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A família da vítima acompanhou o julgamento. Foto: Fabiano Neves / Destaquebahia.com.br
Parentes, amigos e familiares de Noé Galvão, que foi morto a tiros em dezembro de 2007, estiveram presentes no julgamento de Weliton Leite da Silva, na época policial militar, vindo a ser demitido da polícia depois do crime. Na ocasião, depois de se desentender com o árbitro da partida (Noé Galvão) o ex policial teria deixado o local e retornado momentos depois com uma arma em punho, atingido a vítima com um tiro na cabeça. Na ocasião o autor do crime deixou o local em companhia de uma criança de sete anos.
O julgamento que começou na manhã de segunda - feira (15), durou cerca de 12 horas, com apresentação de testemunhas de defesa e acusação, e um enfretamento pesado entre promotores e advogados de defesa, os quais procuraram convencer o Conselho de Sentença mediante explanações e material apresentado; no fim, o réu teve a pena fixada pelo juiz Dr. Genivaldo Guimarães, que presidiu o julgamento, a 14 anos e meio de reclusão em regime inicial fechado. O ex policial ainda terá que pagar uma indenização à mãe da vítima no valor de R$ 60 mil.

Em entrevista ao Destaquebahia, Nilson Galvão, um dos irmãos da vítima, disse que até hoje não acostumou com a ausência de Noé, o qual era um exemplo para toda a família, e que esperava uma pena maior "A vida do meu irmão foi tirada de forma brutal e premeditada, 100 anos de prisão ainda seria pouco para ele [Weliton Leite da Silva] mas de qualquer forma, o fato dele ter sido condenado a pagar pelo que fez, faz com que os nossos corações fique mais aliviados" disse Nilson.

O ex policial (em pé - foto) foi condenado a mais de 14 anos de prisão.
Welinton Leite da Silva foi denunciado pela prática de homicídio qualificado por motivo torpe, tendo como qualificadoras a vingança e o impedimento da vítima em se defender, o Juiz Dr. Genivaldo Alves Guimarães foi quem presidiu o julgamento e fixou a pena.
