organizada e representantes dos usuários diretos de água, tendo como área de abrangência o Açude do Truvisco e seus entornos, incluindo as áreas das bacias dos rios tributários desde suas nascentes (Riacho São Domingos, Barreiros e Rio do Salto no Município de Licínio de Almeida) e do prolongamento do Rio do Antônio (fazendo parte desse conjunto hidrográfico o Rio do Paiol desde sua nascente no Município de Jacaraci), até a Barragem da Cidade de Brumado.
     
    O objetivo da CGA de Truvisco é garantir a implementação da gestão descentralizada, participativa e integrada dos recursos hídricos daquele Açude. E dentro desse propósito no último dia 21 de maio, quinta-feira, foi realizada mais uma reunião daquele Colegiado, na Cidade de Caculé, onde se fez exposições sobre o volume de água no Açude de Truvisco, formou-se uma comissão para resolver conflitos pelo uso da água em áreas problemáticas da Bacia do Rio do Antônio e aprovou-se a alocação de água do Açude.
     
    Estiveram presentes à reunião, representantes da Agência Nacional de Água – ANA, do DNOCS, da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado da Bahia, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Contas – CBHRC, da Secretaria de Meio Ambiente de Caculé, da Gerência da Embasa de Caetité, da Secretaria de Agricultura de Licínio de Almeida, da Prefeitura de Guajeru, da Secretaria de Infraestrutura de Rio do Antônio e do MODERA, nas pessoas do Coordenador Geral Henrique Moreira Rocha e da ex-Coordenadora Geralda Ribeiro Amorim.
     
    Conforme exposições dos técnicos da ANA, atualmente o volume de Truvisco é 13 milhões de m3 . Ou seja, menos da metade da capacidade máxima do Açude que é igual a 38,5 milhões de m3 de água. De acordo com os técnicos, a vazão média da comporta de Truvisvo não poderá comprometer o volume do seu reservatório em menos de 3,3 milhões de m3, o que já seria um volume morto.
     
    O MODERA entrou na composição da comissão para resolver os conflitos pelo uso da água, que além de entidades da sociedade civil incluiu também órgãos públicos.
     

    Sobre a alocação de água para o período crítico de estiagem, foi aprovado que deverá haver prioridade para atender os Municípios de Licínio, Rio do Antônio, Guajeru e Malhada de Pedras. Embora o Coordenador do MODERA, Henrique Rocha, tenha feito a defesa de Brumado, o Colegiado da CGA de Truvisco não aprovou aquele Município como prioritário. Atualmente existem as comunidades de Campo Seco II, Espinheiro, Arrasta-Pé, Arrecifinho, Santa Luzia e Queimada Grande, no Município de Brumado, que ainda dependem do uso direto das águas do Rio do Antônio para abastecimento humano, dessedentação animal e irrigação.